terça-feira, 25 de abril de 2017

Perfil: Malik McDowell, DT - Michigan State


Aconteceu ontem, no Twitter, um Mock Draft com autores de todas as 32 equipes da NFL aqui no Brasil. E não, eu não fui o responsável pelo Dolphins. Foram escolhas sequenciais, sem trades, onde cada um colocou o que desejava ou imagina o que a equipe faria. O responsável pelo perfil @BrDolphins fez uma escolha que eu não gosto nem um pouco: o DT Malik MdDowell de Michigan State.

Apesar de não gostar, trago o perfil do mesmo para que, caso o time faça isso na quinta, não sejamos pegos de surpresa.

VISÃO GERAL

Como um top-50 prospecto de High School de Detroit, McDowell poderia ter ido para qualquer time, mas ele foi contra os desejos de sua família e se matriculou em East Lansing, o que fez com que o treinador Mark Dantonio e sua equipe muito feliz. Depois de jogar como reserva na temporada de calouro ( 15 tackles, 1,5 sacks ), McDowell alinhou na segunda equipe All-Big Ten ( 13 TFL e 4,5 sacks ).

ANÁLISE

  • Pontos Positivos - Agilidade e atleticismo chamam atenção de todos. Pode sobrecarregar bloqueadores com força pura e explosividade quando usa os pés da maneira correta. Pode redirecionar seu peso e manter a busca de quarterbacks móveis, além de muito bom contras as corridas.
  • Pontos Fracos - Footwork e sua técnica precisam melhorar. Alto centro de gravidade é um problema às vezes. Provavelmente seu maior problema é que os Scouts estão preocupados com ética de trabalho e sua liderança.
  • Comparavável na NFL: Ezekiel Ansah
  • Resumo - Tem características físicas semelhantes e habilidades de Arik Armstead e DeForest Buckner, mas não tem a personalidade de ambos. Produção dele oscila muito e pode atuar como DT em 4-3 ( o esquema que usamos ) ou até mesmo um DE em 3-4. McDowell é um talento cru, mas é perspectiva explosiva, ascendente com potencial All-Pro, mas ele precisará de desenvolvimento adequado para isso. E, convenhamos, desenvolver jogadores crus não é exatamente onde somos considerados excelentes...

domingo, 23 de abril de 2017

Perfil: Haason Reddick, LB - Temple


O perfil anterior ( Jarrad Davis ) caso o escolhamos na quinta terá uma certa cara de REACH, mas caso o escolhido seja Reddick terá uma achado, uma vez que ele está cotado para sair antes de nossa escolha. De uma Universidade menos famosa e que não costuma colocar atletas no Top 20 do Draft, Reddick tem capacidade atlética e instintos para ter destaque na NFL. Se ele sobrar em nossa escolha, teremos conseguido um atleta e tanto...

VISÃO GERAL

O atletismo de Reddick floresceu ao longo das duas últimas temporadas para as corujas. O ex-Runningback e Safety no High School mostrou flashes como um digno pass-rush em sua temporada como Redshirt ( 14 tackles, quatro para perda e um sack ) e sophomore ( 23 tackles, sete TFL, 1.5 sacks). Reddick e seu companheiro de equipe, Dion Dawkins,foram detidos por um assalto numa boate da Filadélfia em março de 2015, mas não foi suspenso. Ele resolveu jogar muito para se recuperar e conseguiu. Foi selecionado  para primeira equipe da Conferência, sendo titular 12 vezes, com 45 tackles, 12,5 TFL e 5 sacks. 

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Atleta explosivo, ágil e com grande flexibilidade, o que o permite mudar rapidamente de direção, algo que aumenta sua cotação como LB. Bom trabalho de pés e um ótimo posicionamento para iniciar o contato. Trabalhou em todas as posições do Front Seven, mostrando versatilidade;
  • Ponto Fracos - Vai precisar de mais força de jogo para afastar bloqueadores NFL, sobretudo de for usado como DE/DT. Faltam-lhe volume, o comprimento  e a força necessárias para atuar como um OLB de 3-4. Melhor contra o passe do que contra as corridas. Atuou em menos de 70 por cento dos snaps defensivos da equipe, o que não acontece com LB Starters da Liga;
  • Comparável na NFL - Ryan Shazier
  • Resumo - As lesões limitaram Reddick a apenas quatro jogos nos últimos dois anos do High School. O esquema de Temple o ajudou muito a potencializar seus números ( 3 fumbles forçados, 9,5 sacks e 21,5 TFL em 2016 ). Velocidade e atleticismo poderian dar-lhe uma chance maior de impactar o jogo como um 3-4 ILB ou um 4-3 OLB, em vez de tentar aumentar a massa para jogar como DE.

Perfil: Jarrad Davis, LB - Florida



Com a proximidade do Draft, nomes e mais nomes começam a aparecer na Board do Dolphins nos inúmeros Mocks feitos, muitos duas vezes por dias, nos sites especializados. Entrevistas dadas por Adam Gase essa semana deixaram quase certo que o time escolherá um OL ( Lamp ) ou DL/LB, com chances quase zero de aparecer um CB/FS/SS no primeiro round. 

Neste sentido é que Jarrad Davis pode terminar pintando como jogador do Dolphins. Ele tem qualidade para jogar com LB, mas... sempre tem um porém, né?

VISÃO GERAL

Em 2016 sofreu uma contusão na perna que o limitou na temporada. Davis construiu sua reputação nos primeiros três anos, entrando imediatamente como um caloiro genuíno para jogar em cada jogo ( 24 tackles, dois para a perda ) e ganhar o prêmio de jogador o mais valioso nas equipes especiais. Ele foi uma reserva importante em 2014, também, antes de perder os últimos três jogos com uma lesão ( 23 tackles, um para perda.) Finalmente, conseguindo uma chance de começar como Junior, Davis não decepcionou com 98 tackles, 11 para perda e 3,5 sacks.

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Excelente flexibilidade com aceleração de elite, algo essencial para um LB. Muito bom em terceiros downs de corrida, com razoável leitura do ataque. Melhorou muito sua disciplina. Consegue acompanhar bem o TEs nas suas rotas. Tem espaço e capacidade atlética para melhorar na cobertura do segundo nível;
  • Pontos Fracos - Instintos medianos, fazem com ele cometa faltas e movimentos errados, gerando ineficiência. Melhorar o uso das mãos é um item a ser explorado, bem como sua durabilidade.
  • NFL COMPARAÇÃO Shaq Thompson
  • Resumo - Elogiado tanto pelo seu futebol quanto pelo seu caráter pessoal, Davis tem presentes atléticos para acompanhar as características que as equipes estão procurando. Sua capacidade de cobertura e como ele termina seus tackles torná-lo um projeto favorito para algumas equipes. Embora seja fácil se apaixonar pelas características e potencial, terá que cobrir melhor as rotas e livrar-se melhor dos bloqueios. Prospecto ideal para atuar como OLB no sistema 4-3.

sábado, 22 de abril de 2017

Perfil: Charles Harris, DE - Missouri



Draft não é uma ciência exata, todos que acessam com frequência este local sabem disso. Nem sempre a escolha certa é a mais óbvia. Vez por outra o correto é escolher um jogador não esperado, mas que que enquadra ao planos da equipe do que um melhor prospecto que venha obrigar mudanças no vestiário e estilo de jogo. Seria o caso com Harris? Não sei ao certo, mas entre um DE um LB é mais do que óbvio que o ideal seria escolher a segunda posição. Mas vai entender o que se passa na cabeça dos responsáveis pelo draft...

VISÃO GERAL

Harris demorou para se dedicar ao football, só jogando no início do High School. Seu atletismo lhe rendeu uma bolsa de estudos. Como reserva, Harris teve quatro tackles for loss e dois sacks. Sua temporada de breakout veio em 2015, conseguindo figurar na segunda-equipe da SEC,  ao conseguir liderar a conferência com 18,5 tfl e 7 sacks. Treinadores votaram nele outra vez para a segunda-equipe SEC em 2016 ( 12 tfl e 9 sacks ), apesar da campanha ruim de sua equipe ( 4-8 ).

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Pernas longas, quadris móvel e com grande rapidez lateral, o que o torna um desafio bloqueá-lo. Joga em ambos os lados da linha e pode jogar com uma mão no chão ou em pé. Utiliza a velocidade precoce no poder para criar movimento antes de atacar o ombro interno do tackle. 
  • Pontos Fracos - As mãos precisam melhorar para atuar na NFL. Passeios em blocos em vez de shucks-los. Precisa melhorar contra o jogo corrido. Produtividade caiu depois de uma troca de esquema defensivo, o que pode complicar ainda mais sua vida na mudança para NFL.
  • Comparável na NFL - Connor Barwin
  • Resumo - Atleta de alto nível contra o passe, mas apenas mediano contra às corridas. Ironicamente, Harris pode jogar na borda em 4-3 ou 3-4, podendo até mesmo atuar como LB, precisando neste caso de uma transição quase que perfeita.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Uma primeira olhada sobre nosso Calendário

Agora sabemos quando e onde teremos que contar com eles...
Foi divulgado o Calendário do Miami Dolphins na temporada 2017. Teremos a sexta mais complicada tabela de todas as 32 franquias. Algumas partidas serão bem complexas outras nem tanto, mas sabemos do nosso histórico recente de falhar justamente nestas partidas ditas "fáceis". Uma rápida análise dos 16 jogos, com direito a 4 partidas em prime-time:

  • Semana 1, 10/09 vs Buccaneers. Abrir jogando em casa contra um adversário acessível parece-me o cenário ideal para uma outra temporada vitoriosa;
  • Semana 2, 17/09 at Chargers. Outro adversário acessível, fora de casa. Duvido que os Chargers mudem da água para o vinho. Tomara que não viremos vinagre...
  • Semana 3, 24/09 at Jets. Clássico de divisão em NY. Vencer é mais do que obrigação. Chances de um 3-0? Possível...
  • Semana 4, 01/10 vs Saints. Um mando perdido, atuando em Londres. A vantagem é que o time de Drew Brees não é exatamente um temível rival. 
  • Semana 5, 08/10 vs Titans. Voltando para o Hard Rock Stadium uma partida complicada. O time do Titans cresceu bem na temporada passada e será um osso duro de roer; 
  • Semana 6, 15/10 at Falcons. O começo das complicações da temporada. Fora de casa contra uma equipe que tem tudo para vir quente nesta temporada.
  • Semana 7, 22/10 vs Jets. A temporada nem terá chegado a metada e teremos que ter varrido o mais odiado rival. É obrigação;
  • Semana 8, 26/10 at Ravens. Fora, rival forte, momento crucial da temporada. Jogo na quinta, com pouco tempo para se recuperar depois da batalha contra os Jets; 
  • Semana 9, 05/11 vs Raiders ( SNF ). Depois de uma pausa, recebemos os Raiders, time que assim como nós quer se manter no topo. Batalha que pode definir os rumos da mteporada;
  • Semana 10, 13/11 at Panthers ( MNF ). Eu não sei qual foi a última vez em que jogamos três partidas seguidas em horário nobre, mas vai acontecer em 2017. Rival Contender e que vem ferido de uma má temporada. Será páreo duro;
  • Semana 11: BYE
  • Semana 12, 26/11 at Patriots. Fora de casa uma partida que, eventualmente, poderá valer a liderança da divisão.
  • Semana 13, 03/12 vs Broncos. Existem muitas dúvidas quanto a este Denver. Como nós teremos que nos empenhar ao máximo para voltarmos a post-season. Vencer partidas assim são essenciais;
  • Semana 14, 11/12 vs Patriots ( MNF ). Dois Monday Night no mesmo ano. Nada como jogar uma partida em post-season. Se o time estiver perto, aqui podemos voltar a vencer a divisão. Loucura? Quem sabe...
  • Semana 15, 17/12 at Bills. Visita complicada ao norte do estado de NY contra um rival encardido. Vencer, portanto, é a meta;
  • Semana 16, 24/12 at Chiefs. Jogo fora e contra um time forte. Em fim de temporada pode ser uma diferença entre post-season ou mais uma temporada sem jogos em janeiro.
  • Semana 17, 31/12 vs Bills. A segunda partida contra o Bills em 3 semanas. Vencer, em qualquer situação na temporada, é mais do que fundamental.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Perfil: Forrest Lamp, OG - Western Kentucky


Outro OL em primeiro round? Pois é, eu também não gosto da ideia. Escolhemos 4 OLs desde 2008 no primeiro round: Jake Long ( LT, 2008 ), Mike Pouncey ( C, 2011 ), Ja'Wuan James ( 2014 ) e ano passado fomos de Laremy Tunsil. Enquanto isso nada de LBs e apenas dois DEs foram escolhidos e um deles foi uma porcaria ( Dion Jordan, recém cortado ). Particularmente acho que a carência na defesa é maior do que qualquer vantagem que ele possa trazer para a Linha Ofensiva, ainda mais numa classe tão excelente na Secundária, outra carência do time.

Mas como aqui é o Dolphins, vamos ao perfil de Lamp.

VISÃO GERAL

Lamp terminou uma carreira brilhante para o Hilltoppers marcando um touchdown num Bowl. Lamp ganhou menção honrosa no All-Sun Belt atuando como Guard ( três jogos ) e Left Tackle ( nove jogos ) como um redshirt em 2013. Nos últimos dois anos, Lamp foi uma seleção do primeiro time da Conferência, começando cada jogo no lado cego. Ele foi eleito para o terceiro time da Associated Press All-American como um Sênior.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Capaz de redirecionar o corpo, mesmo com sua força corporal. Mostrou pés ágeis, paciente, consegue realizar o bloqueio fora do esperado pela chamada da jogada. Inteligente com as mãos na proteção do passe. Eficaz no bloqueio na ponta da linha. Move-se rapidamente para o próximo nível quando a jogada é de corrida e não ocorre por seu gap, realizando valiosos bloqueios além da linha de scrimmage.
  • Pontos Fracos - Altura e o comprimento do braço provavelmente o impedirão de atuar como Tackle na NFL. Manter as mãos na posição correta e usá-la na hora certa é algo que a ser melhorado. Falta de envergadura vai exigir cuidado do Coach de OL.
  • Comparável na NFL: Zach Martin
  • Resumo - Starter de quatro anos como Left Tackle, cuja falta de altura/comprimento vão obrigá-lo a atuar como OG na NFL. Tem o athleticismom para segurar rushers atléticos. Sua habilidade de alinhar potencialmente nas 3 posições da OL só aumentará seu valor.

sábado, 8 de abril de 2017

Perfil: Zach Cunningham, LB - Vanderbilt


Depois do perfil do DE Derek Barnett, agora é a vez de Zach Cunningham, LB da Universidade de Vanderbilt. Uma necessidade clara do time é reforçar o corpo de LBs um dos calos da temporada passada. Por mais que tenhamos renovado Kiko Alonso e contratado Lawrence Timmons, ainda temos buracos no setor. E nada melhor do que cobri-los com um bom prospecto. Este é o caso de Cunningham. 

VISÃO GERAL

Alabama pode ter negligenciado Cunningham no processo de recrutamento devido a sua falta de estrutura atlética, mas os scouts da NFL não. Começou os cinco jogos finais do ano para os Commodores como redshirt ( 67 tackles e 1.5 sacks ), e começou os nove final em 2015, liderando a equipe nos tackles para a perda de jardas ( 16.5 ) e fumbles forçados ( quatro ). Cunningham liderou Vandy com 125 tackles em sua primeira temporada completa, com 16,5 tackles por perda. Ele também foi eleito para a 1ª equipe AP All-American e isso Júnior, 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Máquina de tackles, joga sempre olhando para o lance sedento de produzir algo, conseguindo ler bem os ataques e assim corrigir as suas ações. Usa muito bem sua velocidade para livrar-se dos bloqueadores. Durável e confiável, além de ter o atleticismo necessários para o jogo. Tem senso de responsabilidades e realiza bem a cobertura dos companheiros quando estes são batidos pelos RBs ou TEs. 
  • Ponto Negativos - A desproporção entre corpo e pernas é considerada um problema a ser levada em conta, complicando seu equilíbrio. O uso de suas mãos não é dos melhores. Deve faltar-lhe força física para quebrar tackles dos OLs mais fortes na NFL. Precisa ajustar o modo de realizar os tackles, pois muitas vezes realiza-os de modo que na NFL pode facilitar que o adversário quebre-o e siga na jogada.
  • Comparável na NFL com: Alec Ogletree
  • Resumo - Os tackles perdidos e a falta de força desejada podem incomodar equipes, mas sua produção consistente é difícil de ignorar. Cunningham é um linebacker, terceiro down, que tem valor de equipes especiais. Sua abordagem é feita para sistema 4-3 e Cunningham poderia se tornar um starter sólido, cedo como um run-and-chase linebacker pelo lado fraco.

Perfil: Derek Barnett, DE - Tennessee


Começo hoje a cobertura do draft. Como disse no texto anterior, ancorado no histórico tenebroso da franquia na hora de draftar, que não será fácil pensar o que está passando pela cabeça dos que comandam o Miami. Adam Gase, Chris Grier, Mike Tannembaum e Stephen Ross até agora não deixaram grandes indícios do que possam fazer. 

Fica no ar a leitura de que iremos de BPA ( melhor jogador disponível ). Apontei os problemas disso, ainda mais quando o time não se importa de queimar picks em jogadores muito questionáveis. Hoje analiso um jogador que cairia como uma luva em nosso Front Seven: Derek Barnett. Um DE de qualidade e promissor.


VISÃO GERAL

O nativo de Nashville foi o primeiro calouro a começar na DL de Tennessee em 2014, fazendo 20,5 tackles para perda de jardas e 10 sacks. Barnett liderou os Vols com mais 10 sacks em 2015. Em seu ano de Júnior, Barnett foi um eleito para a primeira equipe da SEC.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Mãos fortes, rápidas, eficientes e letais. Ataca a OL com  trabalho de mãos e pés na busco pelo Quarterback. Pune o OL adversário quando este comete alguma falha, raramente perdendo uma oportunidade de conseguir tackles e sacks. Boa percepção de campo ,reconhecendo play-action, reverses e screens. Versátil o suficiente para cobrir zonas quando necessário.
  • Pontos Negativos - Comete falta tentando adivinhar o momento do snap. Tem problemas para mudar de direção, algo típico de um homem grande com cintura larga. Quarterbacks móveis no Pocket podem escapar mais facilmente dele. Precisa melhorar seu footwork.
  • Comparável na NFL com: Nick Perry
  • Resumo: Barnett é um dos mais produtivos jogadores de DL que saíram da SEC em algum tempo. Sua consciência e foco no jogo deve mantê-lo perto da ação e ele tem o talento para entrar de imediato, causando bom impacto. Poderia haver coordenadores que vê-lo como um OLB, num sistema 3-4 devido a preocupação com a sua capacidade de colocar a mão no chão no sistem 4-3. Acho essa preocupação menor do que seu talento. E ele poderia atuar tanto como DE ou LB caso assim o desejemos.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

21 dias para o Draft




Estamos a 21 dias do Draft. Com uma off-season recheada de diversas contratações e uma tremenda bola fora ( ao deixar Zac Brown assinar com o Redskins por 2,5 milhões ), tentar prever a pick do Dolphins é nada mais do que uma adivinhação. Miami parece ir para outro draft sem ter um plano definido, esperando para ver o que acontece. Eu sempre vi uma vantagem no BPA, pois foi assim que conseguimos um tal de Dan Marino. Mas isso tem que fazer parte de um plano e não me parece o caso.

Ao que parece o Miami Dolphins precisa de reforço em 3 posições de forma mais destacada: Linebacker, Defensive End e Ofensive Guard. Em menor grau precisamos de um Cornerback, um Safety e um Center. Focando só no BPA - Best Player Avaliable ( melhor jogador disponível ), pode aparecer um WR, um TE ou um DT. Em suma: qualquer posição pode ser coberta com a escolha. 

As 3 fotos acima demonstram os meus favoritos: Dereck Barnett ( DE ), Zack Cunningham ( OLB ) e Forrest Lamp ( OG ). Seriam ótimos reforços para a equipe. E dessa vez nem podemos torcer que um QB caia no draft, porque a classe é fraquíssima. Depois eu faço um perfil dos 3 e de outros jogadores cotados para aparecerem em nosso time. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O triste fim de uma classe inteira se concretiza com o corte de Dion Sims

Parecia uma boa ideia na época... apenas parecia.
Fazer bons drafts não é, infelizmente, uma rotina em Miami. Raras são as turmas onde conseguirmos arranjar 2 Starter, quando muito 3. Mas na imensa maioria delas perdemos 3 ou 4 jogadores, alguns deles não duram nem mesmo até a segunda temporada. Olhando para trás o jogador de destaque dentro do elenco a mais tempo na equipe que veio do draft é Reshad Jones, que foi escolhido em 2010. E fora dele, só consigo lembrar-me de Mike Pouncey, primeira escolha no ano seguinte. Ah, claro, tem Ryan Tannehill mas esse não é destaque do time e da liga como os outros dois, certo? E mesmo assim, só tem Tannehill da classe de 2012. 

Mas a de 2013 agora é oficialmente uma das piores de todos os tempos. Com o corte de Dion Jordan nenhum atleta daquele recrutamento está mais conosco. Nenhum mesmo. E isso é sintomático: apenas 4 drafts atrás conseguimos errar a mãos em TODOS os escolhidos. Relembro agora quem foram e o que fizeram pela equipe:
  • Dion Jordan, 1º Round, 3ª escolha geral - O Dolphins arriscou, coisa que poucas vezes faz, subindo da 12ª posição para escolher Jordan. Parecia uma boa coisa, mas... ele era leve demais para DE e não poderia atuar como LB. Resultado: tentou ganhar peso artificialmente, foi pego no antidopping duas vezes e praticamente nada fez na NFL. Provavelmente nem arranjará um time para jogar;
  • Jamar Taylor, 2º Round - Um CB era necessidade real do time do time e Taylor parecia uma escolha acertada. Parecia porque ele jamais ficou saudável e quando raramente entrou em campo foi uma negação. Acabou trocado ano passado por uma inversão de picks no 7º Round!!!;
  • Dallas Thomas, 3º Round - Um Guard para proteger nosso QB. Poderia existir algo mais interessante num terceiro round? Pois bem, ele JAMAIS rendeu algo em campo. E foi cortado ano passado;
  • Will Davis, 3º Round - CBs eram mesmo uma carência no elenco e Will até que rendeu bem. Mas quando trocamos de DC ele acabou trocado. Não que tenha feito muito falta ou rendido bem para onde foi, é preciso dizer;
  • Jelani Jenkins, 4º Round - Melhorar o corpo de LBs é necessário desde que perdemos Zach Thomas e Jason Taylor. Sendo assim... pois é. Ele foi Starter mais por falta de alguém do que mesmo qualidade dele. Não fará sua saída este ano...;
  • Dion Sims, 4º Round - Achar um TE que preste é outra coisa que tentamos mas nunca conseguimos. Sims nunca foi um grande alvo e não teve seu contrato, merecidamente, não renovado;
  • Mike Gillislee, 5º Round - Ah como era interessante a escolha na época. Mas não deu certo. Aqui começou uma era de escolhas de jogadores com base onde eles se formaram, no caso em Universidades da Flórida. Nem preciso dizer que não deu certo, não é mesmo?
  • Caleb Sturgis, 5º Round - Alguma mente inteligente resolveu gastar pick com um Kicker. Não deu certo e o anterior vive acertando o pé contra, Dan Carpenter;
  • Don Jones, 7º Round - Se nas escolhas anteriores não acertamos, porque haveríamos de conseguir isso aqui?
O que resta é esperar que a classe de 2017 seja melhor do que a de 2016 ( que não foi lá grandes coisas, é preciso dizer ). Mas se conseguir evitar tragédias como a de 2013, já será um grande avanço.