segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Como ir ao fundo do poço 3 vezes e ainda assim conseguir vencer

Tannehill não jogou. Fez falta?
O'Leary abriu o placar em bom drive no 1º quarto, que parecia indicar uma boa tarde...
TJ McDonald evitou TD com esta interceptação...
e forçou este fumble recuperado por Kiko Alonso, em um momento crucial...
porque estava 21x13, mas ai Albert Wilson fez um TD de 42 jardas para empatar a partida.
Lance crucial 1 no OT: Drake, sozinho, comete fumble na linha 1 jarda!!!
Lance crucial 2 no OT: Corey Parker erra FG de 53 jardas!!!
Lance crucial 3 no OT: após boas corridas de Drake, Sanders chuta FG de 48 jardas e...
Acerta para definir a vitória de 31x28!!!
Esta partida esteve para ser perdida em 3 oportunidades. Mas antes de falar delas, uma informação para quem não assistiu a partida: Ryan Tannehill não jogou. Mas sinceramente, hoje, não fez falta alguma. Ele estava atuando com dores no ombro desde a partida contra os Raiders e ai no fumble sofrido contra os Bengals no domingo passado, ela se agravou. Durante a semana, ele será avaliado dia-a-dia. Vamos aos momentos em que a derrota bateu em nossa porta:

3º Quarto, 2:39. Bola na linha de 13. 1ª para o TD. Placar 21x13. Se o Touchdown dos Bears saísse seria o fim da partida, pois com 28x13 as chances de vencer seriam perto de zero. TJ McDonald fez a interceptação e deu uma nova vida para o time. Ai, o time cortou o campo e com um screen pass ( mais um de 500 ) Albert Wilson marcou um TD, já no quarto final. E com a conversão de 2 pontos, o time empatou a partida. 

4º Quarto, 3:23, Bola na linha de 29, 3º pra 9, Placar 21x21. Trubisky acerta um passe para Miller e saí o TD e o placar vai para 28x21. E agora? Pois é, parecia perdido, mas quem tem Albert Wilson em dia inspiradíssimo tem tudo. Brock Osweiller dá um passe "comum", que seria para 4 ou 5 jardas e Wilson consegue transformar num TD de 75 jardas. 28x28. Cheiro de prorrogação, confirmado com um fumble forçado por Kiko Alonso no drive seguinte, recuperado por Xavien Howard. Importante porque os Bears poderiam chegar na FG range.

Overtime, 5:06, bola na linha de 1 jarda, 3º para o TD, Placar 28x28. Miami recebeu a bola primeiro e com chamadas interessantes e excelentes corridas de Frank Gore o Dolphins chega na porta da End Zone e ai... bom, Kenyan Drake - sumido na partida - comete fumble sozinho quando tinha tudo para marcar o TD. Os Bears recuperam a bola, cortam o campo e vão chutar o FG da vitória. Tudo conspira para uma derrota massacrante para todos e sobretudo para Kenyan Drake, que chora na sideline coberto por uma toalha. Eis que Cody Parker erra o FG de 53 jardas. E o time volta ao ataque, com boas corridas de Drake - renovado e em busca de redenção - o time chega na FG range. E o nosso Kicker Jason Sanders tem um chute de 48 jardas para vencer ou deixar empatada a partida. E ele acerta!!!

Foram 3 vezes em que fomos do inferno ao céu. E foi extasiante, uma grande vitória. Não importam os erros, por enquanto. Não importam os Screen Pass irritantes. Importa é termos salvo a temporada quando ela parecia perdida. Com uma vitória que pareceu nos escapar 3 vezes.

Antes de terminar, preciso mencionar a atuação assustadora - no bom sentido - de Frank Gore com 101 jardas em 15 corridas ( 6,7 por tentativa ), muito bom de Albert Wilson com 2 TDs e 155 jardas, Kiko Alonso com fumble forçado e recuperado, TJ McDonald com uma interceptação da hora e Xavien Howard por ter coberto com perfeição seu lado e ainda recuperado um fumble.  E citar que um tal de Brock Osweiller conseguiu seus melhores números hoje, mesmo com 2 interceptações toscas.

Estamos 4-2. E enquanto escrevo está acontecendo um jogaço entre Pats e Chiefs ( 37x33 ). Se o Pats não vencer, voltaremos ao topo da AFC Leste. Querer demais? Depois de hoje, eu já não acho. 


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Simplesmente não dá para perder assim

Tannehill no chão e os Bengals indo para a virada...
Existem derrotas e derrotas. A de domingo, como bem explicitado, é terrível porque o time não fez nada. E a de hoje também é uma forma de perder que deve ser evitada: quando você tem a chance de matar uma partida e simplesmente deixa o adversário vencer.

No primeiro tempo, apesar da manutenção dos irritantes screen pass, o time foi bem. E fez 17x0, algo incomum em Miami. Mas... o segundo tempo o time não fez NADA, absolutamente, nada. Foram diversos tree and outs e a defesa, claro, cansou. O time de Cincy fez 10 pontos, e até ai, tudo bem, ainda estava 17x10. Mas ai...

Nosso QB(!!??) resolveu antecipar o Natal ( ou o dia das Crianças ) e distribuir 2 presentes à defesa dos Bengals. Um deles, foi coisa de imbecil mesmo: sem opção de passe, ele não quis aceitar o sack e nem quis lançar um intecional ground e jogou a bola nas costas de um colega de time... e a bola sobrou nas mãos de um defensor que fez 17x17. 2 posses depois ele fez a mesma coisa, não aceitar sack e nem fazer uma falta, e sofreu um fumble que foi retornado para TD. 

A culpa é só dele? Não, mas 80% é. Ele deu 14 pontos aos Bengals. Podemos lembrar que a OL foi mal no segundo tempo, Gase não melhora o nível no intervalo, que o jogo corrido é um desastre ( exceto Frank Gore ). Mas enfim, não dá para perder assim. Mas o time acha uma maneira de perder, quase sempre.

Os defeitos do time nas 3 primeiras partidas ficaram piores e as virtudes sumiram. Ao menos no ataque. Lastimável o que se viu hoje. E eu tenho a impressão de que veremos mais vezes até o fim da temporada. Infelizmente.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Pilulas ( da vergonha ) do dia seguinte

É... ele ainda é o número 1 da Divisão. Por muito até...
A defesa tentou, mas não resistiu aos desfalques e a inconsistência do ataque...
Ryan Tannehill foi tenebroso ontem. Culpa só da OL instável?
Os recebedores sofreram com a defesa dos Pats...
E a secundária foi tostada pelos Pats. Deu pena até.
O que pode ser dito do que aconteceu ontem em Foxborough que ainda não tenha sido postado? Eu pensei em "volta a dura realidade". Porque eu estava apontando que existiam certos problemas no time e colegas dos grupos de WhatsApp diziam que eu era pessimista e etc. Mas ontem, o clima foi de velório durante a pífia atuação demonstrada no Gillete Stadium. Enfim, duvido que exista torcedor dos Dolphins que tenha gostado da atuação.

Eu não virei aqui e falar o "eu avisei", porque não adianta e só serve para deixar pessoas ainda mais chateadas. Então, eu farei algo que vai no sentido contrário: analisar de forma propositiva sobre os erros de ontem. Não sei se gostarão, mas vamos lá:
  • Precisamos encontrar um meio de parar o jogo corrido sem William Hayes. O time estava bem neste quesito, mas ontem foi um Deus nos acuda, com Sonny Michel e James White, que somaram 156 jardas e outras 68 de passe, todas de White. Obviamente, este é um ajuste que não foi feito ontem, mas precisará ser feito para o resto da temporada. O lado bom disso? Vimos tudo o que não deve ser feito. É analisar o tape e trabalhar duro;
  • E a secundária Top? Bom, todos sabiam que era cedo para super elogios mas ontem Brady tostou todos, até mesmo Xavien Howard. É momento para críticas? Claro que não, até porque um tal de Reshad Jones está fora e ainda foram 2 interceptações ontem, uma delas com a partida ainda ao alcance. Portanto, nem tanto ao céu e nem tanto ao inferno: nem era espetacular nas 3 primeiras partidas e agora também não é um lixo, como pareceu ontem. Mas é bom Howard ficar mais ligado, porque ele vai enfrentar bons QBs ainda nesta temporada, tipo um tal de A-Rod;
  • Chega de Screen pass Gase!!!! Pois é, não tem quem aguente mais isso. Em uma 2ª para 22 Gase chama um screen para Drake... assim não dá. O time abriu bem a partida com um passe longo para Kenny Stills. mas depois não tentou-se mais isso. É preciso ampliar o playbook, tendo mais trick play, play actions e - claro - os passes mais longos. Treino e mais treino nesta semana;
  • Run Dolphins, Run. Sem jogo corrido, não tem como se vencer na NFL. Eu cantei a pedra, de que até aqui o jogo corrido, apesar do que diziam os números, estava devendo. E ontem foi uma desgraça. Como resolver isso? Envolvendo mais Kenyan Drake no plano do jogo, até porque Adam Gase o escolheu e abriu mão de Jay Ajayi para manter seu queridinho como Starter. E até aqui ele tem sido engolido por um QB de 35 anos!!! Gase é considerado um guro dos ataques, então ele que mostre do que é capaz. Porque até aqui...
  • Porque os WRs recém contratados não apareceram ontem? Por algum motivo desconhecido, Danny Amedondola e Albert Wilson receberam apenas 6 passes para 40 jardas de ganho total. Semana passada, eles foram mais usados e produziram bem mais. Esta é a dupla que veio pro lugar de Jarvis Landry e... ontem não participaram da partida. Precisamos deles rendendo bem para termos boas opções em campo. E mai treino é a resposta;
  • No mais, tenho um pensamento: Ryan Tannehill mostrou-se na sua totalidade ontem. Aquele é o Tannehill que vemos 6 ou 7 vezes por ano, não o das 3 primeiras partidas, errando pouco e ainda acertando muitos passes - mesmo que curtos demais. Mas até isso tem um lado bom: ele costuma jogar bem na partida seguinte. Bem para os seus parâmetros, é bom dizer. Então, salvo algo anormal, ele terá uma atuação aceitável contra os Bengals.

E ai, gostaram deste pílulas "alternativo"???

domingo, 30 de setembro de 2018

O mesmo velho Miami de sempre deu as caras hoje em Foxborough

Terá tudo voltado ao normal?
Não existe muito de bom que possa ser dito sobre a palhaçada protagonizada hoje pelos Dolphins em Foxborough. Perder é aceitável, não temos time para desafiar as grandes forças da NFL, é fato. Mas que se perca com dignidade, com luta, apresentando algo de bom. Não da forma horrenda como foi hoje. Como costuma ser 3 ou 4 vezes por ano. Com fora nas derrotas para Panthers e Ravens ano passado.

Não irei ater-me sobre a partida, mas trago para vocês um texto que me representa: Armando Salguero descreveu de forma primorosa como deu-se uma vergonha do time hoje. Amanhã eu posto sobre o que pensei da partida.

domingo, 23 de setembro de 2018

No caldeirão do Hard Rock, Dolphins frita os Raiders


Num jogo disputado num calor escaldante, o Miami Dolphins bateu o Oakland Raiders por 28x20, abrindo 3-0 na temporada e deixando o rival com 0-3. Algumas coisas que pertencem aos Dolphins seguem acontecendo: ataque instável, defesa cometendo erros de coberturas e faltas bobas. Acontece que outras que não costumavam aparecer estão dadas as caras como matar os jogos. arrumando um jeito de vencer.

Ryan Tannehill teve uma atuação, digamos assim, boa. E ele supriu a ausência do jogo corrido que não deu as caras em campo. Um dado para ilustrar isso: Gore e Drake juntos correram para 15 jardas. Isso mesmo, 15 jardas ( Tannehill correu para 26 ). O ataque, apesar dos 28 pontos, teve apenas 13 first downs, contra o 25 dos Raiders.  A posse de bola também foi bem desnivelada, onde só ficamos com a bola pouco mais de 21 minutos. Como vencemos? Bom, do lado do ataque graças a trick plays, com passe de Albert Wilson em TD de Jakeem Grant e reverses do próprio Grant e de Wilson para TDs. Ou seja, coisas que não costumam aparecer em campo.

Do lado da defesa a explicação está em Xavien Howard ( 2 interceptações ), Minkah Fitzpatrick ( evitou um TD de Jordy Nelson numa big play ), Cameron Wake e Vicent Taylor ( sacks ). Contudo é preciso pontuar que no começo da partida a defesa não foi nada bem, cedendo diversas jardas em big plays. Como dito Fitzpatrick foi crucial ao não desistir de uma jogada, correr e conseguir o tackle em Jordi Nelson, que seria TD. Na sequência a defesa segurou os Raiders numa quarta para 1 jarda.  Ajustes são necessários e ele foram feitos, o que também é não era algo comum em Miami. 

Também tivemos, como eu avisara, uma queda de rendimento dos Raiders. Eles estavam de preto no calor de 35º graus da Flórida. Isso, aliado a um ataque mais dinâmico na segunda etapa, deram-nos a terceira vitória. Mas os problemas estão lá e precisam ser consertados durante esta semana, porque a visita a Foxborough costuma ser cruel, ainda mais se dermos as tradicionais vaciladas. 

Eu comentara com amigos, que fazer 3-0 subiria o teto desta equipe para 11-5. Se batermos os Pat... bom, vamos com calma. Podemos vencer, mas que tal manter os pés nos chão? É sempre prudente...

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Pílulas do dia seguinte: E não é que estamos 2-0 e liderando a AFC Leste?

TJ McDonald agindo na hora certa com raro senso de antecipação...
assim como Xavien Howard fez na End Zone. 
Albert Wilson desencantou com um TD...
assim como Kenyan Drake, que tem produzido pouco para os muitos esperam dele.
Ryan Tannehill correu bem mas cometeu um fumble tenebroso.

Antes de mais nada: o Miami Dolphins lideram a AFC Leste. Por mais incrível que possa parecer isso é verdade. Mas nem tudo são flores e não serei eu a varrer os problemas para debaixo do tapete. Não gostam que eu faça isso e eu nem me importo com isso. Sei que muitos gostam e eu faço isso porque gosto de escrever sobre os Dolphins, não para agradar ninguém. Adiante.

Feito este preâmbulo, vamos ao ponto crucial: o ataque. Ainda estamos esperando pelo mago dos ataques, que até agora não deu as caras em Miami. E trago uma imagem para mostrar isso:


Observem nossa posição em Jardas Totais e em Jardas de Passe. E detalhe: neste momento em que escrevo o Seattle Seahawks e o Chicago Bears estão jogando e, portanto, podemos piorar neste ranking. E a 14ª posição em pontos não é exatamente algo que possamos nos vangloriar. Se pegarmos apenas os RBs Kenyan Drake e Frank Gore a média é bem menor, mas é preciso pontuar que temos tido boas corridas de WRs e, claro, de Ryan Tannehill. Ontem o QB correu mais do que todo o time dos Jets ( 42 jds ), o que é sintomático. Precisamos de mais do ataque, sobretudo porque as defesas que enfrentamos estão bem longe da elite da Liga.

E a defesa? Aqui os dados do NFL.com:


A situação é diametralmente oposta. E até mesmo um certo número ruim, o de jardas cedidas no passe não é exatamente ruim. Como assim Flávio? É que nossa defesa forçou vários turnovers na temporada e quando isso acontece, você pega a bola em boa posição e marca seus pontos ( o que o ataque tem feito mais que antes, é preciso dizer ) e o adversário tem que insistir novamente e novamente. São fumbles e interceptações que viraram pontos no ataque, que por sua vez explicam - em parte - a baixa produção do ataque. E como Bears e Seahawks atuam agora no MNF o time poderá subir posições neste ranking defensivo. O fato é um só: a defesa está atuando muito bem, mas é preciso ter cuidado, porque os ataques que encaramos também não são dos melhores. Mas é animador este começo.

Uma estatística aleatória provocou uma certa discussão nas redes sociais: Ryan Tannehill está 9-1 nas últimas 10 partidas em que começou como Starter. Os fãs de Tannehill dizem que isso é espetacular, mas outros podem dizem que isso não queira dizer muita coisa. Ele também teve um rating alto ontem, o que também dividiu opiniões. Eu acho que ele atua num playbook muito conservador, com passes curtos em excessos. Assim ele tem percentual de erros baixíssimos, mas também produz bem poucos, como os números comprovam. Em todo caso, ele foi melhor ontem do que na primeira partida, mesmo que com menos jardas.

Domingo receberemos os Raiders ( 0-2 ) com chances reais de fazer 3-0. Contudo, o Oakland é mais forte do que Titans e Jets e forçarão nossa defesa mais do que os 2 primeiros rivais. Nosso ataque precisará jogar mais, porque a defesa tende a sofrer mais pontos e talvez não dê tão boas posições de campo. A conferir como se desenrolará o confronto. Lembrando que na semana 4 teremos só o NE Patriots, em Foxbrough no Gillete Stadium. E ai, o nível subirá de vez.

Por hora, aproveitemos a liderança. E que Gase e cia corrijam os erros que não sumiram da semana 1 para a 2. Mas que precisam, ao menos, diminuir para a semana 3, sem falar para 4.

#phinsup

domingo, 16 de setembro de 2018

Week 2: Dolphins 20 x 12 Jets - Uma vitória com duas versões diferentes

Vencer é bom, mas vencer os Jest é bom demais!!!
Desde 2003 que o time não abria 2-0 ( e naquele ano ficamos 8-8 ao final ). Nos últimos anos temos tido problemas com os Jets, vide ano passado. Mas hoje vencemos na casa deles por 20x12, o que sempre tem um sabor a mais. Mas existem 2 maneira de olhar esta vitória: o do ataque e o da defesa.

Começo falando da versão da Defesa, que é o melhor. Grande atuação do setor, pelo segunda semana seguida. Quase tudo funcionou bem, desde a DL que conseguiu seus primeiros sacks, passando pelos LBs que forçaram fumbles e a secundária que não deu chances ao ataque dos Jest. Tivemos alguns buracos em certos momentos, mas o setor foi coeso em quase toda a partida. Howard conseguiu uma interceptação que impediu os Jets de capitalizarem um fumble tosco cometido por Tannehill. TJ McDonald conseguiu uma interceptação da hora e Kiko Alonso obteve 13 tackles. 

Já no ataque... é aquela coisa: alguns apontarão que Tannehill teve um rating acima de 120, mas isso é fruto de um site playbook que o faz dar passes em excesso para o lado. Ele não foi  mal, é verdade, mas também não foi bem. Cometeu um fumble tenebroso ( que foi salvo por Xavien Howard e sua interceptação na End Zone ). Não é exatamente ruim terminar com um rating alto, mas o time não marcou pontos no segundo tempo. Além dele tem o jogo corrido que outra vez não foi muito bem, embora não tenha sido ruim. Teve um bom momento: Frank Gore agora é o quarto com mais jardas na história da NFL. Mas ele e Kenyan Drake - que marcou o seu 1º TD na temporada, somados tiveram 78 jardas e só passaram das 100 porque Tannehill correu para 47. Estão defendo, sem dúvida.

Outro ponto que eu acho interessante destacar é a diferença de atuação dos rookies, com Minkah Fitzpatrick detonando em campo e Mike Gesicki praticamente inexistindo na NFL até aqui. Já começam a aparecer diversas linhas para explicar o porque do TE não jogar. Teremos que conferir nas próximas partidas. Jerome Baker apareceu bem, dando a entender que pode dar conta do recado. Já os escolhidos no quarto round, o TE Durham Smythe e o Rb Kalen Ballage, não disseram a que vieram até agora na NFL. E os outros rookies ou não estão no time ou estão no Pratice Squad.

Vencemos e, pasmem, lideramos a AFC Leste com 2-0, porque os Pats perderam hoje para os Jaguars e os Bills estão 0-2. É algo incrível, mas é bom manter a prudência e não se empolgar demais. Os problemas ainda existem e alguns nem tem como serem resolvidos este anos, mas outros podem. No domingo recebemos um desesperado Raiders com 0-2 e vencer seria excelente. Adam Gase e cia precisam corrigir alguns pontos e minimizar outros. De como nosso Head Coach e equipe cuidarão deles passam nossas chances de post-season.

sábado, 15 de setembro de 2018

Week 2: Dolphins at Jets - Boas lembranças para o confronto de amanhã

Jogo em NY só me traz isso na memória
Faz muito tempo. As imagens ficam cada dia mais velhas, se as tivéssemos tirado no antigo Giants Stadium, elas estariam desbotadas e amareladas. Mas eu jamais esquecerei-me do Fake Spike, o primeiro da história da NFL. O lance é eterno e se você não o viu, assista-o aqui:


Bom, é um lance eterno. Em 2016 teve outro... lembrou?? Não... olha ele aqui:


Coitado do Petty. Amanhã no Metlife teremos uma ideia mais clara do que este Miami Dolphins pode fazer. E se teremos esperanças quanto a post-season. E por fim, se teremos mais imagens imortais como estas para nos alegrar quando formos encarar os Jest em NY.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Pilulas do dia seguinte

Com 2 interceptações, Reshad Jones foi o jogador da partida...
Linha ofensiva não foi tão mal, mas esteve longe de ser excelente. E Tannehill foi apenas mais ou menos...
2 TDs, um deles para 75 jardas. Uma atuação bem acima da média de Kenny Stills
Mike Gesicki quase não apareceu em campo. Aqui no lance da 1ª interceptação de Tannehill
Miami venceu. Isso normalmente basta. Mas vocês leem o Blog porque sabem que eu busco encontrar algo escondido nas vitórias e projetar isso para as próximas partidas. Aliás, antes de prosseguir, um dado: no momento em que eu escrevo os Jets massacraram os Lions por 48x17. É prudente ter cuidado com o que pensarem sobre o que será nossa segunda partida.

Falar do que deu errado é apontar para o óbvio: Ryan Tannehill e o ataque. Existia uma expectativa, sem base alguma, de que nosso setor ofensivo iria deslanchar. Não foi o que se viu. Além de Tannehill sem comandar o setor com desenvoltura, os problemas foram além dele. A OL cometeu faltas toscas, não abriu grandes espaços para o jogo corrido e os TEs, tão decantados, praticamente não foram usados. De bom mesmo, só o desempenho de Kenny Stills que fez os 2 TDs do ataque, um deles conseguindo dobrar a esquina e se jogando para marcar. Ponto para ele. Além de ter recebido um dos TDs mais longos dos últimos anos em Miami. E o jogo corrido? Discreto. Somados, Gore e Drake mal passaram as 100 jardas, sem TDs. Muito pouco para quem é considerado, pelos mais apaixonados, um dos melhores backfields da NFL.

Outro ponto positivo é o setor de especialistas, com o TD de Jakeem Grant sendo o mais longo da história dos Dolphins como mandante. Aliás, por falar em recorde não custa lembrar que ontem foi o jogo com maior duração na NFL, com 07 horas e 10 minutos. O mais longo, só para constar, também teve os Dolphins envolvido: em 1971 no Divisional Playoffs contra os Chiefs, que teve 3 prorrogações. Foram duas interrupções por conta do clima, por causa de uma tempestade na área de Miami. Coisas que só acontece com os Dolphins...

A defesa foi o ponto alto. Se não teve sack, sobraram tackles para perda, pressões nos QBs dos Titans e, sobretudo, interceptações. Foram 3, duas delas de Reshad Jones, que realmente está mais solto o que é uma péssima notícia para os outros QBs. Com a chegada de Minkah Fitzpatrick era óbvio que ele ganharia liberdade para caçar as bolas e os QBs adversários, uma vez que ele quase conseguia um sack ontem. É nítida a diferença que o rookie Fitzpatrick fez em campo, conseguindo negar uma quarta descida, em conjunto com Jones. Mas nem tudo são flores e a ausência de LBs foi sentida. Não adianta: o grupo é fraco. E não suportará grandes QBs, porque Mariota e Gabbert acharam os buracos. Linebacker ou é muito bom ou não serve. E não temos estas peças em Miami.

De resto, lamentar que nossos jogadores ( e os dos Titans também ) ficaram ocupados em um período superior a 2 partidas, o que pode ter certo reflexo na preparação para a próxima partida. Estamos 1-0 e para pensar em post-season é preciso derrotar os Jets no domingo. É possível? Claro que é... mas precisaremos jogar mais, sobretudo o ataque.

domingo, 9 de setembro de 2018

Week 1: Titans 20 x 27 Dolphins - Vencemos o jogo mais longo da história...

Jakeem Grant deu tranquilidade à partida com seu retorno de 101 jardas...
Miami Dolphins venceu a primeira partida da temporada por 27 x 20 contra os Titans, no jogo mais longo da história. A partida começou às 14:00hs e terminou depois das 21:00, devido a tempestade que estava rondando o Hard Rock Stadium. O jogo foi interrompido perto do fim do segundo quarto e perto do final do terceiro quarto. Somados, a interrupção chegou perto das 4 horas. Algo surreal, sem dúvida. Lembrando que a partida com tempo de jogo mais longo também tem os Dolphin envolvidos: o Divisional Playoffs de 1971 contra os Chiefs, que teve 3 - isso mesmo - prorrogações. Foi também a primeira vitória nossa em post-sesason.

No jogo de hoje o time começou lento, saiu de campo sem pontuar na primeira posse, mas os Titans não: marcaram um FG. Depois de várias alternâncias de posses no primeiro quarto, um drive seguro levou o time até a end zone e Tannehill achou Kenny Stills para fazer 7x3. Seria o placar até o fim do primeiro tempo, que só terminaria perto das 18:00hs. Mas Tannehill conseguiu lançar uma Interceptação dando um passe perfeito nas mãos do defensor e que estragou a primeira interceptação de Reshad Jones, que esteve em dia de graça.

Depois de um FG acertado no terceiro quarto, veio o insano quarto final: TD dos Titans, TD de retorno dos Dolphins no lance seguinte ( Jakeem Grant de 101 jardas ), depois TD de Tannehill para Kenny Stills e retorno de TD para os Titans. Estava 14x14 e tudo poderia acontecer. Até que Reshad Jones consegue outra interceptação e um FG coloca tudo na rota da vitória. Ah, n, quarto final Tannehill ainda lançou outra interceptação. 

Destaques Positivos: 
  • Reshad Jones - Como eu dissera quando Minkah Fitzpatrick foi draftado, ele ficaria mais solto. E foi o que se viu em campo hoje. Com o novato em campo, ele não precisa ser o salvador da pátria lá atrás. Conseguiu pressionais mais a linha ofensiva adversária, algumas vezes parecendo até um DE;
  • Jakeem Grant - Não foi apenas no retorno que ele foi bem. Ainda recebeu passes. Agora detém o recorde de maior retorno de kickoff em jogos como mandante da franquia.
  • Kenny Stills - Recebeu 2 passes para TD, um deles de 75 jardas ( totalizou 106 em 4 recepções ). Parece mais solto em campo;
  • Frank Gore - O veterano RB foi bem demais. Mostrando que pode ser bastante útil.
Foram mal:
  • Mike Gesicki - Muito se espera dele e... ele recebeu só um passe. Não foi muito acionado, o que é um problema;
  • Kenyan Drake - Quem esperava ele detonando nas corridas, com certeza ficou bem preocupado. 14 corridas e 48 jardas estão bem longe de uma grande atuação.  Mesmo dando um desconto de que ele correu 3 vezes no final da partida, ainda assim ele ficou devendo.
  • Ryan Tannehill - Não exatamente mal, mas não foi bem. Olk, ele está vindo de um ACL duplo, mas o que se viu em campo hoje não é o signal caller seguro que o time precisa. Ele errou 2 passes terríveis ( ambos resultaram em interceptações ), perdendo uma posse na red zone. A seu favor poderia-se contar os 20 passes certos em 28, mas tem um porém: os passes seguem sendo na maioria screen pass. Acertou a bomba para Stills, que é excelente, mas na posse seguinte errou por muito numa tentativa igual.