quarta-feira, 14 de março de 2018

Miami Dolphins re-estrutura contratos de Reshad Jones e Ryan Tannehill



Em busca de maior espaço no Cap, os Dolphins re-estruturaram 2 contratos hoje: com o Ryn Tannehill e Reshad Jones. No primeiro caso perda de recursos mas uma boa com o segundo jogador.  O Miami não precisava re-estruturar contrato algum, uma vez que com os cortes de Suh, Thomas e Timmons tinha obtido quase 30 milhões e ao não assinar com Landry, outros 16 milhões. Somados isso dá 45 milhões e o time já estava 8 milhões acima. Digo isso porque só usamos 14 milhões até agora e não me parece que iremos assinar com nenhum grande atleta, que precisa de grandes espaços no Cap. Re-estruturação de Contratos é como enxugar gelo: resolve na hora, mas depois a água volta a escorrer. 

No caso de Jones faz sentido empurrar o peso do Cap para 2019 e 2020 porque é o líder da secundária e aos 30 anos está atuando em alto nível. Um decréscimo pode acontecer, é verdade, mas ele é dedicado e tem se mantido longe das lesões. Foi ao Pro-Bowl e manteve seu Status de All-Star. Seguramente é um dos 10 melhores da sua posição, ficando talvez até mesmo entre os 5. É uma aposta de que ele seguira assim e que valerá a pena pagar o valor mais alto nos anos vindouros. Se der errado, cortá-lo ficará penoso, mas no caso dele, vale a pena.

Tudo isso que foi dito serve também para Ryan Tannehill, mas ao contrário. Ele não é Top Ten e volta de uma séria contusão, onde a maioria - quando muito - volta jogando igual a contusão. E são poucos que conseguem isso, convém citar. Tannehill ainda não teve uma temporada de All-Star - pra mim nunca terá uma - e nunca foi um diferencial para levar o time ao sucesso. Tanto que o time era 7-9 antes dele chegar e 7-9 agora. Portanto, no caso dele, alterar o contrato é um erro, que pode custar CARO. Imaginemos que ele se machuque outra vez - não é uma torcida, apenas uma possibilidade - e o time por algum motivo tenha selecionado um QB que pareça promissor, o que aconteceria? Um Cap Hit imenso e um contrato menos acessível para uma Trade.

Assim sendo, o time segue errando. Não é a primeira vez e nem será a última, infelizmente.


Talvez a cena clássica de Moneyball explique porque assinamos com 2 WRs que fazem a mesma função de Jarvis Landry




Tem sido, até certo ponto, interessante acompanhar esta Free Agency dos Dolphins. Porque já estamos na merda mesmo e pior do que já está, não deve ficar. Até gostaria que ficasse e o time fizesse uma campanha 2-14 e tivesse a Firsr Overall Pick ano que vem. Mas não temos capacidade nem para isso, infelizmente e eu aposto em outro 6-10, com chances de ser um inútil ( em todos os sentidos ) 8-8. Mas o post hoje é mais leve do que isso...

Em conversas, algumas bem ácidas, com outros fãs de FA no WhatsZap, veio uma teoria: alguém em Miami é fá de Moneyball - o filme, não a teoria - e em especial da cena mais icônica do filme estrelado por um espetacular Brad Pitty. A cena em questão é quando ele apresente Peter Branch, o novo guru de Billy Beane ( ele um Bust nato da história do Baseball e General Manager do Oakland A's ) ao grupo de olheiros do time, que estão buscando jogadores para substituírem a Jason Giamby, que acabara de assinar com o NY Yankes.  Eis a cena, em inglês:



Beane traz a teoria que, o olheiro chefe, nomeou de Moneyball, usa estatísticas para montar os elencos e não o método tradicional, justamente o que faziam todos na sala. Depois de alguns nomes citados pelos olheiros, Beane choca a todos ao não gostar de nenhum deles. E dizer que não é possível substituir Giamby, mas sim recriá-lo no agregado, citando os números dele e mostrando que 3 jogadores poderiam trazer a mesma produção. A cena é hilária em qualquer idioma e as reações idem.

O que isso tem a ver com os Dolphins e esta Free Agency? Tudo. Deixamos Jarvis Landry ir embora porque não queríamos pagar 16mi para ele e porque ele ere/seria ruim para a filosofia do time ( seja lá o que isso represente ), mas o time trouxe 2 WRs Slots para o lugar de Landry, que somados podem fazer o mesmo que ele. E assim recriar o jogador. 

Sei, parece forçada de barra, mas não é. Eu tenho tentado entender o que tem se passado com os Dolphins e estou nisso a mais de 20 anos, 11 só aqui no Blog. Mas que parece demais com o caso do A's e Beane parece. A propósito a diferença é que o Oakland venceu 20 partidas seguidas naquela temporada e quase ia para a World Series. E de que ao contrário de Giamby, Landry queria ficar. Mas no resto se parece bem. E ajuda a explicar.

Em tempo, os WR são: Albert Wilson ( ex-Chiefs ) e Danny Amendola ( ex-Pats ). O primeiro assinou por 3 anos e 24 milhões, mas apenas 9 milhões garantidos, enquanto que o segundo assinou por 2 e 12 milhões, mas com 8,25 milhões garantidos. Wilson era o terceiro WR dos Chiefs e recebeu para pouco mais de 500 jardas e 3 TDs. Amendola jogou o Super Bowl mas é um Injure Prone nato ( machuca-se demais ) e recebeu para 629 jardas e 2 TDs. 

Agora é o que temos. Torcer que no agregado eles produzam como Landry, é o que restou-nos esperar. Eu, particularmente, teria dado os mesmos 14mi para Landry e mantido-o em Miami... mas isso sou eu e talvez Beane não fizesse isso. E seguindo a lógica(??), vai que estão usando Moneyball como referência...

terça-feira, 13 de março de 2018

Porque os Dolphins cortaram Ndamukong Suh??

Um bom movimento na hora errada...
Lembram que eu falei em diversos textos sobre a mediocridade da Gestão dos Dolphins? Falei 2 vezes ( aqui e aqui ) que seria proibido ter talento em Miami, de que o Front Office tem por objetivo nos fazer sofrer ( aqui ) e que no final não temos plano algum para re-erguer a franquia ( aqui ). Palavras não são capazes de retratar a raiva que eu tenho sentido. Sim, raiva. E isso, claro, não é nada bom. Estou puto com o que tem sido feito de ruim. Cada coisa absurda que parece ser impossível ser piorada e na ação seguinte eles se superam...

O corte de Ndamukong Suh era uma ação plenamente aceitável. Sim, aceitável e você entendera meu ponto: nenhum atleta, salvo QBs capazes de conseguir 50Tds e 5000jds merecem ganhar quase 30 milhões, como Suh iria ganhar este ano. Nenhum defensor, por melhor que seja, vai ter o mesmo impacto que um QB como o citado. E Suh não merece 27,9 milhões como iria receber este ano. Não mesmo. Mas até um corte perfeitamente aceitável, torna-se um erro abissal em Miami.

Depois de burrada histórica de doar Jarvis Landry ao Cleveland Browns por uma reles escolha de quarta rodada, o time não precisava mais de espaço no Cap, o que conseguiu com o corte de Suh. Trocando em miúdos: a Tag em Landry custaria 15,9mi e o corte de Suh salva 17mi. Cortar o segundo só faria sentido mantendo o primeiro. Como não mantiveram, qual a necessidade de cortar Suh?

Ele e um All-Star, caro, mas que dava muito em campo. Nossa defesa é ruim por falta de LBs e CBs, não pela DL. Forte e imponente, obriga os OCs a pensarem em como evitar Suh. Isso implica em que os times adversários se preocupavam com nossa DL... e não sei se mais o farão. Cameron Wake ainda é um jogador de respeito, mas não ter Suh pode ser a chave para uma defesa ainda mais frágil. Do ponto de vista de reposição. o pensamento deve ter sido que Jordan Phillips fez uma boa temporada, apagando a má impressão das 2 primeiras, e Vince McDonald e Davon Godchaux foram gratas e boas surpresas no draft passado. Com um outro reforço, tudo deve ficar bem. Talvez...

Acontece que quando deixaram Landry manter Suh tinha outro impacto: a de que existiria um plano, que seria o de reforçar a defesa e ano que vem re-estruturar totalmente o ataque, como novo QB e cia. Mas não, o time abriu mão de 2 dos melhores ( e poucos ) jogadores que possui. Como disse um amigo no Twitter o objetivo é montar um elenco onde o máximo é ter jogadores nota 6. Ninguém de qualidade pode figurar no elenco.

Suh ser cortado é algo, como disse, aceitável. Mas o corte foi feito no pior momento possível. E como eu sempre disse: a bengala para mais uma temporada medíocre já foram dadas.

segunda-feira, 12 de março de 2018

A troca de Jarvis Landry desnuda de vez a Zona que é o Miami Dolphins

Outra cena que será muito vista no Hard Rock Stadium esta temporada...
Se tem uma coisa que o Miami Dolphins é o melhor da NFL é em como envergonhar seu torcedores. E neste fim de semana em especial, ficou bem claro o tamanho da incapacidade de gerência que está Franquia vive: a troca de Jarvis Landry por uma reles escolha de quarto round é de lascar. Ah, dirão alguns que tem uma de sétimo do ano que vem... pois é, tem. Quando ainda tentava digerir a idiotice que foi mais esta doação, eis que os Bills conseguem uma escolha de TERCEIRO round do mesmo Cleveland Browns por Tyrod Taylor!!!

Tipo assim: os Dolphins doaram seu melhor jogador ( em qualquer lado do campo ), um All-Star nato por uma escolha de quarto round, mas os Bills trocaram um QB pra lá de meia-boca por uma escolha um round anterior. Se isso não é a prova cabal de suprema incompetência que reina em Miami, eu não sei mais o que precisa acontecer para provar isso.

A franquia adquiriu um DE - que não precisamos - por uma escolha de quarto round e doa seu melhor jogador por uma igual escolha de quarto round. Na prática, o Miami diz que, como eu postara duas vezes, talento é proibido no time. Robert Quinn é bom jogador, que se registre, mas vem para o melhor setor do time enquanto enfraquecemos o ataque, que foi o 26º ano passado. Algo mais idiota do que isso pode acontecer? Pode, deve e vai acontecer. É só esperar pelo Draft...

O time perdeu qualquer poder na troca quando deu permissão ao jogador. Toda a Liga sabia naquele momento do desespero do time para não sair de mãos vazias. Assim sendo o time ficou com o que ofereceram, que foi praticamente nada. Neste momento vejo que foi um excelente negócio o de Brandon Marshall em 2012, onde obtivemos 2 escolhas de 3º Round. Sinceramente é de dar vontade de virar torcedor de outro time...

Depois reclamarão que o Estádio fica vazio e que as vendas de camisão são irrisórias. E teremos outra temporada bem fraca, talvez um 5-11 ou outros 6-10. Que nem mesmo nos permita sonhar em escolher uma Estrela no Draft... sem que, esperar que o time acerte alguma coisa é piada. Até porque nas raras vezes em que acerta, costuma deixar o jogador ir embora. 

Para Jarvis Landry, eu desejo toda sorte do mundo. Que ele consiga manter-se como o melhor Slot Receiver da Liga, que consiga outra vez mais de 100 recepções e que supere a marca das 1000 jardas. Espero, sinceramente, que ele CALE a boca do Front Office e quando os Browns jogarem com os Dolphins, eu irei torcer por ele. Que ele tenha 4 ou 5 TDs. Porque ele merece isso de mim e dos torcedores. Já o Miami Dolphins... não merece os torcedores que ainda possui. E a cada dia eles serão menos e menos... até o dia em que não restará mais nenhum.

É o que merece um time que faz o que fez com Jarvis Landry.