sábado, 24 de novembro de 2012

Seriam tão ruins assim os recebores do Miami?

Um olhar mais atento aos recebedores e seus números na temporada, pode revelar surpresas...
 
Antes de começar a temporada, parecia um pensamento usual dizer que o Miami Dolphins tinha o pior grupo de recebores da NFL. Somado a um QB rookie não parecia ser a melhor receita.  Mas eis que a temporada mostra, após 10 jogos um quadro bem diferente.
 
Não que eu ache que o grupo tenha melhorado ou que Tannehill seja a oitava maravilha do mundo, mas está claro que o time tem recebedores com bons números na NFL, exceção feita ao que tange ao Touchdowns ( por motivos óbvios ). Bess e Hartline estão tendo suas melhores temporadas em diversos aspectos. Para alguns isso seria o efeito Tannehill, para mim é o fato de que eles agora são os dois principais recebedores com a saída de Bradon Marshall ( que não custa lembrar passou das 1000 jardas nas duas temporadas em que ficou em Miami ).

Comecemos por aquele que talvez seja o maior achado do Miami em Drafts: Davone Bess, que foi UDFA da Classe de 2008, oriundo da Universidade do Hawaii. Ele era o alvo de um QB que muitos achavam com algum futuro pra NFL: Colt Brennan ( draftado pelos Skins na quinta rodada do mesmo draft ). Hoje ninguém mais conhece Brennan, mas Bess é um dos melhores Slot Receivers da NFL. Vamos aos números de Bess: 48 recepções e 586jds e 1 Td. São números decentes, considerando que ainda faltam 6 partidas. Ele tem tudo para quebrar a marca de jardas e o de rececepções  máximas em uma temporada e isso o coloca entre os melhores Slots receivers.
 
Já Brian Hartline vem de uma Universidade bem conceituada ( Ohio State ) e foi escolhido bem posicionado no Draft de 2009 ( quarto round ) e era mais uma aposta para formar Depth, pois o candidato a Stater era outro Receiver escolhido naquele mesmo draft ( Patrick Turner de USC ). Logo nas Trainning Camps B-Hart passou Turner, que hoje nem está mais na NFL, não que eu tenha ficado sabendo. Hartline foi ficando como segundo ou terceiro Wide Receiver a depender da temporada. E agora é o nosso principal alvo. Subida e tanto, não é mesmo? E vocês sabiam que ele tem 53 recepções para 790jds e 1 TD? São os seus números máximos de sua carreira para uma única temporada.

Entre os demais recebebores temos Anthony Fasano ( 200jds, 26 recepções mas ele lidera o time com 3 TDs ), Reggie Bush ( 23 recepções e 194 jds ), Daniel Thomas ( 12 recepções e 119jds ), Marlon Moore ( 4 recepções e 83jds ). Ainda podemos destacar Jovorskie Lane que tem 6 recepções e 56 jds.

Alguns irão usar o fator Tannhill, mas isso não é uma ciência exata, embora ele tenha 2.120 jardas em 9 partidas ( afinal praticamente não participou do jogo diante do Jest em NY ). Acontece que se pegarmos esta marca e a dividirmos por partidas teremos 235jds por partida. Mas temos que colocar na conta a high marca de 413 diante do Cards. Será que ele poderá melhorar pro ano que vem? Tomara. Se isso acontecer, teremos mais e mais números decentes pros Wide Receivers...
 
 

Qual é a melhor legenda para esta foto?

É mais ou menos assim que fico a cada derrota. Às vezes mais outras menos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Imagem da semana

Davone Bess fez a recepção do ano até aqui no Miami Dolphins, nesse lance. Concordas? Se sim, comenta. A caixinha é toda de vocês...

First Down - O dia que mudou o rumo da era Sparano

Esta foto é do primeiro jogo dele em Miami: ele chegara na sexta e no sábado já estava na Sideline. Este dia mudou os rumos da Era Sparano.

Não existe uma receita 100% certa para montar um time vencedor na NFL, mas dentre as que deram certo todas passaram pela construção do time via draft. Três ou quatro drafts bem feitos costumam resultar em times vencedores. Se o time conseguir tornar-se vencedor após duas temporadas outras benesses virão, como veteranos ainda bons de bola querendo atuar pela sua equipe e assim por diante. Alguns ( poucos ) times conseguem ficar vencedores via Free Agency, preenchendo espaços, mas mesmo estas equipes terão que ter mais acertos em Drafts do que erros, porque do contrário os buracos serão tão grandes que não terá Free Agency/Trades capazes de cobri-los.

Foi com esse pensamento ( o de montar um time vencedor via Draft ) que Bill Parcells, vulgo Big Tuna, foi contratado no finzinho de 2007 ( nossa pior temporada ) com carta branca para impôr a sua filosofia. A épóca não era de conhecimento de ninguém, mas a sua contratação fora uma imposição de nosso atual Owner ( Stephen Ross ) a Wayne Huizenga, que estava em negociação para adquirir a franquia. Ele queria profissionalizar o time e acabar com erros e erros atrás dos outros desde que Wuizenga comprara o Miami dos filhos de Joe Robbie no fim dos anos 80. Parcells de fato impôs a sua filosofia. E o plano central era: organizar as linhas no primeiro ano, cobrir problemas na defesa no segundo e o ataque no terceiro.

Veio então o Draft de 2008, primeira prova de fogo da Era Parcells, que passarei a chamar de Era Sparano ( pois este ficou mais tempo em Miami, do que o primeiro ), depois de uma Free Agency tímida até demais ( mesmo que gente como Fasano tenha vindo nela, esperava-se mais ). E o time, de fato, investiu bastante para melhorar as linhas: Jake Long, Donald Thomas e Shawn Murphy vieram para OL e Philip Merling e Kendall Langford para a DL. No mais nenhuma grande peça, mas ainda buscamos entre os não draftados um tal de Davone Bess ( sim, ele mesmo, o que conseguiu aquela recepção espetacular diante do Bills para TD!! ). O plano seguia dentro do previsto e as apostar para a temporada era ficar entre os 10 do próximo draft.

Ai veio o dia 09 de Agosto. Neste dia Brett Favre conseguiu seu intento: ser trocado do Packers para outro time e o escolhido fora o NY Jets. Mas o que isso teve de tão grave para mudar o rumo de uma reconstrução? O QB Starter do Jets a época era Chad Pennington, que vinha de ( mais ) uma cirurgia delicada no ombro. Como acabara de contratar o "Iron Man" da NFL ( detém o maior número de partidas disputadas em sequência ), não fazia sentido algum manter o "joelho de vidro" no Depth e o time rapidamente cortou ele. Ai a história mostrou-se cruel: quem draftara Pennington pro Jets fora ninguém menos do que Bill Parcells!!!

Rapidamente entrou-se em contato com ele e Chad-P de prontidão assinou. Alguém pode dizer: Flávio, você está ficando louco? A contratação de Pennington foi o que possibilitou a única temporada vitoriosa em 10 anos? Como assim isso pode ter sido algo ruim?

Os questionamentos acima são pertinentes e entendo perfeitamente que os fizer. Mas é preciso pontuar que isso cortou a reconstrução no seu ínicio. Por mais que eu tenha ficado feliz com a temporada de 2008, não posso esquecer que por causa dela a reconstrução foi interrompida. E é fácil saber porquê: as escolhas no Draft de 2009 ( exceção as de Vontae Davis e Sean Smith ) foram feitas pensando em otimizar a maldita Wild Cat, sensação em 2008, mas que no fim da temporada já não era tão efetiva quando fora implementada ( surra histórica no Pats ). Podemos afirmar que a contratação de Pennington e a implantação da Wild Cat são responsáveis por Pat White ter sido draftado. Caso não tivessemos contratado Pennington, teríamos sofrido muito em 2008, mas em 2009 talvez um QB tivesse sido draftado ( um QB de verdade, pois Pat White não conta ) e hoje o tão sonhado FQB estivesse em Miami ( sei que para alguns ele está, mas espero que entendam que não pode-se afirmar que um Rookie seja - hoje - o FQB da equipe ). Além do mais a equipe não reforçou-se devidamente na defesa, não repôs certos buracos, pois a temporada de 2008 os encobrira. E Pennington se machucou na terceira partida, Henne assumiu e venceu 7 partidas em 13 ( desempenho satisfatório para um quase rookie ) e passamos a confiar nele para 2010...

Perdeu-se tempo precioso. Nesse meio tempo Bill Parcells picou a mula e o resto da história infelizmente todos nós sabemos. Aquele dia 09/08/2008 mudou o que poderia ter sido uma reconstrução bem feita. E que acabou ficando pelo caminho. Em outras palavras: passaram-se 5 anos e estamos na mesma situação, de um time fraco. É de chorar, não?