sábado, 25 de maio de 2013

Fique de olho nas TCs: Jasper Collins, WR - Mount Union

Universidade pequena, com pouco destaque... lembram-se de alguém? Dica: saiu recentemente pro Browns...

Todo ano após o Draft é sempre a mesma coisa: uma verdadeira loucura atrás de algum possível all-star que tenha sobrado entre os UDFA, os rookies não draftados. Estes são procurados, basicamente, porque podem assinar com qualquer equipe que os procure, tendo alguns que até preferem nem serem escolhidos no fim do sétimo round. Via de regra, eles acabam assinando por equipes pelas quais já foram entrevistados antes pois isso - de certa forma - facilita a vida e aumentam as chances - normalmente bem reduzidas - de se sobreviver a um Trainning Camps. Isso só é mais fácil quando a equipe está sendo reconstruida do nada, como nós em 2008. E ai apareceu um tal de Davone Bess...

Em quase toda turma acaba aparecendo algum destaque, um jogador que acabar virando Starter e chamando certa atenção. Todas as equipes costumam adicionar de 10 a 20 UDFA, porque como são rookies e tem que seguir o padrão salarial da CBA, custam menos do que encher o elenco ( cada time pode ter nesta época até 90 jogadores ) com veteranos. Estes veteranos custam mais porque para assinar com eles é obrigatório dar bônus de assinatura de contrato, coisa que com os UDFA não precisa ser feito.

O primeiro atleta que eu chamo a atenção e o Wide Receiver de Mount Union ( nunca ouviu falar? Não se preocupe, nem deveria... ). A sua Universidade, de modo bem didático, seria da quarta divisão da NCAA. E dentre os times dessa divisão, a sua é uma das piores. Mas como assim devemos ficar de olho nele? Porque ele conseguiu um feito raro para os padrões de sua Universidade: participar de um jogo das estrelas. Ok, não foi o Sênior Bowl, mas sabem quantos jogadores da divisão foram chamados por segundo mais importante jogo das estrelas da NCAA vindos da "divisão" dele? Nenhum nos últimos 10 anos!!!

Ok, isso por si só não deve ter tanto destaque assim, é certo. Mas ele merece ao menos uma chance. Temos 3 jogadores definidos pra temporada: Wallace, Hartline e Gibson. Fora estes não tem nenhum grande destaque e ele pode sim conseguir um vaga, até porque sempre ficamos com 6 WRs no Depth Chart. E não vejo porque diminuir isso para 2013. Sendo assim, ele estaria em uma briga por 3 vagas com outros 8 jogadores. Ok, não parece tão animador assim? Vá dizer isso a Collins. Ele joga pela sua vida, para conseguir um contrato. Isso para quem jogou onde ele jogou, seria o mesmo que vencer um Super Bowl.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Muitos TEs no elenco, mas algum deles é a solução?

Na sequência: Dustin Keller, Dion Sims, Michael Egnew e Charles Clay, os digamos assim favoritos ao posto de Starter...

Ao fim do draft do 2013, o Miami passou a contar no elenco com 5 Tight Ends, a saber ( por ordem de experiência na NFL ): Dustin Keller, Charles Clay, Michael Egnew, Dion Sims e Kyle Miller ( um UDFA ). Destes 5 sairá o nosso Starter, mas a pergunta mais apropriada na verdade é se este será o melhor ou apenas o menos pior?

Nos últimos anos alguns times passaram a usar seus TEs altos e fortes de uma maneira diferente do usual. ou seja, menos proteção aos QBs/RBs e mais recebendo passes. Os diversos TEs dos Patriots ( sobretudo Hernandes e Gronk ) estão criando sérios problemas aos Coordenadores de Defesa adversários, haja vista, serem altos demais para os LB e ágeis demais para os DLs, causando assim uma combinação terrível quando se tem Tom Brady lançando. Ok, o Ravens e sua defesa mostraram o caminho na decisão da AFC, mas Gronk ( o melhor de todos ) não esteve em campo. E nós os iremos enfrentar duas vezes e se ambicionamos vencê-los na disputa pela divisão...

Mas deixemos a dupla de TEs do Patriots para a defesa e seu Coordenador Kevin Coyle. Este post busca tentar ver se o nosso OC Mike Sherman poderia fazer algo parecido com o nosso ataque. E a resposta é óbvia demais: não!

Primeiro porque ele não possui um WR com corpo de TE, como Gronk e Hernandes. Segundo porque não tem um QB com a inteligência de Brady ( sem crítica a Tannehill, mas acho que todos entendem ) e terceiro porque a West Coast utiliza-se de passes curtos, com ganhos pequenos, mas consistentes. Ué, mas se os passes são curtos, porque não usar os TEs? As jogadas são curtas, não exatamente os passes, ou seja, o deslocamento do WR ( mais ágil e rápido do que um TE ) é que conta. Anthony Fasano, Starter em 2012, era usado mais na Red Zone, quando o espaço pros WRs correrem as rotas rápidas fica bem reduzido.

Sendo assim, não iremos ver nossos TEs recebendo tantos passes quanto era possível esperar? Não e sim. Primeiro porque não temos no elenco alguém com qualidades excepcionais e segundo porque é possível fazermos mudanças no playbook para 2013, dando mais espaço para o que temos, aproveitando melhor as suas qualidades.

Mas volto a pergunta inicial: o que for nomeado Starter será o melhor ou o menos ruim?

Se a opção for melhorar a proteção para Tannehill, o Starter seria óbvio: o rookie Sims. Se for alguém que alie proteção e recepção, igualmente a escolha é óbvia: Keller. Duvido muito que o Starter não seja um dos dois, com certo favoritismo pro segundo. Mas eu não ficaria nem um pouco surpreso se Sims virar Starter, com Keller entrando em lances de terceiro down. Mas isso por enquanto ainda é especulação. 

Nos dois casos, seria por não termos outro melhor. Pois se tivéssemos alguém diferenciado, não haveria dúvidas sobre quem deveria ser o Starter, certo?


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mike Wallace: Ryan Tannehill pode ser tão bom quanto Big Ben

A química entre essa dupla definirá grande parte da força do nosso ataque

Saudações Phinaticos!
Estou de volta, depois de um bom tempo, para acrescentar ao Undefeat! Vamos ao que interessa...

Muito se questionou de como Mike Wallace sentiria a diferença entre um QB campeão do Superbowl e um Segundanista muito questionado lançando bolas a ele.

Mas nessa terça-feira, em entrevista, Wallace disse que acredita sim ser possível, que o seu atual companheiro de equipe seja tão bom quanto o antigo.

- "É engraçado, são algumas semelhanças entre eles. Ambos foram WR no começo da carreira, no college, portanto, já sabem o que nós (WRs) gostamos de fazer lá na frente. Ambos tem braços muito potentes. Ryan tem um verdadeiro canhão, pode realmente lançar longe."

- "Obviamente, Ben tem mais experiência. Mas pelo jeito que as coisas vão, não vai demorar muito para que Ryan seja um dos grandes QBs da liga. Eu sinto que podemos fazer grandes jogadas juntos. Já estamos criando a química, durante os Training Camps, está tudo indo bem. E depois do treino, ele sempre me lança 2 ou 3 bolas, todos os dias".

Mais cedo na semana, Tannehill disse ter se assustado com tamanha velocidade de Mike Wallace, chegando até a pedir para que o WR corresse as rotas em "meia velocidade".

- "Ele é o cara mais rápido para o qual eu já lancei na vida. É excitante!"

Falar até papagaio fala. Vamos ver como a dupla realmente se sai quando o "pau começar a comer" na NFL. Mas a confiança é grande. E se já se deram bem, é meio caminho andado.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Jamar Taylor passa por cirurgia de Hérnia de disco

Espero que essa cirurgia seja a primeira e a única que ele tenha que ter feito...

O rookie Jamar Taylor, de Boise State, fez ontem uma cirurgia para corrigir um problema de hérnia de disco. Informações oficiais ( o atleta não postou nada em seu twitter ) dão conta de que ele não deverá perder nenhum dia das Trainning Camps, o que é uma grande notícia. Antes agora do que durante a temporada.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Nova temporada, uma nova defesa?


Será ele o elo que faltava para termos uma defesa Top 5? Leiam e entendam o papel dele nesse processo...

Nosso time fez um barulho e tanto neste off-season, na sua reconstrução do time. Jeff Ireland fez movimentos ousados, trocou experiência por juventude, pagando menos por isso. No não foi diferente, tendo feito – possivelmente – o negócio do Draft, ao subir nove posições e escolhendo o jogador de Oregon, Dion Jordan. Considerado por muitos como o melhor pass-rush do Draft, Jordan foi o jogador que Jeff Ireland disse que não iria perder. E ele cumpriu a promessa no Draft.

Mas como essas novas peças entrarão em campo durante o ano? Qual é a ideia por trás dessas ações de Ireland? Como Kevin Coyle irá usar tantos novatos em um sistema híbrido? São perguntas que todos queremos saber as respostas...

Miami mudou para o sistema 3-4 em 2008, após sempre ter usado o 4-3. Acontece que faltaram peças e o sistema ficou pelo caminho. Em 2012voltamos a jogar no 4-3. Acontece que Dion Jordan tem mais “cara” de um OLB em 3-4 do que um DE de 4-e, devido ao seu tamanho. Ele é alto, mas leve demais para ser um DE no 4-3 e quando você olha para ele, ele não parece ser grande o suficiente para isso. Sendo assim ele já deveria ter entrado na sala de musculação e adicionado peso e massa muscular. Mas ele fez uma cirurgia no ombro e só poderá começar este trabalho 4 meses depois do que deveria ter feito. Além disso, existe um outro problema: quanto de massa e peso ele poderá ganhar sem perder sua velocidade, acima do normal? Da resolução desta equação, dependerá o quão longe ele irá na carreira.

Eu, assim como muitos analistas, pensei que a escolha de Jordan poderia sinalizar que o time voltaria para o 3-4, ficando ele e Wake como OLBs e Odrick e Starks como DE. No entanto, isso me fez pensar sobre como a defesa de Miami pode ser nesta temporada e nas demais. Então eu pensei que eu iria dar uma olhada na possibilidade de Miami voltar para o 3-4. Quanto mais eu pensava sobre isso, mais a idéia de usar uma defesa híbrida, com várias opções fazia cada vez mais sentido.

Pra começo de conversa, não mais do que 3 equipes usam apenas um dos esquema sempre, em todos os snaps. A maioria das equipes usa sistemas híbridos onde a defesa molda-se ao ataque adversário ao longo do jogo. Nesta temporada eu acho que Miami pode estar usando um sistema híbrido, a fim de maximizar o talento do front seven, incluindo Jordan no campo. Afinal seria um desperdício absurdo de pick, draftar um jogador na pick 3 geral, e deixa-lo para entrar em campo no máximo umas 10 vezes por jogo. Isso é surreal. Nós temos como mudar de snap para snap e dentro da mesma jogada, a depender do que o capitão ( Wake ) ler do ataque.

Jogando no 3-4

O Dolphins ainda têm remanescentes do sistema 3-4: Randy Starks, Paul Soliai e Jared Odrick têm a experiência e talento para formar uma linha defensiva devastador no 3-4. Soliai pode desempenhar o 1-tech muito bem. Soliai é melhor quando ele pode pegar uma brecha e avançar ( este é também é o que faz dele um eficaz jogador de 4-3). Starks e Odrick são ideais 5-techs contra o jogo corrido, mas podem gerar pressão nos QBs a partir das extremidades do sistema 3-4. A questão para o sistema render é a profundidade do elenco. Miami assinou  Vaughn Martin, que tem experiência como DE 3-4. Kheeston Randall poderia jogar tanto no nariz ou no final, mas é inexperiente e não se sabe se ele seria eficaz no 3-4. Mas, para os iniciantes, Miami está em boa forma.

Os linebackers são um grupo bastante sólido. Os Outside Linebackers seriam Cameron Wake, Olivier Vernon, e, claro, Dion Jordan. Os Inside Linebackers provavelmente seriam as novas adições: Philip Wheeler e Dannell Ellerbe. Koa Misi e o estreante Jelani Jenkins seriam a profundidade na posição, com Misi sendo o versátil linebacker que pode jogar OLB ou ILB. Jenkins poderia facilmente atuar como ILB, mas poderia ser usado em algumas situações de cobertura. Austin Spitler ficaria como depth tanto para OLB ou ILB.

Jogando no 4-3

Já estamos familiarizados com este esquema, uma vez que jogamos nele na última temporada 4-3. Na linha defensiva, Cameron Wake é o DE esquerdo. Paul Soliai faz o 1-tech e Randy Starks o 3-tech. Jared Odrick, Olivier Vernon e Dion Jordan fariam a disputa pelo o posto de DE direito. Agora Odrick está em vantagem, com Vernon em segundo lugar. Se Jordan conseguir ganhar massa muscular sem perder velocidade, ele estará na luta para ser Starter.

Entre os Linebackers, Phillip Wheeler e Jelani Jenkins seriam os outsides. Dannell Ellerbe deve ser o Midle Linebacker. Já Koa Misi poderia revezar-se entre as duas situações.

Situações

Quando eu olho para a tabela de jogos do Dolphins, o primeiro jogo faria todo o sentido usarmos o 3-4. O Browns vai tentar desde o começo estabelecer o jogo corrido com Trent Richardson. O Miami pode usar mais 3-4, a fim de parar Richardson e isolar os pass-rushers, deixando-os mais liberados para atacar o QB adversário. O Browns tem o melhor Left Tackle em Joe Thomas. Apesar de nossas esperanças com Dion Jordan, ele não vai ganhar muitos snaps nesta primeira partida, ainda mais diante do melhor Tackle da NFL. Usando mais a 3-4 daremos poderíamos dar uma chance extra a Vernon e Jordan porque Odrick ou Starks criariam oportunidades para eles (muito parecido com Justin Smith faz para Aldon Smith em San Francisco). Soliai iria comandar a equipe pelo meio, Odrick e Starks poderiam forçar a equipe nas extremidades, deixando os rushers com espaços para “atingir” Brandon Weeden.

O jogo seguinte é contra o Colts e todos sabemos bem quem é o QB deles, portanto eles não irão correr com a bola e sim, obviamente passa-la. Dado que a linha ofensiva de Indy é uma preocupação menor do que a do Browns, o esquema 4-3, provavelmente, seria o melhor. Os Defensive Tackles podem gerar pressão suficiente, deixando mais fácil o trabalho de Wake e companhia. Jordan não estará enfrentando um tackle de elite e poderia conseguir passar pelos OLs do Colts, assim como Vernon. Uma constante no sistema 4-3 faria mais sentido nesse jogo.

A criatividade

O Atlanta Falcons é um time difícil de defender a partir de uma perspectiva de talento, sendo assim um híbrido renderia – em tese - melhor. O Patriots por outro lado, tem complicações especificas, pois usa TEs para fazerem rotas que em outros times caberiam a WRs. E eles tem um tal de Tom Brady.. Suas táticas ofensivas não convencionais torná-los difíceis de obter um bloqueio em defensivamente. É jogos contra equipes como essa, onde os coordenadores defensivos quer usar vários esquemas para supreender. Kevin Coyle, com a adição de alguns linebackers atléticos, tem agora a necessária versatilidade que ele pode usar contra o Patriots. Ele pode ser escalar três, quatro ou mesmo cinco homens na DL, dependendo do set ofensivo. Ele pode usar uma DL com Wake, Starks, Odrick, Vernon e Jordan, se quiser gerar pressão ou ter Jordan na cobertura contra os tight ends. Ele pode misturar e combinar os linebackers para maximizar a cobertura e esquemas blitzing. Ele pode usar um 3-4 em um jogo e mudar para um 4-3 na próxima. Ele pode usar várias formações para tirar o conforto de Brady, obrigando-o a fazer algo que não esteja acostumado, sair do pocket. Sem falar que ao poder usar diversos sistemas usando diversos jogadores, o coordenador de ataque terá também que sair da sua zona de conforto, dificultando pois o seu trabalho. Imaginem como ficaria um Técnico de Futebol sem saber se o time rival vai atuar com 3, 4 ou 5 zagueiros/atacantes. Isso causa imprevisibilidade, algo que – acreditem – vence partidas.

Considerações Finais

A escolha de Dion Jordan começa a fazer sentido na medida em que tanto Coyle quanto Philbin falam em usar um sistema híbrido entre 3-4 e o 4-3. Sendo assim, ele trouxe a defesa uma versatilidade a mais, embora o setor já fosse versátil. Mas agora temos um jogador que poderá atuar tanto como DE ( 4-3 ) ou OLB ( 3-4 ). Em vez de executar um rigoroso 4-3, o Dolphins podem misturar e combinar diversas formações e táticas frentes para ganhar uma vantagem. Miami pode maximizar o potencial do novato por usá-lo em uma variedade de formas onde a linha ofensiva não pode bloqueá-lo diretamente. O Miami parece ter o pessoal para, finalmente, tornar-se mais criativo e mais perturbador na defesa. Usando um esquema híbrido, a decisão de mover-se para cima no Draft e escolher Jordan assume uma luz diferente. Os fãs podem esperar os resultados dessa mudança, que pode não apenas calar os críticos, mas calar os ataques adversários também.