sábado, 22 de março de 2008

Um olhar sobre a temporada passada...

Mais uma vez em sete anos, pela terceira vez, o Miami Dolphins começava um longo e doloroso processo de reconstrução. A bola da vez era o "mestre em ataques" Cam Cameron, que vinha de Coordenador Ofensivo do bom San Diego Chargers. Parecia perfeito para um time que reconhecidamente tinha uma das 5 melhores defesas da liga, mas que desde a aposentadoria de Dan TD Marino engatinhava em termos ofensivos. O GM Randy Muller teve seu contrato renovado até 2011 e todos esperavam por dias melhores. Vários jogadores foram dispensados ou trocados. Com a 9ª escolha no draft era consenso a aposta em Brad Quinn, caso ele estive disponível. Ares novos rondavam o Miami. E eram mesmo ares novos, só que de desgraça. Apostar em um Retornador de Kickoff/Punt foi a pior coisa que uma pessoa normal faria, mas quem disse que a dupla Muller/Cameron eram normais?? O GDBAT não satisfeito de deixar passar o segundo QB mais talentoso do draft ainda trouxe ( ao custo de escolhas no 4° e 5° rounds no draft 2008 ) o veterano, e nada saudável, Trent Green para comandar um ataque jovem e quase sem qualidade. Alguns pensariam, isso é o máximo. Que nada, ainda teve um QB de 27 novato(??), para ser o Franchise Quarterback (???). Some-se a isso a dispensa de Cullpepper sem ganhar nada com ele, que já custara caro no ano anterior, e o cenário estava pronto. Achou pouco? Ele ainda mandariam embora, e de graça, Wes Welker e Randy Mcmichel ( valiosas pelas ofensivas ) e quase de graça o melhor WR do time Chris Chambers, por uma reles escolha de 2° round para o Chargers. Tal somatório de asneiras não poderia dar em outra coisa, a não ser em derrotas. E não foram poucas, 15 para ser mais exato. E só não foram 16 porque o Kicker do Ravens errou um chute fácil, na minha opinião, e de um passe de Cleo Lemon - que não tinha talento nem para ser amarrador de cadarços de um QB - para Greg Camarillo. Não fosse isso e a temporada imperfeita e a perfeita pertenceriam ao mesmo time. Agora com Big Tuna iremos voltar para a estaca zero. Ele fez milagres por onde passou, exceção feita ao Jets. É o que nos restou, torcer para que o Bill Parcells consiga realizar mais uma proeza. E que proeza amigos...
Estamos diante de um processo que será longo e espero que não seja doloroso como os outros processos, e que este tenha um final feliz, com o time no Super Bowl, ganhando o terceiro e enchendo de alegrias a todos nós, torcedores do Miami. Que assim seja...

sexta-feira, 21 de março de 2008

34 anos e um pedido... é grande, díficil, quase impossível, mas

É um pedido. Nunca vi o Miami Campeão de Super Bowl. Apenas uma vez o vi Campeão da AFC. Como tenho 34, nasci em 74, um anos após o time ganhar o Bi Campeonato - o primeiro time da AFC a conseguir tal proeza ( segunda na NFL inteira ). Tive o prazer de ver Marino em toda a sua gloriosa carreira, sem anel de campeão, e se tornar o maior de todos. Tive momentos alegres, tristes, mas nada se compara ao que tenho visto desde 2000, quando Dan TD Marino parou. De lá para cá, com exceções aos tempos de Jay Fiedler ( jamais pensei que um dia diria: eu era feliz e não sabia com ele de QB ) o time está passando pelos seus piores dias:
1 - Maior sequência fora da PS - a última vez foi em 2001 ( duas vezes ficamos de fora pela mudança nas regras - uma vez com 10-6 perdemos a vaga para o Chargers, que fizeram 9-7 );
2 - Vexames - são tantos, que irei ater-me a apenas um: 1-15, ou 16 derrotas seguigas, somando 2006 e 2007. Se não fosse o Ravens e seu Kicker perna torta...
3 - Erros e mais erros - David Wanstead era um técnico até que razoável. Foi mandado embora pq não conseguiu passar do Divisional Play-offs. Mas era muito melhor do que os que seguiram. E ainda teve o Saban e o Cameron. Vais queimar no mármore do inferno Randy Muller...
4 - Perca da estrela - o time não consegue grandes reforços no FA. Porque? Quem quer se afundar no Miami? E pior, os que saem viram estrelas para onde vão. Vide Wes Welker;
5 - A Piada - Ginn com Limão. Precisa dizer alguma coisa?
Com estes 5 pontos, daria para chegar até uma dúzia, vive ( ou será padece?? ) o grande Miami Dolphins, o "undefeat team". Para quem tem um passado, ou melhor o "passado", conviver com isso é demais.
Por isso pedi neste meu aniversário de 34 anos, algo grande. Do tamanho da tradição deste time que amo, e pelo qual sofro a quase uma década. É grande, díficil, quase impossível, mas é o que eu, e todos os "dolphins fãs" querem: Um time de respeito. E se der o SB XLIII... Afinal, não custa nada sonhar. Ainda...
Achei um site interessante sobre o Miami...