segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Pílulas do dia seguinte: Vencer jogando bem. Algo raríssimo, mas bem vindo

Eu admito: estava com medo de uma atuação monstruosa dele. Mas quem assustou mesmo foi a nossa secundária

Vencer. Este é o objetivo central de todos os esportes. Que me desculpe o Barão de Coubertain, mas competir não é o objetivo. São raras as grandes histórias de perdedores, talvez a corredora Suíça das Olimpíadas de 1984 seja a maior delas. Adiante.

Vencer é o que traz torcida. Seja no futebol da bola redonda, da laranja, da branca ou da oval. Reparem melhor na foto acima: o Soldier Field estava praticamente vazio no momento em que Cortland Finnegan consegue atrapalhar Brandon Marshall no último lance da partida. Neste momento era uma quarta para o Touchdown e o drope foi o ponto final da jogo. Muitos já tinham desistido da partida, que terminaria como estava neste momento ( 27x14 ). E mesmo que Marshall segurasse essa bola, ainda teriam que chutar um on-side kick, recuperar e marcar outro TD. Convenhamos que era quase impossível, ainda mais com a soberba atuação de nossa defesa.

Começo por destacar o final da partida para ser justo com quem vem mantendo este time vivo na temporada: a defesa. Não, hoje vocês não leram uma crítica que seja a atuação de Ryan Tannehill, mas é a nossa Defesa o motor deste time. Ela está entre os 4 melhores da temporada, tem engolido ataques poderosos, humilhado QBs de elite e mantido nossas chances de post-season. Foi ela quem nos garantiu vencer o Pats e nos deu a chance de matar o confronto ontem em duas situações: a interceptação de Reshad Jones ( que voltou a jogar muito bem ) e no fumble forçado e recuperado por Cameron Wake, a Besta. O time marcou 10 pontos nestes lances. Tire-os do placar e ainda assim teríamos vencido pode dizer o amigo. É uma meia verdade, porque se assim fosse, o Bears não precisariam de desespero no Drive final, apenas de um Field Goal para a prorrogação.

Eu disse na véspera que o Bears tinha um ataque poderoso. E de fato tem, ou não é ver que de o quinteto formado por Jay Cutler, Matt Fortte, Alshon Jeffery, Martelus Bennett e Brandon Marshall é de impressionar? Claro que é... mas quem tem Cameron Wake e cia tem defesa forte. Cutler não teve sossego e por mais que tenha tentado, não encontrava sucesso. A defesa segue sendo o que de melhor temos, mas...

Ontem o ataque disse presente. Aliás, Ryan Tannehill parecia o QB que tanto precisamos. Jogou como se fosse um Top 5, como se fosse uma estrela. Acertou os 14 primeiros passes que tentou e teve a sua melhor atuação na carreira. Ele lançou mais TDs em outras partidas, teve mais jardas em outras, conduziu drives vencedores em um algumas poucas na carreira, mas ontem ele foi o cara e o rating dele confirma isso: 123,6, o maior em quase 40 jogos. Claro que é o que queremos e, sobretudo, precisamos que ele faça. Terá outra oportunidade domingo, diante de uma equipe fraca que o Jaguars. Chance real de melhorar os números, mesmo que o rival tenha engolido o Browns, o que convenhamos nem é tão complicado assim.

Mas o ataque como um todo foi. Eu não vi nenhum drop, tivemos chamadas boas ( algo raro ) e o jogo corrido funcionou, com Lamar Miller correndo para 61 jardas e marcando um fundamental TD no terceiro quarto. Enfim, um ataque que fez mais de 20 pontos. Wallace fez uma recepção com um certo grau de complexidade, Charles Clay acordou pra vida e a OL teve um bom desempenho para um time que tem Jared Allen na Linha Defensiva.

O ponto negativo segue sendo nosso Kicker e o time de especialistas, ao menos quando é para chutar Field Goals. Errar dois na mesma partida e, de distâncias consideradas boas, é uma piada. Pode fazer falta em outras partidas, como será diante do Broncos em duas semanas. Aliás, Parabéns para Peyton Manning o novo recordista de Touchdowns passados na Liga. Aqui uma singela homenagem do dia em que ele conseguiu o seu primeiro contra o time do então líder:


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