sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Primeiro passo numa reconstrução: não ficar desesperado

Marino é a prova de que paciência pode dar resultado...
Pressa. Diz o ditado que ela é inimiga da perfeição. Um outro ditado, eu gosto deles sim, no basquete diz que não existe bola de 10 pontos, você tem que defender melhor, roubar a bola e marcar no ataque. Em suma, não existe mágica para se chegar ao sucesso. Mas ter pressa, com certeza, não é o caminho...

Em 1980 o Miami disse ao então líder máximo da franquia, o HOF  Bob Griese, de que ele não mais seria o QB Starter. Não é uma decisão fácil de ter tomada. E observem que com Griese de QB o Miami teve a maior porcentagem de vitórias de todos os esportes dos EUA na década de 70... Griese é até hoje o QB com a maior porcentagem de vitórias ( quem mais venceu foi Bret Fravre - Manning e Brady correndo para quebrar esta marca ), mas Griese lidera na relação vitórias/partidas jogadas. Para quem não souber, a temporada tinha 14 jogos até 1977.

O que o caso de Griese tem a ver com Marino e com a reconstrução que se avizinha? Bom, tudo. Em 1980 o time era vitorioso ainda, iria ao Super Bowl em 1982, quando perdemos para os Redskins, na maior virada do Super Bowl até então... Até que em 1983 o time contou com sorte e paciência para Draftar aquele que viria a ser o maior de nossa história: Dan Marino. O draft de 1983 é tão mítico, que tem nada menos do que 3 QBs no Hall da Fama. Acontece que o Miami não entrou em modo desesperado. Teve paciência e foi premiado...

Antes de prosseguir, cabe uma observação que eu li no Phinsider: Tannehill poderia render mais se fosse dado a ele um plano de jogo bem simplório, onde ele tivesse passar, no máximo, 20 ou 25 vezes por partida. Não é que ele passaria a ser um fenômeno nessa situação, mas ele poderia fazer o básico mesmo... adiante.

Em 2007, na penúltima reconstrução deixando a atual de fora, Cam Cameron demonstrou tudo o que não se deve fazer: escolher alguém que nem era necessidade e nem era o BPA. Nem qualifico aquilo como pressa foi uma burrada totalmente fora de critérios. Em 2008 o time ao menos pode-se dizer que escolheu alguém que virou All-Star: Jake Long. O problema foi a Wild Cat que encantou alguns e nos trouxe jogadores pífios e uma bomba: Pat White. Na atual, tem o Tannehill. Jogador mediano que nunca esteve na altura do que queriam que ele fizesse...

Sendo assim, o que fazer me 2015? Bom, cedo demais dizer, mas com certeza será a hora de ir do BPA, escolher o melhor jogador disponível na hora de nossa escolha. Ou se tiver algum com cara de all-star mas que sairá antes, trocar para conseguir tal jogador. Mas isso precisa ser feito com critério. 

Mas será que existe alguém em Miami capaz de fazer isso? Eu acho que não...

O adeus de um mito

Uma lenda disse adeus...
Ser Capitão de um grande time é coisa para poucos. Sê-lo na Big Apple então, nem se fala. Fazer essa função no super vencedor NY Yankees é tarefa para pouquíssimos. Ocupar essa função por mais de uma década é coisa para gênios. Em todas essas categorias se enquadra Derek Jeter, shortstop que se aposentou hoje. Com direito a uma rebatida de Walk-off ( Um Walk-Off ocorre quando o time da casa (que rebate na parte baixa da entrada) toma a liderança no placar na 9ª entrada ou em uma entrada extra, vencendo assim o jogo, já o adversário não teria mais chances de anotar corridas ).

Derek Jeter é um mito. E merecia ter tido o direito de jogar mais uma post-season, mas não deu... e hoje ele disse adeus. Fará falta. Eu posso dizer orgulhosamente de ter presenciado os seus melhores anos. Vi ele fazer coisas do arco da velha no velho Yankees Stadium. E ele se tornar HOF em atividade.

Ver um jogo do Yankees e não vê-lo com a camisa número 2 será estranho...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O que dá para salvar deste elenco...

Será ele capacitado para comandar a oitava reconstrução em 20 anos?
Pensamentos tenebrosos tem passado por minha mente. Acompanho o Dolphins desde os anos 80. Faz tempo demais. O Show do Esporte da Bandeirantes ( faz tempo ) falava sobre o futebol americano de maneira superficial, mas me encantava o modo como Luciano do Valle ( que até já morreu ) falava de um certo QB camisa 13. Ele se lamentava, já naquela época, ano após ano do time fracassar. E como o canal passou a transmitir o Super Bowl nos anos 90, ficava ainda mais latente a frustração. Em 1998 eu finalmente coloquei TV por Assinatura na minha casa e pude acompanhar as duas últimas temporadas do grande Marino. Mas desde 1995 eu já fuçava a NET atrás de informação. A finada lista RedZone foi de grande valia nisso...

Em janeiro de 2000 Marino foi aposentado pelo Jacksonville Jaguars, numa terrível derrota de 62x7. Foi doído demais ver aquela partida, mas eu a assiste na íntegra. Depois o Front Office informou a Marino de que ele não mais teria o posto de QB Starter garantido. Tentando evitar a vergonha de virar reserva ( após tentar emprego em dois times ), ele resolveu se aposentar. Mesmo que de forma capenga, os últimos anos de Marino foram bons, excelentes se comparados com os atuais: 4 idas a post-season em 5 anos. Só 2 duas vitórias, infelizmente...

Bom, o que eu quero dizer é que estamos muito longe do ideal. Mas muito mesmo... E que em 2000 passamos por uma reconstrução, com a saída do maior ídolo de nossa história. Mas aquele ciclo encerrado em 2000 começara em 1995, com a aposentadoria de Don Shula, outro monstro sagrado de nossa história. Portanto, em 2000 começou a segunda reconstrução. Porque antes o time vencia na temporada regular e perdia na post-season, mas a partir de 2002... Em 2003 entramos em outros reconstrução e em 2005 novamente. 2007 foi aquela zorra, mas veio 2008 e um alento muito efêmero. E a de 2011 já não deu certo. São nada menos do que 7 reconstruções em menos de 20 anos.

Reconstruções são dolorosas e quase sempre custam ídolos. O nome da vez, creio eu, seja Cameron Wake. É quem tem valor de mercado e possui idade mais avançada. Podem esperar que ele deverá ser trocado para angariar picks. Não consigo pensar em outro nome que atrairia as atenções de outras franquias por picks de primeiro ou segundo rounds. Alguns veteranos também podem rodar e é quase certo o time tentar trocar Tannehill, mas este não deverá valer mais do que uma escolha de quarto round na melhor das hipóteses.

Existe um embrião interessante na defesa, com destaque para Olivier Vernon. Na DL eu manteria Odrick ( que não virou um super destaque, mas não compromete ). Alguns LBs podem ficar ( sobretudo os mais jovens: Jenkins, Trusnik e McCain ) mas eu cortaria logo o Wheeler e o Misi. Nos CBs obviamente manteria Brent Grimes e um dentre Will Smith e Jamar Taylor. Não que os dois últimos sejam excelentes, mas não dá para descartar todo mundo assim. Reshad Jones merece ficar, pode render mais com um Coordenador melhor, caso o time arranje um.

No ataque é que bicho pega... Lamar Miller só para backup, mesmo que esteja fazendo um trabalho decente. Moreno volta para 2015, mas precisa ver se dura, se fica saudável. Entre os WRs eu não sei quem é pior, mas seria - talvez - a hora de cortar Wallace e livrar-se do seu mega salário. Ireland construiu bem o salário dele e se o cortarmos ano que vem, o peso do Cap - acreditem - será bem pequeno ( coisa de 4 milhões se muito ). Te-lo no elenco é como ter um Ferrari na garagem para dirigir no trânsito de São Paulo: um desperdício. Brian Hartline talvez valha alguma coisa no mercado e Brandon Gibson é descartável ( ainda mais com os 2 inacreditáveis drops de domingo ). Jarvis Landry, por ser jovem, ficaria a meu ver. Portanto, seria necessário usar picks e a Free Agency para recompor o setor. Os outros péssimos nomes seriam todos descartáveis...

Não temos Tight End e isso é uma dura realidade. Duríssima, eu diria.Charles Clay sumiu de campo, talvez pelas atuações medianas de nosso QB. Dion Sims nem aparece e um Arthur Lynch sinceramente... Na Linha ofensiva aparece o melhor do setor, o que é curioso demais, pois ano passado era o que de pior existia e que todo o resto não funcionava derivado dessa péssima qualidade. Pouncey, Albert, Smith e James foram uma boa OL, que melhor treinada e com o outro Guard no mesmo nível poderia ser o esteio do ataque. Em tempo, eu ainda não aprovo o que foi feito no Draft, mas é inegável que ele esteja jogando bem. Sim, falo de James. E claro eu iria atrás de outro Kicker. Só que o time tinha, um tal de Dan Carpenter que está detonando em Buffalo...

Vamos agora aos problemas: quem nos garante que Dennis Hickey está pronto para comandar uma reconstrução com sucesso? Quem nos garante que consigamos encontrar um Head Coach vencedor? Quem nos garante que teremos Coordenadores decentes? Quem nos garante que as escolhas de Draft serão - enfim - acertadas?

A resposta é que nada nos garantirá isso. Não existe mágica e somente ter várias escolhas não quer dizer nada... da nossa turma do Draft deste ano apenas James é Starter e mesmo assim só porque o time não tinha um na posição. De 2013 eu não sei de ninguém que seja Stater e de 2012 só Tannehill e Vernon. Ah, tem também o Miller, mas por causa da contusão de Moreno...

Muitas coisas a serem pesadas, calculadas e ponderadas... o que sabemos é que entraremos pela oitava vez em rebuild. 8 em 20 temporadas. Nada menos do que uma a cada 2 temporadas e meia. Parece piada, mas é a realidade...

Sim, o time ainda poderia vencer 9 partidas em 13 ( alguém acredita nisto? ) e ir para a post-season. Mas não se animem, pois mesmo que isso acontecesse, o time ainda será a mesma porcaria atual... com uma ida a post-season, mas porcaria.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pílulas do dia seguinte: Tannehil questionado... eu faço isso desde 2011!!!

O camisa 17 até que tenta, mas falta talento... e isso não tem treinamento que conserte.
O que eu vou escrever me deixa muito triste: Ryan Tannehill fracassou. Antes que comecem a ligar para Psiquiatras, eu explico: eu jamais desejei estar certo quanto a isso, adoraria ser o atual campeão do Super Bowl ( como o Seahawks de Russell Wilson o é ) e ter queimado a língua. Mas não foi o que aconteceu. E isso não me deixa feliz, acreditem. 

O time está 1-2 e vai ter partidas pesadas. Só para ficar com saldo positivo, o time terá que fazer 8-5. E uma olhada mais detalhada da tabela deixa claro que, jogando como nas duas últimas partidas, teremos sérios problemas para vencer sequer os Raiders domingo em Londres... Não é pessimismo, é a realidade. A dura realidade...

O dia seguinte em Miami foi terrível. A reação dos fans por lá foi péssima. Não apontam só para Tannehill, mas ele é o mais citado. Joe Philbin foi bombardeado com diversas perguntas sobre se Tannehill será o QB contra o Raiders. As perguntas derivam de boatos que a Comissão Técnica teria discutido por mais de duas horas sobre o assunto. Sabem o que nosso Coach respondeu? "Estamos buscando encontrar os melhores 46 jogadores para vencermos os Raiders". E assim foi com todas as questões que envolvessem o QB da equipe. Se a mesma pergunta fosse feito depois da partida contra o Patriots  o autor sairia debaixo de porradas...

O fato é que Tannehill não é mais o dono da posição, ao menos não mais sem contestação. Só o fato de Philbin não cravar que nada mudaria confirma isso. Acontece que Philbin pode ter percebido que se não de descolar de seu QB, vai perder o emprego antes do fim da temporada. E eu no lugar dele, começaria a me mexer também. Como ele deve se arrepender de tantas péssimas decisões que tomou por causa dele:, com a doação de Marshall pro Bears como a principal.

Isso quer dizer que Tannehill não será o QB contra o Raiders? Não, isso não foi decidido ainda, mas que ele não é mais o QB 100% confiável da comissão técnica. E isso já diz muito do caso. Se sendo 100% apoiado ele já é instável, imagina sem a certeza de que será o starter na próxima partida? A conferir...

Tudo estaria perdido para o Miami? Sim e não. Sim se nada acontecer.  O time tomou penalidades bobas ontem, como uma de 15 jardas por comemorar um TD, outras em retorno, outras em situações que mataram o ataque ou que deixaram o Chiefs avançarem. Além disso tivemos os drops e até sacks começam a incomodar ( são 9 no todo ). E não, tudo não estará perdido se algo for feito. A defesa tem feito a parte dela... forçou 3 fumbles e tem um Safety. Poucas defesas possuem isso na temporada, a nossa tem. Se Lazor tiver uma fórmula escondida para o ataque andar... Se... Se... acho que já sabem o que penso, não é mesmo?

O que se sabe é que não seremos favoritos no Domingo em Wembley. E quando jogamos lá em 2007... perdemos. E foi em... 2007!!!

Sinceramente, talvez uma certa comparação esteja certa: o Miami Dolphins é o Palmeiras do futebol brasileiro. Talvez quem fez saiba mais do que todos em Miami...

Week 3: Chiefs 34 x 15 Dolphins - O que acontece com o Miami?

Dolphins viraram o Botafogo da NFL?

Quando saiu o calendário 2014 eu, como de costume, olhei com mais atenção para as 3 primeiras partidas, pois - acreditem - é ali que muita coisa se define. O time iria jogar duas vezes em casa e todos sabem que vencer as 8 partidas diante de sua torcida(??) é meio caminho andado para jogar, ao menos, a 17ª partida, em Janeiro.

Este ano o pensamento de todos deve ter sido parecido com o meu: perder para o Pats era mais do que aceitável, mas poderia ser por pouco, bater o fraco Bills e embalado tentar derrotar um time que fora a post-season na temporada passada ( Chiefs ). Sair com 2-1 e mostrando força diante do mais forte rival de divisão seria fundamental para encarar o complicado calendário. Era... em se tratando de Miami, podemos sempre esperar o pior...

O time bateu o Pats, mas uma pergunta que eu fiz mostrou-se mais do que pertinente: qual time seríamos na temporada, o do primeiro tempo ( terrível ) ou do segundo ( arrasador ). Acho que está mais do que claro que o segundo tempo na abertura da temporada foi um ponto muito mais do que fora da curva... o time venceu e muitos esqueceram de analisar o todo, ficaram apenas comemorando a grande vitória...

Contra o Bills, um desastre. Pouca coisa deu certo. E o que deu foi muito pouco. Mas alguns ainda pensaram: foi um acidente. Que nada... hoje o time jogou mais uma vez bisonhamente, cometendo erros absurdos. E o que poderia ser animador virou justamente o contrário: vai jogar o time para baixo. Vencemos que não esperávamos, perdemos para quem não deveríamos e hoje fomos surrados por um time cheio de reservas e sem Jamal Charles, um dos melhores RBs da NFL... é mole? Pois o reserva dele, um tal de Kyle Davis, correu para inacreditáveis 132 jardas, com um TD. 

O Miami, tirando o segundo tempo contra o Pats, marcou - atenção para este número - 3 TDs em 3 partidas ( tirando, como disse, os 2 marcados no segundo tempo contra o Patriots ). Este é o novo ataque? Cadê a revolução que alguns esperavam de Bill Lazor? Nestes mesmos tempos de partida, o time levou 83 pontos!!! A saber: 20 contra o Pats, 29 contra o Bills e 34 contra o Chiefs. Culpa só da defesa? Não, é claro que não... aliás, por falar em defesa...

O nosso setor mais forte conseguiu 5 sacks, forçou um fumble e conseguiu um Safety. Mas o ataque... bom, o ataque teve qualidade correndo, com Lamar Miller ( quem diria ) passando das 100 jardas em 15 corridas. Mas numa segunda para 1 jarda, após uma corrida de 9 jds de Miller, adivinhem qual foi a chamada? Passe longo para Wallace... como todos deveriam saber, foi-se para a terceira para 1 jd, vai ser corrido né? Que nada, passe e Tannehill ( tenho vontade de usar aqui o mesmo nick que uso para ele no Facebook ), fica meia hora esperando... o sack. E ele vem. Patético...

O time agora está 1-2. Vai até Londres encarar o Raiders, nosso maior freguês recentemente. Aliás, o único. Porque uma equipe que consiga perder duas partidas seguidas para nós, pode se matar... Pós-Temporada? Podem esquecer... a menos que aconteça algo espetacular. Mas essas coisas não acontecem aqui conosco a mais de 30 anos...