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O Caminho até o Super Bowl passar por...


Domingo começa a nossa caminhada rumo ao LandShark Stadium. Como assim ao nosso Estádio? Leia a matéria e entenda...
Quais são os "caminhos" para que possamos jogar o Super Bowl XLIV em casa, no LandShark Stadium? Existem chaves para isso, e elas são estas:
  • Correr com eficiência, sem a "Wild Cat".

Em 2008 o time foi a "sensação da temporada" graças a jogada mais comentada, mas se formos olhar mais atentamente os números veremos que com todo o auê criado o time foi apenas o 11° correndo e o 14° em jardas por corrida, o que pode fazer alguém pensar "fomos muito bem correndo", mas não é bem assim. Tivemos várias big plays graças a Wild Cat que inflacionaram os números. Prova disso? Como foi o nosso desempenho corrido contra o Pats em Miami? Ou contra o Ravens, também em Miami? Correr, sem a WC dependência, é uma necessidade. Se conseguirmos iremos longe. Se não, deveremos ficar pelo caminho novamente.

Existe outro dado a ser considerado: correndo, desafoga-se o jogo de passe, sendo este usado apenas quando necessário ou para descansar os corredores, sendo portanto, mais mortífero. E ficando em campo, nossa defesa fica descansada e igualmente, mais efetiva. Pra finalizar: Chad Pennington quando teve que tentar mais de 35 passes, o time 1-3. Desempenho horrível, sem duvida.

  • Pass-rush fortíssimo, pressionando o QB adversário o tempo todo.

Basta ver como o Ravens, com seu ataque meia-boca, quase foi ao Super Bowl ancorado apenas no seu mortífero Pass-rush, para se ter uma ideia da sua importância. Sendo assim precisaremos pressionar os QBs adversário e forçá-los a arriscar dentro das partidas, e contar com nossa secundária.

Em termos de nomes, temos duas importantes adições: Jason Taylor e Cameron Wake. O primeiro dispensa apresentações, embora agora seja LB, e o segundo veio da CFL ( Canadian Football League ) como sendo um monstro do "pass-rush" e até aqui mostrou ter mesmo qualidades neste quesito. Wake começou lentamente pois era praticamente um Rookie, mas cavou seu lugar no elenco.

Dos que já estavam no elenco, tenho esperanças nos DEs ( Langford e Merling ) para se tornarem "mortais". Kendall Langford, escolhido no terceiro round, é Starter e permanecerá assim até, provavelmente, por muito tempo. Já Phillip Merling tinha tudo para ser Starter, mas perdeu a batalha contra Randy Starks e permanecerá reserva, posição que ocupou ano passado de Vonnie Holliday.

Finalizando, temos outras boas peças: Jason Fergunson é um DT seguro, Troy McDaniel é útil na rotação e Paul Soliai idem. Tenho boas esperanças para o setor.

  • Vencer os rivais de divisão

  • Muito se falou sobre o calendário do Miami Dolphins em 2009, o time com maior "valor" de rivais ( percentual de vitórias do rivais em 2008 ). Ok, é fato, e eu não nego isso, que é uma barreira a mais para ser transposta. E será mesmo duro conseguir isso, mas se esquecem de que os outros 3 times da AFC Leste tem 8 jogos comuns ( contra os mesmos rivais do Miami ), 6 dentro da própria divisão e apenas 2 é que são distintos.

    Ficando apenas no caso do Pats - o único time, que talvez, seja melhor que o Dolphins - esses dois jogos diferentes são, respectivamente: Steelers e Chargers pro Dolphins e Ravens e Broncos no caso do Pats. Tirando o Broncos, que pra mim está bem pior do que em 2008, o Ravens não tem nada de mais fácil do que o Steelers, pelo contrário até.

    Sendo assim, se vencermos os dois jogos contra o Pats ( algo bem complexo ) e fizemos nos outros 14 jogos o mesmo que o Patriots, a divisão será nossa. Se trocarmos derrotas, podemos até ganhar o Bi da divisão, caso vençamos mais jogos contra Jets e Bills ou dentro da Conferência.

    Sonho? Loucura? Devaneio? Pode até ser. Mas ano passado, também o era. E todos sabem o que aconteceu...

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