quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Falou e disse Paulo Antunes

Ele disse tudo e de forma irrepreensível.
Todos devem conhecer o Paulo Antunes. Todos, creio eu, devem saber que ele torce para o Miami Dolphins. Todos devem saber que ele, assim como todos nós, sofremos com esta pífia situação do nosso time. Eis que ele no seu Blog na ESPN, fez um texto perfeito que eu, infelizmente, assino embaixo. O texto abaixo está tal qual na coluna dele, que você pode acessar clicando aqui. Leiam se tiverem coragem, porque é duro. Mas é a realidade...
A triste história de uma franquia que já foi uma das mais orgulhosas da NFL. O time invicto de 1972, os jogos inesquecíveis de Dan Marino e as 347 vitórias do técnico mais vencedor da história da NFL são coisas de um passado distante. Caso de bullying, abandono de emprego, discórdia dentro da diretoria e um dono que passa mais tempo em Nova York do que em Miami: esses são os Dolphins do novo milênio.
Faz doze anos que o time venceu um jogo de pós-temporada e cinco que não vai para os playoffs. Metade do estádio do time sempre está vazia, e a apatia em relação a essa franquia cresce a cada dia. O caso do Richie Incógnito e Jonathan Martin já foi dissecado 20 mil vezes pela imprensa norte-americana e não pretendo elaborar a respeito disso nesse post. Eu apenas quero te levar a uma viagem no tempo para mostrar o quão problemático esse time tem sido desde 1995, quando Dan Marino ainda jogava. Problemas dentro e fora de campo.
  • 1995 - Os Dolphins contratam vários free agents para tentar vencer o título. O time dá vexame, vence apenas 9 partidas e é eliminado dos playoffs pelo arquirrival, Buffalo Bills. Don Shula é convidado a se demitir ou ser demitido. Ele prefere sair pela porta da frente.
  • 1996- Os Dolphins contratam Jimmy Johnson como técnico e não vão aos playoffs. Johnson seleciona o running back Karim Abdul-Jabbar (tou falando sério) no draft na esperança que ele seja o próximo Emmitt Smith. Foi um fracasso total. Johnson e Marino iniciam um relacionamento bem conturbado.
  • 1997 - Os Dolphins selecionam o WR Yatil Green para ser o novo grande alvo do Dan Marino. Depois de 3 anos e 10 cirurgias ele é cortado do time. Os Dolphins são dominados pelos Patriots nos playoffs na primeira fase, 17 a 3.
  • 1998 - Os Dolphins têm a chance de selecionar Randy Moss no draft mas decidem contra. Dan Marino pede para Jimmy Johnson não se demitir depois de uma derrota desastrosa nos playoffs contra os Broncos, 38 a 3. Jimmy está exausto mas aceita ficar mais uma temporada.
  • 1999 - O relacionamento de Dan Marino e Jimmy Johnson está completamente estremecido. Eles mal se falam e Johnson se aposenta, de vez, depois de uma derrota por 62 a 7 nos playoffs contra os Jaguars. Marino também se aposenta (depois de um flerte com os Vikings) após descobrir que o novo treinador, Dave Wannstedt, deixa claro que ele não será o titular absoluto no ano seguinte.
  • 2000 - Jay Fiedler é o novo quarterback do time.  Os Dolphins sofrem a maior virada da história do Monday Night Football. Vencendo por 30 a 7 no quarto período contra os Jets, Miami permite uma virada histórica e perde na prorrogação por 40 a 37. Miami é goleado de novo nos playoffs, dessa vez pelos Raiders, 27 a 0. Os Dolphins venceram os Colts por 23 a 17 na prorrogação na primeira rodada, a última vitória da franquia em playoffs.
  • 2001 - Os Dolphins têm a chance de contratar Trent Green para ser o novo quarterback mas Wannstedt fica com Fiedler.  Miami sofre mais uma goleada nos playoffs, Ravens 20 a 3 em Miami. Green fica de 2001 a 2006 em Kansas City e vai para dois Pro Bowls e tem três temporadas seguidas com pelo menos 4.000 jardas.
  • 2002 - Na semana 17, Miami vence o New England Patriots por 24 a 13 faltando menos de 3 minutos para o término. Miami precisa da vitória para vencer a divisão e ir para os playoffs. O time acaba perdendo na prorrogação e fica fora.
  • 2003 - Os Dolphins ficam fora dos playoffs
  • 2004 - Ricky Williams, um dos melhores corredores da NFL, abruptamente se aposenta deixando os Dolphins sem seu melhor jogador de ataque. Miami perde 12 jogos, e Dave Wannstedt se demite no meio da temporada.
  • 2005 - Nick Saban é contratado, mas o time não vai para os playoffs.
  • 2006 - Os Dolphins decidem contratar Dante Culpepper invés de Drew Brees e são apontados como um dos grandes favoritos para a temporada. Culpepper participa de apenas 4 jogos e é colocado na lista dos contundidos. Ele é boicotado pelos Dolphins no ano seguinte e sai do time. Drew Brees se torna um dos melhores jogadores da história da NFL. Nick Saban promete que, mesmo sendo sondado pela Universidade de Alabama, não sairá dos Dolphins. Poucos dias depois ele é apresentado como novo treinador de Alabama.
  • 2007 - Miami contrata Cam Cameron para ser o novo treinador. Cameron tinha feito um bom trabalho como coordenador ofensivo nos Chargers mas nunca tinha sido técnico principal na NFL. Ele é um desastre, e Miami perde 15 de 16 jogos.
  • 2008 - Bill Parcells chega e aponta Jeff Ireland para ser o novo General Manager e Tony Sparano, técnico. Nenhum dos dois tem experiência em suas respectivas funções. Os Dolphins selecionam Jake Long invés de Matt Ryan com a primeira escolha do Draft. Chad Pennington leva o time para os playoffs, e os Dolphins são destruídos pelos Ravens, 27 a 9.
  • 2009 - Chad Pennington se machuca no início da temporada, e os Dolphins terminam 7 e 9.
  • 2010 - Bill Parcells exerce uma cláusula em seu contrato que o permite a receber todo o dinheiro do acordo sem ter que trabalhar mais para o time. Parcells se junta a Jimmy Johnson, Nick Saban e Dave Wannstedt entre pessoas que abandonaram o time.  Ele entrega todas as responsabilidades dele para Jeff Ireland.
  • 2011 - O dono, Stephen Ross, e General Manager, Jeff Ireland, armam um encontro secreto para tentar contratar Jim Harbaugh para ser o novo treinador do time. O problema é que Tony Sparano ainda está sobe contrato. A mídia descobre a sacanagem, e os Dolphins viram uma vergonha nacional. Os Dolphins perdem os primeiros 7 jogos, e Sparano é mandado embora na reta final da temporada.
  • 2012 - Joe Philbin é contratado como novo treinador e os Dolphins selecionam Ryan Tannehill na primeira rodada do draft. Há esperança. O time termina 7 e 9.
  • 2013 - Os Dolphins gastam mais de 200 milhões de dólares em contratos novos para tentar montar um time vencedor. Entretanto, eles deixam o left tackle Jake Long ir embora para os Rams. Miami não consegue proteger o quarterback e Mike Wallace, o free agent mais caro da última intertemporada, é um fracasso. O novo left tackle, Jonathan Martin, joga muito mal, e é substituído no meio da temporada. O caso de bullying envolvendo Martin e Richie Incognito vem à tona, e a franquia vira uma vergonha nacional de novo. Os Dolphins perdem para o Tampa Bay Bucs, até então o único time sem vitória na temporada, na semana 10.

Fatos
  • A última vez que os Dolphins foram para o Super Bowl foi na temporada de 1984. Sabe quantas vezes, desde então, que o time se classificou aos playoffs e venceu pelo menos dois jogos? ZERO!
  • Sabe quantas vezes que os Dolphins perderam com dignidade nos playoffs desde aquele Super Bowl? UMA!  A derrota foi por 22 a 21 contra os Chargers em 1994.
  • Em todos os outros jogos o time nem cheirou uma segunda vitória na pós-temporada. Foi goleada após goleada.
  • Na temporada de 1992, os Dolphins anotaram um TD no finalzinho da AFC Championship para perder por 29 a 10, em casa, para o Buffalo Bills. Essa foi a última vez que o time chegou numa final de conferência.  Foi uma lavada absurda.
  • O fato é que esse time está, e esteve por muito anos, longe de ser um "Super Bowl contender".
  • Mesmo quando o time chegou no Super Bowl XIX perdeu por 38 a 16 para os 49ers.  Aquele jogo foi uma piada.
  • Esse é o padrão. São 30 anos de goleadas nos playoffs, temporadas medíocres, problemas na diretoria e péssimos drafts.

Bem-vindo ao mundo do Miami Dolphins.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

10 coisas que aprendemos com a derrota diante do Buccs

A única coisa boa de ontem a noite...
Poucas coisas boas podem ser ditas com a cabeça quente. E assim eu estou desde ontem. Eu e todos os fãs dos Dolphins. Pensamentos nada agradáveis passam pela minha cabeça ( e de todos os que ainda conseguem torcer por isso que chamam de time da NFL ), mas a realidade é uma só: estamos sem nada, mais uma vez. Sem time, sem coachs, sem perspectivas... mais uma temporada perdida, mais uma.

Mas é preciso seguir mantendo o Blog, mesmo que a cada dia que passa eu fico mais e mais triste com o time e, tenho que admitir, passa pela minha cabeça encerrar o Blog. Estamos passando pelo pior momento, talvez até pior do que 2007... pois ali existia - a esta altura - esperança de que a first pick nos traria uma redenção... que não veio. E é provável que não virá ano que vem... Mas vamos adiante. Abaixo você lera 10 coisas que aprendemos ontem. Algumas boas, outras mais ou menos e outras que todos já sabemos. Vamos lá:
  • Defesa dos Dolphins contra o jogo corrido segue sendo uma peneira – A defesa dos Dolphins deveria ser a espinha dorsal da equipa neste ano, mas falta ao setor uma rotação, pois os Buccs se tornaram a sexta equipe a correr para mais de 100 jardas contra nós este ano. O que é pior é o fato de que Tampa Bay fez isso usando o terceiro e quarto RBs, após Mike James deixar o jogo com lesão no tornozelo. Precisa de mais? 
  • A linha ofensiva cheia de remendos não consegue fazer o jogo de corrido funcionar – Duas jardas. A pior marca de nossa história. Mais um recorde negativo para nossa, recentemente, sofrida franquia. Estamos na lona ou talvez abaixo disso. E isso tem reflexos claros no jogo dos RBs e do nosso QB, que sempre precisa tentar compensar no braço o que os corredores não conseguem ganhar por terra.
  • Mike Wallace novamente não foi um fator decisivo – A carreira de Mike Wallace já foi um começo sem brilho. Ontem ele fez uma visita a Revis Island e teve sua pior partida, pegando apenas quatro passes para 15 jardas. O lance mais marcante, contudo, ele nem recebeu o passe: numa quarta descida para 28 jardas, ele viu – do chão – o passe de Tannehill vir atrás dele e ficar nas mãos de Regis. Lamentável...
  • Rishard Matthews pode ser um grande receptor de escape O ataque do Miami parece uma unidade amadora e daquelas bem amadoras, mas por algum momento ontem, tivemos um ataque empolgante. Foi quando Rishard Matthews apareceu e ele parecia um – desculpem o ufanismo – Megatron ou um Brandon Marshall. Ele recebeu 2 passes pra TDs, agarrou praticamente todas as bolas, humilhou a secundária do Buccs... pois é, foi bom, mas o nosso Coordenador Ofensivo, Mike Sherman, por algum motivo obscuro o deixou de fora do jogo nos momentos finais. Difícil demais saber se ele poderá repetir uma outra atuação assim, mas acho prudente ficarmos de olho nele .
  • Por 58 minutos, a proteção a Tannehill funcionou, mas... – A mesma linha remendada sem Richie Incognito e Jonathan Martin, manteve-se firme na maior parte do jogo na tarefa de proteger Ryan Tannehill. Incapaz de abrir os espaços para Martin e Thomas, ela deixou ao menos algum tempo, mesmo que escasso, para que nosso QB pudesse jogar. A unidade não permitiu um sack até restarem menos de 2 minutos para o fim da partida, ou por 58 minutos. Os dois sacks após isso obrigaram a Ryan Tannehill forçar dois passes para 28 jardas em terceira e quartas descidas. E todos sabemos bem como isso terminou...
  • Caleb Sturgis está de volta – O nosso Kicker Caleb Sturgis teve um começo de temporada bom, depois começou a errar, mas ao que parece ele está de volta. Apesar de uma lesão na virilha, o que contribuiu e muito para ele ter errado 5 de 8 chutes recentemente, Sturgis acertou os dois que chutou ontem. Seus kickoffs também foram respeitáveis, um deles praticamente perfeito.
  • Gerente geral Jeff Ireland desaparecido? – Quando o proprietário Steve Ross dirigiu-se à imprensa na segunda-feira sobre o caso Incognito -Martin, ele elogiou o ( super ) criticado treinador Joe Philbin. Ireland? Silêncio. Nem uma única palavra. Além disso ao lado de Ross no estádio estavam dois ex-jogadores do Dolphins: Jason Taylor e Natt Moore. Era de se esperar que o General Manager aparecesse em um Monday Night, certo? Pois é, a ausência dele pode representar algo, assim com as presenças...
  • Inconsistência de Ryan Tannehill, infelizmente, persiste – Tannehill fez algumas boas jogadas, mas ele também fez escolhas terríveis, incluindo um passe totalmente fora do prumo para Wallace, que estava correndo do outro lado... Assim fica complicado. Além disso quando o time teve a chance de matar o jogo, razoavelmente protegido, ele errou 2 passes que se concretizados poderiam ter resultado em um TD. Poderiam... mas não viraram.
  • Treinador Joe Philbin não um time pra vencer, isso é claro – Este foi o terceiro jogo nesta temporada, onde estivemos perdendo por dois dígitos ao fim do primeiro tempo. Um cartão de visita muito ruim, trágico eu diria. Não temos um ataque capaz de marcar muitos pontos, todos sabem disso. Como podemos querer vencer, chegar na post-season se só conseguimos vencer quando tomamos menos de 20 pontos, porque só conseguimos – quando eventualmente conseguimos, marcar isso também? É preciso mais, é preciso capacidade. É preciso ter um Head Coach. E está claro que não temos um...
  • Faltas pessoais de Mike Pouncey e Phillip Wheeler foram terríveis – O que dizer de um time que tem sérios problemas para manter seu ataque em campo e que, quando eventualmente, consegue uma boa jogada o seu Center faz uma merda? Ou que quando o time está perdendo, mas está com o rival contra as cordas e em uma terceira pra 19, um LB pago a peso de ouro comete uma falta tola e totalmente evitável, dando ao rival tempo e mais uma descida? Melhor nem comentar, né?

Week 10: Dolphins 19 x 22 Buccs - Só com uma macumba para este time vencer...

Nosso time está igual estes caras ai: de meter medo...
É de meter medo esse Miami Dolphins. Pena que nos próprios torcedores. Existem tantos pontos a serem observados e apontados como cruciais para a derrota que eu nem sei por onde começar. Aliás, nem sei se quero começar a escrever...

O fato é que este time conseguiu a proeza de perder para um time que estava 0-8!!! Aliás o time tem feito isso com extrema qualidade nesta temporada: ganhamos de Colts e Bengals, que lideram suas divisões, e perdemos pro Bills... haja incompetência.

O sentimento é o pior possível. Com eu previra antes do Draft de 2012 a escolha d Ryan Tannehill nos custaria anos preciosos. E eis que na sua segunda temporada, enquanto alguns de sua classe tem tudo para irem ao Super Bowl, ele não está sendo o diferencial. Está jogando mal? Não, mas também não - como direi - empolga. Ele não é o culpado da derrota, só pra deixar claro ( a defesa e sobretudo Phillip Wheeler foram mais culpados ). Não é. Apenas é que a escolha dele foi diretamente ligada a contratação de Sherman ( ou o contrário, o que tanto faz, porque dá no mesmo: merda ). E até agora, o time está 11-14 em 25 jogos. Compare com Colts, Redskins e até o Seahawks e veja como estamos na merda...

Enfim, 2013 já Elvis... Mas disso já sabíamos quando perdemos pro Bills em casa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Week 10 - Dolphins at Buccs: Hora de mostrar do que este time é feito!!!

Que o time jogue assim. Só que o tempo todo...
Hoje é o último Prime-Time nosso em 2013. Ao menos na temporada regular. O time do Buccs está em uma temporada terrível e por isso é bom ter cuidado: vencemos Colts e Bengals, pra conseguir a proeza de perder pro Bills!!!

Espero que o time possa render e vencer. Se der pra convencer, ótimo. Mas hoje é dia pro time mostra ao que veio. Ou se nem veio. E se preparem para ouvirem tudo sobre o caso de Bullying. Tudo mesmo

Go Phins!!!