domingo, 18 de junho de 2017

Olhando o elenco da temporada - Parte 1

Muito do sucesso do time neste ano depende da Defesa...
Vencer 10 partidas não é fácil, mas é o nível que as equipes precisam alcançar para considerar uma temporada como um sucesso. Com este número mágico o time praticamente se garante da post-season. E daí amigos, para o Super Bowl são 3 ou 2 jogos da vida. Ano passado vencemos 10 partidas e paramos no Wild Card. Mesmo com uma derrota feia, o time ganhou casca e experiência de post-season. A questão é voltar em 2017...

E para isso a defesa é a chave. A menos que a equipe tenha uma máquina de pontos ( e estamos muito longe disso ) defender em altíssimo nível é a melhor saída. E nossa defesa esteve longe de ser uma Top Five em 2016. Por isso precisamos olhar o setor e ver suas perspectivas para a temporada que se avizinha. Neste texto, olharei a defesa por setores e comparando com o que tínhamos e com o que temos e como eles podem render este ano.


Linha Defensiva:

O melhor setor do time também é o que recebeu mais e os melhores reforços, com quase nenhuma baixa. Cameron Wake mostrou em 2016 que lenha para queimar, Suh é o cara destruindo pelo meio, mas precisavam de mais ajuda. E ela veio. Na free agency trouxemos a troco de pinga um bom DE ( Hayes ) e no Draft reforçamos o setor com 3 nomes: o DE Charles Harris e os DTs Davon Godchaux ( LSU ) e Vicent Taylor (OSU ). Além de melhorada a DL ganhou em profundidade, portanto teremos um setor mais eficiente ainda em 2017. Claro que a bomba do Andre Branch e seu absurdo contrato, mas não tem como dizer que o setor não esteja bem melhor.

Linebackers:

O setor era, seguramente, o ponto mais frágil do time. E não foi reforçado como deveria na minha opinião. Ao menos não como um setor de uma equipe de alto nível deve ser. Trouxemos dois reforços apenas: o veterano Lawrence Timmons ( ex-Steelers ) e o ILB de Ohio State Raekwon McMillan. Muito pouco, mas muito pouco mesmo diante do que precisamos. Além de que Timmons pode se provar ser "apenas" mais um produto da Steel Curtain, como é conhecida a defesa do time de Pittsburgh. Em suma: mais um jogador que só funciona lá. E colocar todo o peso da defesa em cima de um rookie não é o melhor caminho. A rigor segue faltando não apenas qualidade mas sim profundidade no setor. E isso pode cobrar um alto preço. Que no Draft do ano que vem recebamos os reforços que merecemos no setor.

Secundária:

Existem duas formas de observar o setor: a otimista e a pessimista. No primeiro caso podemos pensar que temos 2 jovens CBs para desenvolver, um experiente que não é ruim e alguma rotação no setor, além de um Safety All-Star e jogadores esforçados no entorno dele. Na segunda situação os novatos cometem faltas demais, não marcam bem, Jones está ficando velho e não existe grande perspectiva de melhora para esta temporada. Tudo depende do seu olhar. Eu acho que estamos mais para a segunda situação do que a primeira. Cordrea Tankersley não é um tipo de jogador diferente de Xavien Howard não adicionando assim um outro estilo de jogo. Focamos mais uma vez no CB alto e atlético, mas é o mais técnico e ágil? Não temos e seguimos sem ter.  

Entre os Safeties é inegável que Reshad Jones é disparado o melhor do time, mas sofreu com contusões e está ficando velho. Falta qualidade e juventude no setor, mas o time não escolheu um único Safety. E Nate Allen? Tem ele, é bom e tem qualidade, mas raramente Safeties rendem em alto nível no primeiro ano em outras equipes, porque precisam demais de entrosamento, que só vem com o tempo. Em todo caso foi uma ótima adição, mas muito pouco.

Análise Geral:

Melhoramos no que já éramos mais fortes e adicionamos alguns bons valores no outros dois, mas de um modo geral essa defesa não entra no patamar almejado, que é ser uma das 5 melhores da Liga. Precisamos de mais reforços no corpo de LB e na secundária. A boa notícia é que Harris tem demonstrado que Wake pode ficar tranquilo quando se aposentar...

domingo, 4 de junho de 2017

Rapidinhas: Pouncey na Pup List, Harris impressionando e Landry negociando

Mike Pouncey corre risco de começar a temporada na lista de machucados?
Calma. Esse é o termo que mais será usado quando o assunto for Mike Pouncey. Ele que perdeu 11 jogos em 2016, bem como outros 8 nos 2 anos anteriores, é o ponto de interrogação que não gostaríamos de ter. Mas como não depende de nossa vontade, a situação é ruim. Adam Gase está confiante em tê-lo desde o começo da temporada regular mesmo que para isso tenha deixá-lo de fora da Trainning Camp. Existe uma chance, nada desprezível, de que ele possa entrar a temporada machucado. O que seria uma pena, é claro.

Enquanto existem dúvidas quanto a Pouncey, parece que teremos mais certezas sobre Charles Harris, que se destacou bem nas OTA's. Embora seja tudo muito incipiente as comparações com Dion Jordan são inevitáveis. Enquanto que o escolhido de 2013 mostrava pouco entendimento do jogo, além de uma tremenda má vontade, Harris fez o que dele se esperava. arrancando elogios de todos, sobretudo os repórteres. De nada adianta os Coachs e membros da Diretoria esbanjarem confiança, eu só confio nos Insiders. Eles não trabalham para o time e, portanto, não precisam vender confiança onde ela não existe. Se as informações estiverem certas, Harris poderá ser o que precisamos: um playmaker.

Jarvis Landry e o Dolphins tem conversado sobre um extensão contratual. Ele, claro, está de olho em conseguir um contrato de All-Star, que é. A questão é: de quanto é este contrato? Com base no que pagamos para Kenny Stills, nosso terceiro WR, será muita grana. Uma coisa boa é que ele jamais pensou em ficar de fora das OTA's e perder qualquer treino da TC. O que é muito bom, mostra que ele está interessado em permanecer com o Miami por vários anos. A questão é se teremos Salary Cap para tanto...

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Jay Ajayi aparece como número 69 da lista dos 100 melhores

"the train" está entre os 70 melhores...
Todo ano a NFL divulga uma lista com os 100 melhores jogadores da Liga. Via de Regra nosso time, quando muito tinha 2 ou 3. Desde 2011 que Cameron Wake é nome certo na lista, desde que chegou Ndamukong Suh também o é e vez por outra Mike Pouncey também aparece. Segundo alguns Ryan Tannehill faz parte desta turma ( eu claramente discordo ), mas Reshad Jones é um nome digno da lista, assim como Jarvis Landry. 

A surpresa até aqui é Jay Ajayi. Não pelo o que fez em 2016 com suas partidas seguidas acima das 200 jardas, mas a surpresa é a posição. Ele figurou - como mostra - entre os 70 melhores jogadores da Liga. Um feito e tanto, é claro. Ele merece? Claro que merece. E tem tudo para crescer ainda mais.

domingo, 14 de maio de 2017

Damien Williams assina a extensão contratual

Williams assina extensão com RFA
Damien Willians testou o mercado, mas não achou ninguém que topasse pagar por ele. Assim os direitos dele ficou exclusivo para nós e ai ou ele assinava por um ano ou entrava em greve buscando um contrato maior. Como as negociações não evoluíram ele assinou por 1,8 milhões.

Assim ele terá uma temporada para se provar e o time não enche o Cap com um contrato grande para um reserva. Ele tem sido o escape para Ajayi quando ele precisa descansar. Não é um jogador para ser Starter, mas que cumpre um bom papel como backup. 

Que tal darmos uma olhada na Classe do Draft de 2015?

Parker é quem tem rendido bem até aqui...
Falamos muito no Draft nestes últimos dias. Algo natural, temos novos rookies com os quais contamos para salvar a franquia. Claro e evidente que todos também sabemos que é errado apostar tudo em uma Classe, porque é um processo que envolve escolher bem durante um bom período. É assim que, talvez, uma franquia chegue ao paraíso. Talvez porque não é uma ciência exata, pois envolve desenvolvimento dos jogadores e controle absurdamente rigoroso do Salary Cap. Dar 120 milhões para um DT e outros 100 milhões para um QB meia boca não vai neste sentido, é preciso dizer. Se escolher e bem torrar bilhões sem critério você acabará perdendo bons jogadores ( Lamar Miller e Olivier Vernon por exemplo ) por falta de espaço. E ai...

Bom, de tempos em tempos é bom olhar para trás e ver como saiu-se determinada classe. De 2010 para baixo não temos mais nenhum atleta no elenco. De 2013 também não. De 2012 só Tannhehill. A de 2014 é uma das mais produtivas atualmente e a de 2016 ainda está tentando se provar. Sobra, portanto, a de 2015. E sobre ela que irei falar um pouco hoje.

A Classe foi essa:
  • 1º Round - DeVante Parker, WR - Louisville;
  • 2º Round - Jordan Phillips, DR - Oklahoma;
  • 4º Round - Jamil Douglas, OG - Arizona State;
  • 5º Round - Bobby McCain, CB - Memphins;
  • 5º Round - Jay Ajayi, RB - Boise State;
  • 5º Round - Cedric Thompson, S - Minnesota;
  • 5º Round - Tony Lippett, CB - Michigan State.
Antes uma explicação: o Miami trocara Darnell Ellerbe e sua escolha de 3º round por Kenny Stills, bem como as escolhas de 6º e 7º nas trocas de Mike Wallace ( para o Vikings ) e por um OT que catamos dos Ravens ainda na temporada anterior. Adiante...

A classe teve 7 jogadores. Vamos primeiro aos que não deram, nada, certo: Jamil Douglas e Cedric Thompson. O primeiro foi cortado no começo de 2016 sem deixar qualquer surpresa com isso. Ele assinou com o Patriots e está lá até hoje. Já Thompson foi cortado, ainda passou pelo Vikings e hoje está fora da NFL.

Temos 2 Starters na lista: Parker e Ajayi. O primeiro foi a aposta "segura" do time. escolhendo alguém com capacidade comprovada para ser Starter enquanto que Ajayi foi realmente uma aposta, nada segura segundo alguns. E ela se provou - até aqui - melhor que Parker, Ajayi já está na lista de grandes feitos da Liga e mesmo que nunca mais faça nada será lembrado positivamente por nós. Claro que por depender de um QB - e nós não temos um - atrapalha demais a vida de Parker, mas ele também não fez por merecer muito mais. Está se desenvolvendo e ao lado de Landry forma uma boa dupla, mas está atrás do produto de LSU quando era para ser o contrário. Ajayi tem tudo para superar a marca das 1,5 jardas com certa facilidade este ano. 

E temos os que são mais ou menos porque não viraram Starters e nem são nulidades. Jordan Phillips tem ajudado muito na rotação e agora deve virar titular, isso se não for engolido por Godchoux. McCain e Lippett tem sido usados na rotação e em alguns casos até como titulares, por conta de contusões. O time poderia ter conseguido mais nos anos seguintes, mas é isso que temos.

A Classe não é espetacular, algo raríssimo quando escolhemos em Draft, mas está longe de ser a pior. Bem longe por sinal...

sábado, 6 de maio de 2017

Isaac Asiata é o primeiro rookie que assina com o Dolphins

Asiata pondo o preto no branco...
Isaac Asiata foi o primeiro rookie a assinar o contrato com o Dolphins, como mostra a foto acima. Depois dele assinaram com Raekwon MacMillan, Isaiah Ford, Vicent Taylor e Cordrea Tankersley. Dos 7 escolhidos, faltam apenas mais dois: Charles Harris e Davon Godchaux.

O time também assinou contratos mínimos com os 14 UDFAs com quem fechamos acordos. Como informação complementar, os prováveis números que os rookies usarão na temporada:
  • Charles Harris, DE - 90;
  • Raekwon McMillan, ILB - 52;
  • Cordrea Tankersley, CB - 30;
  • Isaac Asiata, G - 68;
  • Davon Godchaux, DT - 56;
  • Vicent Taylor, DT - 53;
  • Isaiah Ford, WR - 15.
Assim como também existem números provisórios para os UDFAs:
  • Drew Morgan, WR - 81
  • Chase Allen, LB - 59
  • Matt Haack, P - 16
  • Larry Hope, CB - 33
  • Malcom Lewis, WR - 18
  • Cameron Malveaux, DE - 75
  • Praise Martin-Oguike, DE - 76
  • Torry Mctver, CB - 5
  • Francis Owusu, WR - 82
  • Joby Saint Fleur, DE - 61
  • De’Veon Smith, RB - 38
  • Eric Smith, OT - 71
  • Maurice Smith, S - 2
  • Damore’ea Stringfellow, WR - 84


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Miami aciona 5º ano do contrato de rookie de Ja'Wuan James

James ficará mais tempo em Miami...
Eu não escondo de ninguém que quando em 2014 o time escolheu Ja'Wuan James no primeiro round, com fartos talentos disponíveis em outras posições, eu fiquei puto. Era um jogador de segundo round - terceiro em algumas avaliações - sendo escolhido no primeiro dia. Ele até hoje não justificou a aposta, mas é preciso dizer que não tem comprometido. Em suma: ele faz aquilo que dele era esperado, desde que escolhido um round a mais. 

Como é comum nos contratos de jogadores que saem no primeiro round, os times assinam por 4 temporadas com opção de um ano adicional. O contrato de rookie foi no total de 8,4 milhões, mas pelas regras do CBA ele receberá 8,6 milhões neste ano extra. Sai mais barato do que uma Tag no ano que vem.

É o certo. Continuidade leva a aperfeiçoamento das unidades e iremos ter 4 jogadores na OL do ano passado, com apenas a saída de Albert. Assim James terá segurança em sua carreira e o time pode pensar em renovar seu contrato durante esta temporada, sem estar com a corda no pescoço.

Ainda falta ele render como primeiro round player, mas nesta eu concordo com o time. 

domingo, 30 de abril de 2017

Um Draft histórico? Bem provável... mas vamos com calma.

Adam Gase e Tannenbaum acertaram a mão? É o que parece...
Eu sempre tenho os dois pés atrás na hora de elogiar um Draft do Miami Dolphins. Tenho, fartos, motivos para isso. Foram tantos os péssimos recrutamentos que eu sempre procuro ser pragmático. Mas o deste ano, até mesmo para alguém calejado como eu, parece ter superado todas as expectativas. Escolhas boas, sem perder picks em trades horrorosas e cobrindo algumas das carências do time. Existem. como em todo draft, riscos como na escolha de Godchaux que é acusado de maus tratos domésticos, um DE que não faz nada contra as corridas, um CB alto e que comete muitas faltas... não é critica por critica e sim apontar as coisas óbvias. 

Quanto bom foi esse Draft? De 01 a 10 eu citaria que tivemos um recrutamento 8. Como assim? A análise tem que levar em conta outras coisas além dos jogadores escolhidos, tal como quantos deles serão Starters em um elenco carente de grandes jogadores? Dos 7 escolhidos possivelmente apenas 2 virem Starters desde o primeiro jogo, outros 3 devem aparecer pouco em campo e um ainda dependerá de desenvolvimento praticamente ideal para vingar na NFL. São bons talentos e isso eu não sou louco de negar. Isso é o fato.

Mas e se olharmos por outro lado: quem destes draftados tem cara de ser um All-Star? Quem deles você imagina sendo HOF no futuro? Isso não é colocar para baixo o draft bom que fizemos, com alguns analistas citando-o como um dos 3 melhores dentre as 32 franquias. Ele pode ter sido mesmo, mas quanto disso não é espanto comparando com os incontáveis desastres do passado? Dou um 8 porque o teto de crescimento para a Classe não é dos mais altos. Mas também teremos todos os 7 contribuindo muito com a equipe, seja na rotação ou como titular. 

Quem sabe daqui a 5 anos eu possa mudar a nota para 9. Lembrando que em 2013 eu adorei o Draft e hoje não tem um único jogador daquela turma no elenco. E que se note que 8 não é uma nota ruim, pelo contrário. Outro fato interessante é ver que Adam Gase e Mike Tannenbaum ( Chris Grier tem peso reduzido no Draft ) parecem ter acertado o ritmo. Ano passado o draft foi muito questionável, sobretudo pela trade desastrosa que não trouxe-nos nada de produtivo. Com aquelas picks e o ritmo desse ano teríamos conseguido grandes jogadores, não acham?

Para ajudar a leitura, trago o perfil de todos os draftados:

Perfil: Isaiah Ford, WR - Virgina Tech

Ford é um bom WR, ainda mais para um sétimo round...

Dando uma olha em nosso corpo de WRs, é praticamente impossível não bater no peito e dizer que estamos bem servidos. Quantos times podem contar com jogadores como DeVante Parker, Jarvis Landry e Kenny Stills? Poucos, é claro. Por isso pegar um recebedor no fim de feira pode não fazer tanto sentido numa primeira olhada, mas não é bem assim. Ataques precisam de opções e ter um recebedor que complemente os outros é importante. É o caso com Ford? 

VISÃO GERAL

Virginia Tech assinou o nativo de Jacksonville e colocou-o imediatamente para jogar. Ford ganhou menção honrosa All-ACC como Junior, liderando a equipe em recepções (56), jardas (709) e touchdowns (seis). Seu segundo ano foi ainda melhor, com números de destaque dentro da Conferência nas principais categorias ( 75 recepções, 1.164 jardas e 11 TDs ). A produção foi mantida em 2016 temporada, quando ele foi eleito para a segunda equipe All-ACC, com 79 recepções, 1.094 jardas e 7 TDs.

ANÁLISE

  • Pontos Positivos - Excelente atleta com boa altura. Boa aceleração em suas recepções e pode criar janelas extras, além de cruzar bem rotas. Varia a velocidade da rota para disfarçar suas intenções. Acompanha a bola profunda e tem capacidade finalizar a recepção. Consegue adequar a rota quando o passe vem atrás;
  • Pontos Fracos - Precisa de peso para atuar na NFL, correndo assim risco de ficar menos veloz. Não terá muitos snaps no seu primeiro ano conosco, exceto em lances específicos. Precisa proteger os lances do zagueiro. Não tem grande uso das mãos e falta-lhe velocidade pós catch. Seus instintos são apenas medianos;
  • Comparável na NFL - Justin Hunter;
  • Resumo - Alto, mas fino, Ford usa sua altura para se sobressair mas na NFL os CBs são maiores e melhores do que os que ele enfrentou em sua carreira. Ele também precisa provar que pode ser eficaz quando enfrentar a cobertura da zona. Ele tem a altura e velocidade para ser uma ameaça de bola profunda no esquema certo, mas seu piso de crescimento é limitado;
  • Nota - Fim de feira é complicado conseguir talentos e nós conseguimos, descendo no round e ainda ganhando uma pick para 2018. Ele é alto, veloz e com qualidade. Faltam-lhe instintos e melhores mãos, além de ganhar massa corporal, mas sem perder agilidade e velocidade. Dado o round e de que não era uma necessidade, mas um WR com talento a escolha só pode ser classificada como A.

Perfil: Vicent Taylor, DT - Oklahoma State



Escolher outro DT pode, num primeiro momento, não fazer muito sentido mas existe uma ideia por trás do que fizemos ontem, depois de escolher Davon Godchaux e no sexto round draftar Vicent Taylor, de Oklahoma State. Temos 2 jogadores Starters na posição e termos 2 jogadores jovens traz uma possibilidade realizar rotações com qualidade. Claro que eu queria um Safety e talvez até mesmo um RB, mas como existe um plano por trás, aguardemos.

VISÃO GERAL

Em 2014, Taylor jogou em 10 jogos, conseguindo 13 tackles, um deles para perda. No ano seguinte, Taylor conseguiu ser eleito para a segunda equipe da All-Big 12, com 48 tackles, 8.5 para perda e 5 sacks. Em 2017 ele se tornou o pilar da defesa, acumulando 51 tackles, 13 TFL e 7,0 sacks. Ele também conseguiu bloquear quatro chutes, um feito e tanto. 

ANÁLISE
  • Ponto Positivo - Capaz de ganhar uma batalha além da Linha. Possui a força adequada para a posição. Tem braços longos e bom uso das mãos. Tem movimento adequado e ele realiza a perseguição. Procura e identifica buracos na OL e os usa para obter sacks;
  • Pontos Negativos - Falta-lhe flexibilidade e ele possui um elevado centro de gravidade, o que pode ser um problema em alto nível. Incapaz de ganhar terreno com movimento lateral, diminuindo sua eficácia como passa-rusher;
  • Resumo - A mistura de velocidade e força farão dele um bom jogador na NFL, Depois de uma sólida carreira em Oklahoma State, ele é considerado como um jogador que ajudará na rotação e não deve conseguir ser Starter na nossa DL. Alguns analistas cotavam ele como uma escolha de terceiro round, mas ele caiu ficando para nossa escolha.
  • Nota: Um achado? Talvez. Como eu disse lá em cima, em primeira análise não parece ter sentido em draftar dois DTs quando você tem Ndamukong Suh no elenco. Mas é justamente para que a estrela possa render ainda mais que necessitamos de jogadores com Taylor. Dado que ele caiu no draft e é um bom prospecto, mesmo sem ser uma necessidade latente, eu classifica a escolha como B+.

Perfil: Isaac Asiata, Guard - Utah



O Miami Dolphins fez uma escolha neste ano: DEFESA. E só fez duas escolhas fora do setor, uma delas foi Isaac Asiata, Guard da Universidade de Utah. E vamos ser bem sinceros: ele é, talvez, o único que tem lugar certo como Starter no dia da abertura da temporada. Talvez, porque tem outros que podem virarem Staters, mas eu cravo que ele será. Ele tem potencial para preencher o espaço no meio da OL ( em qualquer um dos lados ) e render bem perto do que, por exemplo, poderia render Forrest Lamp. Com teto menor é claro e evidente, mas não deverá fazer feito.

VISÃO GERAL

Isaac é o primo do ex-Utah e atual Minnesota Vikings Matt Asiata. O agora nosso Asiata (ah-see-ah-ta) começou todos os jogos desde então, principalmente como Left Guard ( com sete jogos como Right Guard em 2014 ). Ele ganhou menção honrosa na All-Pac-12 aviso como um Júnior e figurou na Segunda equipe como Sénior. Asiata trocou camisa com o Center JJ Dielman em outubro de 2016, que se machucara seriamente, como um sinal de apoio para seu companheiro de equipe caído.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Altura e corpo saltam aos olhos, sem contudo perder flexibilidade exigida para a posição. Atua em ambos os lados e ainda pode atuar como Center, o que uma vantagem interessante porque Mike Pouncey não consegue ficar saudável. Atua com excelente agressividade sem ser faltoso. Exige esforço extra dos defensores, dando o máximo logo no início do Snap. Tem rapidez em suas reações para proteger o QB em blitzes e mudanças de jogadas, quando o QB busca alternativas na jogada.
  • Pontos Fracos - Estilo pode ser muito frenético, precisando melhorar - bastante - o uso das mãos. Sua técnica carece de desenvolvimento, sobretudo quanto ao equilíbrio. Pode ficar no meio do caminho entre um Guard excelente e mediano se não evoluir. 
  • Comparável na NFL - Jeremiah Poutasi
  • Resumo - Agressivo e poderoso com a capacidade de criar espaço para RBs em um esquema de energia. Asiata precisa manter o ritmo durante toda a partida, por vezes parece um All-Star e no Snap seguinte um jogador de High School. Tem todo o potencial para ser um sólido starter por anos na NFL, mas pode ser melhor do que isso com o desenvolvimento certo. Uma vantagem é sua dedicação.
  • Nota - Aqui disponibilidade e necessidade casaram-se perfeitamente. Asiata era cotado para sair no terceiro round e, incrivelmente sobrou para nós no quinto. Temos um jogador capaz de ser Starter durante toda a temporada e que pode atuar no interior da OL em qualquer posição. Forte no jogo corrido carece de melhorias na proteção ao passe. Um achado, sem dívida alguma. Por tudo isso é uma escolha A.

Lista dos UDFA com quem assinamos

Malcom Lewis, WR - Miami

FS, Maurice Smith - Georgia
Todo final de Draft sempre ocorre uma corrida atrás daqueles jogadores que não foram selecionados. Raramente alguém consegue sobreviver aos primeiros cortes e praticamente nenhum passa do corte antes da temporada regular. Mas tem atletas com qualidade, mas sempre com grandes buracos. A lista de jogadores com quem assinamos é essa:
  • Chase Allen, ILB, Southern Illinois
  • Praise Martin-Oguike, OLB, Temple
  • Matthew Haack, P, Arizona State
  • Larry Hope, CB, Akron
  • Torry McTyer, CB, UNLV
  • Malcolm Lewis, WR, Miami
  • Drew Morgan, WR, Arkansas
  • Damore'ea Stringefellow, WR, Ole Miss
  • Francis Owusu, WR, Stanford
  • Cameron Malveaux, DE, Houston
  • De'Veon Smith, RB, Michigan
  • Eric Smith, OG, OT, Virginia
  • Maurice Smith, FS, Georgia

sábado, 29 de abril de 2017

Perfil: Davon Godchaux, DT - LSU


Esse é o ano de Defesa no Draft. Não apenas em Miami, porque mais de 57% das picks são do setor, e até aqui apenas uma não foi de defesa ( Asiata ). Nada de RB, QB, TE, WR... só defesa. No quinto round, após draftar Isaac Asiata ( Guard ), o time foi outra vez reforçar a DL, escolhendo Davon Godchaux de LSU.

Não é uma escolha ruim, pelo contrário. Mas a questão, mais uma vez, era a necessidade. Na análise do Draft eu vou aprofundar o tema, mas eu fiquei intrigado com a ausência de Safeties no recrutamento. Vamos ao perfil do escolhido:

VISÃO GERAL

Godchaux tem fortes estatísticas ( 14 sacks e 45 pressões ) nos dois últimos anos na faculdade.

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Forte e perigoso no pass-rush, possui boa técnica, com uma série de movimentos para entrar no backfield. Boa leitura dos movimentos do ataque e acompanha de forma consistente o movimento QB no pocket. 
  • Pontos Fracos - Força pode ser um problema, freqüentemente forçado a recuar pelo bloqueadores. Não demonstra o máximo esforço quando combate vários bloqueadores. Falta-lhe explosão, além de sua reação ser lentas. É fraco contra o jogo corrido. Foi preso em Setembro do ano passado sob acusação de maus tratos domésticos.
  • Comparável na NFL - Cullen Jenkins
  • Resumo - Enquanto ele fez avanços na temporada passada no pass-rush, Godchaux não tem sido eficiente contra a corrida ao longo de sua carreira e ele terá que fazer a sua marca como um pass-rusher na NFL. Ele tem sido um dos mais eficientes passe-rushers na nação nos últimos três anos, e ele tem a chance de apressar os QBs enquanto trabalhava para melhorar o seu trabalho no jogo de corrida. Se conseguir isso, terá sido uma grande escolha.
  • Nota: É um atleta nato e vai ajudar na pressão aos QBs, mas não deve ser Starter. Vai entrar aos poucos no time, sobretudo em situações claras de passe. Como um de seus problemas é no jogo corrido e isso é o nosso maior calo, o valor cai um pouco. Fico com um B+, por conter um risco adicional quanto ao seu caráter e extra-campo.

Draft 2017 - Round 6: Vicent Taylor, DT - Oklahoma State

Mais um DT, bem cru e que não deverá entrar em campo...
Tem coisas estranhas em Draft e uma delas aconteceu conosco no sexto round. Após escolher um DT no quinto round ( Godchaux ), o time vai e dobra a escolha, draftando Vicent Taylor de Oklahoma State. E o maior feito dele, acreditem, é ter bloqueado 4 FGs. A ideia, ao que parece, é desenvolvê-lo no esquema que usamos e ganhar com isso. 

Não gosto da ideia, ainda mais quando simplesmente ignoramos outras carências e nem escolhemos alguém no estilo BPA. Fico preocupado com a falta de profundidade entre os Safeties, mas agora já era. Ainda temos a escolha de sétimo round, mas raramente algo de muito produtivo aparece nessas escolhas.

A nota? Só no perfil, mas é até aqui a pior escolha do Draft.

Draft 2017 - 5º Round: Isaac Asiata, G - Utah; Davon Godchaux, DT - LSU

Imagina encarar alguém assim?

Outra boa pick, mas ele foi presos acusado de maus tratos domésticos...
No quinto round é onde os times mostram sua capacidade de conhecimento sobre jogadores. Escolher bem aqui é coisa para poucos e, curiosamente, temos uma certa tradição de achar talentos. Zach Thomas e Reshad Jones - só para citar 2 - foram escolhidos no quinto round. E hoje o time foi bem também neste round ao conseguir um Guard ( Isaac Asiata, Utah ) e um DT ( Davon Godchaux, LSU ), ambos podendo até mesmo serem Starter na semana 1, sobretudo Asiata.

Só tenho a lamentar que com a mão calibrada deste ano o time tenha queimado inutilmente duas picks deste Draft para não escolher ninguém ano passado. Com esse nível de acerto de 2017, o time estaria bem mais preparado para a temporada, mas...

A nota das escolhas só com os perfis, mas eu gostei das duas. Godchaux tem um risco grande envolvido, mas quanto maior o risco maior pode ser o retorno e Asiata é o chamado bullrun. Ele tem tudo para comandar nossa OL por anos. E, dada a foto acima, vai meter medo em muitos jogadores na NFL...

Perfil: Cordrea Tankersley, CB - Clemson


Por alguma razão desconhecida o Miami tem escolhido CBs baseados na sua altura e não exatamente na qualidade deles. Não que Tankersley seja terrível jogando, mas tem problemas sérios cem cometer faltas, assim com Xavien Howard. Teremos uma dupla alta e jovem para desenvolver nos próximos anos. Se eles deixarem de entregar jardas aos rivais, talvez dê certo. 


VISÃO GERAL

Cordrea ( pronunciado cohr-DRAY ) recebeu o apelido de "Tootie" de seu irmão mais velho Codarius, que repetiu a palavra várias vezes depois de ver seu jovem irmão pela primeira vez. Ele se esforçou para encontrar tempo na secundária em suas duas primeiras temporadas, principalmente jogando em equipes especiais ( 13 tackles em 2013, 11 tackles em 2014 ), como um defensor 
veterano 
dos Tigers liderou o Depth Chart. Uma vez que sua oportunidade apareceu, Tankersley não desperdiçou, sendo eleito para a terceira equipe All-ACC, após liderar Clemson com cinco interceptações ( uma retornada para TD ). 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Sua altura é, talvez, seu maior diferencial. Consegue dar um segundo esforço quando necessário, uma qualidade valiosa, além de pressionar bem o marcador. Experiente devido a suas temporadas como Starter, sendo bem produtivo, teve oito interceptações. Apto a atuar em Cover-2, equilibrando entre rotas curtas e longas. 
  • FRAQUEZAS - Antecipação e instintos ligeiramente abaixo da média. Os olhos são inseguros e podem ser lentos para processar e reagir. Permite demasiada separação de rota de fora da cobertura e terá de melhorar isso caso queira chegar no próximo nível. Problemas de equilíbrio na cobertura. Teve oito interferências contra ele em duas temporadas. Necessita de adicionar mais músculos para atuar na NFL.
  • Comparável na NFL - Dre KirkPatrick
  • Resumo - Tem um corpo impressionante mas ele tem alguns buracos em seu jogo que podem impedi-lo de atuar em altíssimo nível. Precisa melhorar a sua cobertura, mas as oito intercepções mostram que ele pode produzir bem.
  • Nota - Uma boa escolha, sem dúvida. Fim de terceiro round o talento fica mais escasso mesmo. Alguns mocks apontavam ele na nossa pick de segundo round, por isso a escolha sobe mais de cotação. Seus problemas são corrigíveis, mas demandam qualidade na transição da NCAA para a NFL. Diante disso, a escolha é a melhor até aqui, e eu classifico-a como A.

Perfil do Escolhido: Raekwon McMillan, LB - Ohio State

Uma escolha complicada de achar ruim...
E se a primeira escolha não cobriu uma necessidade real do time, isso não aconteceu com a escolha do LB Raekwon McMillan de Ohio State. Ele chega para ser Starter como ILB, uma carência clara do time. Tem qualidades destacadas, mas seus defeitos também são destacados. Um deles, em especial é desanimador. Vamos ao perfil dele:


VISÃO GERAL

McMillan não conseguiu ser um atleta fora de série durante seus três anos em Columbus, conquistou os scouts da NFL. Obteve foi eleito para o segundo time da Big Ten, liderando os Buckeyes com 119 tackles. 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Seu movimento após o snap é ótimo, achando os ângulos corretos. Exige dos Guards esforço máximo para evitar seu ataque ao QB. Consegue antecipar as rotas do RBs, usando sua boa capacidade de cobertura em zona. Lê os olhos do quarterback e re-organizando os companheiros. Ganhou massa corporal durante a carreira, algo que será vital na NFL.
  • Pontos Fracos - Por vezes fica preso no lado errado do bloqueio. Lento para se livrar dos bloqueios e para escolher outro movimento. Falta-lhe velocidade e reação na mudança de direção para conter RB mais ágeis. Tem limitações na cobertura mano-a-mano. É muito produtivo em seus números, mas o sistema de Ohio State é montado fortalecendo o papel do ILB. Precisa melhorar o uso dos pés.
  • Comparável na NFL: Mason Foster
  • Resumo: McMillan tem muitas questões no uso dos de pés. Ele pode ter se beneficiado se jogar ao lado de uma grande quantidade de talentos NFL. Ele é ativo e joga com bons instintos. Ele tem o potencial de se tornar um titular médio na liga.
  • Nota da Escolha: Ele é um valor bom para o segundo round e cobre uma necessidade. Tem problemas, mas Harris também o tem. Eu classifico a escolha como A-, pelas deficiências serem bem latentes, mas não tem como fechar os olhos para suas qualidades que serão muito importantes na defesa queijo suíço do Miami Dolphins.

Draft 2017 - Round 3: Cordrea Tankersley, CB - Clemson

Temos mais um CB, mas... ele está longe de ser uma Brastemp.

Você gosta de jogadores com nomes complicados? Pois bem, se você é um desses você tem um jogador para chamar de seu: Cordrea Tankersley, Corner de Clemson. Ele foi escolhido no fim do terceiro round na pick compensatória que recebemos pela saída de Olivier Vernon.

Eu não tinha ouvido falar dele e em algumas boards ( listas ) ele era atleta de segundo round, mas em outras de quarto. Em todo caso precisavamos de um CB alto com certa agilidade, contudo ele é rei de interferências no passe ( talvez por isso tenha sido draftado ).

Uma escolha estranha, pelo atleta, mas não pela posição. Defesa é o foco e tinha que ser assim mesmo, mas pela terceira vez neste Draft não fomos de BPA. E isso é estranho. E pode custar caro.

Charles Harris foi mesmo uma boa escolha ou mais uma pick perdida?

Pass-rush ele é de fato, mas em conter corridas ele é um desastre...
Toda dia de Draft ( sobretudo o primeiro ) eu me lembro de uma das cenas mais icônicas de Tropa de Elite ( o sem esquerdopatismo no enredo ), onde o Capitão Nascimento deixa claro seu pensamento sobre às ordens de "limpar" o morro do Turano e garantir o sono do Papa João Paulo II: "já disse Carvalho, vai dar merda".  Infelizmente ano após amo essa cena se repete. A escolha de Charles Harris ( DE Missouri ) nem é ruim pelo jogador em si, mas pela situação. Vamos aos pontos:
  • Harris vai precisar de desenvolvimento em sua técnica. E não somos exatamente um exemplo nisso. Pelo contrário, é claro;
  • Ele não deve ser Starter no começo da temporada. E quando você não tem uma defesa forte o que se espera é ter um jogador para elevar o nível do setor. Não será, de início, o caso;
  • Melhoramos nosso pass-rush, é claro. Mas este já é o ponto mais forte de nossa defesa;
  • E quem vai parar o jogo corrido? Porque não será Harris, pois o pior ponto dele é justamente conter as corridas;
  • Depois do ano passado eu imaginei que o time fosse seguir adotando o BPA e esquecer a necessidade principal. Acontece que ao escolher Harris o time nem cobriu a necessidade e muito menos escolheu o melhor jogador;
  • Harris nunca - provavelmente - será o Defensor do Ano. Trocando em miúdos: ele é mais um,. Pode até se destacar, mas não será um All-Star. Ao menos não está cotado para sê-lo.
Como disse o Bruno Carril no Grupo do Face, "Não acho que Charles Harris foi uma escolha ruim pelo atleta, que parece ser bom, e era o melhor DE disponível. Acho péssimo que existiam 2 ( Foster e Lamp ) escolhas que pareciam ser melhores e que se encaixavam muito mais adequadamente às nossas necessidades."

O fato é que podemos ter perdido uma oportunidade ou pulado uma fogueira. Foster pode nunca render em alto nível e existe Guards ainda disponíveis que podem nos ajudar. Só o tempo dirá...

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Draft 2017 - Round 2: Raekwon McMillanm, LB - Ohio State

Eis que escolhemos um LB com qualidade...
Com a 22ª escolha do 2º Round ( 54ª Geral ) o Miami Dolphins escolheu Raekwon McMillan, LB Ohio State. Assim melhoramos nosso corpo de LBs e podemos focar em outras carências nas outras escolhas que ainda temos.

Contudo, é preciso pontuar que um tal de Zach Cunningham ainda estava disponível e decidir passá-lo pode no futuro cobrar um preço alto. Mas isso só saberemos no futuro. Mais tarde um perfil de McMillanm.

De um modo geral uma boa escolha. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Draft 2017 - Round 1: Charles Harris, DE - Missouri

Harris é um Phins Player
Miami fez uma escolha arriscada. Optou por deixar passar Reuben Foster e escolher um DE com talento nato mas um tanto quanto cru. Harris tem qualidade e poderá ser a resposta para a pressão aos QBs ( leia-se Tom Brady ), mas se Foster virar o novo Dan Marino... iremos nos arrepender demais. Ou se ele virar o novo Aaron Rodgers, idem.

A escolha, entendam, não é ruim. Pelo contrário gostei do que vi, mas a fraqueza de Harris é justamente o jogo corrido, nosso maior calo. Pode dar certo, é claro. Mas Foster é um talento grande demais para ter sido passado por nós. Mas agora é passado e devemos torcer que ele vire um grande jogador. Poderá ser...

Daqui a pouco eu posto um perfil dele.

Hoje é o dia. Mas de alegria ou decepções?

Grier, Gase e Tannenbaum. O que será desse draft que começa hoje?
Hoje acontece o Draft da NFL. Dia em que renovamos nossas esperanças de conseguir um atleta capaz de nos levar de volta ao topo. Desde muito tempo que nós esperamos por isso e até agora eu garanto: esse jogador não veio.

Chris Grier, Mike Tannenbaum e Adam Gase tem o poder de escolher o novo "messias" dessa franquia. Qual a chance de que seja este o ano? Eu não tenho mais grandes esperanças, mas espero ao menos que o escolhido seja alguém para ser Starter e contribuir por anos para a equipe. 

Em tempo de escolhas recentes temos vários jogadores cortados/trocados TGJ, Jake Longe, Vontae Davis, Jared Odrick e Dion Jordan. Só para lembrar... e no time temos Mike Pouncey ( único all-star ), Ryan Tannehill, Ja'Wuan James, DeVante Parker e Laremy Tunsil. E destes, só o primeiro é All-Star.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Perfil: Malik McDowell, DT - Michigan State


Aconteceu ontem, no Twitter, um Mock Draft com autores de todas as 32 equipes da NFL aqui no Brasil. E não, eu não fui o responsável pelo Dolphins. Foram escolhas sequenciais, sem trades, onde cada um colocou o que desejava ou imagina o que a equipe faria. O responsável pelo perfil @BrDolphins fez uma escolha que eu não gosto nem um pouco: o DT Malik MdDowell de Michigan State.

Apesar de não gostar, trago o perfil do mesmo para que, caso o time faça isso na quinta, não sejamos pegos de surpresa.

VISÃO GERAL

Como um top-50 prospecto de High School de Detroit, McDowell poderia ter ido para qualquer time, mas ele foi contra os desejos de sua família e se matriculou em East Lansing, o que fez com que o treinador Mark Dantonio e sua equipe muito feliz. Depois de jogar como reserva na temporada de calouro ( 15 tackles, 1,5 sacks ), McDowell alinhou na segunda equipe All-Big Ten ( 13 TFL e 4,5 sacks ).

ANÁLISE

  • Pontos Positivos - Agilidade e atleticismo chamam atenção de todos. Pode sobrecarregar bloqueadores com força pura e explosividade quando usa os pés da maneira correta. Pode redirecionar seu peso e manter a busca de quarterbacks móveis, além de muito bom contras as corridas.
  • Pontos Fracos - Footwork e sua técnica precisam melhorar. Alto centro de gravidade é um problema às vezes. Provavelmente seu maior problema é que os Scouts estão preocupados com ética de trabalho e sua liderança.
  • Comparavável na NFL: Ezekiel Ansah
  • Resumo - Tem características físicas semelhantes e habilidades de Arik Armstead e DeForest Buckner, mas não tem a personalidade de ambos. Produção dele oscila muito e pode atuar como DT em 4-3 ( o esquema que usamos ) ou até mesmo um DE em 3-4. McDowell é um talento cru, mas é perspectiva explosiva, ascendente com potencial All-Pro, mas ele precisará de desenvolvimento adequado para isso. E, convenhamos, desenvolver jogadores crus não é exatamente onde somos considerados excelentes...

domingo, 23 de abril de 2017

Perfil: Haason Reddick, LB - Temple


O perfil anterior ( Jarrad Davis ) caso o escolhamos na quinta terá uma certa cara de REACH, mas caso o escolhido seja Reddick terá uma achado, uma vez que ele está cotado para sair antes de nossa escolha. De uma Universidade menos famosa e que não costuma colocar atletas no Top 20 do Draft, Reddick tem capacidade atlética e instintos para ter destaque na NFL. Se ele sobrar em nossa escolha, teremos conseguido um atleta e tanto...

VISÃO GERAL

O atletismo de Reddick floresceu ao longo das duas últimas temporadas para as corujas. O ex-Runningback e Safety no High School mostrou flashes como um digno pass-rush em sua temporada como Redshirt ( 14 tackles, quatro para perda e um sack ) e sophomore ( 23 tackles, sete TFL, 1.5 sacks). Reddick e seu companheiro de equipe, Dion Dawkins,foram detidos por um assalto numa boate da Filadélfia em março de 2015, mas não foi suspenso. Ele resolveu jogar muito para se recuperar e conseguiu. Foi selecionado  para primeira equipe da Conferência, sendo titular 12 vezes, com 45 tackles, 12,5 TFL e 5 sacks. 

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Atleta explosivo, ágil e com grande flexibilidade, o que o permite mudar rapidamente de direção, algo que aumenta sua cotação como LB. Bom trabalho de pés e um ótimo posicionamento para iniciar o contato. Trabalhou em todas as posições do Front Seven, mostrando versatilidade;
  • Ponto Fracos - Vai precisar de mais força de jogo para afastar bloqueadores NFL, sobretudo de for usado como DE/DT. Faltam-lhe volume, o comprimento  e a força necessárias para atuar como um OLB de 3-4. Melhor contra o passe do que contra as corridas. Atuou em menos de 70 por cento dos snaps defensivos da equipe, o que não acontece com LB Starters da Liga;
  • Comparável na NFL - Ryan Shazier
  • Resumo - As lesões limitaram Reddick a apenas quatro jogos nos últimos dois anos do High School. O esquema de Temple o ajudou muito a potencializar seus números ( 3 fumbles forçados, 9,5 sacks e 21,5 TFL em 2016 ). Velocidade e atleticismo poderian dar-lhe uma chance maior de impactar o jogo como um 3-4 ILB ou um 4-3 OLB, em vez de tentar aumentar a massa para jogar como DE.

Perfil: Jarrad Davis, LB - Florida



Com a proximidade do Draft, nomes e mais nomes começam a aparecer na Board do Dolphins nos inúmeros Mocks feitos, muitos duas vezes por dias, nos sites especializados. Entrevistas dadas por Adam Gase essa semana deixaram quase certo que o time escolherá um OL ( Lamp ) ou DL/LB, com chances quase zero de aparecer um CB/FS/SS no primeiro round. 

Neste sentido é que Jarrad Davis pode terminar pintando como jogador do Dolphins. Ele tem qualidade para jogar com LB, mas... sempre tem um porém, né?

VISÃO GERAL

Em 2016 sofreu uma contusão na perna que o limitou na temporada. Davis construiu sua reputação nos primeiros três anos, entrando imediatamente como um caloiro genuíno para jogar em cada jogo ( 24 tackles, dois para a perda ) e ganhar o prêmio de jogador o mais valioso nas equipes especiais. Ele foi uma reserva importante em 2014, também, antes de perder os últimos três jogos com uma lesão ( 23 tackles, um para perda.) Finalmente, conseguindo uma chance de começar como Junior, Davis não decepcionou com 98 tackles, 11 para perda e 3,5 sacks.

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Excelente flexibilidade com aceleração de elite, algo essencial para um LB. Muito bom em terceiros downs de corrida, com razoável leitura do ataque. Melhorou muito sua disciplina. Consegue acompanhar bem o TEs nas suas rotas. Tem espaço e capacidade atlética para melhorar na cobertura do segundo nível;
  • Pontos Fracos - Instintos medianos, fazem com ele cometa faltas e movimentos errados, gerando ineficiência. Melhorar o uso das mãos é um item a ser explorado, bem como sua durabilidade.
  • NFL COMPARAÇÃO Shaq Thompson
  • Resumo - Elogiado tanto pelo seu futebol quanto pelo seu caráter pessoal, Davis tem presentes atléticos para acompanhar as características que as equipes estão procurando. Sua capacidade de cobertura e como ele termina seus tackles torná-lo um projeto favorito para algumas equipes. Embora seja fácil se apaixonar pelas características e potencial, terá que cobrir melhor as rotas e livrar-se melhor dos bloqueios. Prospecto ideal para atuar como OLB no sistema 4-3.

sábado, 22 de abril de 2017

Perfil: Charles Harris, DE - Missouri



Draft não é uma ciência exata, todos que acessam com frequência este local sabem disso. Nem sempre a escolha certa é a mais óbvia. Vez por outra o correto é escolher um jogador não esperado, mas que que enquadra ao planos da equipe do que um melhor prospecto que venha obrigar mudanças no vestiário e estilo de jogo. Seria o caso com Harris? Não sei ao certo, mas entre um DE um LB é mais do que óbvio que o ideal seria escolher a segunda posição. Mas vai entender o que se passa na cabeça dos responsáveis pelo draft...

VISÃO GERAL

Harris demorou para se dedicar ao football, só jogando no início do High School. Seu atletismo lhe rendeu uma bolsa de estudos. Como reserva, Harris teve quatro tackles for loss e dois sacks. Sua temporada de breakout veio em 2015, conseguindo figurar na segunda-equipe da SEC,  ao conseguir liderar a conferência com 18,5 tfl e 7 sacks. Treinadores votaram nele outra vez para a segunda-equipe SEC em 2016 ( 12 tfl e 9 sacks ), apesar da campanha ruim de sua equipe ( 4-8 ).

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Pernas longas, quadris móvel e com grande rapidez lateral, o que o torna um desafio bloqueá-lo. Joga em ambos os lados da linha e pode jogar com uma mão no chão ou em pé. Utiliza a velocidade precoce no poder para criar movimento antes de atacar o ombro interno do tackle. 
  • Pontos Fracos - As mãos precisam melhorar para atuar na NFL. Passeios em blocos em vez de shucks-los. Precisa melhorar contra o jogo corrido. Produtividade caiu depois de uma troca de esquema defensivo, o que pode complicar ainda mais sua vida na mudança para NFL.
  • Comparável na NFL - Connor Barwin
  • Resumo - Atleta de alto nível contra o passe, mas apenas mediano contra às corridas. Ironicamente, Harris pode jogar na borda em 4-3 ou 3-4, podendo até mesmo atuar como LB, precisando neste caso de uma transição quase que perfeita.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Uma primeira olhada sobre nosso Calendário

Agora sabemos quando e onde teremos que contar com eles...
Foi divulgado o Calendário do Miami Dolphins na temporada 2017. Teremos a sexta mais complicada tabela de todas as 32 franquias. Algumas partidas serão bem complexas outras nem tanto, mas sabemos do nosso histórico recente de falhar justamente nestas partidas ditas "fáceis". Uma rápida análise dos 16 jogos, com direito a 4 partidas em prime-time:

  • Semana 1, 10/09 vs Buccaneers. Abrir jogando em casa contra um adversário acessível parece-me o cenário ideal para uma outra temporada vitoriosa;
  • Semana 2, 17/09 at Chargers. Outro adversário acessível, fora de casa. Duvido que os Chargers mudem da água para o vinho. Tomara que não viremos vinagre...
  • Semana 3, 24/09 at Jets. Clássico de divisão em NY. Vencer é mais do que obrigação. Chances de um 3-0? Possível...
  • Semana 4, 01/10 vs Saints. Um mando perdido, atuando em Londres. A vantagem é que o time de Drew Brees não é exatamente um temível rival. 
  • Semana 5, 08/10 vs Titans. Voltando para o Hard Rock Stadium uma partida complicada. O time do Titans cresceu bem na temporada passada e será um osso duro de roer; 
  • Semana 6, 15/10 at Falcons. O começo das complicações da temporada. Fora de casa contra uma equipe que tem tudo para vir quente nesta temporada.
  • Semana 7, 22/10 vs Jets. A temporada nem terá chegado a metada e teremos que ter varrido o mais odiado rival. É obrigação;
  • Semana 8, 26/10 at Ravens. Fora, rival forte, momento crucial da temporada. Jogo na quinta, com pouco tempo para se recuperar depois da batalha contra os Jets; 
  • Semana 9, 05/11 vs Raiders ( SNF ). Depois de uma pausa, recebemos os Raiders, time que assim como nós quer se manter no topo. Batalha que pode definir os rumos da mteporada;
  • Semana 10, 13/11 at Panthers ( MNF ). Eu não sei qual foi a última vez em que jogamos três partidas seguidas em horário nobre, mas vai acontecer em 2017. Rival Contender e que vem ferido de uma má temporada. Será páreo duro;
  • Semana 11: BYE
  • Semana 12, 26/11 at Patriots. Fora de casa uma partida que, eventualmente, poderá valer a liderança da divisão.
  • Semana 13, 03/12 vs Broncos. Existem muitas dúvidas quanto a este Denver. Como nós teremos que nos empenhar ao máximo para voltarmos a post-season. Vencer partidas assim são essenciais;
  • Semana 14, 11/12 vs Patriots ( MNF ). Dois Monday Night no mesmo ano. Nada como jogar uma partida em post-season. Se o time estiver perto, aqui podemos voltar a vencer a divisão. Loucura? Quem sabe...
  • Semana 15, 17/12 at Bills. Visita complicada ao norte do estado de NY contra um rival encardido. Vencer, portanto, é a meta;
  • Semana 16, 24/12 at Chiefs. Jogo fora e contra um time forte. Em fim de temporada pode ser uma diferença entre post-season ou mais uma temporada sem jogos em janeiro.
  • Semana 17, 31/12 vs Bills. A segunda partida contra o Bills em 3 semanas. Vencer, em qualquer situação na temporada, é mais do que fundamental.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Perfil: Forrest Lamp, OG - Western Kentucky


Outro OL em primeiro round? Pois é, eu também não gosto da ideia. Escolhemos 4 OLs desde 2008 no primeiro round: Jake Long ( LT, 2008 ), Mike Pouncey ( C, 2011 ), Ja'Wuan James ( 2014 ) e ano passado fomos de Laremy Tunsil. Enquanto isso nada de LBs e apenas dois DEs foram escolhidos e um deles foi uma porcaria ( Dion Jordan, recém cortado ). Particularmente acho que a carência na defesa é maior do que qualquer vantagem que ele possa trazer para a Linha Ofensiva, ainda mais numa classe tão excelente na Secundária, outra carência do time.

Mas como aqui é o Dolphins, vamos ao perfil de Lamp.

VISÃO GERAL

Lamp terminou uma carreira brilhante para o Hilltoppers marcando um touchdown num Bowl. Lamp ganhou menção honrosa no All-Sun Belt atuando como Guard ( três jogos ) e Left Tackle ( nove jogos ) como um redshirt em 2013. Nos últimos dois anos, Lamp foi uma seleção do primeiro time da Conferência, começando cada jogo no lado cego. Ele foi eleito para o terceiro time da Associated Press All-American como um Sênior.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Capaz de redirecionar o corpo, mesmo com sua força corporal. Mostrou pés ágeis, paciente, consegue realizar o bloqueio fora do esperado pela chamada da jogada. Inteligente com as mãos na proteção do passe. Eficaz no bloqueio na ponta da linha. Move-se rapidamente para o próximo nível quando a jogada é de corrida e não ocorre por seu gap, realizando valiosos bloqueios além da linha de scrimmage.
  • Pontos Fracos - Altura e o comprimento do braço provavelmente o impedirão de atuar como Tackle na NFL. Manter as mãos na posição correta e usá-la na hora certa é algo que a ser melhorado. Falta de envergadura vai exigir cuidado do Coach de OL.
  • Comparável na NFL: Zach Martin
  • Resumo - Starter de quatro anos como Left Tackle, cuja falta de altura/comprimento vão obrigá-lo a atuar como OG na NFL. Tem o athleticismom para segurar rushers atléticos. Sua habilidade de alinhar potencialmente nas 3 posições da OL só aumentará seu valor.

sábado, 8 de abril de 2017

Perfil: Zach Cunningham, LB - Vanderbilt


Depois do perfil do DE Derek Barnett, agora é a vez de Zach Cunningham, LB da Universidade de Vanderbilt. Uma necessidade clara do time é reforçar o corpo de LBs um dos calos da temporada passada. Por mais que tenhamos renovado Kiko Alonso e contratado Lawrence Timmons, ainda temos buracos no setor. E nada melhor do que cobri-los com um bom prospecto. Este é o caso de Cunningham. 

VISÃO GERAL

Alabama pode ter negligenciado Cunningham no processo de recrutamento devido a sua falta de estrutura atlética, mas os scouts da NFL não. Começou os cinco jogos finais do ano para os Commodores como redshirt ( 67 tackles e 1.5 sacks ), e começou os nove final em 2015, liderando a equipe nos tackles para a perda de jardas ( 16.5 ) e fumbles forçados ( quatro ). Cunningham liderou Vandy com 125 tackles em sua primeira temporada completa, com 16,5 tackles por perda. Ele também foi eleito para a 1ª equipe AP All-American e isso Júnior, 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Máquina de tackles, joga sempre olhando para o lance sedento de produzir algo, conseguindo ler bem os ataques e assim corrigir as suas ações. Usa muito bem sua velocidade para livrar-se dos bloqueadores. Durável e confiável, além de ter o atleticismo necessários para o jogo. Tem senso de responsabilidades e realiza bem a cobertura dos companheiros quando estes são batidos pelos RBs ou TEs. 
  • Ponto Negativos - A desproporção entre corpo e pernas é considerada um problema a ser levada em conta, complicando seu equilíbrio. O uso de suas mãos não é dos melhores. Deve faltar-lhe força física para quebrar tackles dos OLs mais fortes na NFL. Precisa ajustar o modo de realizar os tackles, pois muitas vezes realiza-os de modo que na NFL pode facilitar que o adversário quebre-o e siga na jogada.
  • Comparável na NFL com: Alec Ogletree
  • Resumo - Os tackles perdidos e a falta de força desejada podem incomodar equipes, mas sua produção consistente é difícil de ignorar. Cunningham é um linebacker, terceiro down, que tem valor de equipes especiais. Sua abordagem é feita para sistema 4-3 e Cunningham poderia se tornar um starter sólido, cedo como um run-and-chase linebacker pelo lado fraco.

Perfil: Derek Barnett, DE - Tennessee


Começo hoje a cobertura do draft. Como disse no texto anterior, ancorado no histórico tenebroso da franquia na hora de draftar, que não será fácil pensar o que está passando pela cabeça dos que comandam o Miami. Adam Gase, Chris Grier, Mike Tannembaum e Stephen Ross até agora não deixaram grandes indícios do que possam fazer. 

Fica no ar a leitura de que iremos de BPA ( melhor jogador disponível ). Apontei os problemas disso, ainda mais quando o time não se importa de queimar picks em jogadores muito questionáveis. Hoje analiso um jogador que cairia como uma luva em nosso Front Seven: Derek Barnett. Um DE de qualidade e promissor.


VISÃO GERAL

O nativo de Nashville foi o primeiro calouro a começar na DL de Tennessee em 2014, fazendo 20,5 tackles para perda de jardas e 10 sacks. Barnett liderou os Vols com mais 10 sacks em 2015. Em seu ano de Júnior, Barnett foi um eleito para a primeira equipe da SEC.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Mãos fortes, rápidas, eficientes e letais. Ataca a OL com  trabalho de mãos e pés na busco pelo Quarterback. Pune o OL adversário quando este comete alguma falha, raramente perdendo uma oportunidade de conseguir tackles e sacks. Boa percepção de campo ,reconhecendo play-action, reverses e screens. Versátil o suficiente para cobrir zonas quando necessário.
  • Pontos Negativos - Comete falta tentando adivinhar o momento do snap. Tem problemas para mudar de direção, algo típico de um homem grande com cintura larga. Quarterbacks móveis no Pocket podem escapar mais facilmente dele. Precisa melhorar seu footwork.
  • Comparável na NFL com: Nick Perry
  • Resumo: Barnett é um dos mais produtivos jogadores de DL que saíram da SEC em algum tempo. Sua consciência e foco no jogo deve mantê-lo perto da ação e ele tem o talento para entrar de imediato, causando bom impacto. Poderia haver coordenadores que vê-lo como um OLB, num sistema 3-4 devido a preocupação com a sua capacidade de colocar a mão no chão no sistem 4-3. Acho essa preocupação menor do que seu talento. E ele poderia atuar tanto como DE ou LB caso assim o desejemos.