sábado, 21 de julho de 2018

A diferença entre análise e torcida é bem clara sobre o que esperar do Miami 2018

O Hard Rock terá jogo na post-season?
Eu não escondo que estou pouco animado com a temporada. Acontece que tem vários torcedores do Miami Dolphins que estão confiantes até em vencer a Divisão. E qual é a diferença entre um ponto de vista e outro? São dois pontos de vista conflitantes, mas qual é o correta? 

- Os otimistas consideram que tivemos uma boa chegada de bons jogadores, que cobrimos os buracos do elenco e os que ainda existem não tendem a comprometer. Claro que estes esquecem dos outros rivais, mas baseiam-se na volta de Tannehill e que dele seja capaz de conseguir o grande salto na carreira ( tratado neste texto aqui ).

- Os realistas, eu incluso, levam em conta diversos fatores bem conhecidos ( Tannehill não é Qb de elite, a OL não melhorou como deveria, perdemos a estrela no corpo de recebedores, os LBs são frágeis, etc ... ) e porque se melhoramos - e eu não nego isso - os outros também o fizeram, O Bills tem um QB melhor do que no passado e o time foi a post-season. E os Jets tem um QB que eu considero com potencial para um impacto imediato no time de NY. Se eu estiver certo...

Para ir a post-season, como pensam os otimistas, o time precisará vencer ao menos 10 partidas. Se Bills e Jets conseguirem evoluções ( algo bem provável ) a disputa pelo segundo lugar da Divisão pode ficar bem complicada. Para chegar nas 10 vitórias, um passo determinante é ter vantagem dentro da divisão, talvez ficando num 4-2. Mas conseguir isso será mais complexo se os rivais melhorarem mais do que nós, o que é plausível. Desta maneira bater Bill e Jets será crucial. Teremos condição de fazer isso? Complexo responder, mas é por aqui que passam nossas chances de post-season.

Acho pouco crível que o Miami Dolphins vá a post-season. Um pensamento realista é uma temporada na casa de 9-7. Acima disso, é torcida. Eu sou torcedor, claro, mas estou na posição de analista e preciso ser realista. Assim sendo, prevejo algo entre 5 e 9 vitórias, mas não confio em post-season. Posso estar errado? Sim, claro. E adoraria que esteja no fim da temporada.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

O que Tannehill pode fazer além do que já fez até agora e vindo de contusão seríssima?

É realmente justo esperar um salto de qualidade dele nesta temporada?
Eu começo este texto reafirmando tudo o que penso sobre Ryan Tannehill: ele é um QB medíocre ( e lembrem-se: isso quer dizer que ele nem é péssimo, mas passa longe de ser ótimo ). Até agora em 5 temporadas completas ( 2012 até 2015 ) e na parte da temporada de 2016 em que atuou, ele NUNCA esteve entre os 10 melhores QBs da Liga. Nem nunca teve uma temporada digna de um Franchise QB. E nem mesmo aparece na lista dos que podem surpreender nesta temporada... enfim, é preciso buscar bem específicos, para que ele seja destaque. E eu não vejo QBs assim vencendo Super Bowls. 

Mas o ponto deste texto, nem é este. O ponto é: é justo com ele, como pessoa, as expectativas que muitos estão colocando em suas costas? A resposta é seca e taxativa: não. Ele jamais deu sequer indícios de que possa ter para o Miami de 2018 o mesmo impacto que se espera de Aaron Rodgers nos Packers. E esta é uma base justa para comparações: que time ganha mais com a volta do seu QB Starter. Basta ver o que se projeta para a volta de Tannehill e compará-la com o que se espera da de Rodgers no Missouri e ver que não tem cabimento.

Rodgers foi MVP e um dos 5 melhores QBs da NFL e estará certamente na discussão de um Top Ten quando parar de jogar, sem falar da óbvia inclusão no HOF quando for elegível. Vejam Green Bay sem e projetem-no com ele. Agora vejam o que certos "torcedores" estão fazendo com a volta de Ryan Tannehill e analisem friamente se é possível imagina um impacto igual? Eu vi torcedores do Miami falando em 11-5, só porque Ryan Tannehill voltará. Como alguém pode projetar isso?? Eu acho que os Packers farão isso ( 11-5) só porque terão o seu QB de volta, mas nem em sonhos coloco nas costa de Tannehill o mesmo peso. Porque ele não tem capacidade para isso. Ele não é um Aaron Rodgers, simples assim.

Isso implica que não chegaremos no 11-5? Não, claro que não. Mas não chegaremos lá porque Tannehill voltou. Vencer 11 partidas vai depender de uma série de fatores ( defesa, OL, jogo corrido, novatos renderem logo de cara, ausência de contusões ), mas não porque nosso signal caller estará em campo. Ele não é este jogador. Ele jamais será o fator determinante de um ataque Top Ten. Porque ele não é CAPAZ disso. E cobrar isso dele, não é justo.

Ele é tipo um cara que estará no papel importante para não estragar tudo. E se ele é isso -  e de ato é o que ele é - não podemos dizer que só por termos ele de volta viramos Contenders. Fica parecendo que a diferença entre Jay Cutler e ele é como a de Rodgers e seu reserva. E não é. Cutler é muito parecido com Tannehill do que muitos projetam. E isso diz muito sobre Tannehill...

Portanto, quem estiver esperando ele no Top Ten vai cair do cavalo ( ou do Golfinho se preferirem ). Mas se a expectativa for de que ele possa fazer sua melhor temporada na carreira, ai talvez a decepção não seja grande, porque é plausível ele conseguir isso. Mas a melhor temporada que ele pode fazer, ainda assim o manterá distante de um Top Ten. E que não se iludam com um 11-5 puxado pela defesa e eventuais ótimas atuação do backfield. Este erro já foi cometido anteriormente. 

Respondendo a pergunta do post, eu acho que nada. Ele é aquilo que já demonstrou até agora na NFL. Inexiste espaço para alterações. E ainda voltando da seríssima contusão, sem ter o talento raro dos grandes QBs... 

A Trainning Camp está chegando e temos que voltar ao debate

Menos de uma semana para os treinos começarem...
Não tem jeito, o fim de Julho sempre chega. Demora pacas, ainda mais quando não vamos ( como tem sido o costume ) a post-season, mas ele sempre chega. Na quinta que vem, dia 26, o Miami Dolphins iniciará mais uma Trainning Camp, que sempre esperamos que seja a redentora. Alguns mais do que outros, é claro. Eu mesmo cada dia que passo viro mais São Tomé, só vendo pra crer.

O Blog completará no próximo dia 30 11 anos. São 11 anos em que venho esperando por um time decente, por um QB decente. por um treinador decente... é muito tempo de Blog. Eu como torcedor tenho uma seca maior, talvez a maior de todos os leitores deste blog. Mas não irei furtar-me jamais a debater e criticar este time, que amo de verdade.

O tempo tem sido curtíssimo para minha pessoa, mas resolvi montar uma estratégia: textos cursos no final do dia, com no máximo 3 parágrafos. Para que possamos manter o elo que tem mantido-nos unidos por mais de uma década. Montei até um cronograma:

  • Sexta: O que Tannehill pode fazer além do que já fez até agora e vindo de contusão seríssima?
  • Sábado: A diferença entre análise e torcida é bem clara sobre o que esperar do Miami 2018.
  • Domingo: DeVante Parker: bust ou um jogado subutilizado?
  • Segunda: Nossa Defesa pode ser Top Ten na temporada?
  • Terça: Nossa Ataque sairá do Top Ten péssimo esta temporada?
  • Quarta: Agora vai?
  • Quinta: Bem vinda de volta NFL, sua linda!!!
Espero que gostem.