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Pilulas do dia seguinte: Outra temporada perdida ou podemos esperar um milagre como 2008?

E ai Tannehill, quando é que você vai jogar mesmo?
66 jogos. 29 vitórias. 37 derrotas. Esses são os números do Miami Dolphins desde 2012. Se somarmos mais 48 jogos a esta ( temporadas 2009/2010/2011 ) conta, teremos 49 vitórias e 65 derrotas. Se quiserem em porcentagem, temos 0,4298 desde 2009 ( 0,4393 desde 2012 ). Sim, isso mesmo que você leu. E a tendência no médio prazo não é nada animadora. 

Porque eu coloquei estes números? Pois é preciso mostrá-los para seguir falando o que precisa ser dito: esta franquia tornou-se uma franquia loser. O termo é usado sempre que uma franquia fica vários anos sem conseguir ser competitiva ou, mesmo que esporadicamente o seja, não consiga ter mais acertos do que erros. E convenhamos o Dolphins é as duas coisas. Os erros são tantos que daria para falar uns 10 posts só com eles. E a cada temporada mais e mais erros aparecem. E as vitórias estão cada vez mais distantes. 

A sequência atual já é a maior de nossa história longe da post-season, superando a anterior que era entre 2002 e 2007 ( seis temporadas ), pois estamos sete temporadas sem pisar os pés na post-season desde 2008. E fizermos uma conta básica, temos que nas últimas 14 temporadas(!!!) só fomos uma vez à post-season. Apenas duas franquias conseguem ser piores do que nós: Browns e Bills, este último fora da pós-temporada desde 1999. Todas as outras 29 franquias ( exceção ao Patriots ) viveram secas ( alguns até mais do que nós ), mas foram a post-season mais vezes do que o Dolphins nestas 14 temporadas. Patético, com certeza.

A questão central é: teremos a 14ª temporada sem post-season em 15 ou viveremos o milagre de 2008? Digo isso porque em 2008 também começamos 0-2, mas a situação era outra. Mas resta esperar por isso, não é mesmo? Até porque para vencer a divisão seria necessário ao menos 12 vitórias, portanto sem chance vencer 12 em 14 partidas. E o Pats terá Tom Brady em duas semanas. Para uma vaga de Wild Card, sem grandes riscos 11 vitórias. Mas quem em sã consciência - e com Tannehill de Quarterback - aposta nesta façanha de vencermos 11 em 14? Ninguém, é claro. Resta, no caso, vencer 9 em 14 e contar que essa marca possa dar playoffs. Mas este time é capaz de vencer 9 partidas?

A resposta nua e crua é não. Falta de tudo para isso: QB, RB, OL e Defesa ( excetuando a DL ). E ao que parece falta também Comissão Técnica. Nada está melhor agora do que era ano passado e normalmente os times apresentam alguma melhora quando trocam de técnico. Mas nem isso nós conseguimos ver no time. E os novatos? Realmente causando super impactos no time... só que não. Laremy Tunsil - pick que eu critiquei - não está sendo nada além de um Guard mais ou menos. Sim mais ou menos. E quando se drafta alguém como ele o que se espera é alguém que mude o nível do setor, o que não é o caso. E Xavier Howard, o CB? Deu pena dele ontem.  E que tal o WR que Gase escolheu queimando picks de 2017? 2 recepções em duas partidas e espantosas 14 jardas!!! Os outros até aqui NADA fizeram. NADA. Enquanto isso alguns times tem 3, 4 e até mesmo 5 novatos contribuindo bem com o time.

O que me deixa mais triste é que nosso time ainda vencerá umas 5 ou 6 partidas e, assim como nos anos anteriores, ficará longe do Top 3 do Draft. Se bem que com a "capacidade" temos para escolher jogadores, tanto faz onde fiquemos no recrutamento... Por fim temos o Quarterback. Ou melhor, não temos. Eu tive que ler que no segundo tempo atuamos como Super Bowl Contender!!! Que tipo de pessoa consegue escrever isso, meu Deus? Tem que ser muito louco, cego... e outras muitas coisas para conseguir postar algo assim. A última vez em que o Miami atuou como Super Bowl Contender faz tanto tempo que eu nem sei dizer ( talvez o 21-0 contra o Pats no fim da temporada de 2006 ). Mas o fato é que resta bem claro o erro que foi draftar Ryan Tannehill em 2012. Na época eu falei que escolher ele faria-nos perder 3 anos, contando que ao fim de 2014 o time o descartaria e passaria para outro QB. Ledo engano. Veio uma inexplicável extensão contratual que o fez ser um QB de 100 milhões, sem NUNCA ter feito nada para isso. E se formos falar dos péssimos negócios feitos por causa dele, eu provavelmente pararia de escrever...

Agora é pensar em 2017? Nem sei se é o caso, porque como dito já queimamos picks do ano que vem. Mas é o que sobra... mais uma vez. Para recomeçar tudo de novo, com contratações erradas, picks mal feitas, mais derrotas, começar a pensar no Draft de 2018...

Comentários

ruy disse…
Flavio, vi muitos sites que deram como a ultima interceptação como querendo nao colocar na conta do Tanehill, mas analisando a jogada eu acredito que um QB teria que ter a precisão e se repara o wide receiver do MIami se encontrava bem solto logo, para mim ele errou muito no arremesso, pois se ele manda um pouco mais fraco ninguém das patricinhas conseguiriam cortar a recepção pelo espaço que deram.
Rafael disse…
SuperBowl Contender no garbage time. Li também em outros sites que a defesa do Pats não jogou a sério depois que o time abriu 31 a 3 e assistindo o jogo também fiquei com essa impressão.
Se pegarmos todas as defesas com essa moleza e o nosso QB jogar o jogo inteiro como joga no Garbage Time, aí podemos sonhar em playoffs...mas só chegar lá não basta. Com esse time e essa comissão, pegar uma vaga no wildcard e tomar um vareio de um Bengals ou Chiefs da vida fica ainda mais vergonhoso....
Triste futuro para o nosso time
Flávio Vieira disse…
primeiramente, obrigado pelos comentário Ruy e Rafael...

Prezado Ruy: naquela situação, sem proteção adequada ( de que serviu mesmo o draft de Tunsil?? ), jamais posso esperar que um QB meia boca como Tanneshit vá acertar o passe. É querer demais dele, ele simplesmente não é capaz disso. Sendo assim, eu acho que não podemos criticar ele por errar um passe que já sabemos previamente que não é capaz de acertar. Entendeu meu ponto?

Prezado Rafael: entendo perfeitamente tudo isso, quem não entende é o povo do "outro blog", que por serem defensores de Tanneshit precisam sempre arrumar algo que possa sustentar o que dizem dele. O time vai encontrar 5 ou 6 defesas com aquela "qualidade" do segundo tempo durante a temporada e vai vencer as partidas inúteis... como eu li durante a pré-temporada "pior do que não ter QB é ter um QB medíocre".

é o nosso caso. Times sem QB ficam entre os 3 piores da temporada e ai, podem escolher outro QB. Nós, com o nosso medíocre Tannehill nem vamos a post-season e nem ficamos no Top 3.

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