sábado, 8 de novembro de 2014

Metade da Temporada: Que defesa!!!

Olivier Vernon: o destaque da defesa vindo do Draft...

A defesa do Miami é o que temos de melhor. Nela está o nosso melhor jogador, Cameron Wake. Nela está, seguramente, o segundo melhor que é Brent Grimes. Talvez, a depender de quem faça a lista, o terceiro, o quarto e talvez até mesmo o quinto também estejam no setor. Mas uma certeza é igual a todos: este setor é de elite, um dos melhores de toda a Liga. Faltam LBs mais fortes, é claro, mas com uma DL composta por Wake, Starks, Mitchell e Vernon e que pode ter Odrick e Jordan como peças de rotação quem precisa de super LBs? Claro que seria ainda melhor, mas eles não estão fazendo falta. A secundária é uma das que mais conseguiram interceptações, com destaque para Finnegan, Delmas e Jones ( além do já citado Grimes ).

Vamos, dar um olhar mais atento aos números da defesa:


Incrível não? Top 3 em pontos, jardas aéreas e totais. Sensacional, sem dúvida. Nas nossas cinco vitórias até aqui o time só sofreu 20 ou menos pontos e nenhum QB adversário passou das 300 jardas. O ponto negativo - mas nem tanto assim - é o número de jardas corridas que o setor cedeu, mas isso é inflado pelas atuações de Knile Davis ( Chiefs ) e Denard Robinson ( Jaguars ) que passaram das 100 jardas, os únicos até aqui. Além disso a equipe é a quinta com mais sacks ( 25 ), a nona com mais interceptações ( 9, empatado com outras 6 equipes ) e quinta com mais fumbles forçados ( 10, empatado com outras 2 equipes ).

É um setor de encher os olhos. E a subida do ataque tem muito a ver com quanto a defesa está sendo dominante. Não tem como separar as duas coisas, que fique bem claro. Vamos aos destaques em cada setor, isoladamente:
  • Defensive Ends: Cameron Wake ( 18 tackles, 6,5 sacks, 3 fumbles forçados - 1 recuperado ) é, como disse lá em cima, o melhor jogador deste time, aquele que todos os QBs temem, que deixam Coordenadores OL sem sono e tritura Tackles que não sejam excelentes. São raros os QBs que saíram ilesos de um partida frente a "besta". Se ele mantiver a produção atual poderá aproximar-se de sua melhor temporada na carreira. Uma pena ele já estar com quase 33 ( 30 de Janeiro de 82 ). Para o seu lugar o time já conta com Olivier Vernon, que é o melhor talento deste time advindo do Draft ( terceiro round de 2012 ) que já foi o melhor sackador do time no ano passado;
  • Defensive Tackles: Earl Mitchell ( 19 tackles, 1 sack ) não chama a atenção pelos números, seu valor é provado a cada snap, segurando até 2 OLs, deixando mais fácil a vida dos adversários. No setor o time está muito bem servido, pois com Randy Starks e Jared Odrick que dão qualidade na rotação;
  • Linebackers: Jelani Jenkins ( 56 tackles, 1,5 sacks, 2 fumbles forçados ) é o cara que - quem sabe - poderá salvar o Draft de 2013. Em sua segunda temporada está jogando bem, conseguindo boa produção e fez o setor melhorar com relação a 2013, mesmo tendo o time perdido por 2 partidas 3 Starters ( Dannell Ellerbe está fora da temporada ). Ele conseguiu ser destaque, o que o dá uma grande possibilidade de ficar como a exceção de sua classe;
  • Cornebacks: Brent Gimes ( 36 tackles, 4 interceptações, 1 fumble forçado e 9 passes defletidos ) é All-Star, todos sabem disso e os QBs evitam lançar do lado dele. Só que neste ano, do outro lado tem um tal de Cortland Finnegan que é quase do mesmo nível. Assim os QBs estão sendo mais interceptados e tendo mais passes defletidos. Grimes e Finnegan, não custa lembrar, não foram aqui draftados. Os dois que vieram em 2013 ( Jamar Taylor e Will Davis ) até aqui, só servem para rotação e nada mais. O que é bem triste, com certeza;
  • Safeties: Reshad Jones ( 29 tackles, 1 sack, 2 interceptações 4 passes defletidos ) e Louis Delmas ( 29 tackles, 1 sack, 1 interceptação e 1 passes defletido ) estão jogando em altíssimo nível, formando o fim de linha defensiva dos mais temidos de toda a liga. Se temos bons números contra o passe isso deve-se ao fato da atuação deles, afinal eles é quem tem que derrubar quem passar pelo front-seven. Ambos estão dando show. Aqui temos - ao menos - um que veio pelo Draft ( Jones ). Mas as peças de reposição não estão no mesmo nível.
  • Coordenador: Kevin Coyle melhorou demais de 2013 para 2014. Não são apenas as peças, mas as chamadas estão melhores, temos poucos erros e vacilos. Claro que eles ainda acontecem, mas nem se compara com o ano passado. Blitz, coberturas e muita pressão nos QBs. 
De um modo geral estamos muito bem com nossa defesa. Se formos a post-season será por causa destes caras. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Metade da Temporada: O ataque que tanto queríamos?

Temos um ataque?
O grande nó do time nos anos anteriores era um ataque eficiente. Que pudesse conseguir manter a defesa descansada para encarar os grandes setores ofensivos dos adversários. A relação de ataque x defesa pode ser sentido entre os recentes campeões da NFL, que possuem setores defensivos dominantes ( Seahawks e Ravens ), mas o ataque destes foram muito eficientes nas campanhas vitoriosas. Não adianta ter uma super defesa, se ela tiver que ficar mais de 40 minutos em campo. Ela cansará e o ataque adversário, mesmo que não seja uma brastemp, vai passar por cima. E o comum.

Miami tem um Quarterback, que mesmo jogando bem recentemente, não é - e possivelmente nunca será - de elite, ou seja, não vai estar entre os 10 melhores da Liga. Mas que nem por isso ficará entre os 10 piores, como foi listado diversas vezes este ano. O lugar dele é, como direi, entre a 11ª posição e a 20ª, dependendo de quantos QBs novos com qualidade entrarem na Liga. Ele ainda continua atrás de 2 QBs da sua própria turma ( Luck e Wilson ). Foles e RGIII precisam se provar de verdade. Mas antes de analisar os nossos jogadores de ataque, por setor, vamos dar uma olhada nos números do nosso ataque:


É animador olhar para essa imagem. Vamos descontar dela, o fato de que tivemos um jogo atípico contra o Chargers ( o que inflou bastante a nossa média de pontos por partida ), e veremos bons números, com certeza. Estar no Top Ten em pontos é algo que deixa os torcedores muito felizes, com certeza. O ataque tem conseguido jardas, mas o jogo aéreo ainda não engrenou. Tudo por causa, sem crítica mas é a realidade, do tipo de QB que temos: ele não é um que produz grandes números. É um QB que pode fazer um papel que lhe é designado, mas não o veremos passando para 300 jds em 3, 4 partidas seguidas. O nosso jogo corrido está bem, mas perdeu uma posição, dado o jogo pouco produtivo contra San Diego. Agora, quem vai reclamar disso? Eu não... Vamos ao setores e seus destaques:


  • Quarterbacks: Ryan Tannehill ( 14 TDs, 6 Ints, 63,3% de acerto, 17 sacks, 245 jds corridas, 3 fumbles ) está numa temporada, digamos assim, animadora, vem numa crescente, se consideramos as 5 últimas partidas, após as 3 primeiras realmente ruins. Mas é o 19º QB em passes, não aparece entre os 20 que mais lançaram passes para mais de 40 ou 20 jardas, 13º em TDs lançados... mas está com números que o colocam na rota das 4000 jardas e 30 TDs. Não é pouco, ainda mais se compararmos com o que ele fez ano passado. Precisa melhorar, mas é preciso citar que ele agora vai pegar defesas melhores ( Lions, Bills e Broncos ) e que já encarou duas das piores equipes da NFL ( Raiders e Jaguars ). E será vital manter o ritmo atual;
  • Runningbacks: Lamar Miller ( 106 corridas, 518 jds - 4,9 por corrida, 5 TDs, 21 recepções, 144 jds - 6,9 por passe, 1 TD, e Fumbles ) é um dos destaques deste ataque. Se mantiver o ritmo atual, passará das 1000 jds e conseguirá 10 TDs, o que é muita coisa para alguém que era duramente criticado. Em certo sentido, ele foi quem melhor está sabendo aproveitar-se da OL poderosa que o time montou. Seus números poderiam ser melhores, mas o começo como reserva de Knowshom Moreno lhe custou snaps e sua produção. Miller tem atuado com regularidade e só na partida anterior não superou a marca das 50 jds, mas alguém pode reclamar disso?
  • Wide Receivers: Mike Wallace ( 35 recepções, 468 jds - 13,4 por recepção, 5 TDs, 2 fumbles ) pode até estar "ruim" em termos de jardas, mas já conseguiu o mesmo número de TDs que na temporada passa inteira. Tem sido bem acionado, porém para ganhos menores. A falha na Deep Ball o prejudica e é o ponto que até agora não tem funcionado. Se o time corrigir isso, podemos ganhar uma arma mortífera. Aguardemos as próximas partidas...;
  • Tight Ends: Charles Clay ( 27 recepções, 270 jardas - 10 por recepção, 2 TDs ) é a bola de segurança de Tannehill. O TE engrenou pra valer a partir do jogo contra o Bears e fez sua melhor atuação contra o Chargers. Não a toa, foram nestas partidas que marcou os seus TDs. Claro que seus números não são espetaculares e nem o colocam entre os melhores da temporada, mas ele em Miami é o cara. Até porque se depender dos outros TEs do elenco, estamos ferrados...
  • Linha Ofensiva: Samson Satele. Como assim? O time tem dois Tackles entre os 15 melhores em diversas listas e você cita o Center? Bom, Satele é o destaque sim da OL. Primeiro porque segurou - muitíssimo bem - o rojão quando Mike Pouncey ficou de fora, tendo sido contratado, por assim dizer, no desespero. E tem mais: ele está tão bem, que quando Pouncey voltou de suspensão, ele prosseguiu como Center, e o ex-Starter foi deslocado para Guard, reforçando a OL no seu ponto fraco. E creio eu que ninguém esperava isso por parte dele, não é mesmo? E se todo grande time começa por um grande goleiro, toda OL começa pelo Center. Ele não cometeu erros, tem feitos os Snaps com solidez e - sobretudo - tem sido eficaz no jogo corrido. Sei que surpreendi a todos com esta escolha, mas creio eu que após a explicação, todos a tenham entendido.
  • Coordenador Ofensivo: Fui um crítico da escolha de Bill Lazor. Ele, acreditem, ainda não me convenceu. Mas se usarmos como base de comparação o trabalho de seus antecessores, ele é quase um mágico. A Deep ball não funcionava antes e segue sem funcionar. E tem um outro ponto: quanto da melhora do ataque é efeito da OL ou do trabalho dele em si? Precisamos ver como o setor vai se comportar contra Unidades mais fortes e se manterá o ritmo - bom - atual. Por enquanto, ele está com crédito. Mas o saldo é, ainda, pequeno...
Amanhã, a defesa. Motivo de orgulho total de todos os torcedores. Em tempo: Brent Grimes foi eleito o Jogador de Defesa da AFC.

Metade da Temporada: Quem é quem entre os rookies?

Levanta a mão quem é o melhor rookie do Draft de 2014...
Ano após ano, o Miami comete os mais absurdos erros na hora de reforçar o time via draft, que é por onde times vencedores são montados. Como 3 Drafts bons um time já pode virar Contender para a post-season e seguir acertando a mão ( conseguindo 2 ou 3 Starters sólidos ) no Draft, pode acabar vencendo um Super Bowl, como foi o caso de Ravens e Seahawks por exemplo.

Mas em Miami... pois é, na turma de 2013 ninguém consegue se destacar e único não tem um único Starter no elenco ( Dallas Thomas foi na partida passada, mas ele não é a primeira opção do elenco ). De 2012 o nome mais prolífico é o de Olivier Vernon, com Lamar Miller e Ryan Tannehill buscando o convencimento dos torcedores. E nos anos anteriores todo mundo sabe bem como escolhemos mal... aliás, trocamos ( ou doamos ) Brandon Marshall para o Bears e não conseguimos nada como as duas picks de terceiro round obtidas.

A classe deste ano, que eu critiquei bastante, parece que pode se mostrar melhor do que a de 2013. Mas nem tanto assim, mais porque a comparação era pequena e porque, sempre irei reclamar do time não ter feito uma Trade Down e mesmo assim escolher Ja'Wuan James ( OT - Tennessee. Ela, a propósito está sim jogando bem, resolvendo o problema como Right Tackle, mas eu sempre lembrarei deste erro. 

Mas é a segunda escolha que está dando o que falar: Jarvis Landry. Destaque nos retornos ( um dos 10 melhores da Liga ), ele começa a destacar-se nas recepções, onde é o segundo do elenco em jardas, só atrás de Mike Wallace. Empata com Rishard Matthews como segundo com Touchdowns ( outra vez o líder é Wallace, com 5 ), ambos tem 2.  A saber: 30 recepções, 301 jardas e 2 TDs. Um achado de jogador, sem dúvida.

Os outros jogadores... bom, eles até aqui apenas fazem figuração:
  • Billy Turner. Entra na rotação. Conseguiu perder para Dallas Thomas. E isso diz muito sobre ele até aqui;
  • Walt Aikens. Numa secundária com Grimes e Finnegan e tendo Taylor e Davis com reservas realmente não é nada fácil firmar-se. 
  • Arthur Lynch. Machucado, está fora do time;
  • Jordan Tripp. Atua como especialista. E só até aqui;
  • Matt Hazell. Cortado;
  • Terence Fede. Especialista. E só.
Pelos dois primeiros escolhidos, já é um Draft bom. Se mais alguém produzir algo, vira ótimo. Mas comparado com outros recentes, já de boa esta turma. Mas ainda assim, não é o que tornam times vencedores, que fique bem claro.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Pílulas do dia seguinte: Com cara de post-season?

Joe Philbin perdeu o pai na sexta. Os jogadores lhe deram a maior vitória em anos para ele no domingo.
Eu, e muitos outros torcedores, tenho restrições a Joe Philbin, nosso Head Coach. Sua cara é quase a mesma, estando perdendo, ganhando e sendo destroçado... bom, não dá para dizer que sua cara era a mesma quando o time destroçava o adversário, porque até ontem o time nunca fizera isso. Até ontem...

Nosso Head Coach perdeu o pai na sexta. Não deve ser fácil presumo ( ainda tenho o meu ), mas ele ao fim da partida ( em vídeo no site do Miami ) deixou as emoções transbordarem. Natural. Ele recebeu permissão do time para ficar com a família até a sexta-feira neste momento de dificuldades familiares. Lembrando que ele já perdera um filho, logo depois de assinar com o Miami. E detalhe bom: ele agora está com 0.500 no comando do Miami ( 20 vitórias e derrotas ).

Ficou claro que o clima do time para a partida era o melhor possível. Todos estavam alegres e jogaram mais de 100%, doando-se ao máximo para dar uma alegria ao Coach Joe. E conseguiram isso com sobras. A última derrota que impusemos em alguém por zero pontos foi em 2006 e foi o Patriots, 21x0. Uma derrota por 37 pontos de diferente faz tanto tempo que eu nem sei quando foi, mas com certeza o Quarterback vestia o número 13...

Sobre a partida em si, não tem como destacar jogadores que vieram via draft: Reshad Jones, Jarvis Landry, Charles Clay, Olivier Vernon, Mike Pouncey e Ryan Tannehill. Curiosamente eles deram o tom da partida, cada um a sua maneira. Mas os nossos Free Agents também mandaram bem demais: Earl Mitchell, Cameron Wake, Mike Wallace e, sobretudo, Brent Grimes. Ele é de longe a melhor aquisição nossa desde Monster Wake chegou no Dolphins. Realmente, um achado em se tratando de Miami. A partida beirou a perfeição, mas nem por isso não tivemos problemas: Caleb Sturgis errou um Field Goal que, pra mim, não poderia errar. Não fez falta, é claro, mas em partidas apertadas pode ser a diferença entre vitória e derrota. Também fraca a produção de Brian Hartline, bem como a do jogo corrido, mas isso pode ficar amenizado por causa da atuação sólida de Tannehill. No mais, só algumas coberturas desastradas dos nossos LBs, mesmo que Koa Misi tenha voltado e até jogado bem... 

Abaixo, 5 pontos a serem observados com mais detalhes sobre o massacre de ontem:

1 - Secundária forte: Phillip Rivers parecia confuso por grande parte do jogo, mas isso teve tudo a ver com o modo como o Miami deu-lhe muitas coberturas diferentes. Reshad Jones atuando como Níquel ( quando você alinha 5 DBs ), com Michael Thomas e Louis Delmas atuando como Safeties foi uma delas. Esta formação foi usada quando Brent Grimes fez a sua primeira interceptação do jogo. Nós agora temos a segunda melhor secundária da Liga e ontem conseguimos três interceptações e permitimos apenas 128 jardas para um QB que era candidato ao prêmio de MVP. O que foi possível graças a um...

2 - Grande jogo da Linha Defensiva: Alguém viu o jogo corrido dos Chargers? Não né? Pois isso foi a chave, pois obrigou Phillip Rivers ir para o passe quase sempre, muitas vezes pressionado, o que por tabela facilitou demais o trabalho da secundária, tornando o jogo dos Bols unidimensional como se diz. Resultado disso foi que eles correram apenas 50 jardas e muito disso veio no chamado garbage time ( tempo de lixo ). O runningback novato Branden Oliver correu para apenas 19 jardas em 13 tentativas. E uma dessas tentativas foi de 11 jardas, no primeiro drive da partida.

Com essa mega atuação da DL, o time ficou tranquilo para marcar os pontos no ataque. Mas essa atuação foi muito mais do que brilhos isolados aos que estamos acostumados, foi uma aula de como um DL deve portar-se. Blitz, alinhamentos exóticos ( como dois DE's do mesmo lado ). Rivers foi sackado quatro vezes e cometeu um fumble. Mas isso vinha de todos os lados, de todas as maneiras. A pressão interior feita por Jared Odrick foi a base para a interceotação de Reshad Jones); A pressão externa feita por Olivier Vernon resultou na segunda interceptação, feita por Brent Grimes; E a ação de Derrick Shelby  deu a Grimes a sua segunda interceptação. A defesa anulou por completo San Diego e forçou quatro turnovers. Coordenador Defensivo, Kevin Coyle, fez uma chamado de jogo quase perfeita.

3 - Ataque extremamente eficiente: As duas primeiras campanhas do Dolphins na partida terminaram em Touchdowns. As sete primeiras posses resultaram em pontuação ou tentativa de Field Goal, de um total de 11 drives que o time teve na partida. Brandon Fields só apareceu na partida quando o terceiro quarto estava perto de acabar ( faltavam 3 minutos ). Contudo, se o time tivesse sido um pouco mais aplicado poderia ter passado facilmente dos 50 pontos. E nem pode-se falar que tirou o pé, pois chutou 3 Field Goals seguidos após fazer 14x0, sempre chegando na Red Zone ou muito perto dela...

Proteção foi ótima, mas Tannehill nem por isso limitou-se a ficar dentro do pocket, diversas vezes saiu dele para alongar a jogada, seja correndo ou para executar passes, como o Touchdown para Rishard Mathews. Tannehill também praticamente passou uma agulha entre os defensores para converter uma 3ª para 12 conectando com Mike Wallace. Às vezes, no ano passado, Tannehill parecia ter um olhar confuso, tímido e alheio com a bola em suas mãos. Ultimamente, porém, Tannehill parece confiante em tudo o que faz. Ele usa sua capacidade atlética para deixar o pocket quando a proteção se rompe ( que é onde o termo "alheio" costumava ser mais adequado ). Tannehill parece confiar em si mesmo e nas pessoas ao seu redor, levando a um mais sincronizado, eficiente e divertido ataque.

4 - O lance do jogo: A primeira posse de bola do Chargers na partida foi promissor. San Diego estava movendo-se no campo em 12 jogadas e chegou na marca das 22 jds. Após uma 3ª descida para 17 jds, o time conseguiu 16 jardas e ficou numa quarta para uma. E ai, arriscar ou não? Arriscaram e... um tal de Reshad Jones furou a OL e pegou no pé do RB, negando a conversão. Isso afetou demais a moral do Chargers e, claramente, elevou e muito a do Miami. Com a marcação do TD 13 jogadas depois, o jogo estava - por assim dizer - vencido.

5 - Grande vitória, mas o calendário será duro agora: Foi uma vitória emocional. Foi uma vitória da equipe. Foi uma vitória que, especialmente na esteira da tragédia pessoal de Joe Philbin, serve para unir uma equipe. Foi uma vitória que pode fazer a equipe acreditar em si mesma.

Agora, o Miami, venceu quatro dos últimos cinco jogos, deve levar este impulso em seus próximos jogos. Jogos fora de casa contra o Detroit Lions, que atualmente tem a melhor defesa da NFL ( bem como o seu ataque dinâmico ) e Denver Broncos ( uma das 3 melhores equipes da NFL com certeza ), bem como um jogo contra o Buffalo Bills em casa ( contra quem Joe Philbin tem uma única vitória e 4 derrotas!!! ). Estes são jogos difíceis contra equipes acima 0,500, mas se Miami jogar como eles fizeram no domingo, então todos eles são vencíveis, com a partida contra o Broncos sendo a mais complicada.

O Dolphins está com 5-3 na metade da temporada. Repetir esta mesma campanha na segunda metade, nos levaria a 10-6 e uma excelente chance de conseguir uma vaga na post-season. Lembrando que 11 equipes da AFC ( recorde na história da liga ) estão com mais vitórias do que derrotas, o que, em tese, tornará mais complicada a briga por vagas no Wild Card. Mas entre ficar de fora da post-season com 7-9 ou com 10-6 eu prefiro a segundo opção.

Sendo bem realista, eu diria que dá para fazer 2-1 nas próximas 3. Nas outras 5 temos como vencer Vikings, Jets ( duas vezes ) e Ravens. Isso seriam 11 vitórias. Sonho? Jogando com ontem, não. A questão é: o time consegue fazer em outras partidas? Veremos...

NOTAS:
  • Dolphins venceu os últimos três jogos por uma margem combinada de 64 pontos!!!
  • O retorno de Koa Misi, após lesão ajudou a solidificar a defesa contra o jogo corrido, que permitiu 176 jardas em 30 carregada pros Jaguars no domingo anterior.
  • Caleb Sturgis continua sendo inconsistente. Só eu sinto saudades do Dan Canperter?
  • Simplificando: Jarvis Landry é um talento e está - em ritmo acelerado, virando um Possession Receiver. Fintas espetaculares, velocidade, boas rotas...
  • Tempo de posse: 36:07 contra 23:53.
  • Os Dolphins teve 28 first downs. O Chargers teve 10.
  • Em jardas, o porque do massecre: 441-178.
  • Charger fizeram 03/11 em conversões de terceiras descidas. Sendo que duas foram no primeiro drive.
  • Coordenadores de Miami (Bill Lazor e Kevin Coyle) ambos fizeram excelente chamadas.

DECLARAÇÕES PÓS-JOGO:

  • "Sim, nós conversamos muito com eles. Nós ainda não estamos bem em tudo. Há um monte de de lances que poderiam ter sido executados melhor. Eu acho que eles têm mais confiança em si mesmos. Temos que provar isso, toda semana. Nós certamente temos um oponente desafiador ( Lions ) na próxima semana. " - Joe Philbin.
  • "Isto é incrível Todos nós sabíamos o que estava acontecendo com o treinador. Sabíamos o quão perto ele estava com o pai. Nós só queríamos realizar um bom jogo para o nosso treinador Jogar bem como fizemos foi excelente para ele, mostramos nossa dedicação por ele. Nós somos apenas gratos que nós poderíamos fazer algo pelo  nosso o treinador. " - Brent Grimes.

domingo, 2 de novembro de 2014

Week 9: Chargers 00 x 37 Dolphins - Que coisa, massacramos alguém...

Grimes é um monstro... duas interceptações espetaculares...

Quando o time conseguiu fazer 20x0 já era algo espetacular. Mas o segundo tempo reservou ainda mais emoções. Um outro TD na primeira possa ( fechando com 5 pontuações em 6 posses, sendo que Sturgis errara o Field Goal ). Mas ai apareceu Brent Grimes apareceu para outra Interceptação ( mais bela que a primeira ), Olivier Vernon forçou fumble e o recuperou, Tannehill passou para outro Touchdown e Sturgis conseguiu se recuperar acertando outro Field Goal.

Após fazer 20-0 ( poderiam ter sido 23 ), o time volta a campo e faz mais 17, com a defesa esmagando o ataque do Chargers, que não é ( ou era ) um ataque qualquer, já que segundo alguns analistas o QB dos Bolts estava cotado entre os nomes para MVP.

Uma partida quase perfeita do nosso time. Mas temos uma má notícia: Lamar Miller saiu machucado no final do segundo tempo.

E eu destaco dois Tweets de Omar Kelly, para exemplificar o que foi essa partida de hoje:


O primeiro deixa claro como nossa defesa foi dominante: o time com Rivers ficou 3-11 em conversões de terceiras descidas. E uma dessas foi perto do final da partida. Já o segundo é uma coisa que pode realmente se tornar realidade: será que a "imprensa" vai respeitar mais o nosso time depois de hoje? Uma atuação excelente como diz Kelly, ao dominarmos de forma categórica um Playoff contender ( para o qual deixamos a vaga ano passado ). 

Miami está o que se chama de "on fire" nos EUA. Temos duas partidas na sequência para fazer um impensável 7-3: Lions fora e Bills em casa. Duas vitórias - e o time de Michigan não é um adversário fácil - o time irá ao Mile High encarar Peyton Manning e cia. O importante agora é seguir vencendo. Afinal, vencer 3 seguidas é excelente, mas conseguir 5 seria especial...

Sobre atuações, Ryan Tannehill conseguiu uma épica. Daquelas para colocar na moldura do quarto. Foi excelente em quase toda a partida. Saiu, merecida e acertadamente, no final, após conseguir seu melhor rating da carreira ( 125,6 ). Destaque para Jarvis Landry ( acertamos em uma escolha de draft!!! ), Charles Clay e até para Mike Wallace. Pela defesa, quase os mesmos nomes de sempre: Wake, Vernon, Grimes e Jones. Hoje Cortland Finnegan não esteve no mesmo nível de Grimes e permitiu algumas recepções. Mas no geral, não comprometeu. 

O time venceu 3 seguidas, como já dissera, mas são 4 das últimas 5, e no meio disso teve aquela partida contra o Packers onde time... bom, talvez seja pedir demais deste time... Comemoremos. Não é todo ano em que o time faz uma partida assim. Vencer de ZERO eu nem lembro qual foi a última vez...

Week 9: Chargers 00 x 20 Dolphins - Um primeiro tempo excelente



Uma partida como poucas vezes vimos em Miami Dolphins: um atropelo nosso. O Chargers não fez nada na partida e quando pode fazer, perdeu uma quarta descida. A defesa massacrou ( nenhuma novidade, ma Reshad Jones conseguiu uma interceptação e fez o tackle para negar a quarta descida ), mas nosso ataque também foi poderoso. Em cinco posses, o time marcou em 4 e poderia tê-lo feito nas 5, mas Sturgis errou um Field Goal de 45 jardas. Abaixo, o que de melhor aconteceu em cada uma desses cinco drives ( e o time ainda vai receber a bola no segundo tempo ):

Primeiro drive: Tannehill acertou todos os passes ( 6 ao todo, para 4 WRs diferentes ). Wallace quase dropava um passe fácil, mas se recupera e faz uma recepção linda e fundamental para o drive. Landry recebe passe lateral para uma terceira pra muitas jardas e faz uma finta lindíssima, deixando o time perto da primeira descida. Hartline faz um recepção segura e vira primeiro pro Goal. Ai Tannehill acerta um passe perfeito para Clay. Touchdown, 7x0.

Segundo drive: Drive começa com drop, mas depois disso o ataque vai avançando jogada após jogada. Ryan Tannehill corre com a bola para um bom ganho, Landry e Clay aparecem bem para conseguir conversões importantes. Por fim, Miller entra na End Zone, Touchdown, 14x0

Terceiro drive: após a interceptação de Jones, o time fica em boa posição, mas um drop e uma jogada mal chamada, impediu o time de entrar na End Zone pela terceira vez. Field Goal, 17x0

Quarta posse: conversões complicadas, a defesa dos Bolts fez alguns ajustes, mas o time foi avançando. Em uma segunda para 7, Tannehill tenta um passe longo, após fugir de Sack, manda um pouco atrás de Wallace, que não consegue consertar o passe. Duas jogadas seguintes, ele acerta um passe no lugar certo para o mesmo Wallace e é primeira pro Goal. Só que ai aquele velho Miami apareceu: nada de TD. Outro Field Goal, que quase nem era chutado porque Tannehill andou muito perto de ser interceptado. 20x0

Quinta posse: Rivers não conseguiu nada e o Chargers chutou um punt. Faltando 1:16 e conhecendo Philbin como nós conhecemos, seria ajoelhar e deixar o tempo passar certo? Que nada, até isso hoje foi diferente. Alguns passes errados, mas outros bem certos, sobretudo um para o sumido Brandon Gibson. Ai Ryan Tannehill resolve correr e quando poderia ter dado o slide ele tenta o contato, para quem sabe passar e chegar na End Zone. Só que... bom, foi fumble recuperado por Dallas Thomas ( sim, hoje é dia de milagres!!! ). Ai é chutar e ficar 23x0 e com cinco posses seguidas marcando pontos, certo? Errado. Não temos um Kicker confiável ( o que tínhamos quase não erra jogando pelos Bills ) e ele errou um FG de 45 jardas. Mesmo assim quem pode reclamar de 20x0?