sábado, 7 de abril de 2012

Plano pro Draft: Trade Down é uma boa?

Equipes campeãs, via de regra, são feitas a partir do Draft. Por isso mesmo sempre deixa GMs a beira de um ataque de nervos, pois qualquer escolha sempre tem um risco: o jogador que você pode ou não estar disponível, ir de BPA ( best player avaliable ou em bom português melhor jogador disponível ), ponderar o caráter do jogador, sua conduta fora de campo, se ele é alto, baixo, etc... são diversas as variáveis. Por isso que draftar não é fácil, longe disso aliás. Os últimos vencedores do Super Bowl, todos os últimos 17!!, foram montados via draft. A última equipe vencedora que não é expert em drafts foi o Cowboys, cuja algumas das principais estrelas tinham advindo do Free Agency.

Por isso escolher bem é fundamental. E o que seria o correto pro Miami? Temos alguns buracos cruciais para cobrir, neste ordem: Quarterback, Wide Receiver, Linha Ofensiva, Pass-Rush e Safety. É possível cobrir tudo em um único draft? Não, não é. A menos que você tenha várias picks. Mas como consegui-las? Ou você troca seus jogadores ou o faz no dia do Draft. E é sobre isso que eu irei falar agora.

O nosso Miami Dolphins tem a 8ª pick do primeiro round. E o que queremos, um QB decente, não estará disponível, haja vista que Andrew Luck e Robert Griffin III já estarão draftados e eu tenho pesadelos só de pensar em escolhermos Ryan Tanehill. O melhor WR Justin Blackmoon, pra mim ao menos, não vale a pick. Existe é claro a opção de catarmos um OL com esta pick, mas os dois melhores já deverão ter saído. Draftar, caso sobrasse, Morris Claiborne seria excelente é claro. O provável melhor Pass Rush, Melvin Ingram, não passa de jeito nenhum dos Jaguars, que escolhem exatamente antes de nós e para alguns Quinton Coples cheira a bust. Se eu fosse GM do Dolphins e aparecesse uma opção de Trade, eu aceitaria. Claro e evidente se o negócio fosse bom de verdade.

Mas quem poderia realizar essa trade conosco? Se prever um pick já é complexo, imagina então prever uma trade? Mas existem alguns times que poderia ser prováveis interessados, com alguns Mock net a fora tendo citado eles: Eagles ( 15ª pick ), Cowboys ( 14ª ), Jets ( 16ª ). Cada um deles com um interesse difuso. Não creio que, por motivos óbvios, os Jatos realizem uma trade conosco, mas Eagles e Cowboys faria sentido. O primeiro em busca de pass-rush ( talvez Coples ou mesmo Ingram caso esteja disponível ) e o segundo para reforçar a OL. Mas nós mesmos não precisamos disso? Sim, é claro, mas com uma trade acumularíamos  mais umaescolha de segundo round, que seria crucial para conseguirmos, por exemplo, um dos WRs citados na série de reportagens que o Blog está fazendo.

E se fizéssemos mais uma trade? Por exemplo, saindo do Top 15? E se fossem 3? Claro que aqui é mero devaneio, mas escolher no fim do primeiro round seria, talvez, desconsiderar o sofrimento de 2011, mas não valeria a pena poder escolher 4 jogadores no segundo round? E assim poder cobrir os buracos citados lá em cima todos neste draft? Escolher no segundo round, sabendo como e quem escolher, dá frutos. E poderiamos montar agora as bases de um time vencedor pelos próximos 10 anos. Claro que quando se fala em escolher jogador no segundo round, muitos - com razão - irão logo lembrar de nomes como: John Beck, Pat White, Samson Satele e Chad Henne. Mas temos hoje no elenco gente como Koa Misi e Sean Smith, dois Starters do time. Por mais que os dois melhores - e recentes - exemplos sejam questionáveis, eles são Starters.

O que sei é que a carga sobre Jeff Ireland é imensa. Eu não queria ser ele neste Draft. Ele simplesmente não poderá errar. Um erro dele e nossa tão sofrida franquia poderá permanecer no marasmo em que vivemos desde... um, desde 1994?

Nenhum comentário: