sábado, 29 de abril de 2017

Perfil: Davon Godchaux, DT - LSU


Esse é o ano de Defesa no Draft. Não apenas em Miami, porque mais de 57% das picks são do setor, e até aqui apenas uma não foi de defesa ( Asiata ). Nada de RB, QB, TE, WR... só defesa. No quinto round, após draftar Isaac Asiata ( Guard ), o time foi outra vez reforçar a DL, escolhendo Davon Godchaux de LSU.

Não é uma escolha ruim, pelo contrário. Mas a questão, mais uma vez, era a necessidade. Na análise do Draft eu vou aprofundar o tema, mas eu fiquei intrigado com a ausência de Safeties no recrutamento. Vamos ao perfil do escolhido:

VISÃO GERAL

Godchaux tem fortes estatísticas ( 14 sacks e 45 pressões ) nos dois últimos anos na faculdade.

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Forte e perigoso no pass-rush, possui boa técnica, com uma série de movimentos para entrar no backfield. Boa leitura dos movimentos do ataque e acompanha de forma consistente o movimento QB no pocket. 
  • Pontos Fracos - Força pode ser um problema, freqüentemente forçado a recuar pelo bloqueadores. Não demonstra o máximo esforço quando combate vários bloqueadores. Falta-lhe explosão, além de sua reação ser lentas. É fraco contra o jogo corrido. Foi preso em Setembro do ano passado sob acusação de maus tratos domésticos.
  • Comparável na NFL - Cullen Jenkins
  • Resumo - Enquanto ele fez avanços na temporada passada no pass-rush, Godchaux não tem sido eficiente contra a corrida ao longo de sua carreira e ele terá que fazer a sua marca como um pass-rusher na NFL. Ele tem sido um dos mais eficientes passe-rushers na nação nos últimos três anos, e ele tem a chance de apressar os QBs enquanto trabalhava para melhorar o seu trabalho no jogo de corrida. Se conseguir isso, terá sido uma grande escolha.
  • Nota: É um atleta nato e vai ajudar na pressão aos QBs, mas não deve ser Starter. Vai entrar aos poucos no time, sobretudo em situações claras de passe. Como um de seus problemas é no jogo corrido e isso é o nosso maior calo, o valor cai um pouco. Fico com um B+, por conter um risco adicional quanto ao seu caráter e extra-campo.

Draft 2017 - Round 6: Vicent Taylor, DT - Oklahoma State

Mais um DT, bem cru e que não deverá entrar em campo...
Tem coisas estranhas em Draft e uma delas aconteceu conosco no sexto round. Após escolher um DT no quinto round ( Godchaux ), o time vai e dobra a escolha, draftando Vicent Taylor de Oklahoma State. E o maior feito dele, acreditem, é ter bloqueado 4 FGs. A ideia, ao que parece, é desenvolvê-lo no esquema que usamos e ganhar com isso. 

Não gosto da ideia, ainda mais quando simplesmente ignoramos outras carências e nem escolhemos alguém no estilo BPA. Fico preocupado com a falta de profundidade entre os Safeties, mas agora já era. Ainda temos a escolha de sétimo round, mas raramente algo de muito produtivo aparece nessas escolhas.

A nota? Só no perfil, mas é até aqui a pior escolha do Draft.

Draft 2017 - 5º Round: Isaac Asiata, G - Utah; Davon Godchaux, DT - LSU

Imagina encarar alguém assim?

Outra boa pick, mas ele foi presos acusado de maus tratos domésticos...
No quinto round é onde os times mostram sua capacidade de conhecimento sobre jogadores. Escolher bem aqui é coisa para poucos e, curiosamente, temos uma certa tradição de achar talentos. Zach Thomas e Reshad Jones - só para citar 2 - foram escolhidos no quinto round. E hoje o time foi bem também neste round ao conseguir um Guard ( Isaac Asiata, Utah ) e um DT ( Davon Godchaux, LSU ), ambos podendo até mesmo serem Starter na semana 1, sobretudo Asiata.

Só tenho a lamentar que com a mão calibrada deste ano o time tenha queimado inutilmente duas picks deste Draft para não escolher ninguém ano passado. Com esse nível de acerto de 2017, o time estaria bem mais preparado para a temporada, mas...

A nota das escolhas só com os perfis, mas eu gostei das duas. Godchaux tem um risco grande envolvido, mas quanto maior o risco maior pode ser o retorno e Asiata é o chamado bullrun. Ele tem tudo para comandar nossa OL por anos. E, dada a foto acima, vai meter medo em muitos jogadores na NFL...

Perfil: Cordrea Tankersley, CB - Clemson


Por alguma razão desconhecida o Miami tem escolhido CBs baseados na sua altura e não exatamente na qualidade deles. Não que Tankersley seja terrível jogando, mas tem problemas sérios cem cometer faltas, assim com Xavien Howard. Teremos uma dupla alta e jovem para desenvolver nos próximos anos. Se eles deixarem de entregar jardas aos rivais, talvez dê certo. 


VISÃO GERAL

Cordrea ( pronunciado cohr-DRAY ) recebeu o apelido de "Tootie" de seu irmão mais velho Codarius, que repetiu a palavra várias vezes depois de ver seu jovem irmão pela primeira vez. Ele se esforçou para encontrar tempo na secundária em suas duas primeiras temporadas, principalmente jogando em equipes especiais ( 13 tackles em 2013, 11 tackles em 2014 ), como um defensor 
veterano 
dos Tigers liderou o Depth Chart. Uma vez que sua oportunidade apareceu, Tankersley não desperdiçou, sendo eleito para a terceira equipe All-ACC, após liderar Clemson com cinco interceptações ( uma retornada para TD ). 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Sua altura é, talvez, seu maior diferencial. Consegue dar um segundo esforço quando necessário, uma qualidade valiosa, além de pressionar bem o marcador. Experiente devido a suas temporadas como Starter, sendo bem produtivo, teve oito interceptações. Apto a atuar em Cover-2, equilibrando entre rotas curtas e longas. 
  • FRAQUEZAS - Antecipação e instintos ligeiramente abaixo da média. Os olhos são inseguros e podem ser lentos para processar e reagir. Permite demasiada separação de rota de fora da cobertura e terá de melhorar isso caso queira chegar no próximo nível. Problemas de equilíbrio na cobertura. Teve oito interferências contra ele em duas temporadas. Necessita de adicionar mais músculos para atuar na NFL.
  • Comparável na NFL - Dre KirkPatrick
  • Resumo - Tem um corpo impressionante mas ele tem alguns buracos em seu jogo que podem impedi-lo de atuar em altíssimo nível. Precisa melhorar a sua cobertura, mas as oito intercepções mostram que ele pode produzir bem.
  • Nota - Uma boa escolha, sem dúvida. Fim de terceiro round o talento fica mais escasso mesmo. Alguns mocks apontavam ele na nossa pick de segundo round, por isso a escolha sobe mais de cotação. Seus problemas são corrigíveis, mas demandam qualidade na transição da NCAA para a NFL. Diante disso, a escolha é a melhor até aqui, e eu classifico-a como A.

Perfil do Escolhido: Raekwon McMillan, LB - Ohio State

Uma escolha complicada de achar ruim...
E se a primeira escolha não cobriu uma necessidade real do time, isso não aconteceu com a escolha do LB Raekwon McMillan de Ohio State. Ele chega para ser Starter como ILB, uma carência clara do time. Tem qualidades destacadas, mas seus defeitos também são destacados. Um deles, em especial é desanimador. Vamos ao perfil dele:


VISÃO GERAL

McMillan não conseguiu ser um atleta fora de série durante seus três anos em Columbus, conquistou os scouts da NFL. Obteve foi eleito para o segundo time da Big Ten, liderando os Buckeyes com 119 tackles. 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Seu movimento após o snap é ótimo, achando os ângulos corretos. Exige dos Guards esforço máximo para evitar seu ataque ao QB. Consegue antecipar as rotas do RBs, usando sua boa capacidade de cobertura em zona. Lê os olhos do quarterback e re-organizando os companheiros. Ganhou massa corporal durante a carreira, algo que será vital na NFL.
  • Pontos Fracos - Por vezes fica preso no lado errado do bloqueio. Lento para se livrar dos bloqueios e para escolher outro movimento. Falta-lhe velocidade e reação na mudança de direção para conter RB mais ágeis. Tem limitações na cobertura mano-a-mano. É muito produtivo em seus números, mas o sistema de Ohio State é montado fortalecendo o papel do ILB. Precisa melhorar o uso dos pés.
  • Comparável na NFL: Mason Foster
  • Resumo: McMillan tem muitas questões no uso dos de pés. Ele pode ter se beneficiado se jogar ao lado de uma grande quantidade de talentos NFL. Ele é ativo e joga com bons instintos. Ele tem o potencial de se tornar um titular médio na liga.
  • Nota da Escolha: Ele é um valor bom para o segundo round e cobre uma necessidade. Tem problemas, mas Harris também o tem. Eu classifico a escolha como A-, pelas deficiências serem bem latentes, mas não tem como fechar os olhos para suas qualidades que serão muito importantes na defesa queijo suíço do Miami Dolphins.

Draft 2017 - Round 3: Cordrea Tankersley, CB - Clemson

Temos mais um CB, mas... ele está longe de ser uma Brastemp.

Você gosta de jogadores com nomes complicados? Pois bem, se você é um desses você tem um jogador para chamar de seu: Cordrea Tankersley, Corner de Clemson. Ele foi escolhido no fim do terceiro round na pick compensatória que recebemos pela saída de Olivier Vernon.

Eu não tinha ouvido falar dele e em algumas boards ( listas ) ele era atleta de segundo round, mas em outras de quarto. Em todo caso precisavamos de um CB alto com certa agilidade, contudo ele é rei de interferências no passe ( talvez por isso tenha sido draftado ).

Uma escolha estranha, pelo atleta, mas não pela posição. Defesa é o foco e tinha que ser assim mesmo, mas pela terceira vez neste Draft não fomos de BPA. E isso é estranho. E pode custar caro.

Charles Harris foi mesmo uma boa escolha ou mais uma pick perdida?

Pass-rush ele é de fato, mas em conter corridas ele é um desastre...
Toda dia de Draft ( sobretudo o primeiro ) eu me lembro de uma das cenas mais icônicas de Tropa de Elite ( o sem esquerdopatismo no enredo ), onde o Capitão Nascimento deixa claro seu pensamento sobre às ordens de "limpar" o morro do Turano e garantir o sono do Papa João Paulo II: "já disse Carvalho, vai dar merda".  Infelizmente ano após amo essa cena se repete. A escolha de Charles Harris ( DE Missouri ) nem é ruim pelo jogador em si, mas pela situação. Vamos aos pontos:
  • Harris vai precisar de desenvolvimento em sua técnica. E não somos exatamente um exemplo nisso. Pelo contrário, é claro;
  • Ele não deve ser Starter no começo da temporada. E quando você não tem uma defesa forte o que se espera é ter um jogador para elevar o nível do setor. Não será, de início, o caso;
  • Melhoramos nosso pass-rush, é claro. Mas este já é o ponto mais forte de nossa defesa;
  • E quem vai parar o jogo corrido? Porque não será Harris, pois o pior ponto dele é justamente conter as corridas;
  • Depois do ano passado eu imaginei que o time fosse seguir adotando o BPA e esquecer a necessidade principal. Acontece que ao escolher Harris o time nem cobriu a necessidade e muito menos escolheu o melhor jogador;
  • Harris nunca - provavelmente - será o Defensor do Ano. Trocando em miúdos: ele é mais um,. Pode até se destacar, mas não será um All-Star. Ao menos não está cotado para sê-lo.
Como disse o Bruno Carril no Grupo do Face, "Não acho que Charles Harris foi uma escolha ruim pelo atleta, que parece ser bom, e era o melhor DE disponível. Acho péssimo que existiam 2 ( Foster e Lamp ) escolhas que pareciam ser melhores e que se encaixavam muito mais adequadamente às nossas necessidades."

O fato é que podemos ter perdido uma oportunidade ou pulado uma fogueira. Foster pode nunca render em alto nível e existe Guards ainda disponíveis que podem nos ajudar. Só o tempo dirá...

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Draft 2017 - Round 2: Raekwon McMillanm, LB - Ohio State

Eis que escolhemos um LB com qualidade...
Com a 22ª escolha do 2º Round ( 54ª Geral ) o Miami Dolphins escolheu Raekwon McMillan, LB Ohio State. Assim melhoramos nosso corpo de LBs e podemos focar em outras carências nas outras escolhas que ainda temos.

Contudo, é preciso pontuar que um tal de Zach Cunningham ainda estava disponível e decidir passá-lo pode no futuro cobrar um preço alto. Mas isso só saberemos no futuro. Mais tarde um perfil de McMillanm.

De um modo geral uma boa escolha. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Draft 2017 - Round 1: Charles Harris, DE - Missouri

Harris é um Phins Player
Miami fez uma escolha arriscada. Optou por deixar passar Reuben Foster e escolher um DE com talento nato mas um tanto quanto cru. Harris tem qualidade e poderá ser a resposta para a pressão aos QBs ( leia-se Tom Brady ), mas se Foster virar o novo Dan Marino... iremos nos arrepender demais. Ou se ele virar o novo Aaron Rodgers, idem.

A escolha, entendam, não é ruim. Pelo contrário gostei do que vi, mas a fraqueza de Harris é justamente o jogo corrido, nosso maior calo. Pode dar certo, é claro. Mas Foster é um talento grande demais para ter sido passado por nós. Mas agora é passado e devemos torcer que ele vire um grande jogador. Poderá ser...

Daqui a pouco eu posto um perfil dele.

Hoje é o dia. Mas de alegria ou decepções?

Grier, Gase e Tannenbaum. O que será desse draft que começa hoje?
Hoje acontece o Draft da NFL. Dia em que renovamos nossas esperanças de conseguir um atleta capaz de nos levar de volta ao topo. Desde muito tempo que nós esperamos por isso e até agora eu garanto: esse jogador não veio.

Chris Grier, Mike Tannenbaum e Adam Gase tem o poder de escolher o novo "messias" dessa franquia. Qual a chance de que seja este o ano? Eu não tenho mais grandes esperanças, mas espero ao menos que o escolhido seja alguém para ser Starter e contribuir por anos para a equipe. 

Em tempo de escolhas recentes temos vários jogadores cortados/trocados TGJ, Jake Longe, Vontae Davis, Jared Odrick e Dion Jordan. Só para lembrar... e no time temos Mike Pouncey ( único all-star ), Ryan Tannehill, Ja'Wuan James, DeVante Parker e Laremy Tunsil. E destes, só o primeiro é All-Star.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Perfil: Malik McDowell, DT - Michigan State


Aconteceu ontem, no Twitter, um Mock Draft com autores de todas as 32 equipes da NFL aqui no Brasil. E não, eu não fui o responsável pelo Dolphins. Foram escolhas sequenciais, sem trades, onde cada um colocou o que desejava ou imagina o que a equipe faria. O responsável pelo perfil @BrDolphins fez uma escolha que eu não gosto nem um pouco: o DT Malik MdDowell de Michigan State.

Apesar de não gostar, trago o perfil do mesmo para que, caso o time faça isso na quinta, não sejamos pegos de surpresa.

VISÃO GERAL

Como um top-50 prospecto de High School de Detroit, McDowell poderia ter ido para qualquer time, mas ele foi contra os desejos de sua família e se matriculou em East Lansing, o que fez com que o treinador Mark Dantonio e sua equipe muito feliz. Depois de jogar como reserva na temporada de calouro ( 15 tackles, 1,5 sacks ), McDowell alinhou na segunda equipe All-Big Ten ( 13 TFL e 4,5 sacks ).

ANÁLISE

  • Pontos Positivos - Agilidade e atleticismo chamam atenção de todos. Pode sobrecarregar bloqueadores com força pura e explosividade quando usa os pés da maneira correta. Pode redirecionar seu peso e manter a busca de quarterbacks móveis, além de muito bom contras as corridas.
  • Pontos Fracos - Footwork e sua técnica precisam melhorar. Alto centro de gravidade é um problema às vezes. Provavelmente seu maior problema é que os Scouts estão preocupados com ética de trabalho e sua liderança.
  • Comparavável na NFL: Ezekiel Ansah
  • Resumo - Tem características físicas semelhantes e habilidades de Arik Armstead e DeForest Buckner, mas não tem a personalidade de ambos. Produção dele oscila muito e pode atuar como DT em 4-3 ( o esquema que usamos ) ou até mesmo um DE em 3-4. McDowell é um talento cru, mas é perspectiva explosiva, ascendente com potencial All-Pro, mas ele precisará de desenvolvimento adequado para isso. E, convenhamos, desenvolver jogadores crus não é exatamente onde somos considerados excelentes...

domingo, 23 de abril de 2017

Perfil: Haason Reddick, LB - Temple


O perfil anterior ( Jarrad Davis ) caso o escolhamos na quinta terá uma certa cara de REACH, mas caso o escolhido seja Reddick terá uma achado, uma vez que ele está cotado para sair antes de nossa escolha. De uma Universidade menos famosa e que não costuma colocar atletas no Top 20 do Draft, Reddick tem capacidade atlética e instintos para ter destaque na NFL. Se ele sobrar em nossa escolha, teremos conseguido um atleta e tanto...

VISÃO GERAL

O atletismo de Reddick floresceu ao longo das duas últimas temporadas para as corujas. O ex-Runningback e Safety no High School mostrou flashes como um digno pass-rush em sua temporada como Redshirt ( 14 tackles, quatro para perda e um sack ) e sophomore ( 23 tackles, sete TFL, 1.5 sacks). Reddick e seu companheiro de equipe, Dion Dawkins,foram detidos por um assalto numa boate da Filadélfia em março de 2015, mas não foi suspenso. Ele resolveu jogar muito para se recuperar e conseguiu. Foi selecionado  para primeira equipe da Conferência, sendo titular 12 vezes, com 45 tackles, 12,5 TFL e 5 sacks. 

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Atleta explosivo, ágil e com grande flexibilidade, o que o permite mudar rapidamente de direção, algo que aumenta sua cotação como LB. Bom trabalho de pés e um ótimo posicionamento para iniciar o contato. Trabalhou em todas as posições do Front Seven, mostrando versatilidade;
  • Ponto Fracos - Vai precisar de mais força de jogo para afastar bloqueadores NFL, sobretudo de for usado como DE/DT. Faltam-lhe volume, o comprimento  e a força necessárias para atuar como um OLB de 3-4. Melhor contra o passe do que contra as corridas. Atuou em menos de 70 por cento dos snaps defensivos da equipe, o que não acontece com LB Starters da Liga;
  • Comparável na NFL - Ryan Shazier
  • Resumo - As lesões limitaram Reddick a apenas quatro jogos nos últimos dois anos do High School. O esquema de Temple o ajudou muito a potencializar seus números ( 3 fumbles forçados, 9,5 sacks e 21,5 TFL em 2016 ). Velocidade e atleticismo poderian dar-lhe uma chance maior de impactar o jogo como um 3-4 ILB ou um 4-3 OLB, em vez de tentar aumentar a massa para jogar como DE.

Perfil: Jarrad Davis, LB - Florida



Com a proximidade do Draft, nomes e mais nomes começam a aparecer na Board do Dolphins nos inúmeros Mocks feitos, muitos duas vezes por dias, nos sites especializados. Entrevistas dadas por Adam Gase essa semana deixaram quase certo que o time escolherá um OL ( Lamp ) ou DL/LB, com chances quase zero de aparecer um CB/FS/SS no primeiro round. 

Neste sentido é que Jarrad Davis pode terminar pintando como jogador do Dolphins. Ele tem qualidade para jogar com LB, mas... sempre tem um porém, né?

VISÃO GERAL

Em 2016 sofreu uma contusão na perna que o limitou na temporada. Davis construiu sua reputação nos primeiros três anos, entrando imediatamente como um caloiro genuíno para jogar em cada jogo ( 24 tackles, dois para a perda ) e ganhar o prêmio de jogador o mais valioso nas equipes especiais. Ele foi uma reserva importante em 2014, também, antes de perder os últimos três jogos com uma lesão ( 23 tackles, um para perda.) Finalmente, conseguindo uma chance de começar como Junior, Davis não decepcionou com 98 tackles, 11 para perda e 3,5 sacks.

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Excelente flexibilidade com aceleração de elite, algo essencial para um LB. Muito bom em terceiros downs de corrida, com razoável leitura do ataque. Melhorou muito sua disciplina. Consegue acompanhar bem o TEs nas suas rotas. Tem espaço e capacidade atlética para melhorar na cobertura do segundo nível;
  • Pontos Fracos - Instintos medianos, fazem com ele cometa faltas e movimentos errados, gerando ineficiência. Melhorar o uso das mãos é um item a ser explorado, bem como sua durabilidade.
  • NFL COMPARAÇÃO Shaq Thompson
  • Resumo - Elogiado tanto pelo seu futebol quanto pelo seu caráter pessoal, Davis tem presentes atléticos para acompanhar as características que as equipes estão procurando. Sua capacidade de cobertura e como ele termina seus tackles torná-lo um projeto favorito para algumas equipes. Embora seja fácil se apaixonar pelas características e potencial, terá que cobrir melhor as rotas e livrar-se melhor dos bloqueios. Prospecto ideal para atuar como OLB no sistema 4-3.