sábado, 8 de abril de 2017

Perfil: Zach Cunningham, LB - Vanderbilt


Depois do perfil do DE Derek Barnett, agora é a vez de Zach Cunningham, LB da Universidade de Vanderbilt. Uma necessidade clara do time é reforçar o corpo de LBs um dos calos da temporada passada. Por mais que tenhamos renovado Kiko Alonso e contratado Lawrence Timmons, ainda temos buracos no setor. E nada melhor do que cobri-los com um bom prospecto. Este é o caso de Cunningham. 

VISÃO GERAL

Alabama pode ter negligenciado Cunningham no processo de recrutamento devido a sua falta de estrutura atlética, mas os scouts da NFL não. Começou os cinco jogos finais do ano para os Commodores como redshirt ( 67 tackles e 1.5 sacks ), e começou os nove final em 2015, liderando a equipe nos tackles para a perda de jardas ( 16.5 ) e fumbles forçados ( quatro ). Cunningham liderou Vandy com 125 tackles em sua primeira temporada completa, com 16,5 tackles por perda. Ele também foi eleito para a 1ª equipe AP All-American e isso Júnior, 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Máquina de tackles, joga sempre olhando para o lance sedento de produzir algo, conseguindo ler bem os ataques e assim corrigir as suas ações. Usa muito bem sua velocidade para livrar-se dos bloqueadores. Durável e confiável, além de ter o atleticismo necessários para o jogo. Tem senso de responsabilidades e realiza bem a cobertura dos companheiros quando estes são batidos pelos RBs ou TEs. 
  • Ponto Negativos - A desproporção entre corpo e pernas é considerada um problema a ser levada em conta, complicando seu equilíbrio. O uso de suas mãos não é dos melhores. Deve faltar-lhe força física para quebrar tackles dos OLs mais fortes na NFL. Precisa ajustar o modo de realizar os tackles, pois muitas vezes realiza-os de modo que na NFL pode facilitar que o adversário quebre-o e siga na jogada.
  • Comparável na NFL com: Alec Ogletree
  • Resumo - Os tackles perdidos e a falta de força desejada podem incomodar equipes, mas sua produção consistente é difícil de ignorar. Cunningham é um linebacker, terceiro down, que tem valor de equipes especiais. Sua abordagem é feita para sistema 4-3 e Cunningham poderia se tornar um starter sólido, cedo como um run-and-chase linebacker pelo lado fraco.

Perfil: Derek Barnett, DE - Tennessee


Começo hoje a cobertura do draft. Como disse no texto anterior, ancorado no histórico tenebroso da franquia na hora de draftar, que não será fácil pensar o que está passando pela cabeça dos que comandam o Miami. Adam Gase, Chris Grier, Mike Tannembaum e Stephen Ross até agora não deixaram grandes indícios do que possam fazer. 

Fica no ar a leitura de que iremos de BPA ( melhor jogador disponível ). Apontei os problemas disso, ainda mais quando o time não se importa de queimar picks em jogadores muito questionáveis. Hoje analiso um jogador que cairia como uma luva em nosso Front Seven: Derek Barnett. Um DE de qualidade e promissor.


VISÃO GERAL

O nativo de Nashville foi o primeiro calouro a começar na DL de Tennessee em 2014, fazendo 20,5 tackles para perda de jardas e 10 sacks. Barnett liderou os Vols com mais 10 sacks em 2015. Em seu ano de Júnior, Barnett foi um eleito para a primeira equipe da SEC.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Mãos fortes, rápidas, eficientes e letais. Ataca a OL com  trabalho de mãos e pés na busco pelo Quarterback. Pune o OL adversário quando este comete alguma falha, raramente perdendo uma oportunidade de conseguir tackles e sacks. Boa percepção de campo ,reconhecendo play-action, reverses e screens. Versátil o suficiente para cobrir zonas quando necessário.
  • Pontos Negativos - Comete falta tentando adivinhar o momento do snap. Tem problemas para mudar de direção, algo típico de um homem grande com cintura larga. Quarterbacks móveis no Pocket podem escapar mais facilmente dele. Precisa melhorar seu footwork.
  • Comparável na NFL com: Nick Perry
  • Resumo: Barnett é um dos mais produtivos jogadores de DL que saíram da SEC em algum tempo. Sua consciência e foco no jogo deve mantê-lo perto da ação e ele tem o talento para entrar de imediato, causando bom impacto. Poderia haver coordenadores que vê-lo como um OLB, num sistema 3-4 devido a preocupação com a sua capacidade de colocar a mão no chão no sistem 4-3. Acho essa preocupação menor do que seu talento. E ele poderia atuar tanto como DE ou LB caso assim o desejemos.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

21 dias para o Draft




Estamos a 21 dias do Draft. Com uma off-season recheada de diversas contratações e uma tremenda bola fora ( ao deixar Zac Brown assinar com o Redskins por 2,5 milhões ), tentar prever a pick do Dolphins é nada mais do que uma adivinhação. Miami parece ir para outro draft sem ter um plano definido, esperando para ver o que acontece. Eu sempre vi uma vantagem no BPA, pois foi assim que conseguimos um tal de Dan Marino. Mas isso tem que fazer parte de um plano e não me parece o caso.

Ao que parece o Miami Dolphins precisa de reforço em 3 posições de forma mais destacada: Linebacker, Defensive End e Ofensive Guard. Em menor grau precisamos de um Cornerback, um Safety e um Center. Focando só no BPA - Best Player Avaliable ( melhor jogador disponível ), pode aparecer um WR, um TE ou um DT. Em suma: qualquer posição pode ser coberta com a escolha. 

As 3 fotos acima demonstram os meus favoritos: Dereck Barnett ( DE ), Zack Cunningham ( OLB ) e Forrest Lamp ( OG ). Seriam ótimos reforços para a equipe. E dessa vez nem podemos torcer que um QB caia no draft, porque a classe é fraquíssima. Depois eu faço um perfil dos 3 e de outros jogadores cotados para aparecerem em nosso time. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O triste fim de uma classe inteira se concretiza com o corte de Dion Sims

Parecia uma boa ideia na época... apenas parecia.
Fazer bons drafts não é, infelizmente, uma rotina em Miami. Raras são as turmas onde conseguirmos arranjar 2 Starter, quando muito 3. Mas na imensa maioria delas perdemos 3 ou 4 jogadores, alguns deles não duram nem mesmo até a segunda temporada. Olhando para trás o jogador de destaque dentro do elenco a mais tempo na equipe que veio do draft é Reshad Jones, que foi escolhido em 2010. E fora dele, só consigo lembrar-me de Mike Pouncey, primeira escolha no ano seguinte. Ah, claro, tem Ryan Tannehill mas esse não é destaque do time e da liga como os outros dois, certo? E mesmo assim, só tem Tannehill da classe de 2012. 

Mas a de 2013 agora é oficialmente uma das piores de todos os tempos. Com o corte de Dion Jordan nenhum atleta daquele recrutamento está mais conosco. Nenhum mesmo. E isso é sintomático: apenas 4 drafts atrás conseguimos errar a mãos em TODOS os escolhidos. Relembro agora quem foram e o que fizeram pela equipe:
  • Dion Jordan, 1º Round, 3ª escolha geral - O Dolphins arriscou, coisa que poucas vezes faz, subindo da 12ª posição para escolher Jordan. Parecia uma boa coisa, mas... ele era leve demais para DE e não poderia atuar como LB. Resultado: tentou ganhar peso artificialmente, foi pego no antidopping duas vezes e praticamente nada fez na NFL. Provavelmente nem arranjará um time para jogar;
  • Jamar Taylor, 2º Round - Um CB era necessidade real do time do time e Taylor parecia uma escolha acertada. Parecia porque ele jamais ficou saudável e quando raramente entrou em campo foi uma negação. Acabou trocado ano passado por uma inversão de picks no 7º Round!!!;
  • Dallas Thomas, 3º Round - Um Guard para proteger nosso QB. Poderia existir algo mais interessante num terceiro round? Pois bem, ele JAMAIS rendeu algo em campo. E foi cortado ano passado;
  • Will Davis, 3º Round - CBs eram mesmo uma carência no elenco e Will até que rendeu bem. Mas quando trocamos de DC ele acabou trocado. Não que tenha feito muito falta ou rendido bem para onde foi, é preciso dizer;
  • Jelani Jenkins, 4º Round - Melhorar o corpo de LBs é necessário desde que perdemos Zach Thomas e Jason Taylor. Sendo assim... pois é. Ele foi Starter mais por falta de alguém do que mesmo qualidade dele. Não fará sua saída este ano...;
  • Dion Sims, 4º Round - Achar um TE que preste é outra coisa que tentamos mas nunca conseguimos. Sims nunca foi um grande alvo e não teve seu contrato, merecidamente, não renovado;
  • Mike Gillislee, 5º Round - Ah como era interessante a escolha na época. Mas não deu certo. Aqui começou uma era de escolhas de jogadores com base onde eles se formaram, no caso em Universidades da Flórida. Nem preciso dizer que não deu certo, não é mesmo?
  • Caleb Sturgis, 5º Round - Alguma mente inteligente resolveu gastar pick com um Kicker. Não deu certo e o anterior vive acertando o pé contra, Dan Carpenter;
  • Don Jones, 7º Round - Se nas escolhas anteriores não acertamos, porque haveríamos de conseguir isso aqui?
O que resta é esperar que a classe de 2017 seja melhor do que a de 2016 ( que não foi lá grandes coisas, é preciso dizer ). Mas se conseguir evitar tragédias como a de 2013, já será um grande avanço.