sexta-feira, 1 de maio de 2020

Perfil dos Escolhidos: Tua Tagovailoa - Habemus QB

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Agora vai...
Poucas vezes eu vi uma escolha ser tão boa em Miami, onde praticamente ninguém reclamou, não que eu tenha visto. As reações de gringos é impactante e comovente ao mesmo tempo. Eu resumo como sendo um sentimento libertador, como sair de uma hibernação. Estamos parados no tempo faz muito tempo e mesmo antes de Dan Marino se aposentar as coisas já estavam ruins. Mas este post não é para falarmos do passado, e sim do futuro.

Tuanigamanuolepola Tagovailoa, ou simplesmente Tua, chega em Miami sendo o 5º jogador da posição escolhido no primeiro round. Além dos HOFs Bob Griese ( 1967 ) e Dan Marino ( 1983 ), o time escolheu Rick Norton em 1966. E claro, em 2012 jogamos uma pick e quase 10 anos no lixo, ao escolher Ryan Tannehill. Então, ele é o quinto QB e foi escolhido na pick 5. Sinal de que teremos sucesso com ele? Quem sabe... coincidências as vezes acontecem.

O nosso FQB tão aguardado, chegou. E ele é vencedor, líder nato e tem praticamente tudo o que é necessário a um QB para ele dar certo na Liga. O risco fica por conta da sua contusão no quadril, que passou por uma delicada cirurgia. Mas como bem disse Paulo Antunes: risco era não draftar Tua. Ele terá o tempo que for necessário para se recuperar 100% da contusão, uma vez que o plano não é vencer este ano, mas sim ao longos dos próximos anos. Ele pode ser titular este ano? Pode, mas não podemos arriscar fazer com ele o que os Redskins fizeram com RGIII. Logo, ele começará no banco. Mas duvido que termine o ano lá.

O que pode-se dizer dele de diferente do que foi dito antes, durante e depois do Draft? Acho que nada. Mas que tal relembrar o dia em que descobrimos a sua existência? Na final da NCAA, entrando no intervalo com o time tomando uma e ele comandando a virada espetacular?


Sangue frio. Antes lançar a bola que daria o título à Alabama, ele tomou um sack típico de rookie: segurou a bola procurando alguém para passá-la. Depois fez história. Existem tantos outros vídeos de momentos marcantes dele, mas eu destaco este, porque ele era Novato. E já conseguiu fazer destas e num jogo decisivo, contra grande adversário e que vencia. Ele foi interceptado e não se abateu. É deste tipo de jogador que times vencedores precisam. E agora temos.

Como disse no dia, a Nota é A+. Não é apenas boa, é espetacular. A partir de agora temos outros problemas, mas nenhum deles é se referem a QB. Temos o nosso cara, a nossa cara. Ele tem tudo para ser grande e nos recolocar no caminho que é nosso de Direito. Agora é aguardar, porque Habemus QB.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Análise do Draft 2020: bom, ótimo ou maravilhoso?

Filho de Coach Flores falando com Tua...
E findo o Draft, temos 11 jogadores novos vindos pelo Draft. E o que isso nos oferece de perspectivas para o futuro? Um esteio para o futuro, mas não neste ano. O time preencheu os buracos mais evidentes, mas faltou - teoricamente - os playmakers. Estes talvez apareçam em 2020.

Conseguimos com a nossa escolha 5 o mesmo jogador que queríamos no começo da temporada passada. E isso é incrível, porque no final das contas o #tankforTua deu certo. Ele chega para ter uma time montado no seu entorno, de acordo com suas qualidades e defeitos. E isso ajuda bastante para a transição da NCAA para a NFL. Além disso, não existirá a pressão para ele ser Starter na semana 1, embora possa sê-lo. Tua chega para ser o comandante da franquia por perto de 2 décadas. Show de bola, porque temos - enfim - nosso Franchise QB, vindo de Alabama.

A partir desta escolha, excelente, vieram escolhas que não chamaram tanta atenção assim. Primeiro porque os melhores Tackles saíram cedo, assim como os WRs. E na escolha 18 o time pegou o Austin Jackson, de USC. Um Reach, não tem como negar. Mas o que fazer sem ter uma OL? Chris Grier resolveu não arriscar e pegar logo um Tackle que era do agrado de todos em Miami. E assim seriam a escolhas seguintes: jogadores que tem a simpatia do Coach Flores e cia. Prova foi a escolha do final da rodada: Noah Igbinoghene, um CB de Auburn. Faz sentido pra vocês ter um CB aqui quando o time tem a dupla de Cornes mais bem pagos da NFL em Xavien Howard e Byron Jones? Outra vez veio um jogador que é preferido da comissão técnica. Assumiram um risco, sobretudo por passar talentos diversos que existiam disponíveis na board.

Na 2ª rodada, o time seguiu no plano: melhorar os 2 lados das trincheiras. E veio um Tackle ( assim está listado no site do Miami ), Robert Hunt. Um monstro fisicamente, que também pode atuar como Guard. Problema? Para mim, o maior é ter vindo de uma Universidade "fraca" e que atua contra adversários igualmente "fracos". Mas ele tem capacidade para render bem e alguns veem que ele pode virar jogador Top. Aguardemos. Na outra escolha o time foi atrás de um DT forte em parar corridas, Raekwon Davis, de Alabama. Uma contusão e ter ficado para o quarto ano fizeram ele cair, mas ele tem condições de ser Starter no meio da DL, tanto no 3-4 ou 4-3, embora possa ser deslocado para DE. Na outra escolha do 2º dia, veio enfim um Safety: Brandon Jones, de Texas Longhorns. Ele é intuitivo, mas falta físico para a NFL se for atuar de SS. Deveria ficar como Free, mas o esquema de Flores não usa tanto o FS. Enfim, ele é bom. E demonstrou que tem vontade aprender. E é um Jones para substituir outro.

Abrindo o terceiro dia o Miami fez uma Trade usando suas duas picks para uma Trade com os Texans e escolhendo outro OL: Solomon Kindley, de Georgia. Para variar, outro monstro fisicamente, daqueles que destroem adversários. Chega com toda cara de ser Starter e foi um grande valor no quarto round, ele era cotado até para sair no segundo. Depois no quinto round o time escolheu um DE em Jason Strowbridge de North Carolina e fez uma troca com os Niners por Matt Breida. Bons moves, porque Brieda chega para ser Starter e Strowbridge pode ser bastante útil desde o começo na rotação e no futuro até como Starter. Mas ai o time fez outra Trade para obter o Steal do Draft: Curtis Weaver. Tem stock para ser Starter e até mesmo o nosso melhor jogador de Front Seven, já este ano. Existem problemas para corrigir, mas nada que assuste, é claro. Na sequência o time escolheu o Long Snnaper. Blake Fergunson de LSU ( sem comentários ) e Malcolm Perry, de NAVY para ser o nosso Taysom Hill, aquele jogador para deixar as defesas malucas, pois ele pode passar, correr ou receber. 

Somando tudo isso, como responder a pergunta do título? Eu acho que foi bom e seu valor pode demorar a aparecer. Ou nem aparecer, mas se Tua for tudo o que ele pode ser em Miami, a classe já estará salva. Mas no geral o pensamento foi reforçar os 2 lados das trincheiras e melhorar a secundária, para ter mais peças que sustentem o esquema de mano-a-mano de Flores. A nota de tudo isso é um A-.

Durante a semana, eu farei os perfis dos 11 escolhidos. Será trabalhoso, mas eu farei.

domingo, 26 de abril de 2020

Eis o Trabalho de 2020 até aqui dos Dolphins




Nestas duas imagens temos o resumo de todos os movimentos deste ano, na Free Agency, no Draft, nos UDFA e nas Trades. Ao todo temos 21 novos jogadores ( 12 pelo Draft ) e mais 8 rookies não-draftados ( UDFA ). Mais de meio time de novos jogadores para reforçar o elenco que fez 5-11 em 2019. 

Além de tudo isso, teremos mais 9 escolhas no Draft do ano que vem, a saber:

Rodada 1
Rodada 1 via Texans pela Trade 
Tunsil / Stills
Rodada 2
Rodada 2 
via Texans pela Trade Tunsil / Stills
Rodada 3
Rodada 4
Rodada 5
Rodada 6 via Steelers pela Trade FitzPatrick
Rodada 6 via Seahawks pela Trade feita na Sétima Rodada 2020

Sexto e Sétimo Round: um LS, uma trade e um faz tudo

Respeito. E agora são parceiros de time...
Este é um faz tudo, tipo o Tyrek Hill
Depois de 5 rounds pavimentando as Linhas, a Secundária e tendo escolhido o nosso Franchis QB, os Dolphins resolveram - digamos assim - inovar. Até porque no fim de feira, muitos jogadores nem sobrevivem aos primeiros cortes e, normalmente, não nos lembraremos deles com nossa camisa. Sendo assim, vale demais pensar fora da caixinha. 

Com a escolha de sexta rodada o time trouxe um Long Snapper, Blake Fergunson de LSU. Bom... dizer o que né? O time entendeu que precisa de solidez nesta posição e foi no melhor deles. Acontece que, normalmente, este tipo de jogador nem é draftado. Mas, outra vez, é preciso entender que Flores e cia tem um plano. E quando ouvimos falar do LS é porque ele fez merda numa partida. Então, é aquela coisa: eu não gastaria pick com isso. Mas o time fez e agora é torcer que nunca ouçamos falar dele. Ademais, o cara merece todo nosso respeito pelo gesto que ilustra este post...

No sétimo round, o time foi além: draftou um tweener de QB/RB/WR, Malcolm Perry de NAVY. Bom, está moda ter o chamado jogador de ataque, aquele que faz mais de uma coisa. Tem o Tyrek Hill e tem o Juluis Edelman. Ele alinha, normalmente, como WR e pode receber o passe, correr e até passar a bola. Vira uma arma imprevisível para as defesas, deixando o ataque bem aberto e com opções quase infinitas. Ele, quem sabe, pode dar aquele passe numa terceira longa, correr aquela terceira pra 6 ou ainda receber o passe desmarcado. Dará certo? Olha, em sétima rodada se ficar entre os 53 é uma glória. E ter uma peça assim pode ser de grande valia.

E ainda teve uma trade. Miami trocou sua escolha 251 por uma escolha de sexta rodada com os Seahawks. Um achado e tanto.

Notas? Fergunson é um C+ ( por mais que dê certo, não é uma boa decisão ) e Perry é um B+, pela possibilidade de ganho que a escolha traz. A trade é Nota A+, porque subimos um round pro ano que vem.

Quinto Round: duas boas escolhas e uma trade interessante

Reforço de peso para a DL? Temos mais um...
RB era o que vocês queriam? Também conseguimos um...
E que tal um puta dum Steal? Também conseguimos...
Quinto round é onde os GMs mostram que a equipe de análise de jogadores funciona. Aqui não existem mais escolhas óbvias, salvo quando alguém cai ao extremo. Portanto, escolher bem aqui depende de capacidade além do comum. E, sendo bem sincero, não tenho do que reclamar. 

A primeira escolha do round foi um DE que pode atuar tanto no 3-4 ou no 4-3. Acontece que ele caiu porque tem alguns problemas, sobretudo no uso dos pés e não ter tanta agilidade quanto exige a NFL atual. Problemas que agora são responsabilidade de Bryan Flores e cia resolverem. Mas existe talento e qualidade em Jason. Deve começar no banco e ser usado na rotação. Nota importante: ele bloqueou 3 chutes nas 4 temporadas no College. Convém ficar de olho nisso.

Quando o time entraria novamente no relógio, fizemos uma trade interessante com os Niners: demos uma escolha de quinta rodada pelo RB Matt Breida. Eu adorei o negócio porque, na prática, trocamos Kennyan Drake por Breida. E o nosso novo RB é melhor que Drake. Então foi um negócio muito bom porque não existia RB igual a Breida na Board. E ele já chega para jogar, ao contrário de um novato. Tem é claro a questão da durabilidade dele, mas isso aconteceria também com os novatos disponíveis. Então, bola dentro de Grier.

Nossa escolha final do quinto round demoraria muito e tinha um jogador de grande qualidade sobrando na Board: Curtis Weaver. O que fazer? Aguardar e corrermos o risco de vê-lo sair antes? Grier resolver queimar ( no bom sentido ) uma escolha de sétimo e ter na escolha 164 a, talvez, melhor escolha do nosso draft, excluindo Tua é claro. Weaver caiu não se sabe direito porque, mas é um talento nato para a posição. É um jogador que pode melhorar demais nossa defesa, pois tem a versatilidade que Flores tanto admira. Sensacional escolha.

Notas? Bom, para Strowbridge é B, para a trade por Breida é um A e para a ousadia/alegria de escolhermos Weaver é um A+ bem gigantesco.