quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

É proibido ter talento em Miami...

Jarvis Landry está certo em ficar aborrecido...
Este texto será escrito em tom de desabafo, o que hoje em dia se chama de "full pistola". Irei escrevê-lo externando a minha mais profunda revolta com o que tem acontecido recentemente com o Miami Dolphins. Estejam avisados...

Imagine por um instante que você seja um recebedor da NFL e que tenha sido escolhido no meio do segundo round em 2014. E que seu colega na Universidade, que diz que você é melhor do que ele, tenha saído no primeiro round e seja uma estrela da NFL. Imagine que você jogue num time que tem o maior salário da NFL para um defensor ( que vai receber em 2018 a bagatela de 27 milhões ). E que o seu time tenha um QB que não é All-Star ( e que nunca será ) recebendo o mesmo que um tal de Aaron Rodgers. Para completar, está franquia renovou com o terceiro WR da equipe, um cara que só corre, antes de você que é a estrela do setor. Por fim, pense que você liderou a NFL em recepções, tem a maior marca de recepções da NFL nas primeiras quatro temporadas da carreira e que fez uma proposta de renovação em Dezembro e que o time não respondeu. Dito tudo isto, vem a pergunta: como você estaria se sentindo?

Pois é. Jarvis Landry é um dos poucos jogadores All-Star do elenco dos Dolphins. Time que vive em eterna reconstrução e que está vivendo outra agora. Além dele, o time Mike Pouncey ( Center ), Cameron Wake ( Defensive End ), Ndamukong Suh ( Defensive Tackle ) e Reshad Jones ( Strong Safety ). Destes, 2 vieram pela FA ( Wake e Suh ). Essa lista dá uma ideia de como escolhemos mal no Draft, mas também que mesmo quando diante de algum talento aleatório que apareça não damos valor a ele. As recentes saídas de Olivier Vernon e Lamar Miller, ambos escolhidos em midlle round em 2012, e a doação de Jay Ajayi mostra que talento é algo proibido em Miami. Aqui é lugar de pereba caro e que não joga.

Jarvis Landry jamais poderia ter jogado a temporada de 2017 sem contrato. Jamais. Nenhuma franquia decente teria dado um contrato monstra para um DE comum ( Branch ) e renovado com o terceiro WR do elenco ( Stills ) antes da sua estrela. Isso é coisa de gente imbecil. É, infelizmente, coisa de Miami Dolphins. O time que deu salário de All-Star a Ryan Tannehill se recusa agora a dar salário de estrela a alguém que é... uma estrela!!!! Assustador e repugnante.

O mais incrível nisso é o descaso. Landry não reclamou, não criticou e jogou como nunca. Dedicou-se em campo, matou-se para tentar levar o time a post-season em duas temporadas seguidas pela primeira vez desde 2001. Mas não tem apoio, não tem ajuda. Viu a equipe doar Ajayi e agora se vê sem uma proposta decente. Fontes apontam que o time quer menos tempo de contrato, menos valor garantido e menos valor total. E isso para um jogador que até hoje não perdeu um jogo sequer. 

Hoje, infelizmente, o mais provável é que ele só fique com uma Tag. E isso é idiota ao dobro, porque o time não quer pagar 14 milhões por ano - que ele vale - mas analisa pagar 16 milhões que será o valor da Tag. Tomara que desta vez usem a Non-Exclusive e não a Transicion, porque perdemos Lamar Miller de graça por causa disso. Em tempo, só usamos a Non-Exclusive Tag uma vez até hoje, em Paul Soliai. 

E assim, com este tipo de tratamento, é bem capaz que percamos outro talento. E fiquemos com as perebas. Enquanto isso, contratamos um novo OC e um Coach de OL dos... Bears!!!! Uma das piores franquias neste quesito, porque trabalharam com Adam Gase por lá. E assim vemos o que aconteceu com Tony Sparano ( que trouxe um monte de perebas de Dallas ) e o Joe Philbin ( que trouxe o ex-Coach dele em Green Bay ).

E isso está me deixando não apenas cansado, mas sim enojado... sim, enojado com tamanha incompetência demonstrada ano após ano em Miami. E eu não culpo Landry de nada. Eu também estaria puto ( na verdade, estou ) e iria querer atuar em outro lugar. Onde, pelo menos, tivesse um QB para lançar passes decentes para ele. Coisa que Miami nem tem e nem está preocupado em ter...

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