terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pílulas do dia seguinte: Nada como ser Miami Dolphins...

Num vou nem comentar esta imagem...

Eu e muitos outros torcedores jogamos a toalha. O que difere-nos é de quem seja a culpa ou o fator preponderante para mais uma temporada frustante. Eu credito isso ao nosso QB, incapaz de realizar partidas no nível que a NFL atual exige. Dois amigos com quem até sai do sério no domingo, acreditam que a culpa é da defesa. Talvez os dois lados estejam certos. Talvez até estejamos todos errados. Só existe uma certeza: o time mais uma vez vai fazer mais raiva do que dar alegria.

Em tese, nesta temporada louca, só falta o time vencer o Patriots fora de casa para perder em casa pro Jets. Seria a cara do Miami pós-Dan Marino. Além do mais só o Miami Dolphins pode ser Miami Dolphins e irritar seus torcedores ano após ano. Não sendo terrível como Raiders, Jaguars ou Browns, mas dando-nos falsas esperanças de que somos uma equipe forte. Só para, em Dezembro, desmentir tudo. E perder partidas e mais partidas que poderia vencer, como foi no domingo. Afinal, o time fez 10x0 para depois tomar 28x3 em três quartos da partida... Isso é Miami Dolphins na sua mais pura essência.

Abaixo 8 pontos sobre ( mais uma ) a derrota de domingo, adaptado do Phinsider:


1 - Derrota deu-se nas trincheiras? Existe uma máxima que diz que o time que domina das trincheiras vence a partida. É no confronto das duas linhas que ganha-se ou perde-se. Se sua OL domina a DL rival, seu QB tem tempo e seu jogo corrido tende a funcionar. Do mesmo modo, se ocorrer o contrário, tudo poderá ruir. Domingo o Dolphins permitiu seis sacks e 183 jardas para o Ravensm um desempenho pior do que na temporada passada quando permitimos seis sacks e 133 jardas.

Nossa DL é forte, todos sabemos. Mas os OC adversários também sabem disso e portanto nosso Coordenador Defensivo precisa criar alterações para não ficar previsível, como tem ficado. Todo mundo respeita Wake, Mitchell, Starks, Odrick, Vernon e Jordan. Mas os treinadores adversários não são burros e criam armadilhas e o Kevin Coyle tem caído feito um patinho. É preciso treinar variações. Acontece que não existe mais tempo para isso... Ao menos existe tempo para procurar outro DC...

2. O "apenas vencer" é o suficiente? Eu fui tachado de pessimista ao afirmar que se o time atuasse diante do Ravens como tinha feito contra o Jets seria surrado. Apanhei feio, mas no fim eu estava certo. O ataque teve apenas um quarto de setor decente e olhe lá. Marcou 10 pontos, mas poderia ter feito 21 naquele quarto inicial. Mas ao menos marcou.

A defesa teve quase dois quartos daquele defesa que nos enchia de orgulho. Forçou por 3 vezes o tree and out do ataque do Ravens. Foram três drives em que o ataque rival nada fez. Só que na terceira vez o nosso ataque já não fez nada e a defesa voltou a campo. Flacco percorreu mais de 70 jardas e parecia que ia marcar o TD... só que RJ Stanford fez o impensável: interceptou o passe. Era hora do ataque marcar... mas o nosso ataque é péssimo, como bem sabemos. Nada de pontos. Ai Flacco percorreu 97 jardas e marcou um TD faltando 2 minutos. E no segundo tempo... bom, foi o que se viu.

E isso leva-nos ao próximo ponto...

3 - Dolphins precisa lembrar-se que a partida tem 60 minutos: A rigor, este time só teve duas grandes atuações, onde em momento alguma da partida correu risco de perder: Raiders ( o leitor Fabiano Aleixo me corrigiu, erro terrível esse meu ter escrito Ravens ) e Chargers. E a cada dia aquele massacre diante dos Bolts parece mais um ponto fora da curva. Mas enfim, nestas duas partidas o time se comportou bem em campo nos 60 minutos. Nos outros 11 jogos da temporada, o time sofreu de apagões impressionantes. Não é o caso de cobrar 16 partidas em alto nível, nem Packers e Patriots conseguem fazer isso. Mas que o time seja mais consistente e consiga atuar em bom nível por mais tempo.

Contra o Patriots mesmo, o time fez um péssimo primeiro tempo. Ninguém - reitero ninguém - poderia esperar pelo o que veio no segundo tempo. Contra Bills e Chiefs o time foi mal o tempo inteiro, assim como em quase toda a partida contra o Jets. Em partidas em que a defesa foi monstruosa ( Packers e Lions ), o ataque foi de matar de raiva... e quando o ataque apareceu ( Broncos ) foi a vez da defesa desaparecer...

Até aqui só um setor tem se mantido bem: os especialistas. O que é muito, mas muito pouco.

4 - Perdendo para si mesmo? Faltas e dropes matam campanhas. Mike Pouncey parecia uma rookie ao cometer duas faltas absurdas, que ele não cometeu nem quando era rookie!!! E nas duas situações o time tinha boas posições de marcar. Nas duas o time poderia ter marcado. Não evitaria a derrota, é certo, mas poderia dar mais descanso para a defesa. Sem falar que era vital para dar moral ao time.

Brandon Gibson deixou cair um passe crucial na última posse do primeiro tempo. Era uma terceira para 12 jardas e Tannehill, mais uma vez demorando demais para soltar a bola, soltou a bola para um passe que seria de 14 jardas. Mas ele deixou uma bola até fácil cair... Assim fica mesmo complicado vencer...

A defesa também deu suas contribuições: Delmas e Jones perderam ao menos uma interceptação cada. Nas duas campanhas o time sofreu pontos. 10 ao todo. Poderiam ser 10 a favor, ao menos. Façam as contas...


5 - Chamadas de ataque vão do "besta ao bestial" muito rapidamente: Até quem defende Ryan Tannehil sabe que ele não está entre os 10 melhores QBs da NFL. Eu não o coloca nem entre os 15 ( amanhã provarei o porque ). Mas todos concordam que os dois primeiros drives foram bons, até para o padrão Miami Dolphins de ser... acontece que as chamadas foram boas, inteligentes e que causaram problemas para a defesa dos Corvos. Mas...

Lazor deixou de usar os screens passes e read option para usar um estilo mais conservador. Acontece que se faz isso quando o placar está 30x10, não quando está 10x0. Ele, mais do que ninguém, sabe bem o que tem. E por saber, jamais poderia colocar Tannehill como se fosse um Bradt, um Manning ou um Rodgers... coisa que ele JAMAIS será...

Neste tocante, Lazor parecia Sherman. Aliás, alguém consegue ver diferença no trabalho dos dois nas duas últimas partidas? Eu não... e ai vem a próxima questão, que é...

6 - Apenas três corridas no segundo tempo? Sim, você leu corretamente. Três corridas no segundo tempo inteiro. Algo impressionante, sem dúvida. Se, e apenas se, a partida já estivesse perdida - e não estava, pois o time fez 13x7 na primeira posse de bola - e você tivesse um Super QB faria até sentido... mas vencendo e com Tannehill, não faz.

Ainda mais porque Lamar Miller estava tendo uma boa partida. Segundo Omar Kelly, a Comissão Técnica tem preservado Miller para que ele não estoure e está limitando as carregadas dele. Ok, pode ser... mas com o time vencendo por pouco e em vias de tomar a virada? Além do mais, do que vai servir ele não se machucar se o time ficar de fora da pós-temporada?

Isso sem falar que o ataque fica desequilibrado. E obviamente fica ainda mais fácil marcar um QB que já não consegue acertar um passe para mais de 20 jardas. Até os times mais fracos vão conseguir fazer isso, quanto mais uma equipe como o Ravens é... patético.

7 - A falta que Branden Albert faz: A contusão de um dos 10 melhores LT da temporada é um duro baque, sem dúvida. Mas quando você tem dois calouros que foram escolhidos para melhorar o setor, é de se esperar que eles, ao menos, possam segurar por mais de 2 segundos os grandes pass rush da Liga. Não é o caso de Dallas Thomas, escolha de terceiro round do draft passado ( na segunda escolha obtida na troca com o Bears por Marshall ) e Billy Turner escolha do mesmo round neste ano. Aliás, alguém ai sabe por anda Turner? Eu não sei...

Saber que as escolhas conseguidas por Marshall foram gastar em Michael Egnew e Dallas Thomas é de chorar de raiva... Thomas foi tão mal, sobretudo no segundo tempo, que até um CONE seria mais eficiente. 

Só que, se o jogador está sendo batido tão facilmente, fica uma pergunta básica: porque não colocar um Tight End por ali? Ou dobrar a marcação? Nenhuma correção foi feita. Surpreendente? Nem um pouco. Surpreendente seria terem feito algo...

Para quem não tiver entendido, sem Albert o time teve que deslocar James de RT para LT. Se Albert estivesse em campo, quem estaria por ali seria James.

8 - O que esperar do Dolphins agora? Bom, ainda temos 3 partidas. Uma fora e duas em casa. A fora é domingo que vem em Foxborough. As outras duas serão contra Vikings e Jets. Matematicamente vencendo as 3 o time pode ir para a post-season. Só que alguém acredita que o time vá vencer o Patriots? Acho que nem o mais fanático acredite nisso...

Além do mais, a derrota nos deixou atrás do Ravens e precisamos chegar na frente deles. E o Chargers, contra quem levamos vantagem, esta nossa frente. A temporada foi perdida no domingo, só por esta derrota? Claro que não... perder para o Bills foi mais crucial neste sentido. Perder para Packers e Lions também. O fato é que o time teve todas as chances de estar agora com 10-3. Mas foi INCAPAZ de fazê-lo. Porque? Diversos são os fatores. Mas eu prefiro falar deles depois...

3 comentários:

Fabiano Aleixo disse...

No ponto 3 os dois jogos citados não seriam bears e chargers ao invés de ravens e chargers?

Flávio Vieira disse...

Caro Fabiano, as partidas seriam RAIDERS e Chargers. Realmente cometi um erro, até porque o nome dos times começam com a mesma sílada.

Contra o Bears, no quarto período o time deu um apagão que quase era aproveitado pelo Bears... até que a defesa negou o risco de reação por parte do Chicago.

Apenas contra Raiders e Chargers o time não correu risco algum de perder...embora que contra o Raiders o ataque tenha começado mal, ainda assim no geral o time não correu risco de perder...

Flávio Vieira disse...

o obrigado pela ajuda.