sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Porque raios Joe Philbin vai permanecer em Miami?

Philbin não é o pior Coach que passou pelo Miami, mas está longe de ser o que precisamos
Joseph "Joe" Philbin, 53 anos. Um profissional com uma boa carreira na NFL, desde treinador de Linha Ofensiva e Coordenador Ofensivo, todos no Green Bay Packers. Não era a primeira opção do Dolphins para a temporada 2012, tal posto cabia a Jeff Fischer, que assinou com o Saint Louis Rams. Veio para os Dolphins credenciado por comandar o ataque onde despontava Aaron Rodgers, mesmo que o Head Coach Mike McCarthy fosse quem chamasse as jogadas de ataque. Parecia uma boa aposta. Parecia...

Até hoje resta uma grande dúvida em suas primeiras ações: Mike Sherman foi escolhido OC para desenvolver Tannehill ou foi a escolha de Tannehill quem definiu a contratação de Sherman? Pouco importa, as duas escolhas foram péssimas. Mas teve mais: a doação de Brandon Marshall para o Chicago Bears por duas escolhas de terceiro round. Tal decisão foi ou não tomada para não atrapalhar o jovem QB, que nem draftado fora ainda? Pouco importa, foi outra péssima escolha.

Alguns analistas acreditam que nossa defesa renda melhor numa 3-4 do que no atual 4-3, porque Wake e Jordan teriam suas qualidade potencializadas. A escolha de um DC fiel ao 4-3 ( Kevin Coyle ) pode ter ferrado parte do potencial do time. Eu pessoalmente não acredito nisto, mas é inegável que existe uma clara diferença de desempenho na defesa da época de Mike Nolan para a de Coyle.

Philbin pegou um time que vencera 6 das últimas 9 partidas da temporada de 2011. Portanto, não era um time fraco. A época a certeza era: com o QB certo e com um draft cirúrgico, o time tem condições virar Contender. Este era o patamar do time que ele assumiu. Que fizera 7-9 ( 2009 e 2010 ) e só tivera o 6-10 de 2011 porque Matt Moore demorou para pegar o ritmo. Em todo caso, o Miami Dolphins era um time padrão 8-8. E Philbin não conseguiu melhorar isso.

Não vou discorrer sobre a escolha de Tannehill porque todos sabem bem o que penso sobre isso e como as pessoas ficam quando eu digo o que penso. Mas é inegável uma coisa: o time não melhorou em 3 anos e isso é terrível. Fosse só isso - e não é pouca coisa - o time piorou em certo sentidos. Como esquecer do Bullying Gate? Como pode acontecer algo assim e o Head Coach não saber? Ou não ser responsabilizado? Como ele pode escapar ileso após o time sem implodido? Pois é... ele voltou para a temporada 2014. E, mais uma vez...

O time ficou na mesma condição em que já estava antes, ou seja, no 8-8. Aliás, se o time vencer domingo, Philbin vai ficar com 24 vitórias e... 24 derrotas!!! Em três anos o time permanece sendo onde estava em 2011. Perdemos 3 anos, abrimos mão do melhor jogador do ataque, fizemos escolhas horríveis no Draft, perdemos partidas ganhas e seguimos sendo um time que nem é péssimo e fica longe de ser bom.

Domingo o time conseguiu vencer uma partida que, como postei, fez lembrar os velhos tempos de quando éramos um time vencedor e dávamos uma forma de vencer as partidas, não de perdê-los. Só que o dono do time Stephen Ross resolveu deixar a emoção superar a razão e no vestiário disse que Philbin estava garantido para a temporada 2015. Patético... mas esperar o que de alguém que parece com o Pateta?

Não existe explicação para tal medida. Existem opções no mercado e ele decide manter o Head Coach que não conseguiu elevar o patamar do time? Não existe hoje uma única razão lógica para a manutenção de Joe Philbin. E deixo um dado: em Cincy, os Bengals pensam demitir o Head Coach Marvin Lewis se ele não conseguir uma vitória na post-season!!! E, espantoso, o time vai a post-season pela quarta temporada seguida, um feito inédito na história da franquia. Só como dado comparativo: a sequência de 6 temporadas sem post-season atual empata com a nossa maior seca, que foi imediatamente anterior a última ida ao "paraíso"...

Enquanto equipes pensam em demitir técnicos porque não conseguem vencer na pós-temporada nós mantemos um que nem melhorou o nível da equipe. Isso, infelizmente, explica muita coisa em Miami... muita.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Week 16: Dolphins 37 x 35 Vikings - Que bom seria se o ataque fosse assim 10 vezes por ano

O Special Team finalizou uma partida cheia de alto e baixos
Existem coisas que, ao que parece, só rolam com o Miami Dolphins.  Recuperar-se da maneira como foi ontem é excelente - e não serei eu a dizer o contrário - mas inútil. Sim, inútil. Serviu para o quê? O time está eliminado, piora a posição no Draft, os "engraçadinhos" ficam todos ouriçados e, sobretudo, Stephen Ross se empolga e garante que Joe Philbin permanece em 2015. Aliás, eu irei falar sobre isso durante a semana, não tem sentido algum Philbin permanecer. Ainda mais porque o time o time pela sexta temporada seguida não vai para a Post-Season. Mas enfim, ele é quem assina o cheque...

Quanto a partida em si, vou começar falando que desencanei da partida no intervalo. Primeiro porque minha esposa requisitou usar o Notebook e segundo porque já fechara o link. Sinceramente, o primeiro tempo foi a representação fiel do que foi o Miami em toda a temporada: péssimo. O ataque, como de costume, foi trágico. A defesa também não ajudou em nada, diga-se. Mas os setores precisam se ajudar. Se o ataque entra e sai num 3 and out, não via ter defesa que resolva.  Sobre o primeiro tempo não dá para não falar da interceptação de Tannehill, coisa de quem ainda não está no nível necessário. Contudo, no segundo tempo...

Muitos estão falando de Tannehill, quev de fato jogou demais e que merece créditos por isso, mas após ver o lance do segundo Touchdown do Miami é preciso dizer que Mike Wallace fez uma recepção monstruosa no lance. Primeiro que o passe foi arriscado e quase que o CB desviava. Wallace consegue sabe-se lá como segurar a bola, ficar em campo e ainda conseguir colocar a bola na End Zone. Foi o ponto de virada. Se o Touchdown não saísse neste lance, acredito que nada seria como terminou por sê-lo.

Depois Lamar Miller e o próprio Wallace colocariam o time na frente. Ai a defesa tomou um TD e Jarvis Landry cometeu um erro que poderia ter custado caro. Em todo caso, é um novato e só se aprende assim mesmo, errando. Neste momento o Vikings marcou 15 pontos em apenas 11 segundos de partida: após marcar e conseguir a conversão de 2 pontos, Landry sofreu o fumble e o Vikings aproveitou. Tannehill, em dia de Marino, comandou o drive até a porta da end zone, foi sackado e mesmo assim conseguiu achar Damien Williams para o Touchdown: 35 x 35. Parecia o paraíso, tudo funcionando ( ou mais ou menos, quanto a defesa ). Por um instante todos esqueciam-se dos problemas, das frustrações, das raivas... tudo parecia apenas um pesadelo do qual acordávamos. Os poucos torcedores que ficaram no estádio entraram em êxtase e como que por milagre um time vencedor estava em campo. Foi mágico. Mas tinha mais...

O ataque do Vikings pegou a bola mal posicionado e a defesa destruiu o drive ( com direito a sack de Cameron Wake ) e ai o time de Minnesota teve que ir pro punt, com o Punter ficando dentro da End Zone. O snap foi mal feito, ele teve dificuldades para segurar a bola e quando ele chutou... Terence Fede ( DE escolhido no sétimo round ), bloqueou a bola que saiu pela End Zone, configurando o Safety. Miami voltava a liderança, com poucos segundos restando e a bola ainda seria de Miami. Mas o time dos Vikings fez algo que eu nem sabia ser possível: tentar um onside-kick em devolução de safety. Deu errado, o time recuperou e o Miami venceu. Epopeia no Sun Life.

Por um quarto ( 23 pontos ) fomos grandes. Por um quarto, deu para ter uma ideia do que é ser grande. Deu saudades. Pena que... bom, todos sabem bem que a realidade é bem diferente. E para comprovar que tudo que ruim está pode ficar pior: no vestiário Joe Philbin foi confirmado por Stephen Ross no cargo para 2015.

Em suma, uma tarde em que o pior e o melhor da história Miami apareceram em campo. Mas ao que parece, o passado recente é que vai prevalecer por, pelo menos, mais um ano.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Um aviso aos engraçadinhos

Alguns engraçadinhos resolveram, digamos assim, zuar o post que fiz hoje mais cedo, onde PROVEI que a temporada de Ryan Tannehill não é boa, sequer é melhor que a do ano passado.

E mantenho o que disse. Exclui dos post fora do educado e publiquei outros. Querem debater, eu aceito o debate. Mantenho que esse QB que hoje jogou bem, não serve pro meu time. Aliás, a partida de hoje só serve para isso mesmo: atrasar ainda mais equipe, já que o Stephen Ross já garantiu que Philbin vai continuar. Sendo que ele vai continuar, tudo seguirá como o mesmo. E isso não é o que eu quero para a equipe. 

Se existem torcedores que querem ver Tannehill fazer UMA partida excelente em 3 anos e comemorar isso como conquista de Super Bowl, eu lamento. Eu não aceito mais do que o melhor. Se querem outra temporada de 8-8 ( se o time vencer domingo, ficará na prática com 3 temporadas de 8-8 ), fiquem a vontade. Eu quero mais.

E para ser mais, Joe Philbin e Ryan Tannehill não servem. Simples assim.


Tannehill está jogando bem. Está mesmo?

É uma pena, mas um deles voltará em 2015...
Quando trata-se de Ryan Tannehill existem aqueles que: acreditam, gostam, defendem, babam e bajulam. E existe Flávio Vieira. Por conta dessa divisão ( onde eu estive praticamente sozinho desde 2011, quando começou-se a ventilar o draft deste péssimo QB ), brigas e discussões aconteceram em profusão. E nem por isso, mesmo perdendo amizades, eu mudei de ideia. Mantive-me fiel a minha percepção inicial: aquele QB com apenas 17 partidas com Starter jamais seria um QB decente na NFL. O tempo deu-me razão. As outras pessoas hoje em dia tem até possuem um Blog, mas por lá para proibido falar mal dele. Deve pegar mal admitir que erraram. Paciência, cada um na sua...

Antes de provar irrefutavelmente que ele não está jogando bem, vamos a algumas coisas que foram ditas sobre Tannehill e que serviram de muletas para a sua péssima atuação desde que foi draftado:
  • Ele está aprendendo na marra, já que não tinha experiência suficiente na NCAA. Bom, isso é um pouco verdade, mas convenhamos: ele tem agora 46 partidas como Starter e nem assim rende como um QB escolhido do Top Ten de um draft. Quantas partidas mais ele vai precisar para isso?
  • Os Wide Receivers são fracos. Vá lá que seja uma meia verdade e isso só valeu para a primeira temporada. Contudo, depois da rookie season a qualidade do Receivers evoluiu consideravelmente. E nem assim ele consegue jogar bem;
  • A Linha Ofensiva é uma draga. Foi a desculpa do ano passado. Os defensores, bajuladores e cia diziam que com um OL a sua frente, ele teria uma terceira temporada espetacular. Sim, eu tive que ouvir isso. Claro que só ..... bom, só doidos poderiam dizer e, sobretudo, acreditar nisso. Além do mais, quando ele jogava bem ano passado a OL não era problema, mas só quando ele não jogava nada;
  • O Coordenador Ofensivo é o problema. Bom, parece que não era tão verdade assim. Afinal, trocou-se o Coordenador e ele... está na mesmice de antes.
Se você é um defensor, bajulador ou etc, não passe desta linha. Você não gostará nada do que eu vou escrever. Aliás, já não deve ter gostado até aqui. Adiante.

Comecemos pelo básico: Número de Touchdowns. Ano passado, com a OL inexistente, ele laçou 24 na temporada inteira, um número até interessante. Só que tem um dado: antes da semana 16 ele lançara para 23 e agora 22. E nas duas últimas partidas, com o time dependendo apenas de si para ir a post-season, ele lançou para apenas um. Ou seja, ano passado ele tinha mais TDs do que agora!!! Isso é coisa de quem está jogando melhor?

Falando em OL, ele levou 58 sacks no ano passado. E mesmo assim segundo seus defensores, ele iria melhor se tivesse uma OL a seu frente. Sim, a OL do ano passado foi terrível e ele sofreu 58 sacks. Este ano, até agora, ele sofreu 38 sacks, que são 20 a menos, mas que nem assim é um grande número, é verdade. Mas ele foi melhor protegido, sem dúvida. E cadê a melhora? Para que ele pudesse ter melhorado, agora ele teria que ter uns 30 TDs, mas tem apenas 22. Alguém ai realmente acredita que ele consiga lançara 8 TDs em 2 partidas? Duvido que ate o mais ferrenho defensor dele ouse pensar nisso...

Menos TDs mesmo mais protegido. Isso já deveria ser o suficiente para convencer a todos de que ele não está jogando melhor. Mas existem outras informações: ele tem um novo Coordenador de Ataque, Bill Lazor. Não que ele seja um gênio, mas ele rapidamente percebeu duas coisas: não tinha como perder tempo ( ou perderia logo o emprego ) e não tinha um QB capaz de fazer a deep ball funcionar. Logo após a terceira partida, simplesmente sumiram os passes para mais de 20 jardas do playbook. Porque Lazor fez isso? Simples: Tannehill é um dos 5 piores QBs da Liga em passes longos. E dessa grave deficiência derivavam as interceptações em profusão. Em um determinado momento de 2013, Tannehill tinha errado 30 passes longos, com diversos deles tendo sido undrethrows ( curtos demais, atrás do recebedor ) ou overthrows ( além do recebedor ). Lazor simplesmente viu que isso não daria certo e mudou o playbook. Com isso, Tannehill passou a ter uma maior quantidade de passes acertados. Passou mesmo?

Vejamos alguns dados: em 2013 ele tentou 588 passes, tendo acertado 355 deles, agora em 2014 ele tentou 504 e acertou 334 ( 60,5% contra 66,3% ). Bom, inicialmente olhemos para o mais óbvio: ele acertou mais passes dentre os que tentou. Mas tentou bem menos. Mesmo faltando 2 partidas, tem uma diferença nada desprezível de 84 passes ai na conta. Nas últimas 3 partidas ele tentou, respectivamente 33, 35 e 47 ( média de 38 ). A menos que ele mantenha a média da partida contra o Pats, ele terá lançado menos passes do que no ano passado. E sem a bola longa, ele acertou mais passes, é fato, mas qual o ganho real disso? A média de ganho por jardas é a mesma do ano passado!!! Além disso, mantida a média atual, ele vai ter menos jardas do que no ano passado e isso porque conseguiu 346 contra o Patriots, sendo que nas duas anteriores foram 235 e 227 respectivamente. Se ele lançar 500 jardas ( o mais provável ), ele ficará 3.890 jardas ante as 3913 do ano passado. Realmente, uma excelente melhora!!!

Tem o Rating. Sim, este número é importante e ele tem o melhor da sua carreira até agora. Mas eu acho que a explicação para o Rating melhor foi dado acima: cortou-se a bola longa e ele passou a dar trocentos passes de 4 jardas, que não rendem quase nada. Além disso, ano passado nesta mesmo época ele tinha 14 interceptações. Agora 11. Não é uma melhora assim tão expressiva, não é mesmo? Mas é, até aqui, a única coisa que o ajuda nos números. Por falar em turnovers, ele teve 9 fumbles em 2012 e 2013. Sabem quantos eles tem agora? 8. E faltam duas partidas para ele igualar ou até superar a marca.

Menos jardas, menos TDs, menos vitórias... é, tem isso ainda. Ano passado nesta época o time tinha 8 vitórias, agora tem 7. Com uma OL melhor, com jogo corrido mais eficiente ( Miller tem 120 jardas e 4 TDs a mais do que no ano passado ), com um novo Coordenador Ofensivo, com um WR emergente ( Landry virou uma grata surpresa e já tem 675 jardas e 5 TDs ), com tudo a favor o nosso QB está pior do que em 2013. Qual é a explicação?

Eu poderia ficar especulando o dia inteiro, mas eu vou direto ao ponto: o problema é ele. Tudo conspira a seu favor, mas ele simplesmente não está a altura. E não venham culpar a defesa, porque este ataque fez 13 pontos no Ravens, 10 no Bills, 16 no Lions ( que na semana seguinte tomaram 40 dos Pats )... mas eu sei que muitos ainda assim, mesmo diante das provas postadas acima, irão crucificar-me. Mas eu nem ligo. Ficarei com os dados, com a verdade e com a dura realidade: perdemos 3 ( ou 4, pois duvido que risquem ele do mapa no ano que vem ) anos por causa deste péssimo QB.

Por fim, que tal lembrar que ele é único QB daquela turma ( tirando Cousins e Weeden ) a não ter levado seu time a post-season? Que dois QBs de terceiro rouns, Russell Wilson e Nick Foles, são melhores que ele? Que até mesmo RGIII com só uma temporada, tem mais feitos do que ele?

Enfim, a culpa é de todo mundo. Menos dele... #prontofalei