quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Análise de meia temporada: MVPs, Surpresas e Decepções

Dois dos melhores Centers da NFL. E claro, são irmãos...
Pode um jogador atuar somente 3 partidas e ainda ser o MVP de um time? E se este mesmo jogador não der um único passe ou correr uma mísera jarda, ainda assim poderá ser o MVP do time? Sim, se este jogador for um All-Star. E, com certeza, é o caso de Mike Pouncey. Sem ele o time teve um ataque terrestre praticamente nulo e não conseguiu proteger Ryan Tannehill, além de ficar com 1 vitória em 5 partidas. Com ele, Jay Ajayi parece um AP2K com mais de 530 jardas em três jogos ( marca digna de um MVP da NFL ) e Tannehill sofreu míseros 2 sacks. Tá bom ou querem mais? 

Se quiserem mais motivos, eu dou 3: encaramos nas três vitórias em sequência - discutivelmente - 3 dos 5 melhores Front Seven da NFL. Só pedreiras, gente de elite, que conseguem anular ótimos corredores e massacrar Quarterbacks. Não fizeram nada disso. Se uma OL decente não consegue fazer Tannehill deslanchar ( não é pegar no pé, basta ver que ele apenas não apanhou e nem cometeu fumbles, mas o número de TDs não disparou ), a entrada de Pouncey foi o suficiente para que o nosso jogo corrido virasse - do dia para a noite - um dos melhores da NFL. Se isso não é digno de tornar ele o MVP, eu não sei mais o que poderia ser.

Se eu escolho um Center como MVP, em que posto fica o citado Jay Ajay? E Cameron Wake não entra na lista da defesa? Quem é a decepção? E quem surpreende? Calma...Todo ano a NFL escolhe um MVP, um Jogador Ofensivo e um Defensivo do Ano, além do mesmo para os rookies, sem falar no CPOY ( melhor volta, aquele atleta que consegue uma virada positiva na carreira ). Assim, sendo eu também irei listar vários prêmios, mas com outra dinâmica. Vamos aos nomes:


Jogador Ofensivo - Nem dá para listar outro. Jarvis Landry está tendo uma boa temporada, mas nada além do que já sabemos que ele seja capaz de fazer. DeVante Parker tem melhorado e Kenny Stills tem feito um ótimo trabalho, mas é Jay Ajayi o melhor jogador ofensivo até aqui. Não tem pra mais ninguém.


Jogador Defensivo - Eu poderia escolher qualquer um dos dois acima na foto, mas fico com o mais veterano e que joga limpo. Pois é, Suh teve outra jogada investigada onde supostamente teria pisado na cabeça de um colega ( foi inocentado, mas ele não muda ). Só por isso é que eu escolho Wake, que aliás segue sendo o melhor jogador de todo o elenco. Claro que seus 5 sacks e 3 fumbles forçados também o credenciam para este - merecido - posto.


Surpresa - Aqui tive que escolher alguém que ninguém conhece e que talvez nem saiba que está atuando bem. É o caso de Andre Branch, que substitui o caríssimo - e ineficiente - Mario Williams. Super Mario jogou seis partidas e tem 1 mísero sack enquanto que Branch em 3 partidas como Starter tem 3 sacks. Precisa de mais para ser surpresa?


Decepção - Sei que a polêmica é grande, mas deixando tudo ( a favor e contra ) de lado não tem como não estarmos decepcionados com ele. Primeiro porque alguns esperavam que ele daria - finalmente - o grande salto com Adam Gase de Técnico e um novo esquema. Outros, como eu, queriam apenas que ele não atrapalhasse o time, perdendo jogos em que o time tivesse chance de vencer. Enquanto Jay Ajayi virou uma besta encarnada depois que Pouncey entrou no time, Tannehill não evoluiu seus números nestas 3 partidas ( 2 TDs, 605 jardas, 53/85, 2 sacks sofridos e nenhuma interceptação ). E ai eu não tenho como não me lembrar da frase "no dia em que ele tiver uma OL ele vai calar sua boca". Pois é, ele agora tem uma e... nada demais. Matt Moore faria o mesmo, talvez melhor ou talvez não. E é este o ponto: ele não consegue fazer a diferença. Por isso - mesmo sem jogar mal recentemente - ele é uma decepção. O que é muito bom se querem saber, porque assim iremos atrás do QB que não temos. Ao menos é o que eu espero...


Melhor Rookie - A Classe de Rookies - eu disse isso na época - era bem fraca. Laremy Tunsil foi por mim criticado não porque fosse um jogador ruim, mas porque existia talentos natos em outras posições carentes no elenco, sobretudo entre os DEs e os LBs, sem falar também nos CBs. Ele de fato tem rendido bem no time, mas nada que chegue a assustar ou mudar o preço do dólar. Atuando como guard tem dado conta do recado e vem melhorando a cada partida, como é o esperado de rookies. Mas não posso negar que ele é o melhor rookie, muito porque os outros... bom, os outros são os outros.


Pior Rookie - 2 passes recebidos em 2 jogos nos quais foi relacionado. Impressionante não? Este é Leonte Carroo, o Wide Receiver pelo qual doamos 2 escolhas aos Vikings do Draft de 2017. Ele está sendo tão inútil que nem me fez pensar em outras opções improdutivas do draft, como Xavier Howard ou Kenyan Drake ( enquanto RB que fique claro ). Preciso falar mais? Acho que citei ele demais devido a seu desempenho...


Melhor Contratação/Aquisição - Eu não gostei nenhum pouco da trade com os Eagles. Mas não será por isso que eu irei fechar os olhos pro fato de que - deste péssimo negócio - veio o melhor jogador adquirido nesta off-season: Byron Maxwell. Começou mal, mas por 3 semanas seguidas marcou muito bem alguns dos melhores WRs da NFL, tendo praticamente anulados os mais famosos: Antonio Brown e Brandon Marshall. Por isso - e pela falta de concorrência a altura - ele fica com o prêmio.


Pior Contratação/Aquisição - Bem óbvio não o porque de ser Mario Williams, não?

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Análise de meio de temporada: Desta vez é pra valer?

Realmente podemos acreditar neste time?

Calejados. Essa é, a meu ver, a palavra que melhor define os torcedores do Dolphins. Sofremos demais desde 2002, quando uma derrota para o recém criado Houston Texans - e eles só venceram duas partidas naquela temporada - perdemos a vaga na post-season, mesmo com 10-6 de campanha. Mal sabíamos que daquele ano até agora, so iríamos aos playoffs uma vez e mesmo assim porque Tom Brady se machucou, porque caso contrário...

Estamos calejados com tantas decepções. Eu mesmo não me dou mais o direito de sonhar. E faz tempo que penso assim. Vi duas lendas encerrarem suas carreiras sem uma glória mereciam: um anel de campeão. Me refiro a Zach Thomas e Jason Taylor. Outra está no mesmo caminho: Cameron Wake. Diversos bons valores passaram pelo time desde a última vez em que vencemos uma partida de post-season: o Seahawks em 2000!!! Faz muito tempo. E as decepções são imensas. 

Ai chegamos neste momento da temporada com 4-4, o que poderia ser um grande alento para o time que fez 6-10 na temporada anterior e com um novo comando. Poderia ser, mas... e o medo? quantas vezes desde 2002 ficamos assim e no final só colhemos decepção? Que tal 2013 quando apenas uma vitória em 2 jogos nos levariam de volta aos playoffs... e perdemos as duas de forma tosca e humilhante? Ou mesmo em 2014, quando após mais uma 8-8 o time teria ido com um 10-6? Pois é... calejados estamos.

Agora será diferente? Eu não sei... temos 8 jogos: Charges(f), Rams(f), Niners, Ravens(f), Cardinals, Jets(f), Bills(f) e Patriots. Destes 8 times, tenho que admitir que podemos vencer 7 deles em condições normais e perdemos para um deles ( acho que todos sabem quem seja ). Os confrontos mais complicados são contra os Cardinal e Ravens, em minha opinião. Carson Palmer e Larry FitzGerald são uma grande ameaça, mas a ausência de jogo corrido dele contrapõe-se a isso. Já o Ravens jogarão em casa e podem continuar na briga até lá e possuem - temos que concordar - um bom time. Perder para um dele ( até mesmo para os dois ) é perfeitamente normal. Com relação as duas idas que faremos na Costa Oeste, vencer é necessário, não que os rivais sejam moleza, algo que não são, mas porque quem quer vaga na post-season precisa vencer jogos assim. O Niners é o tipo do adversário que temos que atropelar.

Restariam os 3 rivais de divisão. Se chegamos aqui com 3-2 nas partidas anteriores, as chances de post-season estarão acessas. Mas dá para confiar neste time vencer os 3 e chegar a 10-6? Pois é... temos um histórico muito ruim em Bufallo, mas eles podem já estarem eliminados, o que poderia facilitar um pouco a nossa vida. Ou não, é claro. O que me preocupa mesmo é a partida contra o Jets: o time dele jogou bem contra nós e quase venciam a partida - diferente do Bills que no final estava mesmo derrotado. Se batermos os dois - e só iremos aos playoffs conseguindo isso, tem a partida em casa contra o Patriots...

Muito longe para prever algo, certo? Sim, mas tem algo que eu posso dizer desde já: Bill Belichik se arrepende demais de ter tirado o pé na última partida do ano passado e com isso ter decidido em Denver, e na altitude, a vaga no Super Bowl. Parece que ele não vá querer cometer o mesmo erro duas vezes. A menos que ele já chega na última semana com essa vaga garantida... ai ficaria mais fácil dele poupar alguns jogadores e não se dedicar 100% em busca de uma inútil vitória.

Tem muita água para passar debaixo da ponte, mas eu não recomendo ninguém que fique ansioso para jogar em Janeiro. O histórico manda-nos ser comedidos quanto a isso. Mas o atual momento do time nos permite, ao menos, pensar que o futuro poderá ser melhor do que tem sido. E isso, já é muita coisa.

Amanhã eu posto os meus eleitos como MVP, Surpresa e Decepções da meia-temporada.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Seja bem vindo a NFL Kenyan Drake. E a eternidade também...

Ele foi o homem do jogo, com toda a certeza.
Não escondo de ninguém que odiei a escolha de Kenyan Drake no terceiro round deste ano. Ele era o terceiro RB de Alabama e nós o escolhemos antes dos outros 2 ( dois amigos postaram que Dereck Henry foi escolhido no segundo round, o que é verdade, Obrigado amigos ), o que tornou o negócio ainda mais sem sentido. Enquanto RB ele até aqui tem cumprido com todas as críticas feitas a ele, mas ontem ele cavou seu lugar na imortalidade. Sim, imortalidade. Afinal brilhar em clássico é diferente. Duvida? Pergunta a um vascaíno com mais de 40 anos se ele esqueceu Cocada? Um lateral obscuro - que nada fizera antes ou depois - que decidiu um Campeonato Carioca para o cruzmaltino contra o Flamengo em 88? Pois é...

Drake agora tem seu lugar e toda vez em que tiver um Jets x Dolphins o lance dele muito provavelmente vai aparecer e será lembrado por anos a fio. Assim é mágica do esporte, onde até mesmo um bust nato consegue ser lembrado como um All-Star. Nem que seja só por um dia... ou alguém ai não lembra dos dois retornos de TGJ contra o mesmo Jets? Abaixo os dois vídeos, só para mostrar que até os terríveis conseguem marcar história positivamente...



domingo, 6 de novembro de 2016

Week 9: Dolphins 27 x 23 Jets - Aqui não queridinha...

Ele correu 111 jardas e marcou TD e foi um dos destaques da partida
Últimos 10 confrontos em Miami estávamos 2-8. tendo perdido as quatro últimas partidas. Tudo isso agora é passado, porque hoje - com sofrimento além do necessário, batemos a lambisgoia que mais odiamos: o NY Jets. O time agora, quem diria, tem 4-4 ( vencemos as três últimas ) e pode sonhar com uma vaga na post-season.

A minha maior preocupação era nosso jogo corrido - o mais quente da NFL no momento - contra a defesa dos Jets, a melhor da Liga contra as corridas. E no fim, mesmo tendo vacilado em alguns momentos, conseguimos suplantar a defensa dos Jatos. Como a posse de bola ficou praticamente empatada, só posso entender que isso deve-se ao trabalho de nossa OL, que tem melhorado ainda mais a cada partida. Tanto que Ryan Tannehill só sofreu um Sack, mesmo segurando demais a bola e tomando diversas decisões horríveis. Além disso seus números ( 17/28 para 149 jardas e 1 Touchdown ) estão longe de animar quem quer que seja. Já o nosso RB terminou com 111 jardas em 24 carregadas e também anotou um TD, no primeiro tempo.

A defesa foi bem até a segunda página. Obteve duas interceptações, sackou Fitzpatrick 3 vezes ( Wake com 2 e Suh ), praticamente anulou Brandon Marshall ( 6 recepções para 45 jardas ), mas cedeu muitas conversões de terceiras descidas e tomou mais first downs e jardas do o nosso ataque arrancou dos Jatos. Um bom desempenho? Não, um time com um QB mais confiável teríamos perdido.

Mas o lance da partida foi o retorno para TD de Kenyan Drake de 96 jardas. Foi um momento crucial, porque o Jets tinha acabado de virar o placar para 23x20 após pegar a bola dentro da red zone depois de bloquear um Punt de Matt Darr. O retorno nos deu a vantagem e jogou um balde de água fria no rival.

Agora o time está com 4-4. E podemos sim sonhar com a post-season. Se iremos a ela ou não, é outro papo. Mas ganhamos o direito de sonhar. E claro, o Jets já pensa em 2017. E nada pode ser melhor do que isso... tá, vencer o Super Bowl é, mas acho que todos entenderam o que eu quis dizer.