sábado, 2 de junho de 2012

Don Shula e Ryan Tannehill


 Don Shula postou eu seu Twitter ( velhinho antenado, não? ) foto do encontro que teve com o QB Ryan Tannehill. Partiu do próprio Ryan o convite e os dois se encontraram na casa do undefeated coach. Para quem não se lembrou ainda, nessa temporada comemoraremos os 40 anos da temporada perfeita, conseguida em 1972, quando vencemos todas as partidas daquele ano e principalmente o Super Bowl, por 14x7 diante do peles vermelhas da capital dos EUA.

Quem é Kevin Coyle?

Este é o nosso novo, pra quem ainda não souber, Coordenador Ofensivo e será responsável por recuperar a credibilidade de nossa defesa, que outrora foi umas das 3 melhores da Liga.

Você sabe quem é Kevin Coyle? Não? Pois você não é o único. Ele foi um Bengals durante 11 anos seguidos, os últimos 9 como Coordenador de Defensive Backs, tendo o setor ficado entre os 5 mais eficientes da toda a Liga nos 10 últimos anos. Portanto ele é experiente e agora terá sua primeira oportunidade como Coordenador. E tomara que ele assim fique por muito tempo, e que ele tenha muito sucesso, porque o dele será também o nosso.

Antes de mais nada é preciso dizer porque o Dolphins não quis manter o seu antecessor, Mike Nolan. Dois foram os motivos básicos: o preço ( ele era o mais bem pago Coordenador de toda a Liga ) e a recusa do Front Office de dar-lhe a vaga de Head Coach. Sendo assim ele preferiu migrar para o Falcons e manter-se como Coordenador ( e ganhando menos do que em Miami ). Agora isso é passado e Coyle é o nosso presente e Deus queira, também o futuro.

Coyle chega e tem a sua disposição um elenco com talento de quantidade até mais que razoável e foi pensando nisso que foram feitas as picks no Draft de 2012. E o sistema voltará a ser - predominantemente - 4-3, segundo Coyle para tirar o máximo dos pass-rushers do elenco ( leia-se Cameron Wake ). Nesta temporada iremos usar um sistema Híbrido entre os dois ( 3-4 e 4-3 ), deslocando Wake para Deffensive End.

Nossa defesa foi bem contra as corridas ( ficou entre as 10 melhores ), mas foi terrível contra o passe, mesmo que tenha terminado o ano em alta em termos de sacks. E agora caberá a Coyle consertar isso. E acho que ele conseguirá, afinal tem 11 anos de experiência com DBs. Tem a seu dispor jovens jogadores no setor de DBs ( Davis, Smith, Clemons, Jones e Wilson ). Com relação aos LBs experiencia e qualidade em doses fartas, ele terá tudo para montar um grande setor. Depende dele e dos jogadores entenderem a filosofia.

Reshad Jones é um dos mais animados com o novo chefe e projeta, palavras do próprio, que o setor será temido em 2012. Na mesma linha vão as palavras de Vontae Davis ( a estrela da secundária ), que acredita que poderá aparecer pela primeira vez no Pro-Bowl. Aguardar para ver.

Lamar Miller assina contrato...

Lamar Miller ( RB de Miami Hurricanes, escolhido no Quarto Round ) agora é um Dolphins Player, ao assinar hoje o seu contrato. Valores e duração não foram informados, mas devem ser 4 anos e o mínimo. Agora só faltam 3 rookies para assinar contrato: Ryan Tannehill, Olivier Vernon e Michael Egnew.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Miami terá sua Pré-Temporada mostrada na TV

 
O canal HBO realiza anualmente, uma cobertura dos treinos de pré-temporada de uma equipe da NFL ( ja teve Jets e Ravens por exemplo ). Agora em 2012 será com o Miami Dolphins. O canal passa no Brasil e ao que me parece, irá passar aqui com defasagem de uma semana. Aguardar e assistir.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Jogadores que podem ter uma "breakout season" em 2012

Nessa pré-temporada de 2012, o Miami Dolphins vai focar em achar as melhores peças para a West Coast Offense e sua defesa híbrida que serão implementados. Com tantas mudanças acontecendo, surge a chance para jogadores outrora "desconhecidos" terem um grande impacto para o time.

1. Jared Odrick - No college jogou numa defesa que usava muito os seus pontos fortes, sendo usado com um DT que penetrava bastante na OL. Somente nas duas últimas temporadas dele, obteve uma marca de 20,5 tackles for loss (tackles atrás da linha, fazendo o adversário perder jardas) e 11,5 sacks. Uma prova bastante considerável de suas habilidades. O produto de Penn State, sofreu com o seu papel na defesa 3-4 dos Dolphins. Até agora ele não teve a oportunidade de jogar penetrando a linda ofensiva, ganhar campo e fazer jogadas no backfield. Mas, em 2012, numa defesa híbrida, onde as características de uma 3-4 e uma 4-3 serão utilizados, isso pode finalmente mudar. Em uma linha defensiva que conta ainda com Paul Soliai, Randy Starks e Cameron Wake, Odrick pode ter grandes oportunidades em situações de um contra um. É o que esperamos.

2. Charles Clay - Jogador escolhido no 6º round de 2011, Charles Clay é listado como um TE, mas os seus 1,91m e 108kg, fazem com que ele seja utilizado da mesma forma que Aaron Hernadez (1,88m e 111kg) é nos Patriots. Um cara forte, que tem boas mãos para receber passes e que serve para bloquear. Outro TE com essas habilidades? Jermichael Finley, dos Packers. Com isso, fica claro que Joe Philbin tem experiência e saberá colocar em prática as qualidades de Clay em campo. Ele vai ter que lidar com a concorrência de Michael Egnew, que foi draftado no 3º round em 2012. Mas Clay tem uma vantagem: ele era RB em Tulsa, o que faz dele perito em fazer jogadas com a bola em suas mãos, conseguindo se livrar melhor dos defensores e ganhar campo aberto, além de ser um cara duro de derrubar. Todas essas características podem fazer um grande impacto imediato na WCO. É seguro afirmar que Philbin irá encontrar uma maneira de utilizar Clay.

3. Steve Slaton -  É possível um cara ter uma breakout season depois de uma rookie season que Slaton teve? 1.659 jardas e 10 touchdowns? Somente depois dessa incrível temporada o sujeito teve a três seguintes bem abaixo da média, com um total de 1.045 jardas e 8 touchdows apenas. Apesar do Miami, esse ano, ter dois RB explosivos, Bush e Miller, eles são bem parecidos. O time realmente precisa de um RB que corra entre os tackles, que consiga arrancar preciosas jardas em 3ª descidas e perto da goal line (Thomas também pode se encaixar nesse perfil). Apesar de ter jogado apenas 57 snaps na última temporada e enfrentar um declínio em sua carreira, Philbin disse ao Palm Beach Post, elogiando o jogador, que com uns bons ajustes, Steve pode se encaixar no esquema de bloqueio em zonas que eles irão implantar com a OL do Miami esse ano.

4. Clyde Gates - Gates foi utilizado primariamente como um KR em 2011, mas com um elenco que falta um TOP TALENT na posição, as coisas podem alterar e algum jovem e pouco falado WR de Miami pode crescer e ter um grande impacto para o time. Mas, porque Clyde Gates? Pra começar, de todos os WRs do time, ele é o que possui mais velocidade e quem consegue mantê-la por mais tempo e possui habilidades que podem ser usadas numa West Coast Offense. Podemos esperar um pouco mais esse ano desse jogador. Apesar de não ter se destacado tanto quanto Brian Hartline e Roberto Wallace, ele foi um alvo bem interessante nesses últimos workouts.

Texto escrito por Juba Rivas, colaborador do Blog.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Principais Agentes Livres para 2013

Jake Long é o maior agente livre com o qual teremos que nos preocupar. Mas seria ele o mais complicado de repôr?
Joe Philbin praticamente nem começou o seu trabalho em Miami e vai conquistando admiradores e mostrando um clima melhor e mais ameno ( ver post abaixo deste, modestamente um dos melhores que eu já fiz neste Blog ) e já tem um problema no futuro próximo: os melhores jogadores deste elenco ficarão sem contrato na temporada que vem. Como resolver isso? 
O quadro não é tão terrível quanto parece. Diversos atletas terão que ser re-assinados, mas para a temporada que vem o Miami estará livre de 13,3mi de Cap Penalty ( salários mortos, de atletas dispensados ). E se não dispensar mais ninguém de peso contratual, não teremos com o que nos preocupar. Além disso, existe uma evolução natural de Salary Cap de uma temporada para a outra. E por fim, os rookies atuais recebem menos do que os que foram draftados em anos anteriores, o que ajudará a liberar mais espaço para 2013, onde mais de 30 jogadores atualmente sob contrato se tornarão Agentes Livres. Alguns deles, claramente não devem sobreviver nem a esta temporada, outros são descartáveis e outros ainda recebem atualmente o mínimo e servem ( bem ) para Dept. Mas quem seriam os grandes problemas? Vamos a eles:
  • Jake Long, Left Tackle - Falar de Long é chover no molhado certo? Nem tanto. Ele é o melhor LT da NFL, mas quando está inteiro. Ele jogou o fim da temporada de 2010 no sacríficio e na de 2011 foi colocado na Injured Reserve pela primeira vez na carreira. Se você fosse Jeff Ireland daria 100mi ( segundo algumas fontes é o que vale Long ) em uma extensão de 6 anos para alguém assim? Eu não faria. Ireland, que é tudo menos mal gestor de grana, também não fará. Sendo assim, ele será cortado? Não é bem assim, também. O correto é esperar o rendimento dele em campo nesta temporada de 2012 e se ele jogar em nível All-Pro, ai sim dar a extensão, mas com opção de corte caso o time ache conviniente. Se ele jogar como um Tackle sólido, uma duração menor e valores idem. Se ele voltar a se machucar ai seria o caso de oferecer um contrato year-by-year e por produtividade;
  • Brandon Fields, Punter - Eis uma coisa que eu jamais imaginei dizer um dia: Fields é o cara. Ele foi, de longe, o melhor atleta do Dolphins em 2012. E tinha sido um dos piores em 2007. E deverá ser um dos punters mais bem pagos da NFL em 2013. Que coisa, não?
  • Randy Starks, DT/DE - Este é um caso interessante, já que ele foi um dos destaques da DL desde 2008. Mas a defesa era 3-4, mas iremos mudar para uma base - predominantemente - de 4-3 ( fala-se em usar um sistema Híbrido ). Mas será que ele se sairá bem atuando no meio da DL, ao invés de DE? Conseguirá ele ser um DT aceitável, ou receberá pressões de gente como Odrick, Baker ou do novato Kheeston Randall? A depender disso é que ele poderá ser um jogador essencial ou um descartável.
  • Anthony Fasano - TE - Digam o que quiserem, mas até prova em contrário este time só tem um TE: Fasano. Por isso, creio eu, o time irá mantê-lo, mas a idade pesa e ele não deverá receber valores e nem duração grande. Mas é, ainda, o alvo mais seguro deste ataque inteiro.
  • Reggie Bush - RB - Se o contrato tivesse sido encerrado em 2011, Bush iria ganhar uma grana preta com certeza. Mas como tem uma temporada inteira pela frente e um rookie promissor no elenco ( Lamar Miller ), as coisas podem não sair as mil maravilhas para Bush. Tudo depende de qual jogadore veremos ( leia matéria feita na semana passada a respeito ) em campo. Se for o cara das contusões ( e Miller foi bem ) eu o dispensaria. Se for o RB de 2011 ( mesmo que Miller vá muito bem ) eu o manteria. Até para premiá-lo. Mas sem exageros financeiros e com claúsulas por produção, pois é aquela coisa: gato escaldado tem medo de água fria;
  • Brian Hartline - WR - De fato ( e fiz matéria a respeito sobre isso na semana passada ) a situação dele está longe de ser cômoda. Ele é criticado ( mesmo tendo número interessantes ), mas parece faltar-lhe o algo a mais. Se este tal "algo a mais" aparecer em 2012, ele poderá sobreviver para contar história conosco. Mas se não, vira um atleta descartável...;
  • Sean Smith - CB/S - Este é um dos raros casos de acerto em segundo round que temos com mais de 3 anos no elenco. Mas até mesmo ele tem com o que se preocupar: a concorrência deverá aumentar, pois neste primeiro draft da Era Philbin a secundária passou em branco, mas no ano que vem não deverá ser assim. Por isso ele precisa mostrar ser mais consistente e parar de perder interceptações fáceis. Se conseguir, ele tem tudo para ficar por anos a fio conosco, se não obter sucesso nisso...;
  • Chris Clemons - S - Clemons foi escolhido no quinto round de 2009, na mesma turma de Vontae Davis e Sean Smith. Foi nosso FS em 2010, mas perdeu o posto em 2011 para Reshad Jones e ficou meio desacreditado por todos, mas ele é um atleta dedicado e eficaz. Coyle, nosso DC que era Treinador de DBs no Bengals já disse que conta com Clemons, muito provavelmente para ser Starter justamente da posição de Free Safety. Terá uma temporada para mostrar que pode ficar. Se irá conseguir, isso é com ele e mais ninguém;
  • Tony McDAniel ( DT ) e Ritchie Incognito ( RG ) - Ambos são descartáveis e facilmente substituíveis por rookies, que além de mais jovens ( óbvio ), podem vir a ser melhores. E bem mais baratos do que renovar com eles;
  • Karlos Dansby - ILB/MLB - Este é um caso meio esquisito. Peraí Flávio, ele talvez seja o melhor jogador de defesa que temos. Sim, claro que ele é. Mas também é o maior salário e se for renovar não vai querer ganhar menos, não é mesmo? Ele terá 32 anos em 2013 e estará em descendente em sua carreira. A questão central seria: ele valeria um contrato na caso dos 13mi? Acho que não, mas se ele aceitasse algo na casa dos 7mi valeria - e muito - a pena. Depende dele e de mais ninguém aceitar.

domingo, 27 de maio de 2012

Joe Philbin: uma nova atmosfera no Dolphins

Joe Philbin antendendo a imprensa. Todos os veículos que cobrem o Dolphins falam por uma boca só: ele é extremanente atencioso com todos os repórteres e alegre nas suas entrevistas. Nada do estilo mais, digamos assim, introspectivo da Era Sparano.
Joe Philbin em campo: perfeccionismo é a sua marca. Ele verifica tudo, analisa e confere. Todos os que permaneceram em Miami, falam de um clima diferente, melhor, mais agradável e leve. Este é Joe Philbin.

Miami Dolphins e Joe Philbin são como duas metades que se completam, pois ambos precisavam de um novo começo. Nós porque estamos a quase uma década sendo a piada da NFL ( até 2003 o time era considerado Contender ao Super Bowl ). Já Philbin por causa de uma tragédia familiar ( para quem não sabe, ele perdeu um filho que morreu afogado e que era usuário de drogas ). Agora essas metades estão unidas. Philbin tem uma carreira longa, quase que incompatível com os seus 50 anos, foi de quase tudo em termos de ataque pelos times por onde passou. No Packers começou como treinador de OL, depois passou a OC, mas em um ataque onde o HC é quem chamava as jogadas. 

Agora ele é o nosso Head Coach, e é um homem experiente. Não custa lembrar que Tony Sparano era apenas treinador de OL no Cowboys e que sua carreira não contabilizava grandes trabalhos quando virou nosso Técnico. Já Philbin é o homem por trás do ataque do Packers campeão do Super Bowl e que fez de A-Rod MVP em 2011. Um time que não tem uma super estrela nem como RB e nem como WR mas teve um dos melhores ataques na temporada passada.

Mudar de ares ajuda a esquecer traumas, e os Philbin tem um pesado para esquecer. Mas ele trata do assunto com naturalidade até espantosa, não foge dele e diz que às vezes é mais fácil lutar com isso estando distante de Green Bay, onde ficou por 8 anos. Claro que o clima quente da Flórida deve ajudar e muito, mas ele deixa claro que o trauma está "sendo superado". Joe falou também que tinha sido assistente por mais de 10061 dias e que era hora de virar Head Coach, por isso ele aceitou vir treinar o Miami Dolphins.

Mas o que de fato significa treinar o Dolphins? É um time que está a 11 sem vencer uma partida de post-season ( Colts em 2002 - Temporada 2011 foi a última ), que teve 16 ( isso mesmo, 16!!! ) Quarterbacks starters desde que Dan Marino parou de jogar ao fim da temporada 1999, que tem até agora vendidos apenas 30000 ingressos para a temporada, o que significa uma queda de 50% com relação a uma década atrás e por uma franquia que nas últimas 5 temporada venceu apenas 32 partidas em 80. Essa é a equipe que Philbin vai assumir. E que terá, espero, o 17° QB em 13 temporadas. Uma franquia que foi rejeitada por Coachs de NCAA ( Harbaugh ), da NFL ( Fisher ) e por jogadores de porte na Liga ( Manning ). Uma equipe que tem um Dono que fala mais do que faz, um General Manager odiado pela torcida e que tem pouquíssimo respeito dos jogadores.

Para tudo isso, Philbin tem uma resposta: trabalho e mais trabalho. Ele se orgulha de sua capacidade de desenvolver jogadores e como os envolver no jogo. Ele tem outro trunfo com relação ao seu antecessor: montou sua equipe de treinadores com amigos de longa data ( Sherman-OC, Coyle-DC e O'Keefe-WR ), enquanto que Sparano ficou com os que Big Tuna indicara. Aliás o próprio Sparano fora indicação de Big Tuna. Philbin é uma escolha de Stephen Ross. Ou seria melhor dizer que Philbin foi quem aceitou trabalhar para Ross? O que sei é que ele tem ao seu lado pessoas de sua confiança e que sabem bem como ele trabalha.

O estilo Philbin de trabalhar foi, em parte, desvendado na quarta-feira quando ele passou parte do dia em reunião com o rookie Ryan Tannehill. Mas dessa reunião fizeram parte Mike Sherman ( OC ) e Zac Taylor ( assistente de QBs ), onde Philbin deixou claro que será um supervisor do desenvolvimento do QB, mas não o mentor. Esse papel, ele fez questão de ressaltar isso após a reunião, caberá ao treinador do setor, no caso Sherman, enquanto que Philbin se aterá ao que mais gosta de fazer: armar a OL, mas sem passar por cima do treinador do setor.

 Ele, ao contrário do que parece, tem muita experiência e aprendeu bastante com a saída de Brett Favre do Packers em 2008. A postura do treinador Mike McCarthy no episódio foi um aprendizado e tanto para Joe. Ele disse durante essa semana ao comentar o caso: "faça o que você acredita e esqueça-se de toda a pressão externa. Se você der ouvidos a isso, não conseguirá fazer o seu melhor. Não me esqueço do quão ruins foram aqueles dias, da pressão nas ruas, as pessoas nos criticando e querendo Favre. McCarthy manteve-se firme e diante da "revolta" popular vencemos um SB e o time do Packers agora tem um QB pros próximos 10 anos".

Este é Joe Philbin. Um homem que trabalha duro, firme e com retidão. É um homem de família e de fé. Alias ele e sua família estão frenquentando uma igreja em Miami. E já estão "aclimatados". E Philbin disse que se emocionou ao ouvir de uma senhora de 70 anos na saída de um culto: "estive rezando por você a sua família".

É Philbin, bem vindo ao Dolphins. Bem vindo a Miami. E que essa nova atmosfera resulte em um time vencedor. Trabalho e fé não irão faltar.

Reshad Jones diz estar pronto para substituir Yeremiah Bell

Reshad Jones, que foi escolhido no quinto round do Draft de 2010, disse estar pronto para o desafio de substituir um mito: Yeremiah Bell. Que assim seja...

Em 2012 teremos uma temporada estranha, ao menos na defesa, já que não teremos por lá dois mitos do setor nos últimos: Jason Taylor ( futuro HOF que se aposentou ) e Yeremiah Bell líder em tackles da franquia em todos os tempos, que foi cortado por causa do salário. Para repor Taylor eu não arrisco um nome certo ( deve ficar entre Vernon e Odrick a meu ver ), mas para o segundo o nome é certo: Reshad Jones. 

Jones era cotado para ser escolhido no 3° round ( alguns mock o apontavam até com fit pra segundo ), mas caiu demais devido a uma contusão na off-season. Foi escolhido por nós no quinto round e a época eu disse o seguinte sobre sua escolha: "Steal sem dúvida... é um talento nato e que eu não sei porque sobrou até o quinto round. Sorte nossa, pois segundo o DraftCountdown, ele deveria ser até mesmo 2º rounder. Chega para brigar, desde o primeiro dia, com Chris Clemons pela posição de Starter como FS. Para quem poderia ter que dar um caminhão de dinheiro para Earl Thomas, chega a ser hilário termos conseguido um valor "similar" no fim de feira."

Eu erro pouco sobre uma primeira impressão sobre um dratado. Até aqui, dos Drafts cobertos pelo Blog, não me ocorre nenhum atleta com o qual eu não tenha simpatizado que tenha vingado no elenco. Errei quanto a Merling, mas ali foi um erro coletivo. Mas detestei escolhas de gente como Beck, TGJ, Parmelle... Enfim, eu fui com a cara de Jones desde o primeiro dia. E agora ele será o Starter da posição de Strong Safety, que por anos a fio foi de Bell. E isso é excelente porque ele vem evoluindo de forma consistente e irá para sua 3ª temporada, com um Coordenador Defensivo ( Kevin Coyle ) que treinou uma das 5 melhores secundárias dos últimos tempos da NFL, a do Bengals ( no somatório das 10 últimas temporadas, foi a 5ª melhor ), o que só tende a melhorara sua evolução.

O fato é que o Dolphins terá, agora, a mais jovem secundária de toda a NFL com Vontae Davis, Sean Smith, Chris Clemons e Reshad Jones, todos menos de 26 anos. Bem desenvolvida poderá tornar-se na melhor da NFL em uns 2 ou 3 anos. Davis já é um jogador consolidado, que começa a ser temido pelos QBs adversários. Os outros 3, Jones incluso, caminham na direção certa.

Jones terá sua primeira temporada na posição na qual rende melhor e será Starter. Só depende dele para que não tenhamos saudades de Bell. E nisso eu acredito. E você?