sábado, 9 de maio de 2015

Rishard Matthews falta aos treinos e pede para ser trocado

Eu entendo muito bem o ponto do jogador...
Rishard Matthews é um raro jogador escolhido em sétimo round a seguir na equipe após duas temporadas. Nem parece, mas ele foi escolhido em 2012. Pois bem, com os cortes/trocas de Brian Hartline, Mike Wallace e Brandon Gibson eu tenho plena certeza de que ele pensou que seria mais utilizado no ataque, após aparecer em ( poucos ) bons momentos desde que foi draftado. Acontece que...

O time draftou 2 WRs ( contando Lippett como recebedor ) e ainda trouxe Kenny Stills do Saints. Sendo assim, o time tem outros 3 WRs para o lugar dos 3 que foram embora. Em termos, Matthews tenderia a ficar como - no máximo - quarta opção para as jogadas, atrás de Parker ( que vai certamente ser o número 1 ), Landry e Stills. Ao se deparar com tal situação, ele fez o óbvio: está tentando forçar uma Trade.

O problema pro Miami é: trades agora tendem a ter valor menor do que no dia draft, quando o time poderia - por exemplo - ter usado ele para subir ao terceiro round. Agora, o time vai - no máximo - conseguir late rounds do próximo draft ou um outro jogador mediano em uma posição da qual talvez não precise.

Mas o fato é que é justa a decisao de Matthews. 

Resumo do Draft

Os draftados foram estes. Será esta a tal classe redentora?
Como todos os anos os perfis dos atletas escolhidos foram postados. Qualidades e defeitos foram mostrados e o amigo leitor agora sabe um pouco mais de cada um dos 7 jogadores que escolhemos este ano. Mas os perfis ficam um pouco dispersos, por isso unifico-os aqui neste post, para ficar mais fácil a leitura. Depois se encontrar eu ainda pretendo postar algo sobre os jogadores UDFA. Mas ai é bem mais complicado achar informações acerca destes.



PS: o Perfil de Parker é anterior ao Draft. Como eu já tinha feito um bem minucioso, entendi que nao era necessário fazer outro post para falar as mesmas coisas. Por isso não tem nota no Post, a qual eu atribui no post do dia da escolha. 

Aliás, Parker é o primeiro A+ em escolha de primeiro round da história deste Blog. Nem mesmo Jake Long conseguiu isso em 2008 ou Mike Pouncey em 2011, uma vez que nenhum destes jogadores, por si só, seriam capazes de decidir um campeonato, uma vaga de post-season... eles são necessários, claro, mas todos querem ver aquela estrela do ataque fazer o TD do Super Bowl, da conquista de uma vaga. Ou ver um QB fazendo isso... portanto, acho que todos entendem bem o porque do A+.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Perfil: Tony Lippett,CB/WR - Michigan State

Um talento raro ou uma pick perdida?
Como eu disse no post da escolha de Lippett temos aqui um risco altíssimo, contudo quanto maior é o risco incutido numa escolha maior pode ser o retorno. Para começar o Miami preencheu a ficha de recrutamento como Corner, o que dá um indício de que o time o queira na defesa. Além disso ele tem mais experiencia como Receiver. Os analistas dividem-se em que lado do campo ele possa render mais, mas todos concordam em uma única coisa: ele tem condições de brilhar em qualquer um deles. Assim como pode nem conseguir sobreviver aos cortes dos times. 

Ele chama a atenção, mas muitas equipes consistentes em Drafts poderiam ter escolhido ele. E isso me deixa apreensivo, afinal porque tais equipes optaram por desperdiçar um talento raro? Ou detectaram um bust nato? Como nós temos pouca, ou quase nenhuma, capacidade de desenvolver jogadores isso é um risco mais alto do que um Packers. Agora é aguardar.

Nome: Tony Lippett - Idade: 22 anos ( 02/07/1992 )
Altura: 1,91m - Peso: 87kg
Universidade: Michigan State - Classe: Senior

Pontos Fortes: Pode atuar na defesa e no ataque, quase que com a mesma eficiência. Tem bons instintos e sabe como conseguir distanciamento na marcação e receber bem o passe. Na defesa, tem bom senso de cobertura e sabe usar sua altura e envergaduras para negar passes. Recebendo passes consegue segurar a bola que vai longe do corpo, se esforçando ao máximo para segurar os passes.

Pontos Fracos: Seu físico é uma clara preocupação e precisará ganhar massa muscular para poder encarar marcadores ou recebedores na NFL. Sua velocidade é outra preocupação e não é um bom corredor de rotas mais complexas. Tem problemas ( tanto no ataque quanto na defesa ), quando a jogada tem vários jogadores no mesmo setor.

Resumo: Pode dar muito certo, mas o risco é proporcional. Ele, se for usado como Receiver poderia virar uma arma mais eficiente e onde o time precisará de ajuda imediata. Mas se o time for usá-lo como CB, creio eu que ele terá mais dificuldades para render. Em todo o caso, vale a pena arriscar assim quando se tem 4 picks. Se der errado, será apenas mais uma pick. Já se ele tornar-se um bom/excelente jogador poderemos ter feito um roubo parecido com o que fizemos com Zach Thomas.

Nota: Complicado quantificar uma escolha assim. Até porque é preciso pesar tudo e dar uma opinião - e eu sempre insisto: opinião é prévia. Sendo assim, levando em conta que o time precisava melhorar o seu corpo de WR, mas o time o draftou como CB - onde nao existe tanta carencia assim - eu fico com um B-. Daqui a uns 4 anos ela pode virar um D- ou um A+. Tudo porque o risco da escolha é imenso. Por hora, ela fica num grau mediano. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Perfil: Bobby McCain, CB, Memphis

McCain poderia ter sido draftado ano passado...
Bobby McCain tinha se acostumado a ouvir seu nome sendo chamado nos alto-falantes do estádio Liberty Bowl em Memphis. Capitão da equipe em 3 temporadas, ele é líder nato e era extremamente respeitado. Isso lhe lembra alguma coisa? Pois é, ano passado o Miami fez escolha de jogadores pensando em uma única coisa: liderança. O time simplesmente ignorou talento e pensou apenas no grupo. Deu no que ( não ) deu.

Isso explica a escolha? Não exatamente. Ele além de CB sólido, premiado e com liderança nata ele ainda pode retornar chutes, o que é uma diferenciação com relação aos outros. No ano passado o time nao obteve nenhum jogador que tenha produzido algo e nem nutro esperança de que daquelas pífias escolhas possam tornar-se algo na Liga. O time chegou a estar implorando por ajuda e nenhum - isso mesmo, nenhum - deles apareceu. Para não ser totalmente injusto, teve o Fede...

O mais curiosos é que existiam opções melhores na hora em que o Miami escolheu McCain, o que é típico de Miami. Vamos olhar melhor o que podemos esperar do jogador:

Nome: Bobby McCain - Idade: 21 anos ( 18/08/1993 )
Altura: 1,80m - Peso: 82kg
Universidade: Memphins - Classe: Sênior 

Pontos Fortes: Embora não tenha a altura ideal para a posição, ele não se deixa abater com isso, buscando compensá-la com seus instintos e antecipação, sendo a explicação de parte do seu sucesso durante suas duas últimas temporadas. Instintos de McCain combinados com sua rápida explosão lhe permitem fazer jogadas e fechar janelas rapidamente. McCain é também um excelente defensor. Teve um bom Combine. 

Pontos Fracos: Altura e peso realmente são abaixo do que a liga exige atualmente e não será um complemento a Brent Grimes ( que tem biotipo parecido ). Não, eu não estou comparando os dois e sim dizendo que em situações que exijam jogadores de outro perfil, ele não será a opção. McCain tem pontos de interrogação relativos à sua cobertura, quando tem que ir em socorro a um companheiro. Sua explosão por vezes esconde os seus erros de posicionamento.

Resumo: McCain usou suas duas últimas temporadas para pavimentar um grande currículo. Contudo suas maiores fraquezas ( altura e físico ) cobram seu preço na NFL. Além disso ele pode ser um produto do Combine, como diversos jogadores o são ano após ano, tanto que antes ele nem era cotado para ser draftado e após os treinos ele virou valor de quarto round. 

McCain começou todos os 13 jogos como sênior em 2014, terminando com 46 tackles, nove passes defendidos e cinco interceptações, ganhando honras First Team All-AAC. Ele ganhou um convite para o jogo "das estrelas" de 2015.

Nota: por ter sido um meio reach ( apesar de ser bom jogador ), um B.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Perfil: Cedric Thompson, Safety - Minesota

Um Safety em quinto round? O Miami costuma acertar mais do que errar...
Se tem um round onde o time vem acertando a mão recentemente este é o quinto round. E quando fez escolha de Safeties neste round, ai é quase covardia: Chris Clemons e Reshad Jones foram Starter sólidos ( o segundo ainda é ) e foram draftados neste round. Se isso prevalecer, o futuro de Thompson em Miami será muito bom...

Claro que nem sempre as coisas dão certo, mas é um bom indício. O que se sabe é que Cedric Thompson tem qualidade para ser uma opção a mais para a posição, com qualidade e servindo como uma garantia contra uma eventual ( ou provável ) contusão de Louis Delmas. Ele é bom jogador, mas existe um motivo para ter caído tanto. Qual? Leia o perfil...

Nome: Cedric Thompson - Idade: 22 anos ( 10/02/1993 )
Altura: 1,83m - Peso: 94kg
Universidade: Minnesota - Classe: Sênior

Pontos Fortes: Pode atuar como Free Safety, mas tem talento para chegar perto da linha de Scrimmage. Trará ao time uma boa alternativa de marcação para os Tight Ends. Faz tackles com vontade e tenacidade, além de possuir explosão para chegar em cima do lance. Sua velocidade é boa e isso foi provado no Combine.

Pontos Fracos: Tem instintos e consciência defensiva abaixo da média e leva muito tempo para mudar de direção após perceber a mudança da jogada. Sobe muito para a linha e por vezes abre espaços na cobertura, necessitando dosar melhor isso, ou seja, ter paciência. Costuma confiar demais na sua velocidade e é queimado por isso, precisando diminuir o espaço nas marcações. Contra Ohio State teve um dia para se esquecer.

Resumo: É um talento que precisa ser desenvolvido adequadamente. Tem tudo o que um Safety sólido precisa mas também tem na mesma doses defeitos que precisam ser corrigidos, ou ao menos atenuados. Se conseguir melhorar sua leitura e antecipar-se corretamente nas jogadas poderemos ter feito uma escolha preciosa. E é aqui que reside o maior problema: normalmente isso não pode ser ensinado, ou seja, ele já deveria saber. Treinamento duro ( e sobretudo acertado ) poderá tornar-lhe um atleta melhor do que já, mas pouco provavelmente farão com os problemas sumam. E sabemos bem como o Miami Dolphins nao consegue desenvolver jogadores.

Nota: Pelo potencial a ser melhorado, a nota de Thompson é B. Daqui a uns 3 ou 4 anos ele poderá ser um Safety de elite e ai viraria um A+ ou ser cortado na segunda Trainning Camp e ai vira um D. Mas por enquanto, é uma escolha boa que pode trazer bons ganhos para a franquia.

Curiosidade: Jogou todos os jogos como Starter nas temporada 2014, 2013 e 2012. E em 2011 atuou assim em 7 das 13 partidas. Um feito raro, mesmo entre grandes estrelas do Draft.

Perfil: Jay Ajayi, RB - Boise State

Já que o time quer ir longe, draftamos um RB inglês...
O nosso jogo corrido poderia ter sido um dos melhores em 2014. Poderia, mas a contusão de Knowshom Moreno na primeira partida impediu-nos de ter isso. E o Miami resolveu dispensar ele. Sendo o time só tinha, antes do Draft, Lamar Miller como RB ( ok, existem outros no elenco, mas alguém ai conta com Mike Gillislee? ). Portanto era uma necessidade draftar um corredor no Draft. Aliás, o time parecia querer muito Todd Gurley, mas ele foi escolhido antes. No segundo round existiam 2 RBs que poderia ser escolhidos, mas o time preferiu um DT. 

Ai no quinto round ( o mesmo em que escolhemos Gillislee, só para lembrar ), com sua segunda escolha no round o time draftou Jay Ajayi, que vinha despencando demais no Draft. Porque ele caiu tanto? Basicamente porque existem sérias dúvidas quanto a sua saúde na Liga. Ele correu muito em Boise State e ano passado carregou 400 vezes a bola. E normalmente RBs que muito produtivos na NCAA tem vida curta na NFL. Se além disso o RB carregar um histórico de contusões ai o quadro fica pior.

Contudo, se ficar saudável Ajayi poderá ajudar muito o backfield do Dolphins, sendo um complemente excelente para Miller, que teve uma boa temporada e vem crescendo ano após anos ( foi draftado em 2012 ). Ajayi tem condições e capacidade para ser até mesmo o Starter, mas não poderá carregar o ataque nas costas e duvido que tenha sido para isso que o draftaram. Ele vem para ser mais um, mesmo que vire o primeiro não será o cara para ter 300/350 carregadas na temporada. Todos sabem que isso o faria perder tempo de carreira ou até mesmo uma grande parte da temporada.

Nome: Jay Ajayi - Idade: 21 anos ( 15/06/1993 )
Peso: 100kg - Altura: 1,80m
Universidade: Boise State - Classe: Junior

Pontos Fortes: Corredor nato, tem boa leitura das rotas e não foge do contato, sobretudo porque confia no seu excelente porte físico. Apesar do porte físico, ele sabe ler bem os espaços abertos, antecipando-se a estes em muitos casos, mudando rapidamente de direção. Pode ser usado para receber passes. Luta por cada jarda. Tem um visao muito boa do que deve fazer a cada jogada, sendo - por isso - muito produtivo.

Pontos Fracos: Fraco na proteção ao passe, precisará melhorar o controle da bola ( teve 12 fumbles em 3 anos ). Algumas vezes sua insistência em achar um buraco extra trabalha contra ele resultando em jardas negativas. Sua durabilidade é sim um forte ponto negativo. Sua velocidade é apenas mediana. Possivelmente não o veremos marcando TDs além de 20/30 jardas.

Resumo: Não é o Powerback que o time precisa, mas existiam poucos no Draft. Conseguir um RB de qualidade no quinto round é, talvez, o steal nosso no Draft. Era cotado, por alguns, para sair no segundo round. Portanto, conseguir escolher ele no quinto round pode parecer uma coisa espetacular. Poderá ser, mas existem mais dúvidas do que certezas. Tudo depende dele ficar saudável. Se sim, teremos feito uma grande escolha. Se não... mas quanto maior o risco maior pode ser o retorno. Sendo assim esta é a única outra pick que vai levar um A, mas com viés de baixa, ou seja, é um A-. Mas mesmo assim, ganha - por muito - o posto de segunda melhor escolha do time.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Perfil: Jamil Douglas, OG - Arizona State

Existia talento em outras posições, mas o time resolveu escolher um OG.
O Miami vem perdendo picks nos drafts recentes apostando em OLs. Jogadores que nem mesmo chegam a chamar a atenção. Ou pior, quando conseguem é da pior maneira como foi com Jonathan Martin. Enfim, é fato que o time não sabe escolher em drafts, mas quando se trata de OL parece ser ainda pior.

Esquecendo disso, podemos olhar a escolha com outros olhos, sob outras perspectivas. Comecemos admitindo que era uma necessidade obtermos um outro OL neste draft. Sim, era. Acontece que o custo para cobrir um rombo na OL pode ter sido muito alto, como por exemplo ter deixado passar um LB Starter. E detalhe: Douglas pode até nem mesmo virar Starter. Mas é o que o time quis e agora temos que conviver com isso. E torcer que, ao contrário das recentes picks de OLs fora do primeiro round ( onde mesmo com o Mega Reach em James ano passado, o time tem acertado ), Douglas vire - ao menos - um Starter razoável. Será que ele consegue? Vejamos o que pode ser dito dele:

Nome: Jamil Douglas
Altura: 1,93m - Peso: 138 kg
Universidade: Arizona State

Pontos Fortes: Douglas é um bom jogador, mas ele não possuir capacidade atlética suficiente e nem o utiliza em sua vantagem. Tem problemas quando precisa bloquear no segundo nível da defesa. Ele é melhor no run-block do que no pass-proctetion e sua presença em campo pode, inicialmente, dar-se em situações claras de corrida, o que também poderá facilitar a vida dos Coordenadores de Defesa rivais. Atua melhor do lado esquerdo. Um ponto interessante nele é a sua agressividade, que tem melhorou bastante nesta última temporada.

Pontos Fracos: Precisa melhorar, e muito, o seu jogo de pés. Quando não começa bem apoiado era empurrado com facilidade pelos defensores mais fortes e na NFL eles são mais fortes ainda. Sua técnica com as maos precisa de polimento. Com certeza seu pior ponto é a proteção para o passe, onde costuma cometer erros quando é forçado a salvar o QB de um sack.


Careira: Douglas começou todos os jogos durante a sua carreira depois de assumir a posição de Guard do lado esquerdo, durante seu ano como redshirt. Além disso foi nomeado para o Segundo time da Conferencia Pac-12.


Nota: Existiam jogadores melhores em outras posições, sobretudo LBs, mas o time mais uma vez fechou os olhos para o BPA e foi onde acredita ter mais carência. Por ele não ter, em tese, capacidades para ser Starter desde o primeiro dia ( se o fizer, será por falta de concorrentes, nao de sua qualidade individual ), a escolha é um C.

Mais Draft: os jogadores que nem foram draftados com quem assinamos

Fiquem de olho no camisa 22, ele é o que mais promete...
Todo draft é assim: sempre sobram alguns valores que valem a pena dar uma olhada. São os chamados rookies não draftados. Nem mesmo 7 rounds, com mais de 220 escolhas são capazes de resolver todos as lacunas dos times. Sempre tem algum atleta que pode sobrar por diversos motivos e um All-Star que ninguém quis ou nem viu... É raro, óbvio, mas acontece. Teremos catado alguém assim no meio dos nomes seguintes? Provavelmente não, mas se algum desses jogadores conseguir ficar entre os 53 da temporada já será um feito e tanto. Abaixo, separados por posição, os nomes dos escolhidos:


Damarr Aultman, WR, Maine
Christion Jones, WR, Alabama
Nigel King, WR, Kansas

Mickey Baucus, OT, Arizona
Michael Liedtke, OL, Illinois State
Matt Darr, P, TennesseeAndrew Franks, K, RPI

Neville Hewitt, OLB, Marshall
Mike Hull, ILB, Penn State
Zach Vigil, ILB, Utah State
Jeff Luc, OLB, Cincinnati

Ellis McCarthy, DT, UCLA

Kendall Montgomery, DE, Bowling Green
Ray Drew, DE, Georgia

domingo, 3 de maio de 2015

Mel Kiper, quem diria, concorda comigo. Vai ter gente com raiva...

Ele concordou comigo...
Em termos de Draft, poucos ( ou ninguém ) sao mais respeitados do que Mel Kiper. Todos os analistas leem suas análises antes de fazerem as suas próprias. E Kiper acerta muito mais do que erra. Ele é o "papa" dos analistas de Draft.

Algumas vezes eu discordei dele, como diversos analistas fazem. Mas neste Draft a nota dele é igual a que eu dei ontem: B. Ele listou algumas coisas diferentes do que eu - e isso é bem natural - mas no geral o que importa é que a Nota é menor do que poderia ser. O time, segundo ele, também acertou a mao com Parker, mas porque nao escolher um único LB? Abaixo eu posto o que ele disse sobre o nosso draft:

O Dolphins teve uma das minhas escolhas favoritas do Round 1, e eles não precisaram se deslocar para consegui-lo. DeVante Parker tem a chance de ser especial e preencher uma necessidade clara do Miami. Ele poderia ter, facilmente, saído à frente de Miami - St. Louis, Minnesota, Cleveland e New Orleans eram times onde ele cairia como uma luva. Obtendo ele na escolha 14 foi um bom valor. Jordan Phillips tem capacidade física de jogador de primeiro round e valor de terceira rodada, por isso, a escolha dele no Round 2 é apenas mediana. A adição de Ndamukong Suh é de grande impacto, mas Miami pode utilizar a profundidade que ele trás, usando Phillips. Se Phillips jogar no nível de esforço de Suh em cada snap, há um chame de sucesso aqui. Jamil Douglas poderia jogar imediatamente, dada a necessidade na posição. Eu acredito que a escolha de Bobby McCain tenha sido um reach, considerando outros cornerbacks disponíveis. Jay Ajayi é um corredor de qualidade que caiu no Draft por causa das lesões no joelho, mas se ele estiver saudável vai contribuir muito. Tony Lippett é um jogador que eu esperava sair mais cedo. Se há uma pergunta sem resposta é a falta de um linebacker. A escolha de Parker realmente eleva este draft para mim, e eles podem esperar uma grande ajuda com Phillips, tornando a DL poderosíssima. Mas, afinal, eu vejo uma certeza aqui: risco de lesão em algumas escolhas. 

Um primeiro olhar sobre a Classe 2015 do Draft

Fato raro: a melhor escolha do Draft foi a primeira...
Antes de cada Draft este Blog, desde o recrutamento de 2008, faz uma cobertura sobre as escolhas. Tivemos boas escolhas ( Long, Davis e Pouncey foram exemplos ) e outras ruins/péssimas ( White como maior exemplo ). Mas eu sempre estive aqui, às vezes com ajuda outras sem. Mas o que se teve foram análises sobre cada um escolhido nestes 8 Drafts. Algumas vezes eu gosteis das escolhas e elas deram errado, em outros eu odiei e elas realmente mostraram-se terríveis. Aconteceu, é fato, uma ou outra vez em que eu detestei e o jogador rendeu mais do que o esperado ( Kendall Langford e Chris Clemons basicamente ).

Mas ano após ano vemos o Miami Dolphins fazendo escolhas sem sentido e atrasando o renascimento da franquia, como se desse tiros no próprio pé. Nem preciso citar o exemplo mais claro, não é mesmo? Acontece que aqui é assim: tem muita opinião. E como eu disse a uns zé manés por ai, opinião é prévia. Não existe isso de esperar 4 anos, ver que o time errou e ai dizer: "é, realmente foi um erro escolher fulano em 2012". Isso aqui, não rola. E é por isso que tenho leitores. Porque as pessoas sabem que aqui, como diria o Ratinho, tem café no bule. Adiante...

Este ano eu estou até com medo, mas desta vez por outro motivos: a escolha de primeiro round foi boa, ma incrivelmente boa, parecendo quase mentira. Escolher DeVante Parker é uma daquelas coisas que pareciam impossíveis de acontecer no Sul da Flórida. Temos agora um candidato nato a estrela do nosso ataque, para ser ( sem comparar os jogadores ) o nosso "megatron". Ele poderá ser aquele jogador que vai render apesar do Coordenador Ofensivo. Apesar do Quarterback, aquele cara que vá elevar o patamar do ataque. Se vai dar certo eu nao sei, mas é uma escolha acertadíssima.

Dando prosseguimento o Miami Dolphins voltou a ser... Miami Dolphins. Existiam opções decentes para LB e até para CB, mas o time resolveu fechar os olhos e escolher um DT. Volto a dizer o que disse na sexta-feira: nada contra Phillips, que até parece ser um bom jogador, mas porque raios gastar pick com um DT no começo do Draft depois de contratar, a peso de diamante, Ndamukong Suh? Eu nao vejo um único motivo. Alguns ai postaram que o time foi de BPA. Balela e gente sem conhecimento de Draft. Uma escolha com o padrão de qualidade Miami Dolphins.

Sem escolha no terceiro round, o time só voltou a escolher no sábado. E ai... bom, escolhemos um OG. Sei lá, mas totalmente sem sentido. Outra vez, nem é uma crítica antecipada ao jogador em si, mas... tinham LBs e CBs com qualidade melhor em suas posições do que Jamil Douglas o é como Guard. Sem falar que o time vem perdendo picks ano após em Linha Ofensiva: Jonathan Martin, Dallas Thomas e Billy Turner. A bola da vez ( tomara que não ) é Douglas. Uma outra escolha com o padrao Miami.

Ai veio o quinto round. 4 escolhas nas mãos dos homens que cuidam(??) do Miami poderia ser desastroso, mas existia um alento: é neste round onde o time tem feito grandes acertos ( Chris Clemons, Reshad Jones sobretudo ). Começamos com um cornerback ( Bobby McCain ), um runningback ( Jay Ajayi ), um Safety ( Cedrick Thompson ) e por fim um tweener de receiver com corneback ( Tony Lippett ). Qual o saldo? Eu gostei da escolha de Ajayi, mesmo com as dúvidas com seu joelho. A escolha de McCain insiste na balela do ano passado de escolher jogadores que foram capitães em seus times, ignorando a qualidade do mesmo. Thompson é um jogador útil, com boa possibilidade de crescimento. E por fim, um cara que joga de WR e de CB... sinceramente, pode virar uma estrela, mas o mais provável é que termine sendo mais um.

Nota? Sempre é complicado quantificar isso, mas eu fico com B. Pela escolha do Parker que para mim é A. Das demais, eu acho que só a de Ajayi, pelo round em que saiu, vale um A-. As outras é de B para baixo, com um C- para a de Phillips e a de Douglas. Mas mesmo assim, um Draft melhor do que muitos feitos anteriormente. E isso, por si só, já é um feito e tanto...