terça-feira, 25 de abril de 2017

Perfil: Malik McDowell, DT - Michigan State


Aconteceu ontem, no Twitter, um Mock Draft com autores de todas as 32 equipes da NFL aqui no Brasil. E não, eu não fui o responsável pelo Dolphins. Foram escolhas sequenciais, sem trades, onde cada um colocou o que desejava ou imagina o que a equipe faria. O responsável pelo perfil @BrDolphins fez uma escolha que eu não gosto nem um pouco: o DT Malik MdDowell de Michigan State.

Apesar de não gostar, trago o perfil do mesmo para que, caso o time faça isso na quinta, não sejamos pegos de surpresa.

VISÃO GERAL

Como um top-50 prospecto de High School de Detroit, McDowell poderia ter ido para qualquer time, mas ele foi contra os desejos de sua família e se matriculou em East Lansing, o que fez com que o treinador Mark Dantonio e sua equipe muito feliz. Depois de jogar como reserva na temporada de calouro ( 15 tackles, 1,5 sacks ), McDowell alinhou na segunda equipe All-Big Ten ( 13 TFL e 4,5 sacks ).

ANÁLISE

  • Pontos Positivos - Agilidade e atleticismo chamam atenção de todos. Pode sobrecarregar bloqueadores com força pura e explosividade quando usa os pés da maneira correta. Pode redirecionar seu peso e manter a busca de quarterbacks móveis, além de muito bom contras as corridas.
  • Pontos Fracos - Footwork e sua técnica precisam melhorar. Alto centro de gravidade é um problema às vezes. Provavelmente seu maior problema é que os Scouts estão preocupados com ética de trabalho e sua liderança.
  • Comparavável na NFL: Ezekiel Ansah
  • Resumo - Tem características físicas semelhantes e habilidades de Arik Armstead e DeForest Buckner, mas não tem a personalidade de ambos. Produção dele oscila muito e pode atuar como DT em 4-3 ( o esquema que usamos ) ou até mesmo um DE em 3-4. McDowell é um talento cru, mas é perspectiva explosiva, ascendente com potencial All-Pro, mas ele precisará de desenvolvimento adequado para isso. E, convenhamos, desenvolver jogadores crus não é exatamente onde somos considerados excelentes...

domingo, 23 de abril de 2017

Perfil: Haason Reddick, LB - Temple


O perfil anterior ( Jarrad Davis ) caso o escolhamos na quinta terá uma certa cara de REACH, mas caso o escolhido seja Reddick terá uma achado, uma vez que ele está cotado para sair antes de nossa escolha. De uma Universidade menos famosa e que não costuma colocar atletas no Top 20 do Draft, Reddick tem capacidade atlética e instintos para ter destaque na NFL. Se ele sobrar em nossa escolha, teremos conseguido um atleta e tanto...

VISÃO GERAL

O atletismo de Reddick floresceu ao longo das duas últimas temporadas para as corujas. O ex-Runningback e Safety no High School mostrou flashes como um digno pass-rush em sua temporada como Redshirt ( 14 tackles, quatro para perda e um sack ) e sophomore ( 23 tackles, sete TFL, 1.5 sacks). Reddick e seu companheiro de equipe, Dion Dawkins,foram detidos por um assalto numa boate da Filadélfia em março de 2015, mas não foi suspenso. Ele resolveu jogar muito para se recuperar e conseguiu. Foi selecionado  para primeira equipe da Conferência, sendo titular 12 vezes, com 45 tackles, 12,5 TFL e 5 sacks. 

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Atleta explosivo, ágil e com grande flexibilidade, o que o permite mudar rapidamente de direção, algo que aumenta sua cotação como LB. Bom trabalho de pés e um ótimo posicionamento para iniciar o contato. Trabalhou em todas as posições do Front Seven, mostrando versatilidade;
  • Ponto Fracos - Vai precisar de mais força de jogo para afastar bloqueadores NFL, sobretudo de for usado como DE/DT. Faltam-lhe volume, o comprimento  e a força necessárias para atuar como um OLB de 3-4. Melhor contra o passe do que contra as corridas. Atuou em menos de 70 por cento dos snaps defensivos da equipe, o que não acontece com LB Starters da Liga;
  • Comparável na NFL - Ryan Shazier
  • Resumo - As lesões limitaram Reddick a apenas quatro jogos nos últimos dois anos do High School. O esquema de Temple o ajudou muito a potencializar seus números ( 3 fumbles forçados, 9,5 sacks e 21,5 TFL em 2016 ). Velocidade e atleticismo poderian dar-lhe uma chance maior de impactar o jogo como um 3-4 ILB ou um 4-3 OLB, em vez de tentar aumentar a massa para jogar como DE.

Perfil: Jarrad Davis, LB - Florida



Com a proximidade do Draft, nomes e mais nomes começam a aparecer na Board do Dolphins nos inúmeros Mocks feitos, muitos duas vezes por dias, nos sites especializados. Entrevistas dadas por Adam Gase essa semana deixaram quase certo que o time escolherá um OL ( Lamp ) ou DL/LB, com chances quase zero de aparecer um CB/FS/SS no primeiro round. 

Neste sentido é que Jarrad Davis pode terminar pintando como jogador do Dolphins. Ele tem qualidade para jogar com LB, mas... sempre tem um porém, né?

VISÃO GERAL

Em 2016 sofreu uma contusão na perna que o limitou na temporada. Davis construiu sua reputação nos primeiros três anos, entrando imediatamente como um caloiro genuíno para jogar em cada jogo ( 24 tackles, dois para a perda ) e ganhar o prêmio de jogador o mais valioso nas equipes especiais. Ele foi uma reserva importante em 2014, também, antes de perder os últimos três jogos com uma lesão ( 23 tackles, um para perda.) Finalmente, conseguindo uma chance de começar como Junior, Davis não decepcionou com 98 tackles, 11 para perda e 3,5 sacks.

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Excelente flexibilidade com aceleração de elite, algo essencial para um LB. Muito bom em terceiros downs de corrida, com razoável leitura do ataque. Melhorou muito sua disciplina. Consegue acompanhar bem o TEs nas suas rotas. Tem espaço e capacidade atlética para melhorar na cobertura do segundo nível;
  • Pontos Fracos - Instintos medianos, fazem com ele cometa faltas e movimentos errados, gerando ineficiência. Melhorar o uso das mãos é um item a ser explorado, bem como sua durabilidade.
  • NFL COMPARAÇÃO Shaq Thompson
  • Resumo - Elogiado tanto pelo seu futebol quanto pelo seu caráter pessoal, Davis tem presentes atléticos para acompanhar as características que as equipes estão procurando. Sua capacidade de cobertura e como ele termina seus tackles torná-lo um projeto favorito para algumas equipes. Embora seja fácil se apaixonar pelas características e potencial, terá que cobrir melhor as rotas e livrar-se melhor dos bloqueios. Prospecto ideal para atuar como OLB no sistema 4-3.

sábado, 22 de abril de 2017

Perfil: Charles Harris, DE - Missouri



Draft não é uma ciência exata, todos que acessam com frequência este local sabem disso. Nem sempre a escolha certa é a mais óbvia. Vez por outra o correto é escolher um jogador não esperado, mas que que enquadra ao planos da equipe do que um melhor prospecto que venha obrigar mudanças no vestiário e estilo de jogo. Seria o caso com Harris? Não sei ao certo, mas entre um DE um LB é mais do que óbvio que o ideal seria escolher a segunda posição. Mas vai entender o que se passa na cabeça dos responsáveis pelo draft...

VISÃO GERAL

Harris demorou para se dedicar ao football, só jogando no início do High School. Seu atletismo lhe rendeu uma bolsa de estudos. Como reserva, Harris teve quatro tackles for loss e dois sacks. Sua temporada de breakout veio em 2015, conseguindo figurar na segunda-equipe da SEC,  ao conseguir liderar a conferência com 18,5 tfl e 7 sacks. Treinadores votaram nele outra vez para a segunda-equipe SEC em 2016 ( 12 tfl e 9 sacks ), apesar da campanha ruim de sua equipe ( 4-8 ).

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Pernas longas, quadris móvel e com grande rapidez lateral, o que o torna um desafio bloqueá-lo. Joga em ambos os lados da linha e pode jogar com uma mão no chão ou em pé. Utiliza a velocidade precoce no poder para criar movimento antes de atacar o ombro interno do tackle. 
  • Pontos Fracos - As mãos precisam melhorar para atuar na NFL. Passeios em blocos em vez de shucks-los. Precisa melhorar contra o jogo corrido. Produtividade caiu depois de uma troca de esquema defensivo, o que pode complicar ainda mais sua vida na mudança para NFL.
  • Comparável na NFL - Connor Barwin
  • Resumo - Atleta de alto nível contra o passe, mas apenas mediano contra às corridas. Ironicamente, Harris pode jogar na borda em 4-3 ou 3-4, podendo até mesmo atuar como LB, precisando neste caso de uma transição quase que perfeita.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Uma primeira olhada sobre nosso Calendário

Agora sabemos quando e onde teremos que contar com eles...
Foi divulgado o Calendário do Miami Dolphins na temporada 2017. Teremos a sexta mais complicada tabela de todas as 32 franquias. Algumas partidas serão bem complexas outras nem tanto, mas sabemos do nosso histórico recente de falhar justamente nestas partidas ditas "fáceis". Uma rápida análise dos 16 jogos, com direito a 4 partidas em prime-time:

  • Semana 1, 10/09 vs Buccaneers. Abrir jogando em casa contra um adversário acessível parece-me o cenário ideal para uma outra temporada vitoriosa;
  • Semana 2, 17/09 at Chargers. Outro adversário acessível, fora de casa. Duvido que os Chargers mudem da água para o vinho. Tomara que não viremos vinagre...
  • Semana 3, 24/09 at Jets. Clássico de divisão em NY. Vencer é mais do que obrigação. Chances de um 3-0? Possível...
  • Semana 4, 01/10 vs Saints. Um mando perdido, atuando em Londres. A vantagem é que o time de Drew Brees não é exatamente um temível rival. 
  • Semana 5, 08/10 vs Titans. Voltando para o Hard Rock Stadium uma partida complicada. O time do Titans cresceu bem na temporada passada e será um osso duro de roer; 
  • Semana 6, 15/10 at Falcons. O começo das complicações da temporada. Fora de casa contra uma equipe que tem tudo para vir quente nesta temporada.
  • Semana 7, 22/10 vs Jets. A temporada nem terá chegado a metada e teremos que ter varrido o mais odiado rival. É obrigação;
  • Semana 8, 26/10 at Ravens. Fora, rival forte, momento crucial da temporada. Jogo na quinta, com pouco tempo para se recuperar depois da batalha contra os Jets; 
  • Semana 9, 05/11 vs Raiders ( SNF ). Depois de uma pausa, recebemos os Raiders, time que assim como nós quer se manter no topo. Batalha que pode definir os rumos da mteporada;
  • Semana 10, 13/11 at Panthers ( MNF ). Eu não sei qual foi a última vez em que jogamos três partidas seguidas em horário nobre, mas vai acontecer em 2017. Rival Contender e que vem ferido de uma má temporada. Será páreo duro;
  • Semana 11: BYE
  • Semana 12, 26/11 at Patriots. Fora de casa uma partida que, eventualmente, poderá valer a liderança da divisão.
  • Semana 13, 03/12 vs Broncos. Existem muitas dúvidas quanto a este Denver. Como nós teremos que nos empenhar ao máximo para voltarmos a post-season. Vencer partidas assim são essenciais;
  • Semana 14, 11/12 vs Patriots ( MNF ). Dois Monday Night no mesmo ano. Nada como jogar uma partida em post-season. Se o time estiver perto, aqui podemos voltar a vencer a divisão. Loucura? Quem sabe...
  • Semana 15, 17/12 at Bills. Visita complicada ao norte do estado de NY contra um rival encardido. Vencer, portanto, é a meta;
  • Semana 16, 24/12 at Chiefs. Jogo fora e contra um time forte. Em fim de temporada pode ser uma diferença entre post-season ou mais uma temporada sem jogos em janeiro.
  • Semana 17, 31/12 vs Bills. A segunda partida contra o Bills em 3 semanas. Vencer, em qualquer situação na temporada, é mais do que fundamental.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Perfil: Forrest Lamp, OG - Western Kentucky


Outro OL em primeiro round? Pois é, eu também não gosto da ideia. Escolhemos 4 OLs desde 2008 no primeiro round: Jake Long ( LT, 2008 ), Mike Pouncey ( C, 2011 ), Ja'Wuan James ( 2014 ) e ano passado fomos de Laremy Tunsil. Enquanto isso nada de LBs e apenas dois DEs foram escolhidos e um deles foi uma porcaria ( Dion Jordan, recém cortado ). Particularmente acho que a carência na defesa é maior do que qualquer vantagem que ele possa trazer para a Linha Ofensiva, ainda mais numa classe tão excelente na Secundária, outra carência do time.

Mas como aqui é o Dolphins, vamos ao perfil de Lamp.

VISÃO GERAL

Lamp terminou uma carreira brilhante para o Hilltoppers marcando um touchdown num Bowl. Lamp ganhou menção honrosa no All-Sun Belt atuando como Guard ( três jogos ) e Left Tackle ( nove jogos ) como um redshirt em 2013. Nos últimos dois anos, Lamp foi uma seleção do primeiro time da Conferência, começando cada jogo no lado cego. Ele foi eleito para o terceiro time da Associated Press All-American como um Sênior.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Capaz de redirecionar o corpo, mesmo com sua força corporal. Mostrou pés ágeis, paciente, consegue realizar o bloqueio fora do esperado pela chamada da jogada. Inteligente com as mãos na proteção do passe. Eficaz no bloqueio na ponta da linha. Move-se rapidamente para o próximo nível quando a jogada é de corrida e não ocorre por seu gap, realizando valiosos bloqueios além da linha de scrimmage.
  • Pontos Fracos - Altura e o comprimento do braço provavelmente o impedirão de atuar como Tackle na NFL. Manter as mãos na posição correta e usá-la na hora certa é algo que a ser melhorado. Falta de envergadura vai exigir cuidado do Coach de OL.
  • Comparável na NFL: Zach Martin
  • Resumo - Starter de quatro anos como Left Tackle, cuja falta de altura/comprimento vão obrigá-lo a atuar como OG na NFL. Tem o athleticismom para segurar rushers atléticos. Sua habilidade de alinhar potencialmente nas 3 posições da OL só aumentará seu valor.

sábado, 8 de abril de 2017

Perfil: Zach Cunningham, LB - Vanderbilt


Depois do perfil do DE Derek Barnett, agora é a vez de Zach Cunningham, LB da Universidade de Vanderbilt. Uma necessidade clara do time é reforçar o corpo de LBs um dos calos da temporada passada. Por mais que tenhamos renovado Kiko Alonso e contratado Lawrence Timmons, ainda temos buracos no setor. E nada melhor do que cobri-los com um bom prospecto. Este é o caso de Cunningham. 

VISÃO GERAL

Alabama pode ter negligenciado Cunningham no processo de recrutamento devido a sua falta de estrutura atlética, mas os scouts da NFL não. Começou os cinco jogos finais do ano para os Commodores como redshirt ( 67 tackles e 1.5 sacks ), e começou os nove final em 2015, liderando a equipe nos tackles para a perda de jardas ( 16.5 ) e fumbles forçados ( quatro ). Cunningham liderou Vandy com 125 tackles em sua primeira temporada completa, com 16,5 tackles por perda. Ele também foi eleito para a 1ª equipe AP All-American e isso Júnior, 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Máquina de tackles, joga sempre olhando para o lance sedento de produzir algo, conseguindo ler bem os ataques e assim corrigir as suas ações. Usa muito bem sua velocidade para livrar-se dos bloqueadores. Durável e confiável, além de ter o atleticismo necessários para o jogo. Tem senso de responsabilidades e realiza bem a cobertura dos companheiros quando estes são batidos pelos RBs ou TEs. 
  • Ponto Negativos - A desproporção entre corpo e pernas é considerada um problema a ser levada em conta, complicando seu equilíbrio. O uso de suas mãos não é dos melhores. Deve faltar-lhe força física para quebrar tackles dos OLs mais fortes na NFL. Precisa ajustar o modo de realizar os tackles, pois muitas vezes realiza-os de modo que na NFL pode facilitar que o adversário quebre-o e siga na jogada.
  • Comparável na NFL com: Alec Ogletree
  • Resumo - Os tackles perdidos e a falta de força desejada podem incomodar equipes, mas sua produção consistente é difícil de ignorar. Cunningham é um linebacker, terceiro down, que tem valor de equipes especiais. Sua abordagem é feita para sistema 4-3 e Cunningham poderia se tornar um starter sólido, cedo como um run-and-chase linebacker pelo lado fraco.

Perfil: Derek Barnett, DE - Tennessee


Começo hoje a cobertura do draft. Como disse no texto anterior, ancorado no histórico tenebroso da franquia na hora de draftar, que não será fácil pensar o que está passando pela cabeça dos que comandam o Miami. Adam Gase, Chris Grier, Mike Tannembaum e Stephen Ross até agora não deixaram grandes indícios do que possam fazer. 

Fica no ar a leitura de que iremos de BPA ( melhor jogador disponível ). Apontei os problemas disso, ainda mais quando o time não se importa de queimar picks em jogadores muito questionáveis. Hoje analiso um jogador que cairia como uma luva em nosso Front Seven: Derek Barnett. Um DE de qualidade e promissor.


VISÃO GERAL

O nativo de Nashville foi o primeiro calouro a começar na DL de Tennessee em 2014, fazendo 20,5 tackles para perda de jardas e 10 sacks. Barnett liderou os Vols com mais 10 sacks em 2015. Em seu ano de Júnior, Barnett foi um eleito para a primeira equipe da SEC.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Mãos fortes, rápidas, eficientes e letais. Ataca a OL com  trabalho de mãos e pés na busco pelo Quarterback. Pune o OL adversário quando este comete alguma falha, raramente perdendo uma oportunidade de conseguir tackles e sacks. Boa percepção de campo ,reconhecendo play-action, reverses e screens. Versátil o suficiente para cobrir zonas quando necessário.
  • Pontos Negativos - Comete falta tentando adivinhar o momento do snap. Tem problemas para mudar de direção, algo típico de um homem grande com cintura larga. Quarterbacks móveis no Pocket podem escapar mais facilmente dele. Precisa melhorar seu footwork.
  • Comparável na NFL com: Nick Perry
  • Resumo: Barnett é um dos mais produtivos jogadores de DL que saíram da SEC em algum tempo. Sua consciência e foco no jogo deve mantê-lo perto da ação e ele tem o talento para entrar de imediato, causando bom impacto. Poderia haver coordenadores que vê-lo como um OLB, num sistema 3-4 devido a preocupação com a sua capacidade de colocar a mão no chão no sistem 4-3. Acho essa preocupação menor do que seu talento. E ele poderia atuar tanto como DE ou LB caso assim o desejemos.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

21 dias para o Draft




Estamos a 21 dias do Draft. Com uma off-season recheada de diversas contratações e uma tremenda bola fora ( ao deixar Zac Brown assinar com o Redskins por 2,5 milhões ), tentar prever a pick do Dolphins é nada mais do que uma adivinhação. Miami parece ir para outro draft sem ter um plano definido, esperando para ver o que acontece. Eu sempre vi uma vantagem no BPA, pois foi assim que conseguimos um tal de Dan Marino. Mas isso tem que fazer parte de um plano e não me parece o caso.

Ao que parece o Miami Dolphins precisa de reforço em 3 posições de forma mais destacada: Linebacker, Defensive End e Ofensive Guard. Em menor grau precisamos de um Cornerback, um Safety e um Center. Focando só no BPA - Best Player Avaliable ( melhor jogador disponível ), pode aparecer um WR, um TE ou um DT. Em suma: qualquer posição pode ser coberta com a escolha. 

As 3 fotos acima demonstram os meus favoritos: Dereck Barnett ( DE ), Zack Cunningham ( OLB ) e Forrest Lamp ( OG ). Seriam ótimos reforços para a equipe. E dessa vez nem podemos torcer que um QB caia no draft, porque a classe é fraquíssima. Depois eu faço um perfil dos 3 e de outros jogadores cotados para aparecerem em nosso time. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O triste fim de uma classe inteira se concretiza com o corte de Dion Sims

Parecia uma boa ideia na época... apenas parecia.
Fazer bons drafts não é, infelizmente, uma rotina em Miami. Raras são as turmas onde conseguirmos arranjar 2 Starter, quando muito 3. Mas na imensa maioria delas perdemos 3 ou 4 jogadores, alguns deles não duram nem mesmo até a segunda temporada. Olhando para trás o jogador de destaque dentro do elenco a mais tempo na equipe que veio do draft é Reshad Jones, que foi escolhido em 2010. E fora dele, só consigo lembrar-me de Mike Pouncey, primeira escolha no ano seguinte. Ah, claro, tem Ryan Tannehill mas esse não é destaque do time e da liga como os outros dois, certo? E mesmo assim, só tem Tannehill da classe de 2012. 

Mas a de 2013 agora é oficialmente uma das piores de todos os tempos. Com o corte de Dion Jordan nenhum atleta daquele recrutamento está mais conosco. Nenhum mesmo. E isso é sintomático: apenas 4 drafts atrás conseguimos errar a mãos em TODOS os escolhidos. Relembro agora quem foram e o que fizeram pela equipe:
  • Dion Jordan, 1º Round, 3ª escolha geral - O Dolphins arriscou, coisa que poucas vezes faz, subindo da 12ª posição para escolher Jordan. Parecia uma boa coisa, mas... ele era leve demais para DE e não poderia atuar como LB. Resultado: tentou ganhar peso artificialmente, foi pego no antidopping duas vezes e praticamente nada fez na NFL. Provavelmente nem arranjará um time para jogar;
  • Jamar Taylor, 2º Round - Um CB era necessidade real do time do time e Taylor parecia uma escolha acertada. Parecia porque ele jamais ficou saudável e quando raramente entrou em campo foi uma negação. Acabou trocado ano passado por uma inversão de picks no 7º Round!!!;
  • Dallas Thomas, 3º Round - Um Guard para proteger nosso QB. Poderia existir algo mais interessante num terceiro round? Pois bem, ele JAMAIS rendeu algo em campo. E foi cortado ano passado;
  • Will Davis, 3º Round - CBs eram mesmo uma carência no elenco e Will até que rendeu bem. Mas quando trocamos de DC ele acabou trocado. Não que tenha feito muito falta ou rendido bem para onde foi, é preciso dizer;
  • Jelani Jenkins, 4º Round - Melhorar o corpo de LBs é necessário desde que perdemos Zach Thomas e Jason Taylor. Sendo assim... pois é. Ele foi Starter mais por falta de alguém do que mesmo qualidade dele. Não fará sua saída este ano...;
  • Dion Sims, 4º Round - Achar um TE que preste é outra coisa que tentamos mas nunca conseguimos. Sims nunca foi um grande alvo e não teve seu contrato, merecidamente, não renovado;
  • Mike Gillislee, 5º Round - Ah como era interessante a escolha na época. Mas não deu certo. Aqui começou uma era de escolhas de jogadores com base onde eles se formaram, no caso em Universidades da Flórida. Nem preciso dizer que não deu certo, não é mesmo?
  • Caleb Sturgis, 5º Round - Alguma mente inteligente resolveu gastar pick com um Kicker. Não deu certo e o anterior vive acertando o pé contra, Dan Carpenter;
  • Don Jones, 7º Round - Se nas escolhas anteriores não acertamos, porque haveríamos de conseguir isso aqui?
O que resta é esperar que a classe de 2017 seja melhor do que a de 2016 ( que não foi lá grandes coisas, é preciso dizer ). Mas se conseguir evitar tragédias como a de 2013, já será um grande avanço.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Uma Free Agency perfeita ou muito dinheiro desperdiçado?

Contratar um LB do Steelers não me traz grandes lembranças...
Existe uma máxima nos esportes dos EUA: times vencedores são formados pelo draft. Raramente times que invertam essa lógica conseguem sucesso. E o Miami sob o comando de Adam Gase tem feito justamente isso: investir forte na free agency e fazer um draft morno. Fomos a post-season depois de 7 anos é verdade, mas quem do Draft ajudou nisso? Ninguém, forçando a barra Laremy Tunsil. Olhando para os 3 últimos drafts, temos uma dupla de WRs como os únicos grandes candidatos a estrelas de Liga ( para mim Landry já o é ).

Pode dar certo outra vez? Claro que pode, mas eu sinceramente sempre fico com os dois pés atrás com o time, ainda mais com um calendário bem mais duro do que 2016. Além disso, ainda temos um QB que não rende em alto nível e o ataque pode ficar outra vez dependendo de Jay Ajayi, o que não é o melhor caminho. 

Mas vejamos o que temos até aqui:
  • Reshad Jones, SS - Contrato estendido para 5 anos por 60 milhões, 35 garantidos. Achei alto, mas ele é um pro-bowler e estes atletas custam caro mesmo. Garante terminar a carreira por aqui, a menos que caia demais de rendimento;
  • Kenny Stills, WR - Contrato renovado para 4 anos por 32 milhões, 19,95 garantidos. Até que saiu bem, mas... se pagamos isso pelo terceiro WR do elenco, quanto vai custar renovar com Jarvis Landry? Stills é um bom WR, mas iguais a ele existem no Draft. Forçada de barra a meu ver, mas que ao menos mostra que a ideia é manter uma estrutura no ataque;
  • Andre Branch, DE - Contrato renovado por 24 milhões, com assustadores 16,8 milhões garantidos. O pior negócio desde muito tempo. Primeiro é um jogador comum ( Hayes é bem melhor, por exemplo ) e segundo que no draft conseguiríamos alguém melhor. Mas o Miami resolveu torrar essa grana em alguém comum. Erro grosseiro;
  • Julius Thomas, TE - Trocado com os Jaguar por uma escolha de sétima rodada. Não existe como não gostar desta escolha. Alguém de qualidade, vem para ser Starter da posição e ser o alvo de confiança. Vai faltar QB para lançar, mas ele é de confiança de Adam Gase. Para mim, ótima aquisição;
  • William Hayes, DE - Trocado com o Rams por uma sexta rodada, mas recebendo uma de sétimo. Ninguém entendeu essa, porque o Rams arrebentou os cofres na quinta para contratar um DE e nos "doar" outro na sexta. Melhor para nós que por quase nada conseguimos um jogador mais do que decente para a posição;
  • Nate Allen, FS - Assinou contrato de 1 ano por 3,4 milhões. Era uma necessidade do time e por mais que existam dúvidas quanto a ele, não posso negar que foi um bom negócio. Carência do time, apenas um ano, valor decente. O que pode dar errado? Ele não render? Já jogamos uma temporada inteira sem Free Safety mesmo...
  • Anthony Fasano, TE - Assinou por 1 temporada por 3 milhões ( mais incentivos ). A volta de um dos meus jogadores favoritos. Ficou 5 anos fora e agora volta. Será reserva, mas é um ótimo bloqueador, além de segurar passes. O que já é mais do que todos os TEs que passaram pelo Miami durante sua ausência;
  • Lawrence Timmons, LB - Assinou por 2 anos por 12 milhões, 11 deles garantidos. Era uma necessidade e ele é um jogador. Vai, caso queira, ajudar muito a defesa. Como assim caso queira? Porque o último LB que contratamos dos Steelers foi Joey Porter que era de uma preguiça infernal. Daquelas de matar de raiva. Tinha dias em que ele detonava, mas também quando não queria jogar... será assim com Timmons? Eu não sei, mas ele tem qualidades para formar um bom corpo de LBs;
  • Ted Larsen, OG - Assinou para 3 temporadas por 5,65 milhões ( 1,5 garantidos ). Jogador versátil que chega para atuar no meio da OL em qualquer uma das posições. Experiente, será útil para o time,
Alguns negócios forçados, outras grandes sacadas. De um modo geral, eu gostei. Mas a questão é: o Salary Cap se sustenta pelas próximas temporadas?

sexta-feira, 3 de março de 2017

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Branden Albert deve ser trocado e Cameron Wake ganha uma extensão contratual

Albert esteve para ser cortada, mas deve terminar rendendo algo...
enquanto que Wake ficará até 2018.
Finda a temporada da NFL, com um gosto bem amargo, é tempo da longa off-season. Os times estão no período onde realizam cortes, re-assinam com jogadores e agendam trades. Até aqui alguns cortes esperados e nenhuma trade fechada, mas temos duas movimentações bem interessantes: uma provável troca de Branden Albert ( Left Tackle ) e a renovação de Cameron Wake ( Defensive End ).

Branden Albert dono de um mega contrato tem direito a receber US$ 10,6 milhões, coisa da gestão(??) de Dennis Hickey, que não deixou saudades em Miami. Albert tem atuado bem, entregando em campo quase tudo o que dele se esperava, mas está ficando velho e como Laremy Tunsil mostrou-se promissor, não faz sentido empatar tanto dinheiro assim, Ele comunicou que desejava sair e a Direção esteve próxima de cortá-lo. Ai apareceu o Jaguars propondo uma Trade. O amigo pode perguntar: porque o Jaguars gastaria escolhas por alguém que poderia conseguir "de graça"? Simples: quase ninguém quer ir para lá e muitos acham que ele não consegue um contrato como o que tem me Miami. Sendo assim, os dois lados sairiam ganhando. Existem a chance de que um CB seja incluído no negócio. Nada mal, até porque com a Trade o time conseguirá economizar algo em torno de US$ 7 milhões.

Cameron Wake assinou uma extensão contratual no valor de US$ 18 milhões, com 11 destes garantidos, por 2 anos. Assim ele fica com o time até 2018. Uma justa recompensa para ele que é um dos melhores defensores da NFL e teve um ano ótimo, mesmo com 35 anos. Lembrando que um ano atrás tinha quem falasse que o time deveria tê-lo cortado. Todos estão, creio eu, arrependidos.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Jason Taylor é eleito para o Hall da Fama segundo site da NBC

Taylor recebe um justo prêmio para um dos maiores defensores da história
Jason Taylor é o meu atleta preferido do Miami, fora Dan Marino. Ele personificou o que é ser um franchise player, e mesmo tendo atuado pelos Jets é uma lenda em Dave. Segundo o site da NBC, ele foi eleito para o Hall da Fama que fica no estado de Ohio, em Canton. Ele consegue assim um feito raro: entrar no primeiro ano de elegibilidade. Os jogadores só podem se candidatar a uma vaga após 5 anos aposentados.

Jason Taylor foi escolhido no terceiro terceiro round em 1996 e atuou por 15 temporadas e ainda é um dos 10 maiores sackadores da NFL, ocupando a sétima posição. Além do Miami Dolphins, atuou um temporada pelos Redskins ( 2008 ) e nos Jets ( 2010 ). A imagem que ilustra este post é da última partida dele, no então Sun Life Stadiun e contra os Jets, o nosso maior rival. Momento mais do que apropriado para um gran finale...

Parabéns Jason Taylor, o mais novo membro do Hall da Fama.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Jarvis Landry e Jay Ajayi nomeados para o Pro Bowl

A dupla, os melhores de nossa ataque, está no Pro-Bowl
O trabalho tem me consumido bastante tempo e por isso não tenho tido como fazer textos sobre o futuro do time, agora que a temporada acabou. Reitero que não temos do que reclamar de 2016 porque o ano ficou muito acima das expectativas. Agora é a hora de pensarmos em como fazer para manter-se neste nível.

Teremos que lidar com um Draft sem escolhas de 3º e 4º round, reforçar o corpo de LBs e a Secundária, manter jogadores que são Free Agents e talvez arrumarmos um outro Coordenador Defensivo, porque Vance Joseph pode virar Head Coach dos Broncos.

Mas antes temos uma boa notícia: Jarvis Landry e Jay Ajayi conseguiram vagas no Pro-Bowl, devido a nossa eliminação e a classificação de times que tem jogadores no jogo festivo, que acontece uma semana antes do Super Bowl.

Os dois fizeram por merecer a vaga direta, mas mesmo participando como substitutos eles mereceram a vaga. Agora é aproveitar a festa. Quem sabe no ano que vem não façam uma festa maior ainda, com todos os colegas de elenco... não custa nada sonhar.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Wildcard: Dolphins 12x30 Steelers - Perdemos, mas saímos no lucro nesta temporada

Ajayi foi parado e quem passeou foi Bell...
Em outras circunstâncias eu estaria fulo depois da partida de hoje, mas quando sabemos dos buracos que nosso time possui e sabedores de que falta um degrau para sermos competitivos em altíssimo nível o sentimento é de esperança. O placar de 30x12 para os Steelers é enganoso, porque tivemos ( uma na Red Zone ) no campo dos Steelers que não terminaram em pontos e poderíamos até ter causado algum trabalho na partida. Mas, não temos time para isso. Ainda.

E é esse o sentimento que temos que ter: a esperança de dias melhores. Vimos que nosso ataque pode melhorar ano que vem, graças a continuidade no setor. Ainda, e não irei largar de dizer isso, nos faltará um QB Top, mas podemos sonhar com um jogo corrido melhor, sobretudo conseguindo um complemento a Jay Ajayi. Arrumar um Center talvez seja necessário, porque Mike Pouncey tem se machucado mais do que o ideal. No mais, é isso ai que estevem em campo hoje.

Na defesa... bom, no começo do ano eu disse: temos um dos piores corpos de LBs da Liga. E repito que seguimos na mesma, só com a adição de Kiko Alonso, que hoje jogou no extremo sacrifício. No draft ( onde não temos escolha de 3º e 4º rounds ), teremos que buscar - ao menos - 2 LBs. A secundária também é um problema, pois mesmo com um Interceptação Xavien Howard não é CB para a NFL. No máximo ele serve para ser reserva e olhe lá. Byron Maxwell serve como CB#2, mas como principal não mete medo em ninguém. Nossos Safeties também estão deixando a desejar, onde só temos Reshad Jones, que assim como Pouncey, tem ficado mais fora do que dentro de campo. 

No futuro, a depender da temporada 2017, poderemos olhar para esta partida de hoje e pensarmos: foi ali que um time vencedor foi forjado, com sua primeira partida de post-season. Foi ali que Landry, Ajayi, Parker e cia conheceram o que é jogar em Janeiro. Poderemos também lembrar de que Landry conseguiu - sem ninguém se dar conta disso - passou das 100 jardas em 11 recepções. Que Cameron Wake finalmente jogou uma partida de post-season,

O time tem suas virtudes, mas hoje foram nossos defeitos que, ficaram bem evidentes, nos levaram a derrota. Tapar esses buracos e dar profundidade ao jovem elenco é a tarefa para a Free Agency/Draft. Porque a esperança é grande de que voltemos no ano que vem. De que possamos voltar a brigar de igual para igual com os outros times. De que, finalmente, tenhamos voltado a NFL.

E neste sentido, essa partida de hoje foi importante. O placar não foi importante. Mais importante foi quebrar uma barreira e adquirir experiência.

Wildcard: Dolphins at Steelers - Podemos vencer as batalhas nas Linhas?

A nossa DL precisa fazer isso várias vezes hoje

Todos os analistas dizem a mesma coisa: é nas trincheiras que se decidem as partidas. Quem ganhar o embate das linhas costuma sair vencedor. Acreditem não é apenas um mantra básico é uma realidade. Com supremacia nas linhas o time consegue ficar em campo e deixar o ataque rival fora. Assim a defesa do rival cansa mais rápido e os pontos aparecem no placar. Se você perder, acontece o contrário e a derrota fica iminente e só com um Quarterback fora do normal é que tudo pode ser revertido.

A nossa OL está entre as melhores da Liga, mas a do rival é melhor. Nssa DL é uma das melhores da Liga e a do Steelers está abaixo da nossa. Se isso prevalecer, iremos depender do quão dominante nossa DL conseguir ser contra a OL rival. E uma boa notícia é que nossa OL é melhor do que a DL rival, o que pode facilitar a vida de Jay Ajayi.

Por falar em Jay Ajayi, ele é a chave para vitória. Uma grande atuação dele é crucial para nós. E por grande atuação falo em passar das 100 jardas, porque não é todo dia que ele vai conseguir 200 jardas contra os Steelers. Mas é preciso usar o jogo de passe no começo da partida, porque se não fizermos isso a defesa de Pittsburgh conseguirá fechar os espaços e limitar os danos de nosso RB. Eu até acho que no começo, para testar o braço mesmo, um passe longo na direção de Stills seria o ideal. Se rolar, a defesa terá que se afastar da linha de scrimmage e Ajayi ganharia espaços para correr e ganhar mais jardas.

Por isso, olho no gameplan que Adam Gase montou para a partida. Se for usar apenas corridas e Ajay não estiver em um dia de Ricky Williams, tudo pode acabar antes de começar. Lembrando que até agora quem jogou em casa venceu. E de forma fácil, diga-se. Esperamos muito para voltar a post-season e agora que voltamos queremos sonhar com algo mais. Mas se for para perder ( uma real possibilidade ) que caiamos lutando e forçando os Steelers a suar para vencer. 

E isso começa nas Linhas. E temos como vencer estas batalhas. Se o fizermos, veremos muitas vezes cenas como a que ilustram este post...

sábado, 7 de janeiro de 2017

Wildcard: Dolphins at Steelers - Run Ajayi, Run!!!

Ah se essa cena se repetisse...
Amanhã no pote de mostarda ( vulgo Heinz Field ) iremos voltar a jogar na post-season após 8 dolorosos anos. Curiosamente as duas últimas partidas que jogamos em Janeiro foram contra time da AFC Norte, a mesma dos Steelers: o Baltimore Ravens. Só que em 2001 e em 2008 a partida foi em Miami e agora é fora de casa. E em partidas de Wild Card vencemos as 3 últimas que fizemos longe do Sul da Flórida. Isso serve de alento? Não sei se valerá algo, mas são as estatísticas.

Em campo, sendo bem realista, as chances passam pela atuação de Jay Ajayi e da Linha Ofensiva. Se o ataque ficar em campo, marcando pontos nem que seja via Field Goal e cansando a defesa dos Steelers teremos uma chance. Se a partida, por outro lado, virar um Tiroteio, podemos pensar em draft, porque não temos ataque para competir em um placar acima dos 30 pontos. É duro, mas é verdade. Se Ajayi conseguir passar das 100 jardas enquanto a partida estiver equilibrada poderemos sim vencer. Porque neste caso, a defesa dos Steelers terá que marcar perto da linha de scrimmage e abrindo espaços no fundo do campo e ai Matt Moore poderá soltar o "fogo na bomba" para Stills e cia.

Do lado defensivo vale a receita acima: a melhor saída é ela ficar fora de campo. Sem nosso melhores DBs em campo, como parar Brown, Bell e Big Ben ( o trio BBB do adversário )?? Só deixando eles fora, Não fosse pouco, ainda não teremos nossos LBs starters, fora Alonso, e ai o cenário é muito longe do ideal. Vencendo ou perdendo precisaremos reforçar o setor com pelo menos 2 jovens talentos. Pelo menos. Podemos ainda esperar que Suh e Wake possam derrubar Big Ben e tirá-lo da zona de conforto. Quem sabe né?

No mais é desfrutar a partida. Sei que para muitos que seguem os Dolphins essa será a primeira partida de post-season, para a imensa maioria a primeira com transmissão em português. É que em 2008 a ESPN não tinha os direitos da partida do sábado da AFC e assim ficamos apenas nas mãos da Internet. Agora não, vamos ver ao vivo e Full HD. E mesmo que venhamos a perder ( mesmo que por um blowout ) ninguém vai reclamar. Temos um time em cima do qual podemos melhorar e termos a confiança de voltar aos playoffs em 2017. 

E isso meus amigos, não tem preço. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Feliz 2017...

Se a lista era somente essa, está mais do que realizada...
Amigos eu garanto: não morri, nem fui sequestrado e nem abandonei o Blog. É que agora sou ?Secretário na minha amada Salgueiro ( Pernambuco ) e, claro, o tempo que já não era grande, ficou bem menor. Ainda escrevo preview das partidas para um site ( essa semana faço o nosso embate contra os Steelers em Pittsburgh ) e bom, aqui vai do jeito que der.

Nem vi direito a partida contra os Pats, mas pelo o que pude apurar parte daquele Miami sonolento deu as caras no Hard Rock Stadium. O que, acreditem, tem seu lado positivo: o time perdeu quando podia e mesmo que o placar tenha sido elástico, com um pouco mais de qualidade ( e vontade ) poderia ter sido bem mais apertado. Agora é passado e é hora de pensar em... eita, como é bom dizer que ainda vamos jogar depois de 16 partidas. 

Podemos vencer os Steelers? Sim, claro. Em tese, tirando Pats, Packers e Cowboys, todos os outros times contra os quais podemos enfrentar são vencíveis. Mas o que importará domingo contra o time do pote de mostarda é com que atitude iremos entrar em campo. Se iremos dar a vida em campo ou apenas adquirir mais um vexame em post-season. Lembrando que só jogamos 4 partidas na post-season nas últimas 17 temporadas e só vencemos uma única vez, em 2000. De lá para cá 3 derrotas e marcamos menos de 20 pontos somados nestas partidas. 

Uma atuação decente é o mínimo que eu quero. Vencer, claro, seria épico. Mas perder com dignidade também pode ser bom. Aguardemos e vejam só, não estou criticando ninguém em um post de Janeiro. 

domingo, 1 de janeiro de 2017

Week 17: Dolphins x Pats - Derrubando os Pats como no ano passado?

Pressão em Tom Brady é o caminho...
Ano passado vencemos uma partida que ninguém esperava no encerramento da temporada, desastrosa, de 2016. O Patriots, com receio de contundir jogador importantes, não atuou com toda a intensidade e perdeu no - ainda - Sun Life Stadium. E devem se arrepender muito disso, porque ficaram em segundo na classificação da AFC e tiveram que viajar até o Colorado para encarar Peyton Manning e os Broncos. Fosse em casa, talvez o Pats tivesse um quinto Lombardi em sua galeria. Ainda bem que fizemos isso em favor da NFL.

Agora a situação é quase a mesma para eles, com diferença de que a partida vale também para nós. Estamos classificados para a post-season e na posição ( Seed ) 6 dentro da AFC. Com uma vitória diante dos Pats podemos conseguir mais do que apenas atrapalhar o rival: se os Chiefs perderem seu jogo, nós subimos para a posição 5 e ao invés de encararmos os Steelers, iríamos pegar o Texans, o que me parece mais acessível. E se, mesmo com a derrota, o Pats ficar na posição 1, fugiríamos de ter que medir forças com eles no Divisional Playoffs.

Em todo caso, vencer é importante para ganhar respeito. E, claro, sempre é melhor vencer 11 do que 10. Ainda contra o time mais mau caráter da NFL...