sábado, 7 de abril de 2012

Plano pro Draft: Trade Down é uma boa?

Equipes campeãs, via de regra, são feitas a partir do Draft. Por isso mesmo sempre deixa GMs a beira de um ataque de nervos, pois qualquer escolha sempre tem um risco: o jogador que você pode ou não estar disponível, ir de BPA ( best player avaliable ou em bom português melhor jogador disponível ), ponderar o caráter do jogador, sua conduta fora de campo, se ele é alto, baixo, etc... são diversas as variáveis. Por isso que draftar não é fácil, longe disso aliás. Os últimos vencedores do Super Bowl, todos os últimos 17!!, foram montados via draft. A última equipe vencedora que não é expert em drafts foi o Cowboys, cuja algumas das principais estrelas tinham advindo do Free Agency.

Por isso escolher bem é fundamental. E o que seria o correto pro Miami? Temos alguns buracos cruciais para cobrir, neste ordem: Quarterback, Wide Receiver, Linha Ofensiva, Pass-Rush e Safety. É possível cobrir tudo em um único draft? Não, não é. A menos que você tenha várias picks. Mas como consegui-las? Ou você troca seus jogadores ou o faz no dia do Draft. E é sobre isso que eu irei falar agora.

O nosso Miami Dolphins tem a 8ª pick do primeiro round. E o que queremos, um QB decente, não estará disponível, haja vista que Andrew Luck e Robert Griffin III já estarão draftados e eu tenho pesadelos só de pensar em escolhermos Ryan Tanehill. O melhor WR Justin Blackmoon, pra mim ao menos, não vale a pick. Existe é claro a opção de catarmos um OL com esta pick, mas os dois melhores já deverão ter saído. Draftar, caso sobrasse, Morris Claiborne seria excelente é claro. O provável melhor Pass Rush, Melvin Ingram, não passa de jeito nenhum dos Jaguars, que escolhem exatamente antes de nós e para alguns Quinton Coples cheira a bust. Se eu fosse GM do Dolphins e aparecesse uma opção de Trade, eu aceitaria. Claro e evidente se o negócio fosse bom de verdade.

Mas quem poderia realizar essa trade conosco? Se prever um pick já é complexo, imagina então prever uma trade? Mas existem alguns times que poderia ser prováveis interessados, com alguns Mock net a fora tendo citado eles: Eagles ( 15ª pick ), Cowboys ( 14ª ), Jets ( 16ª ). Cada um deles com um interesse difuso. Não creio que, por motivos óbvios, os Jatos realizem uma trade conosco, mas Eagles e Cowboys faria sentido. O primeiro em busca de pass-rush ( talvez Coples ou mesmo Ingram caso esteja disponível ) e o segundo para reforçar a OL. Mas nós mesmos não precisamos disso? Sim, é claro, mas com uma trade acumularíamos  mais umaescolha de segundo round, que seria crucial para conseguirmos, por exemplo, um dos WRs citados na série de reportagens que o Blog está fazendo.

E se fizéssemos mais uma trade? Por exemplo, saindo do Top 15? E se fossem 3? Claro que aqui é mero devaneio, mas escolher no fim do primeiro round seria, talvez, desconsiderar o sofrimento de 2011, mas não valeria a pena poder escolher 4 jogadores no segundo round? E assim poder cobrir os buracos citados lá em cima todos neste draft? Escolher no segundo round, sabendo como e quem escolher, dá frutos. E poderiamos montar agora as bases de um time vencedor pelos próximos 10 anos. Claro que quando se fala em escolher jogador no segundo round, muitos - com razão - irão logo lembrar de nomes como: John Beck, Pat White, Samson Satele e Chad Henne. Mas temos hoje no elenco gente como Koa Misi e Sean Smith, dois Starters do time. Por mais que os dois melhores - e recentes - exemplos sejam questionáveis, eles são Starters.

O que sei é que a carga sobre Jeff Ireland é imensa. Eu não queria ser ele neste Draft. Ele simplesmente não poderá errar. Um erro dele e nossa tão sofrida franquia poderá permanecer no marasmo em que vivemos desde... um, desde 1994?

Draft Prospects - WR: Alshon Jeffery e Stephen Hill

Dando início a lista de Wide Receivers que poderemos escolher após o primeiro round, temos uma dupla tão boa quanto diferente em aspectos do jogo: Alshon Jeffery ( South Carolina ) e Stephen Hill ( Georgia Tech ).
Alto, forte e decisivo na End Zone. Perfeito demais, não? Pois é né...
  • Ficha: Alshon Jeffery - 14/02/1990 - Altura: 1,91m - Peso: 98kg - Universidade: South Carolina - Classe: Júnior.
  • Pontos Fortes: Seu biotipo é o ideal para a posição. Sua impulsão é acima da média pros recebores saindo da NCAA, permitindo - aliada a sua altura ) - que ele possa fazer as catches diante de fortes marcações. Suas mãos são seguras e raramente dropa passes que vão em sua direção, além de conseguir corrigir aqueles que não chegam tão bem. É o típico possession receiver, mas não consegue estragos após a recepção, mas pode melhorar isso na NFL, contudo tem uma qualidade pra lá de apreciável: realizar recepções com apenas uma das mãos. Pelo seu corpo, pode ser um aliado e tanto para os RBs do time, abrindo preciosos espaços. Teve uma queda na temporada passada, mas isso não vem a ser um problema, pois o QB Starter do time se machucou e o time ficou sob comando de um rookie.
  • Pontos Negativos: Por ser o melhor Receiver do time, seus numeros acabam sendo inflados, além disso tem dificuldades em rotas mais complexas e não consegue a separação ideal dos marcadores, confiando em excesso no seu tamanho e impulsão, o que na NFL pode ser um grande problema. Não se relaciona bem com a imprensa. Por sua defiência em rotas mais complexas ( as quais irá usar e muito na NFL ) permite que os DBs impeçam passes. Não tem boa explosão inicial, mas uma velocidade final na média. Ainda é muito cru e precisará de desenvolvimento ideal e um esquema que valorize suas qualidades. Sua ética também é um problema, pois foi expulso na partida diante de Nebraska ( e foi em um Bowl!!! ) após brigar e dar um soco(!!) em Alfonzo Dennard.
  • Notas:Obteve quase todos os prêmios possíveis para um WR da NCCA em 2010 ( melhor da divisão, melhor da NCAA e finalista de diversas premiações ), tendo inclusive cogitado se declarar pro Draft, mas foi orientado por seu Coach em SC para voltar pro ano de Júnior e tentar um título. Em 2011 passou longe de toda a badalação e por isso mesmo não irá sair no Top 15. Tem 8 jogos com mais de 100 jds ( recorde da Universidade ). Também obteve destaque na temporada de rookie tendo sido eleito pro primeiro time de novatos, e pro terceiro da NCAA.
  • Draft: Jeffery é um caso complexo de situar. Para alguns pode ser o novo Calvin Jonshon, mas para outro pode no máximo ser um novo Reggie Williams. O certo é que ele tem as qualidades para ser um Wide Receiver sólido, daqueles capazes de fazer, com o desenvolvimento adequado, +1300jds e +10Tds por temporada. Vale a pena? Eu cravo que sim e caberia a Joe Philbin e Mark Sherman desenvolvê-lo. Eles são bons nisso, convém lembrar. Jogador pra nossa pick de segundo round. Nem que façamos trade Down poderíamos sonhar em tê-lo após a 11ª pick do round 2.

Excelente alvo, veloz e razoável corredor de rotas. Solução pra nós? Depende...

  • Ficha: Stephen Hill - 25/04/1991 - Altura: 1,98m - Peso: 97kg - Universidade: Georgia Tech - Classe: Júnior.
  • Pontos Fortes: Um alvo enorme, um dos mais altos desta turma, seus longos braços o tornam uma ameaça real na end zone. Consegue pegar a maioria dos passes direcionados a ele. Foi o mais rápido no Combine ( 4,36 nas 40 jardas ) e também o que obteve o melhor salto. Atleta explosivo, tem pernas longas. Consegue jardas após a recepção e tem um domínio dos pés na hora de recepções perto da sideline. Raramente dropa passes. Ele consegue realizar bloqueios,  o que vem a ser um vantagem adicional. Além disso ele tem experiência como retornador, podendo ser usado assim na NFL.
  • Pontos Negativos: Seus números inflados são um ponto negativo, pois atuava em esquema de spread ofense ( 5 ou 6 recebedores por snap ), o que dificultará sua adaptação a esquemas mais complexos na NFL, mas por outro lado se vier pro Dolphins o WCO seria o de mais fácil assimilação. Precisa, e muito, refinar sua capacidade de executar rotas. Só teve um grande ano até agora e mesmo assim começou com tudo ( 462jds em quatro jogos ) e depois passou a ser mediano ( 358jds nos 9 jogos seguintes ). Ao todo um ano interessante, mas é um alerta vermelho, pois isso indica que sob melhor marcação ele sumiu. Imaginem na NFL.
  • Notas: Sem grandes destaques em termos de premiações e sem problemas na vida particular, nunca esteve envolvido em brigas e outras coisas menos nobres, como tanto jogadores da NCAA. Não é um excelente estudante e nem teve dificuldades na Universidade.
  • Draft: Hill é um WR que pode ser apenas um Wonder Year ( um ano espetacular ) e nada mais. Tem altura, braços bons mas além disso, nada demais. Poderia vir e resolver os problemas com retornos e ainda contribuir com passes. Mas já fizemos isso recentemente e portanto não é o que eu queria. Em todo caso, deve vir a ser um WR melhor do que Davone Bess, mas isso se for bem desenvolvido, sendo que ele não tem tanta perspectiva de melhora assim. Para alguns analistas, é WR de 1° Round. Para nós, obviamente, só em segundo round. Se conseguirmos trocar e angariar picks de segundo round, ficaria feliz de tê-lo no meio do round, mas acho que isso não acontecerá, ele deve ser escolhido antes disso.

E se quisermos um WR depois do 1° Round, quem seria o escolhido?

Após analisar os QBs foram das "estrelas" ( Luck, RGIII e - acreditem - Tanehill ), agora é a vez de darmos uma olhada para os recebedores que poderão aparecer após o primeiro round ( deixando assim de fora o melhor deles, Justin Blackmoon ). Claro que a discussão perderia o sentido caso escolhermos o Lua Negra na pick 8, mas também o seria com os QBs caso draftemos Rayn Tanehill, certo? Draft é assim, apostar e apostar. A sequência dos analisados ( dois a cada dia ) será essa e quem sabe estará ai o substituto de Brandon Marshall:
  • Alshon Jeffery ( South Carolina ) e Stephen Hill ( Georgia Tech ) - Sábado;
  • Mohamed Sanu (Rutgers ) e Rueben Randle  ( LSU ) - Domingo;
  • Juron Criner ( Arizona ) e Marvin Jones ( Califórnia ) - Segunda;
  • Nick Toon ( Wisconsin ) e Marvin McNutt ( Iowa ) - Terça.
Aguardem e comentem, afinal este blog é feito pra vocês.

Miami, enfim, contrata alguém...

 Esse é Tyrrell Johnson, Safety que era do Vikings. Mas não esperem grandes coisas deles. O comentário a seguir é de um torcedor do Vikings:

"Não há nada que falar. Uma profunda desilusão. Foi escolhido no draft de 2008 (2º round, creio) e nunca mostrou habilidade para a posição de safety. Nem é daqueles jogadores que se possa queixar de não ter tempo de jogo, pois até foi bastante utilizado nas temporadas que passou nos Vikes. Sinceramente, acho-o desastroso."

Acho que isso deixa claro que ele não deixou saudades por lá, certo?

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Top 50 Dolphins Players All-Time: N.º 46 Doug Swift LB e N.° 45 John Offerdahl LB

Os números 46 e 45 do Top 50 são Linebackers. E eram dos bons, gente de qualidade.

  • N.° 46 - Doug Swift: Ele não foi draftado em 1970 e assinou com o Dolphins na condição de UDFA. Como rookie ele participou de 6 dos 14 jogos da temporada, conseguindo 60 tackles ajudando naquela que viria a ser conhecida como a defesa sem nome. Ele foi a 3 Super Bowls e teve anos dourados até que em 1976 a NFL abriu duas novas franquias: Seatle Seahawks e o Tamba Bay Buccanners e ele foi deixado livre no Draft de Expansão ( onde cada equipe escolhe um determinado números de jogadores que não podem ser escolhidos e libera os que sobrarem ) e o Buccs o escolheu. Recusando-se a sair do Miami para outra equipe do mesmo estado, optou por se aposentar e seguir a carreira de médico, a qual tem até hoje. Precisa dizer mais sobre ele?
  • N.° 45 - John Offerdahl: Escolhido na segundo rodada de 1986, este Linebacker de Michigan, tem até o recorde de tackles: 694. Jogando em nosso Inside como rookie, ele conseguiu impacto imediato com 130 tackles, 2 sacks e 1 interceptação. Em 87 as contusões o perseguiram, mas ele ainda assim foi ao Pro-Bowl ( onde iria outras duas vezes ). Em suas 5 primeiras temporada ele foi um dos melhores ILB da NFL, mas a partir de 1992 decaiu bastante, fustigado pelas contusões. Ele era o melhor defensor dessa fase, onde direi, deixamos de vencer um Super Bowl por falta de setor defensivo forte.

Draft Prospects: Nick Foles QB

Mais um QB alto, forte e que tem cara de bust. É mole ou quer mais? Leia o texto e tire suas conclusões...


  • Ficha: Nick Foles - 20/01/1989 - Altura: 1.96m - Peso: 109Kg - Classe: Sênior
  • Pontos Positivos:  Tem o biotipo ideal para a NFL e tem um braço de quaidade, permitindo-o fazer todos os lances necessários a um QB. Boa precisão em passes curtos e médios, tendo feito 69,1% em sua temporada de Sênior. Sua melhor qualidade é acertar os passes nas rotas previstas, permitindo aos recebedores conseguir jardas extras. Tem uma bola leitura das defesas, toma boas decisões na linha de scrimmage e tem potecial a ser desenvolvido, mas nem tanto assim;
  • Pontos Fracos: As suas boas estatísticas na NCAA deve-se ao esquema de jogo da Universidade do Arizona que foca em passes curtos, com baixa margem de erros. Não tem um bom jogo de pés, não é scrambler e se não tiver um OL forte a sua frente deverá sofrer com sacks na NFL, além não proteger bem a bola. Sua bola longa é altamente deficitária e quando ele tenta costuma ser interceptado com, igualmente alta, frequência. Alguns analistas o vizualizam como um homem de esquema e não um talento nato. Fez uma boa temporada como Sênior, mas terminou com 4-8 nela.
  • Notas: Começou na NCCA em Michigan State e depois de um ano passou para Arizona. Tem as melhores marcas da história da Universidade ( passes e porcentagem ) em estatísticas ligadas ao esquema de passes curtos, mas peca nas mais importantes, como TDs e jardas totais. Foi Starter em 2 e meio e conseguiu destaque na NCAA.
  • Draft: Foles é QB de fim de segundo começo de terceiro round. Não mais do que isso. Qualquer coisa além disso será reach. Portanto, ele não deverá aparecer no segundo round. mas se fizermos Trade Down no primeiro round ( uma possibilidade real sobre a qual falarei depois ) e tivermos pick no fim do segundo round, é uma opção. Mas porque Flávio? Iremos usar o esquema WCO ( West Coast Offense ), que não precisa de um super QB pra dar certo. Foles seria uma boa aposta.
 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Draft Prospects: Brock Osweiler


O QB de Arizona State com seus pontos positivos e negativos tão altos poderia virar um Starter em Miami?

  • Ficha: Brock Osweiler - 22/11/1990 - Altura: 2,01m - Peso: 110Kg - Classe: Júnior
  • Pontos Positivos: Tamanho excelente sendo de longe o mais alto dessa classe. Braço enorme, permitindo a ele fazer todo tipo de lance. Teve uma excelente temporada ( a única como titular ) passando para mais de 4.000 jardas e 26Tds. Bom jogo de pernas, se movimenta bem no pocket, joga bem sob pressão e tem um bom atleticismo pra sua altura. Sua combinação de tamanho e mobilidade é rara entre QBs. Se bem treinado poderá virar um QB Starter sólido. Não é, contudo, um QB pra chegar e jogar na primeira temporada.
  • Pontos Negativos: Tende a preferir os passes longos em detrimentos dos mais fáceis e próximos, não tendo bons screen pass. Sua precisão é mediana e costuma mandar bolas "quadradas" além do aceitável. Capaz de conseguir um TD praticamente impossível para na sequencia perder o mais fácil. Tem cheiro de ser um rei do pick six na NFL se não tiver o desenvolvimento adequado. Terá que lidar com o histórico ruim de QBs com mais de 2m na Liga. Extremamente cru, terá que aprender na NFL aquilo que não conseguiu na NCAA. Falta-lhe requinte. E o ataque de Arizona State foi montado para tirar o máximo de suas qualidade. Potencial altíssímo para Bust.
  • Notas: Primeiro QB dos Sun Devils a passar das 4.000 jardas. Tem 7 jogos para mais de 300 jardas ( recorde da Universidade ), além de primeiro calouro a começar uma partida desde Jake Plummer, em 1993. 
  • Draft: O ideal seria um terceiro round, mas tem - sabe-se lá como - subido de cotação e alguns analistas acham que times desesperados por QBs ( alguém ai pensou em Miami? ) poderiam draftá-lo no segundo round. Pra mim, candidato nato a Bust. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Draft Prospects: Brandon Weeden - QB

Um QB com quase 30(!!) anos pode ser a solução de nossos problemas?

  • Ficha - Brandon Kyle Weeden - 14/10/1983 - Peso: 100Kg - Altura: 1,91m - Classe: Sênior 
  • Pontos Fortes: Tem um bom braço, ótima porcentagem de passes acertados ( 72% em 2011 ), ótimo tamanho ( lembra muito o Big Ben ), bons intangíveis, líder dentro de campo e fora dele, não é uma ameaça correndo mas não é um QB imóvel, trabalha bem sob pressão e tem - como disse o Dan - sangue nos olhos quando está na Red Zone, apesar da idade pode ser um QB bom na NFL.
  • Pontos Fracos: Perde lanceis fáceis além do normal, confia demais no seu braço e faz jogadas forçadas por causa disso ( correndo o risco de sofrer interceptações bisonhas ), dá alguns passes longe dos WRs que em Oklahoma eram corrigidos pela qualidade dos companheiros, não tem um bom jogo de pés. Sua idade é um problema a ser considerado ( existem nada menos que 15 QBs Starters mais jovens que ele ), apesar da altura não é um exemplo de atleticismo. Pesa contra o fato de que QBs de Oklahoma State não costumam se dar bem na NFL. Apesar de ter ótimos numeros, estes podem ser creditos ao esquema da Universidade ( sistema este não usado na NFL ), tornando-o talvez um produto do sistema. Seus passes precisam de tempo, não sendo portanto bons em screen pass, tão necessários na NFL. Além disso sua leitura das defesas é deficiente, isso na NCAA, imaginem na NFL.
  • Notas: Sua idade alta tem uma explicação: ele foi Draftado em 2002 para a MLB pelo NY Yankees. Ficou no time de desenvolvimento até 2005, quando foi pro Kansas City Royals, onde só ficou uma temporada. Em 2007 foi voltou pra Oklahoma ( seu estado natal ) e se matriculou novamente em uma Universidade. Tem diversos recordes da Universidade ( passes, porcentagem de passes, jardas totais em uma temporada, etc ) e foi o primeiro QB da Universidade eleito pro melhor time da Divisão desde 1930.
  •  Draft: Se o Miami for draftar ele é no segundo round. Ele não restará para nossas escolhas de terceiro round. Se eu o draftaria? É uma aposta. Como todas as outras foram. O que podemos perder que já não tenhamos perdido?

Nike divulgou o novo uniforme do Dolphins.

Devo admitir que cheguei a ficar com medo com a mudança de fornecedor do Material Esportivo ( saiu a Reebok e entrou a Nike ). Mas até que eu gostei do novo uniforme. E você, o que achou? Diga na caixa de mensagens...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Draft Prospects: Kirk Cousins QB


Kirk Cousins tem um feito e tanto: é o QB mais vencedor dos Spartans de Michigan. E o primeiro a não perder uma única partida diante dos Wolverines ( de onde vieram Jake Long e, que coisa, Chad Henne ). Já que não deu certo com um QB de Michigan, não custa nada tentar com um da Universidade rival, certo?

Existe uma coisa sobre a qual todos os analistas concordam: tirando Andrew Luck e, talvez, RGIII não existe um talento nato pra posição de QB nesta turma. Como Ryan Tanehill parece ser agora considerado talento(??) pro Top 5 ( falam dele no Browns, que tem a quarta pick ), temos que voltar nossos olhos pros QBs que poderão aparecer no segundo round. E nesta semana irei desbravar nomes de QBs que podem ter sucesso na NFL, mas que com certeza precisarão das condições ideais para isso. E o primeiro nome é Kirk Cousins.

A Universidade de Michigan State é uma das mais tradicionais do esporte, e grande sua rival é Michigan. A rivalidade entre os Spartans e os Wolverines é grande e nos últimos 3 anos, pela primeira vez na história do confronto, os Spartans venceram. E esse sucesso deve-se, em grande parte, ao seu QB ( starter desde 2009 ) Kirk Cousins. E é sobre ele que iremos falar agora:
  • Nome: Kirk Cousins, 23 anos ( 19/08/1988 ) - Sênior - Peso: 1,91m - Altura: 92Kg.
 Pontos Fortes: Raros intangíveis ( o algo mais dentro de campo, exemplo-mor: Tim Tebow ), liderança nata em campo, extramente profissional e trabalhador, boa precisão nos passes quando com tempo para pensar, bom jogo de pés e boa agilidade.

Pontos Fracos: Não tem estrutura fisica adequada para aguentar as pancadas da NFL, não tem um boa leitura do campo, qualidade e força do braço apenas medianas e precisa melhorar o repertório de jogadas além de provavelmente terá dificuldades com os complexos playbooks da NFL.

Carreira: Foi Stater durante os 3 últimos anos, tendo conseguido liderar Michigan State a 3 temporada vitoriosas após diversos anos. Foi eleito pro segundo time da Big Ten.

Draft: Se quisermos tê-lo em Miami, será no segundo round.

domingo, 1 de abril de 2012

Precisamos de um QB, mas iremos escolher um no 2º Round?

Não escondo de ninguém que a simples menção de Ryan Tanehill aparecer como o escolhido em nossa 8ª pick me causa nauséas das mais profundas. Mas me parece bem provável que o nosso Front Office acabe por escolher um no Draft, ficando com sérias chances de ser um no segundo round. Recentemente escolhemos 3 QBs em segundo round, a saber: 2007 - John Beck, 2008 - Chad Henne e em 2009 o terrível Pat White. 

Claro que nenhum deles resolveu nossos problemas e mais ainda fizeram com que perdessemos a chance de reforçar melhor a equipe. Mas eu me lembrei de outra escolha: demos a nossa pick de segundo round em 2006 pro Vikings para termos Daunte Culpepper ( ele recebera a tender ). Portanto foram 4 anos seguidos perdendo picks em QBs. Claro e evidente que podemos fazer isso agora e dar certo e QB fora do primeiro round ( às vezes até mesmo nele ) é um risco alto. 

Por isso durante a semana irei postar sobre QBs que podem aparecer no nosso Miami Dolphins no segundo round ( ou até depois ). São apostas, mas tem seus atrativos e claro seus contras ( em alguns casos, praticamente só isso ). Iremos escolher algum? Não sei, é claro. Mas se formos de QB depois do primeiro round, com certeza um destes vestirá nossa camisa. Os nomes que serão esmuiçados são:
  • Kirk Cousins, Michigan State - 02/04;
  • Brandon Weeden, Oklahoma State - 03/04;
  • Brock Osweiler, Arizona Staste - 04/04;
  • Nick Foles, Arizona - 05/04.
Aguardem. E na sexta-feira, por questões religiosas eu não faço qualquer atividade remunerada ou recreativa, pois é o dia da Paixão de Cristo. 

Top 50 Dolphins Players All-Time: 48 - Bryan Cox LB e 47 - Bob Brudzinski LB

Após Chris Chambers ( WR - N.° 50 ) e Engene "Mercury" Morris ( RB - N.° 49 ), chegamos agora a dois Linebackers de épocas distintas, mas que cravaram seus nomes em nossa história: Bryan Cox ( 48 ) e Bob Brudzinki  ( 47 ).

Brian Cox foi selecionado pelo Miami no quinto ( isso mesmo, quinto round!! ) em 1991. Na NCAA ele jogara em Western Illinois e em sua temporada de estreia ele participou de 13 jogos, conseguindo 63 tackles e dois sacks. Mas foi a partir de sua segunda temporada que ele mostrou todo o seu potencial: 127 tackles, 5 funbles forçados e 14 sacks. Com tal desempenho, ele foi ao Pro Bowl ( a primeira de 6 idas ) e foi eleito pro melhor time da temporada. Desde então apenas Jason Taylor e Zach Thomas conseguiram isso como defensores do Miami. Ele ficou no Miami até 1996, quando passou a peregrinar por outros times, como Bears, Jets e Patriots. Se aposentou e agora é Assistente do Coordenador de Defesa do Buccs. No geral foram 77 jogos com o Dolphins e 529 tackles, 31,5sacks, 3 interceptações e 14 fumbles forçados. Números impressioantes, não?

Já Bob Brudzinski é das antigas ( como dá pra perceber pela foto ), e não começou conosco na NFL, mas sim com o Saint Louis Rams, onde ficou por 4 temporadas ( 77-80 ), tendo inclusive jogado um Super Bowl. Por problemas salariais ele foi trocado com o Dolphins. Seria um acerto e tanto pra nós. Jogou como Starter todas as partidas da temporada, tendo conseguido 90 tackles. Em 82, na temporada curta por causa de uma greve, 55 tackles e 4,5 sacks o fizeram ser eleito pro time da temporada, mas ele não conseguiu vencer o Super Bowl, diante do Redskins. No anos seguintes ele seria o melhor LB do Dolphins, tendo levado o setor a ser, por duas vezes, a melhor defesa da Liga. Mas não fomos páreo pro Niners de Montana e Rice. Brudzinski se aposentaria sem ter um Super Bowl. O que é um pena, pois ele foi dos ótimos. Em 9 anos conosco, ele começou 94 de 125 neste período ( foi assolado por contusões nos últimos 3 anos ), 500 tackles e 14,5 sacks. Hoje ele é dono de uma rede de Restaurantes. com 10.