sexta-feira, 18 de maio de 2012

Podemos esperar mais de Brian Hartline?

Este é Jordy Nelson fazendo um Lambeau Leap. Um dos diversos que fez ano passado, em sua melhor temporada, nas que 4 que tem na NF. Mas o que faz a foto dele aqui neste post?

É que esta será a quarta temporada de Brian Hartline e alguns WRs só conseguem "explodir" após a terceira temporada, como foi no ano passado com Nelson. É sobre isso esse post...

Vida de Wide Receiver em Miami, desde o fim da era Marino, não é das mais fáceis. Acho que todo e qualquer WR decente quer passar quilomêtros de distância de nosso time, afinal nunca tivemos um QB de elite desde 2000. Imaginem então como deve se sentir um WR que foi destaque em uma das mais renomadas Universidades do EUA em formar atletas da NCAA, a mítica Ohio State? Assim deve sentir-se, agora, Brian Hartline.

Escolhido no quarto round do Draft de 2009, ele era visto quase como um refugo, pois fora escolhido atrás de diversos outros WRs que eram menos cotados que ele, e mesmo no elenco do Miami ele deveria ficar atrás do membro da USC Patrick Turner, que era o alvo de um tal de Mark Shancez. E as pessoas achavam que tanto o QB como o WR dos Trojans seriam estrelas na NFL. O tempo tratou de demonstrar que não.


Hartline entrou em um elenco ruim de WRs, cuja "maior" estrela era um tal de TGJ. Sim, Ted Ginn já teve, um dia, essa primazia. Claro e evidente que era pela falta de qualidade dos outros do que por seus talentos. Mas deixemos o bust-mor de lado e falemos de quem tem qualidade real pra posição. A lógica apontava que o TGJ e Bess brigariam por uma vaga de titular, enquanto que Turner, a "nova" estrela ficaria com a outra. E B-Hart? Bom, a ele ficaria uma vaga de reserva que tentaria busca algo melhor, um dia. Jamais alguém que poderia ser Starter.


Eis que na sua primeira temporada ele desbanca Turner, não que isso tenha sido grande coisa, pois o mesmo nem mais está na NFL. Mas ele passa a disputar com D-Best a posição de starter. Sua temporada de rookie foi boa e foi consolidada com uma outra melhor ainda em 2010. Virou até Starter, um feito e tanto, com certeza. E ano passado, meio que despercebido, ele passou das 500 jardas e marcou um TD. Você acha esses números ruins? Não se esqueça que o tinha B19 e que Bess fez uma temporada boa, todos sem QB que preste. Olhando assim, alguém ai tem coragem de dizer que ele foi ruim em 2011? Pode não ter sido o que o time queria, mas sem QB ( e Moore pode ser tudo, menos QB ), não dava pra fazer nada melhor.


Ele foi deslocado para a posição de Slot e por isso deixou de ser Starter, mas agora sem Brandon Marshall é ´provável que volte a sê-lo, ficando com alguns dos novos jogadores do setor tal função. Alem do mais iremos atuar no sistema WCO ( West Coast Offense ), que privilegia WRs bons corredores de rotas, caso de Hartline. Convém lembrar que Mike Sherman será o 3° Coordenador Ofensivo com o qual Hartline terá que trabalhar em sua carreira, que só agora terá sua quarta temporada.


Mas afinal de contas, o que Jordy Nelson que é WR do Packers está fazendo neste post? Simples: Nelson foi "apenas" o melhor WR do Packers após ter, em seus 3 primeiros anos, um desempenho inferior ao que B-Hart teve também nas suas 3 primeira temporadas. E Nelson explodiu na sua quarta temporada. Claro que - não sou louco para sequer pensar nisso - o Packers tem um tal de Aaron Rodgers e nós talvez tenhamos um rookie promissor. Mas a situação dos WRs é parecida e Hartline disse em entrevista que quer ter uma temporada com mais de 1.000 jardas. É possível? Sim. Vai acontecer? Não sei, é claro. Mas Hartline já superou diversos estigmas em sua, curta, carreira. Porque duvidar que ele possa fazer isso? Se Tannehill conseguir ser um QB ao menos decente, a tarefa ficará bem mais fácil.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

BJ Cunningham é o primeiro Rookie a assinar

Achei no mínimo esquisito que um WR de sexto round tenha sido o primeiro a assinar contrato. E você, também achou?

O Wide Receiver, vindo de Michigan State, BJ Cunningham é o primeiro rookie da classe de 2012 a assinar contrato. Ele que vem como "melhor" WR draftato assinou um contrato básico de 4 anos ( valores ainda não foram divulgados ) pelos valores mínimos permitidos, mas ao contrário do que deverá ocorrer com Tannehill, ele não terá uma opção automática de um quinto ano. O que diz muito sobre a confiança acerca, dele certo?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Uma questão pertinente...

Se ficasse sabendo do resultado da enquete, talvez Miller reagisse assim... 

Logo após o Draft, postei a enquente sobre qual tinha sido a melhor escolha ( algo que faço desde o primeiro Draft coberto por este Blog, que foi o de 2008 ), apenas para cumprir tabela, pois acreditei que seria pule de 10 quem ficaria em primeiro. Eis que tive uma surpresa com o resultado até aqui:

  1.  Lamar Miller - 14 votos
  2. Ryan Tannehill - 7 votos
  3. Jonathan Martin, 4 votos
  4. Michael Egnew e Rishard Matthews - 1 voto cada.


Juro que estou surpreso e que - mesmo discordando da escolha - achei que Ryan Tannehill seria o primeiro, e de forma disparada. E isso me leva agora ao título de tópico: é ou não uma questão pertinente um RB de 4º ser considerado uma melhor escolha do que o QB que saiu no Top Ten?








Duas possibilidades podem ser consideradas quanto a isso: a) O Miami escolheu um QB e isso agradou as pessoas por ser um alento diante do Deserto do Saara em que estamos com relação a posição, mas acreditam que ele pode render já, mesmo que errando, e exergam em Miller alguém pode render mais na temporada de rookie, ou; b) O Miami escolheu um QB e as pessoas tem consciência de que ele só poderá render daqui a 3 anos e por isso acham que Miller é um jogador que poderá render agora, ajudando o time a ter um ataque forte, já nessa temporada.


Tanto uma como a outra abrem um outro questionamento: o quão acertado é um draft no qual um jogador de midle round é melhor do que um de Top Ten ( esquecendo Tannehill, é apenas uma questão mais, digamos assim, profunda? ). E vejam que Olivier Vernon, primeira escolha do terceiro round está até agora sem voto algum e Michael Egnew tem apenas 1. Acho estranho isso, ainda mais porque a maioria se diz feliz com a escolha de Tannehill ( eu nem digo que tenha ficado triste, mas eu queria conseguir um talento melhor após sofrer tanto ano passado ). É como se quem ficou feliz com a escolha de Tannehill tivesse certeza de que ele não era o melhor jogador disponível, mas queira se agarrar na esperança de que ele vire um FQB de grande calibre. Sei lá, mas isso me soa estranho demais. Mesmo que eu concorde com o resultado ( acho que Miller é muito melhor escolha do que Tannehill ), isso me deixou meio perplexo. Alguém tem uma explicação para esta questão, pra mim ao menos, pertinente?