domingo, 14 de julho de 2019

Jim Caldwell tira licença de Saúde e não será mais um Coach Assistente

Caldwell se ausentará por um tempo
Faltam 11 dias para o início da Trainning Camp, que alguns colocam como uma temporada que pode ser de grande sucesso. Eu não faço parte destes, mas isso não importa agora. O fato é que Jim Caldwell requisitou uma licença médica e ficará fora da temporada. Os motivos não foram informados, mas desde já torcemos que ele possa ter uma rápida recuperação em sua saúde.

Ele ainda ajudará como um Consultor, mas isso também não ficou claro como dar-se-á. O time não anunciou ninguém para o lugar e talvez nem anuncie.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Retomando: Howard renova, OTAs e outras coisitas mais

Howard é o Corner mais bem pago da NFL
Poucos são jogadores que conseguem me desmentir na história deste Blog. A lista é pequena e menor ainda são os que conseguiram mudar minha opinião inicial para melhor. Xavien Howard é um destes raríssimos casos. Ele assinou recentemente uma extensão contratual com o Miami Dolphins, tornando-se assim o CB mais nem pago da NFL. 

Os valores foram de 76,5 milhões ( com 46 milhões garantidos ) em 5 anos de contrato. É alto, mas ele fez por merecer. E assim evitamos passar pelo mesmo embrolho que foi a não renovação de contrato de Jarvis Landry, que faz - e muita - falta ao time. Evitando uma novela, o Fromt Office passa um sinal de tranquilidade aos jovens jogadores: de que se desenvolverem, serão recompensados. Justamente o oposto do que sinalizamos quando deixamos o melhor jogador do elenco sair atirando ano passado. 

Sobre as OTAs - treinos iniciais de temporada, mas sem usar full-pads - algumas observações: Ryan Fitzpatrick foi melhor que Josh Rosen. Sei que os defensores dirão que ele estava aprendendo tudo novo, mas o veterano também. E convenhamos: ele deveria chegar e mostrar que o posto é dele. E não o fez. Aguardemos, mas ao que parece... 

Neste tempo sem postagens, também tivemos a informação de que o Miami usará um uniforme branco retrô ( falarei dele no sábado ) e o calendário está definido ( falo sobre no domingo ). Agora é esperar pela Trainning Camp que será bacana de se ver. Afinal, não teremos nenhuma expectativa positiva sobre o time e vamos pra Temporada na base do que vier é lucro. E assim é a melhor maneira de olharmos para a temporada: ZERO de esperanças. Se pintar algo bacana, comemoraremos. Se não, a decepção será pequena.

sábado, 18 de maio de 2019

NFL Draft - 7º Round (B): Miles Gaskins, RB - Washington

Mais um corredor? Sei não...
Nome: Miles Gaskins - Posição: Runningback - Universidade: Washington
Altura: 1,78m - Peso: 93kg - Idade: 22 anos

Pontos Positivos: Tronco mais comprido com pernas mais curtas proporciona ótimo centro de gravidade. Apesar da falta de tamanho adequado para a posição, foi capaz de levar uma carga de trabalho mais pesada. Explosão adequada nas corridas e consegue dobrar a linha em corridas laterais. Extremamente consistente e produtivo ao longo de seus quatro anos em Washington. Tem boa qualidade recebendo passes.

Pontos Negativos: Muitas vezes busca algo além do que a jogada oferece e perde jardas com isso. Leitura  das oportunidades é um ponto negativo. Inconsistente como corredor pelo meio da Linha. Antecipa o contato e diminui a velocidade dos pés em vez de acelerar. Seu biotipo pode ser um problema diante da agressividade consistente dos defensores após contato em nível profissional.

Nota: Não era uma necessidade ( o time tem corredores adequados ), mas por algum motivo Brian Flores e Chris Grier quiseram gastar uma pick nele. Não e nem nunca será um power back, esta sim uma carência no elenco. Assim sendo, dada o momento em que foi escolhido, a escolha é outro B-. Por não ser, outra vez, uma necessidade.

NFL Draft - 7º Round (A): Chandler Cox, FB - Auburn

O que pensou o Front Office ao escolher um FB...
Nome: Chandler Cox - Posição: Fullback/Runningback - Universidade: Auburn
Altura: 1,85m - Peso: 110kg

Pontos Positivos: Foi Starter as as quatro temporadas, é implacável e destemido. Versátil Runningback com força de Fullback. Leituras instintivas para encontrar buracos na Linha. Recebe bem passes e tem mãos consistentes.

Pontos Negativos: Mãos pequenas e braços curtos. A falta de comprimento aparece às vezes como bloqueador, mais tenaz do que poderoso como bloqueador.

Nota: Não era uma necessidade mas tem versatilidade correndo e recebendo. Fullbacks são artigo em extinção, mas este parece ter um "algo a mais". Sétimo round é quase impossível encontrar Starters e por isso eu classifico a escolha como um B-, por não ser uma necessidade.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

NFL Draft - 6º Round: Isaiah Prince, OT - Ohio State

Temos um Tackle. Ele é bom?

Nome: Isaiah Prince - Posição: Ofensive Tackle - Universidade: Ohio State
Altura: 2,01m - Peso: 141kg

Pontos Positivos: A técnica de proteção no passe vem melhorando ao lado da carreira. Alto e forte, tem biotipo adequado para a posição. Tem alguma contração nos movimentos iniciais e mostra alguma capacidade de alterar e ajustar-se a alvos em campo aberto.

Pontos Negativos: Ângulos inconsistentes ao segundo nível, pés instáveis, precisa melhorar o jogo de pés e os quadris nos ataques contra Defensores mais ágeis.

Avaliação: Fim de feira, sexto round. Talento bem raro e uma carência latente na OL. Prince pode ser o nosso Tackle nesta temporada, é claro. Mas provavelmente por falta de concorrência do que por talento cru. Até porque, se ele o tivesse... dado tudo isso, a escolha é B+.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

NFL Draft - 5º Round: Andrew Van Ginkel, LB - Wisconsin

Era uma carência do elenco e ele parece promissor
Nome: Andrew Van Ginkel - Posição: Linebacker - Universidade: Wisconsin
Altura: 1,93m - Peso: 107kg


Perfil: Van Ginkel ganhou fama em 2017, atacando quarterbacks e fazendo jogadas de cobertura. Ele começou 11 jogos como um Sênior (faltando dois com uma lesão no tornozelo) e foi nomeado o 3º time da All-Big Ten, colecionando 46 tackles,7 para perda, 4,5 sacks e um chute bloqueado. Van Ginkel iniciou sua carreira em South Dakota.

Análise: 3-4 outside linebacker com capacidade atlética decente, mas uma relativa falta de agressividade bloqueando corrida e consistência como um pass-rusher. Van Ginkel tem condições de gerar bons números graças ao esforço, mas carece de desenvolvimento adequado em sua técnica. Ele precisará de muito mais força e resistência para render em alto nível. Adicionalmente sua produção em equipes especiais podem dar a ele um papel importante desde o começo da temporada.

Pontos Positivos: Ativo e consistente, doa-se em campo atuando as vezes até com dor. Tem capacidade atlética adequada e consegue mudar de direção. Tem capacidade de iludir os Tackles com um movimento sutil da parte superior do corpo.
Pontos Fracos: Precisa ganhar massa corporal para ser uma ameaça no pass-rusher, mas isso pode tirar-lhe mobilidade.Uso de mão abaixo da média.

Nota: Num quinto round, o talento rareia-se. Claro e evidente que não podemos reclamar do fato dele ser muito cru e tem inúmeras lacunas. Mas era uma necessidade e o Front Office não fechou os olhos para isso. A escolha, dada as circunstâncias, é B+

NFL Draft - 3º Round: Michael Deiter, OG - Wisconsin

Nossa OL também recebeu reforço

Nome: Michael Deiter - Posição: Ofensive Guard - Universidade: Wisconsin
Altura: 1,98m - Peso: 149kg - Idade: 22 anos

Perfil: Deiter é um jogador com bons números e prêmios na NCAA. Em 2015 começou todos os 13 jogos, sete como Guard Esquerda e seis como Center. Os treinadores da Big Ten votaram nele para menção honrosa all-conferência em 2016, depois que ele dividiu 14 partidas entre Center (10) e Left Guard (4). Em 2017, ele foi escolhido pela primeira vez como All Conference iniciando 14 jogos como Left Guard. Ano passado ele foi indicado para o All American da Associated Press, depois de sua temporada sênior, e retornou para a equipe principal All Big Ten, devido a sua atuação nos 13 partidas como Left Tackle.

Análise

Sua durabilidade é uma grande vantagem, pois passou sua carreira sem contusões. Versatilidade também salta aos olhos, uma vez que pode atuar como Center e Guard. Sua experiência em uma variedade de esquemas e seu trabalho técnico geral estão a seu favor, enquanto sua experiência em toda a linha oferece flexibilidade interessante. Uma opinião adicional é de que ele talvez não possua capacidade atlética para atuar em alto nível.

Pontos Positivos: Durável e com boa estrutura corporal. Rapidez inicial adequada. Boa movimentação de pernas. Termina com vigor uma vez que ele consiga vantagem. Técnica adequada tanto no jogo corrido quanto no passe.

Pontos Negativos: Baixa porcentagem de vitórias contra oponentes maiores e mais fortes. Precisa melhorar o footwork e os tackles no segundo nível. Sua leitura das blitz tem que melhorar. Quando batido demora muito a se recuperar. Agilidade em movimentos laterais também é abaixo da média.

Nota: Era uma necessidade e com ele melhorar as opções em nossa OL. O fato dele atuar como Center é a melhor notícia da Pick, porque não é possível contar com a mula do Kilgore como Center por mais uma temporada. Ele pode atuar no meio e em qualquer um dos pontos do interior da OL. Versátil e durável são suas duas melhores qualidades. A parte técnica tem que ser melhorada em vários pontos, mas ele foi escolhido num terceiro round, logo não existem atletas prontos neste ponto do Draft. Uma ótima pick e eu classifico com A-.

sábado, 27 de abril de 2019

Miami faz força para ser criticado...

Rosen é o que conseguimos no segundo round...
Em uma reconstrução, tudo o que não pode ser feito é repetir ações que praticamente nunca dão certo.  Elas passam por não queimar picks, não dar contratos grandes para jogadores contestáveis, por não tentar all-in no primeiro ano e, sobretudo, não cair em desespero.

Até aqui nestes primeiros meses da Gestão de Chris Grier ( General Manager ) e Brian Flores ( Head Coach ), tudo parecia diferente. Sólidas contratações de Staff - embora eu questione o excesso de ex-Pats - e boas ações no mercado, isso se desconsiderarmos assinar com 2 TEs. Mas era um período de movimentos com um sentido, ou com uma ideia por trás. Tirando os TEs, é claro. Até que na noite de sexta, o velho modo Miami Dolphins de cometer erros tenha ressurgido com força, fazendo 2 Trades: uma excelente e outra desastrosa.

A primeira trade, a excelente, foi feita com os Saints: descemos 14 posições, cedemos nossa pick de 4º Round e recebemos uma valiosíssima pick de 2º Round de 2020. Um negócio raras vezes visto em Miami. Ao menos com o time estando no lado vencedor. Saímos da posição 48 e fomos para a de 62 e, ao custo de uma escolha de meio de draft, pegamos uma no segundo round ano que vem. Excelente. Mas...

O Miami estava - sabe-se lá porque raios - em negociações com o Arizona Cardinals para adquirir Josh Rosen, Por hora, esqueçam o jogador e pensem apenas no que está envolvido na troca. E vou além: não misturem as duas Trades para justificar que a segunda é boa, poque isso é idiotice. Cada Trade tem seu valor e não podem ser misturadas. Simples assim. Adiante...

Então, quando era nossa vez para escolher no segundo round, o Miami deu nossa pick 68 e uma de quinto round de 2020 para adquirir Rosen. O Miami abriu mão de pegar um jogador neste draft para selecionar um QB que teve números pífios em 2018 e que o time dele o considera tão bom, mas tão bom, que escolheu outro QB na primeira escolha geral deste ano. E que, obviamente, estava atrás de um GM trouxa para meter a faca. E ai sabem como é, Miami sempre se candidata a ser este time.

Porque a Trade por Rosen é horrorosa? Bom, eu posso começar falando que ele não tem potencial para ser um QB Top Ten. Este é o valor dele hoje, mas o Miami pagou um preço caro. Segundo que o mais provável é que ele faça o mesmo que Tannehill fazia todo ano: ganhar jogos inúteis. Menos do que é preciso para irmos a post-season e mais do que necessário pra ficar no Top Five. Ou seja, seguimos - com ele - sendo uma equipe 6-10. Ele não muda em nada nisso. Absolutamente, nada. E se ele for um desastre, e ficarmos entre os 3 no próximos Draft, de que terá valido queimar uma pick nele?

Repito algo que digo aqui a mais de uma década: análise é prévia. Esperar - como alguns já estão dizendo - para ver como ele vai jogar para só ai avaliar a Trade beira o mau caratismo. Ou se avalia bem ou mal, mas esperar para dar opinião é uma coisa que vocês nunca viram ou verão aqui. A Trade por Rosen é horrorosa e só será boa se ele virar um QB Top Ten. Excelente só se ele virar um Top 5. E eu falei nos grupos de WhatsApp que só a mãe dele, ele e o agente dele acreditam nisso.

E agora, claro, o Miami Dolphins.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Miami Dolphins escolhe Christian Wilkins

Ele é um monstro e vai ajudar bastante na Defesa.
Miami, ao que parece, não conseguiu descer no Draft para angariar picks. E com isso resolver ir do melhor jogador que estava disponível na Board da Equipe. O time escolheu de forma sólida e pensou que primeiro monta-se a defesa e depois o ataque. Ele era o meu favorito desde o começo e isso se confirmou. 

A equipe ignorou Dwayne Haskins que caiu no Draft e ainda está disponível ( enquanto escrevo o Redskins é quem está no relógio ). Resolveram focar na defesa e ignorar um QB. Agora resta torcer para que Haskins não seja um All-Pro. Porque se for, irá doer.

E se formos de QB?

Será que escolheremos um QB hoje?
O Draft começa hoje. E um certo consenso existe sobre nossa escolha: será alguém de Defesa. Mas em se tratando de Miami, nada nunca é tão fácil assim. Então, existem alguns analistas colocando que poderemos ir de QB em nossa primeira escolha hoje a Noite. Eu tenho calafrios de pensar nisso, mas não duvido. E nem aposto que não possa acontecer. A questão é: quem seria?

Eu descarto Kyler Murray. Ele não passa da escolha dos Giants. Sobrariam então 3 opções apenas: Daniel Jones ( Duke ), Dwayne Haskins ( Ohio State ) e Drew Lock ( Missouri ). Descartemos o último, que parece ter taxado o nome bust, e fiquemos com os outros 2.

Haskins parece melhor cotado do que Jones, embora ninguém menos que Peyton Manning esteja fazendo lobby por ele. Eu não vejo grande sentido em escolher qualquer um dos dois e seguir sem LB/DE/DT. Ainda mais num draft com tantos valores nestas posições. Mas os 2 são, com certeza, melhores opções do que ter um Ryan Fitzpatrick como signal caller. Mas não seria cortar etapas?

Eu não perfilarei nenhum dos 2, mas gosto mais de Haskins. Me parece com teto maior do que Jones. Mas eu seguirei preferindo um jogador de Defesa.