sábado, 12 de janeiro de 2013

Renovar ou não renovar: Brian Hartline, Wide Receiver

Foi com ele que Tannehill conseguiu a melhor química, portanto não seria interessante pro desenvolvimento do nosso inexperiente QB perdê-lo, certo?

Eu cantei a bola antes da temporada. ao falar que poderíamos esperar mais de Hartline em 2012, pois esta era a sua quarta temporada e usando o exemplo de Greg Jennings, poderíamos esperar mais. Pois ele fez mais do que o esperado, mesmo que só tenha anotado um TD, ele foi o 16º da Liga em média por passe recebido e o 22º em jardas recebidas. Números excelente dado o fato de que o QB do time é um rookie inexperiente e que não teve uma grande temporada como outros rookies ( Luck, RGIII e Wilson ).

Ele conseguiu manter o Miami, pelo terceiro ano seguido, com um recebedor com mais de 1000 jardas. O que parecia quase impossível ao começo da temporada, afinal sem Brandon Marshall isso beirava a loucura se alguém afirmasse após a troca que levou B19 para o Bears. Mas Hartline conseguiu uma química com Tannehill e conseguiu sua melhor temporada na carreira.

E o que se faz com esse jogador se ele chega a seu ápice justamente na temporada na qual termina o seu contrato? Bom, esse é um dos principais dilemas dessa Off-Season, e não existem uma resposta fácil ou correta. No ínicio da temporada de 2012 essa conversa nem seria considerada ou o contrato oferecido seria quase irrisório comparado com o que ele agora vai querer. Mas é assim na NFL e não podemos exatamente criticar Jeff Ireland por não ter feito uma extensão contratual com ele em 2012. Não era possível prever que ele seria o melhor alvo pra Tannehill e que ele viraria um recebedor de 1k. Claro e evidente que ter renovado com ele teria custado menos grana, mas mesmo assim ele iria querer barganhar um aumento ou até mesmo fazer um Hold-out. 

Agora temos que resolver esse problema. E como se equaciona isso? Oferecendo um contrato compatível com o seu rendimento em campo. Mas quanto seria esse contrato compatível? Lendo diversos analistas, praticamente todos falam por volta de algo na casa dos US$ 5 milhões. Temos Cap Room suficiente para isso, é claro, mas temos que pensar em outras posições onde somos carentes e até mesmo se não seria melhor gastar essa quantia e mais uns 2 ou 3 milhões para trazer um Wide Receiver melhor ( Mike Wallace ou Greg Jennings ).

Por outro lado seria correto deixar sair o principal alvo de Ryan Tannehill? Pois isso pode atrapalhar o desenvolvimento do garoto, já tinham pensado nisso? E acho que ninguém quer isso, certo? Eu também não, por mais que eu não ache que o Ryan vai ser o que dele muitos esperam, mas uma coisa eu sei: continuidade é algo que ajuda muito nesse trabalho de desenvolvimento de um QB. Por isso o nosso Front Office precisa tentar equibilibrar necessidade, custo e melhoria do time ao renovar ou não com Hartline. Eu sinceramente renovaria. Ele fez por merecer. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

40 anos do Undefeated Team: A Consagração...


Nos textos anteriores eu fui trazendo o começo do time campeão do Super Bowl VII. Campeão não, Invicto Campeão. Tudo começara quando Joe Robbie decidiu que o melhor Coach da NFL iria treinar o Miami. E ele veio. E em seu primeiro ano, post-season. No segundo, ida ao Super Bowl, perdendo pro Cowboys que era - ainda - mais time. Mas em 1972...

Foram 14 vitórias na temporada regular. Contestadas vitórias, pois apenas duas equipes tinham mais vitórias do que derrotas. E esse é o argumento mais usado para tentar diminuir o feito. Mas eu tenho um, excelente, em nossa defesa: até hoje o Miami foi a única equipe com melhor campanha na temporada regular a ter que jogar a final da conferência fora de casa, diante do perigoso Steelers.

E nada foi tão fácil como pintam, é claro. O time perdeu seu QB titular, Bob Griese, com a perna quebrada ainda na quinta partida. O veterano Earl Morrall. Após vencer os Steelers, o Dolphins iria enfrentar o Washington Redskins. A história da partida está contada no vídeo acima e tudo está bem contado e creio que todos saibam bem. Jake Scott fez duas interceptações, o Kicker Garo Yepremian quase estraga tudo e que Manny Fernandez fez o sack em Billy Kilmer que decidiu o jogo. Shula levantou o Lombardi e chegou triufante em Miami.

A saga do time que nunca perdeu não terminaria naquele dia de sol em Los Angeles. No ano seguinte ainda se tornariam a primeira equipe da AFC a ser bi-campeã do Super Bowl e a primeira - e até hoje única - a ir a 3 Super Bowls seguindos e vencer 2 deles ( o Bills foi a quatro, mas perdeu todos, por isso não conta né ).

Estamos perto do dia em que completarão 40 anos do maior feito da história do esporte. E obrigado Giants, náo podemos esquercer, não é mesmo?

Cameron Wake eleito pro melhor time da temporada

Cameron Wake fez o seu melhor ano na carreira e foi, merecidamente, eleito pro time ideal da temporada. Feito que recentemente fora conseguido por Jake Long ( 2010 ) e Jason Taylor ( 2006 ). Parabéns pro monstro dessa defesa e, disparadamente, o melhor jogador do time.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pensando na Pick 12 - Parte 2: Linebacker

A nossa defesa, é de longe, o melhor time. Mas precisamos de melhorias no setor. Quem sabe o camisa 29 não seja esse jogador...

Dando proseguimento as análises preliminares sobre quem poderá aparecer na nossa pick de primeiro round, hoje posto sobre uma posição que aparentemente não seria uma das prioritárias: Linebacker.

Você desde estar se perguntando porque iríamos atrás de um OLB quando o time tem problemas entre os Recebedores, Linha Ofensiva ou Secundária. E a pergunta é pertinente. Mas com resposta fácil: um excelente OLB poderia levar esta defesa a um outro nível, ficando entre os melhores setores da NFL. Koa Misi e Kevin Burnett estão longe de serem jogadores de elite e por isso a adição de um provável top prospect.

E esse é o caso de Jarvis Jone, da Universidade de Georgia. Ele é alto, forte ( 1,91 e 109kg ) e tem instintos que o colocam como um dos melhores LBs da turma, podendo virar um Top na posição na NFL. Não sei se iremos draftá-lo, mas se o fizermos teremos uma máquina de tacklear, daquelas que podem ficar anos e anos em um mesmo time.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Um plano de Armando Salguero para a Off-Season

Agorá é hora de pensar em 2013 e isto este Blog vai fazer, sempre, mesmo que o presente seja o mais terrível possível. Hoje irei contar a vocês como Armando Salguero, do Miami Herald, imagina uma off-season quase perfeita...

Armando Salguero ( quase o nome da cidade onde moro, por falta de uma letra "i" ) montou a sua off-season perfeita. Tudo bem arquitetado e que se fossem feitas assim, quem sabe possamos sonhar com post-season na próxima temporada. Vamos ao básico do que disse ele:
  • Recuperar a Home Field advantage. O Miami teve o seu pior ano em termos presença no Sun Life Stadium desde 1989, temporada na qual Marino se machucou ainda no começo da mesma. Isso quer dizer algo, certo? Pois a temporada de 2011 já fora bem ruim, mas esta de 2012 foi terrível. A descrença no time é total e as pessoas vão ao estádio mais para vaiarem ou apenas pra presenciarem aquilo que elas já imaginam que vai acontecer. Para modificar isso será necesário que o Front Office seja audacioso. Se forem, o torcedor ficará mais confiante e irá ao estádio esperançoso de presenciar uma vitória e por tabela irá ajudar bem mais;
  • Parar de ficar pegando resto dos outros times. Miami pegou vários jogadores Se os outros times cortaram, é porque o jogador não serve, certo?
  • Renovar com Brian Hartline. Wide Receiver com 1083jds, com uma média de 14,6 jds por catch, que são respectivamente 16ª e 25ª na Liga não pode ser dispensado. Vá lá que ele tenha apenas um TD, mas 4 ou 5 vezes ele foi derrubado na marca de 5jds ou menos, o que poderia aumentar o número. Mas o fato é que ele foi o WR com quem Ryan Tannehill teve a melhor química. E mandá-lo embora seria burrice;
  • Renovar com jogadores chave, não estrelas. Randy Starks e Anthony Fasano são vitais em suas posições e caso saiam iremos sentir falta deles;
  • Renovar com Jake Long, mas com incentivos. Aqui é o ponto onde mais discordo do plano, pois Long não dá sinais de possa voltar a atua em alto nível. Mas se ele pudesse voltar, faria sentido. Mas se ele quiser grana garantida, deixemos Martin de LT e traz outro Tackle no Draft;
  • Deixar Reggie Bush testar o mercado. Bush é um grande jogador, mas que vai querer grana, e assim ele não vale a pena para quem um Lamar Miller pronto pra ser Starter. Se ele aceitar ganhar o mesmo que ganha agora, seria bem vindo;
  • Liberar Sean Smith e Chris Clemons. Algumas fontes sugerem aplicar a Tag em Smith, mas vamos ser sinceros ele não vale essa grana toda. Se ele aceitasse um contrato de um segundo CB, poderia até ser. Mas dá pra achar coisa melhor no Draft ou na Free Agency. O mesmo vale pra Clemons;
  • Contratar um Wide Receiver Top. O plano de Salguero prevê contratar um, ou até dois, dos WRs Top disponíveis, sendo o preferido Mike Wallace. Mas o Dolphins poderia contratar Greg Jennings também. Um grupo com Wallace, Jenning, Hartline e Bess seria daqueles capazes de meter medo em Defensivebacks. Você não acha? Claro que se assinarmos apenas com um deles, ainda assim teríamos melhorado bastante o setor e ai teria que vir alguém do Draft, mas não custa lembrar que jogadores saídos do Draft demoraram um certo tempo para adequar-se a Liga;
  • Contratar Darius Butler. Seria um upgrade pro setor, mesmo sendo um jogador pequeno para a posição, ele tem qualidade suficiente para dar conta do recado;
  • O que fazer no Draft. Como supriu-se a carência do recebedores na Free Agency, no Draft a lógica é cobrir outros buracos do elenco. No primeiro round um Corner Back ou um Defensive End, o melhor que estiver disponível. Mas quando eu falo CB refiro-me aqueles que conseguem fazer as interceptações. Nos outros rounds o plano é cobrir outros problemas: OL ( um Guard e um Tackle ), um OLB, mais peças para a secundária ( Safety e Cornerback ), além mais um WR. A questão não é apenas quantidade, mas temos que achar qualidade.
O plano, como todos os outros, tem seu problemas, afinal tudo depende de um dos Wide Receivers Tops aceitarem jogar conosco. Além disso poderemos ou não acertar a mão no Draft. E por fim o Front Office pode cometer uma ( ou como sabemos, bem mais que uma ), algo como re-assinar com Bush por vários anos e um caminhão de grana. Mas é algo plausível, problema é que o homem por trás dessas decisões é um tal de Jeff Ireland...