segunda-feira, 21 de maio de 2018

Perfil do Escolhido: Mike Gesicki

Um TE que possa meter medo nos rivais? Gescicki pode sê-lo...
O Miami ressente-se de um TE dominador a muito tempo. O último nome que eu me lembro que tenha chegado perto disso foi Randy McMichael, que nos deixou em 2004. Faz muito tempo, mas esta busca pode ter, enfim, chegado finalmente ao fim neste draft, com a escolha de Mike Gesicki. Só o tempo dirá se sim ou não, mas são fortes os indícios de que sim.

Gesicki é um atleta fenomenal para a posição e as Universidades viram esse aspecto  enquanto inspecionavam sua carreira no High School. Gesicki acabou escolhendo Penn State e não se arrependeria disso. Jogou em todos os 13 jogos ( um como Starter ) em sua primeira temporada ( 11 catches para 114 jardas ). Ele começou 8 dos 12 jogos em 2015, conseguindo 13 catches para 125 jardas e seu primeiro touchdown. Gesicki usou seu tamanho, capacidade atlética e mãos seguras para se beneficiar do melhoramento do ataque em 2016, ganhando menção honrosa na All-Big Ten, depois de iniciar todos os 14 jogos e terminar entre os melhores TEs do país recebendo passes ( 48 recepções, 679 jardas, 5 TDs .

Ano passado ele deu o grande salto, ao marcar 9 TDs, mesmo conseguindo menos jardas totais ( 563, fruto de uma melhor marcação após as 679 do ano anterior ). Mais uma vez começou todas as partidas e ainda foi novamente mencionado no melhor time da temporada na All Big Ten. Em algum momento a discussão girava quem seria o primeiro TE a ser escolhido: ele ou Dallas Goedert. Acabou sendo ele e isso não é nenhum problema, nem reach. Vamos ao seu perfil:

Nome: Mike Gesicki - Idades: 03/10/1995 ( 22 anos )
Altura: 1,98m - Peso: 114kg - Universidade: Penn State - Classe: Sênior

Pontos Positivos
  • Ágil em seus deslocamentos, apesar do corpo forte;
  • Gera preocupação vertical para os linebackers, exigindo destes atenção máxima na cobertura;
  • Suas passadas largas, aliada ao seu porte atlético e os quadris ágeis o ajudam a criar separação em rotas de segundo e terceiro nível;
  • Máximo esforço em cada execução de rota;
  • Muda a velocidade de rota e esconde de forma eficaz qual a rota que fará;
  • Capacidade de executar padrões de rotas mais complexas é um trunfo;
  • Habilidades de recepção se destacaram na classe TE de 2018;
  • Sua capacidade de saltar foi aperfeiçoada por jogar vôlei e basquete;
  • Usa envergadura para fazer recepções que dificultam as marcações;
  • Faz ajustes no ar e muitas vezes está na posição ideal para puxá-la para o corpo; 
  • Durabilidade é um destaque adicional. Praticamente sem histórico de contusões.

Pontos Fracos
  • Segundo analista, ele se destaca "apenas" por sua impulsão do que  como um TE;
  • Altura e Força são notáveis, mas limitam sua ação em campo aberto quando a velocidade é exigida;
  • Tem problemas com marcação perto da linha de scrimmage, que na NFL será ainda mais forte;
  • Precisa provar que pode lidar com marcações mais físicas em nível profissional.
  • Lentidão é um ponto a ser corrigido;
  • Abordagem passiva como bloqueador coloca corridas em perigo imediato. Uso das mãos é ruim no jogo corrido;
  • Contra marcação de alto nível ele costuma decair porcentagem de recepções.
Visão Geral - Uma boa escolha. Ele chega para ser Starter sem contestações. Suas falhas nos bloqueios são um ponto a ser observado, mas ele foi escolhido para receber passes e ser o "nosso" Gronk, se tornando nossa bola de segurança. Se Landry tivesse ficado seria o melhor dos mundos, apenas necessitando um QB. Mas como não ficou, será ele a bola de segurança isolada. 

Tem capacidade para isso. E talvez por isso o time tenha escolha Durham Smythe, para que ele possa bloquear deixando Gesicki livre para receber passes. Em todo caso, é bom ver quem será melhor entre ele e Goedert. Se fizer bem a transição da NCAA para a NFL, tem tudo para ser uma estrela por 4 anos em Miami. E depois, claro, ser doado para algum outro time...


domingo, 20 de maio de 2018

Perfil do Escolhido: Jerome Baker

Será ele a resposta para o nosso péssimo grupo de LBs??
Que nosso grupo de LBs é um dos piores de toda a Liga, todos sabem. Que precisamos nosso front office tem feito um péssimo trabalho tentando resolver este problema, também. A questão central é: Jerome Baker pode melhorar o nível do setor que é, por muito, o pior do time? Que já não é lá essas coisas todas no geral...

Baker vem de um bom sistema e tem talentos, mas existem tantos pontos contrários na mesma proporção dos pontos positivos. E é bom que ele dê certo, porque o setor é ele, McMillan e Alonso. Assim sendo, ou ele rende em alto nível ou teremos uma outra temporada longa...

Nome: Jerome Baker - Idade: 25/12/1996 ( 21 anos )
Altura: 1,85m - Peso: 102kg - Universidade: Ohio State - Classe: Junior

Pontos Positivos:
  • Move-se com fluidez e rapidez, além tremendamente esguio;
  • Muda de direção com facilidade;
  • Consegue evitar bloqueadores com movimento lateral rápido;
  • Identifica lacunas na OL e as aproveita bem;
  • Tem capacidade atlética para lidar com atletas de elite na cobertura;
  • Saquon Barkley foi quase que totalmente anulado no confronto do ano passado por ele;
  • Consegue marcar bem recebedores nas laterais do campo;
  • Capaz de superar erros;

Pontos Negativos:
  • Sua altura é sim um problema para a posição;
  • Falta-lhe força e resistência contra o jogo corrido, que podem limitar seu jogo na NFL. Se ganhar massa corporal para suprir isso pode perder agilidade, um dos seus trunfos;
  • Deve melhorar o trabalho com as mãos;
  • Seus instintos estão abaixo da média;
  • Sua capacidade contra o jogo corrido é uma preocupação real;
  • Precisará de bom treinamento para se desenvolver adequadamente. O que não é o caso em Miami;
  • Inconsistente em sua atuação, por vezes parece desligado da partida.

Visão geral - Baker tem capacidade atlética e velocidade, mas ele não tem força e resistência contra a corrida. A temporada júnior de Baker não impressionou, ele não tem os instintos adequados, mas é difícil ignorar sua rara velocidade. 

Como precisávamos de LB, pode parecer uma boa escolha, mas Baker é mais do que já temos em Kiko Alonso. O ideal era conseguir um LB forte e que pudesse dar conta no jogo corrido, mas não é o que foi feito. Ele não é mau jogador, mas não é exatamente o tipo que o time mais precisava. Vejamos como renderá em campo.

Perfil do Escolhido: Durham Smythe

Essa é a cena que queremos ver com nossa camisa...
Um Tight End seguro. A quanto tempo que não temos isso? Faz tempo, muito tempo... será que Durham Smythe é este atleta? Ele tem atributos que podem levar a resposta para sim e também para não. Tudo dependerá de como será usado e do QB que lançar bolas para ele.

Pontos Positivos:

  • Tem bom tamanho;
  • É bom bloqueando, sendo tecnicamente sólido, mas tem produção decente recebendo passes;
  • Bom uso das mãos;
  • Bom senso de posicionamento na hora das Blitz;
Pontos Fracos:

  • Precisa melhorar os ângulos de ataque aos LBs, pois na NFL será batido várias vezes assim;
  • Sua velocidade inicial é apenas mediana;
  • Suas rotas são muito "simples",  o que na NFL será terrível contra os Safeties e Linebackers;
  • Não consegue boa separação quando a cobertura não é em zone e sim individual;
  • Footwork precisa melhorar bastante.

Visão geral - Smythe é um clássico tight "Y" que se comporta como um bloqueador. Ele tem a estrutura, resistência e habilidade para ajudar a fazer o trabalho sujo como um bloqueador de corrida para equipes que precisam de resistência na posição. Enquanto Smythe pode pegar o que é jogado para ele, é improvável que ele seja um receptor de passe direcionado no próximo nível. O talento particular de Smythe como bloqueador de corridas deve criar uma oportunidade para se tornar um bom Starter nos próximos anos.

Com a escolha de Gesicki no segundo round, Smythe vai ser usado basicamente para bloquear. Tem talento recebendo passes, mas seu ponto forte é mesmo bloquear. Assim como Ballage, pode ter a sombra do jogador que foi doado na pick usado para ser escolhido. Não lembram quem foi? Um tal de Jarvis Landry.