sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Não importa o quanto seja reforçada, a OL dos Dolphins seguem não prestando

Pouncey e cia não tem jogada nada bem...
Existem várias maneiras de observar o ano de 2017 do Miami Dolphins. Nenhuma delas é boa ou animadora, infelizmente. Inexiste talento bruto de alto nível que possa ser desenvolvido na maioria dos setores. Tirante os já - para mim - estabelecidos Jarvis Landry e DeVante Parker acho a qualidade do jovens jogadores pouco animadora. Charles Harris talvez venha mesmo a ser um bom substituto, mas não parece que será uma estrela. Cordrea Tankersly dá indícios que vire um Starter decente, mas também não me passa confiança de que vá se tornar um all-star. Existem outros que poderiam ser citados. mas o texto de hoje é sobre a OL.

O time vem gastando picks e mais picks em drafts seguidos e o setor simplesmente não melhora. Alguns sites colocam o setor entre os 10 piores da temporada e é simplesmente impossível discordar deles. Como encontrar argumentos para contrapor isso se o setor não fornece sequer o básico para o QB e o RB do time? A temporada magnífica de Jay Ajayi não vai sair do papel e a culpa, claro, não é dele. Esforço e dedicação dele são irretocáveis. Ele dá tudo o que tem, mas batendo contra a parede, não tem muito o que fazer.

Se o setor fosse ruim, porque usassemos apenas picks de middle round para buscar reforços, ok. Mas não, o time gastou 2 picks de 1º round no setor em drafts recentes: o inútil Ja'Wuan James e o até aqui "indefinido" Laremy Tunsil. Se o primeiro foi um reach insano - pior a cada dia que vemos atletas escolhidos depois dele virarem estrelas - o segundo foi, ao menos, uma boa sacada no draft de 2016. Acontece que os 2 estão tendo uma temporada bem discreta, para ser bonzinho. Mas a culpa é só deles, quando o Coach do setor cheira cocaína em notas de 100 dólares do vestiário após uma atuação tenebrosa em campo?

Mike Pouncey é ídolo, é all-star mas talvez o seu tempo tenha passado. Suas, poucas, atuações em 2016 mostraram o jogador espetacular que ele é, mas o de 2017 mostra que as lesões minaram seu talento. Algo que vimos acontecer com Jake Long, o first overall pick de 2008. Aliás, o segundo escolhido naquele draft é o QB que iremos encarar no domingo. Se o Pouncey das poucas partidas do ano passado der as caras, ok. Mas até aqui, ele não deu... e nem acho que dirá presente até o fim da temporada. Uma pena.

O time não tem Guards confiáveis desde... bom, desde Ritchie Incognito. Vocês conhecem bem minha opinião sobre o Bullying Gate, que aquilo só possível porque Joe Philbin resolveu, para não milindrar o jovem QB, limar do vestiários todos os veteranos que pudesse representar uma má influência. Ficamos sem o talento de Brandon Marshall ( a época um dos 3 melhores WRs da Liga ) e de Vontae Davis e isso cobrou seu preço. Os Guards atuais não servem para muita coisa, mas Incognito jogava. E como jogava. Foi para os Bills e jogou até Pro-Bowl!!!

Voltando ao começo, temos que fazer uma análise realista: o time tem buracos imensos, alguns piorados com relação à 2016. Este time não está a uma estrela na defesa ou na OL de virar um time temido. Você não cobre tantos espaços num único draft. E no de 2017 não cobrimos carência alguma, por mais que Harris possa evoluir, a não escolha de LBs cobra agora seu preço. Mas o time escolher um no segundo round Flávio, azar se ele se machucou. Será que McMillan sozinho resolveria o problema nos LBs do time?? Acho que é querer demais de um calouro, não? Mas temos 2 DTs no elenco...

Meu medo é que, em nome de "proteger" o QB que ganha igual ao Aaron Rodgers, o time resolve investir é na OL... não que não precise, porque sim precisa. Mas é que reforçar via draft não tem adiantado...

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