sábado, 28 de março de 2020

O plano: O que foi feito até aqui tem sentido?

Esta dupla tem ido bem até aqui...
Gostemos ou não, esta reconstrução tem sido diferente. E por diferente não quer dizer excelente, ruim, péssima ou espetacular, mas sim diferente. Nada de all-in na primeira temporada é o que mais difere de todas as escolhas anteriormente feitas. Nas anteriores tudo era feito pra vencer já no primeiro ano e mesmo que tenha dado certo em 2008 e em 2016, não se sustentou porque não existia um Plano. A questão central agora é: temos um agora?

Em 2019 sofremos demais com as decisões. Cortes de veteranos como Wake, trocas de Starters como Tunsil e de promessas como FitzPatrick. Um draft opaco, onde realizamos o maior erro desta reconstrução, até aqui pelo menos: a trade por Josh Rosen. Além disso escolhas que não chamaram a atenção de ninguém na hora e que não foram impactantes dentro de campo. Enfim, um Draft mediano muito prejudicado pelo erro com Rosen.

Ai veio a temporada. E o começo foi vergonhoso: por muito tempo seremos os donos do pior começo da temporada da NFL. Não foi algo bonito de se ver, com certeza. Aos poucos, porém, o time foi melhorando e conseguiu vencer 5 inúteis partidas, até mesmo derrubar os Pats em Foxborough. Mas uma núcleo começou a nascer, vários jogadores UDFA sendo usados e, por incrível que parece ser, dando certo em campo. Alguns bons jogadores surgiram e outros de quem esperava-se algo sem render. O time terminou em alta e isso é inegável. O quanto, vai de cada um.

Ai veio a off-season. E o time cortou Reshad Jones e Daniel Kilgore. E o elenco atual não tem nenhum atleta com mais de 3 anos de experiência no time. Algo surreal, mas que mostra uma direção: Brian Flores quer um elenco jovem e dinâmico. É um plano e como disse lá em cima, é algo que difere esta reconstrução das outras. Na chegada da Free Agency o Miami encheu o time com mais jogadores jovens, todos abaixo dos 30 anos. Melhorou, e bem, a defesa e tem no papel uma das melhores duplas de Cornerbacks da NFL, se não a melhor. Ainda trouxemos 2 OLs e 1 RB. Nada mal, eu mesmo não esperava algo tão bom assim. Reconheço que Grier mandou super bem. E detalhe: com contratos bem estruturados.

Com tantos reforços da defesa, é de se esperar que o foco no draft será majoritariamente no ataque. Mas isso é para amanhã. Mas e a pergunta do título? A resposta é: tem sentido. Dará certo? É cedo para afirmar. E é ai que o Draft ganha destaque ainda maior: precisa ser o fechamento para tudo o que está sendo feito nesta gestão. Para que possamos a ser uma equipe forte e competitiva. Se eu concordo com tudo o que foi feito até aqui? Não, acho que alguns atletas veteranos poderiam continuar em Miami e a trade pavorosa que nos trouxe Josh Rosen, que agora não nos serve em nada e nem tem valor algum de mercado.

Amanhã, mostrarei a minha ideia do que faria no lugar de Grier.

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