sábado, 22 de outubro de 2011

E amanhã: torcer por uma vitória ou pensar em Andrew Luck?

Todos nós o queremos em Miami. Mas estamos realmente dispostos a pagar o ( alto ) preço para isso?

10 em 10 torcedores do Miami Dolphins querem ver Andrew Luck com nossa camisa ( ele terá que mudar o número, pois o 12 está imortalizado por ter sido a do HOF Bob Griese, mas isso é de menos ), mas uma pergunta central persiste: estamos dispostos a pagar o preço para tê-lo no time? Porque para conseguir ficar com ele teremos que ter no máximo 3 vitórias, isso sem depender de Trade Down. 

E vencer no máximo 3 partidas, significa que seremos outra vez a piada da NFL. Assim como fomos em 2005, 2006, 2007 e agora. O preço é alto, todos sabemos. Mas se obtivermos um QB para chamar de nosso, terá valido a pena. Isso, creio eu, é o que todos pensam. Não custa nada lembrar que o pensamento fora o mesmo em 2005 ( quando draftamos Ronnie Brown ) e em 2007 ( quando um certo TGJ apareceu no lugar Brady Quinn ). E agora temos o mesmo sentimento. E o pior, dentro da temporada e antes do meio dela. 

Tempos ruins, mas será que iremos ter uma recompensa? Por isso mesmo amanhã irei torcer pelo Miami, como sempre fiz. Mas não ficarei nem um pouco triste se o Broncos vencer a partida. Triste, com raiva, furioso mesmo eu ficarei se no Draft não escolhermos o Luck, caso tenhamos a chance de fazê-lo. 

Sorte. Será?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

#SuckforLuck poderia virar Eli Manning Saga 2.0?

Tanto sofrimento somente terá válido a pena se obtivermos o QB da foto no Draft de 2012. Mas e se ele nos recusar?

Antes de falar de Andrew Luck, que é o melhor QB de Stanford desde um certo John Elway, quero contar uma história que remonta ao Draft de 1998:
  • Art Manning era o gestor da carreira dos filhos, e o mais velho deles iria para a NFL em 1998. Acontece que os times fazem entrevistas com vários jogadores e o Chargers, o segundo a escolher, teria sido meio que delegante com Art e seu primogênito. Pronto, estava criada uma rusga que teria um novo capitulo em 2004, pois Art tinha outro filho, na época ainda no High School, mas bem promissor. Como todos sabem o filho mais velho é Peyton Manning e ele foi parar no Indianapólis Colts. Mas o que acontece é que o Colts era na época uma bagunça, e os Manning talvez preferiassem que Manning fosse pro Chargers. Mas ficaram com o Colts após o "entrevero" com a direção do Chargers. O resto é história e o Chargers ainda draftaram um tal de Ryan Leaf, que eles achavam ser melhor que ( bem ) Manning.
  • Veio 2004 e adivinhem quem teve direito ao First Overall Pick e poder escolher o melhor QB daquele Draft, um tal de Ely Manning? Pois é, o San Diego Charger.s, que pagou caro pela escolha de Ryan Leaf ( ao menos umas 10 vezes pior do que a escolha de TGJ ). E foi a vez de Art Manning esnobar o Bolts. Disse que Ely Manning não jogaria pelo Chargers. E ai foi feito um acerto: o New York Giants draftaria um QB do agrado de San Diego e receberia o caçula do clã dos Manning. E assim foi feito, e o Chargers recebeu Phillip Rivers. O que engraçado nisso tudo é: Ely Manning venceu no braço um Super Bowl pro Giants enquanto que Rivers/Chargers ainda nem foram a um.
 O que essa história toda tem a ver com Andrew Luck e o Miami Dolphins? Tudo. O pai de Luck, Oliver ( que foi o 44º escolhido no Draft de 1982 pelo Houston Oilers, atual Tennessee Titans ) disse em entrevista que gostaria que o filho fosse parar em uma franquia organizada. Nem preciso dizer que isso me causa calafrios: tudo o que nós com certeza não somos é uma franquia organizada. Some-se a isso que o Colts está tão mal quanto nós e é ( hoje ) uma franquia organizada, e você pode deduzir que a frase dita por Luck Pai soa como: "entre Dolphins e Colts, queremos o Colts". E se ele bater o pé, não vai adiantar de nada a nossa vontade. E ele claro e evidente que seria muito bem tratado em Indiana e teria como Tutor o Manning mais velho. Quer cenário melhor para se entrar na NFL? Pensou em alguém atualmente na NFL? Pois é, parece demais com o Aaron Rodgers do Green Bay Packers.
 
Isso quer dizer que temos que ter pânico agora? Não, claro que não. Mas temos que nos precaver. Mas como Flávio? Simples: mandando emissários ao encontro com o Sr. Luck ( não podemos conversar com jogadores da NCAA até que seja permitido pelas regras do Draft, o que só acontece no fim de março ) e mostrar que temos um plano, como por exemplo a contratação de um excelente Coordenador Ofensivo ou Head Coach com experiência em desenvolver jovens QBs.
 
 O que quero tocar no ponto é que Luck pode sim fazer o mesmo que Ely, se achar que ir pro Dolphins irá atrapalhar/compromoter sua carreira. E convenhamos que até eu teria esse medo. Quanto mais um que é o melhor QB da Universidade de Stanford pós John Elway. Cabe ao Dolphins tomar as providências para que isso não aconteça, caso é claro, fiquemos com o FOP ( First Overall Pick ).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Talk Dolphin

Dan, pela parte administrativa do Blog, me enviou 10 perguntas que eu respondo abaixo. Espero que gostem, pois tem de tudo.

1- Flavio de onde surgiu a ideia de montar o blog undefeat team? e como foi?
2007 foi um ano diferente ( e infelizmente em mais de um sentido ). Virou moda na NFL a criação de Blog e em especial de times da NFL. Praticamente todos os times tiveram alguém escrevendo naquela temporada. Um dia, final de Julho, estava lendo o do Colts e resolvi procurar por um do Miami. Para minha surpresa, não tinha. Times menos cotados tinham Blog até bem arrumados e com atualização permanente, alguns até com 2 Blogs. E o Miami nenhum. Estava plantada a semente, mas faltava o nome. Queria fugir do trivial "time brasil" como a maioria fizera. E resolvi fazer um trocadilho com o feito do time de 72. Nascia assim, em 30 de Julho o Undefeatteam.

2- Quando você montou o blog esperava ter a repercurção que tem entre os Phináticos?
Pra ser sincero, não. Sempre fui muito passional e tenho, reconhecidamente, uma maneira peculiar de torcer. Isso agrada a uns e a muitos não. Mas para minha surpresa, com o Blog a repercussão foi excelente e tenho muito mais leitores do que jamais pudera sequer sonhar. Além disso tenho, graças a Deus e um árduo trabalho, leitores e fãs fora do Miami. Prova de que o trabalho tem sido feito da melhor maneira possível.

3- Quando foi que você começou a torcer pelo Dolphins? E por qual o motivo?
Bom hoje em dia conseguir notícias sobre a NFL é fácil, mas eu tenho quase 38 anos ( 21/03 ). Em 1984 a Bandeirantes criara o Show do Esporte e para preencher espaços colocava esportes dos EUA. E existia um certo QB oriundo da Pensilvânia que estava jogando o fino. E aquela camisa chamou a minha atenção. Não passavam partidas e tals, mas tinham os TDs. E era época de Joe "cool" Montana. Claro que o fato de Luciano do Valle ser torcedor do Dolphins deve ter ajudado. Digo isso porque, assim como ele, eu também sou Lakers.

4- O que você achou do Dolphins antes da Era Sparano de 2000 até 2007?
O fim da era Marino seria, sem dúvida, dolorosa. Mas o Miami, ao contrário do Packers, não preparou um sucessor. Fomos atrás de um QB "controlador" de jogo, mas o nosso time era para um FQB. Não deu certo, é claro. Mesmo assim fomos a post-season nos dois primeiros anos da era Wanstead, mas logo saímos. Em 2002 trouxemos Ricky Williams, mas isso nos custou dois drafts seguidos sem first round pick e faltava, claro, um QB. Vieram os anos ruins, as derrotas humilhantes, diversos QBs, péssimos negócios, ídolos indo embora e um verdadeiro bando vestindo nossa camisa. Para se ter uma ideia Nick Saban, que tinha é verdade uma grande carreira na NCAA, passou Drew Brees ( Wanstead também o fizera em 2002 ), trouxe Jason Allen ao invés de Anthony Cromartie e dividiu o elenco de ataque do de defesa, ou seja, usavam vestiários diferentes e treinavam em horários diferentes. Lindo não? Ai veio 2007 e vivemos o fundo do poço. No ano representado pela AMEBA-Mor do TGJ...

5- Nessa temporada você ainda acredita que o Dolphins possa ter uma reação?
Não. Falta quem comande e falta vontade em alguns jogadores. A situação é crítica e eu não sei de uma equipe que tenha saído do 0-5 para uma campanha positiva. Claro que temos uns jogos onde temos certa condição de vencer ( Chiefs e Broncos como as maiores chances ), mas não creio que venceremos mais do que 4 jogos. Minha aposta pessoal é no máximo 2.

6- O que você pensa da campanha Suck For Luck?
É preciso agarrar-se em algo. Na temporada do 1-15, quando na sexta semana perdemos pro Texans de virada nos últimos segundos, a "vaca deitou" e passamos a pensar: ao menos teremos um QB ano que vem. Pois é, e como todos sabem, não tivemos. Temos o Long, que é fenomenal e vale cada centavo do seu gordo salário, mas tenho que admitir que rola uma certa inveja do Falcons. Agora iremos esperar por Andrew Luck ou outro Top QB Prospect. Mas se não sair um QB ano que vem no primeiro round, eu fecho o Blog. E isso é sim uma ameaça verdadeira. Que eu espero não ter que cumprir...

7- Uma pergunta que não poderia faltar, você seria a favor da franquia mudar de cidade?
Sei lá, não tenho opinião formada a respeito. O antigo Browns era um saco de pancadas, foi para Baltimore, virou Ravens e tem um Super Bowl. O Rams saiu de LA e foi para Saint Luis e tem Super Bowl. Se sair, para onde ir? Acho que temos uma identidade com Miami, que ficou perdida pelos anos seguidos sem conseguir sequer se aproximar de um Super Bowl. Claro que a saída do Orange Bowl em 86 ajudou bastante. O Sun Life fica fora de Miami e longe pra cacete. Não sei se resolveria nosso problema mudar de cidade. Mas quem sabe, vai que faz como o Titirica: pior do que tá, não fica... ou será que fica?

8- O que você está achando da era Sparano no Dolphins?
Acho que fomos enganados. E a culpa nem é dele exatamente. Ele foi contratado com o "cara" do Big Tuna. E onde está o Sr. Parcells agora? Claro que aquela temporada de 2008 era para ser de remontagem, mas acabou sendo vencedora e aquilo nos fez um mal danado. Explico: se tivessemos ficado no Top 10 do Draft de 2009, com certeza iriamos atrás de um QB. Mas em 2008 conseguimos Chad Pennington e achamos que nosso problemas estavam resolvidos por uns 3 ou 4 anos. Mas ele tinha um histórico de lesões, mas achamos que ele ficaria saudável. Além disso teve a famigerada Wild Cat, que foi outra coisa que começou pro bem e depois se transformou em um câncer. Porque? Simples: em 2009 ao invés de irmos atrás de um QB, escolhemos um CB no primeiro round, e no segundo um tal de Pat White e no terceiro Patrick Turner, escolhidos por suas qualidades na Wild Cat. Em suma, a era Sparano era para ter agora um QB quase pronto para ser o nosso tão sonhado FQB. Está bem óbvio que não temos um. Ou seja, sofremos em 2007 e não conseguimos o nosso FQB e agora iremos sofrer de novo. Espero que agora consigamos um FQB, mas este só estará pronto para 2013, o que implica dizer que a era Sparano serão ao final, mais 4 anos perdidos a toa.

9- Para você qual é o problema do Dolphins no Draft?
Complicado falar. Acho que recentemente ( 2008 para cá ) temos acertado mais do que errado ( mesmo que na conta tenham Pat White, Patrick Turner e Jared Odrick ), mas temos bons jogadores também: Jake Long, Koa Misi, Vontae Davis, Kendall Langford, Brian Hartline, Reshad Jones e vá lá Sean Smith. Pode parecer pouco, mas se compararmos com o período entre 2000 e 2007 é um avanço e tanto. Mas tem uma coisa: sabe quantos QBs o Miami escolheu em Primeiro Round até hoje? 2 e ambos estão no Hall of Famme, ou seja, 100% de acerto. Daí que eu não entendo tanto medo de draftar um QB. Claro que o Head Coach que escolheu Bob Griese e Dan Marino é o mito Don Shula. Mas convém citar que o mesmo ainda está vivo...
E não existe uma receita pronto para drafts, mas a primeira é identificar o maior problema do time e tentar equacionar isso com a pick que você tem. No nosso caso atual, um QB Top nos faria vencer, anualmente, 9 partidas ao menos. Duvida? Compare o Colts com e sem Peyton Manning.

10- Duas perguntas numa só, qual é o seu maior idolo na historia do Dolphins? E qual o melhor quarterback após a Era Dan Marino?
Díficil ter ligação com os hérois do time bi-campeão do Super Bowl. Seria o mesmo que um Santista com 15 anos preferir Pelé a Neymar. São os maiores da história da franquia, mas você não os viu em ação, não torceu por eles. Por isso para mim - e a maioria dos torcedores na faixa da minha idade até os 50 anos, é Dan Marino. O cara foi a franquia por quase 20 anos, eu o vi fazer coisa inacreditáveis e com um dono mais eficiente, não teria dedos para tantos anéis. Mas não tem nenhum, mas para mim isso não tem a menor importância.
E quanto ao melhor QB pós-Marino eu cravo seco: Chad Pennington. Mesmo que isso nos tenha evitado escolher um QB no Draft de 2009, não dá para não reconhecer os méritos dele naquela mítica temporada. Você não pediu, mas em segundo eu fico com o outro Chad, que apesar do pesares, venceu mais partidas do que 10 QBs dos outros 14 que passaram pelo Miami desde Dan Marino. Acho que isso é um dado sintomático. E ele venceu mais que o Chad citado primeiro. Só perde para Jay "passe pro lado" Fiedler.

Flavio muito obrigado pela entrevista

Digam olá para 0-5.

Este é o sentimento de todos nós. Perder é horrível e perder pro Jets é pior ainda. Deixo a caixa de comentários para vocês, porque meu PC está no conserto e talvez só consiga postar algo de novo lá pelo fim de semana, quando teremos o Denver em casa.

E sinto cheiro e 1-15 no ar. Quiçá, até de 0-16. Porquer perder tendo mais jardas e tendo todas as chances de vencer é o mesmo caso de 2007.