terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Miami estaria interessado em Justin Herbert

Quando eu digo que Miami adora errar...
Existem coisas que, parafraseando uma frase atrelada ao Botafogo, só acontecem em Miami. Depois de - mais uma vez - jogar fora a chance de ter a First Overall Pick para cair até a 5ª Escolha, Miami agora emite sinais de que prefere Justin Herbert, QB de Oregon, em detrimento a Tua Tagovailoa, QB de Alabama. E não é apenas por causa das questões físicas de Tua, mas sim porque - sabe-se lá porque - Herbert seja melhor QB.

Ainda é cedo para acreditar piamente nisso, mas foi por volta desta mesma época que firmou-se a certeza que Ryan Tannehill seria o escolhido. E muitos comparam Herbert justamente com... pois é, não deveria fazer sentido sequer cogitar-se isso, mas é Miami né? E assim como em 2012, quem canta a bola agora é o mesmo Armando Salguero, em artigo do Miami Herald. Eu, não sei vocês, fico pra lá de apreensivo com uma notícias destas. Imaginem que não perdessemos apenas uma, mas sim duas décadas com QBs com o mesmo perfil? Seria extremamente dolorido. E em 2011, assim como agora, abrimos mão de escolher um QB que parece perfeito... que agora, o destino não seja tão cruel conosco.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

O que pensar de tantas trocas de Coordenadores?

Nosso DC foi ser DC em NY para os Giants...
Existe um otimismo quase cego por parte de muitos - para não dizer quase todos - sobre as ações do Front Office e do Head Coach Brian Flores. Eu tenho 100% de certeza que inexiste motivo para tanta empolgação, mas eles fazem o que podem. O problema a meu ver é que os outros em algum momento de suas gestões passaram a mesma impressão. Ai vai de cada um acreditar ou não. Eu escolhi ser comedido com isso até que resultados convincentes apareçam. 

Desde o fim oficial da temporada para os Dolphins ( porque estavamos eliminados no Draft ), tivemos trocas sem qualquer sentido no corpo de treinadores. E duas delas deixam muito mais dúvidas do que certezas: o Coordenador Ofensivo foi demitido e o Coordenador Defensivo trocou de time para ocupar o mesmo posto. 

Chad O'Shea foi demitido após uma temporada, onde teoricamente não deveriam existir cobranças por resultados. Só isso já seria super estranho, mesmo que eu não tenha gostado da contratação dele. Mas convenhamos que ele fez, dadas as circunstâncias - um trabalho até que decente, sobretudo sem ter um QB. E ai vem o problema: ele foi quem bancou a vinda de Josh Rosen. Até ai, eu poderia concordar com a demissão, mas o substituto fez algo 100x pior: vetou o draft de um tal de Drew Brees. Pois é, foi isso que Chan Gailey fez quando era o OC do Miami na virada dos 90 para os 2000. Se é por escolher errado, Gailey não poderia ser contratado. E pior: ele estava a 3 anos sem emprego e o trabalho decente dele mais recente remonta a 2009, quando foi com os Jets a AFCCG. Surreal, não? Pois é...

Patrick Graham, assim como O'Shea, pode ter seu trabalho avaliado como decente, dadas as circunstâncias. Talvez por isso tenha decidido ir para os Giants... para seguir no mesmo cargo? Me desculpem, mas Coordenadores só largam trabalhos iniciais quando recebem promoção para Head Coach ou quando não confiam no trabalho da equipe atual. E trocar Dolphins por Giants não muda nem o patamar para 2020, são suas equipes pouco cotadas para fazerem estrago na NFL. Então, acho que algo aconteceu internamente para que tal troca acontecesse. O que foi, não sabemos mas com certeza não deve ser algo bom. E ai vem o substituto: Josh Boyer, que foi promovido de Treinador dos Cornerbacks. Bom, criticar ele agora parece prematuro e eu pularei de fazer isso. Mas soa estranho que o Miami ( leia-se Brian Flores ) tenha buscado um desconhecido para OC e efetive um conhecido como DC. Pode dar certo? Pode, é claro... mas em Miami isso não costuma acontecer.

No mais ainda tivemos outras alterações e a contratação de pessoas desconhecidas da NCAA. É isso que temos para o momento e não me parece nada animador.


sábado, 8 de fevereiro de 2020

Passado o Super Bowl, agora vem mais uma off-season

Esta é a dupla da vez...
Este blog tem 12 anos. E desde 2007, foram cobertas 12 off-season. Que tal a lista de Coachs deste período:
  • Cam Cameron, em 2007;
  • Tony Sparano, de 2008 a 2011;
  • Joe Philbin, de 2012 até 2015;
  • Adam Gase, de 2016 a 2018;
  • Brian Flores, desde 2019.
E que tal os nomes dos Head Coachs?
  • Randy Muller, em 2007;
  • Jeff Ireland, de 2008 a 2013;
  • Dennis Hickey, em 2014 e 2015;
  • Chris Grier, desde 2016.
Estes senhores produziram escolhas terríveis, trades pavorosas e em campo passamos pelo pior período de nossa história. Viramos um time de 6-10, sendo que até 2003 éramos time 11-5. Desde o fim da temporada de 2007 - a primeira do Blog - que todos esperamos pela off-season da redenção. E ele nunca veio. E eu não escondo que não tenho muita fé de que esta será a tal "redentora".

São diversas e diversas escolhas erradas, trades onde fica claro desde o começo que levamos a pior ( Josh Rosen é apenas a mais recente ) e jogadores medianos com mega contratos. Tudo isso foi visto e visto ao longo do tempo. O que aponta que agora será diferente? Podemos apontar que temos 6 escolhas entre as 100 primeiras ou que temos o maior espaço no Salary Cap dentre todas as 32 franquias da Liga. Mas para quem comete tantos e tantos erros, isso é de fato animador ou é motivo para arrepiar a espinha? Isso depende de que analisa.

Por enquanto, e até Março quando a Free Agency abre, as movimentações são sobre quem fica ou quem sai. Quando começar a FA ai podemos pensar em quem chega. E no Draft, sobre quais jogadores serão os novos candidatos a transformadores da franquia. Quem poderá sê-lo ou não, é coisa que ainda demora. 

O fato é que agora chega a única época da temporada na qual podemos - de fato - ter esperanças. Porque, normalmente, no Draft já estaremos eliminados outra vez.

domingo, 12 de janeiro de 2020

Zach Thomas finalista do Hall of Fame 2020

Um dos meus jogadores preferidos...
O número 54 em Miami remete a uma estrela: Zach Thomas. O Linebacker superou diversos estigmas: branco e baixo não parecia adequado para a posição. Foi escolhido na quinta rodada, deixando claro como era subestimado. Mas em sua carreira ativa, antes das contusões o dizimarem, simplesmente foi espetacular em campo. Um dado serve para mostra o quão grandiosa foi sua carreira: ele, que em alto nível jogou até 2006, foi eleito para o time ideal da NFL dos anos 2000. 

Seria de se esperar que alguém com estes números tão impressionantes, entrasse rapidamente no HOF. Mas ele está na sua sétima tentativa. Com todo o respeito às classes anteriores, mas isso é uma injustiça inexplicável. Jason Taylor, seu cunhado, entrou de primeira e - para mim - era jogador do mesmo naipe. Mas os votantes das últimas seis Classes nem na final o colocaram. Apenas nas duas últimas votações é que ele chegou aos 25 semifinalistas. Vai entender as lógicas empregadas.

Agora eu acredito que, enfim, ele terá seu nome imortalizado em Canton, Ohio. E teria lá sua grandeza adicional: na turma dos 100 anos da NFL. Uma honraria adequada a sua grandeza. Pois para os torcedores do Miami que tiveram o prazer de vê-lo jogar, ele sempre foi um Imortal.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Tua Tagovailoa se declara para o Draft

Ao lado do Head Coach Nick Saban, Tua declarou-se para o Draft 2020
Não nego - jamais fui disso - que meu grau de otimismo com os Dolphins estão bem baixos faz tempo. Adotei a cautela como uma máxima quase total. Mas é impossível perceber que algumas coisas apontam em uma direção diferente. Vencer os Pats e ainda assim ficar na posição em que já estava é uma destas situações. Como se o Universo conspirasse para uma retomada dos grandes dias. Problema é confiar nisso piamente. E eu não estou entre os que são capazes de fazer isso. Desejo, faz tempo, boa sorte a quem se dispor ao risco.

Começamos a temporada com baixas perspectivas. Só loucos ou idiotas poderiam esperar sucesso numa temporada como esta. E terminamos com 5 vitórias, muitas delas - é claro - inúteis. Quando o Tank parecia uma realidade, o QB de Alabama Tua Tagovailoa era o pule de 10 para a First Overall Pick. Não se cogitava que pudesse ser outro o primeiro escolhido no draft 2020. E a hashtag #TankforTua passou a constar das postagens de todos ( ou quase ) torcedores dos Dolphins pelo mundo afora. Era a esperança de dias melhores. De uma possível ressurreição da franquia. Enfim, algo em que se apegar em momentos de humilhações seguidas.

Pois bem, quase na época o Miami começou a vencer e Tua se machucou, voltou e viu sua Alabama ser destroçada por LSU do fenômeno do momento, Joe Burrow. Tua ficou fora do restante da temporada e deixou de ser, para muitos, até mesmo uma escolha Top 5. Quanta mudança no mês de Novembro... ele fez uma cirurgia e sua ida para o Draft ficou como questionável. Ele voltaria para mais um ano em Alabama? Voltaria ele a jogar em alto nível? Enquanto isso, o Miami seguiu vencendo. E o assunto Tua ficou esquecido.

Até que hoje ele se declarou para o Draft. E disse mais: estará pronto para a temporada 2020. E demonstrou muita confiança ao fazer isso para todas as câmeras do mundo. Medo, com certeza, ele não tem. E confiança ele tem de sobra. E, para mim, seria épico ele se re-erguer ao lado do nosso time. Seria fantástico ter Tua Tagovailoa com nossa camisa ( e como disseram no Twitter a camisa remete a Flórida ). Contudo, sempre temos um grande problema: nós mesmos.

Se o Miami escolherá Tua é apenas, por enquanto meras especulações. Mas que Tua tem muitos dos predicados que um QB precisa, é algo inegável. Aguardemos. Mas a esperança existe. E, nisso, eu acredito 1000%. No time e sua capacidade de largar o passado de erros e mais erros, ai eu tenho muito pouca confiança. Mas por hora, curtamos a possibilidade de que o prospecto de Alabama venha nos salvar. 

domingo, 5 de janeiro de 2020

Ano novo, vida nova??

Nosso futuro depende do que estes 2 caras farão...
A temporada 2019 terminou com um ar de 2011. Quem me conhece a fundo, sabe que eu não estou nem um pouco animado com a temporada seguinte. Serei São Tomé até que o time me PROVE o contrário. Vencemos partidas mais do que o necessário, mas ainda assim ficamos na posição 5. Longe de First Overall Pick e a certeza de escolher quem quisessemos. Agora é passado, e temos que olhar para o futuro.

Assim como em 2011, o time não tem QB. Ou tem, se o amigo leitor se contentar com pouco. Moore em 2011 parece-se demais com o Fitzpatrick de 2019, guardadas as devidas proporções. Assim como a 8 anos atrás, a esperança era um Draft perfeito e uma Free Agency cirúrgica. Quem em sã consciência confia nisso? Eu não aposto nem 1 real nisso. As chances de acontecer são pequenas. Mas, vai que rola né? Todos sairemos ganhando. Mas ai vai de cada um acreditar ou não.

Depois das 3 primeiras semanas, o pensamento era #tankforTua. Ele se machucou, nós saímos da escolha 1, mas amanhã ele decidirá se vai ou não para o Draft. Se for, por mais incrível que parecer possa, ele poderá ser nosso. Porque os Bengals devem ir de Burrow e os outros 3 times não devem se arriscar com um QB: Giants, Lions e Redskins. Em tese, apenas em tese, Tua poderia ser nosso. O problema é se ele não se declarar.

Existem outros QBs no Draft, claro... mas eles não passam nem perto de um Tua. Tem até o Tannehill 2.0 e o QB do amor. Mas eles não valem a escolha 5 e não devem sobrar até a escolha 18, que temos pela trade do Minkah Fitzpatrick com os Steelers. Então ou é reach num provável Bust ou nada de QB na primeira rodada. Caso a se pensar...

O time precisa de reforços em todos os setores, embora alguns loucos digam que na defesa só precisemos de 2. Se colocarmos em perspectiva, todo posição precisa de um reforço. Alguns, para mim, mais de um. Ai volta-se a pergunta acima: Ano Novo, Vida Nova? Pode até ser, mas é bom não esperar demais. As chances de cair do cavalo são imensas.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Miami venceu os Patriots no Gillete Stadium no encerramento da temporada

Olhem a cara de felicidade do Dick Vigarista...
Antes de falar da partida, quero pedir desculpas pela ausência de postagens. É que depois de tantos anos cobrindo as temporadas, eu cansara. Sim, cansei de postar sobre um time que só comete erros e que decidira apenas passar as maiores vergonhas da História da NFL, logo na temporada 100. No meio da temporada em diante, a frustração ficou maior, uma vez que ficar com First Overall Pick parecia um prêmio para uma temporada vergonhosa. Acontece que o time decidiu vencer partidas e chegamos a 4 vitórias até o jogo de hoje. E com a pick 5 no Draft. O que me faz comparar este fim de temporada com o de 2011. A diferença, que vejo é uma só: temos um Coach novato. Só esta é a diferença. Se cometeremos os mesmos erros de 2012, eu não sei, mas a semelhanças são imensas. Adiante...

Ao entrar em campo hoje em Foxborough, ninguém apostaria numa vitória de Miami. Nem o mais convicto torcedor esperaria que saíssemos de campo com a Vitória. Acontece que... foi o que aconteceu. Com uma atuação sólida no ataque e em alguns momentos na defesa, o time venceu por 27x24 marcando o Touchdown da Vitória com poucos segundos para o final da partida, após liderar o placar quase a partida inteira. Destaque para o "barba" Ryan Fitzpatrick com uma atuação segura e distribuindo bem a bola e a protegendo bem. Por falar em proteção, a OL conseguiu segurar a DL rival. 

Destaque também para DeVante Parker que deitou e rolou em cima de Stephon Gilmore, apenas considerado o melhor CB da Liga para muitos. Além dele, foram bem Mike Gesicky e Isaiah Ford. Ponto negativo, a inexistência de jogo corrido. Pela defesa, pressões e marcações precisas foram intercaladas com apagões. Nada de novo, embora tenha louco que diga que a defesa precise de apenas 2 reforços para 2020. E temos que destacar o Pick Six de Eric Rowe, ex-Pats.

Mas o mais importante é a vitória. Quer dizer, acabou sendo porque os Jaguars venceram e com isso ficamos com a mesma escolha N.º 05 que já tínhamos antes de começar a partida. Então, vencer, só trouxe benefícios porque complicamos a vida dos Pats que terão que jogar no Wild Card ( primeira vez desde 2009 ). Se quiserem chegar no Super Bowl novamente, terão que fazê-lo longe de Foxborough. 

Alguns acreditam que temos motivos para empolgação. Eu não compartilho desta parte. Já vi muitas reconstruções para, aos 45 anos, optar pelo comedimento. A prudência, neste caso, é o melhor caminho, porque se vier uma decepção não sofre-se muito e se por acaso vier uma grande surpresa, todos sairemos ganhando. Mas é bom não esperar por uma FA e Draft acima da média histórica do Miami, tende a cair do cavalo.

Este é o último post do ano. E então Feliz Ano Novo para todos. E que nossa FA e o nosso Draft possam nos trazer mais alegrias do que decepções.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Dolphins venceu os Jets.

Tomara que seja a primeira de uma centena...
Ontem, após 7 derrotas, o Miami Dolphins venceu a primeira partida na temporada. Alguns podem achar que isso estraga o Tank, mas é preciso pontuar que temos 3 equipes na nossa frente neste momento: Redskins ( de quem já perdemos ), Jets e Bengals, que se enfrentam nesta semana. Ou seja, perdendo nossa partida um deles será superado e ainda encaramos o Bengals. Enfim, estas contas podem mudar. O que não poderíamos era perder em casa para os Jets e o seu Coach, um tal de Adam Gase.

Não vou falar das atuações isoladamente, mas temos boas notícias recentes, sobretudo na defesa: com rendimento entre as 15 melhores nas últimas 3 semanas. O ataque também se estabilizou um pouco, com atuações interessantes. Não espero que vençamos várias partidas, mas temos uma chance real de terminar bem posicionado no próximo Draft... contudo agora não corremos mais risco de fazer 0-16. O time pode se preparar melhor, dando liga em um elenco que agora parece melhor do que era no começo.

Tivemos também uma baixa: Preston Williams, calouro não draftado, está fora da temporada. Ele ficará de fora por pelo menos uns 9 meses, o que implica perder uma parte da Training Camp.

domingo, 15 de setembro de 2019

E lá vamos nós para Week 2

O que acontecerá amanhã que não aconteceu na Week 1?
Amanhá será a primeira vez em que receberemos os Pats no Hard Rock Stadium, desde o Miami Miracle. Quando conseguimos o impossível naquele final de partida mítico, os Dolphins pareciam fadados ao sucesso. Parecia... pois o que temos agora é um arremedo de um time. Mas a pergunta é: tomamos 59 pontos de um ataque que ficará bem distante dos 10 melhores e agora vamos receber o time que é um dos melhores ataques da NFL.

Os Patriots simplesmente ignoraram a defesa dos Steelers e limitaram o ataque do rival em 03 míseros pontos. Algo simplesmente surreal. E nós fizemos apenas 10 pontos numa defesa que está bem distante do seu auge. Temos então que nossa defesa inexistiu na Week 1 e o ataque foi péssimo. E agora vamos encarar os Patriots. E não me venham apontar que os Pats sempre se dão mal em Miami, porque a situação é bem mais complicada.

Durante a semana, o Miami teve que lidar com a informação de que diversos jogadores teriam solicitado Trades. E, pior, de que o Front Office teria dado autorização para que os agentes destes jogadores buscassem negócios. Um dos jogadores foi identificado: Minkah FitzPatrick, que anda bem chateado em não atuar em sua melhor posição, que é Safety. Até a mãe dele reclamou. O outro jogador seria Kenyan Drake. O mais engraçado é que Miami nega que tenha dado autorização e FitzPatrick nega que tenha pedido.

Além disso, existem problemas adicionais como jogadores machucados e, o que considero o pior: a questão se teremos ou não uma equipe treinada em campo. Eu reforço que na Week 1 Miami foi tudo menos uma equipe que demonstrasse que passara por um treinamento decente. Ai vem a questão: será que Brian Flores e seus Coordenadores conseguirão em poucos dias o que não chegaram nem perto de conseguir em mais de 1 mês de treinos? Duvido...

Sobre o placar, o que esperar? Bom, se não tomarmos mais de 60 pontos, talvez seja um lucro imenso...

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Pilulas do dia seguinte: Alguém anotou a placa?

Flores terá muito o que fazer...
Antes das pílulas em si, uma correção: Preston Williams merece crédito pelo belíssimo TD de ontem, o primeiro dele e único nosso na partida. Adiante.

Muitas dúvidas surgem depois daquela patética atuação de ontem. Mas uma não me saiu da cabeça durante o dia: quantas pauladas deste nível um Coach consegue suportar? Porque eu vi Coachs caírem porque se perderam no meio do caminho, perderam o vestiário ou porque simplesmente não eram feitos para NFL. Mas iniciar tomando 59 pontos e marcando só 10, eu não lembro. Ah Flávio, mas nós estamos Tankando. E daí? É preciso manter-se vivo nas partidas por pelo menos um quarto. O Miami estava derrotado ao fim do primeiro.

Ontem parecia um time que se reunira na semana anterior. Por  mais que diversos jogadores tenham chegado e 3 Starters saído, os que entraram em campo não pareciam treinados. Não era nem mal treinados e sim como se não tivessem sido treinados. E isso, a mim ao menos, assustou. E muito.

Ontem e hoje Flores deu declarações no mínimo debochadas. Ele falou que o time precisa melhorar no ataque, na defesa e no Special Team. Sério que ele pensa isso mesmo? Além disso, deu a entender que corrigirá os erros durante a semana. Outra vez, é sério isso? Porque ele não fez isso antes da partida contra os Ravens? E lembrando que domingo é contra os Pats, que vão estrear apenas Antonio Brown. Logo, duvido que ele consiga melhorar algo no time.

Falando do time em si, o ataque ser ruim eu fico calado. Era esperado, não temos OL,  não temos RB e não temos QB. O resto não é  bom, mas daria pro caldo. Mas na defesa existia alguma expectativa de atuações ao menos decentes. E não foi o que vimos ontem. E eu vou além: eu não vi nada que sequer arrisque indícios de melhoras para 2020. O fato é que infelizmente não temos qualquer perspectiva positiva para o ano que vem. Teremos que construir praticamente do zero o elenco.

Para finalizar, tem a notícia de que vários jogadores acionaram seus agentes para que os mesmos buscassem Trades. Natural, jogadores com espaço em outros times não aceitarão serem massacrados todas as semanas por uma temporada. Existem jogadores sim com espaço em equipes sérias da NFL e talvez tenhamos mais saídas até a Week 8, quando fecha-se o mercado para trocas. Enfim, nunca a expressão "será uma longa temporada" será tão aplicável quanto agora aos Dolphins.