sábado, 26 de novembro de 2016

Bora fazer a Sena, Dolphins?

A vibe é boa, vamos mantê-la?
Não dá mais para não se animar com a perspectiva de uma ida a post-season. O time tem vencido partidas que costumava perder, alguns jogadores estão jogando demais e até mesmo uns perebas tem aparecido para decidir partidas. Amanhã o adversário é um dos piores da temporada e está doido que o mundo se acabe em barranco, para ficar encostado no fim. Em outras palavras: tudo conspira. Ou quase tudo...

A OL que mudou completamente de patamar depois da partida contra o Steelers, vai jogar sem 2 Starters: Mike Pouncey ( Center ) e Branden Albert ( Left Tackle ). E pode até mesmo não contar com Laremy Tunsil. Problemas em excesso, mas que de uma forma ou de outra foram superados contra o Rams. E o Niners não é tão melhor assim do que o Rams para que não possamos vencê-los.

Vencer seis partidas seria especial, ainda mais quando na semana seguinte teremos os Ravens, que brigam para vencer a AFC Norte, cabeça com cabeça contra os Steelers. Para vencer neste domingo a receita é focar no que tem dado certo: correr com a bola, evitar turnovers e - se der - forçar erros do rival. Se conseguir, a vitória ficará perto.

Com um 7-4 o time entrará pela primeira na zona de classificação. E ainda teremos outros jogos acessíveis. Mas para pensar nisso, tem que vencer um rival por vez. E de agora tem seus perigos, mesmo que a campanha seja fraca. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Post-Season, sua linda, qualquer dia estamos ai...

Já dá para ver a post-season?
Não me perguntem como, mas sabe-se lá de que maneira, o Miami tem 5 vitórias seguidas e com a derrota dos Chiefs estamos uma vitória atrás deles, bem como dos Broncos. Uma vitória de estarmos no paraíso, o que parecia simplesmente surreal de ser dito apenas um mês atrás. No fim de Outubro ventilar que o time venceria 5 partidas era coisa de lunático, não de Phinático. Agora quem é que vai duvidar do Miami na Post-Season? Eu é que não... não cravo que iremos, mas nenhum analista da NFL está mais duvidando. Ganhamos - na marra - o direito de sermos levado a sério. E isso meus amigos já vale a temporada. Mas ainda faltam seis partidas e...

Bom, antes de prosseguir, vamos ao que precisa ser observado com muito carinho sobre a partida de domingo. Aliás, existem dois modos de vê-la: analisando que quase perdemos ou analisando que conseguimos evitar a derrota. No primeiro caso temos que ver que pressionamos pouco um QB rookie, que cedemos muitas jardas terrestres no primeiro tempo e de que nosso ataque foi ineficaz em quase toda a partida. Já no segundo caso... bom, todos sabem. 

Com relação aos playoffs temos que analisar os rivais. Estamos com 6-4 e na mesma situação da rodada passada: somos o primeiro time fora dos playoffs. Acontece que agora, com apenas uma partida atrás, não mais duas. Abaixo a situação da NFL ( trago também como está na NFC ):



Na briga pela divisão, ainda um sonho distante, tudo igual: Pats passou o carro no Niners ( nosso próximo rival ). Como disse antes, nossa posição segue inalterada pela vaga no Wild Card, mas agora estamos mais próximos, uma vez que Broncos e Chiefs ( ambos da AFC Oeste ) estão com a mesma campanha de 7-3 e nós com 6-4. E sabem o que é melhor de tudo? É que ele se enfrentam no domingo e se derrotarmos os Niners tomaremos o lugar de um deles. Convém, também, pensar na viagem a Baltimore na semana seguinte, porque vencer seria importante por dois motivos: além da obviedade de manter a sequência de vitórias ( caso derrotemos o Niners ), deixaria-nos em vantagem também contra os corvos.

Bater 4 dos próximos 6 rivais deve ser o suficiente, pois com 10 vitórias potencialmente conseguiríamos a vaga, mas o mais certo seriam mais 5 vitórias. Contudo, é preciso pontuar que poucos times venceram 10 partidas em sequência numa temporada, considerado que perdêssemos pros Pats. Estaria este time preparado para fazer isso? Convém não duvidar...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A recepção que valeu a vitória. E não foi a do Touchdown

Quatro momentos da complicada e fundamental recepção de Parker
O jogo de ontem vai demorar para sair da memória. Não só pela dramaticidade, pela vitória em condições adversas ( placar zerado depois da metade do quarto final, chuva, péssima atuação do ataque ) e por termos entrado de vez na briga por uma vaga na post-season. Qualquer um desses motivos é justo de serem o mais lembrado, mas eu irei guardar a partida de ontem como o dia em que, finalmente, DeVante Parker apareceu para decidir uma partida.

A partida foi tão difícil que dividiu opiniões quanto a quem foi melhor ou como chamam nos EUA o dono da "game ball". Alguns escolheram - com fundamento - Ryan Tannehill, outros - como eu - ficaram com Parker. E eles foram decisivos, não tem como negar e escolher um ou outro não é gostar mais deste do que do outro. A foto que ilustra este post mostra o quão complicada foi a recepção, num passe baixo. Que nem foi baixo por ser tão ruim - um pouco - mas porque assim dificulta-se a interceptação. Parker salvou o passe e ainda saiu de campo, parando o relógio evitando, assim, que o time tivesse que gastar o último tempo. 

O melhor de tudo isso é que estamos tendo vários heróis ao longo destas cinco vitórias em sequência: Ajayi em duas, a defesa em outras duas com destaque diante do Chargers e agora foi Parker. Landry, machucado, atuou no sacrifício e ainda fez, na marra o TD que abriu o caminho para a improvável vitória. Com heróis variados fica mais complicado para os adversários centrarem força em um único jogador.  E isso é excelente. Como disse em posts anteriores pela primeira vez em anos, vejo um time que precisará ser melhorado no ano que seguinte e não reformulado. Precisamos de ajustes - mais LBs, um outro CB e até mesmo um QB a depender de quem analise. Mas não é mais um amontoado de jogadores, como éramos. 

Deixo por fim, todas as recepções de Parker no quarto período, com direito a sensacional mostrada nas imagens acima. A que, para mim, decidiu a partida:

domingo, 20 de novembro de 2016

Week 11: Dolphins 14x10 Rams - Em partida ruim com final emocionante, fizemos a quina

Parker foi clutch demais e comandou a virada
Parecia que íamos perder para um time inferior ( na tabela ), com chuva, com dois desfalques importantes na OL ( Albert e Pouncey ), sem ter efetividade no ataque ( 10 falhas em converter terceiras descidas ), debaixo de chuva, fora de casa... tudo conspirava contra. E faltando pouco mais de 4 minutos para o fim o placar mostrava 10x0 para o Rams. Mas esta temporada não está tendo nada de normal...

Disse que partidas como as diante dos Chargers nós sempre perdíamos e domingo passado não perdemos. Hoje o time estava numa situação onde na qual, em toda a história, nunca tínhamos vencido uma partida sequer: entrar nos 5 minutos finais com ZERO pontos, com 31 derrotas!!! E achamos um meio de vencer. Como? Eu ainda não sei explicar...

Ryan Tannehill - assim como quase todo o time - estavam em uma jornada para se esquecer. Jay Ajayi ia se virando, mas quando conseguia 10 jardas pra frente logo perdia 2 ou 3 na outra jogada. Tanto é que nosso Kicker Andrew Franks não de um único chute, porque não conseguimos posicionar a bola para isso. Matt Darr no entanto, estava sendo o melhor jogador de ataque. Como tantas vezes nosso Punter fora antes. Quem não lembra de Brandon Fields?

Ai num drive que teve uma falta da defesa do Rams, o time foi avançando e avançando até que, na Red Zone, Tannehill deu um passe na linha de 5 jardas - mais um aparente inútil passe curto - mas Landry ficou em pé depois de quase cair e ai todo o time do Miami o empurrou para End Zone. Touchdown e uma chance de vencer a partida. A defesa forçou o 3 and out e, com 2:11 pro fim e um Time-out Ryan Tannehill teria que tirar um coelho da cartola. 

O mais óbvio era forçar passes longos para Kenny Stills e buscar Jarvis Landry na sideline. Mas esta não é uma temporada comum, lembram? Tannehill buscou DeVante Parker, não apenas uma, mas duas vezes. E na segunda delas ele fez um quase milagre, buscando uma bola praticamente no chão e transformá-la em recepção. Como bônus ainda saiu de campo, parando o relógio. Faltando 40s para o fim da partida, dentro da Red Zone veio o botleg, a corrida de Tannehill para a direita e...


Parker fez, seguramente, uma das mais belas recepções do ano. Ao menos do Miami é, com certeza. Tannehill tem seus méritos, é claro. Ele foi péssimo durante 80% da partida, mas sabe-se lá como, ele e o ataque entraram em alfa e passaram a acertar quase tudo. E conseguimos vencer num território onde andávamos perdendo desde muito tempo. E isso, acreditem, essa é a primeira coisa que times vencedores fazem: vencer as partidas em que parece óbvio que vão perder e, quase que por milagre, arrumam um meio de vencer.

Não estou cravando que agora estamos no patamar dos times vitoriosos, mas que deixar de entregar partidas ou deixar de perder partidas como a de hoje é o primeiro passo para que os tempos de glória voltem. Eles estão voltando, Flávio? Ainda não, mas eu não via o Miami vencer partidas como a de hoje desde... bom, no século passado, com certeza. E está cada vez mais difícil não ficar animado. 

Semana que vem é encarar o Niners no Hard Rock Stadium e... bom, vencer, né?

Week 11: Dolphins at Rams - Ao infinito e além... será?

Teremos mais uma tarde de festa?
O Coliseu de Los Angeles foi o palco de duas Olimpíadas ( 32 e 84 ), mas para nós torcedores do Miami Dolphins ele foi o palco que consagrou o time de 72, ao bater por 14x7 o Redskins e tornar-se o único time a ser campeão sem derrotas. Voltaremos a este templo hoje em busca não de uma glória como aquela - que creio jamais será repetida - mas por uma redenção. Vencer o Rams - que estreiam o QB Jared Goff - será mais uma etapa superada no caminho de voltar a post-season, depois de 8 anos. Dolorosos oito anos. 

O time adversário tem uma defesa forte, mas Jets e Steelers também tinham. O ataque é fraco, mas nem por isso deve ser desrespeitado. Jogar na intensidade das partidas anteriores, com o mínimo possível de erros e capitalizando os dos rivais. Parece fácil, mas não é. Vencer nos deixará com 6-4 pela primeira em uma temporada a essa altura desde 2014 e antes disso em 2003. O que gera outro fato a ser quebrado, porque nas duas temporadas o time ficou de fora da post-season. Mas mesmo que isso se repita, como disse antes, o sentimento agora será outro do dessas duas temporadas citadas. Em 2003 ficamos empatados com Jets e Pats e o corte de uma vaga no Wild Card naquele ano nos vitimou. E em 2014... bom, todos lembram-se ainda da implosão daquela equipe quando faltando seis partidas venceram apenas 2 para ficar com um insosso 8-8.

O time precisa usar da confiança alta das 4 vitórias seguidas para seguir rumo a uma - improvável - post-season. Se vamos conseguir ou não - e venho insistido neste ponto - é outro papo, mas que uma vitória hoje deixará tudo mais próximo, não temos como negar. E o adversário é acessível, mas precisamos jogar perto do máximo.