sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

E lá vamos nós de novo - Parte II

Essa foto representa bem o que tem sido o Miami Dolphins desde 2002...
Eu comecei o texto passado, sem deixar claro que seria o primeiro de uma série. Causou confusão em dois leitores. Muitas vezes isso acontece, eu começo o texto pensando numa coisa e em empolgo e sigo na veia encontrada. Só que eu confirmo o que postei: o ataque é a pior parte deste time. Quando digo isso não quero tão tripudiar sobre o setor, mas sim apontar que é mais fácil consertar os erros da defesa para torná-la uma das 3 melhores da Liga do que tornar este apático ataque em um dos 5 melhores. Foi o que eu fiz no outro texto. Agora vamos ao que eu faria na defesa.

A melhor coisa que temos é a nossa DL. Pouquíssimos times na Liga possuem melhor formação titular do que Wake, Mitchell, Starks e Vernon. Isso sem contar que ainda temos Jared Odrick. Aliás, ele é que é um, digamos assim, problema: ele foi o único escolhido no primeiro round desta turma toda ai. Aliás, ao lembrar disso temos outro problema: apenas ele e Vernon foram escolhidos no Draft. As grandes DLs da Liga são setores que atuam juntos por 5 ou mais anos. Sabem como é, o Miami Dolphins e Draft sempre andam distantes um do outro, como água e vinho. 

A questão central aqui é: Cameron Wake vai seguir sem reclamar do time por jamais ter jogado uma partida de post-season e encarar a sua 3ª reconstrução no Miami? Se eu fosse ele, pediria para ser trocado. Na boa, grandes atletas ( como é o caso dele ) querem algo mais. E, ao que parece, isso ele não terá aqui em 2015. A menos que aconteça o mesmo pelo qual passou Jason Taylor em 2008: foi trocado para o Redkins que não foi a post-season enquanto o Miami foi!!! Enfim, vai depender dele. Os outros estão todos sob contrato e a menos que forcem uma trade, devem seguir para 2015. Sim, tem Dion Jordan, mas este tem cara de Bust... Talvez até mais do que cara.

Se a DL é motivo de orgulho, os Linerbackers... tudo começa porque o último grande LB que o time teve foi um tal de Zach Thomas. Faz tempo demais sem um grande membro no setor. Wake inicialmente era LB no sistema 3-4, mas eu o considero melhor com DE. E Thomas era mais líder do que Wake foi em seus melhores momentos. Koa Misi escolhido em um segundo round ( 2009 se não me engano ) é o que de melhor temos hoje em dia. Jelani Jenkins vem prometendo e poderá superá-lo. Mas ao menos é outro atleta escolhido em Draft. Temos também os medalhões caríssimos: Dannell Ellerbe e, sobretudo, Phillip Wheeler. Os dois foram contratados a peso de ouro na temporada passada por nosso ex-gerente Jeff Ireland. Com certeza, algo que expressa a sua maior incompetência. Como resolver? Eu traria - sem pensar duas vezes - o melhor LB do draft em nossa pick. A menos que ele tivesse escrito a palavra BUST na testa...

Chegamos então na secundária. E vou começar sendo bem rude: fora Brent Grimes e Cortland Finnegan, o resto é resto. Jamar Taylor não demonstrou credenciais para ser Starter, Will Davis sofreu uma grave contusão e sua volta não é aguardada como tábua de salvação. E por fim, temo Walt Aikens... alguém notou ele em campo nesta temporada? Precisamos de um outro Cornerback de bom nível. Claro que não vai dar para contra LBs de alto nível e um CB de bom nível ao mesmo tempo, mas pode-se trazer alguém via draft. Mas Flavio, o Draft só tem 7 escolhas e você já listou umas 4 ou 5 para serem usadas no ataque? Calma... eu não sei qual será a filosofia do novo técnico. É preciso situar as coisas assim: o futuro Coach vai chegar e determinar qual será o setor que ele vai reforçar com tudo no seu primeiro ano. Como eu não sei, eu vou fazendo suposições. Este é o caso.

Entre os Safeties... a situação não é melhor. Reshad Jones e Louis Delmas não são ruins, mas também não são Tops. Precisamos pensar no curto prazo em melhorar a qualidade da dupla, mas é com os reservas o problema mais imediato. Usar os Late Rounds do Drafts para fazer elenco é o mais recomendado, ou contratar alguns zé goiabas pelo preço mínimo.

No Special Team pouca coisa a mudar. Brandon Fields segue sendo o melhor jogador de ataque do Dolphins!!! Caleb Sturgis segue sendo um Kicker altamente irregular. E o nosso Long Snapper ninguém sabem quem é, o que é excelente.

É mais ou menos o que tem que ser feito.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

E lá vamos nós mais uma vez...

Terá sido o melhor momento do ataque na temporada?
Este é o oitavo fim de temporada do Miami Dolphins que este Blog cobre. Em 7 deles os posts eram de desalento, de raiva, de fúria até... apenas em 2008 tivemos post alegres, cheios de verdadeira emoção. E sabem o que é mais engraçado? Eu tenho a nítida sensação de que em 2015 será do mesmo jeito. Não me dou mais o luxo de nutrir falsas esperanças. Como disse: só vou acreditar neste time no dia em que ele for a post-season. Cansei de me enganar. Não adianta, apenas aumentar a revolta quando o óbvio acontece: o time invariavelmente decepciona.

Como também disse, a perda da temporada não deu-se domingo em Foxborough. O time não tem qualidade para vencer o Pats duas vezes na temporada. Aliás, este time não tem capacidade para vencer grandes equipes. Tirante a vitória contra o Pats ( muito por causa do forte calor de Setembro em Miami ) e contra o Chargers, qual time com mais vitórias do que derrotas nós vencemos? Tem o Bills... mas sabem como é, jogamos duas vezes contra eles... no mais o time venceu Raiders, Jaguars, Bears e o Jets. Nenhuma dessas equipes tem mais vitórias do que derrotas. Contra os grandes times, Super Bowl Contenders só vencemos o Pats, caindo para Packers e Broncos, além de perder para Lions, Chiefs, Ravens... o time tem perdido para quem tem mais vitórias e vencido quem tem menos... isso é coisa de time medíocre. E não custa nada lembrar o Bills derrotou o Packers!!!

Este time um problema sério: o ataque. Falta qualidade. E falta, como sempre, um Quarterback capaz de conduzi-lo. Pouco me importo se sou voz solitária ao dizer isso aqui no Brasil. Ryan Tannehill não presta para ser QB. Simples assim. Eu sempre disse isso, aliás, eu dizia isso antes de Joe Philbin ser contratado. Sempre deixei claro que seria um erro draftá-lo. O tempo mostrou que eu estava certo.

Mas ele não é o único problema é apenas o maior deles. Duvidam? Imaginem este ataque comandado por Aaron Rodgers. Ou por um Andre Luck. Quem sabe até por um Russell Wilson. Este time estaria, com 100% de certeza, com 10-4. Mas não temos estes QBs e nem sei se um dia teremos alguém deste calibre. Portanto, precisamos pensar em como melhorar o que temos. Mas como?

O primeiro passo é abrir concorrência. O time não vai ter pick para draftar os melhores QBs novatos. Portanto, precisaremos buscar alguém no meio do draft. Se Patriots e Seahawks conseguem, nós temos que tentar acertar. O que de pior pode acontecer? Perder uma ou duas picks? Ora, que novidade... perdemos 3 ou 4 por Draft. Uma a mais uma a menos não vai fazer falta... Mas eu iria além de trazer alguém no Draft, eu buscaria alguém no mercado. Quem? Eu nem faço ideia, mas existirão nomes. Ir atrás do que melhor possa existir. Vez por outra os times cortam jogadores. Com 3 Quarterbacks concorrendo pelo posto de Starter, a tendência é que algo de bom possa acontecer. Pior do que está acho que não dá para ficar...

Como disse dois parágrafos antes, ele não é o único problema, é apenas o maior. E ai temos o lance do jogo corrido. Moreno deve voltar para mais um ano, pois ele é bom jogador. Lamar Miller ainda estará sob contrato de rookie e tem sua utilidade. Porém, precisaremos de mais jogadores. Outra vez, contratar alguém na Free Agency e outro no Draft. Temos que possuir um grupo de corredores, não apenas uma estrela e um backup. Talvez conseguir jogadores que se completem, com um trombador, um mais veloz, outro que receba passes... e assim por diante. Não gastaria uma pick de primeiro ou segundo round, mas um de terceiro em diante vale a pena tentar.

Com mais QBs e RBs, chegamos na Linha Ofensiva. Sim, a OL precisará ainda de reforços. Primeiro eu pensaria seriamente em draftar um Guard no primeiro ou segundo round. Mas não um Guard qualquer, teria que um bem versátil, que pudesse atuar no meio da linha e na ponta. Mas que seja mais Guard do que Tackle, que fique claro. Ou alguém ai quer ver mais de Dallas Thomas em campo? Acredito que não... Por fim, eu buscaria algum Tackle na Free Agency. Não um Top como foi esse ano com o Albert, mas um backup que tenha comprovada eficiência, alguém não passe vergonha. Dá para encontrar. Se teremos competência para isso, é outra coisa.

Fica faltando os recebedores, certo? Pois é... temos Jarvis Landry, que de tão bom jogador nem parece ter sido escolhido por nós no Draft. Ele deverá ser a futura estrela deste time se seguir neste ritmo, até aqui avassalador. Mike Wallace é um velocista e é útil, desde que tenha alguém que possa lançar a bola para ele, é claro. Do modo atual é como ter um Ferrari para andar na Marginal do Tietê em dia de super engarrafamento: não serve para nada. Brandon Gibson e Brian Hartline estão sob contratos longos ( e caros, por sinal ) e não possuem mercado para troca e cortá-los custaria muito dinheiro morto do Salary Cap. Mas eu traria no Draft ( ou Free Agency ) um alvo alto, para ser usado como bola de segurança na End Zone. Quase todos os times possuem um, ao menos os grandes times. Não digo que seria o caso de gastar pick de primeiro round ou de segundo, mas existindo alguém assim no middle rounds, eu draftaria.

Sobre os Tight Ends, bom... Clay é um alvo razoável, mas é bem mais ou menos. E ele é o nosso melhor TE. Isso dá uma ideia de como precisamos melhorar enquanto equipe. Dion Sins tem mostrado alguma evolução, mas nunca será um Martellus Bennett, um Rob Gronkowski e por ai vai... a NFL atual precisa de TEs altos, fortes e que sejam uma ameaça quase que mortal, como um Jimmy Graham. Sonhar demais? Pode até ser, mas como este time o máximo podemos fazer é... sonhar. Nada além disso.

Basicamente é isso o que podemos esperar... Ao menos é o que eu acho deveria acontecer.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O que acontece com o Miami Dolphins?

Será que nem Dan Marino sabe?

Eu tenho que admitir que nesta temporada eu cheguei a acreditar na ida para a post-season. Após o time fazer 5-3 e faltaram 8 jogos para vencer 5, eu pensei comigo mesmo: será este o ano? Mas como nosso amado time, isso nunca é certeza e/ou garantia de nada. Ano passado bastaria vencer uma partida em duas... mas isto é o Dolphins. E eu garanto a vocês: nunca mais voltarei a acreditar neste time enquanto ele não conseguir a vaga. No dia em que isso voltar a acontecer, ai eu acreditarei simplesmente porque verdade já será. Simples assim... Mesmo que o time faça 6-0 eu ainda direi que o time encontrará uma maneira de perder...

Esta imagem ai encima é da última vitória do time em post-season, contra o Colts no ainda Pro Player Stadium, contra o Colts de Peyton Manning. Era a primeira de muitas derrotas que Manning sofreria. O dolorido é saber que foi a última glória de Dan Marino. E eu vi a partida ao vivo pela ESPN. Como não me canso de dizer, éramos felizes e sabíamos disso. Só não dava era para esperar o que veio na sequência...

O tom do Blog será áspero mesmo nestes dias finais de 2014, porque esta organização não merece agrados pela forma cruel como tem nos tratado. Que se deixe claro que 2008 só resultou em pós-temporada porque Tom Brady se machucou na segunda partida da temporada. Com ele em campo, o time teria vencido a divisão naquela temporada e teria o recorde histórico de 12 títulos de divisão consecutivos. Aquela temporada, portanto, é o ponto fora da curva. Está bem claro que foi um acaso, ou um agrado dos deuses quem sabe. Só para nos dar algum alento.

O mais engraçado é observar que Arizona Cardinals e Detroit Lions, duas franquias que eram piadas na época em que éramos vitoriosos, agora lideram suas divisões, a frente de Seattle Seahawks e Green Bay Packers respectivamente. Duro de engolir. Mais duro ainda é ver o time do Bills à nossa frente, com 8-5 e com chances de post-season. E nós não. Como não ter inveja do Colts, que virou grande após aquela partida de playoffs da temporada 1999 e que seguiu vencendo mesmo após cortar Peyton Manning? Aliás, escreverei sobre isso, talvez amanhã... Outro time que conseguiu emendar QB de elite depois de outro foi o Packers. O Saints tem Drew Brees, esnobado por nós duas vezes!!!

Neste momento pouco importa se você leitor gosta ou não de Ryan Tannehill, se a culpa é da defesa segundo alguns, se o problema é Joe Philbin ou se é tudo isso junto. A realidade é: esta organização virou perdedora. Como tantas outras franquias viraram em fases de sua história. Acontece que nós perdemos a mais de uma década. Sair desta interminável draga é o que tem que nos unir. Fácil? Não, não é... mas existem exemplos de reconstruções bem feitas. E eu irei citar algumas, da NFL ou não. O que acontece, de forma clara, é que diversos jogadores do elenco atual podem até não serem o problema, mas com certeza não fazem parte da solução.

O time, pós-Marino teve 5 treinadores: Dave Wanstead, Nick Saban, Cam Cameron, Tony Sparano e Joe Philbin. Em cada troca de treinador, jogadores foram perdidos, trocas espúrias foram feitas, passamos diversos grandes jogadores no Draft ( Brees e Rodgers são apenas os mais famosos ), tivemos 17 QBs Starters... e vencemos bem menos de 0.500. Apenas Wanstead conseguiu três temporadas com mais vitórias. E apenas Sparano fora ele e neste ano, se conseguir vencer as duas partidas, Philbin também o fará. Aliás, Philbin pode terminar com 0,500 se o time vencer as duas. Já deixei bem claro que o melhor agora é perder duas...

Como resolver tal problema? Como reconstruir com sucesso? Como voltar a ser o Miami Dolphins dos tempos áureos? Como, ao menos, parar de dar vexame? Esse é o problema, não existe receita 100% de sucesso, porque se existisse, todos os times seriam vencedores, não é mesmo?

Week 15: Dolphins 13 x 41 Patriots - Perder, perder, perder... esse é o nosso ideal!!!

Resumo da partida: a defesa quase chegou no Brady...
Antes de mais nada alguns esclarecimentos:
  • Não teve post ontem porque eu estava no meio de uma crise de pressão arterial. Culpa de um creme de galinha que comi no almoço. E, digamos assim, assisti a partida na base do sacrifício;
  • Sim, o título do post é uma paródia do Hino do Atlético Mineiro;
  • Sim todos esperavam uma derrota, mas queríamos ao menos  dignidade nisso. O que passou longe de acontecer.
Feito este preâmbulo, vamos ao que interessa: não fomos eliminados ontem dos playoffs. Vencer o Patriots fora de casa é algo impossível para um time de derrotados. Sim, de derrotados. É o que, na realidade, o Miami Dolphins atual o é. Um time derrotado, um time loser como dizem nos EUA. Esta é a dura e inequívoca realidade do time que amamos. 

Mais uma vez o time teve chances de sair vencendo no primeiro tempo. Além dos 13 pontos que marcamos, teve um Field Goal bloqueado que foi retornado para Touchdown. Fazendo uma conta bem simples, deveriam ser mais 3 pontos e chegamos aos 16. Nem vou deduzir os 7 do Pats porque o ataque deles poderia fazê-los facilmente. Teve a interceptação idiota do nosso "amado" QB, num passe que nunca esteve ao alcance de Brandon Gibson. Seriam, ao menos, mais 3 pontos e chegamos aos 19. Por fim, teve o drop inexplicável de Damian Williams na End Zone que virou Field Goal. Agora seriam mais 4 pontos e a soma vai chega a 23. Fomos para o vestiário perdendo por 1 ( 14x13 ). Contra uma grande equipe como o New England Patriots não se pode errar tanto...

Antes de passarmos para o pior, falemos do melhor: Joe Philbin diversas vezes em sua gestão ( que para mim já deu o que tinha para dar ) simplesmente negligenciou o tempo no fim do segundo quarto ( e até no fim da partida ), mas ontem eu tomei um choque ao vê-lo pedir tempos quando o Pats recuperou a bola faltando menos de um minuto. A pergunta, óbvia era: ele está pensando em marcar outro TD? Com este ataque horrível que temos? Pois é... o time recebeu a bola, Landy - para mim o melhor jogador em campo e quiçá na temporada - retornou a bola para além do meio campo e... bom, Tannehill mandou o fogo na bomba para Mike Wallace e sabe-se lá como ele acertou o passe e mais impressionante ainda o nosso WR #1 segurou a bola. Touchdown eu gritei ( para me arrepender, pois a cabeça quase explodiu de tanta dor ), mas as zebras não deram. Pensei em gritar de novo, mas a dor me impeliu. Até que na revisão, voltaram atrás e o TD foi marcado. Era a esperança de fazer algo no segundo tempo. Mas isso aqui é Miami...

No segundo tempo, o time ficou no vestiário. Talvez comemorando o sucesso das decisões de Philbin e cia. Talvez pensando que a partida estava ganha. Vai saber... a defesa tomou corrida de 15 jardas de Tom Brady!!! Gronkwoski deitou e rolou e Ryan Tanehhil... bom, este foi ele mesmo. O placar do segundo tempo diz tudo: 27x0, com direito a 24x0 no terceiro quarto. Uma surra dolorida e que o time não teve competência para nem marcar um Field Goal para tirar o zero no terceiro quarto. Não vou citar o quarto final, porque o time tentou tantas 4ª descidas apareceram. Patético, sem dúvida.

E ai apareceu um dado cruel: o Bills venceu o Packers ( aquele time contra quem o ataque não conseguiu matar partida, lembram ) e o nosso rival está agora com 8-6, com chances consideráveis de post-season. Poderia acontecer algo pior do que isso?

Perdemos. E esse, ao que parece, é o nosso ideal. Lamentavelmente.