quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Um plano louco, mas que poderia dar certo... Parte 2

Reformulando o elenco, como ficaria o nosso QB?
No post anterior ( clique aqui para ler ) eu detalhei que eu faria caso fosse Stephen Ross, o dono do time. Uma vez re-estruturados o Front Office e o Coach Staff, vem a hora do que fazer com os jogadores atualmente no elenco. Alguns merecem ficar, outros nem deveriam estar e existe um pequeno grupo daqueles que não podem sair de jeito nenhum. Vamos ao passos a seres percorridos antes da Free Agency:
  • Quarterbacks: Matt Moore é um backup com nível parecido com Tannehill, mas que jamais vai ser Starter com esta equipe técnica. Ele está lá apenas como um seguro caso Ryan se machuque. Portanto, é inútil pro futuro do time, mas algum General Manager pode oferecer alguma pick por ele. E eu trocaria na hora. Ai fica a pergunta: e Ryan Tannehill? Bom, ele é segundo anista e embora não seja uma brastemp eu o manteria. Mas traria dois outros QBs pro elenco: um vindo do Draft ( talvez no meio dele ) e um no FA. Para deixar os 3 competindo;
  • Runningbacks: Daniel Thomas é bananeira que já deu coco... ou, se preferirem, ele já deu o que tinha que dar. Lamar Miller é um bom segundo RB, capaz de receber passes e conseguir boas jogadas... vindo do banco. Portanto este time precisa de um Power Back. Os outros, que eu nem falei, não servem pra nada;
  • Wide Receivers: Sem mudança. Seja porque os contratos são longos e/ou gordos ou porque os coadjuvantes fazem bem o seu papel. Tentaria, contudo, trazer um Recebedor alto, lá pela casa do 1,96 ou mais;
  • Tight Ends: Dustin Keller merece uma outra chance. Mesmo que porventura ele não possa render em alto nível. Clay é obrigatório receber uma extensão contratual. Já Michael Egnew... deixa pra lá. Dion Sims pode ainda fazer alguma coisa e ficaria;
  • Ofensive Line: Partindo do princípio de que Jonathan Martin e Ritchie Incognito são cartas fora do baralho, eu iria atrás do melhor Guard disponível, escolhendo um LT no Draft. E vamos pra temporada;
  • Defensive Line: Que duvida cruel renovar com Randy Starks ou com Paul Soliai? Apenas um deles cabem no Salary Cap. Pelo desempenho até agora eu ficaria com Soliai. Odrick segue jogando, Vernon tem potencial, Jordan parece ser o que dele se esperava. No mais, sem grandes mudanças;
  • Linebackers: praticamente nada a alterar. Até porque se formos demitir Wheeler iremos pagar caro, bem caro. Eu tentaria contratar um OLB pra backup ou que pudesse desafiar Misi ou o próprio Wheeler;
  • Cornerbacks: Renovar com Grimes é obrigatório. Carroll e Patterson passaram a serem úteis. E tem os que não jogam: Taylor e Davis. Poucas mudanças aqui, com certeza;
  • Safeties: Jones está de contrato renovado, mas Clemons não. Eu traria um FS na FA e tentaria melhorar o setor via draft;
  • Especialistas: Temos um Kicker sophomore e um Punter que é apenas o melhor jogador de ataque. Precisa de mais alguma coisa?

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Um plano louco, mas que poderia dar certo...

Os dois são cunhados, são ídolos nossos e duvido que fizessem pior do que os outros GMs recentes...
É quase uma unanimidade que Jeff Ireland deve ser demitido. Qualquer plano de reconstrução que não inclua isso e eu suspendo o Blog por um mês. A demissão do responsável direto pela mediocridade do Miami desde 2009, não merece ser responsável por preparar mais uma temporada. Ele já demonstrou não ter capacidade para tanto. E todos concordam com isso.

Sendo assim eu, se fosse Stephen Ross chamaria os dois da foto para conversar. E proporia uma parceria entre eles na gestão do time. Thomas ficaria como Vice-Presidente de Operações, onde se preocuparia com os detalhes mais burocráticos do time. Taylor seria o General Manager e dividiria com o amigo e cunhado a gestão do time. Os dois, ídolos natos deste time, chegariam sem qualquer tipo de pressão contra e com o apoio de todos os fãs. Caso os dois não aceitassem - e isso é uma possibilidade real, eu iria atrás de outras pessoas com identificação conosco tais: Sam Madison, Patrick Surtain... até achar alguém que aceitasse. Marino eu não procuraria por dois motivos: a) ele é comentarista e; b) já está fora a muito tempo da NFL.

Com eles no comando, creio eu, recuperaríamos a credibilidade perdida, ou parte dela ao menos. Ai passaríamos para o passo crucial: decidir se demite-se ou não Joe Philbin. Conta pra sua demissão as viradas diante de Patriots e Panthers sem conseguir marcar ao menos um Field Goal. Conta igualmente pela demissão os dois drafts apagados, onde os melhores valores são jogadores de terceiro ou quarto rounds, sem falar de picks com total cara de busts ( Egnew ), que nem entram em campo direito ( Thomas, Gillislee, Jenkins... ) ou que já estão fora dos planos ( Martin ). Também conta contra ele ter escolhido o Coordenador Ofensivo na base da amizade e não da competência ( Sherman ). E existe algo que conta a seu favor? Sim, tem algo: ele era o Coordenador de Aaron Rodgers no Super Bowl. Pois é, parece que fica claro que eu demitiria ele ao fim da temporada...

Se ele fosse demitido, quem contratar? Nenhum Coach da NFL aceitaria trocar de time pra assumir o Miami, ao menos os que eu gostaria de contratar. Além do que seria necessário contratar outro Coordenador Ofensivo, embora isso nem fosse preciso citar. Eu buscaria alguém na NCAA, alguém ousado e com experiência no ataque. Não vou arriscar um nome, mas seria alguém este perfil acima. Para OC eu também iria buscar na NCAA ou então alguém que esteja em algum time com bom ataque, tipo o Broncos.

Kevin Coyle, por mim, ficaria no time. A menos que pedisse para sair. Neste caso eu tentaria contratar alguém no Ravens, Bears ou Hawks. Se não conseguisse nestes times, iria buscar na NCAA em times com grandes defesas, como Alabama e LSU. Iria remontar todo o Staff a partir destas peças, trazendo pessoas de times e franquias vencedoras. Pessoas com experiência no que fazem ( tentando nunca mais repetir o que fizemos com Sparano que de Treinador de OL passou para Head Coach sem estágio ).

Refeito todo o Staff, ou parte dele, ai seria a hora de repensar jogador por jogador que fosse Free Agent e jogadores com mercado para ser trocado. Tudo isso antes de pensar no Draft. Que eu deixarei para outro texto...

O Time que parou no tempo...

Quase que Wallace conseguia salvar o time... mas não deu.
Antes de mais nada: eu estou puto, muito puto com tudo o que aconteceu ontem em Miami. Mas foi apenas ontem? Será que não vem acontecendo a mais tempo? Paulo Antunes falou de 1995 para cá. Mas será que não é de antes? Será que a era Marino apenas mascarou erros absurdos cometidos desde o fim dos anos 70? Bom, isso ainda não é o texto, é apenas - digamos assim - um preâmbulo...

"O MIAMI JOGA PRA NÃO PERDER, OS OUTROS TIMES JOGAM PARA VENCER".

A frase acima resume bem o que é o Miami Dolphins atual. Pode ser usado outro ditado praticamente igual: "o medo de perder, tira a vontade de vencer". O Miami parece a Ponte Preta quando vai jogar na Vila Belmiro ( a analogia pode ser com qualquer time pequeno diante de um time grande, de qualquer estado ): o técnico pensa logo em se fechar, apostando na defesa e esperando que alguém acerte um chute salvador. Em suma, entra pensando em não perder. É o que o Miami faz atualmente. E faz isso a muito tempos. E deverá seguir fazendo, infelizmente, por muito tempo ainda...

Querem um prova? Após a 11ª partida da temporada 2012 o time estava 5-6, igual agora. A última vez que vencemos alguém com mais de 20 pontos em casa foi o Raiders na segunda semana do ano passado. Mas eram os Raiders, certo? Depois disso, teve o Jets, mas foi fora de casa, mas com uma super atuação da defesa, que fez 14 dos 30 pontos. E sabem qual foi a última vez em que marcamos ao menos 40 pontos? Foi diante do Cowboys no dia 27/11/2003. Isso mesmo, depois de amanhã iremos completar 10 anos sem marcar 40 pontos em uma partida. E naquele dia foram apenas 40...

Em 2011, como dito acima. o time estava também com 5-6. Terminaria com 7-9. Que é o mais provável para esta temporada. Se o time tivesse vencido ontem, estaria na zona de classificação pra post-season, como Seed 6 da AFC. Mas isso é pedir demais deste time...

Quem culpar? Adianta culpar alguém? Afinal em 2011 era Chad Henne. Em 2007 fora Ted Ginn. Em 2004 era Ricky Williams e sua suspensão... Sempre tem um culpado. Mas sempre, passado dois ou três anos depois de identificar o problema ( e nem digo que façamos isso ), o time está sempre na mesma. Sempre jogando pra não perder, nunca pra vencer.

Agora em 2013 podemos apontar para o General Manager, Jeff Ireland, que nos deixou sem OL ( para não falar em outras coisas ). Ou para o Coach Joe Philbin, que escolheu um Coordenador Ofensivo ( outro sério candidato para culpado ) por amizade e não por competência. Podemos também culpar o dono do time, Stephen Ross pelas inúmeras trapalhadas cometidas. Talvez seja injusto culpar os jogadores. Eu mesmo sempre critiquei Ryan Tannehill, mas ele não é o problema, apenas parte dele. Ele era FRACO antes do Draft e seguirá sendo FRACO, mas qual a culpa dele nisso? A culpa é das bestas acima que o draftaram sabendo que ele tinha problemas sérios que possivelmente não seriam resolvidos na NFL. Talvez se ele fosse draftado por um Seahawks da vida ( duvido que Pete Carroll fizesse isso ) ele pudesse ser um pouco melhor, mas é certo que escolher um QB que precisa de 100% de desenvolvimento certo pra ser alguma na NFL não combina com Miami Dolphins.

Alguns fãs apontam para Mike Wallace, mas depois de ontem isso é justo? Ele conseguiu corrigir ( duas vezes ) a rota para conseguir recepções para muitas jardas e até um TD. No lance final, ele corre sozinho, mas a bola vai pro outro lado, e mesmo assim ele quase consegue a recepção ( fato bem apontado por Paulo Antunes no Semana NFL ). Ele tem qualidades, mas precisa de uma plano de jogo que use o que tem de melhor. Nem vou dizer que o QB não tem capacidade, porque isso é irrelevante com um gameplan como o nosso.

A única certeza é que o time está na mesma após 2 anos. E eu diria que até pior, porque parece tudo bagunçado ainda mais e o Salary Cap agora está bem cheio. Demos grandes contratos para diversos jogadores e temos peças importantes para re-assinar. E não adianta apostar no Draft, pois o histórico é terrível... enfim, nem sei mais o que pensar. Ou melhor até sei, mas não o farei: entregar os pontos e fechar o blog. Mas que dá vontade, isso eu tenho que admitir...

domingo, 24 de novembro de 2013

Gratas Surpresas: Charles Clay - TE

E quem diria que o Clay seria o melhor recebedor do Miami...
A coluna após falar de Olivier Vernon, jogador draftado no terceiro round em 2012, agora vamos falar do TE que está, com 100% de certeza, surpreendendo a todos: Charles Clay.

O plano para fazer de Ryan Tannehill um QB menos ruim fora traçado em Fevereiro: trazer um TE dominante e um WR para as bolas longas. O Recebedor escolhido foi Mike Wallace, que até aqui coleciona drops mas sofre, é preciso dizer, com a falta de pontaria do QB na deep ball. Já o TE era o ex-Jets Dustin Keller, excelente diga-se. O plano, é verdade, era bom e parecia bem feito. Faltou ter uma OL e combinar com um Defensor FDP do Texans, que tirou Keller da temporada.

Todos logo pensaram: que m... aconteceu. Mas a vida segue. Se seria melhor ou não a temporada com Keller em campo, isso agora é irrelevante. Mas o fato é que um nome apareceu, praticamente, do nada: Charles Clay. Ele, que originalmente era FB, foi adquirido na sexta rodada do Draft de 2011. No seu ano de estreia apareceu bem, conseguindo impressionantes 3 TDs, misturando atuações já atuando exclusivamente como TE. Em 2012 diminuiu bem sua produção, algo natural com um QB instável. Mas ele ainda assim conseguiu 2 TDs.

E veio a temporada atual. E tudo mudou. Sem Keller, ele virou o alvo de segurança de Tannehill e até antes da partida de hoje diante do Panthers, ele já tem 5 Tds ( um deles correndo ) e 473 jardas. Nada mal para alguém escolhido no fim de feira e que, em condições normais, já deveria estar fora do time e da NFL. E que deixa no banco TEs recentemente escolhidos no Draft, como Egnew ( 3º round 2012 ) e Sims ( 4ª round 2013 ).