segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Porque eu desconfio da escolha de Bill Lazor

A escolha dele não me agrada...
Para quem porventura não saiba eu tomei uma decisão sobre o Miami Dolphins: não esperar nada do time. Assim não corro risco algum de me decepcionar, como no final da temporada 2013 quando o time precisou de apenas uma vitória para ir a post-season diante das porcarias de Buffalo e do NY. E também não irei mais mudar, mesmo que momentaneamente de opinião sobre o novo "super" QB, como também fiz quando ele parou de jogar mal. E adoto este expediente sobre o nosso novo Coordenador Ofensivo, Bill Lazor.

E motivos não faltam, pra ser bem sincero. Ele tem pouca experiência e para ser bem sincero poucos resultados práticos. Ele pode ter sido alçado a condição de guru porque era o Treinador de QB do Eagles e por Nick Foles ter sido uma grata surpresa. Foles, convém ressaltar, é mais um QB da classe de 2012 e que agora tem mais destaque, quanto surpresa, do que Ryan Tannehill.

Lazor, de 41 anos, começou sua carreira no Bills em 2000, como QB Coach ( após ser Assistente de Ataque da Universidade Cornell entre 94 e 2000 ), depois assistente do Coordenador Ofensivo nos Falcons e nos Redkins, até chegar no Seahawks e voltar a ser QB Coach, função que exercia no Eagles. A experiência dele como Coordenador Ofensivo é pequena e trabalhou em apenas um grande ataque com papel mais destacado. No Eagles, seu último time, ele não tinha papel de destaque pois o fast atack é coisa do Chip Kelly junto com o Coordenador Ofensivo. Mas porque é que ele foi escolhido? E é daí onde vem minha maior preocupação...

Eu tenho a percepção, clara diga-se de passagem, que todas as ações tomadas pelo Miami Dolphins após a contratação de Joe Philbin levaram em conta criar o melhor clima possível para Ryan Tannehill. Por isso pegamos Mike Sherman, claramente alguém rejeitado pela NFL ou nao seria Coach da NCAA, para ser Coordenador Ofensivo, para adaptar da melhor forma possível Tannehill. Daí, também, explica-se doar Brandon Marshall pro Bears, tirando-o do vestiário e livrando nosso futuro QB da sua "influência" negativa. E todas as outras ações, também foram neste sentido, tudo para fazer com que ele, rende-se bem. E deu errado, é claro. Mas tem uma coisa que só agora passou pela minha cabeça: porque raios não fomos o primeiro time a conversar com Peyton Manning? Com o que postei acima, fica claro o porque: Ryan Tannehill.

Eu, caso fosse Ross, teria viajado para Indianapolis quando ficasse sabendo do corte dele. Já o traria contratado para ser QB do Miami. Mas Ross nem mesmo o procurou quando ele chegou em Miami, onde os Mannings tem residência fixa. Nada, nem mesmo um comunicado. Revisitei os arquivos dos Blogs e vi que em momento algum Ross, Ireland e/ou Philbin dizem: nós vamos fazer uma oferta. Por fim, humilhado, Ross para fazer jogo de cena pega a Marino - amigo pessoal de Manning, para ter uma reunião. Para apenas poder dizer: fizemos uma oferta. Mas será que fizeram mesmo? Será que tentaram ou apenas perguntaram se ele queria atuar pelo Miami? Bom, pra mim a resposta é óbvia: já tinham decidido draftar a bosta do Ryan Tannehill, futuro jogador melhor que Brady e Manning ( os dois ) somados. Pra quê contratar um QB decadente? Pois é, este QB decadente vai jogar o Super Bowl no dia 02 e o Miami... bom, o Miami não consegue vencer nem a porcaria do Bills!!!

Mas o que isso tem a ver com Lazor? Tudo, é claro. Ele, creio eu, foi escolhido para tentar levar Tannehill ao próximo nível. E é aqui onde está o erro, e gravíssimo: a escolha de um Coordenador Ofensivo deve levar em consideração diversos aspectos, mas dois são cruciais: montagem do playbook e mentalidade ofensiva. Se a escolha se deu pensando em Tannehill - e tenho certeza de que foi - ela nasce errada porque o QB é um dos itens do ataque ( vá lá que seja o mais importante ), e Lazor fracassou como OC do Bills, tanto que nunca mais trabalhou como Coordenador Ofensivo. Nasce errada a contratação. 

E, em se tratando de Miami, quando as contratações parecem boas já dão erradas, imaginem quando elas parte de uma ideia bem errada. Pode dar certo e eu ter que fazer um texto assumindo o erro? Pode, é claro. Mas eu prefiro pagar pra ver do que dizer: "excelente contratação". Porque, pra mim, ela foi péssima...

3 comentários:

Anônimo disse...

Essa foi a ultima vez que tentei ler uma materia do seu blog. O dia em que você conseguir manter o foco do post sem repetir a palavra Tannehill tantas vezes eu volto. Ou não.

Isso já deixou de ser um blog do Dolphins a muito tempo pra ser um blog de hater do Tannehill.

Pra mim deu

Flávio Vieira disse...

ai é um direito seu... mas eu não pauto a linha editorial do Blog pelo a opinião de outrem...

se quiser vir ler as matérias serás bem vindo, como todos sempre são...

mas não irei mudar de opinião para agradar alguém... pois ai, eu estarei desagradando a mim...

Flávio Vieira disse...

e assinar como anônimo é algo legal, não é mesmo?