quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015

Tá quase acabando...
Em pouco menos de 12 horas, estaremos vivenciando um ano novo cheio de oportunidades, 365 para ser mais preciso. O que faremos de cada um desses dias é o que definirá se o ano será bom ou não.

Desejo a todos uma virada de ano tranquila e um 2015 cheio de paz, saúde e muita energia. Ao nosso querido e imensamente sofrido time, ao menos uma vitória a mais do que neste ano. Seria pedir demais? 

Daqui a um ano saberemos...

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Finda mais uma temporada frustrante, voltemos a pensar em Draft

Quem sabe ano que vem...
A foto e a frase abaixo dela não foram escolhidas ao acaso: pela sexta vez seguida ( e pela 11ª em 12 anos ) é o que determina o fim de temporada do Miami. Goste-se do QB que temos ou não, o ano que vem sempre será melhor até que... a temporada comece!!! Quando os playoffs chegam, o Miami sempre volta-se para tentar entender o que deu errado e como resolver os ( inúmeros ) problemas. Para a maioria não precisamos nos preocupar com QB e todos sabem que eu nem em sonhos ( ou seria melhor dizer pesadelos?? ) concordo com isso. Mas uma coisa é certa: não iremos draftar QB algum no próximo Draft... no máximo trazer um ou dois UDFA. Tudo porque o posto de QB do Miami é de Tannehill. Goste-se disso ou não. Portanto este texto não vai falar mais dele, ao menos não como problema. Garanto isso.

O Miami Dolphins vai escolher na 14º posição. Não é uma ótima posição, é verdade, mas ao menos estaremos mais próximos do Top Ten. E isso me dá algumas ideias, sendo a primeira delas subir no draft para draftar um estrela, um jogador que possa mudar o nível da posiçao e do setor em que vá atuar. O Miami Dolphins tem sido conservador ao extremo Draft, exceção feita a 2013 quando queimamos uma pick de segundo round para irmos até a escolha de número 3 e escolher Dion Jordan. Que até aqui, em duas temporada inteiras, não fez grandes coisas, diga-se de passagem. 

Subir não é, portanto, o usual em Miami. Descer tem acontecido mais, mas normalmente o time escolhe ( errado ) na posição em que esteja localizado. Que eu me lembre descemos em 2011, quando escolhemos Jared Odrick e conseguimos uma escolha de segundo round na trade com o Chargers ( recuperando assim a pick cedida ao Broncos por Brandon Marshall, um raro caso de ousadia do front office ). No mais, onde o time foi posicionado é onde escolhemos. Vide este ano quando o time poderia ter angariado ótimas picks e mesmo assim ficar com Ja'Wuan James, a quem critiquei não como jogador ( ele acabou sendo para lá de útil na temporada ), mas por não terem trocado para descer. Mas enfim... aliás, este ano foi contrário à tudo o que vinhamos fazendo em drafts: acertando no Midle e Late rounds e errando frondosamente nos primeiros. Ou alguém ai consegue ver alguém que foi destaque após Jarvis Landry? Terence Fede apareceu em alguns momentos, mas só. Os outros ( que seriam jogadores de grupo ), nem deram as caras. Ficaram, todos, devendo.

Mas quem seria o jogador a ser escolhido? Em que posição, caso não escolhamos o BPA ( Best Player Avaliable )? Bom, ainda é cedo, mas eu penso que devemos escolher um LB, o melhor que sobrar. Em segundo lugar um Safety, depois Cornerback ou ainda um Guard. Teoricamente, de recebedores não precisamos. Se sobrar um powerback eu até draftaria um. Acho que DL não será necessário, a menos que um monstro da posição esteja disponível. Teremos muito tempo para pensar em quem o time vai draftar. Em tempo, deixo para os leitores o cronograma de datas de toda a off-season:



Pensar em Draft é pensar no futuro. Mas o histórico recente não nos permite imaginar que um salvador da pátria vá aparecer em Miami. O mais correto neste caso é esperar alguém que possa, no máximo não decepcionar. Não nutro mais falsas esperanças. Não mais acreditarei que na temporada que vem será melhor. Porque pouco provavelmente será...

domingo, 28 de dezembro de 2014

Week 17: Dolphins 24x37 Jets - Um fim de temporada à altura deste time(??)

Perder, perder, perder... esse é o nosso ideal...
Não sei exatamente o que pensar quando o time do Miami consegue perder em casa para time pior, como é o caso do NY Jets. Em 2011 o time negou ao rival a post-season, na despedida do Jason Taylor. Nas últimas 3 temporadas, nós vencemos em NY e eles em Miami. Patético. Aliás, antes de prosseguir, um dado: a dupla Philin/Tannmehil consegue a proeza de não levar vantagem sobre nenhum rival de divisão: 2-4 contra os Bills e Pats e 3-3 contra o Jets. E ainda tem defenda que melhoramos. Ao menos contra os Bills o time de Sparano conseguia vencer... Quando você não consegue impor-se sequer diante dos seus rivais de divisão, nada melhorou. Gostem ou não, essa é a realidade.

Sobre a partida, em si, tenho pouco a falar. Não porque não queira, apenas porque praticamente não o vi, uma vez que a Velox hoje resolveu frescar e passou o dia inteiro com altas instabilidades. Sendo assim consegui ver apenas partes do quarto final, e claramente não gostei nada do que vi... como se explicar que um time que se considere sério tome 23 pontos de um dos piores ataques da Liga sem qualquer resposta? Fácil demais culpar a defesa, que tem sim culpa nisto, não vou aqui defender que não fez por merecer... mas e o ataque? Entrou em campo no quarto final do time na temporada? Eu não vi... se algum viu, me avise e mande a prova.

Como disse durante a semana, a temporada que vem foi perdida domingo passado, quando Stephen Ross - sem qualquer motivo para tanto - bancou Joe Philbin para 2015. E agora eu acrescento: a temporada 2015 começou hoje. E quem viu, sabe que não será nada bom. E vou, digamos assim, listar algumas razões:
  • O que fazer com Kevin Coyle? Todos esperávamos que Joe Philbin fosse demitido. Pois é, ele não foi demitido. E vamos demitir Coyle? Baseados em quê? O que Philbin fez para merecer uma renovação que Coyle não tenha feito? Mas vai além disso: se demitirmos Coyle, como ele merece, conseguiremos alguém de destaque? Alguém pode perguntar: o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo, é claro. Todos os que forem ser entrevistados pensarão duas vezes em embarcar num projeto que claramente já passou do ponto. Acham isso um absurdo? Brian Daboll foi nomeado OC para a temporada 2011 ( aquele em Tony Sparano fora praticamente demitido ) depois de fazer um trabalho até que razoável no Browns, ao lado de Eric Mangini. Sabem o que ele é hoje? Treinador de TEs!!! Portanto, demitir Coyle pode trazer alguém pior. Tudo porque Philbin é quem deveria ser demitido e todos seus Coordenadores caírem com ele. Simples assim;
  • Calendário. Iremos encarar a AFC Sul, com Colts e Texans ( a quem nunca vencemos ) como forças que merecem respeito, contudo teremos Titans e, sobretudo, Jaguars. Mas não teremos Raiders pois o time da AFC West será o Chargers. E em San Diego. E teremos o Ravens, em casa. Dada como foi a partida deste ano, acho que fica claro que está longe de ser uma partida em que devemos ser considerados favoritos. Além disso, iremos encarar a NFC East, com Cowboys e Eagles obtiveram boas temporadas, mesmo que o último não tenha conseguido ir a post-season. O NY Giants não deverá estar tão fraco assim e o Redskins... bom, os Redskins devem ser o deste ano mesmo. Sem falar que o time não consegue mais vitórias do que derrotas dentro da divisão faz tempo. Tudo isso somado, fica claro que conseguir 10 vitórias deve continuar sendo algo bem distante;
  • Draft. Ano após ano o time segue cometendo erros graves no recrutamento. Por mais que alguns possam ver avanços nesta temporada, me digam um jogador fora os dois primeiros que chamou a atenção? Ninguém... Por isso, mesmo quando aparentemente acerta, o time acaba errando: poderia ter ficado com James ( o jogador que a franquia queria ) e ficar com escolhas. Mas, como nunca me canso de dizer: aqui é Miami...;
  • Tannehill. Sim, o QB é o problema deste ataque e o ataque é o problema do time. Eu não vou mudar de opinião e tenho fartos motivos para isso. O que mais me irrita nas pessoas que o defendem é que, quando as coisas não dão certo ele nunca tem culpa. Nunca!!! Sempre tem alguma coisa ou alguém que é o culpado: 2012 eram os WRs, 2013 foi a OL e o Coordenador e em 2014 foi a Defesa. Para 2015 já temos o culpado bem claro: Joe Philbin. Quando em 2015 nada der certo - como é facilmente prever - todos irão culpar o Treinador, dizendo que a demissão dele e a vinda de outro HC vai resolver o problema.
Tem mais, é claro. Mas eu prefiro ficar nestes. O fato é que o time não tem perspectiva de melhores para 2015. A menos que algo sobrenatural aconteça ( como Tom Brady perdendo a temporada em 2008 ), este time seguirá mais um ano sendo eliminado em Dezembro.

Claro que existe a chance de que eu esteja errado e que o time faça 11-5. Mas sinceramente, nem mesmo o mais fanático ( ou lunático ) pode acreditar nisto. E eu já passei da fase de acreditar em Papai Noel ou Coelhinho da Páscoa...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Porque raios Joe Philbin vai permanecer em Miami?

Philbin não é o pior Coach que passou pelo Miami, mas está longe de ser o que precisamos
Joseph "Joe" Philbin, 53 anos. Um profissional com uma boa carreira na NFL, desde treinador de Linha Ofensiva e Coordenador Ofensivo, todos no Green Bay Packers. Não era a primeira opção do Dolphins para a temporada 2012, tal posto cabia a Jeff Fischer, que assinou com o Saint Louis Rams. Veio para os Dolphins credenciado por comandar o ataque onde despontava Aaron Rodgers, mesmo que o Head Coach Mike McCarthy fosse quem chamasse as jogadas de ataque. Parecia uma boa aposta. Parecia...

Até hoje resta uma grande dúvida em suas primeiras ações: Mike Sherman foi escolhido OC para desenvolver Tannehill ou foi a escolha de Tannehill quem definiu a contratação de Sherman? Pouco importa, as duas escolhas foram péssimas. Mas teve mais: a doação de Brandon Marshall para o Chicago Bears por duas escolhas de terceiro round. Tal decisão foi ou não tomada para não atrapalhar o jovem QB, que nem draftado fora ainda? Pouco importa, foi outra péssima escolha.

Alguns analistas acreditam que nossa defesa renda melhor numa 3-4 do que no atual 4-3, porque Wake e Jordan teriam suas qualidade potencializadas. A escolha de um DC fiel ao 4-3 ( Kevin Coyle ) pode ter ferrado parte do potencial do time. Eu pessoalmente não acredito nisto, mas é inegável que existe uma clara diferença de desempenho na defesa da época de Mike Nolan para a de Coyle.

Philbin pegou um time que vencera 6 das últimas 9 partidas da temporada de 2011. Portanto, não era um time fraco. A época a certeza era: com o QB certo e com um draft cirúrgico, o time tem condições virar Contender. Este era o patamar do time que ele assumiu. Que fizera 7-9 ( 2009 e 2010 ) e só tivera o 6-10 de 2011 porque Matt Moore demorou para pegar o ritmo. Em todo caso, o Miami Dolphins era um time padrão 8-8. E Philbin não conseguiu melhorar isso.

Não vou discorrer sobre a escolha de Tannehill porque todos sabem bem o que penso sobre isso e como as pessoas ficam quando eu digo o que penso. Mas é inegável uma coisa: o time não melhorou em 3 anos e isso é terrível. Fosse só isso - e não é pouca coisa - o time piorou em certo sentidos. Como esquecer do Bullying Gate? Como pode acontecer algo assim e o Head Coach não saber? Ou não ser responsabilizado? Como ele pode escapar ileso após o time sem implodido? Pois é... ele voltou para a temporada 2014. E, mais uma vez...

O time ficou na mesma condição em que já estava antes, ou seja, no 8-8. Aliás, se o time vencer domingo, Philbin vai ficar com 24 vitórias e... 24 derrotas!!! Em três anos o time permanece sendo onde estava em 2011. Perdemos 3 anos, abrimos mão do melhor jogador do ataque, fizemos escolhas horríveis no Draft, perdemos partidas ganhas e seguimos sendo um time que nem é péssimo e fica longe de ser bom.

Domingo o time conseguiu vencer uma partida que, como postei, fez lembrar os velhos tempos de quando éramos um time vencedor e dávamos uma forma de vencer as partidas, não de perdê-los. Só que o dono do time Stephen Ross resolveu deixar a emoção superar a razão e no vestiário disse que Philbin estava garantido para a temporada 2015. Patético... mas esperar o que de alguém que parece com o Pateta?

Não existe explicação para tal medida. Existem opções no mercado e ele decide manter o Head Coach que não conseguiu elevar o patamar do time? Não existe hoje uma única razão lógica para a manutenção de Joe Philbin. E deixo um dado: em Cincy, os Bengals pensam demitir o Head Coach Marvin Lewis se ele não conseguir uma vitória na post-season!!! E, espantoso, o time vai a post-season pela quarta temporada seguida, um feito inédito na história da franquia. Só como dado comparativo: a sequência de 6 temporadas sem post-season atual empata com a nossa maior seca, que foi imediatamente anterior a última ida ao "paraíso"...

Enquanto equipes pensam em demitir técnicos porque não conseguem vencer na pós-temporada nós mantemos um que nem melhorou o nível da equipe. Isso, infelizmente, explica muita coisa em Miami... muita.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Week 16: Dolphins 37 x 35 Vikings - Que bom seria se o ataque fosse assim 10 vezes por ano

O Special Team finalizou uma partida cheia de alto e baixos
Existem coisas que, ao que parece, só rolam com o Miami Dolphins.  Recuperar-se da maneira como foi ontem é excelente - e não serei eu a dizer o contrário - mas inútil. Sim, inútil. Serviu para o quê? O time está eliminado, piora a posição no Draft, os "engraçadinhos" ficam todos ouriçados e, sobretudo, Stephen Ross se empolga e garante que Joe Philbin permanece em 2015. Aliás, eu irei falar sobre isso durante a semana, não tem sentido algum Philbin permanecer. Ainda mais porque o time o time pela sexta temporada seguida não vai para a Post-Season. Mas enfim, ele é quem assina o cheque...

Quanto a partida em si, vou começar falando que desencanei da partida no intervalo. Primeiro porque minha esposa requisitou usar o Notebook e segundo porque já fechara o link. Sinceramente, o primeiro tempo foi a representação fiel do que foi o Miami em toda a temporada: péssimo. O ataque, como de costume, foi trágico. A defesa também não ajudou em nada, diga-se. Mas os setores precisam se ajudar. Se o ataque entra e sai num 3 and out, não via ter defesa que resolva.  Sobre o primeiro tempo não dá para não falar da interceptação de Tannehill, coisa de quem ainda não está no nível necessário. Contudo, no segundo tempo...

Muitos estão falando de Tannehill, quev de fato jogou demais e que merece créditos por isso, mas após ver o lance do segundo Touchdown do Miami é preciso dizer que Mike Wallace fez uma recepção monstruosa no lance. Primeiro que o passe foi arriscado e quase que o CB desviava. Wallace consegue sabe-se lá como segurar a bola, ficar em campo e ainda conseguir colocar a bola na End Zone. Foi o ponto de virada. Se o Touchdown não saísse neste lance, acredito que nada seria como terminou por sê-lo.

Depois Lamar Miller e o próprio Wallace colocariam o time na frente. Ai a defesa tomou um TD e Jarvis Landry cometeu um erro que poderia ter custado caro. Em todo caso, é um novato e só se aprende assim mesmo, errando. Neste momento o Vikings marcou 15 pontos em apenas 11 segundos de partida: após marcar e conseguir a conversão de 2 pontos, Landry sofreu o fumble e o Vikings aproveitou. Tannehill, em dia de Marino, comandou o drive até a porta da end zone, foi sackado e mesmo assim conseguiu achar Damien Williams para o Touchdown: 35 x 35. Parecia o paraíso, tudo funcionando ( ou mais ou menos, quanto a defesa ). Por um instante todos esqueciam-se dos problemas, das frustrações, das raivas... tudo parecia apenas um pesadelo do qual acordávamos. Os poucos torcedores que ficaram no estádio entraram em êxtase e como que por milagre um time vencedor estava em campo. Foi mágico. Mas tinha mais...

O ataque do Vikings pegou a bola mal posicionado e a defesa destruiu o drive ( com direito a sack de Cameron Wake ) e ai o time de Minnesota teve que ir pro punt, com o Punter ficando dentro da End Zone. O snap foi mal feito, ele teve dificuldades para segurar a bola e quando ele chutou... Terence Fede ( DE escolhido no sétimo round ), bloqueou a bola que saiu pela End Zone, configurando o Safety. Miami voltava a liderança, com poucos segundos restando e a bola ainda seria de Miami. Mas o time dos Vikings fez algo que eu nem sabia ser possível: tentar um onside-kick em devolução de safety. Deu errado, o time recuperou e o Miami venceu. Epopeia no Sun Life.

Por um quarto ( 23 pontos ) fomos grandes. Por um quarto, deu para ter uma ideia do que é ser grande. Deu saudades. Pena que... bom, todos sabem bem que a realidade é bem diferente. E para comprovar que tudo que ruim está pode ficar pior: no vestiário Joe Philbin foi confirmado por Stephen Ross no cargo para 2015.

Em suma, uma tarde em que o pior e o melhor da história Miami apareceram em campo. Mas ao que parece, o passado recente é que vai prevalecer por, pelo menos, mais um ano.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Um aviso aos engraçadinhos

Alguns engraçadinhos resolveram, digamos assim, zuar o post que fiz hoje mais cedo, onde PROVEI que a temporada de Ryan Tannehill não é boa, sequer é melhor que a do ano passado.

E mantenho o que disse. Exclui dos post fora do educado e publiquei outros. Querem debater, eu aceito o debate. Mantenho que esse QB que hoje jogou bem, não serve pro meu time. Aliás, a partida de hoje só serve para isso mesmo: atrasar ainda mais equipe, já que o Stephen Ross já garantiu que Philbin vai continuar. Sendo que ele vai continuar, tudo seguirá como o mesmo. E isso não é o que eu quero para a equipe. 

Se existem torcedores que querem ver Tannehill fazer UMA partida excelente em 3 anos e comemorar isso como conquista de Super Bowl, eu lamento. Eu não aceito mais do que o melhor. Se querem outra temporada de 8-8 ( se o time vencer domingo, ficará na prática com 3 temporadas de 8-8 ), fiquem a vontade. Eu quero mais.

E para ser mais, Joe Philbin e Ryan Tannehill não servem. Simples assim.


Tannehill está jogando bem. Está mesmo?

É uma pena, mas um deles voltará em 2015...
Quando trata-se de Ryan Tannehill existem aqueles que: acreditam, gostam, defendem, babam e bajulam. E existe Flávio Vieira. Por conta dessa divisão ( onde eu estive praticamente sozinho desde 2011, quando começou-se a ventilar o draft deste péssimo QB ), brigas e discussões aconteceram em profusão. E nem por isso, mesmo perdendo amizades, eu mudei de ideia. Mantive-me fiel a minha percepção inicial: aquele QB com apenas 17 partidas com Starter jamais seria um QB decente na NFL. O tempo deu-me razão. As outras pessoas hoje em dia tem até possuem um Blog, mas por lá para proibido falar mal dele. Deve pegar mal admitir que erraram. Paciência, cada um na sua...

Antes de provar irrefutavelmente que ele não está jogando bem, vamos a algumas coisas que foram ditas sobre Tannehill e que serviram de muletas para a sua péssima atuação desde que foi draftado:
  • Ele está aprendendo na marra, já que não tinha experiência suficiente na NCAA. Bom, isso é um pouco verdade, mas convenhamos: ele tem agora 46 partidas como Starter e nem assim rende como um QB escolhido do Top Ten de um draft. Quantas partidas mais ele vai precisar para isso?
  • Os Wide Receivers são fracos. Vá lá que seja uma meia verdade e isso só valeu para a primeira temporada. Contudo, depois da rookie season a qualidade do Receivers evoluiu consideravelmente. E nem assim ele consegue jogar bem;
  • A Linha Ofensiva é uma draga. Foi a desculpa do ano passado. Os defensores, bajuladores e cia diziam que com um OL a sua frente, ele teria uma terceira temporada espetacular. Sim, eu tive que ouvir isso. Claro que só ..... bom, só doidos poderiam dizer e, sobretudo, acreditar nisso. Além do mais, quando ele jogava bem ano passado a OL não era problema, mas só quando ele não jogava nada;
  • O Coordenador Ofensivo é o problema. Bom, parece que não era tão verdade assim. Afinal, trocou-se o Coordenador e ele... está na mesmice de antes.
Se você é um defensor, bajulador ou etc, não passe desta linha. Você não gostará nada do que eu vou escrever. Aliás, já não deve ter gostado até aqui. Adiante.

Comecemos pelo básico: Número de Touchdowns. Ano passado, com a OL inexistente, ele laçou 24 na temporada inteira, um número até interessante. Só que tem um dado: antes da semana 16 ele lançara para 23 e agora 22. E nas duas últimas partidas, com o time dependendo apenas de si para ir a post-season, ele lançou para apenas um. Ou seja, ano passado ele tinha mais TDs do que agora!!! Isso é coisa de quem está jogando melhor?

Falando em OL, ele levou 58 sacks no ano passado. E mesmo assim segundo seus defensores, ele iria melhor se tivesse uma OL a seu frente. Sim, a OL do ano passado foi terrível e ele sofreu 58 sacks. Este ano, até agora, ele sofreu 38 sacks, que são 20 a menos, mas que nem assim é um grande número, é verdade. Mas ele foi melhor protegido, sem dúvida. E cadê a melhora? Para que ele pudesse ter melhorado, agora ele teria que ter uns 30 TDs, mas tem apenas 22. Alguém ai realmente acredita que ele consiga lançara 8 TDs em 2 partidas? Duvido que ate o mais ferrenho defensor dele ouse pensar nisso...

Menos TDs mesmo mais protegido. Isso já deveria ser o suficiente para convencer a todos de que ele não está jogando melhor. Mas existem outras informações: ele tem um novo Coordenador de Ataque, Bill Lazor. Não que ele seja um gênio, mas ele rapidamente percebeu duas coisas: não tinha como perder tempo ( ou perderia logo o emprego ) e não tinha um QB capaz de fazer a deep ball funcionar. Logo após a terceira partida, simplesmente sumiram os passes para mais de 20 jardas do playbook. Porque Lazor fez isso? Simples: Tannehill é um dos 5 piores QBs da Liga em passes longos. E dessa grave deficiência derivavam as interceptações em profusão. Em um determinado momento de 2013, Tannehill tinha errado 30 passes longos, com diversos deles tendo sido undrethrows ( curtos demais, atrás do recebedor ) ou overthrows ( além do recebedor ). Lazor simplesmente viu que isso não daria certo e mudou o playbook. Com isso, Tannehill passou a ter uma maior quantidade de passes acertados. Passou mesmo?

Vejamos alguns dados: em 2013 ele tentou 588 passes, tendo acertado 355 deles, agora em 2014 ele tentou 504 e acertou 334 ( 60,5% contra 66,3% ). Bom, inicialmente olhemos para o mais óbvio: ele acertou mais passes dentre os que tentou. Mas tentou bem menos. Mesmo faltando 2 partidas, tem uma diferença nada desprezível de 84 passes ai na conta. Nas últimas 3 partidas ele tentou, respectivamente 33, 35 e 47 ( média de 38 ). A menos que ele mantenha a média da partida contra o Pats, ele terá lançado menos passes do que no ano passado. E sem a bola longa, ele acertou mais passes, é fato, mas qual o ganho real disso? A média de ganho por jardas é a mesma do ano passado!!! Além disso, mantida a média atual, ele vai ter menos jardas do que no ano passado e isso porque conseguiu 346 contra o Patriots, sendo que nas duas anteriores foram 235 e 227 respectivamente. Se ele lançar 500 jardas ( o mais provável ), ele ficará 3.890 jardas ante as 3913 do ano passado. Realmente, uma excelente melhora!!!

Tem o Rating. Sim, este número é importante e ele tem o melhor da sua carreira até agora. Mas eu acho que a explicação para o Rating melhor foi dado acima: cortou-se a bola longa e ele passou a dar trocentos passes de 4 jardas, que não rendem quase nada. Além disso, ano passado nesta mesmo época ele tinha 14 interceptações. Agora 11. Não é uma melhora assim tão expressiva, não é mesmo? Mas é, até aqui, a única coisa que o ajuda nos números. Por falar em turnovers, ele teve 9 fumbles em 2012 e 2013. Sabem quantos eles tem agora? 8. E faltam duas partidas para ele igualar ou até superar a marca.

Menos jardas, menos TDs, menos vitórias... é, tem isso ainda. Ano passado nesta época o time tinha 8 vitórias, agora tem 7. Com uma OL melhor, com jogo corrido mais eficiente ( Miller tem 120 jardas e 4 TDs a mais do que no ano passado ), com um novo Coordenador Ofensivo, com um WR emergente ( Landry virou uma grata surpresa e já tem 675 jardas e 5 TDs ), com tudo a favor o nosso QB está pior do que em 2013. Qual é a explicação?

Eu poderia ficar especulando o dia inteiro, mas eu vou direto ao ponto: o problema é ele. Tudo conspira a seu favor, mas ele simplesmente não está a altura. E não venham culpar a defesa, porque este ataque fez 13 pontos no Ravens, 10 no Bills, 16 no Lions ( que na semana seguinte tomaram 40 dos Pats )... mas eu sei que muitos ainda assim, mesmo diante das provas postadas acima, irão crucificar-me. Mas eu nem ligo. Ficarei com os dados, com a verdade e com a dura realidade: perdemos 3 ( ou 4, pois duvido que risquem ele do mapa no ano que vem ) anos por causa deste péssimo QB.

Por fim, que tal lembrar que ele é único QB daquela turma ( tirando Cousins e Weeden ) a não ter levado seu time a post-season? Que dois QBs de terceiro rouns, Russell Wilson e Nick Foles, são melhores que ele? Que até mesmo RGIII com só uma temporada, tem mais feitos do que ele?

Enfim, a culpa é de todo mundo. Menos dele... #prontofalei

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

E lá vamos nós de novo - Parte II

Essa foto representa bem o que tem sido o Miami Dolphins desde 2002...
Eu comecei o texto passado, sem deixar claro que seria o primeiro de uma série. Causou confusão em dois leitores. Muitas vezes isso acontece, eu começo o texto pensando numa coisa e em empolgo e sigo na veia encontrada. Só que eu confirmo o que postei: o ataque é a pior parte deste time. Quando digo isso não quero tão tripudiar sobre o setor, mas sim apontar que é mais fácil consertar os erros da defesa para torná-la uma das 3 melhores da Liga do que tornar este apático ataque em um dos 5 melhores. Foi o que eu fiz no outro texto. Agora vamos ao que eu faria na defesa.

A melhor coisa que temos é a nossa DL. Pouquíssimos times na Liga possuem melhor formação titular do que Wake, Mitchell, Starks e Vernon. Isso sem contar que ainda temos Jared Odrick. Aliás, ele é que é um, digamos assim, problema: ele foi o único escolhido no primeiro round desta turma toda ai. Aliás, ao lembrar disso temos outro problema: apenas ele e Vernon foram escolhidos no Draft. As grandes DLs da Liga são setores que atuam juntos por 5 ou mais anos. Sabem como é, o Miami Dolphins e Draft sempre andam distantes um do outro, como água e vinho. 

A questão central aqui é: Cameron Wake vai seguir sem reclamar do time por jamais ter jogado uma partida de post-season e encarar a sua 3ª reconstrução no Miami? Se eu fosse ele, pediria para ser trocado. Na boa, grandes atletas ( como é o caso dele ) querem algo mais. E, ao que parece, isso ele não terá aqui em 2015. A menos que aconteça o mesmo pelo qual passou Jason Taylor em 2008: foi trocado para o Redkins que não foi a post-season enquanto o Miami foi!!! Enfim, vai depender dele. Os outros estão todos sob contrato e a menos que forcem uma trade, devem seguir para 2015. Sim, tem Dion Jordan, mas este tem cara de Bust... Talvez até mais do que cara.

Se a DL é motivo de orgulho, os Linerbackers... tudo começa porque o último grande LB que o time teve foi um tal de Zach Thomas. Faz tempo demais sem um grande membro no setor. Wake inicialmente era LB no sistema 3-4, mas eu o considero melhor com DE. E Thomas era mais líder do que Wake foi em seus melhores momentos. Koa Misi escolhido em um segundo round ( 2009 se não me engano ) é o que de melhor temos hoje em dia. Jelani Jenkins vem prometendo e poderá superá-lo. Mas ao menos é outro atleta escolhido em Draft. Temos também os medalhões caríssimos: Dannell Ellerbe e, sobretudo, Phillip Wheeler. Os dois foram contratados a peso de ouro na temporada passada por nosso ex-gerente Jeff Ireland. Com certeza, algo que expressa a sua maior incompetência. Como resolver? Eu traria - sem pensar duas vezes - o melhor LB do draft em nossa pick. A menos que ele tivesse escrito a palavra BUST na testa...

Chegamos então na secundária. E vou começar sendo bem rude: fora Brent Grimes e Cortland Finnegan, o resto é resto. Jamar Taylor não demonstrou credenciais para ser Starter, Will Davis sofreu uma grave contusão e sua volta não é aguardada como tábua de salvação. E por fim, temo Walt Aikens... alguém notou ele em campo nesta temporada? Precisamos de um outro Cornerback de bom nível. Claro que não vai dar para contra LBs de alto nível e um CB de bom nível ao mesmo tempo, mas pode-se trazer alguém via draft. Mas Flavio, o Draft só tem 7 escolhas e você já listou umas 4 ou 5 para serem usadas no ataque? Calma... eu não sei qual será a filosofia do novo técnico. É preciso situar as coisas assim: o futuro Coach vai chegar e determinar qual será o setor que ele vai reforçar com tudo no seu primeiro ano. Como eu não sei, eu vou fazendo suposições. Este é o caso.

Entre os Safeties... a situação não é melhor. Reshad Jones e Louis Delmas não são ruins, mas também não são Tops. Precisamos pensar no curto prazo em melhorar a qualidade da dupla, mas é com os reservas o problema mais imediato. Usar os Late Rounds do Drafts para fazer elenco é o mais recomendado, ou contratar alguns zé goiabas pelo preço mínimo.

No Special Team pouca coisa a mudar. Brandon Fields segue sendo o melhor jogador de ataque do Dolphins!!! Caleb Sturgis segue sendo um Kicker altamente irregular. E o nosso Long Snapper ninguém sabem quem é, o que é excelente.

É mais ou menos o que tem que ser feito.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

E lá vamos nós mais uma vez...

Terá sido o melhor momento do ataque na temporada?
Este é o oitavo fim de temporada do Miami Dolphins que este Blog cobre. Em 7 deles os posts eram de desalento, de raiva, de fúria até... apenas em 2008 tivemos post alegres, cheios de verdadeira emoção. E sabem o que é mais engraçado? Eu tenho a nítida sensação de que em 2015 será do mesmo jeito. Não me dou mais o luxo de nutrir falsas esperanças. Como disse: só vou acreditar neste time no dia em que ele for a post-season. Cansei de me enganar. Não adianta, apenas aumentar a revolta quando o óbvio acontece: o time invariavelmente decepciona.

Como também disse, a perda da temporada não deu-se domingo em Foxborough. O time não tem qualidade para vencer o Pats duas vezes na temporada. Aliás, este time não tem capacidade para vencer grandes equipes. Tirante a vitória contra o Pats ( muito por causa do forte calor de Setembro em Miami ) e contra o Chargers, qual time com mais vitórias do que derrotas nós vencemos? Tem o Bills... mas sabem como é, jogamos duas vezes contra eles... no mais o time venceu Raiders, Jaguars, Bears e o Jets. Nenhuma dessas equipes tem mais vitórias do que derrotas. Contra os grandes times, Super Bowl Contenders só vencemos o Pats, caindo para Packers e Broncos, além de perder para Lions, Chiefs, Ravens... o time tem perdido para quem tem mais vitórias e vencido quem tem menos... isso é coisa de time medíocre. E não custa nada lembrar o Bills derrotou o Packers!!!

Este time um problema sério: o ataque. Falta qualidade. E falta, como sempre, um Quarterback capaz de conduzi-lo. Pouco me importo se sou voz solitária ao dizer isso aqui no Brasil. Ryan Tannehill não presta para ser QB. Simples assim. Eu sempre disse isso, aliás, eu dizia isso antes de Joe Philbin ser contratado. Sempre deixei claro que seria um erro draftá-lo. O tempo mostrou que eu estava certo.

Mas ele não é o único problema é apenas o maior deles. Duvidam? Imaginem este ataque comandado por Aaron Rodgers. Ou por um Andre Luck. Quem sabe até por um Russell Wilson. Este time estaria, com 100% de certeza, com 10-4. Mas não temos estes QBs e nem sei se um dia teremos alguém deste calibre. Portanto, precisamos pensar em como melhorar o que temos. Mas como?

O primeiro passo é abrir concorrência. O time não vai ter pick para draftar os melhores QBs novatos. Portanto, precisaremos buscar alguém no meio do draft. Se Patriots e Seahawks conseguem, nós temos que tentar acertar. O que de pior pode acontecer? Perder uma ou duas picks? Ora, que novidade... perdemos 3 ou 4 por Draft. Uma a mais uma a menos não vai fazer falta... Mas eu iria além de trazer alguém no Draft, eu buscaria alguém no mercado. Quem? Eu nem faço ideia, mas existirão nomes. Ir atrás do que melhor possa existir. Vez por outra os times cortam jogadores. Com 3 Quarterbacks concorrendo pelo posto de Starter, a tendência é que algo de bom possa acontecer. Pior do que está acho que não dá para ficar...

Como disse dois parágrafos antes, ele não é o único problema, é apenas o maior. E ai temos o lance do jogo corrido. Moreno deve voltar para mais um ano, pois ele é bom jogador. Lamar Miller ainda estará sob contrato de rookie e tem sua utilidade. Porém, precisaremos de mais jogadores. Outra vez, contratar alguém na Free Agency e outro no Draft. Temos que possuir um grupo de corredores, não apenas uma estrela e um backup. Talvez conseguir jogadores que se completem, com um trombador, um mais veloz, outro que receba passes... e assim por diante. Não gastaria uma pick de primeiro ou segundo round, mas um de terceiro em diante vale a pena tentar.

Com mais QBs e RBs, chegamos na Linha Ofensiva. Sim, a OL precisará ainda de reforços. Primeiro eu pensaria seriamente em draftar um Guard no primeiro ou segundo round. Mas não um Guard qualquer, teria que um bem versátil, que pudesse atuar no meio da linha e na ponta. Mas que seja mais Guard do que Tackle, que fique claro. Ou alguém ai quer ver mais de Dallas Thomas em campo? Acredito que não... Por fim, eu buscaria algum Tackle na Free Agency. Não um Top como foi esse ano com o Albert, mas um backup que tenha comprovada eficiência, alguém não passe vergonha. Dá para encontrar. Se teremos competência para isso, é outra coisa.

Fica faltando os recebedores, certo? Pois é... temos Jarvis Landry, que de tão bom jogador nem parece ter sido escolhido por nós no Draft. Ele deverá ser a futura estrela deste time se seguir neste ritmo, até aqui avassalador. Mike Wallace é um velocista e é útil, desde que tenha alguém que possa lançar a bola para ele, é claro. Do modo atual é como ter um Ferrari para andar na Marginal do Tietê em dia de super engarrafamento: não serve para nada. Brandon Gibson e Brian Hartline estão sob contratos longos ( e caros, por sinal ) e não possuem mercado para troca e cortá-los custaria muito dinheiro morto do Salary Cap. Mas eu traria no Draft ( ou Free Agency ) um alvo alto, para ser usado como bola de segurança na End Zone. Quase todos os times possuem um, ao menos os grandes times. Não digo que seria o caso de gastar pick de primeiro round ou de segundo, mas existindo alguém assim no middle rounds, eu draftaria.

Sobre os Tight Ends, bom... Clay é um alvo razoável, mas é bem mais ou menos. E ele é o nosso melhor TE. Isso dá uma ideia de como precisamos melhorar enquanto equipe. Dion Sins tem mostrado alguma evolução, mas nunca será um Martellus Bennett, um Rob Gronkowski e por ai vai... a NFL atual precisa de TEs altos, fortes e que sejam uma ameaça quase que mortal, como um Jimmy Graham. Sonhar demais? Pode até ser, mas como este time o máximo podemos fazer é... sonhar. Nada além disso.

Basicamente é isso o que podemos esperar... Ao menos é o que eu acho deveria acontecer.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O que acontece com o Miami Dolphins?

Será que nem Dan Marino sabe?

Eu tenho que admitir que nesta temporada eu cheguei a acreditar na ida para a post-season. Após o time fazer 5-3 e faltaram 8 jogos para vencer 5, eu pensei comigo mesmo: será este o ano? Mas como nosso amado time, isso nunca é certeza e/ou garantia de nada. Ano passado bastaria vencer uma partida em duas... mas isto é o Dolphins. E eu garanto a vocês: nunca mais voltarei a acreditar neste time enquanto ele não conseguir a vaga. No dia em que isso voltar a acontecer, ai eu acreditarei simplesmente porque verdade já será. Simples assim... Mesmo que o time faça 6-0 eu ainda direi que o time encontrará uma maneira de perder...

Esta imagem ai encima é da última vitória do time em post-season, contra o Colts no ainda Pro Player Stadium, contra o Colts de Peyton Manning. Era a primeira de muitas derrotas que Manning sofreria. O dolorido é saber que foi a última glória de Dan Marino. E eu vi a partida ao vivo pela ESPN. Como não me canso de dizer, éramos felizes e sabíamos disso. Só não dava era para esperar o que veio na sequência...

O tom do Blog será áspero mesmo nestes dias finais de 2014, porque esta organização não merece agrados pela forma cruel como tem nos tratado. Que se deixe claro que 2008 só resultou em pós-temporada porque Tom Brady se machucou na segunda partida da temporada. Com ele em campo, o time teria vencido a divisão naquela temporada e teria o recorde histórico de 12 títulos de divisão consecutivos. Aquela temporada, portanto, é o ponto fora da curva. Está bem claro que foi um acaso, ou um agrado dos deuses quem sabe. Só para nos dar algum alento.

O mais engraçado é observar que Arizona Cardinals e Detroit Lions, duas franquias que eram piadas na época em que éramos vitoriosos, agora lideram suas divisões, a frente de Seattle Seahawks e Green Bay Packers respectivamente. Duro de engolir. Mais duro ainda é ver o time do Bills à nossa frente, com 8-5 e com chances de post-season. E nós não. Como não ter inveja do Colts, que virou grande após aquela partida de playoffs da temporada 1999 e que seguiu vencendo mesmo após cortar Peyton Manning? Aliás, escreverei sobre isso, talvez amanhã... Outro time que conseguiu emendar QB de elite depois de outro foi o Packers. O Saints tem Drew Brees, esnobado por nós duas vezes!!!

Neste momento pouco importa se você leitor gosta ou não de Ryan Tannehill, se a culpa é da defesa segundo alguns, se o problema é Joe Philbin ou se é tudo isso junto. A realidade é: esta organização virou perdedora. Como tantas outras franquias viraram em fases de sua história. Acontece que nós perdemos a mais de uma década. Sair desta interminável draga é o que tem que nos unir. Fácil? Não, não é... mas existem exemplos de reconstruções bem feitas. E eu irei citar algumas, da NFL ou não. O que acontece, de forma clara, é que diversos jogadores do elenco atual podem até não serem o problema, mas com certeza não fazem parte da solução.

O time, pós-Marino teve 5 treinadores: Dave Wanstead, Nick Saban, Cam Cameron, Tony Sparano e Joe Philbin. Em cada troca de treinador, jogadores foram perdidos, trocas espúrias foram feitas, passamos diversos grandes jogadores no Draft ( Brees e Rodgers são apenas os mais famosos ), tivemos 17 QBs Starters... e vencemos bem menos de 0.500. Apenas Wanstead conseguiu três temporadas com mais vitórias. E apenas Sparano fora ele e neste ano, se conseguir vencer as duas partidas, Philbin também o fará. Aliás, Philbin pode terminar com 0,500 se o time vencer as duas. Já deixei bem claro que o melhor agora é perder duas...

Como resolver tal problema? Como reconstruir com sucesso? Como voltar a ser o Miami Dolphins dos tempos áureos? Como, ao menos, parar de dar vexame? Esse é o problema, não existe receita 100% de sucesso, porque se existisse, todos os times seriam vencedores, não é mesmo?

Week 15: Dolphins 13 x 41 Patriots - Perder, perder, perder... esse é o nosso ideal!!!

Resumo da partida: a defesa quase chegou no Brady...
Antes de mais nada alguns esclarecimentos:
  • Não teve post ontem porque eu estava no meio de uma crise de pressão arterial. Culpa de um creme de galinha que comi no almoço. E, digamos assim, assisti a partida na base do sacrifício;
  • Sim, o título do post é uma paródia do Hino do Atlético Mineiro;
  • Sim todos esperavam uma derrota, mas queríamos ao menos  dignidade nisso. O que passou longe de acontecer.
Feito este preâmbulo, vamos ao que interessa: não fomos eliminados ontem dos playoffs. Vencer o Patriots fora de casa é algo impossível para um time de derrotados. Sim, de derrotados. É o que, na realidade, o Miami Dolphins atual o é. Um time derrotado, um time loser como dizem nos EUA. Esta é a dura e inequívoca realidade do time que amamos. 

Mais uma vez o time teve chances de sair vencendo no primeiro tempo. Além dos 13 pontos que marcamos, teve um Field Goal bloqueado que foi retornado para Touchdown. Fazendo uma conta bem simples, deveriam ser mais 3 pontos e chegamos aos 16. Nem vou deduzir os 7 do Pats porque o ataque deles poderia fazê-los facilmente. Teve a interceptação idiota do nosso "amado" QB, num passe que nunca esteve ao alcance de Brandon Gibson. Seriam, ao menos, mais 3 pontos e chegamos aos 19. Por fim, teve o drop inexplicável de Damian Williams na End Zone que virou Field Goal. Agora seriam mais 4 pontos e a soma vai chega a 23. Fomos para o vestiário perdendo por 1 ( 14x13 ). Contra uma grande equipe como o New England Patriots não se pode errar tanto...

Antes de passarmos para o pior, falemos do melhor: Joe Philbin diversas vezes em sua gestão ( que para mim já deu o que tinha para dar ) simplesmente negligenciou o tempo no fim do segundo quarto ( e até no fim da partida ), mas ontem eu tomei um choque ao vê-lo pedir tempos quando o Pats recuperou a bola faltando menos de um minuto. A pergunta, óbvia era: ele está pensando em marcar outro TD? Com este ataque horrível que temos? Pois é... o time recebeu a bola, Landy - para mim o melhor jogador em campo e quiçá na temporada - retornou a bola para além do meio campo e... bom, Tannehill mandou o fogo na bomba para Mike Wallace e sabe-se lá como ele acertou o passe e mais impressionante ainda o nosso WR #1 segurou a bola. Touchdown eu gritei ( para me arrepender, pois a cabeça quase explodiu de tanta dor ), mas as zebras não deram. Pensei em gritar de novo, mas a dor me impeliu. Até que na revisão, voltaram atrás e o TD foi marcado. Era a esperança de fazer algo no segundo tempo. Mas isso aqui é Miami...

No segundo tempo, o time ficou no vestiário. Talvez comemorando o sucesso das decisões de Philbin e cia. Talvez pensando que a partida estava ganha. Vai saber... a defesa tomou corrida de 15 jardas de Tom Brady!!! Gronkwoski deitou e rolou e Ryan Tanehhil... bom, este foi ele mesmo. O placar do segundo tempo diz tudo: 27x0, com direito a 24x0 no terceiro quarto. Uma surra dolorida e que o time não teve competência para nem marcar um Field Goal para tirar o zero no terceiro quarto. Não vou citar o quarto final, porque o time tentou tantas 4ª descidas apareceram. Patético, sem dúvida.

E ai apareceu um dado cruel: o Bills venceu o Packers ( aquele time contra quem o ataque não conseguiu matar partida, lembram ) e o nosso rival está agora com 8-6, com chances consideráveis de post-season. Poderia acontecer algo pior do que isso?

Perdemos. E esse, ao que parece, é o nosso ideal. Lamentavelmente.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Derrota amanhã pode definir novo técnico do Miami?





Jim Harbaugh, Técnico do San Francisco 49ers. Ele não está nada firme no posto pelos lados da Califórnia. Segundo eu li, ele inclusive teria perdido o controle do vestiário do time de vermelho e dourado.  

Joe Philbin, Técnico do Miami Dolphins, também balança no cargo a tempos. Segundo alguns nunca esteve 100% seguro. Eu acredito que desde que decidiu draftar Tannehill ele selou seu destino.

Os dois podem perder seus empregos com derrotas amanhã. O Niners encara o atual campeão do Super Bowl ( Seattle Seahawks ) precisando da vitória para seguir vivo na temporada. O Miami Dolphins encara um rival do mesmo naipe o New England Patriots, favorito para chegar ao Super Bowl.

O caminho dos Treinadores vão passar por provação amanhã. Quem vencer, poderá lutar na semana seguinte. Quem for derrotado perderá mais do que uma partida, ficará também sem emprego. Mesmo que ambos percam, Harbaugh tem mercado na NFL, mas Philbin eu acho bem complicado.

E Harbaugh, quem sabe, possa virar nosso Head Coach na temporada que vem. Pior do que Philbin está fazendo, eu duvido que ele faça...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Week 15: Dolphins at Patriots - Quem vai ficar sozinho na Revis Island?

Quem será anulado pela fera acima?
O Patriots é bem mais do que a dupla Brady-Gronkwoski. Tem bons jogadores em quase todas as posições e excelentemente treinados. Em suma, é uma grande equipe. Todos sabem disso. E um dos All-Star que a equipe possui é Darrelle Revis, nosso velho conhecido. Jogou muito no Jets e chama o setor de campo por onde atua como Revis Island. Que segundo ele tem apenas um único morador: ele mesmo. Soberba? Ego exagerado? Bom, o fato é que grandes QBs pensam duas vezes antes de mandar um passe na direção do lado que ele está marcando. Eu reitero: grandes QBs pensam duas vezes. Tannehill que jamais será sequer um QB bom, deveria nem tentar pensar.

Revis deverá marcar o Wide Receiver mais forte do nosso time. A questão é: quem é esse recebedor? Alguns analistas acreditam que ele ira marcar Wallace, por ele ser o de mais nome. Se isso realmente acontecer, será uma vantagem para nós. Sim, vantagem. Porque eu considero que o nosso melhor WR seja Jarvis Landry. Se ele ficar livre da marcação de Revis, será excelente para o Miami e para Ryan Tannehill. Já se Revis grudar em Landry - que é o que eu faria - será um baque e muito para o já capenga ataque do Dolphins...

Seja quem for, eu espero que Lazor e Philbin montem estratégias para tentar contornar esse claro problema. Não que eu espere que o Miami vá vencer o Patriots ( eu acredito que seja 10/90 as nossas chances ), mas esperamos ao menos uma atuação decente. E equacionar a marcação de Revis é um desses caminhos que precisaremos encontrar. Conseguiremos? Não aposto nem 2 reais nisso...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Week 15: Dolphins at Patriots - Surra a vista?

Seria demais pedir que isso acontecesse umas 8 vezes no domingo?

Existe um grande embate entre os fãs do Miami no Brasil. Grande não, desproporcional seria mais acertado. Eu x o resto. Eu critico o ataque por mais uma temporada decepcionante. O resto culpa a defesa. Quem tem razão? Vamos a alguns fatos:
  • A defesa segurou o ataque em 2 partidas, deixando o adversário limitado a poucos pontos ( deixando o rival com pontuação menor do que o comum ), mas ai o ataque não matou a partida. Quais foram estes jogos? Lions e Packers;
  • O ataque segurou a defesa em uma partida na temporada, contra o Broncos. Mas o setor cedeu os pontos e nós perdemos;
  • A defesa nada pôde fazer em partidas que perdemos como diante do Bills e dos Chiefs;
  • A defesa foi a chave para a vitória em duas partidas na temporada: Bears e Jaguars;
  • O ataque não deu chance alguma a Raiders e Chargers. Esta última cada dia mais com cara de ponto fora da curva, ou seja um acaso;
Se formos olhar direito, a defesa foi mais importante até aqui do que o ataque. Que simplesmente não consegue andar na maior parte do tempo. Aliás, o ataque marcou 29 pontos em 2 partidas. E uma delas foi contra o Jets, que anda levando 30 pontos em média.

E domingo? Bom, como também vimos nem só a defesa ou o ataque vencem uma partida é preciso uma atuação em conjunto. Acontece que elas não vem acontecendo na mesma partida. Sendo assim, seria necessário que todos tivessem uma boa atuação. Mas não é o que eu espero que aconteça...

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pílulas do dia seguinte: Nada como ser Miami Dolphins...

Num vou nem comentar esta imagem...

Eu e muitos outros torcedores jogamos a toalha. O que difere-nos é de quem seja a culpa ou o fator preponderante para mais uma temporada frustante. Eu credito isso ao nosso QB, incapaz de realizar partidas no nível que a NFL atual exige. Dois amigos com quem até sai do sério no domingo, acreditam que a culpa é da defesa. Talvez os dois lados estejam certos. Talvez até estejamos todos errados. Só existe uma certeza: o time mais uma vez vai fazer mais raiva do que dar alegria.

Em tese, nesta temporada louca, só falta o time vencer o Patriots fora de casa para perder em casa pro Jets. Seria a cara do Miami pós-Dan Marino. Além do mais só o Miami Dolphins pode ser Miami Dolphins e irritar seus torcedores ano após ano. Não sendo terrível como Raiders, Jaguars ou Browns, mas dando-nos falsas esperanças de que somos uma equipe forte. Só para, em Dezembro, desmentir tudo. E perder partidas e mais partidas que poderia vencer, como foi no domingo. Afinal, o time fez 10x0 para depois tomar 28x3 em três quartos da partida... Isso é Miami Dolphins na sua mais pura essência.

Abaixo 8 pontos sobre ( mais uma ) a derrota de domingo, adaptado do Phinsider:


1 - Derrota deu-se nas trincheiras? Existe uma máxima que diz que o time que domina das trincheiras vence a partida. É no confronto das duas linhas que ganha-se ou perde-se. Se sua OL domina a DL rival, seu QB tem tempo e seu jogo corrido tende a funcionar. Do mesmo modo, se ocorrer o contrário, tudo poderá ruir. Domingo o Dolphins permitiu seis sacks e 183 jardas para o Ravensm um desempenho pior do que na temporada passada quando permitimos seis sacks e 133 jardas.

Nossa DL é forte, todos sabemos. Mas os OC adversários também sabem disso e portanto nosso Coordenador Defensivo precisa criar alterações para não ficar previsível, como tem ficado. Todo mundo respeita Wake, Mitchell, Starks, Odrick, Vernon e Jordan. Mas os treinadores adversários não são burros e criam armadilhas e o Kevin Coyle tem caído feito um patinho. É preciso treinar variações. Acontece que não existe mais tempo para isso... Ao menos existe tempo para procurar outro DC...

2. O "apenas vencer" é o suficiente? Eu fui tachado de pessimista ao afirmar que se o time atuasse diante do Ravens como tinha feito contra o Jets seria surrado. Apanhei feio, mas no fim eu estava certo. O ataque teve apenas um quarto de setor decente e olhe lá. Marcou 10 pontos, mas poderia ter feito 21 naquele quarto inicial. Mas ao menos marcou.

A defesa teve quase dois quartos daquele defesa que nos enchia de orgulho. Forçou por 3 vezes o tree and out do ataque do Ravens. Foram três drives em que o ataque rival nada fez. Só que na terceira vez o nosso ataque já não fez nada e a defesa voltou a campo. Flacco percorreu mais de 70 jardas e parecia que ia marcar o TD... só que RJ Stanford fez o impensável: interceptou o passe. Era hora do ataque marcar... mas o nosso ataque é péssimo, como bem sabemos. Nada de pontos. Ai Flacco percorreu 97 jardas e marcou um TD faltando 2 minutos. E no segundo tempo... bom, foi o que se viu.

E isso leva-nos ao próximo ponto...

3 - Dolphins precisa lembrar-se que a partida tem 60 minutos: A rigor, este time só teve duas grandes atuações, onde em momento alguma da partida correu risco de perder: Raiders ( o leitor Fabiano Aleixo me corrigiu, erro terrível esse meu ter escrito Ravens ) e Chargers. E a cada dia aquele massacre diante dos Bolts parece mais um ponto fora da curva. Mas enfim, nestas duas partidas o time se comportou bem em campo nos 60 minutos. Nos outros 11 jogos da temporada, o time sofreu de apagões impressionantes. Não é o caso de cobrar 16 partidas em alto nível, nem Packers e Patriots conseguem fazer isso. Mas que o time seja mais consistente e consiga atuar em bom nível por mais tempo.

Contra o Patriots mesmo, o time fez um péssimo primeiro tempo. Ninguém - reitero ninguém - poderia esperar pelo o que veio no segundo tempo. Contra Bills e Chiefs o time foi mal o tempo inteiro, assim como em quase toda a partida contra o Jets. Em partidas em que a defesa foi monstruosa ( Packers e Lions ), o ataque foi de matar de raiva... e quando o ataque apareceu ( Broncos ) foi a vez da defesa desaparecer...

Até aqui só um setor tem se mantido bem: os especialistas. O que é muito, mas muito pouco.

4 - Perdendo para si mesmo? Faltas e dropes matam campanhas. Mike Pouncey parecia uma rookie ao cometer duas faltas absurdas, que ele não cometeu nem quando era rookie!!! E nas duas situações o time tinha boas posições de marcar. Nas duas o time poderia ter marcado. Não evitaria a derrota, é certo, mas poderia dar mais descanso para a defesa. Sem falar que era vital para dar moral ao time.

Brandon Gibson deixou cair um passe crucial na última posse do primeiro tempo. Era uma terceira para 12 jardas e Tannehill, mais uma vez demorando demais para soltar a bola, soltou a bola para um passe que seria de 14 jardas. Mas ele deixou uma bola até fácil cair... Assim fica mesmo complicado vencer...

A defesa também deu suas contribuições: Delmas e Jones perderam ao menos uma interceptação cada. Nas duas campanhas o time sofreu pontos. 10 ao todo. Poderiam ser 10 a favor, ao menos. Façam as contas...


5 - Chamadas de ataque vão do "besta ao bestial" muito rapidamente: Até quem defende Ryan Tannehil sabe que ele não está entre os 10 melhores QBs da NFL. Eu não o coloca nem entre os 15 ( amanhã provarei o porque ). Mas todos concordam que os dois primeiros drives foram bons, até para o padrão Miami Dolphins de ser... acontece que as chamadas foram boas, inteligentes e que causaram problemas para a defesa dos Corvos. Mas...

Lazor deixou de usar os screens passes e read option para usar um estilo mais conservador. Acontece que se faz isso quando o placar está 30x10, não quando está 10x0. Ele, mais do que ninguém, sabe bem o que tem. E por saber, jamais poderia colocar Tannehill como se fosse um Bradt, um Manning ou um Rodgers... coisa que ele JAMAIS será...

Neste tocante, Lazor parecia Sherman. Aliás, alguém consegue ver diferença no trabalho dos dois nas duas últimas partidas? Eu não... e ai vem a próxima questão, que é...

6 - Apenas três corridas no segundo tempo? Sim, você leu corretamente. Três corridas no segundo tempo inteiro. Algo impressionante, sem dúvida. Se, e apenas se, a partida já estivesse perdida - e não estava, pois o time fez 13x7 na primeira posse de bola - e você tivesse um Super QB faria até sentido... mas vencendo e com Tannehill, não faz.

Ainda mais porque Lamar Miller estava tendo uma boa partida. Segundo Omar Kelly, a Comissão Técnica tem preservado Miller para que ele não estoure e está limitando as carregadas dele. Ok, pode ser... mas com o time vencendo por pouco e em vias de tomar a virada? Além do mais, do que vai servir ele não se machucar se o time ficar de fora da pós-temporada?

Isso sem falar que o ataque fica desequilibrado. E obviamente fica ainda mais fácil marcar um QB que já não consegue acertar um passe para mais de 20 jardas. Até os times mais fracos vão conseguir fazer isso, quanto mais uma equipe como o Ravens é... patético.

7 - A falta que Branden Albert faz: A contusão de um dos 10 melhores LT da temporada é um duro baque, sem dúvida. Mas quando você tem dois calouros que foram escolhidos para melhorar o setor, é de se esperar que eles, ao menos, possam segurar por mais de 2 segundos os grandes pass rush da Liga. Não é o caso de Dallas Thomas, escolha de terceiro round do draft passado ( na segunda escolha obtida na troca com o Bears por Marshall ) e Billy Turner escolha do mesmo round neste ano. Aliás, alguém ai sabe por anda Turner? Eu não sei...

Saber que as escolhas conseguidas por Marshall foram gastar em Michael Egnew e Dallas Thomas é de chorar de raiva... Thomas foi tão mal, sobretudo no segundo tempo, que até um CONE seria mais eficiente. 

Só que, se o jogador está sendo batido tão facilmente, fica uma pergunta básica: porque não colocar um Tight End por ali? Ou dobrar a marcação? Nenhuma correção foi feita. Surpreendente? Nem um pouco. Surpreendente seria terem feito algo...

Para quem não tiver entendido, sem Albert o time teve que deslocar James de RT para LT. Se Albert estivesse em campo, quem estaria por ali seria James.

8 - O que esperar do Dolphins agora? Bom, ainda temos 3 partidas. Uma fora e duas em casa. A fora é domingo que vem em Foxborough. As outras duas serão contra Vikings e Jets. Matematicamente vencendo as 3 o time pode ir para a post-season. Só que alguém acredita que o time vá vencer o Patriots? Acho que nem o mais fanático acredite nisso...

Além do mais, a derrota nos deixou atrás do Ravens e precisamos chegar na frente deles. E o Chargers, contra quem levamos vantagem, esta nossa frente. A temporada foi perdida no domingo, só por esta derrota? Claro que não... perder para o Bills foi mais crucial neste sentido. Perder para Packers e Lions também. O fato é que o time teve todas as chances de estar agora com 10-3. Mas foi INCAPAZ de fazê-lo. Porque? Diversos são os fatores. Mas eu prefiro falar deles depois...

É possível acreditar em Post-Season?

Complicou bem... mas ainda dá. Você acredita?
Normalmente eu teria torcido por uma vitória do Chargers, simplesmente porque sempre torço contra o Patriots. Acontece que no Sunday Night eu não queria ver os Bolts vencendo. Alguém pode pensar que o motivo era porque eu estaria pensando no Miami. Nada disso...

Uma vitória do Chargers realmente seria muito mais danosa para o Miami numa briga por uma vaga na post-season. Mas o motivo era bem diferente: se o nosso time tivesse conseguido vencer o Ravens, uma derrota do Patriots deixaria o Miamo dono do seu destino para vencer a divisão. Claro que seria mais isso era pouco provável ( o Pats perder ), mas caso acontecesse o time teria uma pálida esperança da conquistar a divisão. Como perdemos, era melhor o Pats vencer para a raiva ser menor...

Eu não acredito que este time vá para a post-season. Aliás, eu nem quero. Não terá utilidade alguma, apenas serviria para que os inúmeros problemas do time ( que todos sabem quais são ), ao invés de buscarmos as soluções para 2015. Mas a chance ainda existe. Mas para isso...

O time que não consegue ganhar de time, digamos assim, comum terá que vencer o melhor time da AFC, quiçá de toda a NFL: o Patriots. E fora de casa, onde o rival não perde desde... bom, faz muito, mas muito tempo mesmo. Se vencer, ai o time terá que vencer as outras duas partidas para chegar a 10-6. Alguém acredita que este time consiga derrotar o Pats? Não, eu não acredito...

Se vencer apenas Vikings e Jets, o time chegaria a 9-7. E ai, basta dar uma olhada na imagem acima para ver que é quase impossível conseguir a vaga com esse recorde. Em todo caso, mesmo que não consigamos a vaga, o time ao menos terminaria com mais vitórias do que derrotas apenas pela segunda vez em 10 anos. O que é quase nada... seria como um time que só toma derrotas de 4x0 passar a perder por 2x0. Segue sendo derrota, mas dói menos...

Louis Delmas fora da temporada

Desgraça pouca é bobagem...
Eu já vi o Miami vencer e praticamente sofrer uma derrota, por perder jogador(es) importante(s) por contusão para o resto da temporada. Mas ao menos o time venceu a partida. Só que neste ano, os atletas importantes se machucam e ficam de fora em derrotas, como foi o caso de Branden Albert ( derrota pro Lions ). Agora foi a vez de Louis Delmas, colocado hoje na IR ( injured reserve ou lista de machucados em português ).

Perder a partida e ainda assim perder mais um jogador vital. O que poderia ser pior?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Um time parado no tempo... e faz tempo!!!

A última vitória em playoffs aconteceu contra Peyton MAnning... quem diria.
Nem faço ideia porque existam tantos torcedores jovens do Dolphins. Pessoas com menos de 20 anos não deveria ter o menos motivo para escolher esta franquia. Mas, sabe-se lá como, eles escolhem o Miami. Talvez seja o passado glorioso, talvez seja vontade de sofrer... sei lá, eles aparecem. Adiante.

O Miami Dolphins é um time parado no tempo. E faz tempo que assim o está. Entre 1970 e 1999 o time venceu 293 partidas ( mais do que qualquer outro time da NFL ), foi a 5 Super Bowls e venceu 2 ( somente o Steelers, na AFC, supera esta marca, com o Raiders tendo jogado 4 e vencido 3 ).

A partir de 2000, primeiro ano sem o mito Dan Marino, o time foi aos playoffs apenas 3 vezes. E pior, só venceu uma única partida, contra o Colts da estrela emergente Peyton Manning no dia 30 de Dezembro. O placar foi 23-17, com um TD corrido na prorrogação ( sim, foi na prorrogação ) por Lamar Smith. Aliás, o RB conseguiu mais de 200 jardas, recorde da história da franquia numa partida de post-season. Inacreditável imaginar que o time sem Marino tenha conseguido vencer em post-season. Todos pensamos que daria para viver sem ele. Ledo engano...

Em 2001 o time voltaria a vencer a divisão, com uma campanha de 11-5. Realmente um sucesso. Acontece que o time perdeu em casa para o Ravens ( então campeão do Super Bowl ) por 20x3. E, ironia tremenda, só voltaria em 2008 para novamente perder para o Ravens, dessa vez por 27x09. Nas outras 11 temporadas, frustrações acumuladas, ano após ano. Uma atrás da outra. O ponto alto ( ou seria melhor dizer baixo? ) foi 2007, onde tudo o que poderia dar errado deu e o time fez 1-15. Por essas coincidências da vida, a única vitória foi diante do Ravens.

Neste período de vacas mais de magras, diversos times se reinventaram, venceram, caíram, voltaram a vencer e voltaram a perder. Apenas Bills e Browns fizeram companhia ao Miami em todos estes anos de seca. Alguém pode citar o Raiders, mas eles foram a um Super Bowl neste nosso período de seca. Mesmo que estejam piores do que nós a muito tempo, mas só ter ido ao grande jogo já está melhor do que nós. Até o Cardinals e Lions, arremedos de times nos tempos de glória do Miami, hoje são melhores. Até em Super Bowl o Cards já esteve!!! o Lions vem jogando bem melhor desde 2008, quando fez 0-16. Já o Miami...

Nestes 14 anos desde aquela última vitória em Playoffs, o Steelers ( que tivera uma temporada de 9-7 e ficara de fora dos playoffs naquele ano ), venceu 2 Super Bowls, tendo e perdido outro. O Seattle era da AFC e um freguês do Dolphins foi a 2 SBs, vencendo o último. O Denver - já sem Elway, patinou e caiu muito. Mas agora está dando novamente às cartas na AFC. O Patriots era um time sem expressão, mesmo que tivesse ido ao Super Bowl em 1995. A lista é imensa, mas o fato é que diversos times foram e voltaram ao topo. Nós só conseguimos ficar na mesmice, perdendo.

Ao fim da temporada 2007, um pensamento nos animava: a first pick. Ou seja, o sofrimento teria recompensa. Que nada. Fizeram tudo errado e só acertaram numa pick, justamente a primeira com Jake Long. Que nunca teria um QB Top para proteger. Veio 2009, a escolha de um tal de Pat White, que seria dispensado de 2 esportes ( FA e Baseball ). Depois tantas outras escolhas perdidas.

Mas enfim, o que dá errado? Ou o que deu errado? Onde está o erro? Eu tenho opinião particular, mas este tópico não é para isso. Alguns falam que a mentalidade vencedora se perdeu. Como recuperá-la? Não sei, mas é preciso encontrar uma forma de achá-la.

Pelo bem dos torcedores. Pelo bem da história. 

domingo, 7 de dezembro de 2014

Week 14: Dolphins 13 x 28 Ravens - O que dizer?

Mais uma vez quem comemorou foi o Ravens no Sun Life...

Ai, Ai, Ai... fiquei pensando o que escrever. Aliás, eu fiquei pensando até se deveria escrever alguma coisa após esta partida. Fiquei pensando até se o time merece que eu fique escrevendo após tantas e tantas decepções, ano após ano. Entre tantos pensamentos ( quase todos ruins ), pensei que essa derrota possa ser a senha para o futuro. Sim, o futuro.

Este time ainda é o time de Jeff Ireland. Pòr mais que Dennis Hickey tenha - de fato - acertado em algumas aquisições na Free Agency e no Draft, este time ainda tem diversos defeitos da era Ireland. Do Quarterback, passando pelos Linebackers e desaguando nos membros da secundária. Hickey precisará começar, de fato, o seu trabalho. Que seria tremendamente mascarado com uma ida a post-season.

Não quero dizer que estou feliz com a derrota. Pelo contrário, estou irritadíssimo com o time por ter conseguido perder uma partida que dominou demais no primeiro tempo, para ser dominado no segundo tempo. Claro que para mim a culpa é maior do QB, mas não tratarei disso agora. O time simplesmente não PRESTA. Esse é o ponto. Ou uma equipe que marca 10 pontos no primeiro e apenas 3 no segundo é uma equipe boa? E tomar 7 em um tempo e 21 no outro? Não, isso não é coisa de equipe boa.

Ainda existe, teoricamente, chances de post-season... mas alguém ai acredita que este time vá vencer o Patriots na semana que vem? Eu não acredito. E quem acreditar é, ao menos, cego. Dentre outras coisas... o time pode até vencer? Pode, mas seria uma zebra sem medidas...

Portanto, esta derrota pode servir para que um novo time seja montado, mantendo algumas peças ( depois citarei quem eu manteria ), mas com certeza Joe Philbin e cia precisam vazar do Miami. Nem que seja para colocar outro Coach medíocre no seu lugar... mas um dia iremos acertar em uma escolha.