segunda-feira, 21 de abril de 2014

Estrelas do Draft: Zack Martin, OT/OG - Notre Dame

Se formos escolher um OT no primeiro round, Martin deve ser a escolha...
Alguns podem, com razão, argumentar: mas Flávio, após gastar o caminhão de dinheiro com Brandon Albert, porque o Miami gastaria a sua pick de primeiro round em outros Ofensive Tackle? 

É, sim, uma boa questão. E tanto existem dados para avalizar como para que o time não faça isso. Primeiro: a OL não é feita apenas de um Starter. Segundo: quem garante que Albert vai render em alto nível? Terceiro: o time precisa, ainda, de um RT, posição onde Martin pode jogar. Mas e os pontos contra? Eu vejo um em destaque: o nome dele é MARTIN!!!

Piadas a parte, o time tem outras carências - e todos sabemos bem quais são ( alguns negam uma delas, mas deixemos isso de lado por enquanto ) - mas Martin é um talento de extrema qualidade e temos que ter em mente que Albert é um jogador de 30 anos. A tendência é ele decair durante o seu contrato de 4 anos em Miami. Ter um atleta de qualidade no elenco para ser desenvolvido, neste sentido, é vital.

Vamos a, tradicional, ficha do jogador:
  • Ponto Fortes: Super técnico, bom atleta, boa leitura de blitz e consegue realizar ajustes. Agilidade boa, bom caráter e se destaca nos grandes jogos. Disciplinado, excelente fit pro esquema de bloqueios de zona ( ZBS ), trabalhador sério e consegue ficar em pé quando atacado, mesmo por Defensores de qualidade;
  • Pontos Fracos: Sua estatura é apenas mediana para a posição ( 1,93m ) e por isso possui braços considerados pequenos para um OT de elite. Não foi testado de forma consistente no esquema mano-a-mano, que irá enfrentar na NFL. Poderá eventualmente atuar como Guard ( dado o seu peso e altura ) e não tem o quadril móvel como a NFL atual exige.
  • Notas: Se ele tivesse se declarado pro Draft ano passado, seria no máximo um prospect de segundo round, ganhou ficando para a temporada de sênior. Sua cotação subiu consideravelmente quando no Bowl anulou o líder em sacks da NCAA. A comparação mais indicada com alguém na NFL é com Sam Baker.
  • Porque Draftar: Faria sentido ter alguém que pudesse atuar como OT/OG, embora ele seja um LT nato. Dadaa péssima qualidade do setor em 2013, qualquer grande ajuda que se consiga é sempre bem vinda. Desenvolvê-lo durante as temporadas para ele assumir o posto de LT em 2 ou 3 anos. Pode servir como um seguro caso Albert se machuque ou não renda em alto nível;
  • Porque não Draftar: o time possui outras carências e não pode se dar ao luxo de ficar desenvolvendo jogadores, quando o time precisa vencer agora. 
  • O que o Flávio faria: eu draftaria. Com dois OTs de alto nível, Ryan Tannehill deixaria de ter qualquer desculpa para não jogar como um QB Top 8 de Draft. Se ele não render, o time teria uma OL de alto nível e poderia em 2015 trazer outro QB, perdendo apenas mais um ano ( Tannehill tem contrato até o fim da próxima temporada ).
É por ai... o que acharam?

4 comentários:

Victor Hugo disse...

acho que se tivesse disponivel ia de cj mosley tem outras opçoes boas no 2 round

Flávio Vieira disse...

isso lá é verdade...

mas eu irei falar de diversos jogadores.

Mosley, por acaso, é o próximo...

Victor Hugo disse...

eu vi vc reclamar de falta de ajuda no blog,torço a pouco tempo pors dolphins há 4 anos mas to disposta em ajudar..

Flávio Vieira disse...

se quiser mesmo, mande-me um e-mail para flaviojvieira@yahoo.com.br que eu lhe adiciono como autor de matérias.