terça-feira, 22 de novembro de 2011

Matt Moore: solução ou não dos nossos problemas?

Algumas vozes já se levantam no sentido de se deveria ou não ficarmos com Matt Moore.

E as vozes nem são de leitores deste Blog, que se manifestaram a favor e contra a ideia, mas sim de torcedores dos EUA, que ficaram - não totalmente sem razão - encantados com a atuação de Domingo. Claro que Matt Moore teve uma atuação acima da média. E isso é óbvio. Mas o problema é que foi uma atuação acima da média DELE e da média da maioria dos QBs que passaram pelo Miami desde a aposentadoria de Dan Marino, no já longínquo ano 2000. Não acima da média dos QBs da NFL. O que não deixa de tenhamos que elogiar o que ele fez no Domingo.

Feito o elogio, vem a pergunta central deste post: Ele é capaz de fazer o algo mais? Sim ou não? Antes de tentar responder a esta pergunta, vamos a algumas considerações, já feitas por mim nos comentários da partida contra o Bills:
  • Acho que todos já perceberam que a OL do Miami melhorou, certo? Sendo assim - e temos de fato um setor excelente - o Moore está tendo tempo para lançar a bola e pensar no que fazer antes lançar. E todos vocês devem saber que QB protegido atua melhor. Não quero com isso diminuir os feitos do Moore, pelo contrário. Mas eu acho que Henne não estaria fazendo pior. Talvez até mesmo o Devlin ou ainda qualquer QB mediano da NFL. Quarterbacks medianos conseguem fazer boas atuações quando bem protegidos. O que eu tenho certeza é que Moore não consegue fazer o algo a mais. E o algo é sim vencer um Super Bowl.
  • Além da OL ter melhorado tivemos outro setor que melhorou: o jogo corrido. E a melhora de um tem a ver com o outro. Corredores que conseguem receber bloqueios ganham jardas e minam a defesa adversária. Bush começou a marcar TD, Thomas a converter descidas complicadas e o time passou a vencer. Simples não? E Moore passou a jogar melhor. Tudo tem ligação.
  • Uma outra coisa tem contribuido bastante para a melhora de Moore ( e por tabela do Dolphins ): a defesa. Temos conseguido sacks, interceptações ( foram duas domingo pela primeira vez no ano ) e agora pressionamos os QBs dos times rivais. Sendo assim, temos conseguido marcar pontos ou conseguir boas posições no campo para o nosso ataque. Sem pressão para virar a partida e jogando com vantagem no placar, o QB rende mais. A menos que seja um Sanchez da vida, é claro. 
 Quero deixar bem claro que não estou criticando Moore ou diminuindo o que ele tem feito, pois mesmo com os fatores citados acima, ele fez o papel dele. E até acima do esperado, diga-se. Claro que o que eu estou fazendo é levar em conta os prós e os contras. E se ao invés de Moore o QB fosse Drew Brees? Ou Matt Ryan? Ou A-Rod? Esta é questão que quero chegar. Acho que devemos ver Matt Moore como o QB até o fim do ano. E esperar por o nosso Franchise Quarterback. Algo que Matt Moore - e nem Chad Henne ou Pat Devlin - nunca serão.

domingo, 20 de novembro de 2011

Week 11: Bills 08 x 35 Dolphins

Vencer 3 partidas seguidas tem sido tão raro em nossa história recente, que só aconteceu 3 vezes desde 2002, sendo que a anterior tinha sido na mítica temporada de 2008 ( quando vencemos 5 seguidas e vencemos a Divisão ). Por isso é um momento a ser comemorado, mesmo que agora tenhamos chances reduzidas de conseguirmos o melhor QB do Draft de 2012 ( Andrew Luck, é óbvio ). Mas enfim, como já dissera antes, o objetivo é vencer e se for contra um rival de Divisão então. Sendo por blowout ( goleada ), com direito a toques de crueldade fica perto de perfeito. A lamentar apenas que o time tenha acordado tarde demais e caso tivesse duas vitórias a mais poderia perfeitamente brigar até pela divisão. Mas como não tem, fiquemos com a excelente vitória de hoje diante do Bills:

Nenhum jogador deste elenco tem tantas vitórias na NFL quanto Jason Taylor. E na NFL ninguém tem mais sacks. Ele adicionou mais um a sua extensa conta. E deverá conseguir mais alguns...
Anthony Fasano tem melhorado a olhos vistos na últimas partidas, e marcou hoje o seu 4º TD na temporada. Lembrando que em 2008 ele marcou 7.
Reggie Bush segue fazendo partidas consistentes e marcando seus TDs. Hoje ele teve uma atuação decente e ao contrário de seu histórico recente, segue sem contusão.
Quando a fase muda, até o nosso Special Team - um dos piores da Liga - consegue aparecer bem...
Chris Clemons, que perdeu a briga de Free Safety para Reshad Jones, salta espetacularmente para bloquear o chute de punt...
Que é recuperado dentro da End Zone por Lex Hilliard. E mais um TD na partida.
Ryan Fitzpatrick saiu - pela primeira vez diga-se - de cabeça baixa. Teve uma atuação horrível, não marcou TD e ainda levou duas Interceptações ( Nolan Caroll e Yeremiah Bell ). Ou seja, ele não vai querer lembrar desta partida. Pra finalizar, ainda foi substituido pelo "grande" Tyler Tighpen...
Algo mudou, está bem claro isso. O que vem a ser, eu não faço a menor ideia. Mas a foto mostra que o time está, finalmente, unido.
Charles Clay foi o melhor Receiver do Miami na partida e foi recompensado com o seu primeiro TD na carreira. Algo que nunca se esquece. Mas acho que Brandon Marshall não deva ter saído nada satisfeito da partida: recebeu apenas um passe e para meras 5 jardas.

First Down - Contratar um OC para Head Coach é uma boa? Parte II

Só pelo símbolo na camisa dá para perceber que o cara é dos bons não?

A menos que seja como os ursos e tenha acabado de sair da hibernação, deve saber que Tony Sparano não será mais o Head Coach do Miami em 2012. Sendo assim, estou fazendo uma sequência com prováveis candidatos ( no momento nem cotados eles são ) ao posto. O nome da vez é diferente, estranho e até mesmo feio: Joe Philbin.
O cara é o Coordenador Ofensivo do Green Bay Packers, atual campeão do Super Bowl e única equipe invicta na temporada. Semana passada no massacre diante do Vikings, o time usou 10 jogadores diferentes para receber passes. Fantástico não? Na melhor partida que tenhamos conseguido fazer nestes anos recentes, acho que nunca conseguimos envolver mais do que 7.

Claro que ter Aaron Rodgers como QB ajuda muito, é fato. Mas de nada adianta ter um Super QB se o OC não tiver competência. Philbin é o chamado produto Packers: ex-atleta do time, foi sendo formado pelos diversos Coachs que por lá passaram. Era Assistente de OL, depois para Coach do Setor e desde 2007 é o Coordenador Ofensivo do time. Treinou Favre na campanha que quase resultava em uma ida a um Super Bowl ( perdida em casa, diante do Giants, que pra nossa felicidade venceu o Pats ). No ano seguinte pegou A-Rod e começou a moldar o time de agora. Vencedor e que encanta a todos. Poderia ele fazer o mesmo com o Miami e um QB novato? Sim e não, é claro. Mas não seria uma escolha ruim.