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Pensamentos pós-draft: Melhoramos ou não como equipe?

Fitzpatrick aponta para uma nova era... dá para confiar?
O Miami Dolphins fez um bom draft. Não espetacular, mas também não foi sem saldo como tantos feitos recentemente. A começar pela primeira escolha, de um jogador que chega para elevar, sozinho, o nível do setor. Como eu disse na análise da escolha ( ainda farei perfis dos escolhidos ), Reshad Jones foi quem mais ganhou com esta aquisição. Ele, Jones, terá ao menos 2 anos a mais em alto nível, uma vez que não terá que fazer tudo, como é hoje em dia.

Prosseguindo, o Draft foi bom. Olhando melhor para a escolha de Fitzpatrick observamos ainda que o time, definitivamente, aderiu ao BPA, o que tem suas vantagens. Escolher Tremaine Edumunds parecia o mais indicado, é verdade, mas Fitzpatrick é um prospecto bem melhor. Claro que, evidentemente, tudo pode parecer pior daqui a 2 ou 3 anos, mas ainda assim eu prefiro o que foi feito agora. 

Falando em riscos, existe um que não podemos fechar os olhos: a passagem de Dallas Goedert. Não que Mike Gesicki não seja um mau jogador, pelo contrário. Mas aqui não foi usada a tese do BPA e sim a tese do "jogador favorito". O TE de Penn State é um trator, tem cara de Gronk. Mas o risco aqui é maior de arrependimento do que na pick anterior. Em todo caso, agora temos um TE capaz de incomodar os DCs na End Zone. O que já é muito mais do que tínhamos antes. Não dá para reclamar da escolha, que fique, mas claro que é função minha pontuar este quesito.

E as ótimas escolhas, infelizmente, param por aqui. A partir do terceiro round e a pick de Jerome Baker a qualidade caiu consideravelmente. Baker não era, pra mim, o melhor BPA nem para LB quando foi escolhido. E ele é, atenção, mais do mesmo do que já temos: LBs ágeis mas com força física limitada. Tem suas vantagens? Sim, é claro que tem. Mas tem certos momentos em que esta agilidade excessiva não é só o suficiente. Leia-se marcar Gronk e outros TEs fortes da NFL atual. Depois vieram duas escolhas de quarta rodada: Durham Smythe e Kalen Ballage. Sobre os dois e a peculiaridade de em quais escolhas foram selecionados, eu falei aqui.

Ai tivemos uma escolha controversa: Cornell Armstrong. Não era uma necessidade e estávamos esperando por um DT ou OL. Que acabou não vindo, mas o CB parece ter seus talentos, mas obviamente tem muitos buracos, caso contrário não sobraria para o sexto round. No fim de feira, duas escolhas, uma boa pela posição e a outra não: o ILB Quentin Polling e o Kicker Jason Sanders. Estas três últimas picks merecem uma atenuante: aqui sobram poucos jogadores capazes de mudar os rumos de um franquia. Se conseguir um reserva sólido já é algo salutar. O Kicker eu não teria draftado, mas viram algo nele. 

Respondendo a pergunta do post, eu digo que não. A defesa em si, foi reforçada onde não era o grande calo e recebe um LB contestável onde somos mais frágeis e que ainda assim é outro jogador tipo Kiko Alonso. No ataque recebemos 2 TEs que já é bem melhor que antes tínhamos, mas tem um ponto: um só recebe e outro quase que só bloqueia. Arrumamos um RB interessante, que tende a colocar Drake no banco, mas isso também não é grandes coisas. Um Kicker que só acertou 70% dos chutes e um ILB de Ohio... apenas Ohio. Com tudo isso eu não vejo o time mudando de patamar. Faltou um QB para pressionar Tannehill ( ou servir de seguro caso ele se machuque ) e não reforçar a OL pode cobrar seu preço. 

Foi um bom draft, com bons jogadores em quase todas as picks, mas os buracos seguiram os mesmos, exceto os TEs. Em todo caso, Draft é um processo e no ano que vem, mantendo este nível de escolhas, talvez consigamos preencher estes buracos. Resta saber se o time fará o complemento, ou seja, manter os talentos que se destaquem e tenham vindo do Draft. Porque se seguir doando suas estrelas...

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