quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A cirurgia de Ryan Tannehill será hoje

Tannehill será submetido a cirurgia hoje...
Goste-se ou não dele ( e eu não gosto, como todos sabem ) mas a contusão de Ryan Tannehill abateu a todos. Não gosto de ver meu time com Jay Cutler, mesmo que não goste dele com Tannehill, mas é impossível negar que o camisa 17 é melhor do que Cutler ( o que não quer dizer lá grandes coisas ).

Enfim, ele fez um erro de avaliação, não fez a cirurgia em Dezembro com medo de perder parte dos jogos desta temporada e agora perdeu-a por completo. O rompimento dos ligamentos foi um desastre ( para ele com certeza ) e agora não teve como escapar do procedimento cirúrgico. Não se sabe quanto da decisão pela não realização da cirurgia teve participação de Adam Gase e cia, mas se influenciaram a decisão de Tannehill marcaram um belo gol contra.

Hoje é o dia. Ryan Tannehil fará a reconstrução dos ligamentos do joelho esquerdo e ficará em recuperação entre 10 e 12 meses. Se a for o mínimo, ele voltaria para o começo da TC do ano que vem. Se for a segunda, só voltaria perto do começo da temporada. Em ambos os casos existem dúvidas quanto ao seu rendimento, porque pouquíssimos jogadores renderam em alto nível após um ACL. E eu garanto que ele jamais em sua carreira atuou em alto nível, o que implicaria que ele não apenas precisaria voltar bem, mas voltar melhor. Bem melhor, para ser mais preciso.

E neste quesito, praticamente ninguém na NFL o fez ( após cirurgias complicadas ). Só consigo me lembrar de Drew Brees. Em todo caso, ótima recuperação para ele, que é uma boa pessoa e jamais meteu-se em confusão. 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Erros da gestão Gase que já estão custando caro...

Esse é o quarteto que tem tomado as decisões desde ano passado...
Errar é humano, mas no Miami Dolphins isso parece ser elevado a potência infinita. Ano após anos vemos erros se somarem aos já escabrosos do passado, seja recente ou até meio que remoto. Não adianta, sempre teremos algum erro de planejamento que vai cobrar seu preço em algum momento da temporada. Irei listar os que, a meu ver, já podem comprometer não apenas esta temporada, mas até mesmo a próxima e que foram cometido já na gestão Adam Gase. Vamos à eles:

  • Falta de um QB jovem. Esse talvez seja o menos percebido, mas pode vir a ser o pior dele. Técnicos recém chegados - sobretudo quando deixam a condição de Coordenadores - costumam apostar em um jovem QB, com quem possam criar uma química. Quando isso não é possível ( imaginem um HC chegando em New Orleans e querendo barrar Brees por exemplo!! ), eles procuram por alguma oportunidade em middle ou late rounds para terem o seu "QB", mesmo com uma estrela no time. Acontece que Gase não foi contratado para isso e sim para "consertar" Ryan Tannehill. E é aqui que está o erro: o time não tem um QB jovem que pudesse ter sido desenvolvido para ficar no lugar de Tannehill em uma eventualidade. Não fizeram em 2016 e assustadoramente não fizeram em 2017, quando era um risco a ser considerado Tannehill não terminar a temporada. Resultado disso: temos agora Jay Cutler no time e seguimos com Matt Moore. Qual é o futuro do time, caso Tannehill não volte mais a jogar bem ( isso se ele um dia tenha feito isso, é claro )?? Nenhum. Assim temos um erro. E dos grandes. Se ele não puder voltar rendendo bem ou for cortado ( algo a ser considerado com certeza ), teremos que começar do ZERO. E isso amigos, é um grave erro de planejamento. Como exemplo, cito o rival Patriots que tem um HOF em campo e segue escolhendo QB em drafts e até já lucrou picks com isso. E hoje tem um reserva que é elogiado por muitos. Nós nem Starter elogiável temos.
  • Para que Linebackers mesmo?. Não sei o que se passa na cabeça de Chris Grier ( GM que não manda em nada ), Stephen Ross ( que só assina cheques ), Adam Gase ( o mago?? ) e de Mike Tannenbaum ( ex-Jets e que foi o responsável por contratar Brett Favre ), mas será se eles realmente sabem que um time vencedor costuma ter grandes LBs? E que pegando apenas refugos e UDFA não se consegue ter um grande setor? O time não escolheu nenhum LB em 2016 e este ano só escolheu 1 - mas achou por bem draftar dois DTs. E o escolhido está fora da temporada, assim como Koa Misi ( que aliás, se aposentou ). Como esses 4 senhores deixaram a equipe ficar sem LBs? Sinceramente, uma piada. 
  • Queimando escolhas sem necessidade alguma. Quarterback e Linebacker jovem não temos, mas CB meia-boca tem de sobra. E queimando picks para isso. Ano passado queimamos uma pick de 4º Round ( que poderia ter sido usada para draftar um LB, por exemplo ) apenas para subir 4 posições no segundo round para... draftar Xavien Howard!!! Que muito provavelmente estaria disponível em nossa pick original, e mesmo que não estivesse, ele não vale - e jamais valerá - a escolha. Ele jamais será um All-Star porque simplesmente não tem capacidade para tanto. No mesmo draft, como se fosse pouco, o time queimou 2 escolhas do draft de 2017 ( mais a 6ª de 2016 ) para escolher um... WR!!! O time já tinha Jarvis Landry e DeVante Parker, santo Deus!!! A menos que o escolhido fosse um novo Jerry Rice, Paul Warfield, Calvin Johnson jamais poderíamos ter feito tamanha merda ( desculpem a palavra ). E draftamos uma porcaria chamada Leonte Carroo. Me diz ai leitor: você lembra dele fazendo algo em campo? Porque eu não. Só nestas ações, foram 4 escolhas trocadas para, praticamente, nada. Para mim Howard é Starter por falta de alguém melhor - o que quer dizer muita coisa - não por ser ótimo. E Carroo... obviamente, nestas 4 escolhas ( sem falar nos jogadores escolhidos nelas ) daria para ter conseguido - citando o erro 2 - algum LB melhor do que os que não temos.
  • Reforçando a OL quando nem era necessário. Eu sei que Laremy Tunsil tem potencial de All-Star - alguns exageram um pouco e falam em HOF - mas mesmo assim, existiam LBs, CBs e DEs que eram mais necessários do que ele naquele momento. Ok, eu sei que por causa dele mandamos o Albert embora ( e o mesmo foi cortado e não receberemos pick por ele ) e seu monstruoso contrato e isso vem a ser uma coisa boa. Que com ele no time, Jay Ajayi tem mais chances de correr 1,6k jardas. Sim, eu sei de tudo isso, mas de que vai adiantar ele correr tudo isso, se os RBs adversários fizerem o mesmo em nossa defesa? De que vai adiantar tudo de bom que ele trouxe se nossa secundária seguir sendo uma das piores da NFL? De nada, é claro. Além do que ele, parece ser um injure prone... Pra finalizar, não custa nada lembrar que em 2015 tínhamos catado um OT no primeiro round e ele até hoje não rendeu em alo nível, como deveria fazer um jogador de first round ( que era cotado pra sair no segundo, quiçá no terceiro ). Este erro aqui, ao menos, não e culpa de Gase.
  • Potencializar setores que já são bons em detrimento dos que não são. Coloco aqui só para sintetizar tudo o que foi dito acima. Reforçamos, na era Gase, os WRs e a DL, mas não fizemos adições na de QB, entre os LBs e - apenas - mais ou menos na secundária. Se a secundária fosse boa e estivéssemos apenas tentando melhorá-la ainda ia, mas nem de longe era o caso. E não cito a OL, porque não era bom o setor antes dele e recebeu bons reforços para ser, quem sabe, enfim um grande setor. Do que serviu ao time escolher Leonte Carroo e Jakeem Grant num setor com Parker e Landry? E os DTs realmente eram assim super necessários, mais do que os LBs que não vieram? Os reforços na secundária foram bons ou ainda é um setor muito frágil?
São alguns questionamentos, que precisam serem feitos. Porque tem muita gente ai achando que já viramos um Packers, um Steelers ou um Patriots em gestão de elenco. E passa MUITO longe disso...

sábado, 12 de agosto de 2017

Miami de olho no mercado, mas por enquanto Mike Hull é o MLB

Hull é quem ficou com a vaga de McMillan...
Não escondo de ninguém que o time do Miami ainda tem buracos terríveis, que nem passaram perto de serem cobertos nessta off-season. E não estou falando da posição de QB, mas sim a de LB. Neste ano trouxemos apenas 2 jogadores para reforçar um setor que era um dos piores de toda a NFL. Um calouro ( McMillan ) e um veterano ( Timmons ) estão bem distante do que eu achava necessário. E agora que McMillan está fora da temporada, temos apenas um Veterano como reforço...

Com a saída de McMillan, bem como a anterior de Koa Misi, o time está teoricamente mais fraco do que estava quando fomos massacrados pelos Steelers. Ter passados bons LBs no primeiro round - mesmo que Charles Harris pareça mesmo promissor - deverá cobrar um alto preço ao setor. Eu avisei, é claro.

Agora temos que Mike Hull - na foto conseguindo uma interceptação na partida contra os Cards - é quem ficará com a vaga. Que, é preciso dizer, McMillan nem tinha conseguido ainda em campo, mas todos sabiam que ele seria o Starter. Sem ele no time, Hull vira automaticamente o titular, mas e o time não vai contratar não? Bom, parece que sim... mas quem?

Ai começam os problemas. As opções de mercado agora passam longe de animar alguém e uma trade como a do ano passado que nos trouxe Kiko Alonso não aparecem todo dia. Sendo assim, o time deve esperar pelo dia dos cortes e observar com bastante cuidado os nomes dos LBs que foram dispensados. É aquela coisa: o lixo de alguém pode ser a refeição de outros.

Em todo caso não teremos o setor em desenvolvimento que seria o adequado, porque apenas teremos algo remendado. Tudo porque o front office simplesmente parece que não percebeu o buraco do time. E agora terá que tampá-lo com fita crepe. E isso é um problema grande... tomara que Hull tenha mais dias como os da foto e que os futuros contratados possam ajudar muito.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Agora é Oficial: Tannehill fará cirurgia e só volta em 2018

Terá sido esse o lance final de Tannehill em Miami?
Ryan Tannehill foi colocado oficialmente da IR ( Lista de Machucados ) e agora - de fato  está fora da temporada. Ele fará uma cirurgia - o que inexplicavelmente não foi feito no fim de 2016 - e talvez só volte em 2018. Talvez porque poucos jogadores conseguiram voltar em alto nível de uma cirurgia dessa complexidade... e isso se considerarmos que um dia ele tenha jogado em alto nível.

A imagem acima é forte e foi num jogo que naquele momento estava sob controle e nem resultou em falta. Essa tem uma chance nada desprezível de ter sido a última dele como QB. Em Miami as chances são imensas, mas como QB também pode ficar sendo a última jogada.

Quanto à situação dele em Miami, convém citar que no ano que vem ele receberia 22 milhões e seu corte custaria "apenas" 5 milhões. Parece uma escolha fácil, mas não é: e se ele for cortado e virar ( não imagino que estou escrevendo isso ) um Drew Brees da vida? 

Em todo caso, agora é com Moore e Cutler. E isso é, acreditem, terrível.

Contratem uma benzedeira: McMillan fora da temporada...

McMillan está fora da temporada. E isso é um desastre de verdade...
Miami Dolphins era, para alguns, um time capaz de vencer 12 partidas este anos. Quem assim pensava ia na linha de que Adam Gase refizera um time com pouco e agora com mais peças e uma temporada vitoriosa, as coisas só melhorariam, Faltou combinar com a sorte: depois de perder Ryan Tannehill e Koa Misi, ontem o time perdeu o calouro que seria a melhora do setor dos LBs: Raekwon McMillan. 

Sem termos um setor sequer mediano, agora perdemos 2 titulares antes da semana 2 da pré-temporada. As chances de post-season caem a cada dia. Se com a contusão de Tannehill deixou muitos tristes, a de McMillan me deixou estarrecido. Sem LBs de qualidade, time algum chega em lugar algum.

De nada vai adiantar Jay Ajayi correr 3mil jardas se não tiver ninguém marcando na defesa. E por mais que a DL seja forte, são os LBs quem seguram o ritmo da defesa, deixando os DLs no 4-3 livres para perseguirem o QB adversário. Se não existir essa segurança, os DEs ficam na dúvida entre pressionar ou marcar TEs, RB e WRs e o QB adversário vai deitar e rolar contra a secundária.

Esperar para ver o que o front office vai fazer. Mas eu já não acredito mais em, sequer, 9 vitórias este ano.

domingo, 6 de agosto de 2017

Afinal de contas, o que podemos esperar dessa temporada 2017?

Adam Gase terá que se provar para seguir vencendo...
As manchetes e o desespero dos torcedores são ou não muito exageradas quanto à contusão de Ryan Tannehill?? Eu acredito que sim porque não estamos de um time Super Bowl Contender e, muito menos, de um QB Top Five. No primeiro caso o time não tem OL, LB e Secundária para ser Contender ao Super Bowl e o QB nunca foi - e nunca será - sequer um Top 10. Por isso eu acho que as análises são fora do contexto, porque fica parecendo que com a saída de Tannehill o time sai da categoria de excelente para porcaria. E isso não é verdade...

Tannehill não é sequer o melhor jogador do ataque do Miami. Na frente dele existem, fora de ordem: Mike Pouncey, Jarvis Landry e Jay Ajayi. Ele no máximo seria colocado no mesmo patamar do RB, mas com certeza absoluta está atrás dos outros 2. E isso é fato, não questão de gosto. Se ampliarmos para o elenco inteiro, ainda teríamos Ndamukong Suh, Cameron Wake e Reshad Jones, novamente sem qualquer ordem. Sendo assim, Tannehill seria no máximo o sexto ou sétimo melhor jogador do elenco. Como pode, então, a saída de alguém assim gerar tantas notícias exasperadas?

Claro que chegamos ao ponto que na NFL atual, a posição de QB é a mais importante. A liga é hoje uma liga de passes, onde o jogo aéreo é o que faz times campeões. Tempos como os que Trent Dilfer foi campeão de Super Bowl estão cada vez mais distantes. Ter um excelente jogo corrido com um QB meia-boca não tem dado em nada mais do que presenças na post-season, mas com vida curta. Super Bowl é quase sem chance. Tannehill chama a atenção por jogar onde joga ( uma franquia de passado vitorioso e com 2 QBs HOF ) e por ser o menos ruim de uma lista de 18 QBs desde que Dan Marino se aposentou.

Mas sem Tannehill ( e com Cutler ) pode ir até onde nesta temporada? A rigor, onde poderia ir com Tannehill. Ou não. Tudo depende dos outros setores, o que já seria o caso com Tannehill. Poucos tem observado que a OL está com problemas ( Ted Larsen rompeu biceps e Asiata está decepcionando ) e que os LBs seguem como o pior setor coletivo do time ( McMillan tem jogado na segunda equipe ). Sem boas atuações destes setores, o Miami não vai longe na temporada. A segunda metade é bem dura e acumular vitórias na primeira metade ( algo com 6-2 ) para ficar com 4-4 na segunda metade ( teremos duas derrotas praticamente certas contra o Pats ).

Matt Morre deve ser o Starter na primeira semana, mas se vai ficar como Starter é outro papo. Cutler será uma sombra e vai sempre pressionar toda vez que o Moore errar. É o correto fazer isso? Sim e não. Sim porque se Moore não for bem, teremos alguém com "qualidade" para colocar no lugar. Não porque ele ficará inseguro e, convenhamos, segurança já não é o ponto forte dele. 

O time pode conseguir 10 vitórias tanto com Moore ou com Cutler, desde que Jay Ajayi possa superar a marca das 1,6 mil jardas ( e para isso precisaremos que a OL seja Top Five ), que a Secundária consiga grandes atuações e os LBs fiquem entre os 10 melhores setores da NFL. Alguém ai acredita nisso? Porque eu não acredito... Adam Gase precisa superar todas as expectativas quanto à sua capacidade de "mago dos QBs". Se vai conseguir ou não, é 

Mas se, e apenas se, tudo der certo poderemos jogar em Janeiro. Mas que não me perguntem o que acontecerá caso cheguemos lá, porque ai é querer demais. 

Jay Cutler assina por uma temporada...

Cutler e Gase tiveram um bom ano em Chicago...
Existem várias maneiras de enxergar a contratação de Jay Cutler ( um ano e 10 milhões, podendo chegar em 13 milhões com incentivos ) mas nenhuma delas é boa ou - no máximo - alvissareira. O que mais ouviremos durante as transmissões da ESPN e nos Blogs é que Adam Gase é o mago dos QBs e que teve extraiu de Cutler o melhor ano dele em 2015. Muito por causa disso, ele foi contratado por nós em 2016. E é por isso que o Front Office está virando às costas para Colin Kaepernick, que seria uma opção bem melhor do que Cutler.

Tem também a versão de que ele teria uma adaptação mais fácil do que qualquer outro e a de que ele na verdade seria a melhor opção dentre as disponíveis, fora de uma troca, é claro. Eu não me animo nem um pouco com essa contratação, porque ela não traz nada de diferente ao que já temos com Moore. Acredito que Kaep seria melhor, por trazer algo que o elenco não tem hoje. Mas isso agora não adianta mais, até porque estivemos perto ( ou fomos ) de ser rejeitados por um QB aposentado!!!

Agora é esperar para ver o que isso causará no elenco e como essa contratação impactará Matt Moore, uma vez que o contrato dele é menos da metade do que receberá Cutler. E se Cutler realmente terá desempenho adequado ou será apenas um cara que vai ganhar uma montanha de dinheiro.

Sobre Ryan Tannehill não existem informações oficiais, mas pagar tanto para Cutler deve indicar que ele passará por cirurgia. E que, talvez, nunca mais volta a atuar em alto nível. Poucos QBs conseguiram isso na carreira. Isso sem lembrar que Ryan Tannehill jamais atuou em alto nível...

sábado, 5 de agosto de 2017

Jason Taylor agora é um imortal da NFL




Jason Taylor é o meu jogador favorito de todos os tempos depois da "lenda" Dan Marino. Ele jogou 13 temporadas com os Dolphins, foi selecionado num terceiro round em 1996. Ter atuado pelo Jets poderia ser uma mancha, mas quem liga? Ele é o sexto maior sackador da Liga e é o único jogador dos Dolphins a ser eleito DPOY, em 2006. Ele também é o jogador com mais sacks ante Tom Brady e um 2 únicos defensores a terem mais vitórias do que derrotas contra ele. 

Desde o Super Bowl deste ano que ele é um Imortal. Faltava, contudo, a inclusão em Canton, Ohio. E claro, receber a cobiçada jaqueta dourada e o busto. Agora não falta mais e ele é imortal para toda a NFL. Para nós ele já era bem antes de parar ( primeira imagem deste post ), mas o fato dele ter entrado na primeira temporada elegível apenas reforça o monstro que ele foi em campo. 

Vou deixar para vocês identificarem quem vem a ser o jogador ao lado de Taylor. Ele está entre os meus 10 jogadores favoritos e jogou vários anos com Taylor. Quem consegue descobrir sem usar o Google??

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ryan Tannehill se machuca, Moore será Starter, Cutler sendo contratado e um grave erro de planejamento...

acostume-se a ver essa cena muitas vezes em 2017...
Presumo que todos já saibam o que aconteceu com Ryan Tannehill ontem, quando em uma corrida básica e sem toque caiu sentindo muitas dores. E eis que o mundo caiu e ao que parece ele realmente vai ficar fora da temporada, correndo o risco de perder toda a temporada. Sempre fui um crítico dele - e não deixarei isso de lado porque ele se machucou - mas lamento profundamente por ele, que é esforçado e demonstra ser uma boa pessoa. Não é o QB que eu quero no Dolphins, mas jamais irei comemorar contusões de qualquer jogador, ainda mais de um do meu time. Adiante...

Ai vem a parte do erro de planejamento, que aconteceu em 3 partes: a escolha errada de Tannehill em 2012, a não escolha de outro QB nos drafts seguintes e por fim não terem feito a cirurgia nele assim que a temporada acabou ( para ele ). Quanto ao primeiro erro, nada a acrescentar do que eu já disse durante os 5 anos dele em Miami ( aliás eu me orgulho de ter dito antes do draft que ele não seria a solução dos problemas ). Quanto ao segundo erro, foi talvez o maior erro, porque é entendível a escolha de Tannehill, mas já em 2012 ficou bem claro que ele nunca renderia em altíssimo nível. Portanto, o time deveria ter usado uma ou duas picks para colocar um outro QB jovem para se desenvolver. Ah, mas isso geraria problemas e tals... que tal dizer isso para o Redskins que pegou RGIII e Kirk Cousins?? Será que alguém ousa dizer que eles fizeram errado? E por fim, na época vi diversos analistas dizendo que o correto seria a cirurgia, mas o time fez de tudo para que ele ficasse sem entrar na faca e agora isso está cobrando um alto preço. Além do mais, fugiram da cirurgia de todas as formas para ele não ficar alguns jogos de fora e... bom, agora será a temporada inteira. Haja erros!!!

Voltemos às opções que temos. Enquanto escrevo o Front Office negocia, a pedido de Adam Gase ( que manda em tudo, diga-se ) com Jay Cutler, que foi enxotado de Chicago, onde não deixou qualquer saudades. Claro que com Gase ele foi muito bem, mas... eu não me animo com ele de QB, preferiria ver o time contando com Colin Kaepernick, porque ele adicionaria algo diferente ao que time já tem. Mas iremos de Cutler e de Matt Moore. 

Sobre Moore, cabe outra crítica pesada ao Front Office: ele é um Tannehill mais velho e com menos potencial ( e Tannehill já não tinha muito não ). Moore não deveria ser o reserva do Miami. Aliás, foi por causa dele que perdemos Andrew Luck, ao ele conseguir inúteis 6 vitórias em 9 jogos finais de 2011. Desde muito tempo eu cobro um outro QB como reserva de Tannehill, mas o FO não fez isso e agora iremos pra temporada com ele. E com a ausência de Tannehill o time vai atrás de outro QB com o mesmo perfil. Ai não dá... por isso eu queria Kaep...

Depois falarei sobre o que time poderá fazer na temporada. Como ainda não está 100% definido se é o Cutler será contratado, fica sem sentido fazer isso... mas se preparem para sofrer...

domingo, 30 de julho de 2017

3 pontos em que precisamos melhorar para conseguir a Post-Season

roubar a bola é um dos diferenciais entre os times vencedores...
O site The Phinsider trouxe um post mostrando 3 pontos onde o time tem que melhorar caso queira mesmo voltar a Post-Season em Janeiro. Trago aqui uma versão adaptada, não apenas traduzida. Vamos a eles:

Melhorar no 1º Quarto

O Dolphins foi, apenas, a pior equipe de toda a NFL no primeiro quarto de partida. Em algumas delas conseguimos reverter o resultado nos outros 3 Quartos, mas é claro que não temos elenco para fazer isso diante de grandes equipes. E por isso mesmo não conseguimos ter 12 vitórias. Como fazer isso? Treino e mais foco. Claro que para conseguir isso o time precisa melhorar na defesa e no ataque, conseguido TDs na primeira posse e evitando os rivais. Acontece que a defesa não parece que vai melhorar tanto quanto precisamos...

Conseguir mais Turnovers

Algo mais clichê na NFL do que o "é preciso ganhar a batalha dos turnovers?". Acho que não, mas é verdade. Desde 2007 somente em 2 anos ficamos entre os 13 times com mais turnovers na temporada. O que aconteceu nestes 2 anos? Post-season, com direito a título da temporada em 2008, quando lideramos a liga no quesito roubo de bola do adversário. Em 2016 o Dolphins foi o 13º, mas teve seu melhor desempenho em uma década. Melhorar essa posição é vital caso queiramos jogar em Janeiro.

Vencer 4 partidas na Divisão

Ano passado o Dolphins foi varrido pelos Patriots. Parece ser algo a se esperar agora em 2017? Talvez, mas o time poderia trocar derrotas com New England e tropeçar diante dos outros rivais da divisão e conseguir o 4-2. O cenário ideal seria um 5-1, porque o time só precisaria buscar outras 5 nas outras 10 partidas.  O problema para isso, creio eu, deva ser os Bills, que parecem mais encorpados do que os Jets, que vivem numa eterna barrafunda, o que para nós é ótimo. Se varremos os 2, mesmo que percamos as duas para os Pats, o time ficar com 4-2. O que fizemos ano passado.

10 anos de Blog!!!

10 anos... 
Sabe-se lá porque, mas os especialistas listavam o Miami Dolphins com um time Contender ao Super Bowl em 2007. Apostavam que Cam Cameron seria o nome correto para salvar a franquia e que ele detinha peças suficientes para conseguir levar o time ao Super Bowl, que foi disputado no Arizona. Bom, todos sabem que a realidade foi totalmente diferente e não fosse um erro de FG por parte do Ravens, e seríamos nos e não os Lions a terem 0-16 para "mostrar" aos seus...

Foi por conta daquela expectativa, que eu nunca compartilhei - diga-se - que eu criei este Blog. Que completa 10 anos hoje. Passamos por muita coisa de ruim, mas vivemos alguns bons dias, poucos, mas bons. Teve o dia em que Mchael Thomas saído do Pratice Squad do Niners e fez interceptação da vitória em cima de Tom Brady. Ou a despedida de Jason Taylor com vitória sobre os Jets. E claro, duas míseras partidas de post-season. Apenas e tão somente duas. Erros e mais erros graves em drafts, trades desastrosos e muito mais. 

Mas eu não voltaria atrás na abertura do Blog. Agora estamos diante de mais uma post-season que só vivenciamos uma  vez em 10 anos, que foi em 2009. Aquela, que parecia a volta aos grandes dias, foi apenas o começo de 7 anos de desastre. Que desta vez a história seja diferente e que possamos jogar a post-season duas temporadas seguidas. O time ainda tem muitos buracos, mas...

Quem sabe seja melhor do que achamos que seja. Mais uma Training Camp. Mais uma temporada de esperanças de vitórias. Que assim seja...

sábado, 22 de julho de 2017

A novela da renovação contratual de Jarvis Landry é algo desnecessário

Porque raios ele segue sem contrato? Porque aqui em Miami, ora bolas...

Jarvis Landry é, sem contestações, um dos 10 melhores WRs da Liga. Em seus três primeiros anos na NFL ele detém o recorde de recepções para novatos. Fez lances e mais lances espetaculares em campo, mas... por um motivo inexplicável segue sem contrato que tanto merece. Porque? A explicação só pode ser uma: aqui é o Miami Dolphins...

Gosto sempre de citar, como erro, a extensão contratual de Ryan Tannehill. Ele tinha 4 anos de contrato ( assim como Landry ), mas no seu existia a opção do time para exercer a quinta temporada. O contrato de Landry não tem essa cláusula. E o Miami ativou a quinta temporada durante a terceira temporada de Tannehill e durante a quarta tornou nosso QB em um jogador com quase 100 milhões de contrato. E sejamos sinceros: quem fez mais pelo Miami até aqui?? O QB que não vende partida ou o WR que se vira com as pedradas e consegue ser destaque na Liga? Por isso é totalmente sem sentido termos prolongado com tanta antecedência o contrato de Tannehill e até aqui não termos feito o mesmo com Landry.

Landry é um playmaker nato, que joga muito mesmo com um QB meia boca lançando para ele. Mesmo sem companheiros a altura no ataque ( talvez agora com Ajayi ) para dividir a marcação. Mesmo assim, apesar de tudo, ele segue lá produzindo em alto nível. Segue nos enchendo de orgulho e nos dando alegria. De Landry podemos esperar sempre o melhor, porque ele entrega. Outros não, mas ele é o caro do ataque. Sempre se dedica e jamais ficou com corpo mole. E, incrível, não está reclamando do atraso. Ao menos publicamente, é claro.

O Dolphins deveria ter renovado com ele, mas ao contrário fez isso com Kenny Stills. Renovaram até com Andre Branch, um absurdo, por um caminhão de dinheiro, mas para Landry nada... poderemos esperar por 2017 e ai aplicar a TAG nele no ano que vem, mas e se ele resolver fazer um Hold Out ( greve )?? É um risco muito grande, porque imaginem o que aconteceria com ele em caso de uma grave contusão? A hora de conseguir - e ele merece isso - um grande contrato é agora.

O risco é grande demais. Enquanto isso, Tannehill ganha o mesmo que A-Rod... vai entender o Miami.

domingo, 16 de julho de 2017

O que podemos esperar da Secundária: Excelência ou Frustração?

Reshad Jones é Top... mas conseguirá jogar a temporada inteira??
Sei que existem algumas pessoas que acreditam - piamente - que estejamos muito próximos de virarmos um Super Bowl Contender. Eu não faço parte destas porque, entendo que temos buracos demais para sermos um: dos LBs, passando pela OL, pela falta de profundidade dos RBs ou pela oscilação na Secundária. Sem falar que, claro, o maior de todos os problemas ainda persiste: a falta de um QB All-Star. Mas hoje não tecerei criticas por criticas, apenas tentarei mostrar como poderá ser o desempenho de um dos setores mais importantes dentro de um time Contender. Vamos a análise...

O primeiro ponto a ser observar é quanto jogadores acima da média o setor possui. E o nosso, neste tocante, só tem um nome: Reshad Jones, um dos 5 melhores Strong Safety da Liga. Quando está em campo, é claro. Ele nas 3 temporadas anteriores teve problemas com contusão, em maior ou menor nível, mas não ficou saudável. E é da saúde dele que depende parte de nosso plano de grandiosidade. Com ele em campo, temos um líder a ser seguido, que não apenas atua em altíssimo nível mas que orienta como poucos os companheiros. Enfim, ele sozinho eleva o nível do time, o que chamamos de playmaker. Seus colegas como Safeties este ano tem seus pontos positivos e negativos: Nate Allen e TJ McDonald. O primeiro será o FS, embora tenha atuado até aqui com SS. Tem qualidades, mas seus defeitos são igualmente destacados. Já TJ McDonald está suspenso por 8 partidas e só poderemos contar com ele na segunda metade da temporada. E servirá como membro da rotação, sem ameaçar o posto dos outros 2. Salvo, é claro, se Jones não estiver saudável.

Depois precisamos analisar a linearidade do setor. Se existir discrepância muito grande entre titulares e reservas, o setor não será top. Mas se diferença for pequena porque a qualidade é ruim, o setor igualmente não será de elite. E como estamos aqui? A secundária ressente-se um all-star entre os CBs, mas existem bons reservas, o que nos jogam mais para a segunda opção do que a primeira. Nosso melhor CB é Byron Maxwell, que não seria Starter em times de ponta, mas que tem seu valor. O segundo melhor, discutivelmente, é Xavien Howard escolhido ano passado no Draft a um alto custo. Ele segue uma linha que vem tomando conta da NFL: Corners altos, que cometem faltas em excesso por não terem tanta técnica assim. Como vai para seu segundo ano, espera-se que possa render melhor. O terceiro na linha segue o mesmo padrão, Cordrea Tankersley. 

Por fim vemos existe espaço para evolução dos jogadores. Entre os Safeties eu diria que não exista muito espaço para isso. Ficando restrito aos CBs recém draftados, espero que Tankersley possa superar Howard, que até aqui é uma decepção. Como Cordrea é um rookie, convém não esperar tanto dele. Entre os CBs da rotação tem Tony Lippett. Originalmente um Twenner entre WR/CB, ele fixou-se como Corner e tem ajudado bastante na rotação. Ele poderia crescer um pouco mais, melhorando ainda mais seu papel na rotação. No mais, nomes que só ficaremos sabendo quem são caso alguns dos citados se machuquem.

Resumindo: precisamos de que nosso All-Star fique saudável, que os outros Safeties rendam bem, que os jovens CBs evoluam adequadamente e que o CB Starter atua no limite do que possa. Se tudo isso acontecer, teremos um setor forte que impedirá TDs e realizar jogadas de impacto. Mas isso é SE muito grande. Se algo der errado, tudo cairá por terra. É preciso, contudo, salientar que o FA é um esporte coletivo e que o trabalho da secundária pode ser facilitado pelo do Front Seven ou mais especificadamente da DL. Pressão no QB adversário resulta passes imprecisos e, com isso, mais fáceis de defender. Se não existir pressão, o QB acertará os passes e a Secundária ficará mais exposta e os TDs acontecerão com mais facilidade. 

O fato é que eu, particularmente, não estou mais esperançoso este ano do que nos anteriores. Contudo, como expus no texto, existe sim chances de termos um setor de bom para excelente. Resta torcemos para tudo acontecer de forma positiva para nós. O que, quase sempre, é arriscado demais, mas por vezes dá certo.

domingo, 9 de julho de 2017

Olhando o elenco da temporada - Parte 2

Discutivelmente a melhor dupla de WR jovens da NFL...
Depois de analisar a defesa é hora de olharmos para o ataque. Onde, apesar de tudo, recebemos pouquíssimos reforços. E seguimos com os mesmos QBs - Starter e reserva - e com os mesmos RBs. Em todo caso existe talento no setor, mas em alguns casos poderemos perceber que não na quantidade suficiente.

Assim como na defesa, a análise será ancorada na conta de 10 vitórias o patamar necessário para uma vaga na post-season. E do que poderá ( ou provavelmente ) contar contra. Vamos ao que esperar de bom e de ruim dos jogadores que temos no elenco ( desta feita sem separação de setores, porque alguns tem apenas 2 atletas ):

Alguns números são mágicos nos esportes. Um deles toca os ataques na NFL: 20 pontos. Times vencedores atualmente são os que superam com consistência essa marca. A diferença entre ir ou não para o Super Bowl está na capacidade alcançar esta marca mesmo diante de super defesas. Até porque poucos times tem defesas sufocantes ao ponto de limitar todos os rivais abaixo de 20 pontos. Sendo assim, o nosso ataque precisaria marcar regularmente acima de 20 pontos.

E como fazer isso? Com um All-Star QB ( Brady, Brees, A-Rod ) ou com um All-Star RB ( Petterson, Elliott, McCoy ). O problema é que nosso QB está muito longe de ser um All-Star e talvez nosso RB possa ser um, mas ainda não é. Antes de falar dos dois, que tal falar dos outros atletas que compõe o setor?

Meu medo, acreditem, é a Linha Ofensiva. A troca de Branden Albert abriu um buraco no meio da linha, porque Laremy Tunsil foi deslocado para LT, onde deve ser Top na Liga. Mas quem vai atuar como Guard? Alguém pode responder que será o novato Isaac Asiata, mas... e se Mike Pouncey realmente não puder atuar nas primeiras oito partidas? Asiata seria deslocado para Center e... bom, teremos um problema né? Sem baixas, a OL Starter poderia ser: Tunsil, Asiata, Pouncey, Bushrod e James. Sem Pouncey, o Dolphins teria problemas e seria obrigado a improvisar. E o Miami trocou Albert antes do Draft e já sabia disso, mas só escolheu um jogador para a OL no quinto round.

O ponto de segurança, obviamente, são os recebedores. Juluis Thomas foi uma grande aquisição, assim Isaiah Ford no Draft, Renovar com Kwnny Stills foi caro, mas tem sentido. E o ponto é a dupla Jarvis Landry e DeVante Parker. Eles vão para sua terceira temporada junta e o entrosamento tende a dar aos dois ainda mais rendimento em campo. Só falta... bom, todos sabem.

Voltemos a como marcar acima de 20 pontos. A nossa melhor chance passa pelo rendimento de Jay Ajayi. Ele conseguiu 1.272 jardas em 2016, isso sem ficando as primeiras partidas de fora e sem Starter. Depois que estourou conseguindo 2 partidas acima das 200 jardas, ele virou destaque na Liga. Mantendo o ritmo, ele poderia conseguir mais de 1.500 jardas e algo com 13 ou 15 TDs. Neste cenário, o ataque funcionaria com mais fluidez e deixaria Ryan Tannehill  - o QB inconsistente - mais tranquilo sem forçar passes a toa como se fosse um QB que não é...

O contrário também poderia rolar. Tannehill ficar longe dos erros e das interceptações e comandar o ataque com uma capacidade fora do comum ( para ele ). Neste caso alargaríamos o campo e as corridas de Ajayi ficariam mais fáceis, pois a defesa se preocuparia com o fundo do campo. A questão é: quem ai realmente acredita que Tannehill seja capaz de fazer isso? E quem confia ai que Ajayi fica a temporada inteira sem contusões? Nem preciso dizer que acho arriscado não termos opções para os dois dentro do elenco. Ou alguém confia nos outros RBs do elenco ou em Matt Moore? Acho que ninguém né?

Temos que a OL ( sempre ela ) pode ser um problema e que tirante os Recebedores, temos mais dúvidas do que certezas. Poderemos ver nosso ataque render bem ou não. E disso, acreditem, dependem nossas chances de post-season.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Ryan Tannehill merece ser o sexto QB mais bem pago da NFL?


Eu tenho andado ocupado com o meu novo velho cargo de Diretor Financeiro do Fundo de Previdência dos Servidores da minha cidade. O texto sobre o ataque está atrasado, mas vai rolar talvez neste fim de semana. Mas eu ouvi um podcast, feito pelo Antony Curti e cia. E o debate é muito interessante: salário dos QBs pela ordem de valores. 

Antes de falar sobre o nosso QB, um dado aterrador: o peso no Cap de Tannehill para os Dolphuns é o mesmo que Aaron Rodgers no Packers!!! Surreal, não é mesmo? Vamos a ordem dos QBs pelo salário, eu volto depois para comentar:

  1. Derek Carr, Oakland Raiders;
  2. Joe Flacco, Baltimore Ravens - 24,2 milhões
  3. Carson Palmer, Arizona Cardinals - 24,1 milhões;
  4. Kirk Cousins, Washington Redskins - 23,9 milhões;
  5. Matt Ryan, Atlanta Falcons - 23,7 milhões;
  6. Matthew Stafford, Detroit Lions - 22 milhões;
  7. Aaron Rodgers, Green Bay Packers - 20,3 milhões;
  8. Ryan Tannehill, Miami Dolphins - 20,3 milhões;
  9. Cam Newton, Carolina Panthers - 20 milhões;
  10. Phillip Rivers, Los Angeles Chargers - 20 milhões;
  11. Eli Manning, NY Giants - 19 milhões;
  12. Andrew Luck, Indianapolis Colts - 19 milhões;
  13. Drew Brees, NO Saints - 19 milhões;
  14. Russell Wilson, Seatle Seahawks - 18,8 milhões
  15. Sam Bradford, Minnesota Vikings - 18 milhões;
  16. Alex Smith, Kansas City Chiefs - 16,9 milhões;
Esses são os 15 mais bem pagos QBs da NFL ( tirando o Carr da lista ) e são citados, com comentários no Podcast. Deixo para vocês ouvirem o que disseram sobre o nosso QB. Mas eu vou comentar algo: o contrato é tenebroso. Nós temos um QB que recebe o mesmo que A-Rod, o que é um absurdo. E ele recebe mais que  um MVP ( Newton ), do que QB com 2 SBs ( Big Ben ), do que uma lenda em atividade ( Brees ) e do que o ótimo Andrew Luck.

Só assim para ele aparecer no Top 10. Nem vou comentar que Tannehill ganha 6,3 milhões a mais do que um certo Tom Brady... surreal, não? Mas deixemos isso de lado... E respondendo a pergunta do post: não, ele não vale. De maneira nenhuma e o seu contrato é desastroso. Mas foi o que fizeram e acreditem tem quem defende isso.

Agora é esperar que ele renda em alto nível este ano e prove que eu estava errado em 2011... 

domingo, 18 de junho de 2017

Olhando o elenco da temporada - Parte 1

Muito do sucesso do time neste ano depende da Defesa...
Vencer 10 partidas não é fácil, mas é o nível que as equipes precisam alcançar para considerar uma temporada como um sucesso. Com este número mágico o time praticamente se garante da post-season. E daí amigos, para o Super Bowl são 3 ou 2 jogos da vida. Ano passado vencemos 10 partidas e paramos no Wild Card. Mesmo com uma derrota feia, o time ganhou casca e experiência de post-season. A questão é voltar em 2017...

E para isso a defesa é a chave. A menos que a equipe tenha uma máquina de pontos ( e estamos muito longe disso ) defender em altíssimo nível é a melhor saída. E nossa defesa esteve longe de ser uma Top Five em 2016. Por isso precisamos olhar o setor e ver suas perspectivas para a temporada que se avizinha. Neste texto, olharei a defesa por setores e comparando com o que tínhamos e com o que temos e como eles podem render este ano.


Linha Defensiva:

O melhor setor do time também é o que recebeu mais e os melhores reforços, com quase nenhuma baixa. Cameron Wake mostrou em 2016 que lenha para queimar, Suh é o cara destruindo pelo meio, mas precisavam de mais ajuda. E ela veio. Na free agency trouxemos a troco de pinga um bom DE ( Hayes ) e no Draft reforçamos o setor com 3 nomes: o DE Charles Harris e os DTs Davon Godchaux ( LSU ) e Vicent Taylor (OSU ). Além de melhorada a DL ganhou em profundidade, portanto teremos um setor mais eficiente ainda em 2017. Claro que a bomba do Andre Branch e seu absurdo contrato, mas não tem como dizer que o setor não esteja bem melhor.

Linebackers:

O setor era, seguramente, o ponto mais frágil do time. E não foi reforçado como deveria na minha opinião. Ao menos não como um setor de uma equipe de alto nível deve ser. Trouxemos dois reforços apenas: o veterano Lawrence Timmons ( ex-Steelers ) e o ILB de Ohio State Raekwon McMillan. Muito pouco, mas muito pouco mesmo diante do que precisamos. Além de que Timmons pode se provar ser "apenas" mais um produto da Steel Curtain, como é conhecida a defesa do time de Pittsburgh. Em suma: mais um jogador que só funciona lá. E colocar todo o peso da defesa em cima de um rookie não é o melhor caminho. A rigor segue faltando não apenas qualidade mas sim profundidade no setor. E isso pode cobrar um alto preço. Que no Draft do ano que vem recebamos os reforços que merecemos no setor.

Secundária:

Existem duas formas de observar o setor: a otimista e a pessimista. No primeiro caso podemos pensar que temos 2 jovens CBs para desenvolver, um experiente que não é ruim e alguma rotação no setor, além de um Safety All-Star e jogadores esforçados no entorno dele. Na segunda situação os novatos cometem faltas demais, não marcam bem, Jones está ficando velho e não existe grande perspectiva de melhora para esta temporada. Tudo depende do seu olhar. Eu acho que estamos mais para a segunda situação do que a primeira. Cordrea Tankersley não é um tipo de jogador diferente de Xavien Howard não adicionando assim um outro estilo de jogo. Focamos mais uma vez no CB alto e atlético, mas é o mais técnico e ágil? Não temos e seguimos sem ter.  

Entre os Safeties é inegável que Reshad Jones é disparado o melhor do time, mas sofreu com contusões e está ficando velho. Falta qualidade e juventude no setor, mas o time não escolheu um único Safety. E Nate Allen? Tem ele, é bom e tem qualidade, mas raramente Safeties rendem em alto nível no primeiro ano em outras equipes, porque precisam demais de entrosamento, que só vem com o tempo. Em todo caso foi uma ótima adição, mas muito pouco.

Análise Geral:

Melhoramos no que já éramos mais fortes e adicionamos alguns bons valores no outros dois, mas de um modo geral essa defesa não entra no patamar almejado, que é ser uma das 5 melhores da Liga. Precisamos de mais reforços no corpo de LB e na secundária. A boa notícia é que Harris tem demonstrado que Wake pode ficar tranquilo quando se aposentar...

domingo, 4 de junho de 2017

Rapidinhas: Pouncey na Pup List, Harris impressionando e Landry negociando

Mike Pouncey corre risco de começar a temporada na lista de machucados?
Calma. Esse é o termo que mais será usado quando o assunto for Mike Pouncey. Ele que perdeu 11 jogos em 2016, bem como outros 8 nos 2 anos anteriores, é o ponto de interrogação que não gostaríamos de ter. Mas como não depende de nossa vontade, a situação é ruim. Adam Gase está confiante em tê-lo desde o começo da temporada regular mesmo que para isso tenha deixá-lo de fora da Trainning Camp. Existe uma chance, nada desprezível, de que ele possa entrar a temporada machucado. O que seria uma pena, é claro.

Enquanto existem dúvidas quanto a Pouncey, parece que teremos mais certezas sobre Charles Harris, que se destacou bem nas OTA's. Embora seja tudo muito incipiente as comparações com Dion Jordan são inevitáveis. Enquanto que o escolhido de 2013 mostrava pouco entendimento do jogo, além de uma tremenda má vontade, Harris fez o que dele se esperava. arrancando elogios de todos, sobretudo os repórteres. De nada adianta os Coachs e membros da Diretoria esbanjarem confiança, eu só confio nos Insiders. Eles não trabalham para o time e, portanto, não precisam vender confiança onde ela não existe. Se as informações estiverem certas, Harris poderá ser o que precisamos: um playmaker.

Jarvis Landry e o Dolphins tem conversado sobre um extensão contratual. Ele, claro, está de olho em conseguir um contrato de All-Star, que é. A questão é: de quanto é este contrato? Com base no que pagamos para Kenny Stills, nosso terceiro WR, será muita grana. Uma coisa boa é que ele jamais pensou em ficar de fora das OTA's e perder qualquer treino da TC. O que é muito bom, mostra que ele está interessado em permanecer com o Miami por vários anos. A questão é se teremos Salary Cap para tanto...

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Jay Ajayi aparece como número 69 da lista dos 100 melhores

"the train" está entre os 70 melhores...
Todo ano a NFL divulga uma lista com os 100 melhores jogadores da Liga. Via de Regra nosso time, quando muito tinha 2 ou 3. Desde 2011 que Cameron Wake é nome certo na lista, desde que chegou Ndamukong Suh também o é e vez por outra Mike Pouncey também aparece. Segundo alguns Ryan Tannehill faz parte desta turma ( eu claramente discordo ), mas Reshad Jones é um nome digno da lista, assim como Jarvis Landry. 

A surpresa até aqui é Jay Ajayi. Não pelo o que fez em 2016 com suas partidas seguidas acima das 200 jardas, mas a surpresa é a posição. Ele figurou - como mostra - entre os 70 melhores jogadores da Liga. Um feito e tanto, é claro. Ele merece? Claro que merece. E tem tudo para crescer ainda mais.

domingo, 14 de maio de 2017

Damien Williams assina a extensão contratual

Williams assina extensão com RFA
Damien Willians testou o mercado, mas não achou ninguém que topasse pagar por ele. Assim os direitos dele ficou exclusivo para nós e ai ou ele assinava por um ano ou entrava em greve buscando um contrato maior. Como as negociações não evoluíram ele assinou por 1,8 milhões.

Assim ele terá uma temporada para se provar e o time não enche o Cap com um contrato grande para um reserva. Ele tem sido o escape para Ajayi quando ele precisa descansar. Não é um jogador para ser Starter, mas que cumpre um bom papel como backup. 

Que tal darmos uma olhada na Classe do Draft de 2015?

Parker é quem tem rendido bem até aqui...
Falamos muito no Draft nestes últimos dias. Algo natural, temos novos rookies com os quais contamos para salvar a franquia. Claro e evidente que todos também sabemos que é errado apostar tudo em uma Classe, porque é um processo que envolve escolher bem durante um bom período. É assim que, talvez, uma franquia chegue ao paraíso. Talvez porque não é uma ciência exata, pois envolve desenvolvimento dos jogadores e controle absurdamente rigoroso do Salary Cap. Dar 120 milhões para um DT e outros 100 milhões para um QB meia boca não vai neste sentido, é preciso dizer. Se escolher e bem torrar bilhões sem critério você acabará perdendo bons jogadores ( Lamar Miller e Olivier Vernon por exemplo ) por falta de espaço. E ai...

Bom, de tempos em tempos é bom olhar para trás e ver como saiu-se determinada classe. De 2010 para baixo não temos mais nenhum atleta no elenco. De 2013 também não. De 2012 só Tannhehill. A de 2014 é uma das mais produtivas atualmente e a de 2016 ainda está tentando se provar. Sobra, portanto, a de 2015. E sobre ela que irei falar um pouco hoje.

A Classe foi essa:
  • 1º Round - DeVante Parker, WR - Louisville;
  • 2º Round - Jordan Phillips, DR - Oklahoma;
  • 4º Round - Jamil Douglas, OG - Arizona State;
  • 5º Round - Bobby McCain, CB - Memphins;
  • 5º Round - Jay Ajayi, RB - Boise State;
  • 5º Round - Cedric Thompson, S - Minnesota;
  • 5º Round - Tony Lippett, CB - Michigan State.
Antes uma explicação: o Miami trocara Darnell Ellerbe e sua escolha de 3º round por Kenny Stills, bem como as escolhas de 6º e 7º nas trocas de Mike Wallace ( para o Vikings ) e por um OT que catamos dos Ravens ainda na temporada anterior. Adiante...

A classe teve 7 jogadores. Vamos primeiro aos que não deram, nada, certo: Jamil Douglas e Cedric Thompson. O primeiro foi cortado no começo de 2016 sem deixar qualquer surpresa com isso. Ele assinou com o Patriots e está lá até hoje. Já Thompson foi cortado, ainda passou pelo Vikings e hoje está fora da NFL.

Temos 2 Starters na lista: Parker e Ajayi. O primeiro foi a aposta "segura" do time. escolhendo alguém com capacidade comprovada para ser Starter enquanto que Ajayi foi realmente uma aposta, nada segura segundo alguns. E ela se provou - até aqui - melhor que Parker, Ajayi já está na lista de grandes feitos da Liga e mesmo que nunca mais faça nada será lembrado positivamente por nós. Claro que por depender de um QB - e nós não temos um - atrapalha demais a vida de Parker, mas ele também não fez por merecer muito mais. Está se desenvolvendo e ao lado de Landry forma uma boa dupla, mas está atrás do produto de LSU quando era para ser o contrário. Ajayi tem tudo para superar a marca das 1,5 jardas com certa facilidade este ano. 

E temos os que são mais ou menos porque não viraram Starters e nem são nulidades. Jordan Phillips tem ajudado muito na rotação e agora deve virar titular, isso se não for engolido por Godchoux. McCain e Lippett tem sido usados na rotação e em alguns casos até como titulares, por conta de contusões. O time poderia ter conseguido mais nos anos seguintes, mas é isso que temos.

A Classe não é espetacular, algo raríssimo quando escolhemos em Draft, mas está longe de ser a pior. Bem longe por sinal...

sábado, 6 de maio de 2017

Isaac Asiata é o primeiro rookie que assina com o Dolphins

Asiata pondo o preto no branco...
Isaac Asiata foi o primeiro rookie a assinar o contrato com o Dolphins, como mostra a foto acima. Depois dele assinaram com Raekwon MacMillan, Isaiah Ford, Vicent Taylor e Cordrea Tankersley. Dos 7 escolhidos, faltam apenas mais dois: Charles Harris e Davon Godchaux.

O time também assinou contratos mínimos com os 14 UDFAs com quem fechamos acordos. Como informação complementar, os prováveis números que os rookies usarão na temporada:
  • Charles Harris, DE - 90;
  • Raekwon McMillan, ILB - 52;
  • Cordrea Tankersley, CB - 30;
  • Isaac Asiata, G - 68;
  • Davon Godchaux, DT - 56;
  • Vicent Taylor, DT - 53;
  • Isaiah Ford, WR - 15.
Assim como também existem números provisórios para os UDFAs:
  • Drew Morgan, WR - 81
  • Chase Allen, LB - 59
  • Matt Haack, P - 16
  • Larry Hope, CB - 33
  • Malcom Lewis, WR - 18
  • Cameron Malveaux, DE - 75
  • Praise Martin-Oguike, DE - 76
  • Torry Mctver, CB - 5
  • Francis Owusu, WR - 82
  • Joby Saint Fleur, DE - 61
  • De’Veon Smith, RB - 38
  • Eric Smith, OT - 71
  • Maurice Smith, S - 2
  • Damore’ea Stringfellow, WR - 84


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Miami aciona 5º ano do contrato de rookie de Ja'Wuan James

James ficará mais tempo em Miami...
Eu não escondo de ninguém que quando em 2014 o time escolheu Ja'Wuan James no primeiro round, com fartos talentos disponíveis em outras posições, eu fiquei puto. Era um jogador de segundo round - terceiro em algumas avaliações - sendo escolhido no primeiro dia. Ele até hoje não justificou a aposta, mas é preciso dizer que não tem comprometido. Em suma: ele faz aquilo que dele era esperado, desde que escolhido um round a mais. 

Como é comum nos contratos de jogadores que saem no primeiro round, os times assinam por 4 temporadas com opção de um ano adicional. O contrato de rookie foi no total de 8,4 milhões, mas pelas regras do CBA ele receberá 8,6 milhões neste ano extra. Sai mais barato do que uma Tag no ano que vem.

É o certo. Continuidade leva a aperfeiçoamento das unidades e iremos ter 4 jogadores na OL do ano passado, com apenas a saída de Albert. Assim James terá segurança em sua carreira e o time pode pensar em renovar seu contrato durante esta temporada, sem estar com a corda no pescoço.

Ainda falta ele render como primeiro round player, mas nesta eu concordo com o time. 

domingo, 30 de abril de 2017

Um Draft histórico? Bem provável... mas vamos com calma.

Adam Gase e Tannenbaum acertaram a mão? É o que parece...
Eu sempre tenho os dois pés atrás na hora de elogiar um Draft do Miami Dolphins. Tenho, fartos, motivos para isso. Foram tantos os péssimos recrutamentos que eu sempre procuro ser pragmático. Mas o deste ano, até mesmo para alguém calejado como eu, parece ter superado todas as expectativas. Escolhas boas, sem perder picks em trades horrorosas e cobrindo algumas das carências do time. Existem. como em todo draft, riscos como na escolha de Godchaux que é acusado de maus tratos domésticos, um DE que não faz nada contra as corridas, um CB alto e que comete muitas faltas... não é critica por critica e sim apontar as coisas óbvias. 

Quanto bom foi esse Draft? De 01 a 10 eu citaria que tivemos um recrutamento 8. Como assim? A análise tem que levar em conta outras coisas além dos jogadores escolhidos, tal como quantos deles serão Starters em um elenco carente de grandes jogadores? Dos 7 escolhidos possivelmente apenas 2 virem Starters desde o primeiro jogo, outros 3 devem aparecer pouco em campo e um ainda dependerá de desenvolvimento praticamente ideal para vingar na NFL. São bons talentos e isso eu não sou louco de negar. Isso é o fato.

Mas e se olharmos por outro lado: quem destes draftados tem cara de ser um All-Star? Quem deles você imagina sendo HOF no futuro? Isso não é colocar para baixo o draft bom que fizemos, com alguns analistas citando-o como um dos 3 melhores dentre as 32 franquias. Ele pode ter sido mesmo, mas quanto disso não é espanto comparando com os incontáveis desastres do passado? Dou um 8 porque o teto de crescimento para a Classe não é dos mais altos. Mas também teremos todos os 7 contribuindo muito com a equipe, seja na rotação ou como titular. 

Quem sabe daqui a 5 anos eu possa mudar a nota para 9. Lembrando que em 2013 eu adorei o Draft e hoje não tem um único jogador daquela turma no elenco. E que se note que 8 não é uma nota ruim, pelo contrário. Outro fato interessante é ver que Adam Gase e Mike Tannenbaum ( Chris Grier tem peso reduzido no Draft ) parecem ter acertado o ritmo. Ano passado o draft foi muito questionável, sobretudo pela trade desastrosa que não trouxe-nos nada de produtivo. Com aquelas picks e o ritmo desse ano teríamos conseguido grandes jogadores, não acham?

Para ajudar a leitura, trago o perfil de todos os draftados:

Perfil: Isaiah Ford, WR - Virgina Tech

Ford é um bom WR, ainda mais para um sétimo round...

Dando uma olha em nosso corpo de WRs, é praticamente impossível não bater no peito e dizer que estamos bem servidos. Quantos times podem contar com jogadores como DeVante Parker, Jarvis Landry e Kenny Stills? Poucos, é claro. Por isso pegar um recebedor no fim de feira pode não fazer tanto sentido numa primeira olhada, mas não é bem assim. Ataques precisam de opções e ter um recebedor que complemente os outros é importante. É o caso com Ford? 

VISÃO GERAL

Virginia Tech assinou o nativo de Jacksonville e colocou-o imediatamente para jogar. Ford ganhou menção honrosa All-ACC como Junior, liderando a equipe em recepções (56), jardas (709) e touchdowns (seis). Seu segundo ano foi ainda melhor, com números de destaque dentro da Conferência nas principais categorias ( 75 recepções, 1.164 jardas e 11 TDs ). A produção foi mantida em 2016 temporada, quando ele foi eleito para a segunda equipe All-ACC, com 79 recepções, 1.094 jardas e 7 TDs.

ANÁLISE

  • Pontos Positivos - Excelente atleta com boa altura. Boa aceleração em suas recepções e pode criar janelas extras, além de cruzar bem rotas. Varia a velocidade da rota para disfarçar suas intenções. Acompanha a bola profunda e tem capacidade finalizar a recepção. Consegue adequar a rota quando o passe vem atrás;
  • Pontos Fracos - Precisa de peso para atuar na NFL, correndo assim risco de ficar menos veloz. Não terá muitos snaps no seu primeiro ano conosco, exceto em lances específicos. Precisa proteger os lances do zagueiro. Não tem grande uso das mãos e falta-lhe velocidade pós catch. Seus instintos são apenas medianos;
  • Comparável na NFL - Justin Hunter;
  • Resumo - Alto, mas fino, Ford usa sua altura para se sobressair mas na NFL os CBs são maiores e melhores do que os que ele enfrentou em sua carreira. Ele também precisa provar que pode ser eficaz quando enfrentar a cobertura da zona. Ele tem a altura e velocidade para ser uma ameaça de bola profunda no esquema certo, mas seu piso de crescimento é limitado;
  • Nota - Fim de feira é complicado conseguir talentos e nós conseguimos, descendo no round e ainda ganhando uma pick para 2018. Ele é alto, veloz e com qualidade. Faltam-lhe instintos e melhores mãos, além de ganhar massa corporal, mas sem perder agilidade e velocidade. Dado o round e de que não era uma necessidade, mas um WR com talento a escolha só pode ser classificada como A.

Perfil: Vicent Taylor, DT - Oklahoma State



Escolher outro DT pode, num primeiro momento, não fazer muito sentido mas existe uma ideia por trás do que fizemos ontem, depois de escolher Davon Godchaux e no sexto round draftar Vicent Taylor, de Oklahoma State. Temos 2 jogadores Starters na posição e termos 2 jogadores jovens traz uma possibilidade realizar rotações com qualidade. Claro que eu queria um Safety e talvez até mesmo um RB, mas como existe um plano por trás, aguardemos.

VISÃO GERAL

Em 2014, Taylor jogou em 10 jogos, conseguindo 13 tackles, um deles para perda. No ano seguinte, Taylor conseguiu ser eleito para a segunda equipe da All-Big 12, com 48 tackles, 8.5 para perda e 5 sacks. Em 2017 ele se tornou o pilar da defesa, acumulando 51 tackles, 13 TFL e 7,0 sacks. Ele também conseguiu bloquear quatro chutes, um feito e tanto. 

ANÁLISE
  • Ponto Positivo - Capaz de ganhar uma batalha além da Linha. Possui a força adequada para a posição. Tem braços longos e bom uso das mãos. Tem movimento adequado e ele realiza a perseguição. Procura e identifica buracos na OL e os usa para obter sacks;
  • Pontos Negativos - Falta-lhe flexibilidade e ele possui um elevado centro de gravidade, o que pode ser um problema em alto nível. Incapaz de ganhar terreno com movimento lateral, diminuindo sua eficácia como passa-rusher;
  • Resumo - A mistura de velocidade e força farão dele um bom jogador na NFL, Depois de uma sólida carreira em Oklahoma State, ele é considerado como um jogador que ajudará na rotação e não deve conseguir ser Starter na nossa DL. Alguns analistas cotavam ele como uma escolha de terceiro round, mas ele caiu ficando para nossa escolha.
  • Nota: Um achado? Talvez. Como eu disse lá em cima, em primeira análise não parece ter sentido em draftar dois DTs quando você tem Ndamukong Suh no elenco. Mas é justamente para que a estrela possa render ainda mais que necessitamos de jogadores com Taylor. Dado que ele caiu no draft e é um bom prospecto, mesmo sem ser uma necessidade latente, eu classifica a escolha como B+.