sexta-feira, 22 de novembro de 2013

E os rookies, como vão?

é, o nosso melhor rookie da classe desse ano é o Kicker...
O Site The Phinsider faz um acompanhamento semanal dos rookies. Eu fazia isso quando ainda acreditava que o Miami sabia escolher jogadores... perdi esta crença em 2010. Mas é bom analisarmos melhor o que cada um dos 9 escolhidos fizeram em campo ( ou não ) na partida diante do Chargers. Vamos adiante:
  • Dion Jordan – DE: 1º round, 3 ª pick no geral. Grau: B. Vinte e dois snaps é um número muito melhor do que os nove da partida diante dos Buccs, mas o uso estritamente ocasional é uma preocupação real. Um pouco encorajador é o fato de que Miami agora está usando-o para marcar tight ends, que mostra a sua capacidade em cobrir alguns dos alvos que recebem melhor da liga. Domingo, Jordan um tackle e pressionou duas vezes o quarterback Philip Rivers, um dos quais ele foi forçado a se livrar da bola pelo risco de safety. 
  • Jamar Taylor – CB: 2º round, 54ª pick no geral 54). Grade: D. O segundo jogador escolhido no draft simplesmente não entra em campo. Diante dos Chargers apareceu nos registros apenas porque conseguiu um tackle num. Muito pouco para um escolhido tão alto no draft, não é mesmo?
  • Dallas Thomas – OL: 3º round, 77ª pick no geral. Grau: C. Thomas estava ativo! Thomas jogou um snap! É um milagre! Ele entrou em campo como um sexto atacante elegível no segundo quarto. O que aconteceu neste lance? Touchdown de Daniel Thomas. E ele não mais voltou pra campo! Dallas Thomas: um jogo, um touchdown. Eu acho que o time encontrou o jogador para mudar o jogo quando as coisas não vão bem. Impressionante não?.
  • Will Davis – CB: 3º round pick, 93ª pick no geral. Grade: I (incompleto). Se pudemos ver Thomas pela primeira vez ( e única ) em campo, este prazer ainda não vivenciamos com Davis. Nem ativo para uma partida sequer ele ainda esteve.
  • Jelani Jenkins – LB: 4º round, 104ª pick no geral 104). Grade: C-. Além de seu papel normal de equipes especiais, ele teve um único snap: tentar parar o RB Danny Woodhead. Não foi bem sucedido, mas o esforço demonstrou que ele está bem.
  • Dion Sims – TE: 4º round, 106ª pick no geral. Grade: C-. Sims jogou apenas oito snaps, sinalizando que ele não pode ser uma grande parte dos planos de ataque dos Golfinhos 'se dirigem para o trecho da temporada. Ele não foi alvo e como de costume, foi convidado a bloquear durante a maior parte de seu tempo no campo.
  • Mike Gillislee – RB: 5º round, 164ª pick no geral. Grade: I (incompleto). Alguém sabe dele?
  • Caleb Sturgis – K: 5º round, 166ª pick no geral. Grade: A. Sturgis faz o seu trabalho. E 60% de seus kickoffs foi para touchbacks. Mas quando o melhor rookie de uma safra é um Kicker escolhido no quinto round é que algo está muito errado?
  • Don Jones – CB: 7ª round, 250ª pick no geral. Grade: D. Ele tem contribuído apenas no Special Team. Mas participou de apenas um Snap no domingo. Motivo? Ele errou um tackle fácil que poderia resultar em uma perda de jardas no retorno de punt e que acabou virando um ganho de 25 jardas. Não mais retornou ao campo. Tá bom ou querem mais? Ao menos ele foi escolhido no fim de feira.

Mike Pouncey assistiu o jogo de domingo ao lado de Incognito

Pouncey, o líder da OL mantém amizade com Incognito...
Certas coisas parecem acontecer só por aqui. Nosso Center Mike Pouncey, de longe, o melhor jogador da OL ficou de fora da partida diante do Chargers. Agora rumores, não confirmados, falam que ele pode fazer uma cirurgia, embora o próprio Pouncey disse que foi apenas uma intoxicação alimentar que o tirou da partida. De todo jeito ele ainda não treinou com o elenco e tem boas chances de não jogar diante do Panthers.

Mas se ele não viu a partida, o que ele fez no domingo? Bom, ele assistiu a partida de casa ao lado de... Ritchie Incgnito!!! E ainda falou que Incognito é um grande amigo. Cada dia que passa fica mais complicado acreditar na história de Jonathan Martin.

Além disso hoje era esperado que Incognito entrasse com uma ação contra o Miami, por causa de sua suspensão que acarreta em ficar sem receber salários ( algo como 1 milhão ), mas essa decisão foi adiada até o dia 02, quando o Miami é obrigado a tomar uma decisão: cortá-lo ou reintegrá-lo ao elenco. 

Ao que parece, existe clima pra volta de Incognito. Ou você levaria pra assistir um jogo do seu time um companheiro que tivesse feito bullying?

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Gratas Surpresas: Olivier Vernon DE

Ele foi escolhido no terceiro round de 2012...
Começo hoje uma nova linha de leituras dos Drafts passados e mostrando alguns jogadores que fogem a dura realidade péssimas escolhas. Não são craques, possivelmente nunca serão all-stars, mas que dada a nossa desastrosa capacidade de escolher jogadores, parecem até sensacionais. Abaixo o perfil e o rendimento até aqui de Olivier Vernon:

  • Nome: Olivier Vernon;
  • Idade: 23 anos ( 07/10/1993 );
  • Local de Nascimento: Miami - Florida;
  • Universidade: Miami ( Hurricanes );
  • Posição: DE em 4-3, OLB em 3-4;
  • Draft: 3º Round, Pick 72.
Me lembro bem de quando ele foi draftado ter lido alguns analistas falarem que ele poderia vir a ser a grande escolha da turma, indo disputar tal posto com o colega de Canes Lamar Miller. Ao ver o desempenho dos escolhidos antes dele ( Tannehill, Martin e Egnew - nesta ordem ) fica claro que ele está rendendo bem mais que eles. Miller ainda poderá vir a ser mais importante na NFL, mas dependerá de uma OL para isso. Já Vernon rende agora e produz bem pra defesa. Duvida? Que tal dizer que ele só tem menos sacks que Cameron Wake? Ou que ele é o defensor que mais pressiona o QB adversário? Ou que do lado dele o time cede menos jardas corridas?

Vernon chegou ao Miami cheio de dúvidas, primeiro porque fora considerado um reach ( quando um time seleciona um jogador bem antes do projetado ), mas o seu desempenho em campo tem demonstrado que o risco de o perder seria maior do que tê-lo draftado.  Em sua primeira temporada ele ficou revezando-se no oposto a Cameron Wake com Jared Odrick. Teve seus bons momentos, com um TD defensivo diante dos Jets e alguns sacks ( 3,5 ). Pois nesta temporada ele assumiu a posição de Starter, uma vez que Odrick foi deslocado pro meio da DL. E ele está rendendo...

Até agora ele conseguiu 5,5 sacks, marca como dito antes só é menor do que a estrela Wake. Nada mal para um jogador escolhido no fim do terceiro round, não é mesmo? Ainda mais se o time em questão for o nosso...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Investigador da NFL está conversando com jogadores

Ritchie Incognito está querendo voltar...
Um investigador da NFL, Ted Wells, está conversando com os jogadores do Miami, para poder produzir um relatório sobre as denúncias feitas por Jonathan Martin, que acusou Ritchie Incognito de fazer bullying. Ele deve ficar nas instalações até na quinta pela manhã. Isso em uma semana crucial onde iremos enfrentar o Carolina Panthers num jogo que pode ser decisivo. Passar tempo respondendo as questões sobre um caso desses, que pode nem ter acontecido.

Além disso, Guard Incognito está requerendo nas formas das regras da Liga, o seu reintegramento ao elenco e por tabela receber seus salários. Pelas regras da CBA ( acordo coletivo entre NFLPA e a NFL ) um time pode punir atleta por violar regras internas e deixá-lo punido por 4 semanas e mais uma semana extra sem pagamento, mas treinando e jogando. Após este prazo ( que no caso de Incognito vence no dia 02 de Dezembro ) o time tem que voltar o atleta pro elenco ou liberá-lo. Acontece que Incognito alega que nunca foi alertado que sua conduta, que ele julga legal, poderia causar-lhe uma suspensão e por isso cogita acionar a justiça para buscar o que, ele considera, lhe é devido.

Mike Pouncey realizou exames médicos ontem e não existe uma posição oficial a respeito dele. Hoje ele não treinou. A partida diante do Panthers pode ser a virada rumo a post-season ou enterrar de vez a temporada. Portanto é bom ficarmos longe de problemas o mais rápido possível...

Pilulas do dia seguinte: post-season é uma realidade?

A jogada de decidiu...
Vencer é um verbo que perdemos o hábito de conjugar em Miami. Enquanto os Pats tem 14 temporadas seguidas com mais vitórias do que derrotas, nós tem quase o contrário no mesmo período. E nas últimas 7 partidas o time venceu apenas 2. E vivemos uma gangorra, pois conseguimos perder pro Buccs ( até então zerados na temporada ) e vencemos times como Bengals e Chargers. Pois é, mas sabem o que é mais interessante nisto tudo: ainda temos chances reais de post-season.

Estamos empatados com o NY Jets pelo posto de sexto time classificado a post-season. Hoje perdemos porque estamos 0-2 dentro da divisão ( derrota pro Bills pode custar caríssimo demais ) e eles tem 2-2. Existe contudo uma boa notícia: eles só encaram a gente agora dentro da divisão, não pegam mais Pats e Bills. Portanto se nós conseguirmos bate-los duas vezes, temos tudo para ficarmos bem na fita.

Claro que vencer duas vezes os Jets é só uma parte do que temos que fazer. Pois ainda iremos encarar o Steelers, que vem crescendo na temporada e que hoje está com 4-6. Outro problema é o atual campeão do Super Bowl Ravens: primeiro porque perdemos para eles no desempate e segundo porque o resto do calendário deles é mais acessível que o nosso. Por falar em resto de calendário... contra quem e onde iremos jogar? Veja abaixo, com os meus comentários sobre cada um deles:
  • Carolina Panthers ( Sun Life ). Pelo o que estou vendo agora no Monday Nigth e pelo o que o Pats está sofrendo para segurar Cam Newton eu prevejo problemas nesta partida. Como o jogo será em Miami, temos uma chance, pequena é verdade;
  • NY Jets ( Metlife ). Jogo crucial. Vencer é necessário. Perder, pode esquecer post-season;
  • Pittsburgh Steelers ( Heinz Field ). Confronto direto. Matar ou morrer. E o rival vem crescendo e com o ataque fazendo muitos pontos. Como temos um ataque limitado...;
  • NE Patriots ( Sun Life ). Em condições normais, caso o time tenha conseguido a, improvável, proeza de vir de 4-0 na corrida, vencer seria possível. Acho isso pouco realista, por isso creio que iremos perder aqui e ficar com 7-7;
  • Buffalo Bills ( Ralph Wilson ). Eles estão engrenando e podem até estarem vivos na corrida pela post-season. O Miami tem perdido mais do que vencido jogando no frio do norte do estado de NY. Sem prognóstico;
  • NY Jets ( Sun Life ). Se ainda tivermos chances de post-season até aqui ( e isso já será espetacular ) o time terá que terminar a varrida diante do rival. Mesmo que não peguemos uma vaga na post-season fica o consolo de não perder pro mais odiado rival...
Mas antes de pensar nos próximos 6 rivais, é preciso pensar: este time é capaz de vencer, ao menos, mais 4 partidas? Sim, creio que seja. Problema é saber se eles sabem disso...

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Quem é o Miami Dolphins em 2013?

*Esta é uma tradução livre de um texto de Sean O`Donnell


Wake segue sendo monstro que todos conhecemos...

O Miami Dolphins (5-5) foi capaz de segurar o San Diego Chargers (4-6) e ganhar por 20 a 16 no domingo. A vitória rendeu aos Dolphins um empate para a última vaga do Wild Card da AFC. Entretanto, o Miami tem enfrentado uma enorme quantidade de adversidade nesta temporada e semana após semana, mantém uma irregularidade "interessante". Isso levanta a questão : Quem é o Miami Dolphins de 2013?

Depois de um início brilhante de temporada com 3 vitórias em 3 jogos, os Dolphins pararam e perderam seus quatro jogos seguintes. A vitória fundamental contra o Bengals na semana 9 parecia endireitar o navio, mas só por um momento. Na semana seguinte, o Miami perdeu para o, então sem vitórias, Buccaneers que levantou preocupação.Agora, apenas uma semana depois, os Dolphins conseguiram fechar de forma convincente um jogo apertado contra um Chargers muito talentoso, conseguindo a sua quinta vitória na temporada.

Este tipo de variação semanal não demonstra nada de bom para o resto da temporada. Afinal, a característica mais importante de uma equipe de playoff é a consistência. Os Dolphins simplesmente não tem isto neste momento. Então, por que são tão inconsistentes? Há numerosas razões. Primeiro o quarterback segundo anista, Ryan Tannehill, tem sido incapaz de dar um salto progressivo após uma sólida temporada de estreia. Tannehill teve seus momentos, mas o jogo dele está mediano, para ser justo. Os Dolphins perderam apenas um jogo nesta temporada quando Tannehill terminou com, no mínimo, 84.3 de rating.

Obviamente, é necessário um jogo mais consistente na posição de quarterback. A culpa, no entanto, não pode ser apenas colocada sobre os esforços de Tannehill. Afinal, o jogo corrido do Miami tem sido tão inconsistente como seu quarterback.

Apesar de uma média de 4,1 jardas por carregada durante toda a temporada, o Miami tem sido incapaz de criar um ataque corrido consistente. E no futebol americano, um ataque terrestre inconsistente cria um ataque desequilibrado que por sua vez, cria um jogo aéreo previsível. Se Tannehill for capaz de confiar em um jogo corrido sólido, sua eficiência irá melhorar de forma drástica.

Então, qual é a constante, a base comum, nestas duas fases inconsistentes do jogo? Essa resposta é óbvia: a Linha Ofensiva. Até agora, a situação entre Jonathan Martin e Richie Incognito é bem conhecida. Isso deixou os Dolphins sem duas engrenagens cruciais nas trincheiras. Com estes dois jogadores ausentes do lineup, o Miami sofreu. De acordo com a Pro Football Focus, a linha ofensiva dos Dolphins está classificada em 15º na proteção ao passe com uma nota 0.0, e 23º bloqueando para a corrida com uma nota negativa de 22,4. Simplificando, com uma linha ofensiva ineficiente, torna-se terrivelmente impossível para o ataque criar e desenvolver qualquer tipo de equilíbrio.

Miami tem uma grande quantidade de talento no lado ofensivo da bola, no entanto o seu calcanhar de Aquiles para o restante da temporada de 2013 será uma linha ofensiva muito instável. Esta unidade significou a falta de uma identidade para este time por 11 semanas.
  
A Defesa do Miami cede uma média de 23,2 pontos por jogo em 2013, bom o suficiente para uma classificação de 14º no ranking geral da NFL. Isso está longe de ser um número impossível de superar caso o ataque se torne equilibrado. Os Dolphins devem encontrar a sua identidade ao longo dos últimos seis jogos da temporada para que exista alguma esperança para uma vaga nos playoffs.

Olhando para o futuro, o Miami enfrenta apenas duas equipes com mais derrotas do que vitórias e uma boa quantidade de defesas Top10. Ao longo da próxima semana, o Miami deve encontrar uma maneira de criar uma identidade ofensiva, jogando com os pontos fortes da sua OL. 

Uma coisa é certa: o Miami Dolphins deve decidir sobre um plano e ficar com ele. Isto irá criar consistência e potencialmente permitir que eles possam dar o próximo passo e conquistar uma vaga nos playoffs.


Quem é o Miami Dolphins em 2013? Ainda temos que descobrir.   


domingo, 17 de novembro de 2013

Week 11: Chargers 16 x 20 Dolphins - Na marra!!!

Mais um vez na marra. Mais uma vez jogando mal. Mas desta vez, vencendo...
Faz algum tempo que eu não faço mais análises de partidas em seus detalhes. Porque analisar o que quando o teto do seu time é marcar 20 pontos e depender da defesa pra vencer os jogos? Bom, hoje foi assim. Não fosse lampejos de super defesa em campo, o time teria perdido. Porque depender do nosso ataque não dá...

Vencer é algo raro e com essa de hoje estamos zerados na temporada. E, acreditem, somos o primeiro time da AFC fora dos playoffs. Isso mesmo que você leu: se a temporada terminasse hoje, ficaríamos de fora por causa do desempenho dentro da divisão ( 0-2 ). Derrota pro Bills pode custar bem caro... Mas só de estarmos assim é quase um milagre. Devemos agradecer aos Bears ( que bateu o Ravens ) e aos, que coisa, Bills ( que bateram nos Jets ). Temos duas partidas diante dos Jatos, portanto é sim possível sonhar... por enquanto, apenas sonhar.

E quando você pensa que nada pode piorar...

Nosso, de longe, melhor OL está fora da partida...
"Lasquera no caminho da fêra" era o que gritava uma personagem da novela Renascer, quando queria deixar claro que algo terrível tinha acontecido ( a novela passou na Globo no começo dos anos 90 ). Pois é, agora podemos usar este jargão, pois o nosso melhor OL ( e um dos poucos Top Five que temos no elenco inteiro ) está fora da partida diante do Chargers.

Se fosse apenas ele o desfalque da OL, creio eu que até conseguiríamos manter vivas as chances de vitórias, que já são realisticamente falando pequenas. Mas como já estamos se Ritchie Incognito e Jonathan Martin, as coisas agora ficaram no grau desesperador. Como iremos conseguir correr com a bola? E quem fará os snaps?

Pois é, não exista nada que possa piorar que não aconteça conosco. E ainda vão faltar 6 jogos depois deste...