segunda-feira, 3 de abril de 2017

O triste fim de uma classe inteira se concretiza com o corte de Dion Sims

Parecia uma boa ideia na época... apenas parecia.
Fazer bons drafts não é, infelizmente, uma rotina em Miami. Raras são as turmas onde conseguirmos arranjar 2 Starter, quando muito 3. Mas na imensa maioria delas perdemos 3 ou 4 jogadores, alguns deles não duram nem mesmo até a segunda temporada. Olhando para trás o jogador de destaque dentro do elenco a mais tempo na equipe que veio do draft é Reshad Jones, que foi escolhido em 2010. E fora dele, só consigo lembrar-me de Mike Pouncey, primeira escolha no ano seguinte. Ah, claro, tem Ryan Tannehill mas esse não é destaque do time e da liga como os outros dois, certo? E mesmo assim, só tem Tannehill da classe de 2012. 

Mas a de 2013 agora é oficialmente uma das piores de todos os tempos. Com o corte de Dion Jordan nenhum atleta daquele recrutamento está mais conosco. Nenhum mesmo. E isso é sintomático: apenas 4 drafts atrás conseguimos errar a mãos em TODOS os escolhidos. Relembro agora quem foram e o que fizeram pela equipe:
  • Dion Jordan, 1º Round, 3ª escolha geral - O Dolphins arriscou, coisa que poucas vezes faz, subindo da 12ª posição para escolher Jordan. Parecia uma boa coisa, mas... ele era leve demais para DE e não poderia atuar como LB. Resultado: tentou ganhar peso artificialmente, foi pego no antidopping duas vezes e praticamente nada fez na NFL. Provavelmente nem arranjará um time para jogar;
  • Jamar Taylor, 2º Round - Um CB era necessidade real do time do time e Taylor parecia uma escolha acertada. Parecia porque ele jamais ficou saudável e quando raramente entrou em campo foi uma negação. Acabou trocado ano passado por uma inversão de picks no 7º Round!!!;
  • Dallas Thomas, 3º Round - Um Guard para proteger nosso QB. Poderia existir algo mais interessante num terceiro round? Pois bem, ele JAMAIS rendeu algo em campo. E foi cortado ano passado;
  • Will Davis, 3º Round - CBs eram mesmo uma carência no elenco e Will até que rendeu bem. Mas quando trocamos de DC ele acabou trocado. Não que tenha feito muito falta ou rendido bem para onde foi, é preciso dizer;
  • Jelani Jenkins, 4º Round - Melhorar o corpo de LBs é necessário desde que perdemos Zach Thomas e Jason Taylor. Sendo assim... pois é. Ele foi Starter mais por falta de alguém do que mesmo qualidade dele. Não fará sua saída este ano...;
  • Dion Sims, 4º Round - Achar um TE que preste é outra coisa que tentamos mas nunca conseguimos. Sims nunca foi um grande alvo e não teve seu contrato, merecidamente, não renovado;
  • Mike Gillislee, 5º Round - Ah como era interessante a escolha na época. Mas não deu certo. Aqui começou uma era de escolhas de jogadores com base onde eles se formaram, no caso em Universidades da Flórida. Nem preciso dizer que não deu certo, não é mesmo?
  • Caleb Sturgis, 5º Round - Alguma mente inteligente resolveu gastar pick com um Kicker. Não deu certo e o anterior vive acertando o pé contra, Dan Carpenter;
  • Don Jones, 7º Round - Se nas escolhas anteriores não acertamos, porque haveríamos de conseguir isso aqui?
O que resta é esperar que a classe de 2017 seja melhor do que a de 2016 ( que não foi lá grandes coisas, é preciso dizer ). Mas se conseguir evitar tragédias como a de 2013, já será um grande avanço.

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