sábado, 19 de dezembro de 2015

Analisando o elenco: Recebedores

Landry já é uma estrela de primeira grandeza....
enquanto que Parker poderá ser um em breve
Miami nunca foi, digamos assim, terra de grandes Wide Receivers. Dupla de grande nível, talvez, só os Marks ( Duper e Clayton ), a dupla dos primeiros anos de Dan Marino em Miami. Tivemos alguns bons recebedores, mas por pouco tempo ou perdidos por falta de Quarterbacks. Dentre estes estao OJ McDuffie e Chris Chambers. Também sempre buscamos os nossos no draft, nunca na Free Agency. 

A primeira grande troca veio em 2010 quando adquirimos Brandon Marshall junto ao Denver Broncos. Eram tempos de Chad Henne e Matt Moore e mesmo assim ele superou a marca das 1000 jardas, porque muitas vezes era jogar a bola para cima e ele conseguir agarrá-la. Depois, em 2012, o doamos para o Chicago Bears por duas escolhas de terceiro round, pelas quais conseguimos Dallas Thomas ( ainda no elenco ) e um tal de Michael Egnew ( fora da NFL desde 2014 ). Grande troca né? Ai em 2013 trouxemos via Free Agency, a peso de ouro, Brandon Gibson e Mile Wallace, porque Tannehill só se tornaria um QB de alto nível com grandes recebedores... pois é, os dois foram cortados/trocados após dois anos e ficamos com Cap Hit monstruoso. Mas 2014 trouxe também uma boa surpresa: um acerto em draft.

Jarvis Landry é o que podemos considerar jogador espetacular que o Miami faz questão de ignorar no draft. Mas sabe-se lá porque o draftamos. E até agora ele tem surpreendido a todos com uma evolução incrível e está atuando em altíssimo nível, apesar do QB ser uma porcaria. Ele tem mitado nos retornos, nas corridas e tem feito recepções monstruosas. Até mesmo interceptação certa ele já conseguiu salvar. Tem feito um excelente papel e mostra-se capaz de comandar o ataque quando tivermos um Quarterback. 

E, mais incrível ainda, este ano fomos atrás de outro WR no draft: DeVante Parker. Ele, ao lado de Landry, tem condições de formar uma grande dupla. Parker está passando pelas dificuldades naturais da temporada de novato e ainda teve uma cirurgia para complicar, mas ele já deu alguns sinais - sobretudo nas partidas mais recentes - e ele já parece mais aclimatado com a NFL. Ele e Landry podem ser o esteio pelas próximas 3 temporadas... até que Landry vire Free Agent e talvez saia... ou não. Mas se ficar vai custar caro, bem caro.

O setor, a meu ver, não necessita de reforços para 2016. Temos o velocista ( Kenny Stills ) e um bom reserva ( Rishard Matthews - que é Free Agent ). Temos outras peças no elenco, mas nenhum até agora reluziu... o problema está entre os Tight Ends: Jordan Cameron não se mostrou tao forte como se esperava e Dion Sims... bom, Sims é uma decepção. Precisamos de um TE para ser o Gronkwoski. Gastar pick com um jogador para tentar resolver este problema é vital, mas qual round é o certo? Bom, se tiver um BPA fora-de-série nao podemos deixá-lo passar. Mas isso só a partir do segundo round, no primeiro precisamos de outras posições.

Se tem um setor sem grandes buracos são os nossos WRs, o que já é meio caminha andado para um ataque forte. Acho que não preciso dizer quem é responsável pela outra metade, não é mesmo?

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Week 14: Giants 31x24 Dolphins - Uma derrota decente, mas nem por isso animadora...

Os dois destaques da partida, com certeza...
Antes de mais nada: oficialmente a temporada acabou. Claro que para os realistas ( confundidos com pessimistas ) ela jamais sequer chegou perto de ter alguma chance de ser vencedora. Mas agora já podemos oficialmente pensar em 2016. Pela primeira em nossa história conseguimos a proeza de fizer 7 Temporadas seguidas sem ir para a post-season. Isso porque alguns - ainda - acreditavam que com Tannehill o time estaria agora brigando para ir ao Super Bowl... imagina se fossemos estar passando vergonha. Sete temporadas e nas últimas 14 só fomos a post-season em 2008 e mesmo assim porque Tom Brady se machucou, caso contrário... pois é, poderia ser bem pior. Adiante...

O Miami atual é uma equipe tão fora da realidade da NFL que fez com que Eli Menning parecesse um All-Star QB, pois ele teve o mesmo número de passes incompletos com o que terminaram em TD: quatro. Claro que isso é culpa da secundária e ontem Brent Grimes ( um dos 50 melhores jogadores de nossa história reverenciados ontem no intervalo ) teve uma atuação sofrível, mais uma aliás. A culpa seria só dele? Talvez sim, talvez não. Mas o fato é que nossa secundária precisa de um All-Star. Teremos o draft para isso, mas... é duro acreditar que o time passe, do nada, a acertar a mão em drafts. Basta ver a imensa quantidade de escolhas toscas... bom, todos sabem disso, não é novidade.

Existe um defeito neste time, que não é de hoje ( e muito menos da Era Tannehill ): esta equipe não consegue matar as partidas. Com 14x10 no placar no fim da primeira etapa, Reshad Jones ( o MVP do time ao lado de Landry ) recupera um fumble e na marra consegue um First Down adicional, deixando - assim - mais fácil ainda o trabalho do ataque em conseguir um TD e ir para o intervalo com folga. Bom, seria né... mas o time é o Miami... e o máximo que o time consegue é um FG e nem tira tempo do placar. Resultado? Uma falta tola de Olivier Vernon e um queimada seca em Grimes e o Giants chega na Red Zone. Ai o que acontece? A secundária, claro, deixa um TE livre na End Zone e o que era para ter sido 21x10 transformou-se em um 17x17. E isso após Lamar Miller ter conseguido dois lindíssimos TDs, o segundo cortando e humilhando toda a - ótima - defesa do NY. Esforço inútil...

Tenho que ser justo e dizer que Ryan Tannehill conseguiu uma big play ( nao sei quantas eles errou antes de acerta essa, mas foi lindo o passe ) para Kenny Stils. Só que na sequencia nosso time tratou de permitir 2 Tds de Odell Beckham Jr: um onde ele monstruoso ao conseguir - sabe-se lá Deus como - os pés no campo e o segundo... bom, o segundo até eu faria. Tá, eu não faria, mas um WR profissional faria da maneira escandalosamente  livre que ele estava. Antes disso a equipe teve duas boas chances de passar a frente no placar, mas sabemos que esta não é uma franquia vencedora. Nem vou mais criticar Tannehill por isso. ele não tem culpa nenhuma de ser o QB comum que ele é. A culpa é de quem o draftou e ainda por cima tomou as decisões absurdas que foram tomadas para "proteger e melhorar" ele. Deu no que não deu...

Por isso a derrota de ontem é decente - não fomos massacrados como diante do Jets por exemplo - e tivemos chances de vencer a partida. Mas ela não é animadora porque os erros de mais de um década permanecem presentes. O time precisa - ficou claro ontem - de muita coisa para poder tornar-se um time capaz de vencer partidas complicadas que é o que fazem os times... vencedores. Eles arrumam uma maneira de vencer... nós de perder. E olhem que o Giants agora é um time 6-7, não um time 12-1. Está mais para o nosso nível do que para os dos vencedores.

Jarvis Landry e Odell Beckham Jr. Eles foram as estrelas. OBJ mitou porque tem um QB muito melhor, mas Landry vai passar - fácil - das 1000 jardas e precisa apenas mais 2 recepções para superar o recorde de OJ McDuffie e tornar-se o homem com mais recepções em uma temporada. O que não é pouco se considerarmos quem lança a bola. Ele tem futuro e eu insisto: ele é do mesmo naipe do amigo OBJ.

Week 13: Giants 17x17 Dolphins - Um primeiro tempo com toda a qualidade, para o bem ou mal, do Miami Dolphins

Bem que o camisa 13 - não o boneco claro, poderia ter 23 anos...
Sabe daquelas partidas típicas nossas: com bons momentos tanto no ataque quanto na defesa mas... o placar fica ruim ou empatado. Pois assim foi o primeiro tempo. A defesa forçou boas posiçoes e Lamar Miller correu bem, com Tannehill sendo o que todos sabemos que ele é... Mas no final do primeiro tempo cedemos um Touchdown para o empate.

Cobrar um time coeso é demais de Miami. E todos nós sabemos disso...

domingo, 13 de dezembro de 2015

Analisando o elenco: Runningbacks

Agilidade e inteligencia em doses certas? É o que parece...
40 anos atrás a Liga era focada no jogo corrido e nós tínhamos um elenco fortíssimo de corredores: Mercury Morris, Larry Csonka e Jim Kiick. Hoje além de um Quarterback de alto nível é preciso ter recebedores com qualidades específicas e um TE a lá Rob Gronkwoski. Mas nem por isso os RBs saíram do foco, apenas não saem mais nas primeiras escolhas do Draft. Ter uma dupla eficiente pode ser a chave para ser vitorioso na NFL.

Nossos dois mais expressivos - e esta análise olha não só para 2016 - e promissores jogadores no elenco são Lamar Miller ( 4º Round de 2012 ) e Jay Ajayi ( 5º round desse ano ). Antes de prosseguir, os números dos dois:




Ok, os números não são nada animadores, mas... lembrem que Corredores - mais do que Quarterbacks - dependem demais uma OL produtiva, o que claramente não temos. Miller correu para 2 jardas contra o Jets e a culpa não foi só dele, é claro. Mas, ao contrário de Tannehill, nunca esperamos que ele pudesse ser um All-Star certo? Ele veio num quarto round para ser mais um num setor que, na época, tinha Reggie Bush como estrela. Ele comporia uma unidade, ao contrário do QB que viria para ser o redentor da franquia. Por isso um foi escolhido ( erradamente ) no primeiro round e o segundo no quarto round, aproveitando uma oportunidade. Miller até aqui corresponde com o que pode-se esperar de jogadores do quarto round. Teve seus momentos muito bons e outros lamentáveis, mas é isso que ele é: um jogador regular, que em alguns dias vai conseguir mais de 100 jardas e em outros... com uma OL melhor e com ajuda do jogo do passe, ele sempre será uma boa arma. Sendo o carregador do ataque, jamais será soluça-o. Jamais...

Ainda sobre Miller tenho que ele não vai chegar na marca do ano passado. Faltam 4 jogos e pouco mais de 400 jardas e ele na o consegue isso nem a pau. Mas tem um dado interessante: ele está com número melhores agora do que ano passado em jardas recebidas e tem cuidado melhor da bola. São dois pontos interessantes para ele. Sem falar que ele precisa de apenas 3 TDs para igualar a temporada passada. Contudo, ele terá um ano pior. E vai ter que começar tudo de novo no ano que vem, pois teremos outro OC e, por tabela, outra mentalidade no ataque. E detalhe: ele é Free Agent.

Jay Ajayi jogou poucos snaps até aqui que parece insano colocar nele uma pecha de promissor. Pode parecer, mas eu acho que ele mostrou que pode ser útil, muito útil. Ele é rookie e quando usado foi bem. Melhor treinado e num esquema melhor ( sem falar com uma OL melhor ) tem tudo para ser um ótimo complemento a Lamar Miller. Contudo, se Miller sair ele NÃO PODE SER O STARTER, pois tem um histórico de contusões em sua carreira em Boise State  e começou esta temporada na geladeira. 

Olhando para o Draft, eu usaria uma escolha de middle rounds em um RB mesmo que Miller fique, pois é preciso ter um SETOR forte. E escolheria um RB para correr no meio da DL, daqueles capazes de conseguir aquelas 2 ou 3 jardas na marra. Se Miller sair, ai eu acho que teremos que usar uma pick de segundo ou terceiro round em um corredor. Tudo depende do que faremos com Miller. Eu o manteria, desde que ele nao quisesse um caminhao de dólares...

Analisando o elenco: Quarterbacks

Dois Quarterbacks e nenhuma qualidade excepcional...
Toda grande equipe começa... bom, no futebol aqui nosso seria o Goleiro, mas no dos EUA é o Quarterback. Até porque são pouquíssimos times que venceram um Super Bowl com QBs medianos, como é o nosso caso atual. Acho que até o mais empedernido defensor de Ryan Tannehill acredite que ele um dia vá ser mais do que é agora: um QB comum, incapaz de conseguir vencer partidas sem possuir uma OL espetacular, um jogo corrido estupendo, receivers capazes de corrigirem passes desastrosos e uma defesa que seja apenas a melhor da História. Assim, com tudo isso, até mesmo  eu poderia vencer um SB. Exagero é claro, mas foi assim que um Trent Dilfer conseguiu ter um anel de campeão com o Ravens em 2001, só para citar um exemplo real.

O Miami teve estabilidade na posição entre 1968 e 1999 ( 32 temporadas ) com duas lendas do esportes ( ambos Hall of Fame em suas primeiras temporadas de elegibilidade ): Bob Griese e Dan Marino. Depois disso, só tivemos decepções. Algumas maiores, outras piores. Mas neste mesmo período, fora os dois citados, só um Quarterback foi escolhido no primeiro round. Sim, foi ele mesmo. Tivemos vários escolhidos no segundo round ( John Beck, Chad Henne, Pat White ) e outros vieram via Free Agency e até com trades. Nenhum, fora Tannehill, sobreviveu como Starter por mais do que 3 anos, a maioria nem mesmo permaneceu uma inteira. Somente Browns e Raiders tiveram mais Quarterbacks Starters desde 2000 do que o Miami. E, se querem saber, ainda não temos.

Nesta off-season o Miami Dolphins resolveu - sabe-se lá porque - estender o contrato de Ryan Tannehill até 2020 ( e isso depois de ter exercido a opção da quinta temporada prevista no contrato de rookie ) num contrato de 96 milhões de dólares, com assombrosos 41 milhões garantidos. Insanidade total e que nos impede de cortá-lo ou trocá-lo. Em tempo, um resumo da carreira de Tannehill, em números:



Faltam 4 partidas para o fim da temporada: o Monday Night na segunda contra o Giants, uma viagem à costa lesta para encarar o Charges e depois duas partidas no Sun Life contra Colts e Patriots. Os números dele falam por si: a temporada é um fiasco. Alguns podem apontar que ele tem tudo para terminar o ano melhor do que em 2014 ( 27/12 e mais de 4 mil jardas ). 900 jardas em quatro partidas ( mesmo sendo contra time mais fortes ) não é um absurdo e lançar 7 Tds em 4 partidas é algo que ele pode bem conseguir, mas... isso realmente seria jogar melhor do que em 2014? Ele tem, até agora, 10 TDs em Garbage Time, quando a partida está perdida e o adversário resolve tirar o pé, 3 deles só contra o Jets. E se ele tem chances reais de superar sua marca em TDs é preciso salientar que também o deverá fazer nas interceptações, pois tem 11 e o recorde dele são 17. Portanto... e tudo isso após receber o mega contrato pelo qual jamais fez por merecer...

Já Matt Moore é o cara que tem o melhor emprego possível para um Quarterback não Starter: sabe que JAMAIS vai entrar em campo ( exceto se Tannehill se machucar ) e ainda tem um belíssimo contrato ( 5,5 milhões ). Eu nem sei porque o Miami o mantém e não um novato que pudesse ser desenvolvido. Ou melhor, eu sei... fazem isso para que se corra nenhum risco de que Tannehill vá para o banco. Lamentável essa postura, mas é a realidade. Que esperamos que mude...

Teremos um novo Coach ( e obviamente um novo Coordenador Ofensivo ) o ano que vem e estes costumam querer seus próprios QBs. Infelizmente o que vier a assinar com o Miami terá que manter Tannehill no elenco, porque simplesmente é impossível cortá-lo ou trocá-lo antes da Free Agency de 2018 ( talvez nem lá seja possível trocar, apenas cortar ). Sendo assim eu espero que o time drafte um QB ano que vem. E não, eu não espero que façam isso nas primeiras rodadas e sim nos rounds finais. Alguém que possa fazer sombra a Tannehill, que tenha ambição e aspirações. Se não barrar Tannehill, ainda assim será mais útil ( e barato ) do que manter Matt Moore como backup. Caso mostre-se parecido com Ryan Tannehill poderá nos render picks de drafts em trade. E se for melhor... bom, ai seria só alegria.

Em todo caso uma coisa é certa: Tannehill será o Starter em 2016. E isso já é uma péssima notícia para quem esperar por dias melhores. Que custam a chegar em Miami...