sábado, 4 de maio de 2013

Miami Dolphins Rookie Minicamp


O Treinador ficou satisfeito com a energia que os rookies foram pro campo.

"Foi ótimo estar em campo novamente"- Joe Philbin



A rookie minicamp do Miami Dolphins começou e o nosso blog continua na cobertura da mesma. Durantes esses dias, a gente pode observar as novas caras que estão com muita vontade de fazer parte e renovar a nossa equipe. Ao todo são 19 rookies undraftados e 18 rookies tryouts, além das escolhas do Miami no Draft de 2013.


Alguns pontos foram observados, como:

  1. Dion Jordan parece muito com Jason Taylor, alto e forte. É sempre complicado fazer comparações do tipo, ainda mais quando o jogador em questão é o melhor jogador defensivo dos Dolphins na última década, mas... Jordan pode alcançar o mesmo nível que Taylor atingiu.
  2. Dallas Thomas participou de alguns snaps e alinhou como LT, o que sugere que vai competir com Martin para proteger o lado cego de Tannehill. Ele se recupera de uma cirurgia no ombro, assim como Jordan, o que o deixou "meio de fora" das atividades, porém, durante sua recuperação ele vai ter muito trabalho físico pra fazer para poder competir no nível de seus colegas da NFL.
  3. Falando de condicionamento e de peso, Dion Sims, TE da Michigan State, selecionado no 4º round em 2013, parece estar em boa forma. Sims, atuou em sua carreira no college com 127kg e 17% de gordura corporal mas, desde janeiro, ele se manteve ocupado e se apresentou em grande forma. Atualmente está pesando 118kg.
  4. Mike Gillislee (eita nomezinho complicado), RB de Florida, segue impressionando. Sua capacidade de achar "buracos" e passar em corridas internas com grande capacidade e competência já levantou comparações. Desta vez, foi com Frank Gore, RB dos 49'Ers.
  5. O Safety Jordan Kovacs, da Universidade de Michigan, chamou atenção. É o menor jogador dessa safra de rookies, os safeties na NFL são mais altos e mais fortes que ele, porém Kovacs tem um talento sobrenatural para ficar, sempre, perto da bola. Inclusive, das duas interceptações da sexta-feira, uma foi dele. Kovacs, de uma forma ou de outra, sempre esteve perto da bola. A princípio isso não quer dizer lá muita coisa, mas ele começou a se sobressair. A única coisa que um rookie quer é não chamar atenção, ser invisível. A não ser que ele seja um ofensive lineman. Aliás, ser um rookie OL e passar desapercebido é até um bom sinal.
A tropa em ação...

Números dos Rookies

Dion Jordan irá usar o mesmo número da Universidade do Oregon...

Nem sempre os rookies conseguem usar na NFL a mesma numeração que usavam na NCAA. E isso ocorre por diversos motivos, mas o mais comum é que já exista um dono do número no time que o draftou, ou usa um número fora da ordem exigida na NFL ( existe sim uma ordem, ou você nunca achou estranho que nenhum QB use 99 ou 77? ).

Com o início da Rookie Minicamp é a hora de se definir quem irá usar qual número. E Dion Jordan deu sorte, pois o 95 nem pé um número aposentado ou usado por um veterano Starter. Sendo assim ele poderá manter o mesmo número que usava em Oregon. Vejam a seguir os outros números dos outros rookies:
  • DE Dion Jordan: 95
  • CB Jamar Taylor: 22
  • OL Dallas Thomas: 70
  • CB Will Davis: 29
  • LB Jelani Jenkins: 43
  • TE Dion Sims: 80
  • RB Mike Gillislee: 35
  • K Caleb Sturgis: 9
  • CB Don Jones: 36
Errata: Avisaranm o Juba e ele me avisou que o número que o Jordan usava era o 96, que no Dolphins pertence a Paul Soliai. Quem na verdade conseguiu manter o número foi Dion Sims com o seu 80. Depois irei conferir se tem mais alguém.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Power Rankings


O NFL.com divulgou seu primeiro power ranking no pós-draft. Esse é um indicativo do que os analistas pensam como ficaram os times após as escolhas. Segundo o PR o nosso querido Miami Dolphins é o 15º melhor time, com chances de lutar por uma vaga no playoffs, via Wild Card.
 
Acho que ainda temos muitas questões a resolver antes de pensarmos em post-season, pois dependeremos do desempenho de Tannehill para isso. Além dele, como irá atuar Dion Jordan? Como se portará a atual OL, cheio de dúvidas? Como ficaremos com relação a secundária? Se estas questões forem positivas, ok. Se não...
 
Caso queira ler o power ranking completo, clique aqui e veja as outras equipes e contra quem, na teoria, iremos lutar pela post-season...
 
PS: A arte acima, que pra variar ficou ótima, foi feita pelo Juba Rivas, o Designer do Blog. Obrigado Juba.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Jamar Taylor tem problemas renais

Talento de primeiro round, que caiu pro fim do segundo. Qual seria o motivo?

Alguns amigos meus me perguntaram o que eu tinha achado da escolha de Jamar Taylor no segundo round, pois alguns especialistas colocavam-no até no fim do primeiro round. Mas ele caiu pro fim do segundo. Agora que ele é nosso atleta, veio a resposta do porque de tanta queda: problemas médicos. Mais precisamente problemas renais.

Segundo o que pude ler consegui obter algumas informações: ele teve problema com a sua pressão arterial; em decorrência disso ele tomou certos medicamentos; tais medicamentos deterioram seus rins, o que o deixou com apenas 42% das funções renais; tais medicamentos foram modificados e agora, segundo informações, sua função renal estaria perto do considerado bom.

Com este problema ele conseguiu fazer uma temporada de destaque por Boise State. Estando perto do ideal com relação aos rins, nada aponta para que ele possa ter uma temporada de rookie decente pra cima. Talvez por isso, alguns times o passaram. Se tudo der certo, poderemos ter feito uma das melhores picks nossa história.

Agora é aguardar. Eu tenho muita confiança nele. Não temos motivos para pensar o contrário, certo?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Josh Boyce quase virou um Dolphins Player

Com a escolha 104 iriamos draftar este WR de TCU...
Algumas histórias interessantes sempre aparecem no pós draft. E uma eu postei antes deste post, mas esta agora é mais ligada ao draft em si: com a escolha 104 iriamos draftar o Wide Receiver de TCU, Josh Boyce. Ele recebera um telefonema dizendo que ele seria o escolhido. E Boyce ficou feliz e agradeceu a oportunidade. Naquele momento quem estava on the clock era o NE Patriots. E ele eles acabaram por escolhê-lo. Assim ele, por apenas duas picks, deixamos de tê-lo como nosso jogador. E ai fomos escolher Jelani Jenkins. 
O resto agora é história...

Uma história linda...


Entre os UDFA que o Dolphins conseguiu assinar contrato ao fim do Draft, está o nome de A.J. Francis ( DT, Maryland ), fez aniversário no dia do fim do draft. No vídeo abaixo ele dia a todos, na sua festa, que assinou contrato com o Dolphins e ainda de quebra pediu a namorada em casamento. Isso é que é um dia e tanto, não? Assistam bem o vídeo, é emocionante...


Mas e ai: podemos sonhar com post-season?

A rigor tudo depende do desempenho desse sophomore...

A pergunta principal que todos os torcedores estão se fazendo é: como este Draft temos condições de sonhar com a post-season? A resposta, sendo bem sincero, é que não. Mas estamos - talvez - mais próximos do que antes do Draft. Os jogadores escolhidos tem potencial mas também precisam, na maioria, de desenvolvimento adequado.

Somado ao fato de que nosso QB ainda está sendo desenvolvido o quadro não o ideal. Claro e evidente. Por isso que eu digo que dependemos da atuação de Tannehill. Só com uma evolução grande ( e pra mim tem que ser enorme ) do QB de Texas A&M é que poderemos sonhar com playoffs. É possível chegar lá sem ele ter uma atuação excelente? Sim, é mas ai iremos depender dos RBs Lamar Miller e o recém draftado Mike Gillislee.

Para ir a post-season o time precisará vencer ao menos 10 partidas. Já postei o que achava de cada uma delas e basicamente só mudou uma coisa: temos uma secundária aparentemente mais forte. Nas demais posições conseguimos atletas para compor o elenco ou serem backups. Vamos aguardar, mas a post-season - na minha opinião - segue distante. Um pouco mais perto, mas ainda assim longe...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Draft 2013: Análise Geral de todas as picks...

Todos os anos eu faço um post sobre os escolhidos no Draft anterior, mas irei usar uma modelagem diferente, utilizando as fotos dos atletas naquilo que deve o forte de cada um... Vai ficar longo, mas espero que gostem...

Que ele repita esta cena diante do Colts umas 3 vezes...

1º Round - Dion Jordan DE Oregon. High risk, high reward. Como sempre dizem os analistas dos EUA é assim que podemos classificar a escolha de Dion Jordan. Ele não tem físico para bater os Tackles da NFL, mas tem velocidade agilidade de sobra. O problema será manter suas duas ( e para alguns únicas ) qualidades ao ganhar massa corporal. Se ganhar em excesso, poderá ficar lento e ai não terá como ser o atleta que foi na NCAA. Sobre a movimentação que o fez para draftá-lo, eu gostei. Abrir mão de uma escolha de segundo round para subir 9 posições é quase nada.
Nota: A- por causa do risco envolvido. 
Estava disponível: Lane Johnson ( OT Oklahoma ). Seria o nosso Franchise Left Tackle por uma década ao menos.


Vai, vai que é tua Taylor...

2º Round - Jamar Taylor CB Boise State. Escolher um Cornerback era prioritá e o time esqueceu-se completamente da filosofia do BPA ( Best player avaliable ) e foi direto na maior carência. Acontece que Taylor era cogitado em alguns Mocks para sair até mesmo no primeiro round, caso houvesse uma enxurrada de Corners saindo, algo que não aconteceu. Ele tem qualidades suficientes para ser um CB dominante, tendo altura para tanto. Um problema com ele é que Boise State não enfrenta os melhores times e os WRs adversário não eram um super desafio. Contudo acredito que ele vire Starter desde o primeiro dia.
Nota: A-. Poderá ter sido no final das contas, a melhor pick do Miami.
Estava disponível: Arthur Brown ( OLB Kansas State ). Possivelmente uma estrela na NFL. Se isso se confirmar e Taylor não for nada além de um sólido starter, teremos motivos para reclamar no futuro.



Este chega para ser pau pra toda obra na OL


3º Round A - Dallas Thomas OT/OG Tenneessee. Outro buraco coberto. Assim podemos analisar a escolha de Thomas. Ele atuou por 3 anos como Left Tackle mudou para Left Guard na temporada passada. Força e atleticismo não lhe faltam. Precisará melhorar a técnica, mas antes nossa Comissão Técnica precisa determinar o que ele vai ser no time, para que possam focar em uma posdição só, pois existem diferenças pontuais entre melhorar a técnica para ele ser Tackle ou para ser Guard. Prevejo que ele irá atuar como Guard, onde deve ser mais dominantes.
Nota: A- afinal foi uma achado em um draft com tanta demanda por Tackles.
Estava disponível: Damonte Moore ( DE Texas A&M ). Apenas para mostrar que poderia ter draftado Lane Johnson e ainda assim catarmos um DE para atuar no oposto a Wake. 


Eis algo que precisamos que ele faça...

3º Round - Will Davis CB Utah State. Este é um Cornerback que pode ter sido o Steal do Draft. E explico o porque: ele tem os chamados intangibles, aquilo que pode fazer a diferença entre ser um jogador comum e aquele que pode fazer o algo a mais. Claro e evidente que ele pode ficar pelo caminho, mas eu particularmente gostei da escolha. Ele é meio o que disse pra Dion Jordan, ou seja, alto risco mas um alto retorno também.
Nota: B+ pois tem menos potencial de explosão do que Jordan.
Estavam disponíveis: Brandon Williams ( DT Missouri Southern St ) e Nico Johnson ( ILB Alabama ). Ambos poderiam dar mais plus a defesa de forma imediata do que Davis. Mesmo que tenhamos hoje dois bons Starters no miolo da DL ( Starks e Soliai ) ambos serão Free Agents na temporada que vem, por isso Williams seria interessante. Já Johnson poderia ser o plus a mais no inside do nosso corpo de LBs.

Sacks, sacks e mais sacks...

4º Round A - Jelani Jenkins OLB Florida. Eu queria realmente que o time draftasse um Jenkins, mas era o Brandon de North Carolina, mas tenho que admitir que gostei. Ele é forte, atlético e tem uma boa ( quase ótima ) leitura do jogo, algo essencial para um OLB. Ele poderá atuar como ILB inicialmente - se ganhar peso, é claro - ou atuar pelo lado de fora, em substituição a Koa Misi ( este, aparentemente, cada dia com mais cara de bust, sendo assim mais uma pick de segundo roud perdida ). De qualquer maneira é adição de qualidade em um setor crucial e onde os melhores times da NFL estão muito bem servidos. Poderá também ajudar muito no Special Team.
Nota: B+, não exatamente por ele, mas porque existiam jogadores com potencial bem maior e que podem virar Estrela na NFL, algo que Jenkins não deverá ser...
Estavam disponíveis: Phillp Thomas ( FS Fresno State ) e Sean Porter ( OLB Texas A&M ). O primeiro era, apenas, o terceiro melhor Free Safety do Draft e poderia virar Starter adicionado qualidade sobre o atual starter ( Chris Clemons ), enquanto que o segundo - pra mim ao menos - tem mais potencial que Jenkins. 


Eles agora atuam no mesmo time...

4º Round B - Dion Sims TE Michigan State. Eis um verdadeiro trauma em Drafts: tentar achar um TE em middle rounds. Isso começou com John Nalbonne em 2009, passou por Charles Clay ( ainda no elenco ) e viveu seu apogeu ao usarmos uma escolha de terceiro round em 2012 para draftarmos Michael Egnew. Agora escolhemos um TE exímio bloqueador em uma liga que passa a usar praticamente TEs que só recebem passes, sendo praticamente WRs mais fortes e para rotas curtas. Sims é alto, forte e não é exatamente uma nulidade recebendo, mas tem seus buracos em rotas mais complexas. Se funcionar na End Zone, teremos feito uma escolha e tanto. Se funcionar só para bloquear nem tanto.
Nota: B-. A liga está mudando o olhar para os TEs, que agora são mais WRs do que OT. Parece ser uma tendência sem volta. Sendo assim draftar um TE que é ótimo bloqueando e apenas regular recebendo não me agrada tanto assim... Sem falar que se certos WRs virarem Estrelas, teremos feito o mico do Draft.
Estavam disponíveis: Phillp Thomas ( FS Fresno State ) e Sean Porter ( OLB Texas A&M ). Pelo mesmo motivo citado acima.


Run Mike, run...

5º Round A - Mike Gillislee RB Florida. Eita, viramos uma filial dos Gators. Pois é, esta parece ser a grande credencial de Mike ( o sobrenome é complicado demais para usar ), mas ele é algo além disso. É um RB para correr no meio da OL e que ainda pode receber passes com certa eficiência. Dada a saída de Reggie Bush, eu poderia dizer que achamos alguém para fazer o papel que cabia a este, mas é claro que isso vai depender do desenvolvimento. É um RB cru com potencial de crescimento até que bom. Mas isso em Miami costuma ser uma combinação bem perigosa, não é mesmo? Além disso, iremos vender alguns ingressos a mais entre os fãs dos Gators...
Nota: B. Poderá ser o complemento que Lamar Miller certamente vai precisar. Existia coisa melhor, mas foi uma pick razoável, dadas as opções naquele momento.
Estavam disponíveis: Baccari Rambo ( FS Georgia ), Ryan ( WR Texas A&M ) e Coby Fuller ( Wr Virginia Tech ). Existia, mais uma vez neste draft, a possibilidade de substituirmos já Chris Clemons, que renovou por apenas uma temporada. Rambo tem qualidade suficiente para ser Starter já em 2013. Já os WRs possuem qualidades que poderiam torná-los até mesmo Starters do time ou ao menos melhores opções do que Gibson e Harline em determinadas situações jogo. A depender do desempenho de Gillislee, poderemos ter pago mais um mico neste draft...

Eu sei uma história sobre times que escolhem Kickers no quinto round...

5º Round B - Caleb Sturgis K Florida. Começarei pelo lado bom da escolha: temos um Kicker com alto percentual de acertos. E vou logo pra lado ruim: tinham K parecidos no sétimo round. E a tal história? Bom, busquem pelos últimos 10 vencedores de SB e vejam quantos escolheram Kickers fora do sétimo round ou nem isso? Acho que nenhum deles draftou um sequer, foram buscar no mercado de Free Agents ou entre os UDFA. O nosso atual Starter, Dan Carpenter foi escolhido assim, entre os não-draftados. Em todo caso com Caleb completamos o 3 atleta oriundo de Florida, os Gators, o que deve ajudar em vender mais alguns ingressos. E tá, eu admito, ele era o melhor chutador da NCAA.
Nota: A. Mesmo tendo possivelmente passado um FS Starter.
Estavam disponíveis: Baccari Rambo ( FS Georgia ), Ryan ( WR Texas A&M ) e Coby Fuller ( Wr Virginia Tech ). O porque de termos passado Rambo duas vezes é uma coisa que eu realmente gostaria de saber um dia. Os WRs também.

Fim de feira, o que vier é lucro...

7º Round - Jon Jones SS Arkansas State. Pouco coisa eu consegui descobrir a respeito dele. Mas soube de uma que pode animar a todos: ele foi um dos 30 jogadores a nos visitar. Ou seja, viram algo nele que o credencia para ser escolhido. Atuou como SS e FS em Arkansas e segundo o único analista que conseguir achar na NET que tenha feito uma análise ( bem curtinha por sinal ), ele na NFL poderia atuar melhor como CB. Em suma, um Twenner na Secundária que pode fazer diversas coisas, mas sem qualidade suficiente para talvez sequer sobreviver ao corte pra temporada.
Nota: C-. Como disse no comentário abaixo da foto dele, em fim de feira...
Estava disponível: Da'Rick Rogers ( WR Tennessee Tech ). Se ele jogar no Bills o que eu penso que ele possa render, iremos sofrer duas vezes...

E fizemos um Draft e tanto...

Excelente trabalho dessa dupla ai...
aprovado pela massa...

Todos vocês sabem que eu sempre fico, não sem motivo para tanto, com um pés atrás quando o assunto é Draft e Dolphins. Existem inúmeros exemplos para serem citados, infelizmente, mas o de 2013 poderá passar para a posteridade com o Draft, o Draft da virada do Miami Dolphins. E isso não é confiança ao extremo e sim percepção de mudanças no comando e na forma de draftar.

Antes de mais nada é preciso dizer que o draft foi arrojado ao extremo. Movimentações cirurgicas, trades no momento certo e sem pagar caro por isso. Temos agora um pacote de jogadores que chegam em setores cruciais e por que eu ache passar Baccari Rambo, duas vezes, no quinto round possa ter sido um erro, não dá pra dizer que o draft tenha ficado pior por causa disso.

Ireland está realmente diferente. Não é mais aquele GM com cara de pateta e deixou de ser medroso. Teve coragem de fazer o diferente, e não o básico. É um risco draftar Jordan? Qualquer jogador escolhido envolve riscos, e todos sabem bem disso. Mas ele cai naquilo que os analistas dos EUA chamam de "high risk, high reward ( grande risco, grande recompensa ). E, embora eu não goste, o arrojo dele começou em 2012 ao draftar Tannehill, teve sequência ao trazer Wallace e foi complementado agora no Draft.

Mas ai, claro, temos que fazer uns questionamentos: quanto disso é resultado da demissão em caso de mais um fracaso? Ou quanto desse arrojo é dedo de Joe Philbin? Ou ainda mais: isso é arrojo ou desespero? Bom, eu tenho que dizer que pode ser tudo isso junto ou nada disse. Pode ser apenas que a dupla formada com Philbin tenha mais liga do que a anterior, com Sparano e que era "supervisionada" por Bill Parcells.

O fato é que o time conseguiu um Draft acima da média nossa. Isso é evidente. E como todo e qualquer draft, isso vai depender do desenvolvimento dos jogadores, dos nossos Coaches e, porque não, de como a torcida vai saber esperar pelo desenvolvimento deles. Tudo isso é pertinente a todo draft realizado, mas este eu digo que podemos esperar coisas boas. Se o nosso QB render minimamente bem, poderemos até sonhar com post-season este ano. Mas isso, como para todos, é algo que vai depender de muitas condicionantes. Mas que eu estou mais confiante, isso eu estou. E o povão também gostou. O que já digno de nota e de festa. Podemos ter vivenciado o ponto de mudança no rumo do Dolphins. E isso é algo que eu espero a mais de uma década. Que bom poder dizer: fizemos um draft e tanto...

domingo, 28 de abril de 2013

Draft 2013: Lista dos Jogadores Não Draftados

 

 Clay Belton, QB, Findlay – 6-6 230. O maior QB da NFL? Com 2,02 deve ser...

  
Chad Bumphis, WR, Mississippi State – 5-11 200. Seria ele o novo Davone Bess?


Cameron Marshall, RB, Arizona State – 5-11 215. Números sólidos, será ele o steal desta classe?



Jasper Collins, WR, Mount Union – 5-10 185. Ele pode acabar conseguindo surpreender
Ao fim dos sete rounds do Draft, sempre sobram jogadores interessantes. Claro e evidente que se sobraram é porque não seriam assim ótimos/bons jogadores. Isso é bem evidente, mas vez por outra jogadores de equipes pequenas, praticamente desconhecidas, conseguem surpreender e virarem até jogadores de destaque. Duvida? Pois bem, o recém saído de Miami Davone Bess esteve nesta situação em 2008. Acima aqueles que eu vejo com mais chances de vingar ou os mais curiosos, caso do maior QB da NFL. E abaixo a lista completa, organizada por posição:

Terrell Sinkfield, WR, Northern Iowa – 6-0 190  (4.19 40 yard dash)
Taylor Stockemer, WR, Arkansas State – 6-4 215
Eric Bergman, OL, Southern Illinois – 6-3 250
Chris Burnette, DT, Old Dominion – 6-3 285
A.J. Francis, DT, Maryland – 6-5 310
Emeka Onyenekwu, DE, LA-Lafayette – 6-3 250
Alonzo Highsmith, OLB, Arkansas – 6-1 230
Michael Clay, OLB, Oregon – 5-11 225
Brandon Ogletree, OLB, BYU – 5-11 230

Rob McCabe, MLB, Georgetown – 6-1 225
Jordan Kovacs, DB, Michigan – 6-0 195
Keelan Johnson, S, Arizona State – 6-0 210
Kyle Martens, P, Rice – 6-5 225