sábado, 6 de maio de 2017

Isaac Asiata é o primeiro rookie que assina com o Dolphins

Asiata pondo o preto no branco...
Isaac Asiata foi o primeiro rookie a assinar o contrato com o Dolphins, como mostra a foto acima. Depois dele assinaram com Raekwon MacMillan, Isaiah Ford, Vicent Taylor e Cordrea Tankersley. Dos 7 escolhidos, faltam apenas mais dois: Charles Harris e Davon Godchaux.

O time também assinou contratos mínimos com os 14 UDFAs com quem fechamos acordos. Como informação complementar, os prováveis números que os rookies usarão na temporada:
  • Charles Harris, DE - 90;
  • Raekwon McMillan, ILB - 52;
  • Cordrea Tankersley, CB - 30;
  • Isaac Asiata, G - 68;
  • Davon Godchaux, DT - 56;
  • Vicent Taylor, DT - 53;
  • Isaiah Ford, WR - 15.
Assim como também existem números provisórios para os UDFAs:
  • Drew Morgan, WR - 81
  • Chase Allen, LB - 59
  • Matt Haack, P - 16
  • Larry Hope, CB - 33
  • Malcom Lewis, WR - 18
  • Cameron Malveaux, DE - 75
  • Praise Martin-Oguike, DE - 76
  • Torry Mctver, CB - 5
  • Francis Owusu, WR - 82
  • Joby Saint Fleur, DE - 61
  • De’Veon Smith, RB - 38
  • Eric Smith, OT - 71
  • Maurice Smith, S - 2
  • Damore’ea Stringfellow, WR - 84


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Miami aciona 5º ano do contrato de rookie de Ja'Wuan James

James ficará mais tempo em Miami...
Eu não escondo de ninguém que quando em 2014 o time escolheu Ja'Wuan James no primeiro round, com fartos talentos disponíveis em outras posições, eu fiquei puto. Era um jogador de segundo round - terceiro em algumas avaliações - sendo escolhido no primeiro dia. Ele até hoje não justificou a aposta, mas é preciso dizer que não tem comprometido. Em suma: ele faz aquilo que dele era esperado, desde que escolhido um round a mais. 

Como é comum nos contratos de jogadores que saem no primeiro round, os times assinam por 4 temporadas com opção de um ano adicional. O contrato de rookie foi no total de 8,4 milhões, mas pelas regras do CBA ele receberá 8,6 milhões neste ano extra. Sai mais barato do que uma Tag no ano que vem.

É o certo. Continuidade leva a aperfeiçoamento das unidades e iremos ter 4 jogadores na OL do ano passado, com apenas a saída de Albert. Assim James terá segurança em sua carreira e o time pode pensar em renovar seu contrato durante esta temporada, sem estar com a corda no pescoço.

Ainda falta ele render como primeiro round player, mas nesta eu concordo com o time. 

domingo, 30 de abril de 2017

Um Draft histórico? Bem provável... mas vamos com calma.

Adam Gase e Tannenbaum acertaram a mão? É o que parece...
Eu sempre tenho os dois pés atrás na hora de elogiar um Draft do Miami Dolphins. Tenho, fartos, motivos para isso. Foram tantos os péssimos recrutamentos que eu sempre procuro ser pragmático. Mas o deste ano, até mesmo para alguém calejado como eu, parece ter superado todas as expectativas. Escolhas boas, sem perder picks em trades horrorosas e cobrindo algumas das carências do time. Existem. como em todo draft, riscos como na escolha de Godchaux que é acusado de maus tratos domésticos, um DE que não faz nada contra as corridas, um CB alto e que comete muitas faltas... não é critica por critica e sim apontar as coisas óbvias. 

Quanto bom foi esse Draft? De 01 a 10 eu citaria que tivemos um recrutamento 8. Como assim? A análise tem que levar em conta outras coisas além dos jogadores escolhidos, tal como quantos deles serão Starters em um elenco carente de grandes jogadores? Dos 7 escolhidos possivelmente apenas 2 virem Starters desde o primeiro jogo, outros 3 devem aparecer pouco em campo e um ainda dependerá de desenvolvimento praticamente ideal para vingar na NFL. São bons talentos e isso eu não sou louco de negar. Isso é o fato.

Mas e se olharmos por outro lado: quem destes draftados tem cara de ser um All-Star? Quem deles você imagina sendo HOF no futuro? Isso não é colocar para baixo o draft bom que fizemos, com alguns analistas citando-o como um dos 3 melhores dentre as 32 franquias. Ele pode ter sido mesmo, mas quanto disso não é espanto comparando com os incontáveis desastres do passado? Dou um 8 porque o teto de crescimento para a Classe não é dos mais altos. Mas também teremos todos os 7 contribuindo muito com a equipe, seja na rotação ou como titular. 

Quem sabe daqui a 5 anos eu possa mudar a nota para 9. Lembrando que em 2013 eu adorei o Draft e hoje não tem um único jogador daquela turma no elenco. E que se note que 8 não é uma nota ruim, pelo contrário. Outro fato interessante é ver que Adam Gase e Mike Tannenbaum ( Chris Grier tem peso reduzido no Draft ) parecem ter acertado o ritmo. Ano passado o draft foi muito questionável, sobretudo pela trade desastrosa que não trouxe-nos nada de produtivo. Com aquelas picks e o ritmo desse ano teríamos conseguido grandes jogadores, não acham?

Para ajudar a leitura, trago o perfil de todos os draftados:

Perfil: Isaiah Ford, WR - Virgina Tech

Ford é um bom WR, ainda mais para um sétimo round...

Dando uma olha em nosso corpo de WRs, é praticamente impossível não bater no peito e dizer que estamos bem servidos. Quantos times podem contar com jogadores como DeVante Parker, Jarvis Landry e Kenny Stills? Poucos, é claro. Por isso pegar um recebedor no fim de feira pode não fazer tanto sentido numa primeira olhada, mas não é bem assim. Ataques precisam de opções e ter um recebedor que complemente os outros é importante. É o caso com Ford? 

VISÃO GERAL

Virginia Tech assinou o nativo de Jacksonville e colocou-o imediatamente para jogar. Ford ganhou menção honrosa All-ACC como Junior, liderando a equipe em recepções (56), jardas (709) e touchdowns (seis). Seu segundo ano foi ainda melhor, com números de destaque dentro da Conferência nas principais categorias ( 75 recepções, 1.164 jardas e 11 TDs ). A produção foi mantida em 2016 temporada, quando ele foi eleito para a segunda equipe All-ACC, com 79 recepções, 1.094 jardas e 7 TDs.

ANÁLISE

  • Pontos Positivos - Excelente atleta com boa altura. Boa aceleração em suas recepções e pode criar janelas extras, além de cruzar bem rotas. Varia a velocidade da rota para disfarçar suas intenções. Acompanha a bola profunda e tem capacidade finalizar a recepção. Consegue adequar a rota quando o passe vem atrás;
  • Pontos Fracos - Precisa de peso para atuar na NFL, correndo assim risco de ficar menos veloz. Não terá muitos snaps no seu primeiro ano conosco, exceto em lances específicos. Precisa proteger os lances do zagueiro. Não tem grande uso das mãos e falta-lhe velocidade pós catch. Seus instintos são apenas medianos;
  • Comparável na NFL - Justin Hunter;
  • Resumo - Alto, mas fino, Ford usa sua altura para se sobressair mas na NFL os CBs são maiores e melhores do que os que ele enfrentou em sua carreira. Ele também precisa provar que pode ser eficaz quando enfrentar a cobertura da zona. Ele tem a altura e velocidade para ser uma ameaça de bola profunda no esquema certo, mas seu piso de crescimento é limitado;
  • Nota - Fim de feira é complicado conseguir talentos e nós conseguimos, descendo no round e ainda ganhando uma pick para 2018. Ele é alto, veloz e com qualidade. Faltam-lhe instintos e melhores mãos, além de ganhar massa corporal, mas sem perder agilidade e velocidade. Dado o round e de que não era uma necessidade, mas um WR com talento a escolha só pode ser classificada como A.

Perfil: Vicent Taylor, DT - Oklahoma State



Escolher outro DT pode, num primeiro momento, não fazer muito sentido mas existe uma ideia por trás do que fizemos ontem, depois de escolher Davon Godchaux e no sexto round draftar Vicent Taylor, de Oklahoma State. Temos 2 jogadores Starters na posição e termos 2 jogadores jovens traz uma possibilidade realizar rotações com qualidade. Claro que eu queria um Safety e talvez até mesmo um RB, mas como existe um plano por trás, aguardemos.

VISÃO GERAL

Em 2014, Taylor jogou em 10 jogos, conseguindo 13 tackles, um deles para perda. No ano seguinte, Taylor conseguiu ser eleito para a segunda equipe da All-Big 12, com 48 tackles, 8.5 para perda e 5 sacks. Em 2017 ele se tornou o pilar da defesa, acumulando 51 tackles, 13 TFL e 7,0 sacks. Ele também conseguiu bloquear quatro chutes, um feito e tanto. 

ANÁLISE
  • Ponto Positivo - Capaz de ganhar uma batalha além da Linha. Possui a força adequada para a posição. Tem braços longos e bom uso das mãos. Tem movimento adequado e ele realiza a perseguição. Procura e identifica buracos na OL e os usa para obter sacks;
  • Pontos Negativos - Falta-lhe flexibilidade e ele possui um elevado centro de gravidade, o que pode ser um problema em alto nível. Incapaz de ganhar terreno com movimento lateral, diminuindo sua eficácia como passa-rusher;
  • Resumo - A mistura de velocidade e força farão dele um bom jogador na NFL, Depois de uma sólida carreira em Oklahoma State, ele é considerado como um jogador que ajudará na rotação e não deve conseguir ser Starter na nossa DL. Alguns analistas cotavam ele como uma escolha de terceiro round, mas ele caiu ficando para nossa escolha.
  • Nota: Um achado? Talvez. Como eu disse lá em cima, em primeira análise não parece ter sentido em draftar dois DTs quando você tem Ndamukong Suh no elenco. Mas é justamente para que a estrela possa render ainda mais que necessitamos de jogadores com Taylor. Dado que ele caiu no draft e é um bom prospecto, mesmo sem ser uma necessidade latente, eu classifica a escolha como B+.

Perfil: Isaac Asiata, Guard - Utah



O Miami Dolphins fez uma escolha neste ano: DEFESA. E só fez duas escolhas fora do setor, uma delas foi Isaac Asiata, Guard da Universidade de Utah. E vamos ser bem sinceros: ele é, talvez, o único que tem lugar certo como Starter no dia da abertura da temporada. Talvez, porque tem outros que podem virarem Staters, mas eu cravo que ele será. Ele tem potencial para preencher o espaço no meio da OL ( em qualquer um dos lados ) e render bem perto do que, por exemplo, poderia render Forrest Lamp. Com teto menor é claro e evidente, mas não deverá fazer feito.

VISÃO GERAL

Isaac é o primo do ex-Utah e atual Minnesota Vikings Matt Asiata. O agora nosso Asiata (ah-see-ah-ta) começou todos os jogos desde então, principalmente como Left Guard ( com sete jogos como Right Guard em 2014 ). Ele ganhou menção honrosa na All-Pac-12 aviso como um Júnior e figurou na Segunda equipe como Sénior. Asiata trocou camisa com o Center JJ Dielman em outubro de 2016, que se machucara seriamente, como um sinal de apoio para seu companheiro de equipe caído.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Altura e corpo saltam aos olhos, sem contudo perder flexibilidade exigida para a posição. Atua em ambos os lados e ainda pode atuar como Center, o que uma vantagem interessante porque Mike Pouncey não consegue ficar saudável. Atua com excelente agressividade sem ser faltoso. Exige esforço extra dos defensores, dando o máximo logo no início do Snap. Tem rapidez em suas reações para proteger o QB em blitzes e mudanças de jogadas, quando o QB busca alternativas na jogada.
  • Pontos Fracos - Estilo pode ser muito frenético, precisando melhorar - bastante - o uso das mãos. Sua técnica carece de desenvolvimento, sobretudo quanto ao equilíbrio. Pode ficar no meio do caminho entre um Guard excelente e mediano se não evoluir. 
  • Comparável na NFL - Jeremiah Poutasi
  • Resumo - Agressivo e poderoso com a capacidade de criar espaço para RBs em um esquema de energia. Asiata precisa manter o ritmo durante toda a partida, por vezes parece um All-Star e no Snap seguinte um jogador de High School. Tem todo o potencial para ser um sólido starter por anos na NFL, mas pode ser melhor do que isso com o desenvolvimento certo. Uma vantagem é sua dedicação.
  • Nota - Aqui disponibilidade e necessidade casaram-se perfeitamente. Asiata era cotado para sair no terceiro round e, incrivelmente sobrou para nós no quinto. Temos um jogador capaz de ser Starter durante toda a temporada e que pode atuar no interior da OL em qualquer posição. Forte no jogo corrido carece de melhorias na proteção ao passe. Um achado, sem dívida alguma. Por tudo isso é uma escolha A.

Lista dos UDFA com quem assinamos

Malcom Lewis, WR - Miami

FS, Maurice Smith - Georgia
Todo final de Draft sempre ocorre uma corrida atrás daqueles jogadores que não foram selecionados. Raramente alguém consegue sobreviver aos primeiros cortes e praticamente nenhum passa do corte antes da temporada regular. Mas tem atletas com qualidade, mas sempre com grandes buracos. A lista de jogadores com quem assinamos é essa:
  • Chase Allen, ILB, Southern Illinois
  • Praise Martin-Oguike, OLB, Temple
  • Matthew Haack, P, Arizona State
  • Larry Hope, CB, Akron
  • Torry McTyer, CB, UNLV
  • Malcolm Lewis, WR, Miami
  • Drew Morgan, WR, Arkansas
  • Damore'ea Stringefellow, WR, Ole Miss
  • Francis Owusu, WR, Stanford
  • Cameron Malveaux, DE, Houston
  • De'Veon Smith, RB, Michigan
  • Eric Smith, OG, OT, Virginia
  • Maurice Smith, FS, Georgia