quinta-feira, 8 de março de 2018

O Plano do Dolphins é não ter plano algum...

Veremos esta cena diversas vezes este ano...
Existem pessoas que acreditam, ainda, que os Dolphins tenham planejamento. Balela, tem 30 anos - ao menos - que isso não existe no time. É tudo na base da próxima temporada, na base do esperar que tudo dê certo. As escolhas quando são feitas não seguem uma estratégia maior, tipo escolher um QB num ano e no ano seguinte um WR e no terceiro um RB. Ou focar na defesa num ano e no outro pensar no ataque. Talvez por isso nem defesa e nem ataque prestem...

Quando veio a Free Agency de 2017 o time tinha um claro e real problema: 1 WR do elenco sem contrato ( Stills ), um com apenas aquela temporada com contrato ( Landry ) e o outro com 2 anos restantes ( Parker ). Se existisse um plano, tendo em vista produção e qualidade dos jogadores, o contrato a ser renovado/estendido seria o de Landry e na off-season seguinte, o de Parker. Jogadores como Kenny Stills não descartáveis, porque só tem uma finalidade em campo: a bola longa. Nada mais. E detalhe: o time escolher Jakeem Grant justamente pela velocidade em 2016 no Draft. 

Mas estamos falando dos Dolphins. E não custa nada lembrar que Ryan Tannehill - e não, ele não será malhado neste post - voltava de uma séria contusão e, obviamente, precisaria do seu melhor receiver alegre e satisfeito em campo, com o contrato renovado. O que os Dolphins fizeram? Renovaram com o terceiro "melhor" recebedor do elenco e disseram que durante a temporada tratariam da renovação. Atenção para esta parte, porque é aqui que as coisas se complicam... antes de passar, lembro que o time deu 28mi para Andrew Branch ( DE Reserva ) e outro tanto para Kiko Alonso. Ambos receberão perto de 10mi este ano. Alonso ao menos é titular...

Quando veio o Draft, o time passou os LBs para catar um DE - sim, um DE. Depois fez escolhas menos questionáveis, embora 2 DT no quinto e sexto round tenha sido algo estranho. Mas nada que mudasse o preço do dólar. Na TC, tudo ia bem... até que Tannehill desmoronou em campo, sozinho. Pânico geral, sobretudo entre aqueles que o veem como um QB de elite ( acreditem, tem quem ache isso ). Neste momento, os Dolphins esqueceram que tinha 15mi de espaço no Cap e que este montante poderia ser salvo para 2018 e assim, ter uma boa folga no Cap. E que com este valor, seria muito mais fácil assinar com Landry. Aqui neste momento, fica evidente a ausência de um plano: se a situação de Tannehill dentro da franquia seguiria a mesma - concordemos com isso ou não - o que seria mais fácil em 2018 para ele? Ter um WR All-Star como Landry em campo ou não?

Assinar por 13 milhões com Jay Cutler foi a comprovação cabal da ausência de um plano. Até porque o time paga 6mi por ano para Matt Moore para dizer que tem o melhor back-up da Liga. Mas quando o titular se machuca você nega a ele o direito de comandar o time? Esqueçam a qualidade dele, pensem na ausência de um plano e vejam se os 6mi não teriam sido melhor usados para manter Olivier Vernon e/ou Lamar Miller? Com Cutler em Miami, não tinha-se mais como assinar com Landry.

E Landry jogou como se nada tivesse acontecido. Correu, apanhou, sofreu e até mesmo foi expulso de campo. Sempre dando 110% em campo, nunca reclamando, nunca fazendo corpo mole. Ao fim da temporada, ao que se sabe, a proposta oferecida tinha uma diferença de 4mi e 1 ano a menos do que ele queria... e merecia. O resto, todos sabem. Agora pensem, que sem ele em campo, as coisas serão bem mais complexas na volta de Ryan Tannehill. Ele precisaria de conforto, com uma OL melhor e com um jogo corrido eficiente, mas seguramente o essencial é ter os alvos confiáveis. E o único que o time tem/tinha vai ser trocado... Sabe-se em troco do quê...

Então amigos, a conclusão é triste: o plano dos Dolphins é não ter plano algum. Somente isso pode explicar tamanhos e assombrosos erros cometidos até agora. E eu não nutro mais esperanças de que isso vá mudar. E outra: lembram do salário surreal dado a Branch? Pois é, o time draftou um DE no primeiro round ano passado e agora trouxe outro DE ao custo de uma escolha de quarto round. Branch e Harris serão reservas este ano, com quase 100% de certeza. Valeu a pena o contrato dado a Branch e a pick gasta em Harris?? A DL é hoje o melhor setor do time, mas será que ela sozinha nos levará para a post-season??

A bengala para outra temporada mediana de Ryan Tannehill já está dada. Será a falta de um alvo de elite. E tudo recomeçará novamente em 2019... Pois o Plano é não ter plano algum...

terça-feira, 6 de março de 2018

Um olhar sobre o Salary Cap...

Estes dois juntos tem direito a receber quase 50 milhões...
Com dito em um post anterior, estamos numa situação terrível, a pior de todas: não termos um time bom/excelente e não termos espaço no Cap para renovar nossas parcas estrelas e obter reforços. Com o Cap negativo de hoje ( -8,2 milhões ), não podemos nem assinar com rookies para se ter uma ideia. Iremos, provavelmente, cortar figuras como Ja'wuan James ( primeira escolha de 2014 que nunca jogou em alto nível ), Lawrence Timmons e Julius Thomas para obter espaço no Cap. Além é claro de fazer a merda de trocar Jarvis Landry.

Antes de falar dos altíssimos Salários, a dupla da foto é a que mais ganha em Miami: Suh ( 26,1 ) e Tannehill ( 19,8 ), somam 45,9 milhões. É assustador que quase 25% do Cap fique em apenas 2 jogadores, sendo que um dele não faz nada demais na Liga e o segundo não merece ser o defensor mais bem pago da NFL, o primeiro não QB. Vamos olhar a lista dos 12 maiores contratos do time ( contando a Tag aplicada em Jarvis Landry ), irei analisar jogador a jogador:


  • Ndamukong Suh, 26,1 milhões. Bom, ele rende. Bom, mas ele ganha demais. Ele, sozinho ocupa quase 15% do Cap e não é um QB. Ele não é a chave para deixarmos de ser uma piada. Cortá-lo com data pós 01/06 liberariam 17mi, mas o time deve ir pelo caminho mais perigoso que é re-estruturar o contrato dele. Trará algum alívio para esta temporada, mas no ano que vem os Dolphins terão um peso ainda maior.
  • Ryan Tannehill, 19,8 milhões. A situação do nosso QB é, digamos assim, um jogador que nunca passa desapercebido pelos torcedores. Ele, todos sabem, foi draftado em 2012 e desde então jamais foi até  o Pro Bowl, embora muitos torcedores gostem dele. Seja como for, ele com certeza não merece receber 19,8 milhões. Não ter jogado uma única partida ano passado, fez com ele perdesse bônus de 3,2 milhões. É outro que deverá receber re-estruturação de contrato. Um corte pós Junho salvariam 17,5 milhões.
  • Jarvis Landry, 16,2 milhões. Não preciso mesmo falar sobre ele, ok?
  • Reshad Jones, 11,57 milhões. O único pro-bowler do time é um dos melhores Safeties da Liga. Está ficando velho - é claro - mas vale quanto joga. Seguramente é um grande atleta e não é por causa ele nossos problemas de Cap. Tem atuado em alto nível, mas cortá-lo não é uma opção. Tal situação não salvaria NADA de Cap.
  • Andre Branch, 10 milhões. Que time pagaria 10 milhões para um DE reserva? Os Dolphins pagaram. Absurdo dos absurdos o time simplesmente não pode cortá-lo agora, porque deixou TODOS os Bônus do contrato para esta temporada. Idiotice pouca é bobagem.
  • Kenny Stills e Kiko Alonso 9,7 milhões. O porque de terem renovado o contrato com Stills e não com Landry´e daquelas coisas das quais jamais saberemos a resposta. Cortar e/ou trocar eles está fora de questão. Alonso é um LB comum, esforçado mas não é um All-Star. E Stills é apenas um WR veloz, só isso. Não é uma ameaça na End Zone, não rende nas rotas mais curtas... bom, ele não é um Landry.
  • Ja'wuan James, 9,34 milhões. Primeira escolha de 2014 num mais insanos reachs feitos pelos Dolphins em sua história jamais rendeu como tal. Será cortado e não deixará saudades alguma.
  • Mike Pouncey, 9 milhões. Uma decisão complicada entre cortar ou não um All-Star que tem ficado mais no estaleiro do que em campo. Cortar Pouncey livrariam valiosíssimos 7 milhões, mas e se ele conseguir jogar a temporada inteira? Aqui eu faria uma re-estruturação.
  • Cameron Wake, 8,6 milhões. Wakezilla não merece contestações certo?
  • Lawrence Timmons, 8,2 milhões. Será cortado. Sem chance de ficar com um salário destes.
  • Julius Thomas, 6,6 milhões. Outro que será cortado. Foi adquirido numa trade porque Adam Gase quer recriar o ataque dos Broncos, com o qual ficou famoso. Mas só tem um problema: ele não tem um Peyton Manning.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Front Office deve achar o que nosso time é muito forte para fazer o que tem feito recentemente





Entra ano e sai ano e tudo segue na mesma em Miami: nada de bom acontece. Até mesmo nas  - raríssimas - temporadas em que conseguimos quebrar a barreira da mediocridade e chegar na post-season, nada de bom se sustenta. Em 2008 era um jogo corrido eficiente, que desapareceu nas temporadas seguintes e em 2016 a figura de Jay Ajayi, doado aos Eagles em um dos piores negócios recentes da NFL.

Escolhas de Drafts assustadoramente ruins, muitas da quais nem sequer viram titulares ou quando viram é por falta de alguém melhor no lugar, somam-se a negócios desastrosos na Free Agency. Acrescente a isso conceder contratos insanos a jogadores medianos como Andrew Branch, Kenny Stills e Ryan Tannehill... e por fim o não reconhecimento a talentos de verdade que deixam o time de graça ( Olivier Vernon, Lamar Miller e agora Jarvis Landry ). 

A mediocridade é assustadora em Miami e, infelizmente, parece desconhecer quaisquer limites. Nada e nem ninguém impede que os erros sigam sendo cometidos. Como pode Mike Tannenbaum seguir como Vice-Presidente de Operações após tantos erros? Só pelo erro imperdoável na condução no caso Jarvis Landry deveria render uma demissão. Ele errou de todas as formas possíveis e imagináveis. Estamos deixando um All-Star sair da pior e mais vexaminosa maneira. É como se ele fosse um câncer dentro do time, do elenco... mas ele JAMAIS reclamou. Jogou a temporada de 2017 com o mesmo empenho e dedicação das anteriores. Deu o máximo de si e foi recompensado em campo como um dos destaques da temporada. Mas pelo Front Office...

Fica parecendo, como coloquei no tópico, que temos uma equipe muito forte, que com 2 ou 3 reforços no Draft vai jogar o Super Bowl. Porque só assim para entender como doamos nossos melhores talentos ( Ajayi e Landry ) e trazemos como reforço um DE ( bom, mas não crucial ) que ocupa 11mi no Salary Cap. Que hoje é de -8mi. Sinceramente, não dá para entender...

O time não tem OL, não tem TE, não tem LB e muito menos tem QB ( e eu acho que não temos RB também, se quiserem saber ). Como disse em outros posts,, para cobrir estes buracos ( sem falar que para mim nossa secundária é bem mais ou menos ), o time precisaria de 10 reforços de bom/alto/excelente nível. Pelo menos de 4 All-Star: 1 LB, 1TE, 1OT e 1QB. Isso para sair de fiasco para um time bom. Se quisermos entrar no Hall de Super Contenders, ai ao menos o dobro seria necessário.

Ao que parece o plano para 2018 está 100% focado na volta de Ryan Tannehill. Vou repetir: a contusão dele é séria e de cada 10 QBs que a sofreram - em média - apenas 3 voltam jogando como antes e apenas um destes volta melhor. Como o MELHOR dele já não era suficiente, apostar tudo nele é um erro sem tamanho. Mas um erro comum aos Dolphins. Lembrando que ele receberá nada menos que 19,8mi este ano. No post seguinte tratarei do erros cometidos com o Cap. Abaixo, a lista dos maiores salários dos Dolphins atualmente:


Notem atentamente dentre estes nomes, quantos de fato merecem o contrato que possuem e faça uma reflexão. Um dado: Kenny Stills receberá quase 10mi e o time não quer pagar 12 para Landry...