terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Week 14: Giants 31x24 Dolphins - Uma derrota decente, mas nem por isso animadora...

Os dois destaques da partida, com certeza...
Antes de mais nada: oficialmente a temporada acabou. Claro que para os realistas ( confundidos com pessimistas ) ela jamais sequer chegou perto de ter alguma chance de ser vencedora. Mas agora já podemos oficialmente pensar em 2016. Pela primeira em nossa história conseguimos a proeza de fizer 7 Temporadas seguidas sem ir para a post-season. Isso porque alguns - ainda - acreditavam que com Tannehill o time estaria agora brigando para ir ao Super Bowl... imagina se fossemos estar passando vergonha. Sete temporadas e nas últimas 14 só fomos a post-season em 2008 e mesmo assim porque Tom Brady se machucou, caso contrário... pois é, poderia ser bem pior. Adiante...

O Miami atual é uma equipe tão fora da realidade da NFL que fez com que Eli Menning parecesse um All-Star QB, pois ele teve o mesmo número de passes incompletos com o que terminaram em TD: quatro. Claro que isso é culpa da secundária e ontem Brent Grimes ( um dos 50 melhores jogadores de nossa história reverenciados ontem no intervalo ) teve uma atuação sofrível, mais uma aliás. A culpa seria só dele? Talvez sim, talvez não. Mas o fato é que nossa secundária precisa de um All-Star. Teremos o draft para isso, mas... é duro acreditar que o time passe, do nada, a acertar a mão em drafts. Basta ver a imensa quantidade de escolhas toscas... bom, todos sabem disso, não é novidade.

Existe um defeito neste time, que não é de hoje ( e muito menos da Era Tannehill ): esta equipe não consegue matar as partidas. Com 14x10 no placar no fim da primeira etapa, Reshad Jones ( o MVP do time ao lado de Landry ) recupera um fumble e na marra consegue um First Down adicional, deixando - assim - mais fácil ainda o trabalho do ataque em conseguir um TD e ir para o intervalo com folga. Bom, seria né... mas o time é o Miami... e o máximo que o time consegue é um FG e nem tira tempo do placar. Resultado? Uma falta tola de Olivier Vernon e um queimada seca em Grimes e o Giants chega na Red Zone. Ai o que acontece? A secundária, claro, deixa um TE livre na End Zone e o que era para ter sido 21x10 transformou-se em um 17x17. E isso após Lamar Miller ter conseguido dois lindíssimos TDs, o segundo cortando e humilhando toda a - ótima - defesa do NY. Esforço inútil...

Tenho que ser justo e dizer que Ryan Tannehill conseguiu uma big play ( nao sei quantas eles errou antes de acerta essa, mas foi lindo o passe ) para Kenny Stils. Só que na sequencia nosso time tratou de permitir 2 Tds de Odell Beckham Jr: um onde ele monstruoso ao conseguir - sabe-se lá Deus como - os pés no campo e o segundo... bom, o segundo até eu faria. Tá, eu não faria, mas um WR profissional faria da maneira escandalosamente  livre que ele estava. Antes disso a equipe teve duas boas chances de passar a frente no placar, mas sabemos que esta não é uma franquia vencedora. Nem vou mais criticar Tannehill por isso. ele não tem culpa nenhuma de ser o QB comum que ele é. A culpa é de quem o draftou e ainda por cima tomou as decisões absurdas que foram tomadas para "proteger e melhorar" ele. Deu no que não deu...

Por isso a derrota de ontem é decente - não fomos massacrados como diante do Jets por exemplo - e tivemos chances de vencer a partida. Mas ela não é animadora porque os erros de mais de um década permanecem presentes. O time precisa - ficou claro ontem - de muita coisa para poder tornar-se um time capaz de vencer partidas complicadas que é o que fazem os times... vencedores. Eles arrumam uma maneira de vencer... nós de perder. E olhem que o Giants agora é um time 6-7, não um time 12-1. Está mais para o nosso nível do que para os dos vencedores.

Jarvis Landry e Odell Beckham Jr. Eles foram as estrelas. OBJ mitou porque tem um QB muito melhor, mas Landry vai passar - fácil - das 1000 jardas e precisa apenas mais 2 recepções para superar o recorde de OJ McDuffie e tornar-se o homem com mais recepções em uma temporada. O que não é pouco se considerarmos quem lança a bola. Ele tem futuro e eu insisto: ele é do mesmo naipe do amigo OBJ.

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