quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Pilulas do dia seguinte: Vencer baby, vencer...

Lamar Miller literalmente se atirando em busca da vitória...
Nem sempre é possível vencer jogando bem, quanto menos tendo mais jardas totais. Mas vencer sendo massacrado como fomos em grande parte da partida de segunda a noite, é mais raro ainda. E são vitórias assim que determinam o valor de um time. Miami perderia aquela partida para mais de 10 times da Liga ( não por acaso perdemos para Packers, Lions e Broncos em situação parecida ). Mas o rival é bem inferior mas que se preparou adequadamente para a partida, montou uma boa estratégia, estudou os problemas da defesa e colocou a OL para maximizar a força dos corredores e, sobretudo, montou um playbook ousado, quase insano.

Vencer, baby, vencer. Este é o objetivo. Uma vitória numa partida feia vale muito, mas muito mais do que uma derrota como a que sofremos contra o Broncos. Contudo, todas as partidas deixam suas impressões, perspectivas e tendências. Em Denver tivemos um ataque poderoso, que quase superou o do Broncos. Em New Jersey nossa defesa quase foi superada por um ataque inoperante. Quase... se no tiroteio no Colorado podíamos pensar "dá para vencer qualquer um", após segunda o pensamento mais comum é "como vencer com tamanha inoperância do time"?

O nosso time vinha de 45 derrotas em 46 partidas em que esteve perdendo ao fim do terceiro quarto. Piada, sem dúvida. Contudo, desta vez o time reagiu e venceu. Voltamos para o ataque patético de quase todos os anos da era Philbin ou foi apenas um ponto fora da curva? Ou o ponto fora da curva foi justamente as partidas com boa produção ofensiva? Diante do Ravens saberemos...

Aqui estão sete pensamentos do jogo:

1 - Foi horrível no primeiro tempo: Deu medo! Que raios de atuação foi aquela? Quase todas as vezes em que correu com a bola, o Jets conseguiu passar. Os tackles eram errados de todas as formas e mesmo quando o Corredor levava uma pancada na linha de scrimmage, ele ainda assim ganhava 2 ou 3 jardas. O Jets conseguiu converter até mesmo uma 3ª descida para 9 jardas. O Jets correu para 277 jardas em 49 tentativas contra os Dolphins. E aqui vem o primeiro problema: até o mais dos superficiais torcedores do Miami sabiam que os Jets iriam querer correr com a bola, já que Geno Smith é uma nulidade no passe e a defesa do Miami é um das 3 melhores contra o passe. Porque arriscar, não é mesmo?

Por mais que a nossa DL seja sensacional, é preciso mais do que isso para vencer jogos. Caso contrário seria só montar a melhor DL possível e vencer o Super Bowl. Temos tido boas surpresas ( como Jelani Jenkins ), mas falta algo mais. E é ai que eu me pergunto: o trabalho de Kevin Coyle é realmente bom? Ou será que as peças excelentes que possuímos estão encobrindo o problema? Difícil saber, mas a verdade é que o time precisa melhorar seu desempenho defensivo caso queira estar bem posicionado ao fim da temporada.


2 - Os ajustes no intervalo: ano passado perdemos diversas partidas quando fomos para o intervalo ganhando. Em algumas delas o time parecia ter ficado no vestiário, caso mais emblemático contra o Patriots no Gillete Stadium. Nesse temporada o time tem ido pro vestiário perdendo e conseguindo se manter nas partidas. Aconteceu contra o Packers, Bills e Lions, mas não contra Chiefs e Bills fora de casa. Segunda o time foi patético na primeira etapa, mas no segundo tempo o time melhorou. Não foi uma mudança da água para o vinho, mas foi o suficiente para vencer.

Quando a marcação no jogo corrido melhorou, a partida ficou a gosto do Miami. Tannehill teve uma partida ruim, sem TD e com Interceptação. Aliás ele perdeu duas chances de TD: Wallace dropou uma bola fácil na End Zone, mas... no fim ele não viu o mesmo Wallace sozinho e o time ficou no Field Goal. Contudo, no drive final, ele acertou dois bons passes para Dion Sims ( que começa a fazer valer a sua escolha em 2013 ) e o time virou a partida. E forçou Smith e os Jets a saírem da zona de conforto e ir para o jogo aéreo. E ai Jelani Jenkins ( na base da sorte ) desviou o passe e Reshad Jones conseguiu matar o jogo. 

Os ajustes foram bem medianos, mas o suficientes para vencer. E é o que basta. Ou não?

3 - Frustante a atuação? Sim. Não é que eu pensasse que o Miami fosse vencer por 20 pontos, mas vencer por um Field Goal e em uma partida em que poderia ter sofrido uma surra daquelas, não tem como não falar em frustração. Além disso tem o lado de que o time precisava de uma atuação convincente para se firmar como uma força. Toda a ótima impressão da derrota para o Broncos foi desfeita pela vitória de segunda.

Assim como em 2013, a última partida será em casa contra o Jets. Que a partida de segunda sirva de exemplo, para que passemos vergonha outra vez em casa contra o odiado rival...


4 - Finalmente vencendo em Dezembro: Existem certas máximas na NFL e uma das mais famosas é que o campeão do Super Bowl será aquela equipe que vencer as partidas em Dezembro. De nada adianta o time vencer 10 partidas até o mês final da temporada e começar a perder em Dezembro. Não estou com isso dizendo que iremos ao Super Bowl por termos vencido o Jets ( na primeira de 5 partidas no mês ), mas sim que times que querem jogar em Janeiro precisam ser os melhores em Dezembro.

Arrumar uma maneira de vencer é o que torna uma equipe vencedora. O time tem sido um dos melhores da Liga em diversos quesitos, mas um tem passado quase desapercebido: bloqueando punts. Dion Jordan deu uma mudança de rumos na partida ao bloquear um na segunda. Vá lá que Tannehill trocou um sack por uma interceptação ( uma péssima troca ) na jogada seguinte, mas aquilo mudou o time. O time precisará, ao menos, de outras 3 vitórias em Dezembro. Será que o time consegue? Saberemos a partir de domingo contra o Ravens

5 - Lutar, lutar e lutar: Segunda-feira.  Monday Night. Rival histórico. Tempo chuvoso. E o time lutou bravamente para conseguir a vitória, mesmo que tenha sofrido em campo. Não desistir foi a chave, realizar ajustes e seguir lutando. O que poderia ter sido uma surra histórica, virou uma vitória crucial, que manteve o time vivo na temporada. Manter este espírito de luta e não desistir da partida será a chave para termos jogos em janeiro.

6 - Decidindo a partida na reta final: O quarto período vinha sendo o calo do Dolphins. O time vinha chegando a este momento da partida com o jogo já resolvido ( tanto para a vitória quanto para as derrotas ) ou liderando por pouco e tomando a virada. Até aqui o time não tinha vitória de virada no último quarto da partida. Até segunda...

Com 10 pontos no quarto final, contra zero do rival, vencemos a partida. Ao contrário das partidas contra Packers, Lions e Broncos acho que todos tinham certeza de que desta vez não sairíamos derrotados de campo. Não só porque o QB adversário era Geno Smith, mas também porque o jogo naquele momento era todo do Miami. Não depois de tantas chances que o rival teve para matar o jogo e não conseguiu. Segunda era a nossa vez.


7 - Perspectiva: Feio é perder, podem dizer muitos. E de fato é verdade. Jogos de divisão são sempre apertados, como foi o caso de Packers vs Vikings, Chiefs vs Raiders e tantos outros. O rendimento melhora, tem a rivalidade, rusgas das partidas anteriores e até jogadores que trocaram de lado. Tudo é diferente em jogos de divisão. Foi o caso segunda...

A temporada acabasse hoje nós voltaríamos a jogar post-season depois de 6 anos. Infelizmente não acabou. Teremos uma ida complicada a Foxborough encarar o Pats, mas temos que focar em vencer o Ravens no domingo. E, vencendo, pensar partida após partida. Acredito que com 10-6 seja possível ir aos playoffs, até porque teremos diversos confrontos diretos, como é o caso do domingo. Vencer é o primeiro passo. 

Cheiro de post-season no ar? Por enquanto é apenas uma coisa bem distante... mas depende do time. E ele pode mostrar seu valor diante do Ravens, adversário direto na batalha...

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Week 13: Dolphins 16 x 13 Jets MNF - Vencemos, mas que jogo horrível...

Miller voa para marcar o único TD dos Dolphuns...
Jenkins desvia e Jones matar a partida
Eu vivo cobrando que o time arrume uma maneira de vencer, como fazem as grandes equipes. Em partidas encardidas, os times vencedores dão um jeito de vencer. Hoje o Miami arrumou uma forma de ganhar um dos piores Monday Night da história riquíssima de 45 anos.

Nosso time foi massacrado no primeiro tempo, levando um baile do jogo corrido dos Jets. O time rival conseguiria passar das 260 jardas totais, pior desempenho do time desde a quarta partida em 2007, quando Dante Culppeper resolveu ir à fora contra nós que pela dispensa de 5 meses antes. Foi terrível.

Com apenas um FG acertado ( outro errado ), o time foi pro intervalo perdendo por 10x3, um lucro dado o massacre. No começo do segundo tempo conseguimos outro FG e a defesa enfim se disse presente em campo, conseguindo dificultar mais as coisas para o Jets. Num Punt bloqueado por Dion Jordan, o Miami pegou a bola em uma boa posição de campo. O que faz Tannehill? Lança uma interceptação ( poderiam ter tomado ao menos outras 3 na partida ) ao invés de aceitar o sack. Que conte em sua defesa que Miller fez igual a um levantador de vólei ao tentar segurar o ( péssimo ) passe... mas foi algo feio, sem dúvida. Sorte que a defesa segurou o ataque do Jets e o Kicker errou o FG!!!

Com um TD corrido por Miller o Miami empatou a partida. A defesa segurou o ataque dos jatos e ai, Tannehill resolveu ao menos aparecer em campo... e posicionou o time para conseguir, enfim, a liderança: 16x13 com um FG de Caleb Sturgis. Faltando pouco tempo, os Jets teriam que conseguir ao menos um FG ( erraram dois na partida ) para levar a partida para a prorrogação... ai vem o lance da segunda imagem: passe de Smith que tinha endereço certo, Jelani Jenkins ( a cada dia jogando melhor ) levanta o braço na hora certa e a bola sobra para Reshad Jones decretar a sua vitória do Miami...

Vencemos, mas se querem saber esta partida levanta mais dúvidas do que certezas, Mesmo que o time esteja agora como o Seed 6 da AFC, jogando assim iremos ser surrados pelos Ravens domingo. Claro que podemos dizer que foi um ponto fora da curva, mas é bom abrir bem os olhos...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Week 13: Dolphins at Jets MNF - Vencer ou vencer

Hoje é dia de mostrar que podemos voltar a ser grande...

Metlife Stadium, New Jersey. Daqui a pouco o Miami Dolphins vai entrar em campo para deixar para trás o passado e re-encontrar-se com o passado. Como assim?

O passado que podemos deixar para trás o passado recente ( pós 2002 ), de derrotas, vergonhas e campanhas horrorosas. E podemos também voltar ao passado glorioso, das décadas de 70, 80 e 90 quando fomos o time que mais venceu partidas na NFL. Não foi pouca coisa... de 2003 para cá a nossa realidade é de ter o segundo pior recorde de vitórias da NFL...

Qual time sairá de campo hoje? O que durante várias temporadas atuava entre 2 e 4 vezes no Monday Night ou o que hoje em dia quase nem aparece em horário nobre? O vencedor ou o derrotado?

Em poucas horas saberemos...