terça-feira, 19 de maio de 2015

Miami estende contrato de Tannehill

Ele agora é um QB com 100 milhões na conta...
Em 2012, quando pela primeira vez alguém cogitou a possibilidade que o Miami Dolphins iria draftar Ryan Tannehill, eu me posicionei contra. Alguns, e os comentários estão ai no histórico para provar foi que mudaram de ideia. Eu não, sigo sendo 100% contra o draft dele. O que alguns esquecem é que todas as decisões feitas a partir do momento em que ele foi o escolhido ( muito antes do draft, diga-se ) foram feitas para tornar um QB meia-boca em um Franchise Quarterback. Algo que não é e que jamais o será. E eu, passados 3 anos daquele dia, sigo convicto do que disse naquele dia. Aliás, eu me arrependo foi de ter comparado ele com Brady no físico.

Pois bem, o time resolveu tornar Tannehill em dos QBs que ganham salários na metade de cima da lista, ou seja, acima de 15 milhões. O contrato é um tanto quanto complexo, mas eu vou tentar explicar:
  • Tannehill assinou um contrato de Rookie, com base nas novas regras que limitam os salários dos novatos, por 4 temporadas com opção de um quinto. 
  • Foi essa cláusula que o time ativou antes do Draft. Faz sentido. Eita, Flávio, como assim? Explico adiante. Sendo assim, ele já teria contrato com o time até o fim de 2016.
  • Agora o time fechou com ele uma extensão do acordo, até 2020. Por esse acordo ele recebe mais 3,5 milhões em 2016 e em 2017, além de 16,5 milhões em 2018, totalizando 21 milhões garantidos. 
  • Somando tudo, até 2020 ele receberá 96 milhões de dólares, sendo 45 milhões garantidos.
  • Curiosidade 1: De todos os QBs da Classe de 2012 que renderam na Liga ( Luck, RG III, Tannehill, Foles e Wilson - na ordem em que foram draftados ), Tannehill é o primeiro a receber um extensão contratual.
  • Curiosidade 2: Se por algum motivo, o time resolver cortar ele no ano que vem, terá que pagar os 21,5 milhões de uma tacada só. Some isso aos quase 30 milhões que o contrato do Suh vai custar e temos um quadro tenebroso...
  • Curiosidade 3: Ele agora tem um salário de 15 milhões por ano. Coisa que Andrew Luck ( dois títulos de divisão ), Nick Foles ( um título de divisão ) e Russell Wilson ( 1 Super Bowl vencido e um  outro perdido ) não tem.
Vamos ao que sempre dá polemica: é um erro. Sim, um erro. Mas Flávio você ali disse que fazia sentido estender o contrato por um ano, ativando a opção. Sim, faz sentido sim. Uma vez que o time acredita que ele é o Starter para 2015, não faz sentido deixar ele atuar o ano inteiro sem proteção para 2016. Vai que ele resolve queimar minha língua e leva o time até uma Final da AFC? Ai ele poderia - está no contrato - recusar o ano extra por contrato de Rookie e exigir um contrato maior. Entendeu a lógica? Eu não quero ele como QB do meu time, mas se o time o quer, que faça o que puder para manter ele. Simples assim...

Além disso, tem outro dado importante: o time já tinha ele sob contrato para 2015 e 2016. Portanto, não existe motivo para o time alterar isso e manter ele até 2020. Aqui é onde está o ERRO grave. Imaginemos que Tannehill siga sendo o QB inconstante que sabemos que ele é hoje e que, pode acontecer, fique pior? Imaginemos então que ele sofra uma grave contusão ( outra coisa que, infelizmente pode acontecer ) e que nem volte mais a jogar? O time poderia esperar terminar a temporada de 2015 e ver se valeria a pena manter o QB por mais tempo. Agora, não faz sentido. 

Pode acontecer o contrário e ele posicionar-se como Top Ten e dar sinais claros de que pode levar o time ao Super Bowl? Duvido que isso aconteça, mas mesmo que pensem assim ( e é errado pensar assim ), o time poderia esperar mais um ano para fazer isso. Em todo caso, se acontecer dele virar o que alguns manés esperam, o time terá sim feito uma barganha. Mas que se registre: ele sempre poderá fazer Holdout e exigir mais.

E eu vou além: porque raios será que Andrew Luck e Russell Wilson, dois QBs que são muito melhores ( mas muito mesmo ) do que Tannehill não receberam extensão ainda? Por isso eu sempre digo que times vencedores não fazem coisas assim, times perdedores sim. E, infelizmente é o caso do Dolphins atualmente. E se o Miami obtiver uma possibilidade como em 1983 ( Marino caindo em nosso colo? ), vai fazer o que com Tannehill?

Enfim, agora Inês é morta, como diz o ditado. Se eu achava um erro em 2012, claro que acho o mesmo agora. Afinal não basta errar uma vez é preciso seguir errando. Afinal não seria o Miami Dolphins caso fizesse a coisa certa, não é mesmo?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Garo Yepremian, o Kicker Undefeat, morreu no sábado aos 70 anos

Menos um membro na Perfectville...
O nome do Blog tem uma inspiração: o time invicto de 1972. Mais do que ter sido o primeiro time a vencer um Super Bowl para o Miami, feito que seria repetido no ano seguinte, esta equipe foi a primeira e até hoje única a vencer sem ser derrotado. E no último sábado nós perdemos mais um membro daquele time. E não foi qualquer, mas sim aquele que quase estragava tudo: Garo Yepremian, o Kicker do time.

A partida estava 14x0 e um chute perto do fim daquela partida daria o Miami a certeza da vitória. Pois bem, Garo teve o chute bloqueado e, sabe-se lá porque, resolveu tentar um passe quando teve a posse da bola. Eis que o lance saiu pior ainda: a bola caiu de suas mãos e um jogador do Redskins a recuperou e correu para marcar um dos mais longos TDs de Retorno de Fumble ( com certeza o mais longo após dois erros do ataque ) da História do Super Bowl. Com 14x7 o Redskins ainda teve chance de tentar empatar... mas a defesa sem nome falou mais alto e segurou o quarto down e Don Shula foi erguido como herói.

Garo tratava bem do lance, ao dizer que por isso ficou mais famoso do que diversos grandes jogadores daquele time, sendo lembrado em todas as retrospectivas do Super Bowl. O que é, de fato, verdade. Talvez o amigo leitor nem soubesse o nome dele, mas com certeza lembra do lance. E se não lembrar, me desculpe mas você não é torcedor do Miami Dolphins...

Uma perda sentida. E menos um herói do campeonato de 1972 fica entre nós.