segunda-feira, 21 de maio de 2018

Perfil do Escolhido: Mike Gesicki

Um TE que possa meter medo nos rivais? Gescicki pode sê-lo...
O Miami ressente-se de um TE dominador a muito tempo. O último nome que eu me lembro que tenha chegado perto disso foi Randy McMichael, que nos deixou em 2004. Faz muito tempo, mas esta busca pode ter, enfim, chegado finalmente ao fim neste draft, com a escolha de Mike Gesicki. Só o tempo dirá se sim ou não, mas são fortes os indícios de que sim.

Gesicki é um atleta fenomenal para a posição e as Universidades viram esse aspecto  enquanto inspecionavam sua carreira no High School. Gesicki acabou escolhendo Penn State e não se arrependeria disso. Jogou em todos os 13 jogos ( um como Starter ) em sua primeira temporada ( 11 catches para 114 jardas ). Ele começou 8 dos 12 jogos em 2015, conseguindo 13 catches para 125 jardas e seu primeiro touchdown. Gesicki usou seu tamanho, capacidade atlética e mãos seguras para se beneficiar do melhoramento do ataque em 2016, ganhando menção honrosa na All-Big Ten, depois de iniciar todos os 14 jogos e terminar entre os melhores TEs do país recebendo passes ( 48 recepções, 679 jardas, 5 TDs .

Ano passado ele deu o grande salto, ao marcar 9 TDs, mesmo conseguindo menos jardas totais ( 563, fruto de uma melhor marcação após as 679 do ano anterior ). Mais uma vez começou todas as partidas e ainda foi novamente mencionado no melhor time da temporada na All Big Ten. Em algum momento a discussão girava quem seria o primeiro TE a ser escolhido: ele ou Dallas Goedert. Acabou sendo ele e isso não é nenhum problema, nem reach. Vamos ao seu perfil:

Nome: Mike Gesicki - Idades: 03/10/1995 ( 22 anos )
Altura: 1,98m - Peso: 114kg - Universidade: Penn State - Classe: Sênior

Pontos Positivos
  • Ágil em seus deslocamentos, apesar do corpo forte;
  • Gera preocupação vertical para os linebackers, exigindo destes atenção máxima na cobertura;
  • Suas passadas largas, aliada ao seu porte atlético e os quadris ágeis o ajudam a criar separação em rotas de segundo e terceiro nível;
  • Máximo esforço em cada execução de rota;
  • Muda a velocidade de rota e esconde de forma eficaz qual a rota que fará;
  • Capacidade de executar padrões de rotas mais complexas é um trunfo;
  • Habilidades de recepção se destacaram na classe TE de 2018;
  • Sua capacidade de saltar foi aperfeiçoada por jogar vôlei e basquete;
  • Usa envergadura para fazer recepções que dificultam as marcações;
  • Faz ajustes no ar e muitas vezes está na posição ideal para puxá-la para o corpo; 
  • Durabilidade é um destaque adicional. Praticamente sem histórico de contusões.

Pontos Fracos
  • Segundo analista, ele se destaca "apenas" por sua impulsão do que  como um TE;
  • Altura e Força são notáveis, mas limitam sua ação em campo aberto quando a velocidade é exigida;
  • Tem problemas com marcação perto da linha de scrimmage, que na NFL será ainda mais forte;
  • Precisa provar que pode lidar com marcações mais físicas em nível profissional.
  • Lentidão é um ponto a ser corrigido;
  • Abordagem passiva como bloqueador coloca corridas em perigo imediato. Uso das mãos é ruim no jogo corrido;
  • Contra marcação de alto nível ele costuma decair porcentagem de recepções.
Visão Geral - Uma boa escolha. Ele chega para ser Starter sem contestações. Suas falhas nos bloqueios são um ponto a ser observado, mas ele foi escolhido para receber passes e ser o "nosso" Gronk, se tornando nossa bola de segurança. Se Landry tivesse ficado seria o melhor dos mundos, apenas necessitando um QB. Mas como não ficou, será ele a bola de segurança isolada. 

Tem capacidade para isso. E talvez por isso o time tenha escolha Durham Smythe, para que ele possa bloquear deixando Gesicki livre para receber passes. Em todo caso, é bom ver quem será melhor entre ele e Goedert. Se fizer bem a transição da NCAA para a NFL, tem tudo para ser uma estrela por 4 anos em Miami. E depois, claro, ser doado para algum outro time...


domingo, 20 de maio de 2018

Perfil do Escolhido: Jerome Baker

Será ele a resposta para o nosso péssimo grupo de LBs??
Que nosso grupo de LBs é um dos piores de toda a Liga, todos sabem. Que precisamos nosso front office tem feito um péssimo trabalho tentando resolver este problema, também. A questão central é: Jerome Baker pode melhorar o nível do setor que é, por muito, o pior do time? Que já não é lá essas coisas todas no geral...

Baker vem de um bom sistema e tem talentos, mas existem tantos pontos contrários na mesma proporção dos pontos positivos. E é bom que ele dê certo, porque o setor é ele, McMillan e Alonso. Assim sendo, ou ele rende em alto nível ou teremos uma outra temporada longa...

Nome: Jerome Baker - Idade: 25/12/1996 ( 21 anos )
Altura: 1,85m - Peso: 102kg - Universidade: Ohio State - Classe: Junior

Pontos Positivos:
  • Move-se com fluidez e rapidez, além tremendamente esguio;
  • Muda de direção com facilidade;
  • Consegue evitar bloqueadores com movimento lateral rápido;
  • Identifica lacunas na OL e as aproveita bem;
  • Tem capacidade atlética para lidar com atletas de elite na cobertura;
  • Saquon Barkley foi quase que totalmente anulado no confronto do ano passado por ele;
  • Consegue marcar bem recebedores nas laterais do campo;
  • Capaz de superar erros;

Pontos Negativos:
  • Sua altura é sim um problema para a posição;
  • Falta-lhe força e resistência contra o jogo corrido, que podem limitar seu jogo na NFL. Se ganhar massa corporal para suprir isso pode perder agilidade, um dos seus trunfos;
  • Deve melhorar o trabalho com as mãos;
  • Seus instintos estão abaixo da média;
  • Sua capacidade contra o jogo corrido é uma preocupação real;
  • Precisará de bom treinamento para se desenvolver adequadamente. O que não é o caso em Miami;
  • Inconsistente em sua atuação, por vezes parece desligado da partida.

Visão geral - Baker tem capacidade atlética e velocidade, mas ele não tem força e resistência contra a corrida. A temporada júnior de Baker não impressionou, ele não tem os instintos adequados, mas é difícil ignorar sua rara velocidade. 

Como precisávamos de LB, pode parecer uma boa escolha, mas Baker é mais do que já temos em Kiko Alonso. O ideal era conseguir um LB forte e que pudesse dar conta no jogo corrido, mas não é o que foi feito. Ele não é mau jogador, mas não é exatamente o tipo que o time mais precisava. Vejamos como renderá em campo.

Perfil do Escolhido: Durham Smythe

Essa é a cena que queremos ver com nossa camisa...
Um Tight End seguro. A quanto tempo que não temos isso? Faz tempo, muito tempo... será que Durham Smythe é este atleta? Ele tem atributos que podem levar a resposta para sim e também para não. Tudo dependerá de como será usado e do QB que lançar bolas para ele.

Pontos Positivos:

  • Tem bom tamanho;
  • É bom bloqueando, sendo tecnicamente sólido, mas tem produção decente recebendo passes;
  • Bom uso das mãos;
  • Bom senso de posicionamento na hora das Blitz;
Pontos Fracos:

  • Precisa melhorar os ângulos de ataque aos LBs, pois na NFL será batido várias vezes assim;
  • Sua velocidade inicial é apenas mediana;
  • Suas rotas são muito "simples",  o que na NFL será terrível contra os Safeties e Linebackers;
  • Não consegue boa separação quando a cobertura não é em zone e sim individual;
  • Footwork precisa melhorar bastante.

Visão geral - Smythe é um clássico tight "Y" que se comporta como um bloqueador. Ele tem a estrutura, resistência e habilidade para ajudar a fazer o trabalho sujo como um bloqueador de corrida para equipes que precisam de resistência na posição. Enquanto Smythe pode pegar o que é jogado para ele, é improvável que ele seja um receptor de passe direcionado no próximo nível. O talento particular de Smythe como bloqueador de corridas deve criar uma oportunidade para se tornar um bom Starter nos próximos anos.

Com a escolha de Gesicki no segundo round, Smythe vai ser usado basicamente para bloquear. Tem talento recebendo passes, mas seu ponto forte é mesmo bloquear. Assim como Ballage, pode ter a sombra do jogador que foi doado na pick usado para ser escolhido. Não lembram quem foi? Um tal de Jarvis Landry.

sábado, 19 de maio de 2018

Perfil do Escolhido: Kalen Ballage

Ballage é um bom prospecto que tem tudo para virar Starter...
O RB de Arizona State é um jogador e tanto, que caiu no draft e sorte nossa que o teremos correndo com nossa camisa. Ele tem potencial para ser Starter se conseguir realizar bem a transição do college para a NFL:

Nome: Kalen Ballage - Universidade: Arizona State - Classe: Sênior
Altura: 1,88m - Peso: 108kg

Pontos Positivos:
  • Excelente forma física, o que lhe permite quebrar tackles;
  • Jogador versátil: além de correr, recebe passes, retorna chutes e ainda pode ser o QB em wildcat;
  • Seu motor segue funcionando após o primeiro contato e sempre busca algo a mais;
  • Razoável leitura das defesas e por vezes consegue consertar a jogada
  • Pode alinhar no slot;
  • Precisa melhorar sua técnica na proteção, mas seu tamanho é eficiente para enfrentar blitzers.

Ponto Negativos:
  • Possui um quadril, digamos assim, meio duro;
  • Fica muito de lado quando precisa se espremer em gaps mais apertados;
  • Visão do campo é severamente carente;
  • Por vezes desperdiça gaps abertos;
  • Seu footwork tem que melhorar;
  • O seu jogo regrediu um pouco de 2017.


Visão Geral:
Ballage chamou atenção  da mídia em 2016 ao igualar o recorde da FBS,  usando sua força e velocidade para marcar oito touchdowns em um jogo (sete corridas - a maioria da formação Wildcat na Red Zone - e uma recepção) em um confronto contra a Texas Tech, em Setembro. A produção de Ballage não foi grande porque ele dividiu o backfield  ( 126 corridas para 536 jardas ) com Demario Richard, mas ele marcou 14 touchdowns, além de ser uma válvula de escape recebendo passes ( 44 recepções, 469 jardas e 1 touchdown ) Ele ainda retornou chutes ( 18 tentativas, 409 jardas ). Ele caiu no draft muito por causa disso, pois existem dúvidas se ele pode render em alto nível por toda a partida.

Com um Keyan Drake que não agrada, Ballage tem sim espaço para jogar. Melhorando o footwork e sua visão de campo, tem como ajudar bastante. Uma boa escolha, mas uma sombra pode o perseguir: ele foi escolhido na pick obtida pela doação de Jay Ajayi para os Eagles.

sábado, 12 de maio de 2018

Estamos melhores ou piores do que um ano atrás??

Para alguns, o ataque está bem melhor... estamos?

Um debate deu-se na Net: alguns, sabe-se lá porque, acreditam que estamos melhores do que no ano passado. Sinceramente, eu não sei como. Antes de falarmos sobre porque eu considero que não estamos melhores, um ponto fundamental: a comparação não é como terminamos a temporada e sim como estávamos exatamente um ano atrás, no pós-draft. Porque de forma até desonesta, eu tive que ouvir: se com Cutler o time venceu 6 partidas... Pois é, isso é deturpar a situação para validar a sua "opinião". Dividirei em duas análises por tópicos, ataque e defesa. Vamos aos argumentos:

ATAQUE:
  • Quarterback - Exatamente um ano atrás existia um debate interessante: Tannehill voltaria jogando no seu melhor nível depois da contusão sofrida contra os Cardinals? Passado um ano, a indefinição é maior, porque agora ele está voltando de uma cirurgia, onde raríssimos jogadores voltaram jogando melhor, sendo que poucos voltaram jogando o mesmo de antes. E como o antes de Tannehill não já não servia para os Dolphins. Imagina, se acontecer com ele o que acontece com a imensa maioria, que volta é jogando pior?
  • Runningback - Aqui eu sou seco: estamos piores. O Ajayi de um ano atrás era aquele que conseguira uma ótima temporada, sem o qual jamais teríamos ido a post-season. Agora não o temos e por mais que Drake venha a ser melhor, não tem como estarmos melhor es do que antes. Ao menos temos um rookie em quem depositar maiores esperanças. Mas não é o suficiente.
  • Tight Ends - Único ponto onde acredito que possamos ter avançado em relação ao ano passado. Não que eu esteja jogando no colo de 2 rookies transformar o setor, até porque por melhor que eles sejam eles ainda são apenas o que são: rookies. E depende do QB. Mas, não posso negar que exista uma perspectiva de melhora.
  • Wide Receivers - Acho que só o fato da saída de um All-Star encerre o assunto. Ou algum doido ai é capaz de falar que não pioramos de maneira drástica com a saída do melhor recebedor de Slot da NFL?? A saída de Jarvis Landry, talvez NUNCA seja reparada. 
  • Linha Ofensiva - Comecemos pelo óbvio: contratar via trade um Center caro e que jogava em uma das piores OLs da NFL não repõe a saída de um All-Star, como Mike Pouncey. Mesmo ele tendo convivido com problemas de contusão. Se somarmos o fato de que o RT seguirá Ja'Wuan James ( péssimo ), que o LT Laremy Tunsil ficou devendo ano passado e que os Guards não inspiram super confiança, podemos dizer que, no máximo, a expectativa é a mesma. No máximo.
DEFESA
  • Linha Defensiva - Perder um All-Star vai cobrar seu preço. Trazer um DT dos Lions porque tem "relações" com o atual Coach também. É apostar nos jovens do setor, que são bons, mas talvez não o bastante. Se fosse só isso... o time draftou Charles Harris e um ano atrás ele era a apostar elevar o nível do setor, mas ele quase nem jogou. Lindo, não? Pois, o time assumiu o possível erro e contratou via trade Robert Quinn, dos Rams ( que por sinal assinou com Suh ). Não me parece uma boa receita, mas enfim serve para que possamos entender que se não melhorou, ao menos a perca deve ser pequena. Sem falar que Cameron Wake não é eterno, infelizmente.
  • Linebackers - Ah, o setor... era um dos piores do ano passado e assim segue. Ano passado o time tinha seus problemas e eles não melhoraram muito. E um detalhe: não pode-se apontar o "rookie" Raekwon McMillan, pois ele estava no elenco ano passado. O único reforço do setor é Jerome Baker, que passa longe de ser uma brastemp. Ano passado o time também apostava na contratação de Lawrence Timmons, que não deu certo. Então, estamos piores.
  • Secundária - Talvez tenhamos trocado o All-Star da DL por um Safety. Talvez, porque é um rookie, que pode ser all-star, pode demorar 2 ou 3 anos para render em alto ou ainda ser um bust. E só esta expectativa coloca o setor em viés positivo. Reshad Jones será usado de forma melhor e terá descanso salutar este ano, o que pode estender sua carreira. Entre os CBs, Howard e Tankersly não são os jogadores dos meus sonhos, mas podem melhorar este ano e formar uma boa dupla. O setor está sim mais forte, mas não nos esqueçamos que é uma expectativa focada em um rookie.
Façam as contas e decidam se estamos melhores ou não com relação a 365 dias atrás... para mim, resta provado que não.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Perfil dos escolhidos: Quentin Polling

Um LB em fim de feira pode trazer surpresas...
Não vejo sentido de fazer um perfil de Kicker, que tende a nem ficar entre os 53 da temporada. Assim pulo Jason Sanders e vou direto para a pick anterior a ele: o LB de Ohio, Quentin Polling. Vamos ao perfil:

Nome: Quentin Polling - Idade: 23 anos ( 17/08/1994 ) 
Altura: 1,83m - Peso: 106,5kg - Universidade: Ohio - Classe: Sênior

Pontos Positivos:

  • Obteve bons números no Combine, o que demonstra sua força física excelente;
  • Tem mãos grandes e boa flexibilidade.
  • Boa produção na carreira, que incluem 43,5 tackles para perda de jardas, 18 sacks e 7 interceptações. 
  • Treinadores amam sua inteligência em campo e sua capacidade em realizar as chamadas defensivas. 
  • Obtém bons movimentos iniciais quando na cobertura em e tem capacidade de lidar com a cobertura individual.
Pontos Fracos: 

  • Devido a força, sua velocidade é um problema;
  • Tem problemas na marcação do jogo corrido, com uma resposta tardia;
  • Seus números de tackles tem um alto índice de tackles ajudando companheiros;
  • Tem muito o que evoluir na mecânica contra os homens da OL, não conseguindo livrar-se dele e na NFL os OLs são bem melhores do que NCAA
  • Total de tackles perdidos é um pouco altos. 
Visão Geral - Como eu disse no dia do Draft, aqui não podemos exigir que chegue um jogador pronto para comandar o setor. Se ele fosse um destes, não seria escolhido no sétimo round, é claro. Ele tem problemas sérios na mecânica, sendo tipo um touro doido que vai pra cima e pronto. Contra os Tackles da NCAA muitas vezes dá certo, mas na NFL... justamente por isso ele deve ser usada na NFL em situações bem específicas, ficando mais no time de especialistas, onde sua força será bem útil desde o começo. Boa aposta no fim do draft e que pode dar certo. E se der, já será excelente...

terça-feira, 1 de maio de 2018

Perfil de UDFAs destaques: Mike McCray e Jalen Davis

O bom LB Mike McCray, de Michigan...

Começo a postagem de perfis dos selecionados por 2 UDFA, que demonstram ter boas análises/conceitos. Vamos ao que de melhor ( e também pior ) pode ser dito sobre os 2:

Nome: Mike McCray - Posição: Linerbacker - Universidade: Michigan
Altura: 1,93m - Peso: 108kg - Idade: 23 anos ( 03/08/1994 )

Pontos Fortes: 
  • Bom tamanho;
  • Jogador forte e físico. Ele usa a sua envergadura para criar espaço quando os Guards sobem para o segundo nível;
  • Bom uso das mãos;
  • Alto QI, consegue ler bem o ataque e antecipar movimentos;
  • Bem treinado, jogou para um dos melhores coordenadores defensivos do futebol universitário
  • Carreira produtiva e muito respeitada pelos colegas de equipe.
Pontos Fracos:

  • Atleta limitado na marcação homem a home, sobretudo no jogo corrido;
  • Duvidas se pode atuar como linebacker de terceiro down;
  • Não é bom em blitz;
  • Na tentativa de compensar a deficiência no jogo corrido, por vezes é agressivo demais, gerando penalidades;
  • Tem problemas na mudança de direção devido a um footwork deficiente.
Notas:
  • Dois anos como Starter, 26 partidas no total;
  • Números da .Carreira: 162 tackles, 30,5 TFL, 9,5 sacos, 2 FF, 2 INTs;
  • Capitão em Michigan, nomeado capitão no Senior Bowl


e o interessante CB de Utah State, Jalen Davis
Nome: Jalen Davis - Posição: Cornerback - Universidade: Utah State
Altura: 1,83m - Peso: 84kg - Idade: 22 anos

Ponto Fortes:
  • Davis é um atleta compacto com um talento especial para identificar jogadas à medida que elas se desenvolvem;
  • Explosão de velocidade;
  • A melhor aposta de Davis na NFL será atuar como Nickel;
  • Ele também ocasionalmente ostenta a capacidade de gerar uma pressão surpreendente nos quarterbacks, tendo conseguido quatro sacks em 2017 nos raros blitzes de Corner feitos por Utah State.
  • Davis tem ótimas mãos.

Pontos Fracos:
  • Sua altura e peso são, de fato, um problema a ser considerado;
  • Sua velocidade é, talvez, sua melhor arma, mas ele terá marcar WRs mais físicos, sem falar em Gronk 2 vezes por ano. Ele dará conta?; 
  • Ele pode render rapidamente em equipes especiais, talvez até mesmo como retornador. 
Notas:
  • 4 anos como Starter;
  • 11 interceptações, 5 ano passado;
  • Fala-se dele como retornador, mas ele só fez retornos em 2014 e 2015.

Pensamentos pós-draft: Melhoramos ou não como equipe?

Fitzpatrick aponta para uma nova era... dá para confiar?
O Miami Dolphins fez um bom draft. Não espetacular, mas também não foi sem saldo como tantos feitos recentemente. A começar pela primeira escolha, de um jogador que chega para elevar, sozinho, o nível do setor. Como eu disse na análise da escolha ( ainda farei perfis dos escolhidos ), Reshad Jones foi quem mais ganhou com esta aquisição. Ele, Jones, terá ao menos 2 anos a mais em alto nível, uma vez que não terá que fazer tudo, como é hoje em dia.

Prosseguindo, o Draft foi bom. Olhando melhor para a escolha de Fitzpatrick observamos ainda que o time, definitivamente, aderiu ao BPA, o que tem suas vantagens. Escolher Tremaine Edumunds parecia o mais indicado, é verdade, mas Fitzpatrick é um prospecto bem melhor. Claro que, evidentemente, tudo pode parecer pior daqui a 2 ou 3 anos, mas ainda assim eu prefiro o que foi feito agora. 

Falando em riscos, existe um que não podemos fechar os olhos: a passagem de Dallas Goedert. Não que Mike Gesicki não seja um mau jogador, pelo contrário. Mas aqui não foi usada a tese do BPA e sim a tese do "jogador favorito". O TE de Penn State é um trator, tem cara de Gronk. Mas o risco aqui é maior de arrependimento do que na pick anterior. Em todo caso, agora temos um TE capaz de incomodar os DCs na End Zone. O que já é muito mais do que tínhamos antes. Não dá para reclamar da escolha, que fique, mas claro que é função minha pontuar este quesito.

E as ótimas escolhas, infelizmente, param por aqui. A partir do terceiro round e a pick de Jerome Baker a qualidade caiu consideravelmente. Baker não era, pra mim, o melhor BPA nem para LB quando foi escolhido. E ele é, atenção, mais do mesmo do que já temos: LBs ágeis mas com força física limitada. Tem suas vantagens? Sim, é claro que tem. Mas tem certos momentos em que esta agilidade excessiva não é só o suficiente. Leia-se marcar Gronk e outros TEs fortes da NFL atual. Depois vieram duas escolhas de quarta rodada: Durham Smythe e Kalen Ballage. Sobre os dois e a peculiaridade de em quais escolhas foram selecionados, eu falei aqui.

Ai tivemos uma escolha controversa: Cornell Armstrong. Não era uma necessidade e estávamos esperando por um DT ou OL. Que acabou não vindo, mas o CB parece ter seus talentos, mas obviamente tem muitos buracos, caso contrário não sobraria para o sexto round. No fim de feira, duas escolhas, uma boa pela posição e a outra não: o ILB Quentin Polling e o Kicker Jason Sanders. Estas três últimas picks merecem uma atenuante: aqui sobram poucos jogadores capazes de mudar os rumos de um franquia. Se conseguir um reserva sólido já é algo salutar. O Kicker eu não teria draftado, mas viram algo nele. 

Respondendo a pergunta do post, eu digo que não. A defesa em si, foi reforçada onde não era o grande calo e recebe um LB contestável onde somos mais frágeis e que ainda assim é outro jogador tipo Kiko Alonso. No ataque recebemos 2 TEs que já é bem melhor que antes tínhamos, mas tem um ponto: um só recebe e outro quase que só bloqueia. Arrumamos um RB interessante, que tende a colocar Drake no banco, mas isso também não é grandes coisas. Um Kicker que só acertou 70% dos chutes e um ILB de Ohio... apenas Ohio. Com tudo isso eu não vejo o time mudando de patamar. Faltou um QB para pressionar Tannehill ( ou servir de seguro caso ele se machuque ) e não reforçar a OL pode cobrar seu preço. 

Foi um bom draft, com bons jogadores em quase todas as picks, mas os buracos seguiram os mesmos, exceto os TEs. Em todo caso, Draft é um processo e no ano que vem, mantendo este nível de escolhas, talvez consigamos preencher estes buracos. Resta saber se o time fará o complemento, ou seja, manter os talentos que se destaquem e tenham vindo do Draft. Porque se seguir doando suas estrelas...

A lista dos UDFAs que assinaram com os Dolphins

McCray é um bom achado dentre os poucos UDFA que assinamos.


Todo ano diversos jogadores ficam fora dos atletas escolhidos no 7 rounds do Draft. E eles ainda assim são assediados pelas franquias. O Miami assinou com 12 jogadores e todos eles sabem que não tem muitas chances de sobreviverem ao corte dos 53, mas ele vão tentar mesmo assim. Todo ano 2 ou 3 jogadores conseguem e aqui e acolá algum destes viram até Hall of Famme. 

Nesta lista, temos 2 bons nomes: o LB McCray de Michigan e o CB Jalen Davis de Utah State. Outros podem se superar e barrarem até atletas consagrados em declínio na carreira ou com salário alto. Abaixo, o nome dos que conseguimos assinar:
  • Cayson Collins, LB - North Carolina
  • Buddy Howell, RB - Florida Atlantic
  • Lucas Gravelle, LS - TCU
  • David Steinmetz, OT - Purdue
  • Connor Hilland, G - William & Mary
  • Quincy Redmon, DE - Fairmont State
  • Claudy Mathieu, DE - Notre Dame
  • Jamiyus Pittman, DT - Central Florida
  • Anthony Moten, DT - Miami
  • Mike McCray, LB - Michigan
  • Jalen Davis, CB - Utah State
  • Greg Joseph, K - Florida Atlantic
Jalen Davis, de Utah State: outro bom prospecto

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Existe pressão em cima dos jogadores escolhidos nos lugares da dupla Ajayi/Landry?

Estes dois all-star foram doados por escolhas de 4º round...
Quem conhece este blog a fundo sabe bem minha opinião sobre as doações que fizemos de Jay Ajayi e Jarvis Landry, 2 dos mais populares jogadores em décadas em Miami. Jogadores que faziam sua parte e jamais se mostraram sem vontade. Sem falar que brigavam arduamente pelas jardas e, como ficou provado, cobravam seus companheiros a fazerem o mesmo. O que ganharam com isso? Serem doados por reles escolhas de 4ª rodada, quando valeriam, os dois, pelo menos uma de segundo. 

Acontece que agora Inês é morta, e o time escolheu 2 outros jogadores com estas escolhas. A questão, que virou enquete, é: existe pressão em Durham Smythe e Kalen Ballage? O TE, escolha 123, foi selecionado na pick obtida pela doação de Jarvis Landry ao Cleveland Browns e o RB, escolha 131, foi selecionado na pick obtida pela doação de Jay Ajayi ao Philadelphia Eagles.

Eles chegam, na sua opinião, pressionados por isso ou não? Esta é a pergunta que fica. Respondam na enquete, à direita do Blog. O que eu penso? Por ser TE e não ser um especialista em receber passes, Smythe não sentirá tanta pressão assim. Mas Ballage por ser RB e a escolha ser a mesma que recebemos de esmola do Eagles por nosso RB Starter... ai a pressão será bem maior. Ele teria a obrigação, em tese, de ser muito bom na NFL e jogar ao menos no mesmo nível de Ajayi.