sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Pílulas do dia seguinte: Times ruins sempre dão um jeito de perder

Porque era Wheeler a marcar o recebedor?
Ok, está bem atrasado. É que este segundo turno das eleições está consumindo muito do meu tempo. E vamos combinar: este time - no geral - não merece dedicação. Sejamos bem francos. O fato que é algo de muito podre aconteceu no vestiário do Dolphins. Aliás, algo de podre está acontecendo a mais de uma década...

Ao fim da partida Joe Philbin colocou toda a culpa pela péssima marcação em Phillip Wheeler, que claro não é nenhuma brastemp, mas não era quem deveria estar ali... o time teria que colocar tantos Cornebacks quanto possível fosse colocar em campo. O Packers jamais iria se arriscar com uma corrida. Era óbvio, por demais, que Rodgers iria passar a bola. Todos sabiam disso, menos nossos treinadores. Mas aqui é Miami...

E ai eu me lembrei da frase de Paulo Antunes ( talvez nem seja dele, mas ele a usa muitas vezes ): "times ruins sempre dão um jeito de perder". É o nosso caso, foi assim no domingo. Demos um jeito de perder uma partida que poderia ter sido nossa, caso fôssemos um time vencedor, mas não somos. Perdemos porque somos um time fadado ao fracasso e isso só vai mudar no dia em que isso for extirpado. Quando? Se eu soubesse estaria rico, com certeza...

O fato é que está claro que nem Bill Lazor e, sobretudo, Kevin Coyle são as respostas para o que precisamos como Coordenadores. Aliás, o ataque deste ano é praticamente o mesmo do ano passado: previsível e ineficaz. O ataque segue sendo horrível, mesmo com uma OL entre as 10 melhores da temporada. Mas nosso ataque segue sendo patético. Tudo bem que uns 60% disso é culpa do QB que ( não ) temos, mas isso poderia ser minimizado, mas está bem claro que Lazor foi mais um de inúmeros erros cometidos por esta franquia em mais de uma década. Erros absurdos, doídos, que causam ira mesmo... e também muito desanimo. Eu vi o drive final do Packers sabendo que Rodgers conseguiria o TD. Incrível isso, mas eu sabia. E creio que muitos dos que me leem agora, também...

O vestiário azedou. Ao que sabe rolaram discussões bem ásperas e dois jogadores quase foram as vias de fato. Se isso fosse derivado de uma briga por tentar melhorar o time, talvez algo de bom poderia resultar dela. Mas a discussão foi entre quem defendia o treinador e quem o criticava.

O que sabe é que a o próxima partida é contra o Bears. Time forte, com um QB em uma ótima fase e com um trio de recebedores capaz de causar desespero em qualquer DC decente ( imagina em um que coloca Wheelers para marcar um WR): Martelus Bennett, Alfonso Jeffrey e, sobretudo, Brandon Marshall, que foi doado ao Bears 3 temporadas porque seria "uma má influência" para Ryan Tannehill. A cada partida fica mais patética a troca... mas tem quem goste de Tannehill... tem quem gosta de m****...

O que vai acontecer? Perder, é claro. Eu não aposto nem 10 centavos na vitória do Dolphins... isso ficará para a Semana 8, quando iremos encarar o grande time do Jaguars. Até porque se conseguir a proeza de perder pro Jaguars... ai, antes que alguém super otimista possa pensar em post-season, ai vem o Broncos... uns 5 Tds do Broncos é a previsão mais sensata...

domingo, 12 de outubro de 2014

Week 6: O que dizer?

Realmente não tem muito o que dizer...

Perder não é bom e ninguém gosta, é claro. Mas tem certas derrotas que doem demais. Foi o que aconteceu hoje no Sun Life Stadium. O ataque não entrou em campo no primeiro tempo, a defesa manteve o time na partida com uma grande atuação. No segundo tempo o jogo corrido apareceu, Tannehill acertou alguns passes muito bons, conectou dois para dois Touchdowns, Lamar Miller marcou outro e perto do fim da partida, a vitória parecia certa... mas, aqui é Miami amigo. E nós sempre damos um jeito de perder. Hoje foi um desses casos... Com o Packers sem tempo para pedir, o time foi pro passe ao invés de correr com a bola e deixar o rival sem tempo. Veio um punt e... bom, deixar bola nas mãos de Aaron Rodgers nunca é uma boa, mas a defesa - que ficou muito tempo em campo, acusou o golpe... E Rodgers matou a partida.

Abaixo alguns pontos sobre a dolorida derrota:
  • Você precisa matar o jogo quando tiver chance. A maior constatação de hoje é que este ataque não é capaz de matar os jogos, exceto se for contra o Packers. Mas além disso o CB Cortland Finnegan errou dois tackles no drive final que sei não, até eu acertaria. Foi fatal;
  • Correr consome tempo do placar. Parece que as pessoas não conseguem pensar em Miami, é a impressão que passa. Depois do FG do Packers a partida estava nas mãos do Miami. Faltando 4:09 de cronômetro, a saída óbvia era correr. Mas aqui é Miami, não se esqueçam. E o que time fez? Depois de achar uma conversão via falta, o time foi para o passe. Não comeu tempo do cronometro e isso com o time rival sem tempos para pedir. Haja burrice...;
  • Aaron Rodgers deu show. Pode-se dizer o contrário? O fake spike que ele deu foi espetacular. Sem nada mais a acrescentar;
  • Cameron Wake é o cara. Ele sacou, pressionou, deu hits no QB do Packers e foi a alma da defesa. Nem parece um veterano mais pro fim do que para o começo da carreira. Monstruosa atuação;
  • Plano de jogo no ataque foi uma piada no primeiro tempo. O Miami entrou nesta rodada como o quinto melhor jogo corrido da Liga. O Packers por outro lado, era uma das piores. Num cenário assim e com a volta de seu RB Starter, você vai correr não é mesmo? Não se esqueçam, aqui é Miami. Pois bem, o time conseguiu apenas 10 jardas contra a pior defesa. É mole? No segundo tempo, com Lamar Miller o jogo fluiu. Mas o estrago já estava feito;
  • Falta de ousadia de Philbin. Faltando 30 segundos e numa quarta para 1 jarda no meio do campo, o correto seria tentar a conversão. O máximo que poderia acontecer era o Packers chutar outro FG e o time só teria a ganhar. O que Philbin? Chuta um punt... patético;
  • O pânico se instalou com a momentânea saída de Brandon Albert. Quando no LT saiu machucado - acabou voltando - o caos se instalou quando o RT Ju'Wuan James foi deslocado para o outro lado e Dallas Smith jogou em seu lugar. Que ele fique saudável a temporada inteira, porque deu medo;
  • Sun Life Lotado. Segundo os números finais mais de 70.000 pessoas estiveram no Sun Life. Claro que o número foi bastante inflado pelos fãs dos Packers, que tinham uma única chance de ver o time em Miami este ano. Mas foi bacana ver o estádio lotado, ou quase;
  • O time de especialista renasceu. Bloquei de punt e dois excelente retornos de Jarvis Landry. Um jogo para ser lembrado. Pena que o ataque só tenha feito 3 pontos nestas 3 jogadas. Patético;
  • Ryan Tannehill não serve. Sei que muitos irão dizer que ele fez 2 Tds no segundo tempo, comandou a virada, acertou mais passes do que em qualquer outra partida, mas a análise da atuação se dá no todo. E ele foi péssimo no primeiro tempo, com duas interceptações que não é todo péssimo QB que consegue lançar. No somatório, uma atuação medíocre. Que quer dizer mediana, caso não saibas. E desta vez ele foi muito bem protegido e não tivemos drops. Qual é a desculpa então?
  • Semana que vem é contra o Bears no Soldier Field. O time de Brandon Marshall. E como ex-jogadores gostam de nos castigar...

Por hoje é só. E já foi muito, para um time que consegue perder de todas as formas possíveis e imagináveis...

Week 6: Dolphins at Packers - Teste definitivo para este time, sobretudo a defesa



EDIT: eu errei feio, o jogo é em Miami... realmente, um erro imperdoável.

Se existe um time que eu admiro, este é o Green Bay Packers. E por diversos motivos, que vão desde o fato do time pertencer aos torcedores e não a um dono específico, passando por se manter competitivo a tantos anos e claro, o mais cruel conosco, ter passado uma lenda como QB diretamente para outra. Mas o mais impressionante sem dúvida é o fato de ser o time localizado na menor cidade dentre todas as 32 franquias da Liga. A cidade de Green Bay tem pouco mais de 100 mil habitantes e os jogos no Lambeau Field tem lotação esgotada a tanto tempo que nem se sabe quando foi a última vez em que teve um assento vago pro lá...

Amanhã estaremos jogando por lá, com transmissão ao vivo pela ESPN. Nosso ataque é aquilo que bem conhecemos e não temos condições de vencer um Packers da vida em uma partida com muitos pontos. E até aqui o time tem sido ineficaz ao extremo no primeiro tempo das partidas, desde que não consideremos o Raiders na conta. E a defesa tem sido castigada com este ineficiência. Assim como no futebol, a melhor defesa é o ataque, por manter os defensores descansados, fora de campo. Mas como não temos ataque...

Nossa defesa irá medir força contra um ataque que beira a perfeição: Aaron Rogders ( um Top Five QB ), Eddie Lacey ( um Top Ten RB ) e alvos rápidos e eficientes, onde se destacam Jordy Nelson e Randall Cobb que juntos tem 10 Touchdowns marcados, quase o dobro do que o nosso QB Tannehill marcou até agora ( ele tem 6 ). Contudo, uma rápida olhada pode deixar alguém pensar que o nosso ataque pode ser considerado tão forte quanto. Duvida? Olhe as imagens abaixo:


Não sei se fui claro, mas olhem atentamente. Nós temos quase 50 jardas a mais, em média, no ataque do que o time do Packers. Parece piada, não é mesmo? Pelo ar a diferença é quase nula ( 7 a favor do time de Rodgers ), mas no jogo corrido... ai é que está a grande diferença. Acontece que nestes números estão computados os da partida contra o Raiders. Se eu tivesse tempo teria feito as médias sem esta partida, onde o time deitou e rolou. Mas este é a NFL e não podemo desconsiderar os números. Mas como o Packers é melhor do que nós? É o sétimo time com mais pontos marcados na Liga, simples. Consegue menos jardas, mas produz mais. E reitero: nos 24 pontos estão os 38 feitos no Raiders.

Nossa defesa terá que quase perfeita para conseguirmos uma vitória amanhã. É possível? Claro que é. Fizemos um segundo tempo primoroso contra o Patriots, não custa lembrar. Só que amanhã, no Wisconsin a temperatura estará uns 30 graus mais baixa do que na abertura da temporada. Para ser, digamos assim, bonzinho...


Vencer um time como o Packers e na casa dele seria o tipo de resultado capaz de injetar ânimo em nossa equipe. E quem sabe, nos permitir sonhar mais alto. Perder, por outro lado, não será o fim do mundo, mas contudo deixará uma interrogação sobre o real potencial desta equipe.


Mas como a defesa vai fazer isso? Pressionando Rodgers. A linha é boa, mas não é uma Top 5. Nossos CBs precisarão atuar no máximo para permitirem o mínimo possível de jardas para Cobb e Nelson. Se conseguirmos isso - e é bem complicado - teremos uma chance com o ataque... mas ai, talvez seja pedir demais que Tannehill comande, precisaremos que Miller consiga uma outra partida acima das 100 jardas. Será que ele consegue?


Em suma: dá pra vencer, mas será preciso ser praticamente perfeito. E perfeição é algo que, costumeiramente, passa longe de nosso time. Mas não custa nada sonhar. É o que mais temos feito a mais de uma década...