domingo, 16 de julho de 2017

O que podemos esperar da Secundária: Excelência ou Frustração?

Reshad Jones é Top... mas conseguirá jogar a temporada inteira??
Sei que existem algumas pessoas que acreditam - piamente - que estejamos muito próximos de virarmos um Super Bowl Contender. Eu não faço parte destas porque, entendo que temos buracos demais para sermos um: dos LBs, passando pela OL, pela falta de profundidade dos RBs ou pela oscilação na Secundária. Sem falar que, claro, o maior de todos os problemas ainda persiste: a falta de um QB All-Star. Mas hoje não tecerei criticas por criticas, apenas tentarei mostrar como poderá ser o desempenho de um dos setores mais importantes dentro de um time Contender. Vamos a análise...

O primeiro ponto a ser observar é quanto jogadores acima da média o setor possui. E o nosso, neste tocante, só tem um nome: Reshad Jones, um dos 5 melhores Strong Safety da Liga. Quando está em campo, é claro. Ele nas 3 temporadas anteriores teve problemas com contusão, em maior ou menor nível, mas não ficou saudável. E é da saúde dele que depende parte de nosso plano de grandiosidade. Com ele em campo, temos um líder a ser seguido, que não apenas atua em altíssimo nível mas que orienta como poucos os companheiros. Enfim, ele sozinho eleva o nível do time, o que chamamos de playmaker. Seus colegas como Safeties este ano tem seus pontos positivos e negativos: Nate Allen e TJ McDonald. O primeiro será o FS, embora tenha atuado até aqui com SS. Tem qualidades, mas seus defeitos são igualmente destacados. Já TJ McDonald está suspenso por 8 partidas e só poderemos contar com ele na segunda metade da temporada. E servirá como membro da rotação, sem ameaçar o posto dos outros 2. Salvo, é claro, se Jones não estiver saudável.

Depois precisamos analisar a linearidade do setor. Se existir discrepância muito grande entre titulares e reservas, o setor não será top. Mas se diferença for pequena porque a qualidade é ruim, o setor igualmente não será de elite. E como estamos aqui? A secundária ressente-se um all-star entre os CBs, mas existem bons reservas, o que nos jogam mais para a segunda opção do que a primeira. Nosso melhor CB é Byron Maxwell, que não seria Starter em times de ponta, mas que tem seu valor. O segundo melhor, discutivelmente, é Xavien Howard escolhido ano passado no Draft a um alto custo. Ele segue uma linha que vem tomando conta da NFL: Corners altos, que cometem faltas em excesso por não terem tanta técnica assim. Como vai para seu segundo ano, espera-se que possa render melhor. O terceiro na linha segue o mesmo padrão, Cordrea Tankersley. 

Por fim vemos existe espaço para evolução dos jogadores. Entre os Safeties eu diria que não exista muito espaço para isso. Ficando restrito aos CBs recém draftados, espero que Tankersley possa superar Howard, que até aqui é uma decepção. Como Cordrea é um rookie, convém não esperar tanto dele. Entre os CBs da rotação tem Tony Lippett. Originalmente um Twenner entre WR/CB, ele fixou-se como Corner e tem ajudado bastante na rotação. Ele poderia crescer um pouco mais, melhorando ainda mais seu papel na rotação. No mais, nomes que só ficaremos sabendo quem são caso alguns dos citados se machuquem.

Resumindo: precisamos de que nosso All-Star fique saudável, que os outros Safeties rendam bem, que os jovens CBs evoluam adequadamente e que o CB Starter atua no limite do que possa. Se tudo isso acontecer, teremos um setor forte que impedirá TDs e realizar jogadas de impacto. Mas isso é SE muito grande. Se algo der errado, tudo cairá por terra. É preciso, contudo, salientar que o FA é um esporte coletivo e que o trabalho da secundária pode ser facilitado pelo do Front Seven ou mais especificadamente da DL. Pressão no QB adversário resulta passes imprecisos e, com isso, mais fáceis de defender. Se não existir pressão, o QB acertará os passes e a Secundária ficará mais exposta e os TDs acontecerão com mais facilidade. 

O fato é que eu, particularmente, não estou mais esperançoso este ano do que nos anteriores. Contudo, como expus no texto, existe sim chances de termos um setor de bom para excelente. Resta torcemos para tudo acontecer de forma positiva para nós. O que, quase sempre, é arriscado demais, mas por vezes dá certo.

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