terça-feira, 1 de maio de 2018

Perfil de UDFAs destaques: Mike McCray e Jalen Davis

O bom LB Mike McCray, de Michigan...

Começo a postagem de perfis dos selecionados por 2 UDFA, que demonstram ter boas análises/conceitos. Vamos ao que de melhor ( e também pior ) pode ser dito sobre os 2:

Nome: Mike McCray - Posição: Linerbacker - Universidade: Michigan
Altura: 1,93m - Peso: 108kg - Idade: 23 anos ( 03/08/1994 )

Pontos Fortes: 
  • Bom tamanho;
  • Jogador forte e físico. Ele usa a sua envergadura para criar espaço quando os Guards sobem para o segundo nível;
  • Bom uso das mãos;
  • Alto QI, consegue ler bem o ataque e antecipar movimentos;
  • Bem treinado, jogou para um dos melhores coordenadores defensivos do futebol universitário
  • Carreira produtiva e muito respeitada pelos colegas de equipe.
Pontos Fracos:

  • Atleta limitado na marcação homem a home, sobretudo no jogo corrido;
  • Duvidas se pode atuar como linebacker de terceiro down;
  • Não é bom em blitz;
  • Na tentativa de compensar a deficiência no jogo corrido, por vezes é agressivo demais, gerando penalidades;
  • Tem problemas na mudança de direção devido a um footwork deficiente.
Notas:
  • Dois anos como Starter, 26 partidas no total;
  • Números da .Carreira: 162 tackles, 30,5 TFL, 9,5 sacos, 2 FF, 2 INTs;
  • Capitão em Michigan, nomeado capitão no Senior Bowl


e o interessante CB de Utah State, Jalen Davis
Nome: Jalen Davis - Posição: Cornerback - Universidade: Utah State
Altura: 1,83m - Peso: 84kg - Idade: 22 anos

Ponto Fortes:
  • Davis é um atleta compacto com um talento especial para identificar jogadas à medida que elas se desenvolvem;
  • Explosão de velocidade;
  • A melhor aposta de Davis na NFL será atuar como Nickel;
  • Ele também ocasionalmente ostenta a capacidade de gerar uma pressão surpreendente nos quarterbacks, tendo conseguido quatro sacks em 2017 nos raros blitzes de Corner feitos por Utah State.
  • Davis tem ótimas mãos.

Pontos Fracos:
  • Sua altura e peso são, de fato, um problema a ser considerado;
  • Sua velocidade é, talvez, sua melhor arma, mas ele terá marcar WRs mais físicos, sem falar em Gronk 2 vezes por ano. Ele dará conta?; 
  • Ele pode render rapidamente em equipes especiais, talvez até mesmo como retornador. 
Notas:
  • 4 anos como Starter;
  • 11 interceptações, 5 ano passado;
  • Fala-se dele como retornador, mas ele só fez retornos em 2014 e 2015.

Pensamentos pós-draft: Melhoramos ou não como equipe?

Fitzpatrick aponta para uma nova era... dá para confiar?
O Miami Dolphins fez um bom draft. Não espetacular, mas também não foi sem saldo como tantos feitos recentemente. A começar pela primeira escolha, de um jogador que chega para elevar, sozinho, o nível do setor. Como eu disse na análise da escolha ( ainda farei perfis dos escolhidos ), Reshad Jones foi quem mais ganhou com esta aquisição. Ele, Jones, terá ao menos 2 anos a mais em alto nível, uma vez que não terá que fazer tudo, como é hoje em dia.

Prosseguindo, o Draft foi bom. Olhando melhor para a escolha de Fitzpatrick observamos ainda que o time, definitivamente, aderiu ao BPA, o que tem suas vantagens. Escolher Tremaine Edumunds parecia o mais indicado, é verdade, mas Fitzpatrick é um prospecto bem melhor. Claro que, evidentemente, tudo pode parecer pior daqui a 2 ou 3 anos, mas ainda assim eu prefiro o que foi feito agora. 

Falando em riscos, existe um que não podemos fechar os olhos: a passagem de Dallas Goedert. Não que Mike Gesicki não seja um mau jogador, pelo contrário. Mas aqui não foi usada a tese do BPA e sim a tese do "jogador favorito". O TE de Penn State é um trator, tem cara de Gronk. Mas o risco aqui é maior de arrependimento do que na pick anterior. Em todo caso, agora temos um TE capaz de incomodar os DCs na End Zone. O que já é muito mais do que tínhamos antes. Não dá para reclamar da escolha, que fique, mas claro que é função minha pontuar este quesito.

E as ótimas escolhas, infelizmente, param por aqui. A partir do terceiro round e a pick de Jerome Baker a qualidade caiu consideravelmente. Baker não era, pra mim, o melhor BPA nem para LB quando foi escolhido. E ele é, atenção, mais do mesmo do que já temos: LBs ágeis mas com força física limitada. Tem suas vantagens? Sim, é claro que tem. Mas tem certos momentos em que esta agilidade excessiva não é só o suficiente. Leia-se marcar Gronk e outros TEs fortes da NFL atual. Depois vieram duas escolhas de quarta rodada: Durham Smythe e Kalen Ballage. Sobre os dois e a peculiaridade de em quais escolhas foram selecionados, eu falei aqui.

Ai tivemos uma escolha controversa: Cornell Armstrong. Não era uma necessidade e estávamos esperando por um DT ou OL. Que acabou não vindo, mas o CB parece ter seus talentos, mas obviamente tem muitos buracos, caso contrário não sobraria para o sexto round. No fim de feira, duas escolhas, uma boa pela posição e a outra não: o ILB Quentin Polling e o Kicker Jason Sanders. Estas três últimas picks merecem uma atenuante: aqui sobram poucos jogadores capazes de mudar os rumos de um franquia. Se conseguir um reserva sólido já é algo salutar. O Kicker eu não teria draftado, mas viram algo nele. 

Respondendo a pergunta do post, eu digo que não. A defesa em si, foi reforçada onde não era o grande calo e recebe um LB contestável onde somos mais frágeis e que ainda assim é outro jogador tipo Kiko Alonso. No ataque recebemos 2 TEs que já é bem melhor que antes tínhamos, mas tem um ponto: um só recebe e outro quase que só bloqueia. Arrumamos um RB interessante, que tende a colocar Drake no banco, mas isso também não é grandes coisas. Um Kicker que só acertou 70% dos chutes e um ILB de Ohio... apenas Ohio. Com tudo isso eu não vejo o time mudando de patamar. Faltou um QB para pressionar Tannehill ( ou servir de seguro caso ele se machuque ) e não reforçar a OL pode cobrar seu preço. 

Foi um bom draft, com bons jogadores em quase todas as picks, mas os buracos seguiram os mesmos, exceto os TEs. Em todo caso, Draft é um processo e no ano que vem, mantendo este nível de escolhas, talvez consigamos preencher estes buracos. Resta saber se o time fará o complemento, ou seja, manter os talentos que se destaquem e tenham vindo do Draft. Porque se seguir doando suas estrelas...

A lista dos UDFAs que assinaram com os Dolphins

McCray é um bom achado dentre os poucos UDFA que assinamos.


Todo ano diversos jogadores ficam fora dos atletas escolhidos no 7 rounds do Draft. E eles ainda assim são assediados pelas franquias. O Miami assinou com 12 jogadores e todos eles sabem que não tem muitas chances de sobreviverem ao corte dos 53, mas ele vão tentar mesmo assim. Todo ano 2 ou 3 jogadores conseguem e aqui e acolá algum destes viram até Hall of Famme. 

Nesta lista, temos 2 bons nomes: o LB McCray de Michigan e o CB Jalen Davis de Utah State. Outros podem se superar e barrarem até atletas consagrados em declínio na carreira ou com salário alto. Abaixo, o nome dos que conseguimos assinar:
  • Cayson Collins, LB - North Carolina
  • Buddy Howell, RB - Florida Atlantic
  • Lucas Gravelle, LS - TCU
  • David Steinmetz, OT - Purdue
  • Connor Hilland, G - William & Mary
  • Quincy Redmon, DE - Fairmont State
  • Claudy Mathieu, DE - Notre Dame
  • Jamiyus Pittman, DT - Central Florida
  • Anthony Moten, DT - Miami
  • Mike McCray, LB - Michigan
  • Jalen Davis, CB - Utah State
  • Greg Joseph, K - Florida Atlantic
Jalen Davis, de Utah State: outro bom prospecto

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Existe pressão em cima dos jogadores escolhidos nos lugares da dupla Ajayi/Landry?

Estes dois all-star foram doados por escolhas de 4º round...
Quem conhece este blog a fundo sabe bem minha opinião sobre as doações que fizemos de Jay Ajayi e Jarvis Landry, 2 dos mais populares jogadores em décadas em Miami. Jogadores que faziam sua parte e jamais se mostraram sem vontade. Sem falar que brigavam arduamente pelas jardas e, como ficou provado, cobravam seus companheiros a fazerem o mesmo. O que ganharam com isso? Serem doados por reles escolhas de 4ª rodada, quando valeriam, os dois, pelo menos uma de segundo. 

Acontece que agora Inês é morta, e o time escolheu 2 outros jogadores com estas escolhas. A questão, que virou enquete, é: existe pressão em Durham Smythe e Kalen Ballage? O TE, escolha 123, foi selecionado na pick obtida pela doação de Jarvis Landry ao Cleveland Browns e o RB, escolha 131, foi selecionado na pick obtida pela doação de Jay Ajayi ao Philadelphia Eagles.

Eles chegam, na sua opinião, pressionados por isso ou não? Esta é a pergunta que fica. Respondam na enquete, à direita do Blog. O que eu penso? Por ser TE e não ser um especialista em receber passes, Smythe não sentirá tanta pressão assim. Mas Ballage por ser RB e a escolha ser a mesma que recebemos de esmola do Eagles por nosso RB Starter... ai a pressão será bem maior. Ele teria a obrigação, em tese, de ser muito bom na NFL e jogar ao menos no mesmo nível de Ajayi.

domingo, 29 de abril de 2018

Draft 2018 - 7º Round, Pick 229, Jason Sanders, K - New Mexico

Uma necessidade, é verdade. Mas ele poderia ser um UDFA
Um Kicker. Esta foi a pick final dos Dolphins no Draft. Jason Sanders atua por um pouquíssima conhecida Universidade, mas o que importa é sua pontaria. Ele errou apenas um extra point ( 111 de 112 ) na carreira no College, o que é bom, mas acertou apenas 71,4% dos Field Goals que tentou ( 25 de 35 ).

Quando se atua em um time fora do radar, ou seja, da Primeira Divisão, você precisa ser MUITO bom para merecer uma vaga na NFL. Não me parece o caso aqui. Pouco mais de 70% de acertos não é algo que chame a atenção, com certeza. Em todo caso, o time viu algo nele. E no sétimo round não podemos ser tão exigentes assim com as escolhas. E ademais, era sim uma carência do time. Assim sendo, classifico a escolha com um B-.

Draft 2018 - 7º Round, Pick 227: Quentin Poling, LB - Ohio

Um ILB que vem para compor elenco... tudo normal no sétimo round.
No sétimo round, não se iludam: o talento rareia demais. Então a ideia é buscar atletas que tenham ao menos uma qualidade de destaque em algum ponto do jogo, nem que seja para atuar no time de especialistas. E não se assustem com atletas de Universidades desconhecidas. Eu mesmo nunca tinha visto atletas de Ohio sendo escolhidos. Isso, claro, não quer dizer que o atleta seja de todo ruim.

Poling deve ter mais espaço em Miami do que em outros times, dada nossa falta de opções no setor. Ele treinará com certeza entre os especialistas enquanto ganha rodagem para ser mais efetivo como LB, mas como a concorrência é bem ruim, ele pode até fazer mais do que isso. 

A nota aqui tem que levar em conta tudo o que eu disse acima e por isso eu fico com um B.

Draft 2018 - 6º Round, Pick 209: Cornell Armstrong, CB - Southern Miss

Reforço na Secundária é sempre bem vinda...

No sexto round, os Dolphins tinham algumas carências ainda por resolver. Defensive Tackle, Linha Ofensiva, Receivers... mas o time escolheu draftar um CB. Armstrong é um jogador sobre o qual eu pouco pude ler, mas acredito que neste momento do draft é preciso acreditar nos olheiros dos Dolphins. 

Profundidade. Esta é a explicação para esta escolha. Universidade pequena, que não encara grandes adversários, mas ele foi produtivo. Analisando tudo isso, uma escolha com nota B-.